UBS, UPA, creche, moradia, um viaduto e muito mais para o Riacho Fundo II
O Riacho Fundo II está entre as regiões administrativas que mais cresceram no Distrito Federal nos últimos anos. A expansão urbana veio acompanhada de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Um dos marcos desse processo é o viaduto que liga a cidade ao Recanto das Emas, na DF-001, inaugurado em março de 2023 e responsável por melhorar o fluxo de cerca de 60 mil veículos que passam pelo local diariamente. A estrutura de atendimento à população também foi ampliada. A cidade passou a contar com a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com funcionamento 24 horas e capacidade para atender até 4,5 mil pacientes por mês, além de uma unidade básica de saúde modelo que fortaleceu o atendimento na atenção primária. Na educação, o Centro de Educação da Primeira Infância Flor de Magnólia atende quase 200 crianças em período integral, enquanto o Centro de Educação Infantil Parque do Riacho tem capacidade para 672 estudantes. O Riacho Fundo II também recebeu investimentos em habitação, com apartamentos em residenciais como Maria Clara, Geraldo Dias e Anna Maria, além da implantação da Feira Permanente, do Centro de Reservação que reforça o abastecimento de água e do Restaurante Comunitário, que oferece três refeições a preços acessíveis à população.
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Biblioteca Nacional de Brasília registra aumento nos empréstimos de livros
A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) oferece empréstimo gratuito de livros para moradores do Distrito Federal e do Entorno. O serviço permite retirar até cinco exemplares por 30 dias. Apenas nos três primeiros meses deste ano, mais de 9 mil itens foram emprestados; em 2025, o total ultrapassou 31 mil empréstimos. Serviços da BNB também contemplam, além do público de Brasília, pessoas de algumas regiões de Goiás e de Minas Gerais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Sempre que você derruba barreiras que impedem o acesso ao livro, você estimula o hábito de ler” Aline Lima, gerente de Atendimento da BNB A gerente de Atendimento da BNB, Aline Lima, lembra que, nos últimos anos, a instituição tem investido em ampliar a visibilidade, um esforço que já se reflete no aumento da demanda pelos serviços. Aline também ressalta que a ampliação do acesso, que alcança não só o DF, mas também regiões de Goiás e Minas Gerais, contribui para democratizar a informação e incentivar a leitura. “Sempre que você derruba barreiras que impedem o acesso ao livro, você estimula o hábito de ler”, afirma. Hoje, apenas uma pequena parcela do acervo não está disponível para empréstimo. É o caso das obras de referência, destinadas a consulta rápida e que, por padrão, não saem das bibliotecas em nenhum lugar do mundo. Além disso, a BNB mantém uma coleção de obras raras, cujo acesso se dá apenas mediante solicitação, principalmente por pesquisadores, devido à raridade dos exemplares e à dificuldade de reposição. Acervo 11.178 Número de usuários da faixa etária de 26 a 50 anos da Biblioteca Nacional de Brasília A biblioteca reúne atualmente mais de 67,3 mil exemplares, distribuídos em mais 45,7 títulos, e conta com 19 mil leitores cadastrados no serviço de empréstimo. O público é diversificado, com maior concentração entre pessoas de 26 a 50 anos, que somam 11.178 usuários, seguido por leitores de até 25 anos, com 5.613, de 51 a 76 anos, com 1.792, e acima de 77 anos, com 86. Quem faz parte desse cenário é Sandro Pires, de 31 anos, que cultiva o hábito da leitura desde a infância e é frequentador da BNB. Para ele, o sistema de empréstimo é um dos grandes atrativos. “Acho muito bom, porque você pode renovar até duas vezes pela internet; isso amplia o prazo e tira aquela pressão de ter que ler em 30 dias”, afirma. “A leitura é subjetiva, cada livro exige um ritmo diferente”. “A BNB é uma joia escondida. Muita gente não percebe que, ali ao lado da Rodoviária, no centro de Brasília, existe uma biblioteca tão incrível” Sandro Pires, frequentador assíduo da Biblioteca Nacional de Brasília Sandro costuma retirar até cinco obras por vez e destaca a praticidade do serviço, especialmente pela possibilidade de renovação online, desde que não haja reserva. Na avaliação dele, o acesso é simples e democrático. “É um serviço muito acessível e orgânico, não tem pressão, flui bem”, relata. Apaixonado por bibliotecas públicas, ele enfatiza o papel social desses espaços: “Sempre gostei de biblioteca, porque ela acolhe, oferece um ambiente seguro e vai além dos livros. É um lugar para estudar, participar de atividades e conviver”. Sobre a BNB, ele acredita que ainda falta visibilidade: “É uma joia escondida. Muita gente não percebe que, ali ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, existe uma biblioteca tão incrível”. Como se cadastrar [LEIA_TAMBEM]Para começar a utilizar o serviço, a pessoa interessada deve fazer um cadastro presencial nos balcões do segundo ou terceiro andar da BNB. É necessário apresentar um documento oficial com foto e um comprovante de residência. No caso de menores de 18 anos, além de RG e CPF, também é preciso um termo de compromisso assinado pelo responsável (ou cópia da identidade do representante legal). A BNB também oferece facilidades digitais: por meio do catálogo online, o usuário pode pesquisar a disponibilidade de títulos antes de sair de casa e, se precisar de mais tempo para concluir a leitura, renovar o prazo de forma rápida e prática, sem precisar se deslocar até o prédio. Em caso de atraso na devolução, não há cobrança de multa financeira; o usuário fica temporariamente impedido de fazer novos empréstimos pelo mesmo número de dias de atraso, e a biblioteca entra em contato por e-mail para avisar sobre a pendência.
