Alimentação escolar da rede pública do DF passa a oferecer tilápia de produtores locais
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) iniciou, neste ano, um projeto-piloto para incluir filé de tilápia produzido pela agricultura familiar na alimentação escolar da rede pública de ensino. O pescado já começou a ser servido em escolas atendidas pelas coordenações regionais de ensino (CREs) de Sobradinho, Núcleo Bandeirante, Guará e Plano Piloto, ampliando a oferta de alimentos saudáveis e fortalecendo a produção local. Segundo a diretora de Alimentação Escolar da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais, Camila Beiró, a meta é ampliar gradualmente a iniciativa para toda a rede pública de ensino. "O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, diversificar o cardápio oferecido aos estudantes e ampliar a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade nas escolas", afirmou. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis meses e dez meses até atingir o peso ideal para o consumo. Depois desse período, os peixes são encaminhados para um frigorífico, onde passam pelos processos de filetagem e embalagem antes de serem distribuídos às unidades escolares. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis e dez meses até atingirem o peso ideal para o consumo | Foto: Divulgação Alimentação escolar em números A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal está entre as maiores políticas públicas do setor no país. Diariamente, em média, são servidas 515.958 refeições para 382.624 estudantes matriculados em 694 escolas públicas. Em 2026, o orçamento autorizado para a alimentação escolar soma, até o momento, R$ 144,6 milhões, destinados à aquisição de alimentos, à logística de distribuição e à execução do programa. Os cardápios contam, atualmente, com 83 alimentos, entre frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, pescados, laticínios e grãos. Desse total, 34 itens são provenientes da agricultura familiar. Entre as proteínas oferecidas estão patinho moído, acém em cubos, peito de frango, coxa e sobrecoxa, tulipa de frango, lombo e paleta suínos, ovos e, agora, a tilápia. Os cardápios também incluem queijo muçarela, iogurte natural, manteiga, arroz, feijão, leite em pó, macarrão e flocão de milho. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Lilian Borges, explica que a inclusão de alimentos naturais na merenda busca proporcionar benefícios às crianças e aos adolescentes, tanto do ponto de vista nutricional quanto do desenvolvimento. "Uma alimentação saudável contribui para a melhora da concentração, da memória e da disposição dos estudantes, fatores que favorecem o processo de aprendizagem e o desempenho escolar. O consumo regular desses alimentos também auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, reduzindo o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão, ao longo da vida", ressaltou. Agricultura familiar abastece as escolas A agricultura familiar tem papel estratégico na alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal. Atualmente, 796 agricultores familiares fornecem frutas, verduras e legumes para as escolas. Outros 212 produtores abastecem a rede com laticínios, como queijo, manteiga e iogurte, enquanto dez agricultores são responsáveis pelo fornecimento de mel. A inclusão do filé de tilápia produzido pela agricultura familiar amplia a variedade e a qualidade nutricional da merenda oferecida aos estudantes da rede pública do Distrito Federal | Foto: André Amendoeira/Ascom SEEDF Os alimentos chegam de propriedades localizadas em regiões como Planaltina, Brazlândia, São Sebastião, Vargem Bonita e municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Todo o planejamento dos cardápios é realizado pela Diretoria de Alimentação Escolar (Diae), da Suape, vinculada à SEEDF. O trabalho é desenvolvido por uma equipe de 68 nutricionistas, responsável pela elaboração dos cardápios, acompanhamento da qualidade dos alimentos e suporte técnico às 14 coordenações regionais de ensino. Cardápio Os cardápios seguem as diretrizes da Resolução nº 4/2026 e consideram fatores como faixa etária dos estudantes, necessidades nutricionais, sazonalidade dos alimentos e hábitos alimentares da população local. O planejamento anual é dividido em seis ciclos de distribuição, cada um correspondente a sete semanas letivas. Em cada ciclo são produzidas 61 variações de cardápios, o que representa aproximadamente 366 diferentes cardápios ao longo do ano letivo. A equipe também elabora cardápios específicos para estudantes com necessidades alimentares especiais, como alergia à proteína do leite de vaca (APLV), diabetes mellitus, intolerância à lactose e intolerância ao glúten. Nesses casos, as unidades escolares recebem orientações técnicas para a aquisição dos alimentos adequados. *Com informações da SEEDF
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Lançado edital de chamamento público do Polo Agroindustrial do Rio Preto, em Planaltina
