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AgroBrasília 2026 terá nove circuitos tecnológicos com soluções para aumentar a produção sustentável

A AgroBrasília 2026 contará com nove circuitos tecnológicos voltados para a apresentação de soluções para aumentar a produção de forma sustentável no campo. As atividades serão conduzidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), responsável por levar ao público tecnologias aplicáveis à realidade dos produtores. Entre os dias 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, a programação inclui circuitos de transferência de tecnologia e um pavilhão institucional com comercialização de produtos da agroindústria familiar, reunindo conhecimento técnico e experiências práticas para produtores, estudantes e visitantes. Presente na AgroBrasília 2026, a Emater-DF apresenta ao público um conjunto de soluções voltadas à inovação, produtividade e sustentabilidade no meio rural | Foto: Divulgação/Emater-DF A participação da Emater-DF ocorre em parceria com a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), organizadora da feira desde a primeira edição. A proposta é apresentar soluções voltadas à inovação, à produtividade e à sustentabilidade no meio rural. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a iniciativa busca aproximar tecnologias do público visitante. “A AgroBrasília é resultado de uma parceria sólida e que, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais espaços de demonstração de tecnologias e inovação para o campo. É uma feira que dialoga com todos os perfis de produtores, do agricultor familiar ao grande empreendedor rural, e que cumpre um papel fundamental ao aproximar tecnologia, pesquisa e prática produtiva. Nosso objetivo é contribuir para que cada visitante encontre soluções aplicáveis à sua realidade, com mais eficiência, sustentabilidade e geração de renda”, ressalta. Cada circuito foi estruturado para aproximar produtores rurais e suas famílias de tecnologias acessíveis e adaptáveis. Um dos circuitos da Emater-DF será dedicado à aquicultura, com apresentação de estruturas de produção, como viveiros escavados e tanques revestidos Circuitos tecnológicos da Emater-DF na AgroBrasília • Floricultura — O circuito apresentará a produção de lavanda em campo aberto e de baunilha em sistema protegido, com foco na agregação de valor e na geração de renda. O espaço contará ainda com paisagismo, lago ornamental e área de convivência, além de demonstrar o reuso da água captada do circuito de aquicultura na irrigação, integrando sustentabilidade. • Hortaliças — Com área de 3.000 m², o circuito reunirá cultivos em túneis altos, estufas e sistema de plantio direto de hortaliças (SPDH). Serão apresentados cultivares de pimentas melhoradas, tomate, pimentão, brócolis e couve-flor, além de sistemas consorciados, como jiló com maxixe e abóbora tipo goianinha, sendo apresentada análise econômica das culturas. • Avicultura — O circuito abordará a produção de ovos em sistema de semiconfinamento, com galpões demonstrativos focados na qualidade e no tratamento da água, automatização de comedouros, biosseguridade frente à influenza aviária e uso de iluminação artificial. O espaço também integrará forragens para alimentação das aves em criação. [LEIA_TAMBEM]• Aquicultura — O circuito apresentará diferentes estruturas de produção, como viveiros escavados, tanques revestidos, geomembranas e ferrocimento, além de estufas com sistemas intensivos. • Fruticultura — O circuito reunirá pomares diversificados com espécies de alto potencial produtivo e de mercado, como maracujá azedo, pitaia consorciada com amendoim forrageiro e açaí, além de tecnologias como o cultivo de mirtilo em sistema semihidropônico. • Bovinocultura — O destaque será o sistema de pastejo em faixa, apresentando modelo intensivo de produção de carne a pasto. Também serão apresentadas boas práticas de ordenha e um biodigestor para tratamento de efluentes em pequenas propriedades, além do uso de cercas elétricas. • Tecnologias sociais — O circuito focará a saúde do produtor e da família, apresentando o manejo integrado de pragas no entorno das propriedades rurais, com ênfase em controle ambiental, biológico, físico e químico. O objetivo é promover a segurança sanitária e a saúde humana, animal e vegetal por meio de estações de visitação guiada. • Agroindústria — Com o tema “Frutas que viram negócios: o poder do processamento”, o circuito apresentará uma unidade de processamento em escala real, demonstrando como a agroindustrialização pode reduzir perdas, agregar valor e ampliar o acesso do produtor a mercados institucionais e varejistas. • Gestão ambiental — O espaço destacará o programa Emater-DF no Clima, que orienta produtores na adaptação às mudanças climáticas e reconhece o papel do agricultor como agente de proteção ambiental e prestador de serviços ecossistêmicos, com foco em ações de mitigação de carbono. O circuito sobre avicultura abordará a produção de ovos em sistema de semiconfinamento Além dos circuitos, o pavilhão institucional reunirá produtos da agroindústria familiar e artesanato rural produzidos por comunidades atendidas pela Emater-DF, além de diversas opções de alimentação. O espaço funcionará como vitrine da produção local e da atuação da extensão rural pública na promoção da segurança alimentar e da geração de renda no campo. Com o tema Agro de Resultado, a AgroBrasília neste ano promete superar os números expressivos da edição anterior. Em 2025, a feira registrou 188 mil visitantes e movimentou R$ 5,1 bilhões em negócios, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio nacional. AgroBrasília 2026 | Espaço da Emater-DF · 19 a 23 de maio · 8h30 às 18h · Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, Km 5, PAD-DF · Entrada gratuita *Com informações da Emater-DF

