Resultados da pesquisa

Resultados da pesquisa

Thumbnail

Obras na Avenida Paranoá melhoraram a vida de motoristas e pedestres

Houve um tempo em que pedestres precisavam ficar subindo e descendo degraus para caminhar na então desnivelada Avenida Paranoá — uma das principais da região administrativa. Para os cadeirantes, o desafio era ainda maior: sem poder vencer as barreiras da calçada, eles tinham que dividir espaço, na rua, com os carros. Mas esse tempo passou. Em setembro de 2023, foram concluídas as obras que fizeram surgir uma nova Avenida Paranoá. Os serviços duraram menos de dois anos e receberam investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) na ordem de R$ 16 milhões. A Avenida Paranoá teve o asfalto recapeado, calçadas com acessibilidade construídas, vagas de estacionamento marcadas e projeto de paisagismo executado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília "O comércio do Paranoá foi construído pelos comerciantes, cada um da sua forma. Então, a gente tinha desníveis aqui que chegavam a um metro, muita gente se machucava, principalmente idosos. O primeiro ganho [das obras] foi esse nivelamento, a inclinação ficou padrão", aponta o administrador regional do Paranoá, Wagner Teixeira. Ao todo, a avenida, que tem 2,7 km, teve o asfalto refeito e ganhou calçadas acessíveis, ciclovia de cerca de 2,5 km, 844 vagas de estacionamento e paisagismo. "A pista foi reconstruída. Não teve recapeamento, foi demolida e reconstruída. A ciclovia foi reconstruída, as calçadas foram reconstruídas e as praças foram construídas, onde era via se transformou em praça. Então, praticamente tudo foi demolido e reconstruído. Tudo o que você vê na avenida hoje é novo, desde o asfalto até as calçadas", reforça a coordenadora de Obras da Administração Regional, Gabriela Moreira. Juraci da Costa Lima: "A melhoria foi de 100%. Antes, era tudo bagunçado, uma calçada baixa, outra alta. Agora, ficou tudo nivelado, tudo bonitinho" [LEIA_TAMBEM]Para o administrador, as obras levaram mais qualidade de vida à área que é "o coração da cidade". "A avenida está linda. Melhorou a vida da população, especialmente dos pedestres. As pessoas aqui costumam transitar muito a pé e ficou ótimo, dá para andar em uma calçada de 4 metros [de largura], flui bem. Então trouxe, sim, uma qualidade de vida, deu uma melhorada boa." A população concorda. "Melhorou para o pedestre, a calçada ficou mais larga. Era muito estreito e melhorou bastante. Ficou maravilhoso", celebra a encarregada de limpeza Arlete da Conceição Bezerra, 50 anos. "Na minha avaliação, a melhoria foi de 100%. Antes, era tudo bagunçado, uma calçada baixa, outra alta. [Agora,] ficou tudo nivelado, tudo bonitinho", completa o comerciante Juraci da Costa Lima, 68 anos, que ainda viu o movimento no seu comércio crescer após as obras: "Tem mais gente passando na porta".

Ler mais...

