Cultivo de pimentas e outras tecnologias são destaques do Circuito de Hortaliças da Emater na AgroBrasília 2026
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Espaços Humanizar Kids melhoram experiência de pais e crianças em UPAs do Distrito Federal
Uma unidade de saúde não é necessariamente um lugar onde as pessoas desejam estar. Mas há maneiras de fazer com que esse serviço prestado em um momento de desconforto seja o mais confortável possível, especialmente para as crianças. Foi buscando isso que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) criou os Espaços Humanizar Kids nas unidades de pronto atendimento (UPAs) que contam com atendimento pediátrico. "Atualmente, a iniciativa dos Espaços Humanizar Kids está consolidada em todas as UPAs com atendimento pediátrico do IgesDF, sendo elas Ceilândia, Sobradinho, Recanto das Emas e São Sebastião. Esses espaços foram implantados com o objetivo de tornar o ambiente de espera mais acolhedor, lúdico e adequado às necessidades do público infantil", destacou a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente no IgesDF, Anucha Soares. Os espaços têm uma decoração especial e contam com brinquedos e atividades lúdicas para entreter as crianças | Foto: Divulgação/IgesDF As salas têm uma decoração especial e contam com brinquedos e atividades lúdicas para entreter os pequenos. "O público atendido é composto por crianças que aguardam atendimento nessas unidades, além de seus acompanhantes, que também são impactados positivamente pelo ambiente mais confortável e acolhedor", observou a gerente, acrescentando que a criação dos espaços foi feita "por meio de parcerias com a iniciativa privada sem a utilização de recursos próprios do instituto, o que reforça o engajamento coletivo em torno da humanização do cuidado". "O público atendido é composto por crianças que aguardam atendimento nessas unidades, além de seus acompanhantes, que também são impactados positivamente pelo ambiente mais confortável e acolhedor" Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente no IgesDF Os primeiros espaços ficaram prontos em outubro do ano passado. À época, a então primeira-dama, Mayara Noronha Rocha — que é madrinha do programa Humanizar, do IgesDF — acompanhou a inauguração da sala na UPA de Sobradinho. "Desde a implantação, já é possível observar resultados importantes, como a redução da ansiedade durante o tempo de espera, maior engajamento das crianças no ambiente e uma percepção mais positiva por parte das famílias em relação ao atendimento. Os espaços contribuem diretamente para tornar a experiência mais leve, humanizada e alinhada às necessidades do cuidado infantil", arrematou Anucha Soares.
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Livro 'Monumental' reúne arquivos, desenhos técnicos e fotos para contar a história do coração cívico de Brasília
Um dos espaços mais conhecidos de Brasília ganha nova leitura em Monumental, livro de Carlos Henrique Magalhães de Lima, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Fau/UnB). A obra será lançada terça-feira (28) e quarta-feira (29) e propõe um olhar sobre o Eixo Monumental a partir da arquitetura, da história, da memória urbana e das formas de ocupação da capital. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas, registros da construção de Brasília, desenhos técnicos e um ensaio contemporâneo da fotógrafa Joana França, produzido entre 2011 e 2018. O material permite acompanhar as transformações do Eixo Monumental ao longo de mais de seis décadas. Para o autor, a combinação entre documentos históricos e imagens atuais amplia a leitura sobre uma paisagem conhecida, mas nem sempre observada em suas mudanças. “Os registros da Joana França permitem pensar as transformações no espaço ao longo dos anos”, explica Carlos Henrique. