Sobradinho terá novo parcelamento com foco em habitação de interesse social
O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, na quinta-feira (23), o projeto urbanístico de parcelamento do solo denominado Residencial Sobradinho, da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). O projeto integra o planejamento urbano da região e tem capacidade para abrigar cerca de 13.617 moradores, reforçando as ações de habitação de interesse social no DF. Aprovação do projeto foi comemorada pela comunidade local, que será beneficiada | Foto: Divulgação/Seduh Com área total de 978.932,66 m² (o equivalente a quase 138 campos de futebol), o parcelamento será organizado em 834 lotes. Desses, 729 serão destinados ao uso residencial unifamiliar de interesse social, sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), enquanto os demais atenderão a usos comercial, institucional e de prestação de serviços. O projeto prevê que os lotes sejam oferecidos de forma urbanizada, com infraestrutura adequada e planejamento viário. Ao todo, as áreas públicas somam 465.078,01 m², incluindo espaços livres de uso público (Elups) e equipamentos de interesse público, o que representa 47,83% da área total. Entre essas áreas, estão previstas praças, parques e equipamentos comunitários, garantindo qualidade de vida e integração social aos futuros moradores. Conquista “Criar áreas para população de baixa renda não é fácil. É uma luta de muito tempo, e, hoje, foi uma missão cumprida” Simone Magalhães, diretora da Associação Movimento dos Inquilinos de Sobradinho O presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e relator do projeto no conselho, Rôney Nemer, ressaltou a relevância do parcelamento para a comunidade de Sobradinho, especialmente a de Sobradinho II: “Eles são filhos de lá, viam aquela terra e queriam que aquilo fosse para eles morarem, para não ficar no aluguel, para saírem da invasão, da área irregular, e o governador entendeu isso”. O entusiasmo também foi compartilhado pela arquiteta Ivelise Longhi, representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese). “E hoje, então, se oferece mais uma área, num local extremamente propício e para atender aqueles que realmente mais precisam”, comentou. A diretora da Associação Movimento dos Inquilinos de Sobradinho, Simone Magalhães, que acompanhou a reunião do conselho, também comemorou a aprovação do projeto: “Criar áreas para população de baixa renda não é fácil. É uma luta de muito tempo, e, hoje, foi uma missão cumprida. Sabemos que várias famílias de baixa renda, que realmente necessitam, serão beneficiadas”. [LEIA_TAMBEM]O Residencial Sobradinho foi precedido por todos os estudos urbanísticos, ambientais e viários necessários, além de consultas às concessionárias de serviços públicos, assegurando que o parcelamento avance de forma planejada, segura e sustentável. Próximos passos Após a aprovação pelo Conplan, a Terracap apresentará o projeto urbanístico executivo do parcelamento, que será analisado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) antes de ser formalmente aprovado por decreto e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Com a publicação, a Terracap terá 180 dias para solicitar a licença urbanística e providenciar o registro cartorial do projeto. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
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Administração orienta sobre uso correto dos novos contêineres de lixo em Ceilândia
A Administração Regional de Ceilândia, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), instalou recentemente 40 novos contêineres de lixo em pontos estratégicos da cidade, como feiras e locais de grande circulação. A iniciativa visa ampliar a oferta de espaços adequados para o descarte correto do lixo doméstico e contribuir para a limpeza urbana. Novos equipamentos são específicos para lixo doméstico, adverte a administração da cidade | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia No entanto, o que era para ser uma solução tem gerado preocupação. A administração constatou que muitos dos novos contêineres estão sendo utilizados de forma incorreta, recebendo materiais inadequados, como restos de obras, entulho, cimento, galhos, madeira e ferro. Descarte irregular Durante as ações de monitoramento, as equipes identificaram, na Feira da Guariroba, o descarte irregular de resíduos de construção e outros materiais não permitidos. Esses equipamentos, reforça a Administração Regional de Ceilândia, são destinados exclusivamente ao lixo doméstico e orgânico. Esse tipo de atitude danifica os contêineres, reduz sua vida útil e compromete a eficiência da coleta de lixo. Além disso, provoca acúmulo de sujeira ao redor dos pontos e prejudica o trabalho das equipes de limpeza e a rotina dos feirantes e moradores que dependem desses locais. [LEIA_TAMBEM]O chefe de gabinete da Administração Regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza, reforça a necessidade de conscientização e colaboração por parte da comunidade: “Esses contêineres foram instalados para facilitar o descarte correto do lixo doméstico e contribuir para a limpeza da cidade. Quando o