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Teleconsulta em UPAs do DF amplia atendimentos e reduz tempo de espera
Mais de 18,9 mil atendimentos por teleconsulta foram registrados nas unidades de pronto atendimento (UPAs) desde 13 de maio de 2025, quando o modelo remoto foi instituído, até 25 de março deste ano. O serviço é uma estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para agilizar o atendimento à população e reduzir o tempo de espera nas unidades. Pacientes classificados como de baixo risco (pulseira verde) são atendidos por médicos à distância, enquanto as equipes presenciais ficam direcionadas aos casos mais graves. Atualmente, a teleconsulta está disponível em dez UPAs: Vicente Pires, Gama, Ceilândia II, Samambaia, Paranoá e Brazlândia oferecem o serviço para adultos; Recanto das Emas e Sobradinho atendem crianças e adolescentes; enquanto Ceilândia I e São Sebastião contemplam todas as faixas etárias. Nas próximas semanas, o modelo será ampliado para unidades do Núcleo Bandeirante e do Riacho Fundo. A implantação do modelo tem apresentado resultados positivos. Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) mostram que a adesão entre pacientes de baixo risco é de cerca de 31,6%. Desse total, mais de 87% dos casos atendidos remotamente são resolvidos sem necessidade de encaminhamento para consulta presencial. De 13 de maio de 2025 até 25 de março deste ano, mais de 18,9 mil atendimentos por teleconsulta foram registrados nas UPAs do DF | Foto: Divulgação/IgesDF A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital do IgesDF, Amandha Roberta, explica que a teleconsulta foi pensada para enfrentar um comportamento recorrente da população, que busca atendimento diretamente nas UPAs mesmo em situações de menor gravidade. “A gente sabe que existe uma cultura de procurar a UPA mesmo para casos leves. Esses pacientes, classificados como verdes, acabavam aguardando por horas e, muitas vezes, desistiam do atendimento”, afirma. Segundo ela, esse cenário pode contribuir para o agravamento dos quadros clínicos e a sobrecarga do sistema. “O paciente com pulseira verde que não é atendido pode voltar depois com uma condição mais grave, sendo reclassificado como amarelo. Isso gera um consumo muito maior de recursos. Com a teleconsulta, conseguimos garantir o atendimento desses casos leves e liberar a equipe presencial para situações mais críticas”, destaca. “Quando atendemos um paciente remotamente, com quadros de cefaleia, dor abdominal ou dor leve, o médico que está na unidade pode atender o paciente mais grave, que está convulsionando ou tendo um AVC, por exemplo”. [LEIA_TAMBEM]A médica de família e comunidade Mônica Montenegro integra a equipe da central de atendimento remoto, localizada no Setor de Indústrias de Abastecimento (SIA). “Temos acesso ao sistema completo, desde o que foi verificado na triagem até os sinais vitais aferidos. No teleatendimento, conversamos com o paciente sobre as queixas e avaliamos a conduta, como solicitação de exames laboratoriais e prescrição de medicamentos”, explica. Segundo ela, os principais atendimentos envolvem sintomas respiratórios leves, diarreia e lombalgia mecânica relacionada a esforço, entre outros. Na prática, o paciente passa pela triagem na UPA com a equipe de enfermagem e, se for classificado como de baixo risco e o quadro permitir, pode optar pela teleconsulta. Com o consentimento formal, é encaminhado a uma sala específica dentro da própria unidade, onde ocorre o atendimento por vídeo com um médico da central remota. Um técnico de enfermagem permanece com o paciente durante a chamada para auxiliar no uso da tecnologia e no acompanhamento clínico. Quando há necessidade de medicação ou avaliações complementares, o profissional presta suporte e o fluxo é ajustado dentro da própria unidade. A teleconsulta está disponível em dez UPAs do Distrito Federal; nas próximas semanas, o modelo será ampliado para unidades