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Fé e paixão de Cristo: Via-Sacra de Planaltina reúne milhares de fiéis e reafirma tradição

A 53ª edição da Via-Sacra ao Vivo de Planaltina emocionou milhares de fiéis nesta Sexta-feira da Paixão (3). Sob o tema “Nada te aflija! Não estou aqui eu que sou tua mãe?”, inspirada na mensagem de esperança de Nossa Senhora de Guadalupe, o evento conta com suporte estrutural e financeiro — de R$ 1,7 milhão — do Governo do Distrito Federal (GDF) para garantir segurança e conforto ao público.  A governadora Celina Leão participou da celebração. “É uma festa muito tradicional, realizada há mais de 30 anos, onde o povo relembra um momento muito forte d'Aquele que deu a vida por nós. E eu creio que, quem nunca veio, deveria vir. É uma festa que não é sobre religião, sobre igrejas, mas sim sobre Aquele que está acima de todo nome. Para gente que tem fé, é um dia muito especial”, exaltou a chefe do Executivo. “É uma festa muito tradicional, realizada há mais de 30 anos, onde o povo relembra um momento muito forte d'Aquele que deu a vida por nós", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: George Gianni/GDF A tradicional encenação do Morro da Capelinha é um dos maiores espetáculos religiosos ao ar livre do Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, o ator Rafael Gonçalves foi o responsável por interpretar o papel principal. Roteiro da fé A quantidade de pessoas envolvidas na organização reforça a grandiosidade do evento. Neste ano, cerca de 1,4 mil voluntários, entre atores, apoio e equipe técnica, atuaram para materializar o planejamento. A Celebração da Cruz, seguida pela Paixão de Cristo, percorreu as 14 estações da Paixão de Cristo, ao longo de 800 metros de trajeto no morro. A encenação do Morro da Capelinha é um dos maiores espetáculos religiosos ao ar livre do Brasil A vigilante Juliana Gomes acompanhou o espetáculo ao lado da filha Maria Isabelly, 10 anos, que demonstrou animação ao ir pela primeira vez à encenação da Via Sacra. Para a mãe, o principal é a vivência da fé em família e o contato das crianças com o significado do evento. “A minha filha mais nova nunca presenciou esse momento. Hoje eu trouxe ela pra viver cada estação, passar um pouco da minha fé para ela, para que ela possa ter esse encontro e presenciar com os próprios olhos o que é essa paixão de Deus por nós. É maravilhoso, porque é a sustentação da fé, mostrar tudo aquilo que Deus fez por nós e fazer com que a nova geração conheça desse amor. Sempre que venho é como se fosse a primeira vez”, destacou. Já a aposentada Eremita dos Santos, de 75 anos, saiu de Samambaia para acompanhar a Via-Sacra em Planaltina com a família e apontou a tradição e o momento de fé como principais motivações. “Já é a terceira vez que eu venho, aqui é muito bom, a gente é sempre muito bem-vindo. Em casa eu não ia fazer nada mesmo, aí venho para cá conversar com Deus”, contou ela, que ainda elogiou a organização e segurança do evento: "Desde a entrada da BR até o final vemos carros da polícia, tudo bem planejado e muito organizado". “Já é a terceira vez que eu venho, aqui é muito bom, a gente é sempre muito bem-vindo. Em casa eu não ia fazer nada mesmo, aí venho para cá conversar com Deus”, disse a aposentada Eremita dos Santos, de 75 anos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segurança e logística Para viabilizar o espetáculo, o GDF mobiliza um aparato que envolve a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros (CBMDF), o Detran-DF e a Caesb.  Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008, a Via-Sacra de Planaltina foi idealizada pelo padre Aleixo Susin e integra o calendário oficial de eventos da cidade desde 1986.  

