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Educadores voluntários mudam rotinas e ampliam inclusão nas escolas do DF
Nas escolas públicas do Distrito Federal, há uma presença constante que nem sempre ganha visibilidade, mas impacta diretamente o dia a dia de estudantes em situação de vulnerabilidade: o educador social voluntário, que atua no acolhimento, na escuta e no acompanhamento desses alunos, aproximando escola, família e comunidade. O trabalho é lembrado em 28 de abril, data dedicada a esses educadores. Profissional importante no acompanhamento de estudantes em situação de vulnerabilidade, o educador social voluntário é o elo entre escola, família e comunidade | Foto: André Amendoeira/SEEDF A rede pública conta hoje com cerca de 8,5 mil profissionais nessa função, distribuídos em diferentes unidades. São profissionais que permanecem ao lado dos estudantes, ajudam na adaptação às atividades e contribuem para que a inclusão aconteça de forma efetiva dentro da sala de aula e fora dela. “O educador social voluntário é fundamental para que a inclusão aconteça de fato”, aponta a vice-diretora da Escola Classe Setor Militar Urbano (EC SMU), Virgínia Fernandes de Souza, que atua há 36 anos na rede pública de ensino do DF. “É ele que está ali com o aluno, incentivando, mediando. Quando a criança não quer fazer a atividade, ele conversa, dá uma voltinha pela escola e depois retorna com ela para a sala.” “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela” Virgínia de Souza, vice-diretora da Escola Classe SMU Neste ano, uma mudança na carga horária ampliou a presença desses profissionais nas escolas. Eles passaram a cumprir cinco horas diárias junto aos estudantes — antes, eram quatro. “Essa uma hora a menos ficava muito difícil para a gente”, afirma Virgínia. O engajamento, enfatiza ela, vai além da ajuda de custo oferecida. O vínculo com os alunos aparece como principal motivação. “Eles estão aqui pelo amor que têm pelas crianças; a criança está esperando por eles”, explica. “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela”. Quem são os educadores Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgado em dezembro de 2024 mostra que a maioria dos educadores sociais voluntários é formada por mulheres, que representam 83,5% do total. Os homens correspondem a 14,8%. O estudo também aponta motivações e desafios da função no contexto da educação inclusiva. [LEIA_TAMBEM]Na prática, quem vive a experiência confirma os dados. Kátia Targino de Azevedo começou na função no início do ano letivo de 2025 e relata o impacto da atuação no próprio cotidiano: “Isso me motiva a me sentir viva”. O trabalho acompanha o estudante em diferentes momentos. Vai do apoio pedagógico a demandas básicas do dia a dia, como levar ao banheiro ou ajudar a controlar a ansiedade fora da sala. “Às vezes a criança precisa sair do ambiente de sala de aula, e é ele [o educador voluntário] que intermedia tudo isso”, resume Virgínia. A atuação exige paciência, atenção e disposição. Em troca, constrói vínculos que fazem diferença na permanência e no desenvolvimento dos alunos dentro da escola. *Com informações da Secretaria de Educação
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Paranoá ganha nova iluminação em campos e amplia prática esportiva à noite
Moradores do Paranoá passaram a contar com mais infraestrutura para a prática de atividades físicas no período noturno. O campo sintético do Paranoá Parque e dois campos de terra localizados às margens da DF-001 receberam novos refletores instalados pela CEB IPes, garantindo melhor visibilidade e segurança aos usuários. O campo sintético do Paranoá Parque e dois campos de terra localizados às margens da DF-001 ganharam novos refletores de LED | Fotos: Gilberto Alves/CEB A intervenção integra o programa GDF na Sua Porta, iniciativa que leva ações diretas do Governo do Distrito Federal às regiões administrativas, com foco em melhorias rápidas e perceptíveis no dia a dia da população. Com a modernização da iluminação, os espaços esportivos passaram a oferecer melhores condições de uso à noite, ampliando o acesso ao lazer e incentivando a prática esportiva. [LEIA_TAMBEM]Morador da região, Roberto Mendes destaca os benefícios da nova iluminação, especialmente para quem tem dificuldade de visão. “Eu tenho ceratocone, então a mudança