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Combate à violência sexual cometida contra crianças e adolescentes é intensificado

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) preparou uma programação abrangente para o Maio Laranja, mês dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual cometida contra crianças e adolescentes. Um dos principais destaques da agenda será a cerimônia do dia 26 de maio, às 10h, no Centro Integrado 18 de Maio (C18M), unidade de referência no atendimento a vítimas de violência sexual infanto-juvenil, localizado na SQS 307. O evento reunirá autoridades, conselheiros tutelares, profissionais da rede de proteção e representantes da sociedade civil para a entrega oficial do Anuário do Centro e o lançamento do Decreto do Grupo de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção (GGCorp). A medida amplia a atuação da rede e incorpora novas regiões administrativas, como Água Quente, além das regiões do 26 de Setembro e de Ponte Alta, que estão em processo avançado de criação, fortalecendo a capilaridade das políticas públicas. O Anuário, primeira publicação produzida pelo Centro Integrado, reúne dados inéditos sobre atendimentos e articulações da rede, consolidando-se como ferramenta estratégica para análise, planejamento e aprimoramento das políticas de proteção. O documento também reforça a importância do uso de evidências na tomada de decisões e na qualificação das respostas institucionais.  Ao longo do mês, a Sejus promoverá palestras educativas em mais de dez escolas públicas, abordando temas como educação sexual, consentimento, prevenção à violência e identificação de situações de risco. As atividades são adaptadas a diferentes públicos, incluindo crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, com metodologias inclusivas e linguagem adequada.    Distribuição de material informativo e ações de conscientização da comunidade também integram a programação do Maio Laranja Outro destaque é a blitz educativa do dia 27 de maio, às 10h, no entorno do Centro 18 de Maio, com foco na conscientização da comunidade sobre direitos e formas de proteção. A programação também integra a Operação Caminhos Seguros, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça, com ações preventivas e repressivas. No Distrito Federal, o Dia D será em 14 de maio, com blitz educativa na unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Maria, das 8h às 12h. À tarde, uma ação semelhante ocorrerá nas proximidades da Feira dos Importados, em parceria com o Detran-DF, com abordagem a veículos e distribuição de materiais informativos. Para o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, a mobilização reforça o papel coletivo na proteção da infância. “Combater a violência contra crianças e adolescentes exige ação contínua, integração entre instituições e o envolvimento de toda a sociedade. O Maio Laranja é um chamado para que todos estejam atentos e atuem na proteção dos nossos jovens”, destacou. A subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Maria do Socorro Lucena, também ressalta a importância das ações educativas e da articulação da rede. “O enfrentamento à violência passa, necessariamente, pela informação, pela escuta qualificada e pelo fortalecimento da rede de proteção. Cada ação realizada ao longo do mês é uma oportunidade de orientar, prevenir e garantir que nossas crianças e adolescentes estejam seguros e amparados”, afirmou. Conselhos ampliam mobilização Os conselhos tutelares, vinculados administrativamente à Sejus-DF, também desempenham papel fundamental na programação do Maio Laranja. Em diversas regiões administrativas, serão realizadas ações como palestras em escolas, caminhadas, eventos comunitários e panfletagens, alcançando milhares de pessoas. Entre as iniciativas, destacam-se ações educativas em escolas da Fercal, mobilizações ao longo de todo o mês no Jardim Botânico, evento social em Samambaia Sul, caminhada em São Sebastião, atividades no Sudoeste, evento no Taguaparque e ações contínuas em Vicente Pires, além de palestras em diferentes unidades escolares do DF. A expectativa é de amplo alcance, com foco na conscientização, prevenção e fortalecimento da rede de proteção local. Proteção permanente A atuação da Sejus em defesa dos direitos da infância vai além da campanha Maio Laranja. O Centro Integrado 18 de Maio é um dos principais pilares dessa política, oferecendo atendimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, com escuta especializada, apoio psicossocial e orientação jurídica. Outro instrumento essencial é o Cisdeca — Canal de Comunicação e Apoio ao Sistema de Garantia de Direitos —, que funciona como elo entre conselhos tutelares, Ministério Público, Judiciário e serviços públicos. O atendimento é gratuito e pode ser feito a qualquer momento pelo telefone 125. A secretaria também investe na capacitação permanente de conselheiros tutelares e profissionais da rede. Atualmente, o Distrito Federal conta com 44 conselhos tutelares, cuja gestão administrativa é de responsabilidade da Sejus, garantindo estrutura e suporte para atuação em situações de risco. [LEIA_TAMBEM] *Com informações da Sejus-DF

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Número de inscrições de trabalhos na 3ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação supera expectativas

