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Tecnologia e inteligência pericial auxiliam órgãos de trânsito na identificação de pontos críticos de acidentes no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) utiliza tecnologia, análise de dados e inteligência artificial (IA) para transformar laudos de acidentes de trânsito em informações estratégicas voltadas à segurança viária. O trabalho é desenvolvido no Instituto de Criminalística da PCDF e permite identificar, por meio de mapas de calor, regiões com maior concentração de sinistros de trânsito periciados no Distrito Federal. A análise não indica apenas onde os acidentes ocorreram, mas também cruza a localização geográfica com a causa determinante apontada pela perícia, como excesso de velocidade, manobra indevida, interceptação de trajetória, perda de controle, ausência de reação, reação tardia e contramão de direção. Na prática, isso significa que a perícia deixa de atuar apenas após o acidente e passa a produzir conhecimento útil para prevenir novos casos e salvar vidas. “Cada acidente periciado deixa uma lição. Quando reunimos milhares dessas informações em mapas e análises inteligentes, conseguimos enxergar padrões invisíveis a olho nu e ajudar a construir um trânsito mais seguro para toda a população”, afirma o perito criminal Leandro Dias Carneiro. O trabalho é desenvolvido no Instituto de Criminalística da PCDF e permite identificar, por meio de mapas de calor, regiões com maior concentração de sinistros de trânsito periciados no Distrito Federal | Foto: Divulgação/PCDF Um exemplo ocorre quando determinado trecho aparece no mapa de calor com concentração de acidentes por excesso de velocidade. Nesse caso, a informação pode auxiliar os órgãos de trânsito na avaliação de medidas de fiscalização, sinalização ou readequação viária. Em outro cenário, se os dados indicam muitos sinistros por manobra indevida ou interceptação de trajetória em uma mesma região, o ponto pode sinalizar a necessidade de estudo sobre conversões, acessos, retornos, cruzamentos ou fluxo de veículos. Também há situações em que os mapas apontam concentração de acidentes em cruzamentos semaforizados. Essas informações podem subsidiar a avaliação de câmeras, tempos semafóricos, sinalização horizontal, visibilidade e dinâmica de circulação no local. As informações produzidas pela PCDF são encaminhadas aos órgãos de trânsito competentes, como o DER-DF e o Detran-DF, para subsidiar ações de engenharia de tráfego, fiscalização, mobilidade urbana, educação para o trânsito e prevenção de sinistros. O trabalho ganhou ainda mais relevância com o avanço das ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas e aplicadas pela própria PCDF. A IA “Charlie”, desenvolvida no âmbito da instituição e recentemente apresentada em conferência internacional de inteligência artificial e Direito, em Singapura, reforça a posição da Polícia Civil do Distrito Federal como referência no uso seguro, técnico e responsável da tecnologia aplicada à atividade policial e pericial. Atendimento à imprensa Veículos de comunicação interessados em obter mais informações sobre o tema, solicitar entrevistas ou produzir reportagens sobre o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil do Distrito Federal na área de perícia de trânsito, análise de dados e inteligência artificial podem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação da PCDF (Ascom/PCDF), através do E-mail: ascom@pcdf.df.gov.br   *Com informações da PCDF

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Carreta da Saúde na Escola levará consultas e exames a estudantes da rede pública

A saúde dos estudantes da rede pública do Distrito Federal ganhará reforço com a criação da Carreta da Saúde na Escola. O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a Lei nº 7.908/2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última quinta-feira (11), que cria o programa para levar atendimento médico e odontológico preventivo diretamente às escolas, com realização de exames, consultas e encaminhamentos para tratamento na rede pública de saúde. A norma, que ainda será regulamentada, tem como objetivo ampliar o acesso dos estudantes aos serviços de saúde e promover ações preventivas e curativas. Segundo a coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), Alana Siqueira, a integração entre saúde e educação é fundamental para a promoção do desenvolvimento integral dos alunos. “A articulação entre os setores favorece a identificação precoce de necessidades de saúde, o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção, o fortalecimento dos vínculos com as famílias e a construção de ambientes escolares mais saudáveis e acolhedores. Além disso, contribui para melhores condições de aprendizagem, permanência e qualidade de vida”, afirma. Na avaliação da diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Larisse Cavalcante, a iniciativa reforça essa integração ao aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar e ampliar o atendimento preventivo aos estudantes da rede pública. Além dos atendimentos clínicos, a Carreta da Saúde na Escola desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Ao levar atendimentos preventivos diretamente ao ambiente escolar, a Carreta da Saúde na Escola favorece a identificação precoce de condições que podem interferir no desenvolvimento e na aprendizagem e possibilita encaminhamentos oportunos para o tratamento adequado”, enfatiza. Saúde itinerante A Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para realizar consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, triagens e encaminhamentos para serviços especializados. O atendimento será feito por equipes multidisciplinares compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Segundo a publicação, as visitas serão realizadas por meio de um cronograma para atender progressivamente todas as escolas públicas do DF. Atendimentos Entre os procedimentos previstos estão consultas médicas de rotina, atendimentos odontológicos, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, avaliação de peso e altura, além de testes de visão. Quando necessário, os estudantes poderão ser encaminhados para exames especializados e acompanhamento na rede pública de saúde. A legislação também determina que os alunos diagnosticados com condições que exijam tratamento recebam encaminhamento prioritário para as unidades públicas de saúde. As famílias serão informadas sobre os resultados e orientadas sobre o processo de atendimento. Além dos atendimentos clínicos, o programa desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde. As atividades abordarão temas como alimentação saudável, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças e cuidados com o bem-estar físico e mental. Parcerias estratégicas A lei prevê ainda que a implementação e a manutenção do programa possam contar com parcerias com entidades privadas que poderão contribuir para a aquisição de equipamentos, veículos e insumos necessários ao funcionamento das unidades móveis. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Representantes da saúde pública do DF recebem homenagem por Dia Mundial do Doador de Sangue

