IgesDF abre seleção para reforçar funcionamento contínuo das unidades de saúde
Garantir que hospitais e unidades de saúde continuem funcionando mesmo em caso de falta de energia é essencial para a segurança dos pacientes. Para assegurar esse funcionamento sem interrupções, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu o Edital de Seleção de Fornecedores nº 015/2026 para contratação de empresa especializada na manutenção de geradores de energia. Os equipamentos são responsáveis por manter ativos serviços essenciais, como centro cirúrgico, elevadores, ambulatórios e setores críticos das unidades. Com a contratação, o instituto busca garantir que esses sistemas continuem operando de forma segura e eficiente, mesmo em situações de queda no fornecimento de energia elétrica. Com o gerador de energia, serviços essenciais podem continuar em funcionamento em casos de falta de luz | Foto: Divulgação/IgesDF O serviço inclui manutenção preventiva e corretiva, além do fornecimento de peças, o que permite maior confiabilidade no funcionamento dos geradores e reduz o risco de falhas durante o atendimento. Empresas interessadas podem consultar os critérios de participação e demais exigências nos documentos oficiais disponíveis no site do instituto. As propostas devem ser enviadas pela plataforma oficial entre os dias 20 e 27 de abril de 2026, até as 23h55. *Com informações do IgesDF
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IgesDF abre edital para aquisição de equipamentos de higienização de materiais
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu o Edital de Seleção de Fornecedores nº 24/2026 para a aquisição de uma autoclave horizontal, utilizada na esterilização de materiais e instrumentos, e de uma secadora de traqueia, equipamento responsável pela remoção da umidade interna de dispositivos utilizados em vias aéreas após a higienização. Os equipamentos serão destinados ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto, e são essenciais para assegurar a adequada limpeza dos materiais e a segurança dos pacientes, em conformidade com as normas sanitárias vigentes. A autoclave horizontal é utilizada na esterilização de materiais e instrumentos | Foto: Divulgação/IgesDF A incorporação dessas tecnologias tem como objetivo aprimorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde, otimizar os fluxos assistenciais e ampliar a capacidade de resposta em situações de urgência e emergência. A iniciativa contribui diretamente para a qualificação dos atendimentos prestados, beneficiando os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na eficiência e na humanização dos serviços. Os interessados em participar do processo seletivo devem consultar os documentos oficiais disponíveis no site do IgesDF, onde constam todas as informações, critérios de participação e requisitos. O período para envio das propostas será de dez dias úteis, entre 22 de abril e 6 de maio, até as 23h55. *Com informações do IgesDF
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DF registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano
A circulação de vírus respiratórios se antecipou neste ano no Brasil, mas, no Distrito Federal, o cenário ainda é de atenção, não de alarme. Segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o DF permanece em nível de alerta, acompanhando a tendência nacional. Ainda assim, houve interrupção no crescimento dos casos, sinalizando um momento de estabilização. De janeiro até agora, o Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios. Entre eles, o rinovírus, o metapneumovírus e o vírus sincicial respiratório concentram 56,8% dos casos. A influenza responde por 3,5%, enquanto a Covid-19 corresponde a 2%. Em parte das ocorrências, o agente causador ainda não foi identificado. Em relação aos óbitos, foi registrada uma morte por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus responsável. Neste ano, o DF registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG); a maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios | Foto: Alisson Noronha/IgesDF Quando a gripe deixa de ser simples A SRAG é uma evolução de quadros gripais comuns. Os primeiros sintomas podem parecer leves, como febre, coriza e tosse, mas o agravamento ocorre quando há dificuldade para respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo explica que alguns sinais indicam alerta. “Os principais sintomas que diferenciam um quadro mais grave são a febre persistente e o desconforto respiratório, especialmente a falta de ar”, destaca. Segundo ele, o acompanhamento é essencial. “Mesmo com o tratamento inicial, se os sintomas não melhorarem, é importante retornar ao médico para investigar outras doenças, como pneumonia ou Covid-19”, orienta. No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos Grupos como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves. Crianças exigem atenção redobrada No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos, o que acende um alerta para pais e responsáveis. O pediatra Ricardo André da Silva reforça que a respiração é o principal indicativo de gravidade. “O que mais observamos nas crianças é o desconforto respiratório. O aumento da frequência respiratória ou a presença de retrações no peito e no abdômen são sinais importantes de alerta”, explica. O especialista também chama atenção para a transmissão dentro de casa. “Muitas vezes a criança adoece porque alguém próximo está gripado. Pode ser um parente, amigo ou vizinho. A criança se aproxima, e isso facilita a transmissão. Por isso, é importante evitar contato quando alguém estiver doente”, alerta. Vacinação é a principal proteção A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes. A campanha contra a gripe segue até 30 de maio, com doses gratuitas nas unidades básicas de saúde (UBSs). Entre os públicos prioritários estão crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana também podem se imunizar contra o vírus sincicial respiratório, ajudando a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes por SRAG | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Prevenção no dia a dia faz diferença Com a circulação antecipada dos vírus respiratórios, medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão: · Evitar contato com pessoas gripadas; · Higienizar as mãos com frequência; · Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral; · Não sair de casa ao apresentar sintomas. Quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]É importante buscar uma unidade de saúde diante de sinais de agravamento, como: · Respiração acelerada; · Esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado); · Febre persistente; · Cansaço excessivo ou sonolência; · Dificuldade para se alimentar. No Distrito Federal, o IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como: · UPA de Sobradinho; · UPA de São Sebastião; · UPA de Ceilândia I; · UPA do Recanto das Emas. A combinação entre vacinação e cuidados no dia a dia é o principal caminho para reduzir o impacto das doenças respiratórias e proteger a população. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Com 85 escolas, DF se consolida como referência nacional em educação do campo