do Núcleo Bandeirante e do Riacho Fundo Quando procurar UBS ou UPA Com funcionamento 24 horas, as UPAs atendem urgências e emergências de média gravidade, com oferta de exames laboratoriais, raio-x, medicação e acompanhamento clínico. Quando necessário, estabilizam o paciente e o encaminham para hospitais. Desde 2019, sete UPAs foram construídas pelo GDF e outras seis estão em construção. Já as unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada do sistema. Com equipes da Estratégia Saúde da Família, concentram ações de prevenção, promoção da saúde, controle de doenças crônicas e atendimento a casos não urgentes. Pelo portal InfoSaúde DF, é possível identificar a UBS de referência e acessar serviços como pré-natal, vacinação e acompanhamento de hipertensão e diabetes.
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Centros olímpicos e paralímpicos abrem mais de 12 mil vagas no DF com estrutura reforçada
A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) publicou, nesta terça-feira (7), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o Edital de Matrícula 01/2026, que regulamenta o processo de pré-inscrição, seleção e matrícula para os centros olímpicos e paralímpicos (COPs). Ao todo, são ofertadas 12.426 vagas distribuídas nas 12 unidades espalhadas pelo DF. As inscrições estarão abertas a partir de 15 de abril e seguem até 11 de dezembro, por meio do Sistema de Inscrição dos Centros Olímpicos e Paralímpicos. Podem participar crianças a partir de 4 anos, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência (PcD). Crianças a partir de 4 anos podem participar das atividades socioesportivas, recreativas e de lazer oferecidas dos COPs | Foto: Divulgação/SEL-DF O programa oferece atividades socioesportivas, recreativas e de lazer, integradas a ações de caráter socioeducativo. Para pessoas com deficiência, há atendimento especializado, com foco no desenvolvimento físico, motor e social. Além da ampliação do acesso, o Governo do Distrito Federal tem investido na melhoria da infraestrutura dos centros. Nos últimos meses, sete unidades passaram por obras de reforma e manutenção, com serviços como pintura, recuperação de pisos e alambrados, além de melhorias em vestiários e guaritas, garantindo mais conforto e segurança para os alunos. “Os centros são ferramentas de transformação social. Ao oferecer vagas gratuitas com estrutura adequada, estamos promovendo saúde, inclusão e oportunidades para crianças, jovens, adultos e idosos em todas as regiões administrativas” Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer De acordo com o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a iniciativa une ampliação de vagas e qualificação dos espaços públicos esportivos. “Estamos avançando em duas frentes importantes: ampliando o acesso da população aos centros olímpicos e paralímpicos e, ao mesmo tempo, investindo na melhoria da estrutura dessas unidades. Isso garante mais qualidade, segurança e dignidade para quem utiliza esses espaços todos os dias”, destacou. O secretário também reforçou o papel social dos COPs. “Os centros são ferramentas de transformação social. Ao oferecer vagas gratuitas com estrutura adequada, estamos promovendo saúde, inclusão e oportunidades para crianças, jovens, adultos e idosos em todas as regiões administrativas”, completou. Atualmente, os COPs oferecem dezenas de modalidades esportivas e atendem milhares de alunos, consolidando-se como referência em esporte, lazer e inclusão social no Distrito Federal. Distribuição das vagas por unidade Ceilândia (Setor O): 1.793 vagas Estrutural: 1.719 vagas Brazlândia: 1.354 vagas Planaltina: 1.297 vagas Samambaia: 1.265 vagas Ceilândia (P Norte): 853 vagas Recanto das Emas: 853 vagas Gama: 793 vagas Sobradinho: 713 vagas Santa Maria: 702 vagas São Sebastião: 664 vagas Riacho Fundo: 420 vagas *Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF)
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