Mais de 50 trabalhos foram inscritos para submissão à comissão avaliadora da 3ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação, evento que está sendo organizado pelo Instituto Brasília Ambiental, e ocorrerá nos dias 9 e 10 de julho, no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB). A avaliação da comissão organizadora do evento é que o processo de inscrições foi um sucesso, com um número de inscrições além das expectativas. As inscrições encerraram no último dia 4 de maio. Do total de trabalhos inscritos, 37 são propostas para resumo, atividade voltada ao público externo, e 14 são propostas para painéis, voltados ao público de servidores da autarquia. “O evento é temático. Ano passado, como o tema era os 15 anos do Sistema Distrital de Unidades de Conservação, um tema amplo, a demanda foi muito alta. Este ano, com um tema mais restrito, esperávamos poucas propostas. Mas superou bastante as expectativas”, avalia a coordenadora da comissão organizadora da conferência, Vanessa Sousa de Oliveira. A coordenadora avalia que em 2025 — segundo ano do evento e primeiro com inscrições para trabalhos de pesquisa científica e relatos de experiências — por conta da temática, que se desdobrava em sete linhas temáticas, a quantidade de propostas foi considerável. “Foram 92 recebidas, e 70, aprovadas. Isso teve impacto na publicação dos anais do evento, que deve sair até o fim de maio. Este ano, com apenas uma linha temática, que é o Voluntariado em Unidades de Conservação, recebemos 40% do total de propostas de 2025, o que, para uma única linha temática, é um número altíssimo. Fomos surpreendidas com toda essa procura”, comemora. As inscrições encerraram no último dia 4 de maio. Do total de trabalhos inscritos, 37 são propostas para resumo, atividade voltada ao público externo, e 14 são propostas para painéis, voltados ao público de servidores da autarquia | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Braço Científico Sobre a conferência estar dando passos amplos no caminho de se firmar também como um evento científico, Vanessa diz que “o braço científico é parte da tradição ambiental". "Esse caminho é inevitável. Mas fazer política pública de conservação da natureza implica fazer a boa ciência dialogar com tradições de conhecimento originadas de perspectivas socioculturais e históricas. Esse é o nosso desafio: estabelecer diálogos socioambientais”, ressalta. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destaca a importância da apresentação de trabalhos na conferência. “A inscrição e apresentação de trabalhos de pesquisa e relatos de experiência na nossa Conferência Distrital de Unidades de Conservação, que este ano já alcança sua terceira edição, é fundamental para conectar o conhecimento acadêmico à gestão prática das áreas protegidas. Esse processo promove a valorização da biodiversidade, auxilia na tomada de decisão dos gestores e fortalece o desenvolvimento regional sustentável”, avalia. De acordo com a Comissão Organizadora da Conferência, encerrado o prazo de inscrições, contabilizado o resultado, agora os trabalhos inscritos serão encaminhados à Comissão de Avaliação, formada por quatro avaliadores. Eles se manifestarão quanto aos critérios observados na divulgação da inscrição, tais como pertinência temática, estrutura, relevância e atendimento às normas gramaticais, referências e quantidade de palavras. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Indígenas da etnia Warao participam de ações de fortalecimento de vínculo em São Sebastião

O Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) São Sebastião promoveu encontros, ações educativas e oficinas de artesanato com grupos formados por indígenas da etnia Warao, refugiados da Venezuela. A ideia foi trocar experiências de vida, abordar questões de preconceito e conhecer novas culturas por meio de um percurso integrado, que são os projetos desenvolvidos no âmbito do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). A unidade é gerida pela Secretária de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O grupo reúne os adolescentes do Incentiva DF; as mulheres de diferentes idades do grupo Torna-te, quem tu és; e o grupo Criando Histórias, formado por idosos. “Percebemos uma necessidade do território e criamos uma estratégia para melhorar a relação dos Warao com a comunidade e para trabalhar com os conviventes do Cecon questões de preconceito, xenofobia e respeito cultural”, explica a gerente do Cecon São Sebastião, Simone Correa. O grupo reúne idosos, adolescentes e mulheres para discutir estratégias para melhorar a relação dos Warao com a comunidade | Foto: Divulgação/Sedes-DF A primeira ação foi a ida até a casa de acolhimento da Cáritas Arquidiocesana, organização da sociedade civil (OSC) que acolhe os indígenas Warao em parceria com a Sedes. O contato inicial contou com conversa e vídeo sobre o país de origem dos indígenas e uma oficina em que foi ensinado aos conviventes como trabalhar com miçangas, confeccionar adereços que fazem parte da sua cultura e servem como fonte de renda. No segundo encontro foi a vez de os indígenas Warao visitarem o Cecon e terem contato com a cultura e o artesanato brasileiro. Os visitantes participaram de uma roda de conversa e de oficinas de fuxico com tecido, crochê, pintura e desenho. O artesanato Warao será o tema do próximo encontro, que já está sendo organizado O próximo encontro já está sendo organizado com o objetivo de adaptar o uso do artesanato Warao, que é feito com fibra natural, mas desta vez utilizando fibras brasileiras. Pela falta de matéria-prima nativa da Venezuela, o Cecon vai desenvolver oficinas práticas e teóricas para incentivar os indígenas a se adaptarem e manterem suas tradições vivas, gerando renda. Intercâmbio cultural A medida tem impactado a vida dos conviventes e fortalecido o intercâmbio cultural, respeitando as diferenças de cada indivíduo. Já os indígenas Warao estão se familiarizando com a língua portuguesa, costumes e passando por novas vivências junto à comunidade. A secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, destaca o trabalho que valoriza a troca cultural. “A região de São Sebastião tem a particularidade de receber imigrantes que encontram no Distrito Federal um lugar seguro para viver. Os projetos interculturais são uma das formas de mostrar para a comunidade que, independentemente das dificuldades, somos um povo disposto a abraçar e acolher quem precisa se adaptar em um novo espaço”, afirmou Jackeline. *Com informações da Sedes-DF

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