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GDF leva água tratada a 1,4 mil moradores do Arapoanga

Cerca de 1,4 mil moradores do assentamento Terra Nova, no Arapoanga, passaram a contar com abastecimento regular de água tratada após a conclusão de obra executada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Caesb. Com investimento de R$ 680 mil, o novo sistema tem 3,7 km de rede de distribuição e 349 ligações domiciliares. Na ocasião, a governadora Celina Leão também assinou a ordem de serviço para ampliar a iluminação pública na região. A governadora Celina Leão acompanhou, nesta segunda-feira (15), a conclusão dos serviços na comunidade. Durante a agenda, ela destacou que a chegada da rede de água faz parte de um conjunto de ações voltadas a áreas que ainda aguardam infraestrutura urbana. Governadora Celina Leão anunciou também investimentos em esgotamento sanitário, pavimentação, áreas de lazer e regularização fundiária | Fotos: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília  “A gente não vive sem água. Não tem condição de viver sem água”, afirmou a governadora. “A água chegou aqui ao Terra Nova, que, no dia em que eu vim aqui, chamei de terra prometida. Agora, o que eu vou pedir é esgoto. Depois do esgoto, entra o asfalto.” Celina também assinou ordem de serviço para iluminação pública no assentamento. Segundo a governadora, o avanço da infraestrutura básica deve ser acompanhado por outras ações, como esgotamento sanitário, pavimentação, áreas de lazer e regularização fundiária.   “Hoje eu assinei uma ordem de serviço de toda a iluminação pública aqui do Terra Nova, para vocês chegarem em casa à noite e não ficarem no escuro. Nós queremos trazer para cá também o esgoto, para beneficiar toda essa região. A parte fundiária está sendo tratada pela administração”, anunciou a governadora. “Hoje eu assinei uma ordem de serviço de toda a iluminação pública aqui do Terra Nova, para vocês chegarem em casa à noite e não ficarem no escuro. Nós queremos trazer para cá também o esgoto, para beneficiar toda essa região. A parte fundiária está sendo tratada pela administração” Governadora Celina Leão Água Legal A obra faz parte do Água Legal, programa da Caesb voltado a ampliar o acesso ao abastecimento regular em áreas de maior vulnerabilidade. O presidente da companhia, Luís Antônio Almeida Reis, explicou que o programa permite levar água tratada a comunidades ainda sem regularização fundiária concluída. “O Água Legal é um atendimento humanitário. Ele independe da formalização fundiária, porque a gente precisa trazer água para as pessoas”, afirmou Reis. “Aqui são 3.770 metros de rede para chegar até a localidade e praticamente 350 ligações nessas casas. A gente fica muito satisfeito de atender mais essa comunidade.” Segundo o presidente da Caesb, a regularização também permite que as famílias passem a ter relação direta com a companhia e possam ser avaliadas para a tarifa social, quando atenderem aos critérios do benefício. “Essa comunidade vai poder receber sua conta de água. Todos provavelmente vão entrar na tarifa social, e isso complementa muito a nossa atividade”, completou. Além do Terra Nova, o GDF também informou ações do Água Legal nos assentamentos Nossa Senhora de Fátima e Miguel Lobato, com 300 ligações previstas para beneficiar 1,2 mil pessoas e 150 ligações para atender 596 moradores, respectivamente. [LEIA_TAMBEM] Fim da dependência Moradora do Terra Nova há cinco anos, a brigadista Andreia Santos Costa lembra que a rotina sem abastecimento regular exigia pedir água aos vizinhos e esperar pela chegada do serviço durante a madrugada. “Era muito complicado. Não tinha água em todas as quadras. A gente tinha que sair na casa dos vizinhos perguntando onde tinha água e quando tinha água”, contou. Andréa Santos Costa, brigadista: “É muito satisfatório você chegar de uma correria grande, ligar a torneira, lavar uma louça, lavar uma roupa, tomar um banho quentinho e sentar no sofá. É muito bom” "Antigamente era muito difícil ter água nas torneiras. A gente tinha que ir à casa de alguns vizinhos ou então torcer para a água vir de madrugada.” Com a nova rede, Andreia afirma que tarefas simples, como lavar louça, lavar roupa e tomar banho ao chegar do trabalho, deixam de ser motivo de preocupação. “É muito satisfatório você chegar de uma correria grande, ligar a torneira, lavar uma louça, lavar uma roupa, tomar um banho quentinho e sentar no sofá. É muito bom”, disse. Para ela, a conclusão da obra muda a rotina das famílias da comunidade. “A gente estava precisando bastante. Hoje a gente tem a certeza de que não vai precisar ficar se humilhando atrás de água. Saber que você vai chegar do serviço, ligar a torneira e ter o que usar é muito bom.”