O Distrito Federal consolidou, nos últimos anos, uma das maiores redes de educação do campo do país. São 85 escolas distribuídas em regiões como Planaltina, Paranoá, Brazlândia e Ceilândia, um número que coloca a rede pública do DF entre as que mais concentram unidades voltadas ao ensino no meio rural no Brasil. Além de garantir matrícula, a presença dessas escolas encurta distâncias históricas. Em territórios onde o deslocamento até áreas urbanas pode levar horas, a escola próxima de casa representa permanência, segurança e continuidade dos estudos. É também um ponto de encontro das comunidades, onde a rotina escolar se mistura com a vida no campo. Nesta sexta-feira (17), quando se celebra o Dia do Campo, as unidades da rede transformaram essa realidade em pauta dentro e fora da sala de aula. A data foi marcada por atividades que envolveram estudantes, professores e famílias, reforçando o papel dessas escolas na formação e no fortalecimento dos vínculos comunitários. Celebração do Dia do Campo No CEF Bonsucesso, em Planaltina, mais de 500 estudantes participaram de uma programação ao ar livre realizada na Chácara 49. A agenda incluiu caminhada coletiva e ações educativas voltadas à conscientização ambiental e à qualidade de vida | Foto: Bruno Formiga/Ascom SEEDF No Centro de Ensino Fundamental (CEF) Bonsucesso, em Planaltina, mais de 500 estudantes participaram de uma programação ao ar livre realizada na Chácara 49. A agenda incluiu caminhada coletiva e ações educativas voltadas à conscientização ambiental e à qualidade de vida. Ao longo do dia, os alunos ocuparam o espaço externo como extensão da escola, em uma dinâmica que valoriza o território onde vivem. Entre os participantes da caminhada, o estudante Miguel Gonçalves destacou a experiência de aprender em contato direto com o ambiente fora da sala de aula. “Além de ser uma atividade muito rica, amplia nossa visão. Em vez de ficar só na escola, a gente aprende também fora dela, conhecendo árvores importantes, rios e muitas outras coisas que fazem parte do nosso território.” A proposta dialoga diretamente com a realidade da educação do campo: integrar ensino e vivência. Em vez de tratar o ambiente rural como cenário distante, as atividades colocam o estudante como protagonista da própria realidade. Na Escola Classe (EC) Guariroba, o olhar dos alunos sobre o lugar onde vivem ganhou forma em maquetes produzidas por eles mesmos. As estruturas representavam moradias e elementos do cotidiano local, aproximando conteúdo pedagógico e experiência prática. A exposição reuniu familiares e moradores da região. A família do estudante Zaion Moura esteve presente durante a programação do Dia do Campo na Escola Classe (EC) Gariroba, em Samambaia | Foto: Jotta Castro/Ascom SEEDF Moradora do setor de chácaras, a mãe de Zaion Moura, Luciete Moura, destacou a diferença que a escola faz na comunidade. “Facilita muito e tem mais segurança. Temos mais acesso aos professores, cria vínculo e isso se fosse na cidade não teria como.” Na área rural de Ceilândia, a celebração mobilizou todas as escolas do campo da regional. Além da Escola Classe (EC) Jiboia, o CEF Boa Esperança, a Escola Classe (EC) Lajes da Jiboia, o CED Incra 9 e a Escola Classe (EC) Córrego das Corujas também realizaram atividades em alusão à data, reforçando o alcance das ações e a força da educação do campo nas comunidades rurais. De acordo com a coordenadora intermediária das Instituições de Ensino Públicas do Campo de Ceilândia, Thailisa Katiele Batista de Oliveira, a mobilização reforça a identidade das escolas do campo e o papel dessas unidades na formação dos estudantes. “Celebrar o Dia do Campo é reconhecer a trajetória dessas comunidades e valorizar uma educação conectada ao território, à cultura local e às vivências dos nossos estudantes. Essas escolas cumprem um papel fundamental para garantir acesso, permanência e aprendizagem.” Para a mãe Amanda Oliveira, de 28 anos, a presença da unidade na região é determinante para o futuro das crianças. “A escola aqui perto faz toda a diferença. Sem ela, seria muito mais difícil garantir o acesso das crianças à educação.” Rede que aproxima e transforma Estudantes participaram de apresentações culturais durante programação do Dia do Campo na regional de Ceilândia | Foto: Jotta Castro/Ascom SEEDF A dimensão da rede de escolas do campo no DF vai além dos números. Em regiões como Planaltina e Brazlândia, onde há forte presença de áreas produtivas e comunidades tradicionais, as unidades escolares funcionam como eixo estruturante da vida local. Além do currículo regular, muitas dessas escolas desenvolvem atividades que dialogam com a realidade rural, promovendo educação ambiental, valorização do território e práticas pedagógicas conectadas ao cotidiano dos estudantes. A capilaridade da rede também contribui para reduzir desigualdades. Ao garantir ensino próximo de casa, a Secretaria de Educação (SEEDF) diminui a evasão escolar, amplia o acesso e fortalece o vínculo entre estudante e escola, um dos principais desafios em áreas rurais. As ações do Dia do Campo, realizadas simultaneamente em diferentes regiões administrativas, refletem esse modelo. Ao reunir centenas de estudantes e famílias, as escolas reafirmam seu papel como espaço de aprendizagem, convivência e pertencimento. No DF, a educação do campo segue como política estruturante. E, para quem vive longe do centro, isso faz toda a diferença no presente e no futuro. *Com informações da SEEDF
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