Inaugurado centro de capacitação para impulsionar agroindústria e ampliar oportunidades para famílias rurais
O fortalecimento da agroindústria rural ganhou um novo capítulo no Distrito Federal com a inauguração do Centro Regional de Capacitação em Agroindústria da Emater-DF, no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina. O espaço, inaugurado neste sábado (9), foi criado para ampliar as ações de capacitação voltadas ao processamento de alimentos, agregação de valor à produção rural e geração de renda para agricultores familiares da região leste do DF. A iniciativa representa um avanço nas políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da permanência das famílias no campo. Com investimento aproximado de R$ 282 mil entre 2025 e 2026, a Emater-DF realizou a reforma e adequação completa da antiga estrutura do Batalhão da Polícia Militar, cedida à empresa, transformando o espaço em um centro voltado à qualificação profissional, empreendedorismo rural e desenvolvimento comunitário. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais. Mais do que um espaço físico, o centro nasce como ferramenta estratégica para estimular pequenos produtores a transformar matéria-prima em produtos com maior valor agregado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de comercialização. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais | Foto: Divulgação/Emater-DF O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou durante a inauguração do espaço que o novo centro faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa voltada ao fortalecimento da agroindustrialização rural. “Aqui teremos cursos de doces, geleias, panificados, processamento de frutas, derivados e diversas outras capacitações que atendem às demandas da comunidade. Esse espaço foi pensado para apoiar produtores, associações e grupos organizados, especialmente mulheres rurais e pequenos empreendedores, permitindo que o produtor transforme sua produção, amplie mercados e fortaleça sua renda”, afirmou. Ele também destacou o potencial do Distrito Federal para se consolidar como polo de transformação agroindustrial. “Mesmo sendo um território pequeno, o DF demonstra enorme capacidade de inovação. Temos qualidade produtiva, tecnologia e produtores comprometidos. O próximo passo é avançar ainda mais na industrialização e na valorização daquilo que é produzido aqui”, completou. A implantação do centro atende a uma demanda antiga das comunidades rurais da região. As primeiras capacitações realizadas pela Emater-DF em Tabatinga começaram em 2019, em espaços improvisados da comunidade. Com o crescimento da procura, especialmente após a pandemia, surgiu a necessidade de uma estrutura permanente e adequada para atender os produtores. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, a entrega do centro reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o desenvolvimento rural e a valorização do produtor. “O produtor rural do Distrito Federal é comprometido, inovador e responsável por colocar alimento na mesa da população do DF e de outras regiões do país. O Governo do Distrito Federal trabalha para garantir condições de desenvolvimento, geração de renda e permanência das famílias no campo. Esse espaço representa justamente isso: investimento em qualificação, oportunidades e melhoria da qualidade de vida para o homem e a mulher do campo”, afirmou. Além das capacitações técnicas, o espaço terá função social e comunitária. O centro será utilizado para reuniões de associações, encontros de grupos de mulheres rurais, atividades com artesãos e ações voltadas à população idosa da região, fortalecendo os vínculos entre Estado e comunidade. A produtora rural Eli Kanheski, 82 anos, acompanha de perto a atuação da Emater-DF na comunidade e participou de diversos cursos oferecidos pela empresa ao longo dos anos. “Já participei de cursos de geleias, artesanato e flores. Antes tudo era improvisado, agora ficou muito melhor. O espaço ficou mais próximo da comunidade e isso vai facilitar a participação de mais pessoas nos cursos e atividades que são muito importantes para a gente”, contou. A extensionista rural Adriana Lelis reforçou que o novo centro vai fortalecer as ações e os vínculos com a comunidade. “Agora teremos um ambiente adequado, confortável e próximo dos produtores, fortalecendo principalmente as atividades de agroindústria, que já têm grande potencial na região. Esse espaço vai ser importante para descentralizar e facilitar o acesso de comunidades próximas, fortalecendo e incentivando a agroindústria.” Edifício Mazé O novo espaço recebeu o nome de Centro Regional de Capacitação em Agroindústria Edifício Mazé, em homenagem à extensionista rural da Emater-DF, Maria José, conhecida carinhosamente pela comunidade como Mazé. Reconhecida pelo trabalho próximo às famílias rurais de Tabatinga, ela construiu um legado marcado pelo compromisso com o desenvolvimento da comunidade, pela dedicação à capacitação dos produtores e pela atuação humana junto às famílias da região. Extensionista de referência, Mazé ficou conhecida pela capacidade de acolher, orientar e incentivar produtores rurais, especialmente por meio de ações de inclusão produtiva e organização comunitária. Durante a solenidade, os três filhos e os netos da homenageada participaram do descerramento da placa inaugural, em um momento marcado pela emoção e pelo reconhecimento à trajetória da extensionista, cuja atuação permanece viva na memória e na história da comunidade local. *Com informações da Emater-DF
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Tubulação do Canal do Pulador, em Brazlândia, garante fornecimento para cerca de 40 propriedades rurais
