Celebração de Pentecostes altera o trânsito em Taguatinga
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Celebração de Pentecostes altera o trânsito em Taguatinga a partir de sexta-feira (22)
Em razão da Festa de Pentecostes 2026, que será realizada no Taguaparque, em Taguatinga Norte, de sexta-feira (22) a domingo (24), o Detran-DF fará intervenções nas vias da região. Na sexta e no sábado, as alterações vão das 14h30 às 23h30. No domingo, as mudanças estão previstas para o período entre as 13h30 e as 21h30. A ação contará com apoio do DER-DF. Durante o evento, o Detran-DF mobilizará 170 servidores por dia, que atuarão em pontos fixos e em patrulhamento para melhorar a fluidez do tráfego, garantir a segurança viária, coibir infrações e auxiliar na travessia de pedestres. Painéis eletrônicos de mensagens também serão utilizados em pontos estratégicos para orientar motoristas e pedestres. Nas vias adjacentes ao Taguaparque, será implantada sinalização viária para coibir estacionamento irregular. No local do evento, além de estacionamento destinado ao público em geral, veículos oficiais, pessoas com deficiência (PcD) e idosos, haverá área específica para carga e descarga. Dispersão do público Imagens: Detran-DF Na sexta-feira e no sábado, a partir das 21h, haverá sinalização para a dispersão do público. No domingo, a medida terá início às 18h30. Na Avenida Contorno Taguaparque, na altura do Ginásio de Esportes, a circulação terá sentido único. À esquerda do condutor, o fluxo seguirá em direção à via Estrutural. Já à direita, o tráfego será no sentido EPTG. Durante a dispersão, o acesso à Rua 4 da Colônia Agrícola Samambaia sentido Taguaparque permanecerá bloqueado. No Pistão Norte, os agentes de trânsito vão implantar sinalização para priorizar a saída dos veículos do Taguaparque. O acesso à Rua 8 pelo Pistão Norte será interditado. Para favorecer a saída dos condutores do local do evento, as equipes farão ajustes nos tempos dos semáforos. O objetivo é criar cinco corredores de mobilidade semafórica, que incluem as avenidas Central de Taguatinga, das Palmeiras, Hélio Prates, a via de ligação QNF/QNL e a Estrutural. *Com informações do Detran-DF
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Campanha Cartão Vermelho para o Racismo mobiliza mais de 200 mil torcedores
O que começou como um gesto simbólico antes de uma partida de futebol se transformou em uma das maiores mobilizações antirracistas já realizadas nos estádios brasileiros. Lançada em 4 de maio de 2025, minutos antes da partida entre Vasco e Palmeiras pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, a campanha Cartão Vermelho para o Racismo, idealizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), já mobilizou mais de 200 mil pessoas em apenas um ano. Naquele domingo, mais de 30 mil torcedores levantaram simultaneamente cartões vermelhos em um protesto coletivo contra a discriminação racial. O ato marcou o início de uma política pública que rapidamente ganhou força, reconhecimento e adesão nacional. A campanha leva o tema "Não é só falta grave, é cartão vermelho para o racismo" a estádios em todo o país | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF A dinâmica da campanha é simples, mas carregada de significado. Antes das partidas, servidores da Sejus distribuem cartões vermelhos aos torcedores nas entradas dos estádios. Em um momento previamente combinado, atletas, autoridades e o público erguem os cartões simultaneamente em um gesto coletivo de repúdio ao racismo. Com o lema “Não é só falta grave, é cartão vermelho para o racismo”, a iniciativa passou a integrar o protocolo oficial das principais competições realizadas no Distrito Federal e logo ultrapassou as fronteiras da capital federal, sendo reproduzida em outras unidades da Federação brasileiras. Inspirada pela Lei Vinícius Júnior, a campanha transformou o futebol em ferramenta de conscientização, respeito e inclusão. Do Mané Garrincha para o Brasil Ao longo deste primeiro ano, a mobilização esteve presente em partidas de grande repercussão nacional, como Vasco x Palmeiras, Aparecidense x Fluminense, Capital x Botafogo e na decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, realizada em 1º de fevereiro de 2026, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Na ocasião, cerca de 70 mil torcedores participaram da ação antirracista. Entre eles estava a estudante brasiliense Ana Clara Mendes, de 19 anos, que acompanhou a final da Supercopa nas arquibancadas. Ela conta que o momento em que o estádio inteiro ergueu os cartões vermelhos foi um dos mais marcantes da partida. “Foi emocionante perceber que milhares de