O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta quinta-feira (1º), o edital de chamamento público para implantação do Polo Agroindustrial do Rio Preto, em Planaltina. O processo visa selecionar empresas interessadas em instalar indústrias na área designada para o projeto no âmbito do programa Pró-Rural DF-Ride. O chamamento público fica aberto para consulta até o dia 30 deste mês, com prazo para apresentação de propostas até 31 de agosto. A governadora Celina Leão assinou o documento referente à seleção durante reunião com representantes do setor rural no Palácio do Buriti. Na mesma ocasião, a chefe do Executivo também entregou a escritura pública do terreno do escritório de Planaltina da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) e autorizou a construção do Galpão do Produtor Rural do Paranoá. Celina Leão: "É o valor agregado que realmente dá valor de negócio para o empresário, porque muitas vezes ele fica sem conseguir produzir" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Tenho falado muito sobre ampliar a cadeia econômica do Distrito Federal. Recebi uma pesquisa sobre a oportunidade de novos negócios, principalmente de bioinsumos e o valor agregado no rural. Hoje estamos entregando algo que é muito importante: o chamamento público do Polo Agroindustrial do Rio Preto”, destacou a governadora. “É o valor agregado que realmente dá valor de negócio para o empresário, porque muitas vezes ele fica sem conseguir produzir, vende matéria prima bruta e a gente deixa de arrecadar recurso onde tem uma receita importante para o Estado.” O empreendimento conta com área total de 58 hectares, divididos em dois módulos, e está localizado próximo à sede da Cooperativa dos Produtores do Rio Preto (Coarp), com acesso pelas rodovias DF-250 e DF-320. O projeto, que é aguardado há mais de duas décadas, tem como objetivo atrair investimentos, empreendimentos rurais e agroindústrias com elevado potencial de geração de emprego, rendimento e desenvolvimento tecnológico. As propostas serão recebidas pela Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e analisadas pela Secretária de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). "Nós iremos diversificar a matriz econômica do Distrito Federal, permitindo que o nosso produtor de soja, possa vender também o farelo de soja, o óleo de soja" Júlio César Reis, presidente da Terracap O presidente da Terracap, Júlio César Reis, afirma que o projeto amplia a segurança econômica e competitividade do setor agropecuário. “Existe espaço para empresas da pecuária, da agricultura. Nós iremos diversificar a matriz econômica do Distrito Federal, permitindo que o nosso produtor de soja, possa vender também o farelo de soja, o óleo de soja, que o nosso produtor de tomate possa vender, além do tomate, a matéria prima para fazer extrato de tomate e todos os seus produtos derivados”, comentou. De acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, a expectativa é que o polo mobilize investimento privado na ordem de R$ 100 milhões, impulsionando a economia local. “Muitos empregos gerados e com dois grandes, bons avanços. Primeiro, redução do custo de produção, que é um anseio, e depois algo que atende a preocupação da governadora com o meio ambiente do Distrito Federal, que é a produção de bioinsumos, outro ponto para agregar valor”, salientou. As empresas selecionadas vão firmar contrato de concessão de uso oneroso (CDU) pelo prazo de 30 anos, com possibilidade de migração para concessão de direito real de uso (CDRU). De acordo com a Terracap, as indústrias terão acesso a crédito presumido de até 80% do ICMS nas operações de comercialização de produtos industrializados, isenção do ITBI nos casos de migração para CDRU e/ou compra direta futuramente, e desconto de até 80% no preço público cobrado à título de licenciamento ambiental. [LEIA_TAMBEM]O polo será destinado à instalação de empresas de três segmentos estratégicos: fabricação de ração animal, incluindo nutrição para aquicultura; produção de bioinsumos e fertilizantes para ampliação da oferta local de insumos agrícolas e redução da dependência de fornecedores externos; e agroindústrias de processamento mínimo de alimentos, como vegetais embalados a vácuo. Os imóveis vão ser entregues com infraestrutura de energia, conectividade e suporte para sistemas irrigação e armazenamento. Fortalecimento da agricultura Nesta quarta-feira (1º), a governadora Celina também entregou a escritura pública do terreno do escritório de Planaltina da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Esta foi a segunda escritura entregue pelo GDF para o órgão — a primeira foi do escritório de Brazlândia, em abril de 2023. “Estamos em uma luta para patrimonializar os imóveis da Emater-DF e o escritório de Planaltina, que fica no centro da cidade, era uma grande demanda nossa”, comentou o presidente do órgão, Cleison Duval. A cidade conta com mais quatro escritórios, que estão localizados na área rural.
