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Educação e meio ambiente: jovens realizam plantio no Zoológico de Brasília

Em um momento em que o Brasil ganha destaque internacional nas discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas, especialmente com a COP 30, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) lançam um projeto voltado ao plantio de mudas frutíferas na área do parque. A iniciativa reforça o compromisso das instituições com a ampliação de áreas verdes e o fortalecimento das ações de combate ao desmatamento. Jovens aprendizes da Renapsi plantaram mudas frutíferas no Zoológico de Brasília | Foto: Mardônio Vieira/Zoológico de Brasília O plantio foi realizado nesta quarta-feira (19) pelos jovens aprendizes da Renapsi, que, sob supervisão técnica, vão participar diretamente das etapas de preparo do solo, organização das espécies e manutenção inicial das mudas. O projeto tem como objetivo estimular o protagonismo juvenil e promover práticas educativas voltadas à conservação ambiental. O diretor-presidente do Jardim Zoológico de Brasília, Wallison Couto, ressaltou que a iniciativa fortalece a missão institucional de preservar e educar. “O Zoológico de Brasília tem o compromisso de contribuir para um futuro mais sustentável. Projetos como esse demonstram que ações simples podem gerar transformações profundas, sobretudo quando unem poder público, sociedade civil e juventude”, declarou. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora educacional do Polo DF da Renapsi, Patrícia Ignácio, destacou que o envolvimento dos jovens é um dos pilares da proposta. “Estamos formando cidadãos conscientes, preparados para atuar em ações que promovam impacto real na sociedade e no meio ambiente. Cada muda plantada carrega não só vida, mas também aprendizado”, afirmou. A parceria entre as duas instituições pretende inspirar novos projetos socioambientais e ampliar o engajamento da população em práticas de conservação, reforçando o papel da educação como motor de mudança. *Com informações do Zoológico de Brasília

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PREGÃO Nº 2/2018

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Ações de manutenção recuperam principais estradas rurais de Água Quente

O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou as ações de manutenção em estradas rurais e está recuperando, em Água Quente, trechos considerados essenciais para o deslocamento da comunidade local, de pequenos produtores e de estudantes. Coordenada pela Secretaria de Governo (Segov), em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e com apoio da administração regional e da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), a intervenção alcança entre 40 km e 60 km de vias não pavimentadas, distribuídas em dez a 12 trechos que formam o principal corredor agrícola da região. As equipes utilizam fresado fornecido pelo DER, resíduos de construção civil (RCC) disponibilizado pelo SLU e o cascalho já existente nas próprias estradas, reaproveitado de forma ambientalmente adequada. O conjunto de materiais reforça a estrutura das vias e reduz pontos de erosão, fator determinante para a circulação de ônibus escolares e para a manutenção da cadeia produtiva de aves, principal atividade econômica do local. “O trabalho surgiu a partir da demanda dos produtores rurais. O secretário José Humberto Pires de Araújo determinou prioridade a essas áreas, importantes para a produção e para o Caminho das Escolas. Estamos atuando em até 60 km de estradas, usando fresado, RCC e cascalho, sempre em parceria com o DER e a Seagri”, explica Jânio Ribeiro, assessor especial da Secretaria de Governo. As equipes utilizam fresado fornecido pelo DER, resíduos de construção civil (RCC) disponibilizado pelo SLU e o cascalho já existente nas próprias estradas, reaproveitado de forma ambientalmente adequada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Como o serviço é executado A engenheira civil Maíra Cavalcante, coordenadora executiva da Administração de Água Quente, detalha as etapas do trabalho. “Começamos com o nivelamento da via, corrigindo o fluxo de água e os desníveis. Depois aplicamos RCC e cascalho já existente na via. Esse serviço é feito sempre no período de seca para evitar transtornos durante as chuvas”, afirma. Segundo ela, as equipes estão em campo há cerca de um mês, depois de visitas técnicas e da definição dos pontos críticos. “Nos dois últimos períodos chuvosos, a região não registrou interrupções nas estradas atendidas, resultado direto da manutenção preventiva”, comemora. O trabalho contempla trechos usados por produtores rurais, moradores e também rotas de transporte escolar. “Só nesta estrada passam de quatro a seis ônibus por dia. Em outras vias, a circulação é ainda maior”, relata Maíra. Nas granjas, impacto direto na produção Água Quente abriga granjas e propriedades familiares que dependem de estradas transitáveis para o transporte de ração, equipamentos e animais. No entorno da Granja Didácio Milhomens, foram recuperados 10 km da DF-190, beneficiando cerca de 60 famílias. Na região da Granja do Silas, mais 4,5 km passaram por manutenção, atendendo aproximadamente 50 famílias e garantindo condições adequadas para ônibus escolares. O arrendatário Eduardo Soares Pocebom, que atua no setor avícola, afirma que a condição das estradas é decisiva para a operação. “O maior gargalo sempre foi a estrada. No período de chuva, ficava quase impossível transitar. Esse apoio do governo nunca tinha acontecido nesse nível. O serviço que está sendo feito aqui é histórico”, avalia. Moradora há 35 anos, Tatiana Melo de Azevedo lembra de períodos difíceis: “A estrada ficava difícil de usar, com erosões que impediam até a passagem dos ônibus escolares. Agora o trânsito está mais seguro e conseguimos ir e vir com tranquilidade” Mudanças Para quem vive na região há décadas, as melhorias representam mais segurança e previsibilidade. Moradora há 35 anos, Tatiana Melo de Azevedo lembra de períodos difíceis. “A estrada ficava difícil de usar, com erosões que impediam até a passagem dos ônibus escolares. Agora o trânsito está mais seguro e conseguimos ir e vir com tranquilidade”, disse. Ela reforça a importância da continuidade do serviço: “Todo ano a estrada demanda manutenção, mas o governo tem estado presente. A administração, o DER e a Seagri têm trapalhado por aqui. A comunidade espera que isso continue para reduzir poeira, acidentes e garantir segurança”. Proprietário de um sítio atendido pela ação, Humberto Carneiro Ramos cita melhora direta no deslocamento: “Antes eu gastava 15 a 20 minutos da estrada asfaltada até minha propriedade. Hoje faço o trajeto em 2 ou 3 minutos. A diferença é enorme, melhorou o acesso, a segurança e até a manutenção dos veículos”. Ação integrada Jânio Ribeiro explica que a Secretaria de Governo é responsável pela coordenação geral e articulação com lideranças rurais. O DER-DF cedeu máquinas, equipes e fornecimento de material fresado. Já a Seagri apoia com maquinário e orientação produtiva, enquanto a Administração Regional de Água Quente faz acompanhamento técnico e atendimento comunitário. “É determinação do governador, por meio do secretário José Humberto, que a gente cuide das áreas rurais, garantindo acesso digno aos moradores. É muito trabalho, mas é gratificante ver como isso muda a vida das pessoas”, afirma.