pessoas estavam unidas por uma causa tão importante. O futebol mexe muito com a paixão das pessoas, então quando você vê um estádio inteiro levantando o cartão contra o racismo, a mensagem ganha ainda mais força”, relata. O cartão vermelho é distribuído por funcionários da Sejus antes dos jogos O alcance da campanha também chegou a outras regiões do país. Um dos momentos mais emblemáticos aconteceu em Belém (PA), durante o clássico Re-Pa, entre Remo e Paysandu, válido pela Série B do Campeonato Brasileiro. Mais de 45 mil torcedores presentes no Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão participaram da mobilização e levantaram os cartões vermelhos em um gesto histórico de união contra o preconceito. No meio da torcida paraense, o vendedor Carlos Eduardo Souza, de 42 anos, resume o sentimento vivido naquele dia. “O Re-Pa divide famílias, bairros e cidades inteiras pela rivalidade, mas naquele momento todo mundo estava defendendo a mesma causa. Foi muito forte ver as duas torcidas juntas contra o racismo”, afirma. Política pública de conscientização "Conseguimos transformar um gesto simbólico em uma mobilização coletiva capaz de conscientizar, educar e engajar milhares de pessoas em torno de uma causa que precisa ser permanente" Jaime Santana de Sousa, secretário interino de Justiça e Cidadania Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana de Sousa, a campanha demonstra como o esporte pode ser um instrumento poderoso de transformação social e conscientização coletiva. “Em apenas um ano, a campanha se tornou referência nacional no enfrentamento ao racismo nos estádios. Conseguimos transformar um gesto simbólico em uma mobilização coletiva capaz de conscientizar, educar e engajar milhares de pessoas em torno de uma causa que precisa ser permanente”, destaca. O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, avalia que a participação popular é o que fortalece a iniciativa. “O mais importante é perceber que a sociedade entendeu que o combate ao racismo precisa ser coletivo. Quando crianças, jovens, idosos e famílias inteiras levantam o cartão vermelho, o estádio deixa de ser apenas palco esportivo e se transforma em espaço de conscientização”, afirma. Já o presidente da CBF, Samir Xaud, ressalta que a parceria com a Sejus-DF ajudou a ampliar o debate sobre racismo no esporte brasileiro. “O futebol tem capacidade de mobilizar milhões de pessoas e transmitir mensagens fundamentais para a sociedade. A campanha mostra que é possível unir torcedores, clubes e instituições em torno do respeito e da igualdade”, pontua. O reconhecimento nacional da iniciativa também impulsionou novas adesões institucionais. Em junho de 2025, a campanha avançou rumo à nacionalização com a adesão do Conselho Nacional do Ministério Público, fortalecendo a proposta de expansão para outros estados brasileiros. Um ano depois do primeiro cartão erguido no Mané Garrincha, a campanha segue crescendo dentro e fora dos estádios e reforçando uma mensagem clara: no futebol e na sociedade, não há espaço para o racismo. *Com informações da Sejus-DF
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Pesquisa clínica abre caminho para tratamentos inéditos e renova esperança de pacientes
“Achávamos que o diagnóstico de leucemia era o fim, que a gente ia ter que se despedir da minha mãe.” A frase de Fillipe Heydfeld carrega o peso vivido por muitas famílias diante de doenças graves. Mas, no caso dele, a história ganhou um novo rumo quando a mãe passou a integrar um ensaio clínico no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “[Eles] nos procuraram, o pessoal da pesquisa clínica, oferecendo uma equipe específica para ela, todo o acompanhamento e o medicamento. A gente aceitou. Poxa vida, era a salvação da minha mãe”, relembra. Histórias como essa ajudam a mostrar o impacto da ciência para além dos laboratórios e artigos acadêmicos. No IgesDF, os ensaios clínicos vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para impulsionar inovação, qualificar o atendimento e ampliar a produção de conhecimento dentro da rede pública de saúde. Atualmente, o instituto participa de projetos desenvolvidos em parceria com instituições nacionais e internacionais de referência. Em muitos casos, essas ações representam novas possibilidades terapêuticas, acesso a medicamentos inovadores e esperança para pessoas que convivem com doenças complexas ou sem resposta clínica disponível. Para a neurologista Letícia Rebello, esse trabalho permite que a medicina avance com mais eficácia e segurança. “É dessa forma que a gente consegue criar caminhos para fornecer uma melhor opção terapêutica para o paciente, que