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Mais de 900 pessoas são capacitadas a atuar em casos de importunação sexual a mulheres em grandes eventos 

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) segue ampliando as ações de conscientização e prevenção à violência contra a mulher em grandes eventos na capital. Nesta semana, o Protocolo Por Todas Elas, da Sejus-DF, chegou ao Rock Saloon, bar instalado no Bosque da Arena Mané Garrincha. O espaço faz parte da programação do Capital Moto Week, que será realizado em julho. Ao todo, 45 profissionais das equipes de segurança e brigada participaram da formação, que integra as ações de capacitação voltadas ao atendimento humanizado e à atuação em situações de importunação sexual em eventos. Por meio do Protocolo Por Todas Elas, cerca de 900 profissionais já foram capacitados em 37 estabelecimentos, ao longo de dois anos, para atuar em situações de importunação sexual, além de oferecer acolhimento e atendimento humanizado ao público.   [LEIA_TAMBEM] Respeito às diferenças O treinamento orienta os participantes sobre como identificar situações de vulnerabilidade, agir em casos de importunação sexual e garantir acolhimento adequado às vítimas. A iniciativa reforça a construção de ambientes mais seguros, inclusivos e preparados para diferentes públicos.    Formação contribui para a criação de espaços mais seguros e acolhedores | Foto: Divulgação/Sejus-DF Além do Protocolo Por Todas Elas, a capacitação também abordou temas como respeito às diferenças, acessibilidade e atendimento humanizado em eventos de grande porte.  A formação foi conduzida pela Subsecretaria de Apoio às Vítimas de Violência da Sejus. Para a assessora especial da pasta, Luene Garcia, a união entre poder público e iniciativa privada fortalece as ações de cidadania. “Quando entretenimento e conscientização caminham juntos, toda a sociedade ganha”, ressaltou. Já o CEO do Capital Moto Week, Juliana Jacinto, reforça que a formação das equipes contribui para a criação de espaços mais seguros e acolhedores. “Quando capacitamos profissionais para lidar com situações de violência e promover o respeito às diferenças, ampliamos a cultura de cuidado dentro e fora dos eventos”, afirmou. *Com informações da Sejus-DF

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No Dia Mundial do Lúpus, especialista reforça importância de reconhecer os sintomas

O inchaço nas pernas parecia algo passageiro. Depois vieram a coceira no corpo e as manchas na pele em áreas expostas ao sol. Durante um ano inteiro, Mateus Gustavo Amaral, de 31 anos, conviveu com os sintomas sem imaginar que havia algo mais sério por trás. Há três anos, durante uma crise mais intensa, ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Após dias de internação e uma série de exames, recebeu o diagnóstico de lúpus. “Eu não fazia ideia do que poderia ser. Nunca tinha ouvido falar nessa condição”, relembra. A história de Mateus não é incomum. O lúpus é uma doença autoimune que pode se manifestar de diferentes formas e atingir várias partes do corpo, o que muitas vezes dificulta a identificação precoce. Neste dia 10 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial do Lúpus, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e procurar avaliação médica o quanto antes. De acordo com o reumatologista do HBDF Carlos Lins, o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra vírus e bactérias, passa a atacar tecidos saudáveis nos pacientes com lúpus. As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas as consequências podem ser graves quando o tratamento demora a começar. “O lúpus pode comprometer praticamente qualquer órgão do corpo, da pele aos rins. Existem formas mais leves e outras mais graves, com risco de morte. Por isso, o diagnóstico exige uma avaliação ampla do paciente”, explica. Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF Sinais costumam ser confundidos Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão dores nas articulações, fadiga intensa, febre, queda de cabelo, manchas na pele, falta de ar e dor no peito ao respirar profundamente. Sem o acompanhamento adequado, a inflamação provocada pela doença pode causar danos progressivos, principalmente nos rins. “Quanto mais tempo o lúpus permanece sem controle, maiores são os riscos de complicações. Identificar cedo faz toda a diferença”, reforça o especialista. Atualmente, o HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanha cerca de 70 pacientes por semana no ambulatório especializado. No Distrito Federal, a estimativa é de que entre duas e três mil pessoas convivam com a condição. Exposição ao sol exige atenção Embora ainda não exista uma causa definida para o lúpus, alguns fatores podem desencadear crises em pessoas predispostas, como exposição solar inadequada, infecções e uso de determinados medicamentos. Foi o que aconteceu com Fábia Ferreira Lima, de 49 anos. Há cerca de dez anos, ela começou a sentir dores no pescoço, inchaço nos membros e uma sensação constante de peso no corpo. “No começo, achei que era algo simples, como um torcicolo. Mas foi piorando até eu não conseguir mais caminhar”, conta. Fábia Ferreira Lima foi diagnosticada com a doença. Com acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram Após procurar atendimento em uma UPA, ela foi encaminhada ao HBDF, onde ficou internada por um mês até descobrir o lúpus. Com o início do acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram e hoje ela mantém apenas as consultas de rotina. Qualidade de vida é possível com acompanhamento Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado com medicamentos e hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento contínuo. “Antes do avanço dos tratamentos, muitos pacientes com formas graves morriam poucos anos após o diagnóstico. Hoje, com acompanhamento adequado, é possível viver com qualidade e manter uma rotina praticamente normal”, afirma Carlos Lins. Pessoas com sintomas persistentes, como dores nas articulações, manchas na pele, fadiga intensa e inchaços frequentes, devem procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso haja suspeita de lúpus, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado na rede pública. A principal mensagem do Dia Mundial do Lúpus é clara: informação, atenção aos sinais e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Onde procurar atendimento Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessas unidades, é feita a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).   *Com informações do IgesDF

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Diana de Almeida nomeada Procuradora-Geral do DF

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