Escola Técnica de Santa Maria celebra futuros profissionais de radiologia
Um misto de orgulho, emoção e senso de responsabilidade marcou a Cerimônia de Entrega do Jaleco dos estudantes do curso técnico em radiologia do Centro de Educação Profissional (CEP) da Escola Técnica de Santa Maria, realizada no sábado (1). O evento, que simboliza o início da jornada prática e o compromisso dos alunos com a saúde, reuniu familiares e professores em uma celebração que destaca o impacto transformador do ensino técnico público no Distrito Federal. A construção da Escola Técnica na região democratizou o acesso à formação profissional, contribuindo para a qualificação de mão de obra essencial tanto para a área da saúde quanto para setores industriais. A instituição desempenha um papel vital na transformação de vidas, oportunizando o ingresso no mercado de trabalho e o fortalecimento da economia regional do Distrito Federal. O curso de radiologia, inclusive, é o mais procurado da unidade. Estudantes do curso técnico de radiologia celebram rito de passagem para a atuação profissional durante cerimônia no sábado (1) | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A cerimônia proporcionou momentos marcantes. Em um ato simbólico, crianças entregaram o jaleco a suas mães, estudantes do curso, provando que a busca pelo conhecimento não tem idade. O diretor da unidade, Elijaime Nunes, destacou o significado do momento para a comunidade escolar. "Isso é muito importante, um momento simbólico para vocês e para os familiares de vocês. Eu estou muito emocionado hoje. Parabéns a todos, parabéns a todos os familiares. Estamos transformando vidas e famílias. Sabemos que essa escola está fazendo diferença na vida de vocês. É muito lindo ver vocês crescendo e se fortalecendo", declarou. Representando o Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTR), o presidente Ubiratan Gonçalves Ferreira, com 25 anos de carreira, saudou os futuros colegas. "Queria dizer que essa primeira emoção que vocês sentem do jaleco não é nada perto do que vocês vão sentir no exercício da profissão. A profissão é linda. Vocês vão ajudar a salvar vidas todos os dias", afirmou. O diretor Elijaime Nunes destacou o papel da escola na transformação de vidas e de famílias da comunidade O sonho de transformar vidas Para a estudante Thaila Teixeira, que recebeu seu jaleco na ocasião, a trajetória na escola técnica tem sido gratificante. "Até agora, a experiência tem sido maravilhosa. Os professores são excelentes, muito capacitados, e o grupo acadêmico oferece toda a estrutura que a gente precisa. Eu me sinto realmente acolhida e amparada durante todo o processo", avaliou. A opção pelo curso veio de um propósito pessoal. "A minha decisão de escolher radiologia veio do meu desejo antigo de entrar na área da saúde. Sempre quis trabalhar ajudando pessoas, e quando surgiu a oportunidade de estudar em uma escola técnica que oferecia esse suporte, não pensei duas vezes. Vim, me apaixonei pelo curso e hoje tenho certeza de que fiz a escolha certa", conta Thaila. Thaila Teixeira vê no curso uma oportunidade de crescimento profissional e pessoal para ela e sua família Ela também ressalta as múltiplas possibilidades que a formação oferece. "A radiologia é uma área muito ampla. Não se limita apenas ao raio-X, existem muitas outras especializações e campos de atuação que a gente pode seguir. É um campo que abre portas, e isso me motiva a continuar me aprimorando", explica. A estudante vê na educação a chave para um novo futuro. "Para mim e para minha família, esse curso representa crescimento, uma chance de construir uma base mais sólida. Eles são a minha maior motivação para continuar. Eu desejo o melhor para mim e para minha família, e acredito que o curso de radiologia tem sido uma grande porta aberta para esse futuro que sonho." *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Hospital Regional de Santa Maria atinge recorde de cirurgias e melhor desempenho em dois anos
