Iniciado o treinamento do Educacenso para fortalecer planejamento da rede
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) iniciou, nesta segunda-feira (1º), na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), o Treinamento Educacenso 2026. Promovida pela Assessoria de Relações Institucionais (ARI), a formação segue até quarta-feira (3) e reúne mais de mil servidores das unidades escolares e das coordenações regionais de ensino (CREs), responsáveis pelo registro das informações que orientam o planejamento e a gestão da rede pública de ensino. Principal instrumento de coleta de dados da educação básica brasileira, o Educacenso reúne informações sobre estudantes, turmas, profissionais da educação, gestores e infraestrutura escolar. Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento subsidia a formulação, o monitoramento e o aperfeiçoamento das políticas educacionais em todo o país. Durante a abertura, o secretário-executivo substituto da SEEDF, Jean François, destacou a importância da qualificação dos profissionais responsáveis pelo preenchimento do sistema. “A Secretaria de Educação, em parceria com o Inep, realiza esse treinamento do Educacenso pelo segundo ano consecutivo, um trabalho essencial, pois são essas informações que possibilitam a aplicação das nossas políticas públicas educacionais no Distrito Federal.” O gestor também ressaltou a dimensão do trabalho realizado pelos servidores da rede pública. “Esse momento possibilita reunir cerca de mil servidores da Secretaria de Educação, distribuídos nos três dias de formação. Cada matrícula feita, cada turma registrada e cada dado lançado sobre a infraestrutura mostram a secretaria real que nós precisamos conhecer para tomar decisões estratégicas e garantir uma educação pública de qualidade para todos os estudantes”, afirmou. Durante a abertura do evento, o secretário-executivo substituto da SEEDF, Jean François, destacou a importância da qualificação | Fotos: Mary Leal/SEEDF Dados que orientam políticas públicas O Censo Escolar da Educação Básica é uma pesquisa estatística anual realizada em parceria com secretarias estaduais, municipais e instituições de ensino públicas e privadas. O preenchimento é obrigatório e deve retratar a realidade observada na data de referência estabelecida pelo Inep. Responsável pela palestra de abertura, o técnico em informações educacionais do Inep, Henrique Santos, ressaltou que a qualidade dos registros influencia diretamente a construção das políticas educacionais. “O Censo Escolar é o principal levantamento estatístico educacional brasileiro. Por isso, é fundamental que ele seja realizado com informações verídicas das escolas, pois esses dados servirão de subsídio para a formulação e o acompanhamento das políticas na área da educação.” Henrique também apresentou as principais novidades da edição 2026. “Temos novos campos relacionados às dependências físicas das escolas e algumas modificações no formulário de turma para contemplar as novas diretrizes do novo ensino médio. Entre as novidades, está a inclusão dos campos referentes às salas de robótica e aos laboratórios dos cursos técnicos”, explicou. Informações que garantem inclusão Com mais de dez anos de experiência no preenchimento do sistema, a chefe de secretaria do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 de Brazlândia, Micheli Alencar, destaca que a precisão dos registros impacta diretamente o atendimento aos estudantes. “O que eu vejo como mais importante é a fidedignidade das informações que colocamos no Censo, principalmente em relação à quantidade de alunos e aos estudantes da educação especial. Esses dados ajudam a direcionar monitores, educadores sociais voluntários, pedagogos, psicólogos e outros profissionais necessários para atender essa demanda”, explicou. Segundo Micheli, o levantamento também contribui para garantir recursos e adaptações que ampliam a inclusão na rede pública. “As informações sobre os alunos são muito importantes para garantir, por exemplo, provas adaptadas nas avaliações de larga escala, materiais ampliados para estudantes com baixa visão e provas em Braille para alunos cegos. Tudo isso contribui para que esse público seja atendido de forma adequada.” O responsável pela palestra de abertura, 'O Retrato Oficial da Educação Brasileira', foi o técnico em informações educacionais do Inep, Henrique Santos Qualidade da informação O diretor de Informações Educacionais da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Subtic/SEEDF), Alex Neviton, agradeceu o empenho das equipes envolvidas e reforçou a importância do trabalho colaborativo para a qualidade do levantamento. “O comprometimento de todos é essencial para garantir a qualidade dos dados coletados, algo que faz toda a diferença para o diagnóstico real das nossas escolas e para a formulação de políticas públicas mais eficientes.” Segundo o diretor, a responsabilidade dos profissionais envolvidos vai além do preenchimento dos formulários. “A precisão das informações inseridas no Educacenso é fundamental, pois serve de base para indicadores como o Ideb, além de orientar o repasse de recursos e a avaliação de programas educacionais. Nenhum sistema substitui o cuidado e a responsabilidade de cada profissional nesse processo.” Os dados produzidos pelo Educacenso são utilizados para orientar investimentos, acompanhar indicadores e apoiar ações voltadas à melhoria da educação. No Distrito Federal, a formação promovida pela SEEDF busca garantir que essas informações retratem com precisão a realidade das escolas, fortalecendo o planejamento, a gestão e a oferta de ensino para mais de 450 mil estudantes da rede pública. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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DF é reconhecido como a UF mais segura do país em redução histórica do número de crimes letais