morador utiliza de forma errada, colocando entulho ou restos de obras, ele prejudica o serviço público e o bem-estar de todos. Contamos com o apoio da população e dos feirantes para fiscalizar e denunciar práticas irregulares”. Fiscalização A Administração Regional de Ceilândia segue com o monitoramento nos pontos onde foram instalados os contêineres. Caso sejam identificadas irregularidades, o órgão acionará o DF Legal para aplicar multas e outras sanções previstas na legislação contra os responsáveis pelo descarte indevido. Denúncias sobre descarte irregular podem ser feitas diretamente à Administração Regional de Ceilândia ou pelos canais oficiais do Governo do Distrito Federal (GDF) e pelo 162. A administração lembra que a colaboração da comunidade é fundamental para manter a cidade limpa, organizada e livre de pontos de sujeira e entulho. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Polícia Judiciária Militar: pós-graduação destaca equilíbrio entre técnica, ética e justiça
Nesta sexta-feira (24), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deu início ao programa de pós-graduação lato sensu em Polícia Judiciária Militar (PJM) – 2025, em cerimônia realizada no Instituto Superior de Ciências Policiais (ISCP). A iniciativa, que contempla 31 alunos, tem como objetivo capacitar profissionais de segurança pública para a condução de investigações de crimes militares com base em rigor técnico, legal e ético. O curso é promovido pelo Instituto Superior de Ciências Policiais (ISCP, mantido pela PMDF) e integra as ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao fortalecimento da segurança pública e ao aperfeiçoamento do trabalho policial militar. A formação busca preparar os alunos para os desafios contemporâneos da investigação criminal, ampliando a integração entre o conhecimento jurídico e as práticas investigativas. Durante a abertura, o subcomandante-geral da PMDF, coronel Fabrício Boechat de Camargos, destacou que a vida militar é marcada por coragem e renúncia, exigindo compromisso com a ética, a disciplina e a defesa da vida. Ele ressaltou que o investimento contínuo em qualificação e inovação reflete a dedicação dos profissionais da corporação e é essencial para enfrentar desafios como os crimes cibernéticos e o uso crescente da inteligência artificial, sem perder a essência de servir e proteger a sociedade. Evento contou ainda com a presença de diversas autoridades civis e militares | Foto: Divulgação/PMDF Em seguida, o promotor de Justiça Antônio Henrique Graciano Suxberger ministrou a palestra inaugural e defendeu a valorização dos saberes técnicos da investigação criminal. Segundo ele, é necessário resgatar a autonomia e a especialização da atividade investigatória, muitas vezes reduzida ao campo jurídico desde a Constituição de 1988. O palestrante destacou que o equilíbrio entre o respeito às garantias legais e a eficiência técnica é fundamental para assegurar investigações eficazes, justas e comprometidas com os direitos humanos. O evento contou ainda com a presença de diversas autoridades civis e militares, entre elas representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). *Com informações da PMDF
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DF terá novo medicamento para crianças hemofílicas
Aplicar um medicamento na veia de seu filho, de seis anos de idade, quatro vezes na semana. E, ainda assim, lidar com sangramentos e ter cuidados redobrados por conta da hemofilia, uma doença genética que pode provocar hemorragias mesmo em pequenas lesões. Era esse o desafio de Ana Alice Fonseca, mãe de Ian, um dos primeiros pacientes do Brasil a serem beneficiados com o Emicizumabe, medicamento distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Isso vai trazer autonomia e liberdade para essas crianças e suas famílias", disse Ana Alice, durante o lançamento do programa nacional de ampliação da distribuição do Emicizumabe, realizado nesta sexta-feira (24), na sede do Hemocentro do Distrito Federal. Mais de mil crianças no país serão beneficiadas com a expansão do uso para crianças de até 6 anos. O Emicizumabe foi incorporado ao SUS em 2023 e já estava disponível para adultos na rede pública. Juracy Lacerda: "Essas crianças vão ter uma infância" | Foto: Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Com o Emicizumabe, as aplicações são mais fáceis, do tipo subcutânea, e menos frequentes, passando de uma vez por mês a uma vez por semana. "Não estou aqui apenas pelo meu filho, estou aqui por todas as outras mães, pois elas são as cuidadoras", completou Ana Alice. O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, destacou o lado humano da ampliação de oferta do Emicizumabe. "Essas crianças vão ter uma infância". De acordo com o gestor, além de facilitar o tratamento, estudos mostraram uma redução de mais de 77% de sangramentos entre os pacientes que recebem o medicamento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou o impacto positivo da medida. "Vai ser um avanço muito importante para as crianças e famílias", disse. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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