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Na Semana Nacional do Doador de Sangue, Hemocentro faz campanha para atrair mais doadores
Na porta do Hemocentro de Brasília, o movimento desta semana é diferente: voluntários chegam com a certeza de que um pequeno gesto sustenta o atendimento de milhares de pacientes no Distrito Federal, salvando vidas com apenas duas coisas: tempo e sangue. O incentivo às doações faz parte da Semana Nacional do Doador de Sangue, com uma programação que segue até sábado (29) em homenagem ao Dia Nacional do Doador, celebrado nesta terça-feira (25). Promovida pela Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), a ação reúne atividades de conscientização, orientações sobre pré-requisitos e surpresas para quem decide participar. O objetivo é um só: garantir estoques em níveis seguros e reforçar a importância de manter a doação como hábito. Os agendamentos podem ser feitos pelo site Agenda DF ou pelo telefone 160, opção 2. O Hemocentro abastece os 17 hospitais públicos do DF, o que exige uma rotina estável de coletas. Atualmente, a unidade precisa alcançar pelo menos 180 bolsas de sangue por dia, uma meta que só é possível quando cerca de 240 a 250 candidatos comparecem diariamente (considerando os casos de inaptidão clínica). Os agendamentos podem ser feitos pelo site Agenda DF ou pelo telefone 160, opção 2 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “O Dia Nacional do Doador de Sangue é extremamente importante porque a gente tem a função de sensibilizar a população sobre a importância da doação de sangue. É uma data em que a gente faz uma grande promoção de incentivo, mas também tiramos muitas dúvidas da população”, acentuou o presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto. Ele reforçou que todo o material é descartável, que o processo não oferece riscos e que mitos — como o de que doar engorda ou “vicia” — não têm fundamento. “É salvar quatro vidas com uma única doação de sangue”, concluiu. Estoques, fidelização e grupos de doadores A gerente de captação de doadores, Kelly Barbi, detalha como a semana reforça a necessidade permanente da unidade. “Não há substituto para o sangue. A gente precisa trazer sempre esse tema à tona para angariar novos doadores e fidelizar os existentes, porque da regularidade vem a manutenção do estoque”, ressaltou. Kelly explicou que apenas 41% dos voluntários do Hemocentro são fidelizados. “Quanto mais regular e fidelizado, maior a qualidade desse sangue também para a gente. E claro, novos doadores são sempre uma enorme conquista para todos que precisam”. A gerente destaca que todos os tipos sanguíneos são bem-vindos, ainda que atualmente a unidade faça um apelo especial para O+ e O- (doador universal), além dos negativos em geral (A-, B- e AB-). O Hemocentro também organiza transporte gratuito para grupos com pelo menos dez pessoas, que podem agendar pelo WhatsApp (61) 99136-2495. Heróis na vida real Nem mesmo os super-heróis ficaram fora da mobilização nesta terça-feira. Com o traje clássico do Power Ranger Vermelho, o vigilante Adriano Sousa, 40 anos, foi ao Hemocentro com os colegas vestidos como rangers de outras cores para incentivar o público. “Nós viemos voluntariamente. Como heróis, é importante que, nesse dia tão importante, a gente possa inspirar algumas pessoas a vir fazer esse ato heróico. E para ser heróico você não precisa ter um traje ou capa, apenas uma boa ação”, disse. Fantasiados de Power Rangers, Adriano e os amigos foram doar sangue O grupo, que despertou a atenção de quem compareceu à campanha, também doou sangue. “A gente sabe que o estoque anda baixo, ainda mais no fim de ano, quando as pessoas tiram férias e viajam, então para nós é muito importante estar representando os Power Rangers e sendo heróis na vida real hoje”, acrescentou Adriano. Entre os outros heróis, com roupas mais comuns, a enfermeira Eliane Braga, 37, é doadora regular no Hemocentro de Brasília. Ela sempre teve vontade de doar e atualmente participa da rede sempre que pode. “É muito importante fazer essas doações. Como enfermeira, já vi muitas pessoas precisarem e às vezes enfrentarem a falta de sangue compatível. Muita gente precisa da nossa ajuda, e doar sangue salva vidas. É rápido, tranquilo e não dói”, assegurou "É rápido, tranquilo e não dói" Eliane Braga, enfermeira e doadora de sangue O autônomo Franthesco Vieira Gomes, 33, relatou que familiares já precisaram de doações, e por isso também doa sangue com frequência. Atualmente ele faz parte da comunidade Sangue Bom, que reúne grupos de 15 a 20 pessoas para deslocamentos coletivos até o Hemocentro de Brasília. “A gente tem que ter consciência de que, quando a gente doa sangue, a gente pode salvar até quatro vidas. A doação é tranquila, e aqui a gente tem todo o carinho e apoio da equipe”, relatou. Requisitos Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos (primeira doação até 61 anos), pesar mais de 51 kg, estar bem-alimentado (evitando gordura e derivados do leite) e levar documento original com foto. Os prazos variam conforme o caso. Quem teve gripe deve esperar 15 dias após o fim dos sintomas para realizar a doação. Já em caso de covid-19, são 10 dias após o fim dos sintomas (ou desde a coleta do exame, se assintomático). Para quem teve dengue clássica é exigida uma espera de 30 dias, enquanto quem teve a dengue hemorrágica deve esperar seis meses até uma nova doação. Serviço → Funcionamento do Hemocentro de Brasília: segunda a sábado, das 7h15 às 18h → Agendamento para doar sangue: Agenda DF ou telefone 160, opção 2 → Grupos a partir de dez pessoas: agendamento pelo WhatsApp (61) 99136-2495 → Mais informações: https://www.fhb.df.gov.br/doacao-de-sangue.
