Hospital Regional de Santa Maria completa 18 anos com histórias de cuidado e dedicação
Prestes a completar 18 anos, na próxima quinta-feira (30), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) chega à maioridade com uma marca que vai além da estrutura. A história da unidade é construída por quem vive o hospital todos os dias. Entre desafios, mudanças e conquistas, profissionais de diferentes gerações mostram como o serviço evoluiu ao longo do tempo e segue em transformação. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou de perto momentos decisivos dessa trajetória. Integrante da primeira chamada de colaboradores após a entrada do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em 2019, ela vivenciou um período de intensa adaptação. “Cheguei para atuar no pronto-socorro, no box de emergência, mas encontrei um cenário desafiador. Foi necessário adaptar o atendimento para a enfermaria, onde recebíamos pacientes graves, entubados, em um ambiente que não era o ideal. Foi um momento crítico”, relembra. Apesar das dificuldades, ela também acompanhou avanços importantes na estrutura e na assistência. “Logo depois, houve a inauguração do novo box de emergência, totalmente reestruturado e com equipamentos mais modernos. Foi uma transformação muito relevante”, destaca. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou mudanças importantes no Hospital Regional de Santa Maria ao longo de seis anos | Fotos: Divulgação/IgesDF Entre as experiências vividas, a pandemia de covid-19 permanece como o período mais marcante. “No início, não sabíamos exatamente como lidar com aquela realidade. Mesmo assim, a equipe se manteve unida e foi fundamental para atravessarmos aquele cenário. Tivemos perdas, mas também muitas recuperações, e cada paciente que melhorava deixava uma marca profunda em todos nós”, observa a atual chefe do Serviço de Enfermagem da Maternidade. Se, de um lado, há quem tenha acompanhado a evolução da unidade ao longo dos anos, de outro estão profissionais que chegam trazendo novas perspectivas e reforçando o compromisso com o cuidado. É o caso da fisioterapeuta Jéssica Orlando de Oliveira, que atua na clínica médica há cerca de um ano, somando sua experiência prévia na área da saúde ao cotidiano do hospital. “Atuar no serviço público nos mostra o quanto os pacientes precisam e são gratos. Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal”, destaca a profissional. Ao falar sobre o que pretende deixar como contribuição, ela resume: “Trabalhar com amor e fazer sempre o melhor pelo paciente”. O ambiente também é um diferencial. “A equipe é acolhedora, e isso faz diferença no dia a dia. É um lugar onde as pessoas realmente se ajudam”, pontua Jéssica. Jéssica Orlando de Oliveira, fisioterapeuta: "Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto pessoal" Novas histórias em construção A renovação também faz parte da rotina do HRSM. Profissionais que chegam à unidade encontram um espaço de aprendizado e integração, como a fisioterapeuta Karoline Beatriz Souza Tavares, do Centro Obstétrico, admitida no início deste mês. [LEIA_TAMBEM]“Fiquei surpresa de forma muito positiva. É um ambiente organizado e limpo, o que transmite segurança. Além disso, fui muito bem-recebida pela equipe, que tem sido essencial nesse processo de adaptação, mostrando a rotina e auxiliando no dia a dia”, relata. Entre os mais jovens, a trajetória de Letícia Bonfim Nepunuceno representa o início de um caminho profissional. Aos 19 anos, ela ingressou como menor aprendiz, em março, e já projeta o futuro na área da saúde. “Sempre quis trabalhar no IgesDF, e estar aqui, ainda mais perto de casa, foi melhor ainda”, diz. No começo, a adaptação veio acompanhada de insegurança, mas, com o tempo, deu lugar à confiança na rotina e no aprendizado. Letícia Bonfim Nepunuceno, estudante de enfermagem: "Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando" Hoje, cursando enfermagem, ela ressalta o quanto a vivência prática tem feito diferença na formação e no dia a dia dentro da unidade. “Estou no posto de enfermagem e tenho aprendido bastante. A equipe me acolheu muito bem, o que fez toda a diferença. Hoje me sinto tranquila e feliz por estar aqui”, afirma. A experiência de quem está começando ajuda a traduzir o que sustenta o hospital ao longo dos anos. “Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando”, conclui Letícia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Lagartas são recolhidas no Lago Sul para produção de soro antiveneno
A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) recolheu dezenas de lagartas Lonomia em uma residência no Lago Sul na última semana. O intuito da ação é fabricar soro antiveneno, já que essa é a espécie de lagarta mais perigosa para o ser humano. A inoculação do seu veneno pode ocasionar hemorragias e até a morte. “Um acidente vai acontecer, então o serviço de saúde precisa ter sempre o soro antiveneno disponível. A matéria-prima é a própria lagarta. Por isso, é preciso recolher o maior número desse animal. Ao mesmo tempo em que ela é o problema, é a solução”, explica o biólogo Israel Moreira. Acidentes com lagartas ocorrem pelo contato com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A coleta foi solicitada pelo próprio morador, que identificou o animal em área verde próxima de sua casa. Poucas horas depois, o recipiente com as lagartas recolhidas foi levado a São Paulo para produção do soro antilonômico (SALon) no Instituto Butantan. O SALon é específico para o tratamento dos envenenamentos causados por lagartas Lonomia. O Brasil é o único país produtor deste antiveneno. O processo de produção envolve o corte e a maceração das cerdas da lagarta. Diferentemente de serpentes, aranhas