As obras do Canal do Pulador, em Brazlândia, foram retomadas. Os serviços são executados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com os produtores rurais com investimento de R$ 320 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. Cerca de 40 propriedades são beneficiadas com a tubulação de 2,4 km, que leva água de qualidade para todos, garantindo segurança hídrica para plantar e trabalhar. A intervenção reúne esforços da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), com oferta do projeto e do acompanhamento técnico. Participam também a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com disponibilização de maquinário, e a Administração Regional de Brazlândia, por meio do fornecimento de materiais e suporte operacional. Os moradores atuam na instalação das caixas de passagem e captação de água nas chácaras. A tubulação do canal, que antes era a céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação. O material usado é polietileno de alta densidade (PAD). “O revestimento é de importância fenomenal para transformar as propriedades, para que possam ser produtivas de fato, e para eliminar qualquer tipo de contaminação e de desperdício de água, fazendo com que seja bem melhor utilizada”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Rildon OIiveira. A tubulação do canal, que antes era à céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A obra contempla também a construção de caixas de passagem e reservatórios revestidos por geomembrana nas propriedades. A iniciativa busca garantir o abastecimento durante todo o ano, reduzir os impactos da estiagem e fortalecer a agricultura familiar. “Cada propriedade tem a sua caixa de passagem, que disponibiliza a água por uma saída independente, e também construímos, nas propriedades que têm condições, um reservatório preparado para receber a água para que eles possam canalizar e distribuir para as suas plantações ou para criação de peixe, utilizando da melhor forma possível, sem desperdício e voltando o que sobra para o meio ambiente”, explica Oliveira. Presidente da Associação dos Produtores e Protetores do Córrego Pulador (Aprocop), o produtor rural Demétrio Martins, 61 anos, afirma que a falta de água impedia a produção agrícola em diversas chácaras. “No meu caso mesmo, eu produzia folhagem e tive que parar. Você planta uma vez por ano, dependendo da chuva, e o resto é esquecer. Ficava seis meses sem plantar nada”, relata. Segundo Demétrio, a chegada da água marca um novo capítulo para a região, que agora poderá apostar em culturas atrativas economicamente, como morango e goiaba. “Agora, a gente pode plantar sem medo, com tranquilidade. Essa água para nós é tudo, é vida. Era o que a gente precisava mais urgentemente”, destaca. “Vai melhorar muito. A gente vai poder fornecer verdura fresca para a cidade e fomentar também a criação de peixe aqui na comunidade.” A retomada das obras é mais um pedido da comunidade que foi atendida pelo governo: "Nossa obra estava parada tinha uns 15 dias porque não conseguíamos passar pela parte da estrada sem a máquina. Encontrei com a governadora Celina Leão na igreja, contei a situação e prontamente ela me atendeu. Com a chegada da máquina, já estamos quase no final do canal”, compartilha Demétrio. Vice-presidente da associação, o aposentado e produtor rural Cleide Miranda da Rocha, 68, lembra que o problema do abastecimento se agravou ao longo do tempo devido à degradação do antigo canal e às perdas de água. “Estou aqui há mais de 30 anos e, no começo, esse rego chegava até o final. Depois a água foi deixando de chegar, até faltar para mim, que moro logo no início”, conta. Cleide destaca que, além de beneficiar a irrigação das hortas, a obra também melhora as condições de criação de animais nas propriedades. “A água é importante para irrigação e para os animais. Tenho galinhas, aves e outros animais. Água limpa evita doenças e melhora muito as condições de criação”, finaliza.
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Fábrica no Gama é multada por fazer descarte irregular de lixo às margens de rodovia
A Secretaria DF Legal autuou, nesta segunda-feira (11), uma fábrica de materiais de limpeza do Gama por descarte irregular de resíduos às margens da DF-290. A multa foi de R$ 30.580,00 e a empresa foi obrigada a fazer o recolhimento do lixo. O caso foi identificado por auditores da DF Legal durante fiscalização de rotina na região de Ponte Alta, área já conhecida pelo alto índice de descartes clandestinos. A equipe da secretaria encontrou uma grande quantidade de sacos contendo adesivos de rótulos de diversos produtos da empresa, além de restos de caixas e barricas utilizados na produção. Com a identificação dos responsáveis, os auditores da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais (Ufope) foram à sede da fábrica e conseguiram confirmar a origem dos produtos. A multa de R$ 30.580,00 foi calculada com base na quantidade de resíduos encontrados. Descarte irregular de lixo foi identificado por auditores da DF Legal durante fiscalização de rotina | Fotos: Divulgação / DF Legal Durante a fiscalização, a empresa também foi notificada a providenciar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Esse é um documento obrigatório que qualifica, quantifica e indica a destinação de cada tipo de resíduo gerado. Ainda ficou determinado que a própria fábrica deve realizar a limpeza do local sob pena de receber nova sanção. Autuações Nos primeiros quatro meses deste ano, a DF Legal aplicou 89 multas por descarte irregular de resíduos sólidos e da construção civil no Distrito Federal. Um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. [LEIA_TAMBEM] O crescimento é resultado da continuidade de ações, como a que resultou na multa desta segunda, com vistorias in loco para autuar em flagrante ou procurar meios para identificar os responsáveis, aliada à parceria com administrações regionais para que enviem casos flagrados. Os administradores têm utilizado tanto o processo SEI quanto um grupo de troca de mensagens para enviar fotos, vídeos e outras informações indispensáveis para a lavratura das multas, que variam de R$ 3.057,95 a R$ 305.803,16. A população também pode colaborar com a fiscalização enviando reclamações pelos canais de Ouvidoria (telefone 162 ou site ParticipaDF). O relato de dias e horários, juntamente da localização e vídeos anexados, levam a DF Legal a um trabalho objetivo que responsabiliza os infratores. *Com informações da DF Legal
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