Thumbnail

Roubos em ônibus caem 52% no Distrito Federal em 2025

Os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registradas 111 ocorrências, contra 230 em 2024. Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhum caso, segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os dados evidenciam avanços na segurança pública, resultado de ações integradas entre as forças de segurança e melhorias na gestão do transporte, com impactos que vão além dos usuários e alcançam toda a população. Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, o uso de tecnologia e o trabalho de inteligência têm sido fundamentais para reduzir os crimes no transporte coletivo. “Buscamos identificar quadrilhas que antes atuavam em furtos e roubos dentro dos ônibus. O objetivo é evitar principalmente furtos e roubos de celulares, muitas vezes praticados por grupos organizados, inclusive com uso de armas brancas, que entram, cometem o crime e saem rapidamente”, explicou. Em comparação a 2024, os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% no ano de 2025 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ainda de acordo com o secretário, a queda é resultado de um conjunto de medidas. “A redução chega a 96% entre 2016 e 2025. Há também a contribuição de mudanças no sistema de pagamento e o avanço de tecnologias, como a identificação facial. Estamos trabalhando para que, ao identificar um suspeito com mandado de prisão em aberto dentro do ônibus, possamos agir de forma mais rápida e eficiente”, afirmou. Uma iniciativa estratégica do Governo do Distrito Federal (GDF), implementada a partir de 2024, foi a extinção do pagamento da tarifa em dinheiro, medida que reduziu significativamente a atratividade desse tipo de crime ao eliminar a circulação de valores em espécie nos transportes coletivos. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) explica que, antes da implantação do sistema 100% digital, cerca de 29% das passagens eram pagas em dinheiro. Agora, as tarifas são pagas exclusivamente por meio de cartões de transporte ou cartões bancários em todo o Sistema de Transporte Público Coletivo. Os demais acessos ocorrem por meio de cartões de gratuidade (PLE, PCD, idoso etc.). Além disso, a Semob-DF atua em cooperação técnica com a SSP-DF no combate e na prevenção de crimes no transporte público coletivo do Distrito Federal. A pasta esclarece que todos os ônibus e terminais rodoviários são monitorados por câmeras, e as imagens são utilizadas na apuração de crimes. [LEIA_TAMBEM]No ano passado, a Semob-DF e a SSP-DF ampliaram a cooperação, que agora inclui imagens e informações sobre rotas e localização de veículos, motoristas e passageiros, inclusive de táxis e carros de aplicativo. A integração de dados é importante para que os órgãos de segurança pública possam identificar situações de risco, coibir práticas criminosas dentro dos terminais e veículos, além de garantir respostas mais ágeis para a população. Em relação às regiões que não registraram ocorrências, Alexandre Patury reforçou que o trabalho continua para reduzir ainda mais os índices. “Sabemos do medo da população de perder o celular, de ter seus bens roubados, seja ao sair cedo para o trabalho ou ao voltar para casa à noite. Precisamos diminuir essa sensação de insegurança, e é por isso que estamos investindo fortemente em inteligência e na ampliação do monitoramento por câmeras”, afirmou. O secretário interino da SSP-DF também destacou a importância da participação da população. “Fazemos um pedido para que as pessoas integrem suas câmeras ao sistema do DF 360. Isso pode ser feito pelo site [DF 360 — Segurança Integral]. Quanto mais câmeras tivermos, maior será a capacidade de identificar criminosos e retirá-los de circulação”, completou. Para o motorista Wemerson Guimarães, a redução dos assaltos a ônibus é fruto de várias mudanças importantes no sistema de transporte coletivo Impacto Atualmente, o Distrito Federal conta com mais de 5,9 mil motoristas que circulam diariamente. Wemerson Guimarães, que atua na área há 14 anos, relembrou situações de risco enfrentadas na profissão: “Eu já fui assaltado com emprego de arma de fogo. Na maioria das vezes, são situações muito violentas. Eles ameaçam, humilham, usam palavras de baixo calão… E a gente precisa manter a calma, não só por nós, mas também pelos usuários. É uma situação muito complicada. A empresa oferece suporte psicológico, e isso ajuda bastante no dia a dia, porque é algo que mexe com a gente, altera a rotina e acaba deixando a gente mais fragilizado”. Sobre a redução dos assaltos no transporte coletivo, ele destacou mudanças importantes no sistema. “Primeiro, a questão da segurança. A retirada do dinheiro a bordo dos veículos trouxe uma sensação maior de segurança e ajudou a diminuir os índices de assaltos. Outro ponto é a agilidade no embarque, que traz mais conforto para o usuário, já que não precisa esperar troco ou o cobrador finalizar o atendimento. E, para a gente que trabalha no sistema, tem também a questão da informatização: antes era preciso fazer arrecadação manual; hoje, o sistema já registra e envia tudo automaticamente. Esses são, na minha visão, os principais fatores que contribuíram para melhorar a rotina no dia a dia”, apontou. Rosa de Sousa, diarista: "Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus Quem depende do transporte público diariamente já percebe as mudanças na prática. É o caso da diarista Rosa de Sousa, de 51 anos, moradora de Água Quente. “Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Eu mesma uso e só tenho a agradecer. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus. Nem ouço comentários sobre isso”, relatou. A sensação de segurança também mudou. “Com certeza, hoje é mais tranquilo. A gente não fica mais com aquele medo de alguém entrar no ônibus para assaltar. Eu ando tranquila”, completa. O aposentado Edson dos Santos, de 65 anos, morador do Areal há três anos, também destacou a melhora: “Durante esse tempo, nunca presenciei nada dentro dos ônibus. É tranquilo rodar pelo DF”.

Ler mais...