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Feiras permanentes do DF poderão funcionar até as 22h
A partir de agora, as feiras permanentes do Distrito Federal poderão ter horário de funcionamento estendido até as 22h. A mudança está prevista em portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (2) e ocorre por determinação da governadora Celina Leão, após recente reunião com feirantes no Palácio do Buriti. O Distrito Federal conta com 38 feiras permanentes e três shoppings populares, somando cerca de 13,8 mil bancas cadastradas e aproximadamente 10 mil feirantes. A flexibilização do horário tem o objetivo de fomentar a atividade, na medida em que permite ao feirante manter o comércio aberto por maior tempo, assim como é em outros segmentos. A extensão do horário de atendimento é facultativa e será definida pelas administrações regionais, responsáveis por supervisionar e fiscalizar a organização e funcionamento das feiras, respeitando o regimento interno de cada unidade. *Com informações da Segov-DF
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Levantamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública colocou o DF na liderança, tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais, com a menor taxa de criminalidade. A governadora Celina Leão afirmou, durante evento que homenageou as forças de segurança do DF, que a posição amplia a responsabilidade do GDF de manter os investimentos em pessoal, tecnologia e integração das forças de segurança. Em solenidade durante a qual as forças de segurança do DF foram homenageadas, a governadora Celina Leão declarou: “Queremos zerar o furto de celular, crimes violentos contra mulheres e feminicídio” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “A gente não consegue ter a melhor segurança pública se não investir no capital humano, porque a segurança pública é feita por homens e mulheres”, pontuou a chefe do Executivo. “Vamos capacitar mais, colocar mais tecnologia, trabalhar para ter mais homens nas ruas e valorizar ainda mais o nosso efetivo.” O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, mostrando que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Ranking nacional Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba-PR (10,05) e Campo Grande-MS (10,39). O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. No DF há 42 homicídios e zero a esclarecer. “Hoje é um dia de gratidão à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros, ao Detran, à Polícia Civil e à Polícia Penal” Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública Segundo a governadora, o resultado deve ser tratado como ponto de partida para novas reduções nos índices de criminalidade. “Nós não estamos satisfeitos em estar em primeiro lugar”, enfatizou. “Queremos zerar o furto de celular, crimes violentos contra mulheres e feminicídio. É difícil, sim, mas vamos trabalhar para reduzir cada dia mais os nossos índices no Distrito Federal”. Durante a solenidade, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, frisou que o reconhecimento é fruto da atuação integrada das forças de segurança e do esforço para manter o Distrito Federal no topo do ranking nacional. “O mais importante são as pessoas”, declarou. “Estamos diante daquelas que nos fizeram chegar ao primeiro lugar. Hoje é um dia de gratidão à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros, ao Detran, à Polícia Civil e à Polícia Penal”. [LEIA_TAMBEM]Segundo o secretário, a liderança nacional amplia a responsabilidade de manter e melhorar os indicadores de segurança. “O primeiro lugar nos dá a possibilidade de turismo, nos dá a possibilidade de reconhecimento dos eventos, nos dá circulação da economia, nos dá tranquilidade”, destacou. Patury lembrou ainda que o DF apresenta a menor taxa de homicídios do país e também o menor índice agregado de crimes letais, que inclui homicídio, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes a esclarecer. Na solenidade, as forças de segurança do Distrito Federal foram homenageadas com a entrega da placa que reconhece Brasília como a capital mais segura do país. Receberam a condecoração representantes do Detran-DF, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Penal, em reconhecimento ao trabalho integrado que tem contribuído para a redução dos índices de criminalidade e o fortalecimento da segurança na capital.
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