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Seminário comemora 10 anos do Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar
A abertura oficial do seminário comemorativo pelos 10 anos do Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid) foi realizada na manhã desta terça-feira (25) no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O evento reuniu autoridades, policiais militares, representantes da rede de proteção e membros da sociedade civil para celebrar uma década de atuação dedicada à promoção de direitos, prevenção e proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O seminário apresentou a trajetória do Provid como uma das políticas públicas mais estruturadas da segurança pública do Distrito Federal. Desde sua criação, o programa se consolidou como ferramenta especializada, técnica e humanizada no enfrentamento à violência doméstica, articulando conhecimento policial, aproximação comunitária e integração com a rede de proteção. A programação contemplou palestras e debates sobre temas centrais da agenda nacional, como a padronização da Patrulha Maria da Penha, o papel da imprensa na cobertura de casos de violência doméstica, o novo Formulário Nacional de Avaliação de Risco do CNJ, além de rodas de conversa com profissionais e especialistas. Uma década de história e transformação Ao longo dos últimos dez anos, o Provid tornou-se referência nacional pela abordagem sensível, responsável e tecnicamente qualificada no atendimento às mulheres em situação de violência. A presença dos policiais nos lares e comunidades, conduzida com postura acolhedora e rigor técnico, tem fortalecido redes de apoio, reduzido vulnerabilidades e ampliado o acesso das vítimas aos serviços essenciais. A Secretária da Mulher do Distrito Federal, Gisele Ferreira, reforçou a importância da atuação integrada: “O Provid tem papel fundamental na articulação e no fortalecimento da Rede de Proteção. Quando políticas públicas são institucionalizadas e articuladas, elas ganham sustentabilidade e alcançam ainda mais mulheres. O Provid é uma peça estratégica nesse processo. ” O seminário apresentou a trajetória do Provid como uma das políticas públicas mais estruturadas da segurança pública do Distrito Federal | Foto: Divulgação/PMDF Diálogo, articulação e compromisso institucional O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou o caráter coletivo do enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ele, o Provid é motivo de orgulho para o DF. "Mas é preciso lembrar que o enfrentamento à violência contra a mulher é responsabilidade de todos nós. Diversos órgãos atuam constantemente nessa agenda, e a integração é o que garante resultados sólidos.” Representando a Polícia Militar do Distrito Federal, o chefe do Estado-Maior, coronel Rômulo Flávio Palhares, reafirmou o alinhamento institucional da iniciativa. “O Provid está em absoluta consonância com os direitos humanos, condição essencial para o êxito do programa ao longo desses dez anos. Parabenizo os policiais militares pela dedicação, pela postura técnica e pelo compromisso com a proteção das mulheres e famílias do Distrito Federal”. Compromisso renovado A abertura do seminário reafirma o Provid como política pública estruturante e instrumento indispensável na prevenção à violência doméstica e familiar. Celebrar seus dez anos não significa apenas reconhecer resultados, mas renovar o compromisso da PMDF e de toda a rede de proteção em aprimorar práticas, fortalecer processos e ampliar a capacidade institucional de salvar vidas. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Cooperativas de catadores participam de capacitação sobre segurança no trabalho
Nesta segunda-feira (24), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) promoveu uma capacitação dirigida às cooperativas e associações de catadores contratadas para a coleta e triagem de materiais recicláveis. A iniciativa teve como objetivo reforçar práticas de segurança no trabalho, como o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) e orientações sobre o procedimento formal de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A capacitação reuniu servidores do SLU, representantes de cooperativas e estagiários do curso de saúde coletiva da UnB | Foto: Divulgação/SLU Durante o encontro, servidores da Diretoria Técnica do SLU e estagiários de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB) apresentaram rotinas de prevenção e os canais de notificação exigidos pela autarquia. Eles desenvolvem trabalho permanente junto às cooperativas para reforçar práticas seguras e a cultura de notificação. A intenção é transformar os registros em insumo para aperfeiçoar treinamentos, prever mudanças na logística operacional e ajustar exigências contratuais que aumentem a proteção dos trabalhadores. [LEIA_TAMBEM]O SLU criou um formulário específico de CAT para que as cooperativas registrem qualquer acidente, mesmo os de menor gravidade, permitindo a adoção imediata de medidas corretivas — tanto nas orientações de segurança quanto nas cláusulas dos contratos de prestação de serviço. “Essas informações têm que ser preenchidas pela cooperativa no momento em que ocorreu o acidente e imediatamente comunicadas ao SLU”, completou Mendes, lembrou o chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes. O SLU mantém atualmente 22 contratos de coleta seletiva e 31 contratos de serviço de triagem no Distrito Federal. A coleta seletiva está presente em 33 regiões administrativas, e todo o material recolhido é encaminhado aos galpões de triagem, onde os catadores separam os recicláveis para comercialização, gerando trabalho e renda. A capacitação faz parte de uma agenda mais ampla da autarquia voltada à qualificação dos agentes da cadeia de reciclagem e à garantia de condições seguras de trabalho, contribuindo para a formalização do setor e a minimização de riscos ocupacionais. *Com informações do SLU
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