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Obra da nova ponte no Incra 9 reforça segurança e mobilidade na zona rural de Ceilândia

A construção da nova ponte sobre o riacho do Incra 9, no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, em Ceilândia, segue em ritmo acelerado e já ultrapassou 70% de conclusão. A obra — realizada pela Administração Regional de Ceilândia, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), Novacap e a Seagri-DF — representa um importante avanço para a mobilidade e a segurança de quem vive e trabalha na região. Além de substituir a antiga ponte de madeira por uma estrutura moderna e resistente, o projeto foi desenvolvido levando em consideração a preservação ambiental, com o cuidado de manter árvores nativas e reduzir o impacto sobre o curso d'água. Nos últimos dias, as equipes concluíram a instalação das grandes manilhas para drenagem das águas pluviais e avançaram na compactação do aterro e na finalização das alas de sustentação da ponte. A estrutura também contará com guarda-corpos laterais, garantindo mais segurança para motoristas, pedestres e transporte escolar que circulam diariamente pelo local. Além de substituir a antiga ponte de madeira por uma estrutura moderna e resistente, o projeto foi desenvolvido levando em consideração a preservação ambiental | Foto: Administração Regional de Ceilândia O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, ressaltou a importância da obra e o compromisso da gestão com a comunidade rural. “Essa é uma conquista muito esperada pelos moradores do Incra 9 e de toda a área rural de Ceilândia. Depois de anos de reivindicações, estamos entregando uma ponte segura, moderna e construída com responsabilidade ambiental. Essa obra simboliza o compromisso do GDF com a segurança, o desenvolvimento e a qualidade de vida das famílias que vivem e produzem nessa região”, ressaltou. O técnico do DER-DF, Wanderley de Oliveira Passos, responsável pela sinalização e edificações e que acompanha de perto a execução dos serviços, destacou a segurança da nova estrutura. “A estrutura foi planejada para suportar o intenso fluxo da região, especialmente durante o período de chuvas. Além disso, serão instalados guarda-corpos em ambos os lados da ponte, o que vai garantir mais segurança para quem trafega pelo local”, explicou Wanderley. Moradores também comemoram o avanço. “Esperamos há muito tempo por essa obra. Essa ponte é o nosso caminho para tudo — escola, trabalho, transporte da produção. É muito bom ver que agora vai sair do papel”, contou o produtor rural Gilson Fernandes Pessoa, morador da Gleba 4. Durante o período de execução, o tráfego segue com desvio sinalizado, garantindo o deslocamento seguro de veículos, pedestres, viaturas e ambulâncias. A Administração Regional de Ceilândia reforça que segue trabalhando com comprometimento e responsabilidade para melhorar a infraestrutura, a mobilidade e as condições de vida tanto na área urbana quanto na rural, promovendo mais integração e desenvolvimento para toda a cidade. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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UPA de Brazlândia disponibiliza fisioterapia ao ar livre e potencializa recuperação de pacientes

Tomar banho de sol e se movimentar em um ambiente ao ar livre faz parte da rotina de muitas pessoas, mas, para quem está em recuperação dentro de uma unidade de saúde, essa simples mudança de cenário pode representar um grande diferencial. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), a fisioterapia ao ar livre passou a ser adotada como estratégia de cuidado, promovendo mais conforto, estímulo e bem-estar aos pacientes. “O diferencial é tirar o paciente do leito ou de um ambiente fechado e levá-lo para o espaço externo”, explica a fisioterapeuta Franciele Chaves. As sessões em grupo acontecem, em média, a cada 15 dias, sempre que há duas fisioterapeutas no plantão, garantindo segurança, apoio da equipe e mobilidade adequada para cada caso. “O diferencial é tirar o paciente do leito ou de um ambiente fechado e levá-lo para o espaço externo”, explica a fisioterapeuta Franciele Chaves | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Franciele acrescenta que a proposta vai além do exercício físico. Segundo ela, a equipe busca aliar o movimento à ludicidade, com estímulos para mobilidade, interação e fortalecimento muscular. “Nosso objetivo é trazer uma forma de interação para o paciente, mas também trabalhar o equilíbrio e a força. Dependendo do diagnóstico, fazemos uma triagem prévia. Em muitos casos, observamos melhora significativa, principalmente no desmame de oxigênio, em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Com isso, conseguimos antecipar a alta, sempre em parceria com a equipe médica”, explica. Quem participa e como funciona Participam da fisioterapia ao ar livre pacientes com estabilidade clínica, que apresentem condições de deslocamento externo com segurança. A cada atividade, até sete enfermos da sala amarela são acompanhados por fisioterapeutas e, quando há liberação médica, aqueles internados na sala vermelha também podem participar. Durante as sessões, são realizados jogos, caminhadas assistidas e exercícios de funcionalidade em duplas ou pequenos grupos. “A prática estimula a mobilidade, controle de tronco, força física, autonomia e, principalmente, o convívio social. O que contribui para reduzir sequelas motoras e favorecer o bem-estar emocional”, explica a fisioterapeuta. A fisioterapia ao ar livre passou a ser adotada como estratégia de cuidado, promovendo mais conforto, estímulo e bem-estar aos pacientes Impactos à saúde e ao cuidado A gerente da UPA de Brazlândia, Célia Maria Gonçalves, destaca o impacto da atividade no acolhimento e na experiência do paciente durante a permanência na unidade. Segundo ela, esse tipo de ação traz um cuidado mais humanizado para a unidade e uma boa experiência para pacientes e equipe. “Quando o paciente vem para o ar livre, é outra sensação. Ele esquece que está com soro e até que está internado. Isso faz diferença não só para os pacientes, mas para toda a equipe, porque sabemos o quanto a fisioterapia contribui para uma recuperação mais rápida”, ressalta. Eliane Rocha, 50 anos, moradora de Brazlândia, está na UPA há uma semana devido a um quadro de crise renal e contou como a atividade contribuiu na sua recuperação. “Foi libertador! O tempo passa diferente. Só de poder respirar o ar, conversar, ver a luz do sol, já muda tudo. Eu fiz caminhada e me ajudou até no sono e nas dores na perna. A equipe é muito acolhedora. Nota 10”, revela.   *Com informações do IgesDF