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Participa DF recebe 42 manifestações por hora
O Participa DF recebeu, em média, 42 manifestações por hora no primeiro semestre de 2026. O volume representa cerca de mil registros por dia e resultou em 181.881 manifestações entre janeiro e junho deste ano. O número é 10,09% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a plataforma contabilizou 165.216 atendimentos. O crescimento indica maior participação dos cidadãos nos canais de ouvidoria do Governo do Distrito Federal. Por meio do Participa DF, a população pode registrar solicitações, sugestões, elogios, reclamações e denúncias relacionadas a serviços públicos, programas governamentais, infraestrutura urbana, transporte coletivo e diversos outros temas da administração pública. O Participa DF recebeu 181.881 manifestações entre janeiro e junho deste ano | Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília Atualmente, a plataforma conta com mais de 1,1 milhão de usuários cadastrados. Desse total, 14.384 são pessoas jurídicas e os demais, pessoas físicas. Entre os assuntos mais demandados no primeiro semestre deste ano estão o Cartão Uniforme Escolar, temas relacionados a servidores públicos, manifestações, e conduta de motoristas de ônibus. O período também registrou aumento de 3,2% nos elogios encaminhados pelos usuários, indicador que reflete o reconhecimento de serviços e atendimentos prestados pelos órgãos do GDF. Os dados reforçam o papel das ouvidorias como ferramenta de escuta da população e apoio à melhoria dos serviços públicos. Cada manifestação é analisada pelos órgãos responsáveis, contribuindo para identificar demandas, corrigir falhas e aprimorar políticas públicas. Apesar de o prazo legal para resposta ser de até 20 dias, o tempo médio de retorno ao cidadão no primeiro semestre de 2026 foi de 10,5 dias, praticamente a metade do prazo previsto em lei. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal
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Cabide Solidário leva acolhimento e solidariedade ao Metrô-DF
Nesta quinta (2), a partir das 10h, a Estação Central da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) receberá a ação Cabide Solidário, uma iniciativa voltada para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social durante este período de baixas temperaturas. A iniciativa integra a Campanha do Agasalho 2026, coordenada pela Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis), realizada de forma conjunta entre os órgãos e as entidades do GDF, com o objetivo de fortalecer a mobilização solidária e de ampliar o atendimento às famílias que mais necessitam neste período de frio. “Cada doação representa um gesto de empatia e compromisso com o bem-estar da população, demonstrando o espírito de solidariedade que faz parte da cultura do Metrô-DF”, afirma Letícia Divina, gerente de Projetos Especiais da companhia, responsável pela ação. “Mais do que distribuir roupas, isso representa um gesto de cuidado, acolhimento e respeito à dignidade das pessoas que enfrentam o inverno em situação de vulnerabilidade”, acrescenta. A iniciativa integra a Campanha do Agasalho 2026 | Foto: Divulgação/Metrô-DF O Metrô-DF contou com a mobilização da equipe do Posto de Achados e Perdidos (Pcoap) da companhia que irá disponibilizar agasalhos e outras peças de inverno, esquecidas nas estações e que estão aptas para doação, tanto pelo estado de conservação como pelo tempo de permanência excedido no PCOAP. A iniciativa também conta com a participação solidária dos colaboradores, que contribuíram com a doação de agasalhos e de peças de inverno. O funcionamento será simples e acolhedor: a pessoa interessada deverá se dirigir até a Estação Central, preencher um formulário e, em seguida, poderá escolher uma peça de roupa disponível no Cabide Solidário. A ação seguirá até as 17h ou enquanto houver peças. Serviço Data: quinta (2) Horário: das 10h às 17h ou enquanto durarem as doações Local: Estação Central do Metrô-DF *Com informações do Metrô-DF
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