Resultados da pesquisa

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Aberto edital para aquisição de novos equipamentos que ampliam diagnóstico do colo do útero

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou um edital para a aquisição de três colposcópios, equipamentos que ampliam a imagem do colo do útero e permitem identificar alterações com mais precisão. Destinados ao Hospital de Base (HBDF), os equipamentos vão contribuir para diagnósticos mais assertivos e um acompanhamento mais eficaz das pacientes. Aparelho é utilizado para investigar alterações que tenham sido identificadas em exame preventivo | Foto: Divulgação/IgesDF Os equipamentos serão utilizados no serviço de ginecologia oncológica e vão reforçar a assistência prestada às pacientes. A iniciativa amplia o uso de métodos mais eficazes no diagnóstico, no tratamento e no  acompanhamento de doenças do colo e do corpo do útero, além de vulva, vagina e ovários. Na prática, os colposcópios são utilizados para investigar alterações identificadas no exame preventivo — o Papanicolau —, detectar lesões que podem evoluir para câncer, apoiar o diagnóstico de infecções como o HPV e avaliar inflamações e outras alterações ginecológicas. [LEIA_TAMBEM]Segundo a equipe técnica responsável, a aquisição tem o objetivo de garantir a continuidade e a segurança dos atendimentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com equipamentos essenciais funcionando de forma regular e segura. As propostas podem ser enviadas até o dia 23 deste mês, por meio deste portal eletrônico. O edital completo e os anexos estão disponíveis no site do IgesDF.   *Com informações do IgesDF

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Wi-Fi Social DF amplia alcance e reforça inclusão digital em mais de 25 regiões administrativas

Disponível em diversas regiões administrativas, o Wi-Fi Social DF já garante conexão de internet gratuita à população em áreas que vão da Fercal ao Gama, de Brazlândia a São Sebastião e do Itapoã a Ceilândia. Criado em 2019, o programa do Governo do Distrito Federal (GDF) ultrapassou a marca de 150 milhões de acessos e mantém o ritmo de crescimento, com ampliação da rede prevista ao longo de 2026. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e se consolidou como uma das principais políticas públicas voltadas à inclusão digital no Distrito Federal. Atualmente, a cobertura já alcança mais de 25 regiões administrativas, com a relação completa dos pontos ativos disponível no site oficial. Na página também podem ser consultadas informações sobre futuras instalações. Os novos locais autorizados foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e podem ser conferidos no último Termo de Autorização. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), Rafael Vitorino, o Wi-Fi Social DF é uma política pública que transforma realidades ao garantir acesso gratuito à internet em espaços públicos. “Nosso objetivo é seguir expandindo o programa, levando conectividade, inclusão digital e oportunidades para todas as regiões do Distrito Federal”, declarou. O programa ultrapassou a marca de 150 milhões de acessos e mantém o ritmo de crescimento, com ampliação da rede prevista ao longo de 2026 | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Como funciona Para acessar a rede, o usuário deve ativar o wi-fi do celular, selecionar a opção “Wi-Fi Social DF” e preencher um cadastro simples no primeiro uso. Nos acessos seguintes, basta inserir login e senha. O sistema pode apresentar limitações de tempo e velocidade, como forma de garantir estabilidade e acesso democrático. A rede segue critérios de segurança e é identificada pelo nome oficial vinculado ao programa do GDF. A recomendação é que o usuário confirme a autenticidade antes de se conectar e evite o uso para acesso a dados sensíveis em ambientes públicos.

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Programa da Ceasa transforma desperdício em alimento na mesa de famílias

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Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora

No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar.  Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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