Projeto Gamifica leva formação em games e inovação às regiões administrativas do DF
O Projeto Gamifica – Tecnologia em Jogos inicia uma nova etapa ao incorporar carretas itinerantes à sua estratégia de formação no Distrito Federal. A proposta é descentralizar o ensino e alcançar diferentes regiões administrativas, levando qualificação em tecnologia, jogos digitais e inovação diretamente às comunidades. O lançamento oficial das unidades móveis será realizado em 22 de abril, às 9h, no Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Cruzeiro Velho. A cerimônia marca o início das atividades com a nova estrutura, que passa a integrar o modelo educacional do projeto. A iniciativa, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) em parceria com o Instituto de Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres), reforça a estratégia de descentralizar o acesso à formação tecnológica e ampliar oportunidades para jovens em todo o DF. “Estamos levando tecnologia, conhecimento e perspectivas reais de futuro para mais perto das pessoas. O Gamifica conecta talento e oportunidade, preparando nossos jovens para um mercado cada vez mais digital e inovador”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. As carretas funcionam como ambientes completos de aprendizagem, preparadas para atender até 20 alunos por turma. Equipadas com computadores de alto desempenho, estações individuais e conexão de internet de qualidade, possibilitam aulas práticas e experiências imersivas. As carretas funcionam como ambientes completos de aprendizagem, preparadas para atender até 20 alunos por turma | Foto: Divulgação/Secti-DF Além do espaço interno, as unidades contam com estrutura externa que permite a realização de atividades abertas ao público, como apresentações, oficinas e competições de e-sports, ampliando o envolvimento com a comunidade local. A metodologia combina encontros presenciais e conteúdos online, com cursos que abrangem desenvolvimento e design de jogos, além de marketing aplicado ao setor. O programa inclui ainda mentorias, palestras e oficinas, totalizando 200 horas de formação com certificação. Outro destaque é a autonomia operacional das carretas, que utilizam um sistema híbrido de energia, com uso de placas solares, baterias e gerador próprio, garantindo funcionamento em diferentes localidades. A conectividade é assegurada por internet via satélite e estrutura preparada para fibra óptica. Com recursos de acessibilidade, como plataforma de acesso e espaços adaptados, as unidades também reforçam o compromisso com a inclusão. Para a Secti-DF, a iniciativa fortalece a democratização do ensino tecnológico no DF, aproximando jovens das oportunidades da economia digital e incentivando o desenvolvimento de novos talentos no setor. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF)
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Cartão Material de Construção dá a chance de 250 famílias em situação de vulnerabilidade reconstruírem seus lares
Dois quartos, banheiro, sala, cozinha, área de serviço e garagem: esta será a composição da casa nova do porteiro João Batista Carvalho, de 40 anos, morador do bairro Santa Luzia, na Estrutural. A residência está sendo erguida graças ao Cartão Material de Construção, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para possibilitar que famílias em situação de vulnerabilidade social possam reconstruír ou reformar seus lares. João Batista com a família, nas obras da primeira residência própria: “Fiquei muito feliz quando soube que ia receber o cartão, porque chegou a hora de fazer a minha casa” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Desde a criação do cartão, em maio de 2025, até o momento, 249 famílias receberam o benefício, dos quais 197 são do Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas, e 52 da Comunidade Santa Luzia. Cada família recebeu R$ 15 mil para a aquisição dos insumos necessários às obras. O total empenhado pelo programa, gerido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), ultrapassa R$ 3,7 milhões. “Fiquei muito feliz quando soube que ia receber o cartão, porque chegou a hora de fazer a minha casa”, comemora João, que executa a obra com apoio de um familiar. “Nunca tive essa condição; já tentei de tudo, mas o dinheiro não dava. Esses R$ 15 mil foram uma bênção de Deus. Deu para comprar tijolo, cimento, tudo. Só tenho a agradecer mesmo porque nunca tive a oportunidade de construir.” “O Cartão Material de Construção transforma a vida de quem o recebe. Isso é dignidade” Marcelo Fagundes, diretor-presidente da Codhab Natural do Maranhão, ele chegou ao DF em 2007 e, desde então, residia na Estrutural, em estruturas de madeirite. Em maio de 2014, mudou-se para a Rua 64 de Santa Luzia e, agora, está construindo cada parede do seu novo lar, onde vai morar com os dois filhos. “Ter um lugarzinho é um sonho que todo mundo tem”, afirma. “Não vejo a hora de colocar o telhado e vir morar”. O diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, ressalta que o principal objetivo do programa é garantir moradia digna à população. “O Cartão Material de Construção transforma a vida de quem o recebe”, aponta. “O antigo barraco de madeirite passa a ser de tijolos, o buraco na parede vira uma porta ou uma janela, o piso de terra batida passa a ser de cimento; o desespero de morar de maneira quase insalubre e improvisada, de um momento para o outro, se transforma no sonho de iniciar a construção de uma verdadeira casa própria. Isso é dignidade”. Critérios R$ 100 milhões Total de investimentos feitos pelo GDF no projeto de saneamento integrado de Santa Luzia Entre as emergências atendidas pelo projeto, estão incêndios, eventos climáticos e geo-hidrológicos, chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas, vendavais, deslizamentos e realocações de área de risco. Todas elas devem ser devidamente confirmadas pela Defesa Civil em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Para receber o auxílio, além de estar enquadrado nessas situações emergenciais, é preciso ganhar até cinco salários mínimos e ter morado no Distrito Federal ao longo dos últimos cinco anos. Cumpridos os requisitos, a família atendida recebe um cartão magnético emitido pelo Banco de Brasília (BRB) com o valor, que fica disponível para uso por até 90 dias. [LEIA_TAMBEM]Mais informações podem ser obtidas no site da Codhab. Saneamento integrado Considerada uma das regiões mais vulneráveis do DF, Santa Luzia está em obras. Em novembro do ano passado, o GDF autorizou a construção de um sistema de saneamento integrado na comunidade, beneficiando mais de 20 mil pessoas. Com investimento de R$ 100 milhões, o projeto engloba construção de redes de água e de esgoto, galerias pluviais, bacias de detenção e outras intervenções. Os serviços já foram executados na Rua 64 e seguem em andamento em outras áreas. O objetivo é oferecer água limpa, coleta e tratamento de esgoto, além de estruturas de captação e escoamento de águas pluviais para os moradores. O valor do sistema de saneamento básico foi financiado junto a um banco privado, aprovado pelo PAC Financiamentos, e será pago pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), responsável também por fiscalizar a empresa contratada.
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