tenha como aliado a eficácia e a segurança”, pontua. O Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde | Foto: Divulgação/IgesDF Esperança que nasce da ciência Celebrado em 20 de maio, o Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama a atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde. A gastroenterologista Liliana Mendes explica que muitas dessas ações acabam oferecendo uma oportunidade inédita para pessoas que já esgotaram outras possibilidades terapêuticas. “Existem pessoas que têm doenças que já estão na fronteira do conhecimento e essas doenças estão progredindo. Os estudos podem fazer com que elas sejam elegíveis a ter acesso a uma droga que está sendo estudada e que possivelmente pode ser benéfica para melhorar essa condição”, observa. O impacto também é percebido por familiares que acompanham de perto a evolução dos participantes. “Quando foi dada a opção desse tratamento da pesquisa clínica, foi um divisor de águas, porque a qualidade do tratamento melhorou 100% e a nossa expectativa também”, relata Kleber Petronio, irmão de uma participante de um dos protocolos conduzidos no IgesDF. Ciência que transforma o cuidado Além de ampliar possibilidades terapêuticas, os ensaios ajudam a tornar os tratamentos mais seguros e eficientes. O ortopedista Davi Haje explica que esse trabalho permite validar procedimentos e aprimorar condutas médicas a partir dos próprios resultados observados nos atendimentos. “Muitas vezes, a gente cria tratamentos e novos avanços, como no caso da minha área, a de pés tortos, de deformidades torácicas; na área de ortopedia da criança, do adolescente e do pé adulto. E, quando a gente faz pesquisa com nossos próprios dados, validamos se estamos seguindo um caminho correto ou não, permitindo mais segurança aos pacientes”, comenta. A produção de conhecimento desenvolvida dentro desses projetos também gera impactos diretos para toda a sociedade. Para o infectologista Tazio Vanni, o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 é um dos exemplos mais recentes da importância da ciência. “Foi através da pesquisa clínica que conseguimos desenvolver novas vacinas contra a covid-19 e sair de uma das maiores crises sanitárias dos últimos 100 anos”, ressalta. O infectologista Julival Ribeiro lembra que a investigação científica continua sendo essencial para o avanço da medicina em diferentes áreas. “A pesquisa clínica é fundamental para qualquer país, pois através dela descobrimos, por exemplo, novos antimicrobianos, novas drogas para tratar o câncer”, acrescenta. Inovação e acolhimento caminham juntos No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio da Gerência de Pesquisa, que acompanha desde os fluxos institucionais até o apoio técnico e regulatório necessário para a condução dos trabalhos. Para a enfermeira Laryssa Bezerra, que atua nos estudos clínicos, a atuação desenvolvida nessas frentes também envolve acolhimento e construção de vínculos com participantes e familiares. “Existe muito trabalho técnico envolvido, mas também muito acolhimento. Os participantes e suas famílias depositam confiança nas equipes científicas, e isso nos motiva diariamente”, conta. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Ferraz, cada trabalho conduzido dentro da instituição reforça o compromisso do Instituto com um atendimento mais qualificado e humano. “A pesquisa clínica representa esperança, inovação e compromisso com uma assistência em saúde cada vez mais qualificada e humana”, destaca. Segundo Emanuela, as ações realizadas ampliam o papel do IgesDF na produção de conhecimento e na transformação do cuidado aos pacientes. A gerente de Pesquisa do IgesDF, Ana Carolina Lagôa, também enfatiza que o avanço científico depende da atuação conjunta entre pesquisadores, profissionais de saúde, participantes e familiares. “Cada trabalho conduzido no IgesDF fortalece a ciência, transforma conhecimento em cuidado e impacta diretamente a vida das pessoas”, afirma. Como participar das pesquisas Pessoas interessadas em participar ou desenvolver estudos clínicos no IgesDF podem entrar em contato com a Gerência de Pesquisa para conhecer os projetos em andamento, entender os critérios de participação e obter orientações sobre as oportunidades disponíveis. → Telefone/WhatsApp: (61) 3550-8837 → Núcleo de Apoio ao Pesquisador (Napes): napes@igesdf.org.br → Núcleo de Pesquisa Clínica: pesquisaclinica@igesdf.org.br → Mais informações sobre submissão e condução de projetos científicos: https://igesdf.org.br/diep/pesquisa/submissao-de-projetos-de-pesquisa/. *Com informações do IgesDF
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