Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional
A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman. Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Zoológico de Brasília celebra aniversário da capital com programação especial gratuita
Em comemoração aos 66 anos da capital federal, o Zoológico de Brasília preparou uma programação especial que promete transformar o passeio em uma experiência ainda mais divertida para visitantes de todas as idades. Entre os dias 18 e 21 de abril, o público poderá aproveitar o evento Um Zoo de Diversão, com diversas atividades recreativas, atrações educativas e momentos de lazer em meio à natureza. Durante os três dias de programação especial, das 9h às 16h, o Zoo contará com pintura de rosto, pedal kart, espaço kids, brinquedos infláveis, brincadeiras e a presença de personagens, garantindo a diversão das crianças. "É uma forma de aproximar ainda mais a população desse espaço que é de todos. Preparamos atividades que unem lazer, educação ambiental e convivência para toda a família", comentou o diretor-presidente do Zoo, Walisson Couto. Arte: Zoológico de Brasília Programação Na sexta-feira (18), além das atividades recreativas, o público poderá participar de uma palestra sobre répteis, com o biólogo Henrique e o especialista em vida selvagem Richard Rasmussen, às 14h30, em frente ao serpentário. Já no domingo (19), a programação começa mais cedo, com a realização da corrida Zoo Kids, a partir das 8h, destinada a crianças previamente inscritas. O dia também contará com apresentações do palhaço Psiu, às 8h, além de uma nova palestra com os biólogos Henrique e Richard Rasmussen, desta vez no palco principal, às 10h30. [LEIA_TAMBEM]Na terça-feira (21), data oficial do aniversário de Brasília, o público poderá conferir o espetáculo do Circo Artetude, às 10h30, e mais uma apresentação do palhaço Psiu, às 14h. Nesses dias, o Zoológico de Brasília seguirá os horários habituais de funcionamento, das 8h30 às 17h, com bilheteria até as 16h. No dia 18 de abril, os valores são de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Já nos dias 19 e 21 de abril, a entrada será gratuita para todos os visitantes. Na segunda-feira (20), o parque também estará aberto, com entrada gratuita, porém sem programação especial. *Com informações do Zoológico de Brasília
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Lançado edital do Prêmio Ipê de Inovação em Transparência de 2026
O Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito Federal (CTCS), por meio da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), lançou o edital do Prêmio Ipê de Inovação em Transparência 2026, iniciativa para valorizar práticas do Governo do Distrito Federal (GDF) que facilitam o acesso do cidadão à informação e reforçam a transparência pública. A premiação incentiva ações inovadoras que tornam o governo mais aberto, acessível e próximo das pessoas. Exemplos disso foram as ações premiadas em 2025, reconhecidas por um painel virtual que mostra filas de espera em hospitais, um painel voltado para acompanhamento de ações de resíduos e um outro que acompanha a evolução de políticas públicas para crianças e adolescentes. Para concorrer, as iniciativas devem estar em funcionamento e apresentar impactos positivos para a população do DF | Foto: Divulgação/CGDF Em 2026, poderão concorrer órgãos e entidades do GDF que tenham implementado iniciativas de divulgação ativa de informações públicas e aprimorado a transparência ou o fortalecimento do controle social. As propostas devem estar efetivamente implantadas e apresentar impactos positivos para a sociedade. As inscrições deverão ser realizadas de 3 de agosto a 4 de setembro por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). A participação é gratuita e os projetos habilitados em edições anteriores, mas não premiados, poderão concorrer novamente, conforme as regras do edital. A seleção das iniciativas será feita por comissão julgadora, formada por representantes do CTCS e da CGDF, que avaliará os projetos com base nos seguintes critérios: Inovação – Criatividade da iniciativa para aprimorar ou simplificar o acesso do cidadão aos dados públicos. A inovação pode estar no conteúdo ou na forma de execução; Acesso à informação – Divulgação de informações de interesse público ou aprimoramento da qualidade dos dados disponíveis; Controle social – Potencial de facilitar o acompanhamento e a fiscalização da administração pública pela sociedade; Linguagem simples – Utilização de linguagem clara, objetiva e acessível, com o objetivo de facilitar a compreensão das informações públicas pela sociedade. Com informações da CGDF
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