DF abre consulta pública para criar política de proteção da fauna contra acidentes na rede elétrica
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e o Instituto Brasília Ambiental abriram consulta pública para discutir a criação da Política Distrital de Prevenção de Acidentes Elétricos com Animais Silvestres (PDPAEAS). A proposta busca reduzir acidentes envolvendo fauna silvestre e a rede de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal, realidade que tem provocado mortes e graves ferimentos em espécies como saguis, macacos-prego, gambás e aves. O avanço urbano no DF ampliou os conflitos entre infraestrutura urbana e biodiversidade. Em áreas arborizadas, corredores ecológicos e fragmentos de mata, animais utilizam árvores e estruturas urbanas para deslocamento e alimentação. Nesse cenário, postes, fios e transformadores energizados passaram a representar riscos frequentes, causando choques elétricos, quedas, queimaduras, fraturas e traumatismos. A minuta do projeto prevê ações de prevenção, mitigação e monitoramento desses acidentes. Entre as medidas propostas estão a adoção de redes elétricas mais seguras, isolamento de cabos e transformadores, instalação de dispositivos de proteção, criação de passagens aéreas para fauna, manejo adequado da vegetação urbana e priorização de redes subterrâneas em novos empreendimentos. A proposta busca reduzir acidentes envolvendo fauna silvestre e a rede de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal | Foto: Divulgação O texto também institui instrumentos como o Plano de Adaptação Ecológica (PAE) e o Protocolo de Prevenção e Resposta (PPR), voltados para planejamento preventivo, monitoramento contínuo e responsabilização das concessionárias quanto ao resgate, atendimento e reabilitação dos animais atingidos. Segundo o secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Rafael Santana, a proposta representa uma mudança na forma como o planejamento urbano e ambiental devem caminhar de maneira integrada no Distrito Federal. “Estamos falando de planejamento urbano responsável, de respeito à vida e de uma cidade que reconhece a biodiversidade como parte essencial do seu funcionamento. A proteção da fauna silvestre precisa estar incorporada às decisões sobre infraestrutura e desenvolvimento”, afirmou. A consulta pública recebe sugestões da população até o dia 10 de junho, às 19h. As contribuições devem ser enviadas para o e-mail asbio@sema.df.gov.br. A minuta completa do projeto de lei ficará disponível no site da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal neste endereço. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF)
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GDF na Sua Porta chega à Colônia Agrícola 26 de Setembro nesta segunda-feira (25)
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) estará presente no GDF na Sua Porta na Colônia Agrícola 26 de Setembro nesta segunda-feira (25). A população local vai ser atendida por ordem de chegada e com distribuição de senhas para acessar informações e serviços de assistência social durante a semana. Sistema de atendimento itinerante reúne vários serviços em um só lugar e facilita a vida da população | Foto: Divulgação/Sedes-DF O programa itinerante do Governo do Distrito Federal (GDF) reúne serviços de várias secretarias em um só lugar e vai funcionar diariamente das 9h às 16h até sexta-feira (29), na Rua 1, Entrada 2, região administrativa de Vicente Pires. [LEIA_TAMBEM]Estarão disponíveis postos de trabalho da Sedes-DF, com atendimento organizado por meio da distribuição de senhas. A pasta oferecerá ações de orientação e atendimento sobre o Cartão Prato Cheio, Cadastro Único, Bolsa Família, benefícios eventuais (auxílios natalidade, por morte ou vulnerabilidade), Carteira do Idoso, Tarifa Social de Energia, Benefício de Prestação Continuada e isenção de taxa para emissão de segunda via da Carteira de Identidade. A população que já participa dos programas e serviços socioassistenciais poderá também tirar dúvidas, fazer agendamentos e solicitar abertura de prontuários. O programa GDF na Sua Porta disponibiliza serviços públicos itinerantes voltados para a área da saúde, cadastro social, serviços do Na Hora, Defensoria Pública, delegacia móvel e outras ações essenciais. Por meio dessa iniciativa, diversos gabinetes móveis permanecem por alguns dias em diferentes regiões administrativas visitadas, atendendo às demandas levantadas pela comunidade. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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DF 360 completa três meses, com mais de 2,4 mil câmeras a serviço das forças de segurança