foi maravilhosa. Para mim, ficou excelente essa iluminação de LED. Inclusive, daqui dá para ver o campo de terra lá embaixo todo iluminado. Quando a iluminação é boa, os meninos até melhoram o desempenho. A gente enxerga a bola mais rápido e não enfrenta a mesma dificuldade de antes, com as lâmpadas antigas. Ficou show de bola, só tenho a agradecer”, afirmou. Além de contribuir para a qualidade de vida, a medida também impacta a sensação de segurança, ao aumentar a presença de pessoas nos locais e melhorar a visibilidade das áreas. A ação faz parte dos investimentos do GDF na expansão e qualificação da iluminação pública, com foco em atender às demandas da população e valorizar os espaços urbanos em todas as regiões do Distrito Federal. *Com informações da CEB IPes
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DF é pioneiro no diagnóstico precoce da doença de Fabry pelo teste do pezinho
Uma dor persistente nas mãos e pés, comparada por pacientes à sensação de “pisar em uma chapa quente”, pode ser o primeiro sinal de uma condição genética rara e grave: a doença de Fabry. Neste 28 de abril, Dia Nacional de Conscientização sobre a doença de Fabry, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça o alerta para os sintomas e destaca o pioneirismo da capital no rastreio da enfermidade. A doença é causada pela deficiência da enzima alfa-galactosidase A, o que leva ao acúmulo de uma proteína da família dos glicosfingolipídeos nas células de todo o corpo. Sem o metabolismo correto, essa substância se deposita em órgãos vitais, podendo causar insuficiência renal, acidente vascular cerebral (AVC) precoce e hipertrofia do coração. Saúde do DF é destaque ao incluir o rastreio da Doença de Fabry no Teste do Pezinho Ampliado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O Distrito Federal destaca-se no cenário nacional ao incluir o rastreio da doença de Fabry no Teste do Pezinho Ampliado, oferecido na rede pública. Graças a essa iniciativa, bebês já foram diagnosticados precocemente no DF, permitindo um monitoramento antes mesmo do surgimento de danos irreversíveis. “O diagnóstico precoce é fundamental porque o tratamento impede novos depósitos da substância nos órgãos, protegendo o paciente contra desfechos graves como o transplante e o derrame”, explica Sandra Marques, médica cardiologista e referência no atendimento da doença no DF. Sintomas na infância e o estigma Embora os danos mais severos apareçam na fase adulta, os sinais costumam surgir ainda na infância. Episódios de dores intensas nas extremidades, fadiga excessiva e alterações gastrointestinais são frequentes. “Geralmente, as pessoas costumam chamar de ‘criança manhosa’. Mas, na verdade, essa criança sente muita dor, uma dor que não responde nem à morfina e só melhora com a enzima. É preciso valorizar as queixas das crianças para não causar um problema futuro para a família e a sociedade”, alerta a especialista. Com o tempo, a doença evolui para a falência dos órgãos, causando no coração hipertrofia, infarto e insuficiência cardíaca. Nos rins, ocorre insuficiência crônica, que pode levar a necessidade de diálise e transplante renal. No sistema nervoso, além da dor neuropática, causa AVC em idades precoces e dilatação de vasos cerebrais. Arte: SES-DF Tratamento e assistência no DF Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a Terapia de Reposição Enzimática para pacientes diagnosticados. O medicamento é distribuído pela Farmácia de Alto Custo e a infusão é feita de forma endovenosa, a cada 15 dias. No Distrito Federal, o serviço de referência é o Hospital de Apoio de Brasília (HAB), onde os pacientes contam com acompanhamento especializado. “O dia da conscientização é um grande chamado, porque temos o tratamento disponível no SUS. O tratamento permite que o paciente tenha uma expectativa de vida igual à da população em geral”, finaliza a médica. Como buscar ajuda? Ao identificar sintomas como dores de queimação nas mãos e pés, cansaço sem causa aparente ou histórico familiar de doenças cardíacas e renais precoces, o cidadão deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Se houver suspeita de doença rara, o paciente será encaminhado a especialistas em genética, cardiologia ou nefrologia da rede de saúde do DF. *Com informações da SES-DF
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