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Escola de São Sebastião usa sustentabilidade e recursos hídricos como ferramentas de aprendizagem

Na zona rural de São Sebastião, a Escola Classe (EC) São Bartolomeu conviveu durante muito tempo com os impactos do avanço urbano e do desmatamento na região. Há 15 anos, buscando preservar o bioma local e despertar a consciência sustentável nas novas gerações, a escola criou o projeto Viva Verde Vida, que se desdobrou em iniciativas pedagógicas e transformou a natureza em sala de aula a céu aberto. Os alunos Isaque Cardoso e Letícia Souza apresentaram um berçário de plantas no Circuito de Ciências | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “É como se o Cerrado fosse um grande alfabeto” Theodora Rodrigues, diretora da EC São Bartolomeu A diretora, Theodora Rodrigues, conta que os alunos aprendem educação ambiental aliada aos conteúdos de matemática, alfabetização e literatura. “Os subprojetos corroboram para a alfabetização tanto da língua materna quanto para matemática, por meio da quantificação das colheitas e dos plantios, do estudo do solo e da produção de textos a partir do que foi estudado; é como se o Cerrado fosse um grande alfabeto”, relata. Devido à natureza e localização, a escola possui espaços que se tornam verdadeiras ferramentas de aprendizagens. Com acesso a uma área de mata e trilhas, a EC São Bartolomeu incentiva o estudo da biodiversidade local, a identificação de espécies de flora e fauna e a compreensão dos ecossistemas para além das salas de aula. Recursos hídricos e reflorestamento Além do Viva Verde Vida, este ano a unidade idealizou o projeto Água se Planta, voltado à preservação dos recursos hídricos e o reflorestamento, em meio à crise climática vivida pelos brasilienses e testemunhada pelos funcionários e estudantes da rede. Inspirada por uma pesquisa do agricultor suíço Ernst Götsch em solo baiano, Theodora decidiu trazer esse conhecimento de maneira mais lúdica às crianças por meio dos livros infantis Os Rios Voadores, de Yana Marull, e Azul e Lindo: Planeta Terra Nossa Casa, de Ruth Rocha.  [LEIA_TAMBEM]Como complemento à leitura, os pequenos visitaram um lago próximo à escola e plantaram um ipê para colocar em prática o aprendizado adquirido. Os alunos Letícia Sousa e Isaque Cardoso, ambos de 9 anos, foram os responsáveis por apresentar, no Circuito de Ciências, o berçário de plantas que as turmas criaram para representar o ato de “plantar água” – conceito que adotaram. “É quando as raízes da árvore sugam, que nem um canudinho, água debaixo da terra, e essa água é transpirada depois, virando vapor d’água que vai ajudar a formar as nuvens de chuva”, explica Letícia. Yana Marull visitou a comunidade escolar para contar a história de seu livro aos estudantes, o que fortaleceu ainda mais o processo pedagógico. “O conhecimento foi dominado de fato pelos alunos a ponto de, no Circuito de Ciências, o público se impressionar com a fala certeira deles”, relata a professora Luciana Miranda. “Mesmo depois da apresentação, eles ainda sabem o que são rios voadores. Então, o processo foi internalizado e levado para suas famílias e para mais pessoas”. *Com informações da Secretaria de Educação    

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