Thumbnail

Programa Absorva o Bem completa 1 ano e consolida rede de cuidado e dignidade no DF 

Há projetos que nascem como política pública. Outros, como gesto. O Absorva o Bem, da Secretaria de Atendimento à Comunidade do Distrito Federal (Seac-DF), nasceu dos dois e, ao completar um ano, se firma como uma das iniciativas mais sensíveis e transformadoras da pasta. Criado em maio de 2025, o projeto disponibiliza pontos solidários (caixas de acrílico) instalados em banheiros públicos de órgãos parceiros e oferece absorventes gratuitos. A rede do Absorva o Bem conta, atualmente, com 200 pontos solidários; órgãos que quiserem participar podem procurar a Seac | Foto: Foto: Divulgação/Seac-DF Um ano depois, o que começou como um gesto se tornou rede. Já são mais de 200 pontos solidários espalhados por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, em órgãos públicos, administrações regionais e espaços de grande circulação. Cada ponto é abastecido tanto pela atuação da secretaria quanto pelas doações da própria comunidade, uma engrenagem coletiva que transforma usuários em participantes ativos da política pública. “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela" Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela. Quando a menstruação chega de surpresa, ter um ponto de apoio vai além do cuidado, é um gesto de respeito e acolhimento”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. Ao longo desse primeiro ano, o projeto, que tem como lema “Se precisar, pegue! Se puder, doe!”, também ampliou o alcance para além dos pontos físicos. A iniciativa promove ações educativas sobre saúde menstrual, reforçando a importância do autocuidado, da informação e da quebra de tabus que ainda cercam o tema.  Qualquer pessoa pode contribuir com o projeto doando diretamente nos pontos solidários instalados nos órgãos participantes. As doações são simples, espontâneas e não exigem cadastro. Cada contribuição ajuda a manter a rede ativa e a ampliar o alcance da iniciativa.  Órgãos interessados em aderir ao projeto podem entrar em contato com a Seac para orientações sobre a instalação de novos pontos. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF)  

Ler mais...

Thumbnail

Apoio profissional auxilia mães a superar desafios da amamentação

Os primeiros dias de amamentação costumam trazer dúvidas, inseguranças e adaptações, especialmente para mães de primeira viagem, que ainda estão conhecendo a rotina e os sinais do bebê. Nesse período, contar com orientação profissional pode fazer toda a diferença para tornar o processo mais seguro e tranquilo. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse suporte é oferecido por meio do Banco de Leite Humano (BLH), que acompanha as mães e presta assistência especializada em amamentação. Foi em busca desse apoio que Nairana Almeida retornou ao HRSM com o filho, Isaac, de apenas 10 dias. Mãe de primeira viagem, ela conta que enfrentou dificuldades logo após o nascimento do bebê por não produzir leite imediatamente. “Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Recebi alta, fui para casa e ainda não tinha leite. Mas depois, com as orientações que recebi aqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, relata. Pega correta e fatores individuais podem influenciar Durante o retorno ao BLH, Nairana aproveitou para esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução da maneira como o filho se posiciona e suga o peito durante a amamentação, método conhecido como "pega do bebê". Ela também observou algumas dificuldades na sucção, que seguem em avaliação pela equipe multiprofissional. No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais auxiliam mães no período de amamentação | Foto: Divulgação/IgesDF A pediatra Lorena Oliveira, que atendeu Isaac, explica que não existe uma única postura correta para amamentar. Segundo ela, a melhor forma será sempre aquela em que a mãe estiver confortável, desde que o bebê esteja bem alinhado, com a barriga voltada para a mãe, boca bem aberta, bochechas cheias durante a sucção e sem causar dor à lactante. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo não está certo”, orienta. A especialista ressalta que, além da técnica, outros fatores podem interferir no processo, como alterações anatômicas no mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou freio lingual alterado, situações que podem dificultar a pega mesmo quando a posição está correta. Manejo adequado e atenção aos engasgos Embora a produção abundante de leite seja positiva, o fluxo muito intenso também pode trazer desafios. Nesses casos, segundo a pediatra, o bebê pode ter dificuldade para acompanhar a saída do leite e acabar se engasgando. “Orientamos que a mãe esvazie um pouco a mama antes da mamada e utilize posições em que o bebê fique mais elevado, o que ajuda no controle do fluxo”, recomenda. Caso o bebê se engasgue, mas continue tossindo e reagindo normalmente, a recomendação é apenas retirá-lo do peito e colocá-lo em posição ereta até que se reorganize. Logo após a amamentação, recomenda-se manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o tronco por alguns minutos. Embora popularmente conhecida como “posição de arroto”, a prática é indicada principalmente para favorecer o esvaziamento gástrico e reduzir episódios de refluxo. “Não é necessariamente para o bebê arrotar. O objetivo é facilitar a digestão e evitar que o leite retorne”, afirma Lorena. "Esse cuidado pode ser mantido conforme a necessidade de cada criança, especialmente durante o primeiro ano de vida", completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador