Atuação da PGDF garante economia de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos
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Com DNA brasiliense, a Exímio Cacau aposta em inovação com ajuda da FAPDF
Café, chocolate, afeto e aconchego em um mesmo lugar. Essa é a proposta da Exímio Cacau, marca brasiliense que nasceu ainda no ambiente escolar e hoje busca se consolidar como uma experiência completa em torno do cacau, dos cafés especiais e da hospitalidade. Exímio Cacau une cafeteria, chocolateria e experiência de convivência em proposta voltada ao público jovem e à valorização do cacau de origem | Fotos: Divulgação/FAPDF Conduzida por jovens empreendedores da Geração Z, a empresa une cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes, com foco em ingredientes selecionados, produtos de origem e construção de comunidade. Ao longo da trajetória, a Exímio também se aproximou do ecossistema de inovação do Distrito Federal por meio de iniciativas vinculadas à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), como o Start BSB e o Tecnova III. A empresa é liderada por João Pedro Calheiros, diretor-executivo; Victor Gandra, diretor de Operações; e Yuri Brandão, diretor de Marketing Da escola ao mercado A história da Exímio Cacau começou quando João Pedro Calheiros ainda cursava o Ensino Médio. Bolsista em escolas particulares, ele passou a vender brownies e brigadeiros para os colegas como forma de conquistar uma renda extra. Mesmo mudando de escola diversas vezes, continuou produzindo os doces e, aos poucos, formou uma rede de apoio com amigos que revendiam os produtos em diferentes instituições de Brasília. O brownie tradicional foi um dos primeiros produtos da Exímio Cacau e carrega a memória da marca, que nasceu de forma simples nas escolas de Brasília “Um ponto de venda se transformou em dez, depois em vinte, até ultrapassarmos a marca de cem estabelecimentos parceiros espalhados por Brasília” João Pedro Calheiros, diretor-executivo da Exímio Cacau Após concluir o Ensino Médio e retornar de uma viagem pela América do Sul, João Pedro decidiu investir na atividade que já dominava: produzir e vender brownies. Sem o ambiente escolar como principal ponto de venda, passou a oferecer os produtos para pequenos comércios, bares e restaurantes próximos de casa, inicialmente em regime de consignação. O crescimento veio de forma rápida. “Um ponto de venda se transformou em dez, depois em vinte, até ultrapassarmos a marca de cem estabelecimentos parceiros espalhados por Brasília”, afirma João Pedro. Com a expansão, a empresa estruturou uma cozinha própria e, posteriormente, migrou parte da produção para uma operação industrial. A mudança abriu espaço para uma nova etapa: transformar o antigo ambiente de fabricação em uma cafeteria voltada ao universo do cacau e dos cafés especiais. Brownie com sorvete e outros itens do cardápio reforçam a proposta de unir confeitaria, cafés especiais e experiência gastronômica em um ambiente acolhedor “A Exímio começou como uma pequena confeitaria voltada para vendas dentro das escolas, evoluiu para uma distribuidora artesanal de alimentos, passou por uma fase de produção industrial e distribuição em larga escala e, atualmente, se consolidou como uma marca que une cafeteria, presentes, assinaturas e uma experiência completa construída em torno do cacau de verdade e de ingredientes selecionados”, explica o João Pedro. Chocolate de origem e experiência Um dos diferenciais da Exímio Cacau está na valorização da matéria-prima. A marca trabalha com cafés especiais, chocolates com maior percentual de cacau e produtos bean-to-bar, expressão usada para definir chocolates produzidos diretamente do grão à barra. Marca aposta em produtos ligados ao cacau de origem e à valorização de ingredientes selecionados Na prática, a proposta é reduzir a dependência de chocolates ultraprocessados e priorizar uma cadeia produtiva com mais rastreabilidade, controle e qualidade. O cuidado aparece tanto no desenvolvimento do cardápio quanto na experiência oferecida nas lojas. “Tanto no café quanto no cacau, valorizamos processos que envolvem seleção rigorosa da matéria-prima, rastreabilidade, responsabilidade na cadeia produtiva e respeito às boas práticas de produção. O resultado é um produto com qualidade superior, sabores mais complexos e uma experiência muito mais rica para o consumidor, tanto do ponto de vista sensorial quanto da transparência sobre sua origem”, afirma João Pedro. Inovação e apoio da FAPDF A trajetória da Exímio também se conecta ao ecossistema de inovação do Distrito Federal. A empresa participou de dois programas vinculados à FAPDF: o Start BSB, em que recebeu apoio para o desenvolvimento de um projeto, e o Tecnova III, no qual avançou nas etapas iniciais do processo seletivo, embora não tenha sido contemplada com o recurso financeiro. No Start BSB, a proposta era acelerar a Exímio Lab, uma escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. A iniciativa nasceu de mentorias realizadas com jovens de Brasília interessados em empreender na confeitaria e, com o apoio do programa, começou a ser estruturada como projeto. Com ambiente acolhedor e foco em pertencimento, a Exímio Cacau investe na experiência presencial como parte central do relacionamento com os clientes Já no Tecnova III, a Exímio submeteu uma proposta voltada ao desenvolvimento de um conservante natural à base de própolis para produtos de panificação úmidos. Embora o projeto não tenha avançado até a fase final do edital, o processo envolveu pesquisa, testes laboratoriais e estudos de referências acadêmicas, contribuindo para o amadurecimento técnico da equipe. “A FAPDF tem um papel muito importante na história da Exímio. Sua contribuição vai muito além do apoio financeiro: envolve acolhimento, conexões, aprendizado e a construção de uma cultura de inovação que impactou diretamente o amadurecimento da empresa”, destaca João Pedro. Próximos passos [LEIA_TAMBEM]Depois de passar por diferentes fases, a Exímio vive agora um momento de consolidação. A empresa reduziu de forma intencional a atuação na indústria e na distribuição para concentrar esforços no fortalecimento do modelo atual. Os próximos passos envolvem o fortalecimento da gestão e da governança, a ampliação do Clube de Assinatura, a construção de uma equipe de alta performance, o desenvolvimento de uma cultura organizacional consistente e a padronização de processos. A meta é criar uma base sólida antes de iniciar um novo ciclo de crescimento. No futuro, a expectativa é buscar investimento externo para acelerar a expansão da Exímio em Brasília e, posteriormente, em outras cidades do Brasil, seja por meio de lojas próprias, franquias ou modelos de sociedade operacional. A trajetória que começou com brownies vendidos na escola hoje aponta para uma ambição maior: mostrar que é possível criar, a partir de Brasília, uma marca com identidade própria, potencial de escala e uma experiência capaz de unir sabor, afeto, inovação e pertencimento. *Com informações da FAPDF
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Mais de 950 alunos são certificados no primeiro ciclo do RenovaDF de 2026
O primeiro ciclo de 2026 do RenovaDF certificou, nesta terça-feira (16), 955 alunos formados em curso de qualificação profissional voltado à construção civil e à manutenção urbana. A cerimônia de formatura ocorreu no espaço do Feirão do Trabalhador, em frente ao Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia contou com a participação da governadora Celina Leão. “Esse é um programa que deu certo. Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa”, afirmou a chefe do Executivo. “É uma iniciativa democrática, que dá a mesma oportunidade de recomeçar e, para muitos, de transformar a vida financeira”, completou. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o RenovaDF é executado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). O curso tem carga mínima de 240 horas, com aulas teóricas e práticas. Durante a formação, os alunos recebem bolsa equivalente a um salário mínimo a cada etapa concluída, além de auxílio-transporte, seguro contra acidentes pessoais e certificado. A governadora Celina Leão: "Nós damos uma oportunidade de aprender uma profissão. Hoje temos uma taxa de empregabilidade de quase 30% para as pessoas que saem desse programa" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, destacou que a formatura ocorreu dentro da estrutura do Feirão do Trabalhador, o que permitiu aos alunos saírem do curso já com acesso a empresas, cadastro profissional e entrevistas de emprego. “Eles recebem o diploma, atualizam o cadastro e participam de processos de entrevista com mais de 100 empresas que estão aqui. O nosso objetivo é que saiam daqui contratados”, afirmou. Segundo o chefe da pasta, o programa combina capacitação e cuidado com espaços públicos. “O objetivo é qualificação profissional agregada à recuperação de equipamentos públicos. É uma mão de obra qualificada e importante para a cidade”, disse. Neste ciclo, os alunos atuaram na recuperação de 200 equipamentos públicos em 12 regiões administrativas: Samambaia, Riacho Fundo II, Paranoá, Plano Piloto, Planaltina, Sobradinho, Itapoã, Ceilândia, Riacho Fundo, São Sebastião, Taguatinga e Brazlândia. As atividades incluíram pintura de quadras esportivas, manutenção de alambrados, serviços de serralheria, recuperação de paradas de ônibus, manutenção de campos sintéticos e intervenções em parques infantis. A proposta foi unir capacitação profissional e conservação de espaços usados diariamente pela população. Entre as formandas estava Maria Nilva Pereira, 45 anos, moradora do Ipiranga. Antes de entrar no RenovaDF, ela estava sem trabalhar por questões de saúde e já havia tentado participar outras vezes. “Era o meu sonho. Eu me inscrevi umas quatro vezes. Quando consegui e vi meu nome na lista, corri para a administração no mesmo dia para deixar tudo certo”, contou. No curso, Maria Nilva participou de atividades de pintura e recuperação de espaços públicos. “Foi muito bom fazer aquela pintura para que as crianças tenham tudo bonitinho. Eu participei de tudo e gostei muito”, disse. Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, contou que o curso já teve efeito dentro da própria residência: “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa" Também formada pelo programa, Silvaneide Souza, 41 anos, moradora da Estrutural, contou que o curso já teve efeito dentro da própria casa. “Aprendi a pintar e já comecei a fazer serviços em casa. Pintei minha casa, está uma princesa. Já não vou precisar pagar para ninguém”, comemorou. Silvaneide afirmou que adiou uma viagem para participar da formatura. “Minha passagem estava comprada desde fevereiro, mas deixei para viajar depois, porque queria concluir o Renova. Nunca é demais aprender um pouco”, disse. Com a formação, ela pretende usar o conhecimento para gerar renda. “Falei para o meu esposo que vou pegar um apartamento para pintar.” Desde a criação, o RenovaDF certificou 31.345 alunos e recuperou 3.150 equipamentos públicos no Distrito Federal. A formatura desta terça-feira integrou a programação do Feirão do Trabalhador, promovido pelo GDF até sexta-feira (19), das 8h às 19h, em frente ao Museu Nacional da República. O evento reúne empresas, programas de qualificação, oficinas, palestras e serviços voltados à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho.