A importância da doação de sangue para o atendimento de milhares de pacientes foi destaque, nesta terça-feira (16), durante sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O evento reuniu representantes da saúde pública e privada, instituições parceiras e pessoas que vivenciam diariamente os impactos desse gesto de solidariedade. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a doação e valorizar quem contribui para essa rede de solidariedade. "Doar é um gesto de amor. Seja qual for a forma de doação, ela nasce da empatia e da compaixão. Precisamos falar cada vez mais sobre essa temática e reconhecer todos que dedicam sua força de trabalho e sua solidariedade para salvar vidas", elogiou. Presidente do IgesDF, Eliane Abreu ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a doação e valorizar quem contribui para essa rede de solidariedade | Foto: Divulgação / Iges-DF Eliane também reforçou a parceria permanente entre o IgesDF e a Fundação Hemocentro de Brasília para garantir o atendimento aos pacientes dos hospitais administrados pelo instituto. “O Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol) atendem diariamente pessoas que dependem da generosidade dos doadores. Nosso respeito e admiração a todos que contribuem para que essa assistência aconteça”, ressaltou. Autor da homenagem e presidente da sessão, o deputado Jorge Vianna observou que a doação de sangue continua sendo um desafio para o país. Segundo ele, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse índice alcance pelo menos 3%. [LEIA_TAMBEM]“Quero conclamar todos que nos acompanham a se tornarem doadores regulares. É um processo rápido, seguro e que pode fazer toda a diferença para quem está lutando pela vida”, incentivou. Ao longo da solenidade, os participantes reforçaram uma mensagem em comum: ainda não existe tecnologia capaz de substituir o sangue humano. O presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, destacou que cada doação representa uma oportunidade de tratamento e recuperação para milhares de pacientes. “Cada bolsa coletada representa uma oportunidade de tratamento, recuperação e recomeço para milhares de pacientes que dependem diariamente desse recurso essencial”, disse ao reforçar a relevância do trabalho desenvolvido pelos serviços de coleta e transfusão. A mobilização da sociedade continua sendo indispensável para manter os estoques em níveis seguros e assegurar o atendimento de quem mais precisa", acrescentou. Contexto histórico e técnico do ato de doar Representando o Ministério da Saúde, a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros, lembrou que o Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos e por tornar as transfusões seguras. "Doar sangue é um convite ao exercício da cidadania, da responsabilidade social e do altruísmo" Luciana Maria de Barros, coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde Para ela, a data simboliza muito mais do que uma celebração. "É um convite ao exercício da cidadania, da responsabilidade social e do altruísmo", destacou. Durante sua participação, Luciana também recordou a transformação vivida pelo país nas últimas décadas. Segundo ela, até os anos 1970, a doação remunerada era uma prática comum, expondo doadores e receptores a diversos riscos. A construção da rede pública de hemocentros a partir da década de 1980 e a proibição da comercialização de sangue pela Constituição Federal de 1988 consolidaram um modelo baseado no voluntariado, na gratuidade e no anonimato. “São princípios que garantem a segurança de quem doa e de quem recebe”, salientou a gestora. Luciana também destacou que 2026 marca os 25 anos da Política Nacional do Sangue e do Sistema Nacional de Sangue (Sinasan), estrutura responsável pela coordenação da hemoterapia brasileira. A visão de quem acompanha diariamente os pacientes que recebem esse cuidado foi apresentada pela médica hematologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Nina de Oliveira. Representando a assistência especializada, ela agradeceu aos doadores e destacou o impacto concreto que cada bolsa de sangue tem na vida de quem enfrenta um tratamento. “Quem está do outro lado pode afirmar que esse paciente é eternamente grato por esse ato. Isso faz diferença na vida dele e realmente salva vidas”, enfatizou Como forma de reconhecimento às contribuições prestadas à promoção da doação de sangue e ao fortalecimento da hemoterapia no Distrito Federal, a Câmara Legislativa do Distrito Federal também realizou a entrega de moções de louvor ao final da sessão. Além da presidente do IgesDF, Eliane Abreu, foram homenageados doadores que ajudam a manter viva essa corrente de solidariedade. A homenagem contemplou ainda colaboradores da área de hematologia do Hospital de Base: Daiane Pereira, James de Sousa e Juliana Xavier, profissionais que atuam diariamente para garantir assistência segura e qualificada aos pacientes que dependem do ciclo do sangue. *Com informações do Iges-DF

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