Em julho deste ano, o morador do bairro Lunabel, em Novo Gama (GO), Kayran Nunes da Silva, de 31 anos, sofreu um acidente de moto que resultou em uma lesão no braço. Após procurar atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), os médicos constataram a necessidade de cirurgia. Em 24 horas, Kayran deu entrada no centro cirúrgico, passou pela cirurgia e já recebeu indicação de alta. “Eu não tenho do que reclamar. Achei que, por se tratar de uma cirurgia, ficaria mais tempo internado, mas me surpreendi com a rapidez de todo o processo”, conta. A agilidade reflete mudanças na rotina do centro cirúrgico do HRSM, que adotou o Projeto Lean, metodologia de gestão implementada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em maio de 2024. Desde então, o hospital vem reorganizando fluxos, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência das equipes. O resultado já aparece nos números: em outubro, o centro cirúrgico geral e obstétrico bateu recorde e realizou 502 cirurgias — o maior volume dos últimos dois anos. O crescimento é consistente: foram 497 intervenções cirúrgicas em agosto, 494 em setembro e 502 em outubro, sem contar os partos. Organização e produtividade Para a coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, Isabel Lima, o desempenho é resultado de uma gestão mais eficiente e focada em eliminar desperdícios. “O Centro Cirúrgico Obstétrico passou a contar com uma equipe dedicada, incluindo anestesistas exclusivos. Implementamos protocolos assistenciais e rounds multidisciplinares, fortalecendo a integração entre as equipes. Focamos em otimizar os recursos existentes sem novas contratações ou aumento de salas operatórias”, explica. De acordo com o chefe dos Serviços Cirúrgicos do HRSM, Júlio Borges, a mudança trouxe mais previsibilidade e organização. “Melhoramos o gerenciamento das salas, reduzimos atrasos e aumentamos a capacidade de atendimento, inclusive nos fins de semana”, destaca. Júlio Borges: “Melhoramos o gerenciamento das salas, reduzimos atrasos e aumentamos a capacidade de atendimento, inclusive nos fins de semana” O Projeto Lean inclui em seus objetivos a padronização do início das cirurgias até 7h30, o aumento da produtividade e a redução dos cancelamentos. Reuniões semanais, protocolos padronizados e capacitação contínua fortalecem o engajamento das equipes. Mesmo com o aumento no volume cirúrgico, os indicadores de qualidade se mantêm estáveis. Até agosto de 2025, não houve aumento na taxa de infecção de sítio cirúrgico, segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). “O foco em gestão, integração e organização garante agilidade sem abrir mão da segurança e da humanização”, afirma Borges. “Os resultados refletem o compromisso do hospital com uma assistência eficiente e de qualidade para a população”. *Com informações do IgesDF
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DF gera 3,7 mil empregos formais em setembro e ultrapassa 1 milhão de trabalhadores com carteira assinada
O mercado de trabalho do Distrito Federal criou em setembro 3.716 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mês, foram registradas 42.171 admissões e 38.455 desligamentos, o que manteve o saldo positivo pelo nono mês consecutivo. Foi o melhor desempenho da região Centro-Oeste. Com o desempenho, o estoque total de empregos formais na capital federal em setembro chegou a 1.048.656 vínculos ativos, consolidando o DF acima da marca de 1 milhão de trabalhadores com carteira assinada, um patamar histórico que demonstra a resiliência do mercado local mesmo diante das oscilações econômicas do país. “Estamos fortalecendo o ambiente de negócios e investindo em capacitação, para que cada novo emprego seja também uma oportunidade de transformação social" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, os números mostram que o Distrito Federal vive um novo momento de confiança econômica. “Estamos fortalecendo o ambiente de negócios e investindo em capacitação, para que cada novo emprego seja também uma oportunidade de transformação social. Nosso compromisso é continuar ampliando essas conquistas para todas as regiões do DF”, afirma. De janeiro a setembro de 2025, o saldo acumulado chega a 38.282 novos postos de trabalho, resultado de 371.168 contratações e 332.886 desligamentos. Já no recorte de 12 meses, entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o Distrito Federal registrou 39.729 novas vagas, com 481.399 admissões e 441.670 desligamentos. Com 3,94% de variação relativa, o DF lidera o ritmo de expansão no emprego formal da região nos últimos 12 meses, acima da média