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GDF regulamenta captura e manejo de pirarucu
O Governo do Distrito Federal (GDF) deverá publicar nos próximos dias decreto que regulamenta o manejo e a captura do pirarucu (Arapaima gigas) nos corpos hídricos do Distrito Federal. A medida tem como objetivo controlar a população da espécie exótica invasora, proteger os ecossistemas aquáticos locais e ampliar o monitoramento ambiental. Pela proposta, será autorizada a captura do pirarucu por pescadores artesanais e profissionais devidamente inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), observadas as exigências da legislação ambiental, sanitária e de segurança da navegação. A norma estabelece que os exemplares capturados não poderão ser devolvidos ao ambiente natural. Os peixes poderão ser destinados ao consumo próprio, à comercialização, observadas as normas sanitárias vigentes, ou a pesquisas científicas devidamente autorizadas. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ressalta que a iniciativa alia proteção ambiental e gestão responsável dos recursos hídricos. “Estamos avançando com uma medida construída com base em critérios técnicos, que contribui para a preservação dos ecossistemas aquáticos e para o monitoramento ambiental no Distrito Federal. O manejo adequado de espécies exóticas invasoras é fundamental para proteger a biodiversidade e garantir o equilíbrio dos nossos ambientes aquáticos”, afirma. Os peixes poderão ser destinados ao consumo próprio, à comercialização, observadas as normas sanitárias vigentes, ou a pesquisas científicas devidamente autorizadas | Foto: Divulgação/Sema-DF Segundo o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, a medida busca equilibrar a necessidade de controle da espécie invasora com a preservação dos recursos naturais do Distrito Federal. “O pirarucu é uma espécie exótica que demanda acompanhamento permanente. O decreto estabelece critérios técnicos para o manejo e garante que qualquer ação seja realizada de forma responsável, com foco na proteção dos ecossistemas aquáticos e na produção de informações que subsidiem futuras decisões de gestão ambiental”, afirma. O decreto veda, temporariamente, a captura da espécie no Lago Paranoá. A restrição permanecerá em vigor até a conclusão de estudos técnico-científicos sobre a dinâmica populacional do pirarucu no reservatório, suas interações com espécies nativas e os possíveis impactos ambientais decorrentes de medidas de manejo. A proposta também prevê que o órgão responsável pela política de pesca e aquicultura realize, no prazo máximo de 24 meses, levantamento técnico-científico sobre a presença e o comportamento da espécie no lago. Além de autorizar a atividade pesqueira em condições específicas, o decreto estabelece mecanismos de monitoramento. Todo exemplar capturado deverá ser fotografado e comunicado ao órgão distrital competente, com informações sobre local, data, horário, peso e comprimento aproximados do peixe. Entre os equipamentos autorizados para a captura estão redes específicas para peixes de grande porte, varas e linhas de alta resistência, passaguás, alicates de contenção, bicheiros e luvas de proteção. A norma também proíbe métodos que possam causar danos aos ecossistemas aquáticos, comprometer a segurança da navegação ou provocar a captura indiscriminada de espécies não alvo. Para o subsecretário de Pesca e Aquicultura, Edson Buscacio, a regulamentação representa um avanço na gestão dos recursos pesqueiros do Distrito Federal. “Estamos estabelecendo regras claras para o manejo de uma espécie exótica que exige atenção especial. O decreto busca conciliar o controle populacional do pirarucu com a conservação ambiental, além de gerar informações técnicas importantes para o monitoramento dos corpos hídricos do Distrito Federal”, destaca. A fiscalização será realizada pelos órgãos ambientais e de segurança pública do Distrito Federal, no âmbito de suas competências. O descumprimento das regras sujeitará os infratores às sanções administrativas, civis e penais previstas na legislação vigente. *Com informações da Sema-DF
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