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Governadora prevê ampliação de orçamento para Justiça e Saúde em projeto de internação involuntária humanizada

A governadora Celina Leão visitou, nesta segunda-feira (15), o Centro de Reintegração Deus Proverá (CRDP), em Planaltina, para acompanhar o trabalho de recuperação de dependentes químicos, feito pelo instituto há mais de 20 anos. Durante a agenda, a chefe do Executivo apresentou os detalhes de um novo e amplo programa de acolhimento às pessoas adictas, com foco na regulamentação da internação involuntária humanizada. O texto foi enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal na semana passada e contará, segundo a governadora, com reforço de orçamento para as áreas de Justiça e Saúde do Governo do Distrito Federal (GDF). “Eu estou fazendo o maior programa de acolhimento do Brasil. Teremos uma grande reunião com as comunidades terapêuticas, para vocês estarem preparados. Nós vamos dobrar o valor de hoje da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Nós vamos ampliar o valor da Secretaria de Saúde (SES-DF). Também vamos melhorar, para a gente ter os melhores espaços e as pessoas bem cuidadas, com assistência, com convênios firmes no Estado. Nós vamos capacitar, treinar e conseguir isenções. E aí teremos um programa em que as secretarias se comunicam, porque se precisar de decreto, se precisar de lei, eu vou fazer o que precisar”, destacou Celina Leão. “Além de cuidar das pessoas em situação de drogas e álcool, a gente quer ajudar em novas oportunidades de emprego. Nós vamos fazer isso também com a Secretaria de Trabalho, para dar uma segunda chance para essas pessoas e acolher as famílias", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília O grande destaque do novo programa é a adoção da internação involuntária para casos extremos. A governadora enfatizou que a abordagem não será feita "de qualquer jeito" ou conduzida exclusivamente pela polícia. O processo será liderado por equipes médicas e psiquiatras, que serão responsáveis por emitir laudos atestando que a pessoa está em surto psicótico, incapacitada de responder por si mesma ou colocando em risco a própria vida e a de terceiros.   “Além de cuidar das pessoas em situação de drogas e álcool, a gente quer ajudar em novas oportunidades de emprego. Nós vamos fazer isso também com a Secretaria de Trabalho, para dar uma segunda chance para essas pessoas e acolher as famílias. E na lei tem algo que é muito desafiador: a internação involuntária e humanizada. E não vai ser de qualquer jeito, não vai ser com polícia. A polícia vai estar lá para dar um suporte, mas vai ser com médico, que vai ver que aquela pessoa está em surto, que ela não fala por ela própria mais, que está totalmente sem saber o que está fazendo”, explicou Celina. A internação compulsória não será para todos os pacientes em situação de vício. "Temos pessoas que estão em surto e, essas sim, vão passar por uma análise, porque vão precisar de uma internação involuntária humanizada. E todo esse fluxograma de atendimento precisa de um olhar durante e após. Precisa de uma política de emprego para essas pessoas que querem sair e precisam trabalhar. O mais difícil elas já superaram, conseguiram vencer o vício. E agora precisam de uma alternativa para depois retornarem ao trabalho. Então, é um ciclo completo”, acrescentou Celina Leão. Deus Proverá "No começo, é todo mundo estranho. Hoje eu estou bem, estou tranquilo. Saí ontem e estou bem esperançoso”, contou Nicanor Silva de Sá, que passou 12 meses na instituição e recebeu alta O Centro de Reintegração Deus Proverá (CRDP) atua há 24 anos no DF e funciona em parceria com o GDF. O CRDP abriga 120 homens e recebe cerca de 40% do custeio total via convênio com a Sejus-DF. Francisco Ramalho Medeiros, responsável pelo espaço, explicou que a rotina na instituição é rigorosa e focada na reconstrução integral do indivíduo. "Nós cuidamos de pessoas. Nosso formato é pegar viciados ou pessoas em situação de rua, trazer para cá, dar quatro refeições, educar, profissionalizar ele e devolver para a sociedade", detalhou. O espaço funciona de maneira estruturada para manter os internos sempre engajados no "programa de atendimento circular", com um cronograma diário. "Aqui funciona como uma escola. O sujeito não fica aqui sem fazer nada. O tempo livre é permitido, mas dentro do cronograma. E ele vai se ocupando em fazer as atividades", completou. Com uma rotina intensa, das 6h às 22h, os acolhidos recebem quatro refeições diárias e têm acesso a educação escolar formal (EJA) e a um polo tecnológico com mais de 1.200 cursos a distância. O local oferece, ainda, oficinas de marcenaria, serralheria, jardinagem, informática, educação financeira e até manutenção de cadeiras de rodas para pessoas com deficiência, formando profissionais prontos para retornar à sociedade longe dos vícios. Um dos milagres de superação é o de Nicanor Silva de Sá, que passou 12 meses na instituição e recebeu alta um dia antes da visita da governadora Celina Leão. “Minha trajetória aqui foi bastante árdua”, relembrou, emocionado. “A gente vem de uma vida bem sofrida. Conforme vai passando o tempo, vai ficando melhor, porque a gente vai aprendendo a lidar um com o outro. No começo, é todo mundo estranho. Hoje eu estou bem, estou tranquilo. Saí ontem e estou bem esperançoso”, contou Nicanor.

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