nacional (3,28%) e bem acima da média regional (2,46%). Setor de serviços aquecido O comércio é um dos destaques do DF no Novo Caged | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Historicamente, a economia do Distrito Federal tem no setor de serviços a maior força. Em 2025, o segmento continua sendo o principal responsável pelo saldo positivo de empregos, puxado pelas áreas de comércio, administração pública, educação, saúde e atividades empresariais. Além disso, o crescimento da construção civil e o aumento de contratações temporárias para o segundo semestre, impulsionadas pelo comércio e por serviços ligados à temporada de eventos e festas de fim de ano, ajudam a consolidar a tendência de estabilidade no mercado. Estabilidade e perspectivas [LEIA_TAMBEM]O desempenho ao longo do ano reforça o ambiente de confiança dos empregadores, especialmente após o período de desaceleração observado em 2023. Com a retomada gradual de investimentos públicos e privados, a expectativa é de que o saldo positivo se mantenha até o fim de 2025, com maior movimentação de contratações em outubro e novembro. A capital também se destaca pela alta qualificação da mão de obra e pelo peso da administração pública e dos serviços especializados, fatores que contribuem para a manutenção de um dos menores índices de informalidade do país. “O Distrito Federal vem apresentando resultados consistentes na geração de empregos formais, mostrando que o mercado local tem capacidade de absorção mesmo em cenários econômicos mais desafiadores”, avalia o secretário Thales Mendes.
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Hospital de Santa Maria realiza cirurgia de alta complexidade para tratar lesão em braço de paciente
Há cinco meses, Messias Cunha de Sousa, 19 anos, sofreu um grave acidente de carro em Cuiabá (MT) e temeu que nunca mais voltaria a mover o braço e a mão. Sem acesso ao atendimento adequado em sua cidade, decidiu buscar ajuda no Distrito Federal, onde tem familiares. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ele passou, no último domingo (2), por uma delicada cirurgia de reconstrução dos nervos do plexo braquial, intervenção que devolve a ele a chance de recuperar os movimentos. “Estou muito feliz em ter sido recebido aqui. Os médicos foram maravilhosos e estou sendo bem acompanhado. Sei que vai levar tempo, mas acredito que terei uma boa recuperação”, conta o jovem, dois dias após a cirurgia. O plexo braquial é um grupo de nervos que sai da medula espinhal, na região do pescoço, e se estende até o braço. Ele é responsável pelos movimentos e sensações do braço, antebraço e mão. Quando danificado, pode causar perda total de mobilidade e sensibilidade no membro. O procedimento, conduzido por Marlos com o apoio dos residentes Amanda Tondolo, Airton Lucena e Murilo Olivieri, teve duração de cerca de sete horas e foi considerado um sucesso pela equipe médica | Foto: Divulgação/IgesDF “O tempo para realizar a cirurgia é determinante, e o ideal é que ela ocorra até seis meses após o trauma. Neste caso, conseguimos intervir dentro do prazo ideal, com cinco meses”, explica Marlos Fernandes, ortopedista especialista em cirurgia da mão e microcirurgia. O procedimento, conduzido por Marlos com o apoio dos residentes Amanda Tondolo, Airton Lucena e Murilo Olivieri, teve duração de cerca de sete horas e foi considerado um sucesso pela equipe médica. Apesar disso, a jornada de Messias está começando. “A alta hospitalar deve ocorrer em cerca de cinco dias, mas esperamos ver os primeiros resultados apenas em seis a oito meses. O paciente continuará com fisioterapia contínua e acompanhamento mensal para avaliarmos a evolução, com suporte de vitaminas e medicamentos para dor”, detalha o cirurgião. Esta foi a segunda cirurgia de reconstrução do plexo braquial realizada pelo HRSM. O primeiro procedimento, também motivado por um acidente automobilístico, aconteceu no ano passado. De acordo com Laércio Scalco, chefe de serviço de ortopedia e traumatologia, ‘a continuidade dessas intervenções demonstra a capacidade técnica e o compromisso da unidade com o atendimento especializado, oferecendo mais qualidade de vida e esperança a pacientes vítimas de traumas graves’. *Com informações do IgesDF
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