Uma integração entre forças de segurança, órgãos públicos e sociedade civil para monitorar as ruas do Distrito Federal e, assim, ajudar a manter o título de unidade da Federação mais segura do Brasil. Esse é o objetivo da plataforma DF 360. Lançada há três meses, a iniciativa já mostra resultados. No período, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) conseguiu incorporar à plataforma 320 câmeras de órgãos públicos e 321 de entidades privadas. Elas se somam às 1.402 da própria pasta. "Hoje, o sistema está com 2.403 [câmeras], mas a meta é 10 mil e nós vamos passar, porque estamos negociando com empresas que estão aderindo e com órgãos públicos. Agora, por exemplo, vão entrar de 3 mil a 5 mil câmeras da Saúde, de todas as UPAs [unidades de pronto atendimento], vão entrar câmeras da Educação que são apontadas para fora das escolas, Secretaria de Mobilidade de todos os terminais... A nossa expectativa é ficar entre 10 mil e 20 mil câmeras e aí, efetivamente, a gente terá um cercamento virtual de Brasília", explica o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. "Hoje, o sistema está com 2.403 [câmeras], mas a meta é 10 mil e nós vamos passar, porque estamos negociando com empresas que estão aderindo e com órgãos públicos", afirmou Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública interino | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Desenvolvida pela própria SSP, a plataforma DF 360 funciona da seguinte maneira: até 30 segundos depois de serem registradas no Centro de Operações da Polícia Militar do DF (Copom) — que concentra as chamadas para os números de emergência 190, 192 e 193, bem como os registros pelas forças de segurança —, as ocorrências aparecem em um mapa. "Então, a gente clica [na ocorrência] e a plataforma faz uma triangulação. Ela busca no sistema as câmeras mais próximas em um raio de 1 km e ali a gente consegue 'cercar' a ocorrência", detalha Patury. Além da ampliação do número de câmeras, os próximos passos do programa incluem a criação de prompts para identificação de atos considerados suspeitos por meio de inteligência artificial (IA). "Por exemplo, uma pessoa puxou uma faca, um homem batendo em uma mulher, uma confusão generalizada, uma inversão de sentido — nas passagens subterrâneas tem um casal andando, uma pessoa que ia em sentido contrário inverte o sentido e começa a seguir o casal. A partir daí, a plataforma vai dar um alerta e, com esse alerta, você vai poder ter uma atuação preventiva, não só repressiva", pontua o secretário. Empresas Dono da firma de monitoramento Setec, Agenor Neto foi um dos empresários que aceitou compartilhar imagens com a Secretaria de Segurança — com autorização de seus clientes e apenas câmeras que filmam ruas ou espaços públicos. "A gente trabalha com segurança, então, a gente tem que se aliar. Nós temos o mesmo objetivo, que é diminuir a criminalidade, ter uma cidade mais segura. Então, o que pudermos fazer para ajudar, fazer a nossa parte para a sociedade, faremos", conta. Segundo ele, o DF 360 foi "uma grande sacada" e tem contado com o apoio dos comerciantes que utilizam o serviço da Setec. "O comerciante está sempre pedindo por mais segurança e vai receber isso de portas abertas. É até meio engraçado eu ligar para eles e falar: 'Olha, vou te dar uma segurança a mais'. Ele vai perguntar: 'Quanto?' E eu vou falar: 'Nada'. É um benefício, com certeza, para a sociedade e para o comércio." "A gente consegue vincular a nossa empresa de segurança à Secretaria de Segurança. Isso reforça o nome da empresa, reforça que ela está integrada, que está fazendo parte junto com a secretaria, que está, de alguma forma, ligada a ela", aponta o empresário Agenor Neto Ainda na avaliação do empresário, o compartilhamento acaba por contribuir até com a imagem da empresa: "A gente consegue vincular a nossa empresa de segurança à Secretaria de Segurança. Isso reforça o nome da empresa, reforça que ela está integrada, que está fazendo parte junto com a secretaria, que está, de alguma forma, ligada a ela". Líder Hoje, Brasília é a capital mais segura do país e o Distrito Federal, a unidade da Federação mais segura, de acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da Federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39). Para o secretário Alexandre Patury, o DF 360 já contribuiu para essas marcas e, mais do que isso, vai ser fundamental para mantê-las. "Ele vai permitir que a gente não perca mais essa posição, que vem sendo construída ao longo dos anos, com a tecnologia e a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran [Departamento de Trânsito], Polícia Penal e todos os órgãos do Governo do Distrito Federal", elenca. "E devo dizer também com os Conselhos de Segurança (Consegs), que são imprescindíveis, porque é a participação popular, é a população dizendo onde a gente tem que colocar câmera, onde a gente tem que fazer poda de árvore, onde a gente tem que pedir para melhorar a iluminação. Efetivamente, é o povo que está na localidade que sabe das mazelas que contribuem para o aumento da criminalidade", arremata. Como participar Se você for dono de empresa de monitoramento ou possuir alguma câmera de vigilância apontada para vias públicas e desejar integrá-la ao DF 360, basta acessar o site da plataforma. Nele, também é possível saber mais sobre a tecnologia.