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas e registros da construção de Brasília | Foto: Acervo/Arquivo Público A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto. Para Carlos Henrique, o Eixo Monumental deve ser observado tanto pelo caráter simbólico dos edifícios quanto pelas formas de uso público que se consolidaram no território. “É um lugar que tem aspecto monumental e simbólico, mas também permite diferentes formas de ocupação e apropriação. O livro é um convite para pensar adiante, para pensar o futuro do Eixo Monumental mantendo esse caráter de lugar popular, que permite ocupações variadas”, afirma. A pesquisa também chama atenção para camadas menos visíveis da construção dos edifícios monumentais. Além de arquitetos e engenheiros, a obra destaca o papel dos trabalhadores que atuaram nos canteiros e ajudaram a transformar desenhos, cálculos e projetos em concreto, mármore, vidro e cidade. “A pergunta inicial era como houve, naquele momento, uma confluência de trabalhadores, operários, arquitetos e engenheiros para fazer tanta obra em tão pouco tempo e com tanta perícia. No detalhamento, na execução das formas e na execução do concreto, tudo isso importa para a realização da obra”, observa Carlos Henrique. A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto | Foto: Divulgação/Joana França O autor faz pesquisas no Arquivo Público do DF desde a graduação, no início dos anos 2000. Ao longo da investigação para o livro, encontrou documentos, imagens e registros que ajudaram a estruturar a obra. Para ele, a instituição é essencial para a produção de conhecimento sobre Brasília. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil”, destaca. O apoio do FAC também ampliou o alcance do projeto. Segundo Carlos Henrique, o fundo foi decisivo não apenas pelo financiamento, mas pelo formato dos editais, que estimulam a circulação da produção cultural, a descentralização das ações e o diálogo com diferentes públicos. “O FAC tem importância enorme aqui em Brasília. Não é só o patrocínio em si, embora os recursos sejam fundamentais. O formato do edital também estimula a pensar em outros produtos, com repercussão maior e alcance de públicos que muitas vezes são deixados de lado”, afirma. Como contrapartida do projeto, Monumental terá exemplares em braile destinados a bibliotecas de Brasília voltadas a esse público. A iniciativa soma-se às versões em português e inglês da publicação, concebida para alcançar leitores interessados em arquitetura, história, fotografia, patrimônio e cidade. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil” Carlos Henrique Magalhães de Lima, autor do livro Monumental Sobre o autor Carlos Henrique Magalhães de Lima é arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Prourb-UFRJ), com estágio na École Nationale Supérieure d’Architecture Paris-Malaquais, é autor do livro Catedral de Brasília: projeto e obra (2024). Sua pesquisa investiga relações entre projeto, desenho e construção, com foco nos edifícios monumentais de Brasília. Serviço - Lançamento do livro Monumental Terça-feira (28) Local: Bar Beirute Asa Sul - SHCS CLS 109 Bloco A1 Lojas 2/4 Horário: 19h Quarta-feira (29) Local: Auditório Jayme Golubov — FAU/UnB, ICC Norte, subsolo, Campus Darcy Ribeiro Horário: 17h Atividade: lançamento seguido de debate com o autor, mediação de Leandro Cruz e certificação da UnB para inscritos Onde encontrar: Livraria do Chiquinho, na UnB, e site da editora Valor: R$ 50 Editora: Nada — Estúdio Criativo, em coedição com a Estereográfica
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GDF reforça prevenção contra incêndios florestais com blitz educativa no Park Way
A manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por uma mobilização educativa na feirinha da Quadra 14 do Park Way, de olho na redução de focos de incêndio e na proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) e reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, ressaltou a importância da antecipação ao período mais crítico da estiagem. "Estamos na nossa segunda blitz de prevenção e combate aos incêndios do ano. É fundamental a população receber informação e estar participando de forma ativa. A seca está logo ali e a gente sabe muito bem como o Distrito Federal sofre nesse período. Nosso trabalho primeiro é de conscientização. O Governo do Distrito Federal tem se preocupado bastante com isso, em colaboração também com outros órgãos", afirmou. Além dos órgãos que fazem parte do PPCIF, a ação também conta com 30 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I do Centro Educacional de Vargem Bonita. Para o secretário, a participação dos alunos torna o trabalho de conscientização "mais leve" e eficaz. “Sem falar que também é uma preparação para o futuro. O meio ambiente também se trata de futuro. Então, trazendo as crianças para