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Curso de empreendedorismo, marketing digital e inteligência artificial forma 600 jovens e chega ao Gama e ao Sol Nascente

O Pró-Jovem Digital, programa das secretarias da Família (Sefami-DF) e da Juventude (Sejuv-DF), está transformando a forma como os jovens enxergam o futuro. Com cursos gratuitos nas áreas de marketing digital, redes sociais, empreendedorismo e inteligência artificial (IA), o projeto já formou aproximadamente 600 alunos e segue conquistando novas regiões, levando oportunidades a quem mais precisa. Capacitações percorrem todo o DF e levam oportunidade e inclusão digital aos jovens | Foto: Divulgação/Secretaria da Família A parceria entre a Sefami-DF e Sejuv-DF com a ONG Líderes do Brasil tem como meta formar quatro mil jovens até o fim da iniciativa. Os participantes recebem lanche, transporte e certificação gratuita, além de concorrerem a notebooks gamer. O objetivo é dar acesso à formação de qualidade e abrir portas para o mercado digital, especialmente para jovens que ainda não tiveram oportunidades Inclusão tecnológica Desde o lançamento, o Pró-Jovem Digital já passou por Ceilândia, Taguatinga, Planaltina, Águas Claras, Sobradinho II e Plano Piloto, consolidando-se como uma das principais ações de inclusão tecnológica e social do DF. Após as turmas do Gama e Sol Nascente, o programa segue para novas etapas nas regiões do Paranoá, Riacho Fundo II, Estrutural e Samambaia. “Nosso compromisso é garantir que nenhum jovem fique para trás quando falamos de futuro. Estamos oferecendo oportunidade real, mão na massa e caminhos para renda, carreira e autonomia” André Kubitschek, secretário da Juventude “O Pró-Jovem Digital possibilita aos jovens expandirem seu conhecimento em áreas da tecnologia muito demandadas pelo setor produtivo”, ressalta o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. “Os cursos, no entanto, são caros e inacessíveis para muitos, por isso o programa alavanca oportunidades para quem deseja ingressar no mercado de trabalho nessas áreas ou quem pretende abrir seu próprio negócio no futuro.” O secretário da Juventude, André Kubitschek,  também enfatiza o impacto do programa: “Nosso compromisso é garantir que nenhum jovem fique para trás quando falamos de futuro. Muitos têm talento, criatividade e vontade de empreender, mas não têm acesso à tecnologia, formação e orientação. O Pró-Jovem Digital rompe essa barreira. Estamos oferecendo oportunidade real, mão na massa e caminhos para renda, carreira e autonomia. É sobre transformar vidas agora, não amanhã”. Transformando conhecimentos  [LEIA_TAMBEM]O Pró-Jovem Digital foi criado para ensinar jovens e comunidades a se posicionarem no mundo digital e transformar conhecimento em renda. Durante o curso, os participantes aprendem a criar conteúdo profissional, vender produtos e serviços online, desenvolver estratégias de marketing e utilizar ferramentas de inteligência artificial aplicadas aos negócios. As aulas são ministradas por profissionais atuantes no mercado digital, empreendedores e criadores de conteúdo que compartilham experiências práticas e estratégias reais. Com carga horária de 80 horas, o curso combina teoria e prática, abordando desde o básico — como edição de vídeos e criação de posts atrativos — até o uso de IA para produção de conteúdo e gestão de negócios digitais. Em cada cidade, os cinco alunos com melhor desempenho recebem notebooks gamer como reconhecimento do desempenho e dedicação. Além das turmas presenciais, o programa também oferece a modalidade online, permitindo que jovens de todas as regiões do Distrito Federal participem da formação com o mesmo padrão de qualidade, acompanhamento e certificação. Serviço Pró-Jovem Digital  ⇒ Cursos: marketing digital, inteligência artificial, e-commerce e empreendedorismo ⇒ Carga horária: 80 horas (20 horas semanais) ⇒ Inscrições neste link.      *Com informações da Secretaria da Família