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Duas quadras de areia são reformadas e ampliadas no Núcleo Bandeirante
Em uma série de investimentos e incentivo ao lazer e esporte, duas quadras de areia estão sendo reformadas no Complexo Esportivo da Metropolitana, no Parque Vivencial Metropolitana, no Núcleo Bandeirante. Os serviços são executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, por meio da Diretoria das Cidades. O investimento nas melhorias é de cerca de R$ 200 mil. Operários trabalham na reforma de quadra de areia no Núcleo Bandeirante | Fotos: Divulgação/Novacap As quadras formadas na ciclovia da Metropolitana possuem um alto fluxo de visitantes e enfrentavam problemas de muretas de contenção, alambrados sucateados (com furos e enferrujados), portão danificado e areia inapropriada. A pedido dos moradores, a Gerência de Cultura, Esporte e Lazer da Administração Regional do Núcleo Bandeirante reivindicou a reforma, que será concluída até o final de maio. As novas ações incluem a ampliação do espaço, pintura em toda a área de convivência, reposição da areia e revitalização do alambrado, o que garantirá mais segurança e dobrará a capacidade de receber alunos das escolinhas gratuitas disponíveis nas quadras e frequentadores que praticam esportes de areia como futevôlei, beach tennis e vôlei de praia. Quadras que passam por reforma costumam receber um público eclético: crianças, adultos e idosos Marcelo Duarte, 47 anos, frequenta o espaço há seis anos. Morador do Núcleo Bandeirante, ele é gerente de Cultura, Esporte e Lazer da administração regional e também professor de vôlei de praia no local. Ele acompanhou de perto as mudanças e destaca a importância das obras. “Vou lá durante a semana e fins de semana. O público é amplo. Há adultos, idosos e crianças em um espaço multifuncional, que permite tanto a prática de esportes quanto momentos de lazer. Por isso, a manutenção de espaços públicos é essencial”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]“Estamos trabalhando para oferecer espaços públicos cada vez mais organizados, seguros e acolhedores para a população. A revitalização das quadras de areia no Parque Metropolitana reforça nosso compromisso com a qualidade de vida, o esporte e o lazer, proporcionando um ambiente adequado para que crianças, jovens e adultos possam praticar atividades físicas e aproveitar momentos de convivência em família”, afirma o administrador do Núcleo Bandeirante, Iroito Santos Nakao. Já o presidente da Novacap, Fernando Leite, destaca a importância da qualidade para a durabilidade dos equipamentos. “A gente entende que esses espaços não são apenas equipamentos urbanos, mas parte da rotina de quem vive na região. Nosso foco foi garantir uma estrutura mais durável e segura para os usuários das quadras. Quando a obra é bem executada, ela se mantém ao longo do tempo e atende, de fato, às necessidades dos moradores”, destaca. De acordo com dados da administração do Núcleo Bandeirante, durante os sete dias da semana há a presença de cerca de mil pessoas de forma alternada utilizando os espaços. O complexo atende moradores do Núcleo Bandeirante, Vila Divinéia, Metropolitana, Vila Cauhy e imediações, tornando-se o principal ponto de atividade física. *Com informações da Novacap
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