participar desse momento, elas se tornam conscientes, e estamos preparando futuros preservadores do meio ambiente”, completa. A ação reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do PPCIF, Carolina Schubart, explicou a escolha estratégica da região. "O Park Way está inserido dentro da APA do Gama e Cabeça de Veado, que é uma área super importante para o Distrito Federal em termos de preservação do Cerrado", detalhou. Segundo a gestora, a blitz ocorre agora porque, a partir de julho, os incêndios tornam-se mais agressivos, mudando o foco da prevenção para o combate. Para Carolina, a iniciativa em parceria com os estudantes desperta neles a importância do cuidado com o meio ambiente. Além disso, muitos moram na área rural e se tornam multiplicadores nas famílias e comunidades. "A gente trabalha com as crianças para trazer essa leveza e conscientização, especialmente em áreas rurais onde há maior incidência de fogo por queima irregular de lixo ou resto de poda", completou. Vozes da comunidade Os motoristas que passaram pelo local aprovaram a iniciativa. O motorista profissional Matheus Victor Silva, morador do Gama, destacou o impacto das crianças na abordagem. "Eu acho certinho isso. Tem que falar para o próximo para não botar fogo, senão estraga a natureza", disse. Para ele, o envolvimento dos alunos é um diferencial. “Quando é um adulto falando, muitas vezes a gente nem esquenta muito. Mas se é uma criança, a gente bota a cabeça no lugar”, avaliou o motorista. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação. "Acho um ótimo incentivo, não só para a gente, mas para as crianças também, porque todo mundo tem que ter essa consciência de preservar o nosso ambiente. Dependemos dele para ter uma qualidade de vida melhor", refletiu a moradora de Ceilândia. Próximas ações A blitz educativa do Park Way é a segunda de um cronograma que prevê mais cinco ações no Distrito Federal. De acordo com a Sema, as próximas mobilizações ocorrerão na última sexta-feira de cada mês. Em maio, está prevista uma blitz simultânea nas regiões do Jardim Botânico e do Lago Oeste. Outras áreas constantemente afetadas por incêndios florestais, como a Floresta Nacional de Brasília (em Brazlândia), Riacho Fundo e Granja do Torto, também receberão a iniciativa. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação Crime ambiental: multas e o que fazer ao avistar fogo Durante a blitz, foram distribuídos materiais informativos com o slogan "DF de Olho no Fogo", com orientações sobre a Lei de Crimes Ambientais e informações para produtores rurais sobre manejo controlado. A lei permite aos produtores rurais usar a queima controlada em algumas situações. Mesmo assim, ela é perigosa e precisa ser feita de forma correta. Um curso gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o PrevFogo, aborda as técnicas seguras em propriedades rurais (Técnicas de Realização de Queima Controlada em Propriedades Rurais — Senar Play). Antes de fazer uma queima controlada, é preciso solicitar autorização da Sema-DF, que é obrigatória. A permissão pode ser suspensa, de forma temporária, nas épocas de estiagem intensa, que aumentam os riscos dos incêndios florestais. Entre as alternativas ao uso do fogo, estão adubação verde, agroecologia, agroextrativismo, apicultura e meloponicultura, artesanato e reciclagem, compostagem e minhocultura, consórcio e torração de culturas, ecoturismo e turismo rural, pastagem ecológica, pastejo misto, permacultura, plantio direto, silagem e sistemas agroflorestais. Fazer queimadas sem autorização do órgão ambiental ou sem tomar os devidos cuidados no DF é infração penal, de acordo com a Lei nº 4.329/2009, sujeita a multa de R$ 500 a R$ 5.000. Provocar incêndios em mata ou floresta é crime sujeito a multa e reclusão de dois a quatro anos. Denúncias sobre suspeitas de autoria de incêndios florestais devem ser feitas à Polícia Militar (190), quando há possibilidade de intervenção imediata, e à Polícia Civil (197), para crimes já cometidos. Caso o cidadão aviste um incêndio florestal ou práticas irregulares de queimada, deve entrar em contato imediatamente com os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros (193) ou a linha verde do Ibama, por meio de ligação gratuita pelo telefone 0800 061 8080.
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