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Falta de ar e cansaço podem indicar doença respiratória rara e grave

“De repente, começou uma falta de ar absurda. Eu sentia como se estivesse me afogando no ar”, relembra Juliana Vieira Mendes ao falar sobre uma crise respiratória que levou ao diagnóstico de hipertensão pulmonar. A paciente conta que havia notado outros sintomas ao longo de seis meses, como cansaço, tonturas e inchaço nas pernas, mas não imaginou que pudessem indicar algo mais grave. “Eu deixei pra lá um monte de coisinhas que eram muito importantes. Foi acontecendo de forma muito sutil, então eu fui dando outras explicações. Achei que era porque tinha trabalhado muito, ou porque não estava fazendo exercícios e estava sedentária. Mas hoje, vejo que eu só não liguei os pontos”, relata. Juliana possui esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica que causa o endurecimento da pele e pode afetar órgãos internos, estando associada ao desenvolvimento da hipertensão pulmonar. A paciente recebeu o diagnóstico em uma instituição particular, mas foi orientada a buscar o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no tratamento da doença. Depois de passar por uma crise respiratória, Juliana Vieira Mendes foi diagnosticada com hipertensão pulmonar | Fotos: Divulgação/IgesDF “Eu fiquei muito feliz de conseguir vir para o Base, porque os médicos e especialistas da rede pública são excelentes. Eu sabia que a qualidade do atendimento que eu receberia seria de alto nível e muito confiável, então eu realmente fiquei muito aliviada. A hipertensão pulmonar é uma condição muito grave e os sintomas são dramáticos, mas estar aqui me dá mais esperança”, comemora. Neste 5 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, o alerta é para a importância de reconhecer os sinais e buscar avaliação médica o quanto antes. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões e pode surgir a partir de diferentes condições, como problemas cardíacos, doenças respiratórias, doenças autoimunes ou a presença de coágulos antigos. [LEIA_TAMBEM]No HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), uma equipe especializada acompanha pacientes com a condição. A unidade realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar. Segundo o pneumologista Ygor Mourão, identificar corretamente o tipo de hipertensão pulmonar é essencial para definir o tratamento. “O cuidado varia de acordo com a causa, e isso exige uma avaliação detalhada em centros especializados. O Hospital de Base é uma das referências no Distrito Federal nesse tipo de atendimento”, explica. O especialista ressalta que a hipertensão pulmonar pode ter diferentes causas e, por isso, é dividida em cinco grupos. Entre eles, estão casos ligados a alterações nas artérias pulmonares, doenças do coração, problemas respiratórios, presença de coágulos e situações com múltiplos fatores associados. A classificação é essencial para definir o tratamento adequado. Falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas estão entre os principais sinais de alerta. Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), para avaliação inicial. A partir desse atendimento, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal. O HBDF realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar Diagnóstico precoce faz diferença Por envolver diferentes fatores, a hipertensão pulmonar pode atingir pessoas de qualquer idade e não possui formas específicas de prevenção. O desconhecimento sobre a doença, no entanto, ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico rápido. “Essa variedade de condições faz com que muitos pacientes demorem a chegar ao especialista e iniciar o tratamento. Quanto mais falarmos sobre o tema, maiores são as chances de diagnóstico precoce e de evitar estágios mais avançados”, afirma o médico. O processo de investigação envolve diferentes especialidades e exames específicos, disponíveis principalmente em hospitais de alta complexidade. Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença atinge entre dois e cinco adultos por milhão, a cada ano, no mundo. O acompanhamento contínuo é fundamental para o controle da doença e a melhora da qualidade de vida, especialmente em casos associados a outras condições, como doenças autoimunes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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