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Profissionais do Hospital de Santa Maria discutem síndrome que faz pais provocarem doenças em filhos

Em alguns lares, o perigo não vem de fora, mas de quem deveria proteger. Pais que provocam ou simulam doenças nos próprios filhos foram o foco do encontro sobre a Síndrome de Munchausen por Procuração, também chamada de Transtorno Factício Imposto ao Outro (TFIO), realizado na quinta-feira (6), no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O encontro reuniu profissionais de várias áreas da saúde para discutir estratégias de identificação, avaliação e intervenção neste tipo de abuso, que muitas vezes passa despercebido e pode levar meses até ser reconhecido. O encontro reuniu profissionais de várias áreas da saúde para discutir estratégias de identificação, avaliação e intervenção em casos de TFIO | Fotos: Divulgação/IgesDF  O TFIO é caracterizado pela falsificação ou indução de sintomas físicos ou psicológicos em outra pessoa, geralmente uma criança, por um cuidador que busca atenção ou reconhecimento, sem qualquer benefício financeiro envolvido. Nesses casos, quem adoece de fato é o responsável, que manipula a situação para assumir o papel de cuidador dedicado. “Não afeta apenas a vítima, mas todo o grupo familiar. É uma forma de manipulação contínua, que engana profissionais e prolonga o sofrimento da criança. Em média, o diagnóstico leva até 15 meses para ser feito”, destaca Gabriela Vieira, assistente social e palestrante do evento. O termo Síndrome de Munchausen foi criado em 1951 para descrever pessoas que simulam doenças em si mesmas. Já em 1977, o pediatra britânico Richard Meadow descreveu o tipo “por procuração”, quando o indivíduo provoca sintomas em outra pessoa. Principais sinais de alerta Existem alguns sinais de alerta que podem indicar o transtorno: sintomas que desaparecem quando a criança está longe do cuidador e retornam após o reencontro, consultas e internações repetidas com resultados inconclusivos, insistência em tratamentos desnecessários Segundo Gabriela, existem alguns sinais de alerta que podem indicar o transtorno: sintomas que desaparecem quando a criança está longe do cuidador e retornam após o reencontro, consultas e internações repetidas com resultados inconclusivos, insistência em tratamentos desnecessários e um comportamento incongruente, como o cuidador manter-se calmo em situações de crise. Outros indícios incluem presença constante no hospital, conhecimento técnico sobre doenças e pedidos públicos de ajuda ou doações, usando a suposta enfermidade como justificativa. “É comum que a criança passe por múltiplos procedimentos clínicos sem necessidade real, porque o cuidador força a continuidade das investigações médicas”, explica. O perfil do cuidador Quem tem o Transtorno Factício Imposto ao Outro, conforme a especialista, costuma seguir um padrão: pessoas com conhecimento prévio em saúde, idade média entre 29 e 30 anos, comportamento prestativo e aparentemente colaborativo, mas com forte necessidade de validação e atenção. Em muitos casos, há histórico de violência doméstica, depressão ou transtornos de personalidade. “Essas pessoas parecem gentis e dedicadas, mas mantêm o controle total da narrativa. A enganação é consciente, embora nasça de um sofrimento psicológico profundo”. O perfil da vítima “Os filhos acabam acreditando na doença inventada e participam, sem entender, do ciclo de manipulação. Por isso, o olhar atento dos profissionais é essencial para quebrar esse padrão e protegê-los” Gabriela Vieira, assistente social   As vítimas, em sua maioria, são crianças pequenas, com menos de seis anos e ainda incapazes de expressar com clareza o que sentem ou identificar abusos. Meninos e meninas são igualmente afetados. “Os filhos acabam acreditando na doença inventada e participam, sem entender, do ciclo de manipulação. Por isso, o olhar atento dos profissionais é essencial para quebrar esse padrão e protegê-los”, reforça a palestrante. O assunto despertou grande interesse entre os participantes. A assistente social do Hospital Regional de Santa Maria, Rafisa Santana, ressaltou a importância do aprendizado. “Eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha compreendido de forma tão clara quanto nesta apresentação. É um desafio, e em qualquer momento podemos nos deparar com um caso assim. Foi muito esclarecedor, mesmo com conteúdo ainda escasso no Brasil”, afirma. *Com informações do IgesDF  

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