e escorpiões, que podem ser mantidos em biotério e manejados para a extração das toxinas, as lagartas precisam ser frequentemente repostas. “A gente precisa do apoio da população para realizar a coleta desses animais. Essa é a única forma de produzir o soro. Por isso, cada lagarta recolhida é tão importante”, indica Israel Moreira. Acidentes Folhas comidas e fezes acumuladas são sinais da presença do animal Os acidentes com lagartas ocorrem pelo contato do indivíduo com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Devido a sua coloração, as lagartas se camuflam na superfície de troncos. Folhas comidas e fezes acumuladas são sinais da presença do animal. Ao coletar frutas no pomar, encostar-se em troncos para descansar ou realizar quaisquer outras atividades em ambiente silvestre, é recomendado observar bem o local antes de fazer o manuseio. A utilização de luvas ajuda a minimizar o risco de acidentes. Israel Moreira ressalta que apenas o estágio larval de mariposas oferece risco à população, devido à presença de cerdas urticantes e veneno em muitas delas. Por isso, as espécies inofensivas aos seres humanos devem permanecer no meio ambiente. “Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico”, alerta. Serviços de saúde A Lonomia é a lagarta que representa maior perigo às pessoas; a inoculação do seu veneno pode ocasionar acidentes graves e até a morte [LEIA_TAMBEM]Para a identificação e a coleta de animal peçonhento, é importante entrar em contato com algum dos núcleos regionais de Vigilância Ambiental em Saúde. Em caso de acidente, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo, além de acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). O registro fotográfico do animal, sempre que possível, pode auxiliar no tratamento. Os soros antiveneno são distribuídos exclusivamente pelo Ministério da Saúde, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização a hospitais de referência do país é planejada de acordo com os registros de acidentes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Metrô-DF fortalece ações de segurança com a aquisição de drone de alta tecnologia
Uma nova ferramenta tecnológica acaba de pousar na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para reforçar a segurança e o monitoramento do sistema metroviário. Trata-se do drone DJI Matrice 4T (M4T), um equipamento de última geração voltado para operações de inspeção, vigilância e apoio a ações de segurança pública. Equipamento ajuda a intensificar a fiscalização preventiva, bem como as inspeções técnicas | Foto: Divulgação/Metrô-DF O aparelho, adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado Max Maciel, chega ao Metrô-DF em um momento estratégico para fortalecer as ações de segurança da companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a otimização das atividades dos empregados do Corpo de Segurança Operacional (CSO). A tecnologia será usada para intensificar as ações de fiscalização preventiva e ostensivas, garantindo maior segurança aos usuários do metrô. Entre os diferenciais do equipamento estão a capacidade de voo diurno e noturno e sensores que permitem a operação mesmo em áreas com pouca ou nenhuma iluminação. O drone também conta com uma câmera térmica de alta resolução, sistema de zoom e de laser de longo alcance, além de recursos de inteligência artificial e sensores de detecção de obstáculos, o que possibilitará a visualização detalhada de pessoas, de veículos e objetos em tempo real. Monitoramento [LEIA_TAMBEM] “Com todas essas funcionalidades, o drone também poderá ser utilizado para inspeções técnicas e monitoramento da infraestrutura metroviária, auxiliando na vistoria de trilhos, equipamentos de via e outras estruturas essenciais para o funcionamento do sistema”, enumera o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino. Outro recurso importante do equipamento é a presença de holofotes e alto-falantes integrados, que permitem a comunicação direta com usuários ou transeuntes em áreas restritas, o que facilitará o apoio e a transmissão de orientações rápidas em situações de risco. Atualmente, o CSO do Metrô-DF conta com oito pilotos habilitados para a operação remota da aeronave. O equipamento tem uma autonomia de, aproximadamente, 35 minutos de voo, podendo atingir a velocidade de até 75 km/h. A aeronave possui registro oficial na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e opera em conformidade com toda a legislação vigente, além de seguir os procedimentos operacionais internos estabelecidos pela companhia. *Com informações do Metrô-DF
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Fiscalização flagra 86 condutores alcoolizados no fim de semana
Entre sexta-feira (24) e domingo (26), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou ações de fiscalização em Águas Claras, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Núcleo Bandeirante, Santa Maria e Sobradinho. Ações do Detran autuaram 434 motoristas entre sexta-feira e domingo | Foto: Divulgação/Detran-DF Durante as operações, 901 condutores foram abordados e 434 infrações de trânsito registradas. Do total, 86 motoristas foram autuados por dirigir sob a influência de álcool, 46 por conduzir veículo sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e três por estarem com o direito de dirigir suspenso. Também foram registradas 41 autuações por escapamento irregular e 258 por motivos diversos. No domingo, durante patrulhamento em Águas Claras, agentes do Detran-DF flagraram um Renault Clio que tem R$ 55 mil em débitos. O veículo acumula 315 multas de trânsito, a maioria por excesso de velocidade, e foi levado ao depósito. *Com informações do Detran-DF
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