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Evento religioso no Mané Garrincha reúne 70 mil fiéis em celebração à Sexta-feira Santa

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Apreensões de animais de grande porte triplicam no DF, ampliando adoções nos últimos anos

O número de apreensões de animais de grande porte no Distrito Federal triplicou nos últimos anos e mantém ritmo elevado em 2026. Desde 2019, mais de 2 mil equinos e bovinos foram recolhidos pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com 631 destinados à doação. Somente neste ano, até o momento, já são 196 apreensões e 78 adoções registradas, o que consolida a tendência de crescimento impulsionada pelo aumento das denúncias e pela ampliação das ações de resgate no DF, o que significa centenas de animais alcançando uma melhor qualidade de vida em um novo lar. O crescimento se intensificou a partir de 2024, quando houve salto nas apreensões, que passaram de 252, em 2023, para 466 no ano seguinte. O volume de doações acompanhou essa evolução, com 156 doações registradas em 2024. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025. De janeiro de 2026 até o momento, foram registradas 196 apreensões e 78 doações. A intensificação das ações coincide com a criação, em 2025, da Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção (Suproa), responsável pelo resgate e acolhimento de equinos e bovinos soltos em áreas urbanas ou vítimas de atropelamentos, além da execução de políticas públicas voltadas à prevenção e ao monitoramento. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou o avanço no recolhimento e na doação de animais de grande porte no DF, apontando o crescimento contínuo desde 2021. Segundo ele, o trabalho envolve ações de resgate, combate a maus-tratos, parcerias com forças de segurança e novas ferramentas para ampliar a adoção, como fila virtual e divulgação online dos animais disponíveis. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025 | Foto: Matheus Borges/Agência Brasíia “É um trabalho feito pelo GDF que a cada dia vem crescendo e ganhando mais relevância. O recolhimento desses animais tem o intuito de prevenir acidentes de trânsito e possíveis transmissões de zoonoses, além de evitar que esses animais possam rasgar o lixo nas ruas buscando se alimentar. Esperamos que esses animais, principalmente os que foram abandonados, possam ganhar um novo lar, com segurança”, declarou. Tratamento dos animais O veterinário-chefe do Núcleo de Proteção de Animais de Produção, Anderson Guimarães, ressaltou que os animais resgatados passam por triagem e tratamento no curral da Seagri-DF. Ele afirmou que muitos chegam em estado crítico, com desnutrição, ferimentos ou após situações de abandono. Casos mais graves são encaminhados ao Serviço Veterinário Público (Hvep) ou ao Hospital Veterinário da UnB, enquanto os demais seguem em recuperação até estarem aptos para adoção. “A gente tem um cuidado especial com esses animais. Muitas vezes chegam animais magros, caquéticos, alguns acidentados e abandonados. Então, fazemos esse trabalho de recuperação e, caso o dono não apareça, a gente coloca para doação. Além de evitarmos acidentes e prevenir doenças, é um trabalho que faz uma família feliz com a adoção e uma nova chance para o animal”, observou. A Seagri-DF oferece, ainda, o transporte dos animais doados até a nova propriedade em que serão instalados, além de acompanhamento veterinário inicial, com orientações aos novos proprietários. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa, após o cadastro e período de espera, acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma nova vida A história de quem adota ajuda a dimensionar o impacto do programa. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa conheceu o programa por indicação, motivada pelo desejo antigo de conviver com cavalos e pelo amor pelos animais, reforçado desde a infância. Após o cadastro e período de espera, ela acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo. Segundo a nova tutora, os animais chegaram debilitados e ela acompanhou de perto a recuperação deles, com apoio da família. “Eles estavam todos magrinhos, o Caramelo só tinha perna e cabeça. Passaram por cuidados e hoje estão lindos demais, eu olho e penso o quanto valeu a pena”, relatou. A adoção é feita mediante cadastro na Seagri-DF, e os interessados podem acompanhar em tempo real a disponibilidade de animais. O processo inclui avaliação e, em alguns casos, tempo de espera. Atualmente há 15 animais disponíveis para adoção nas mediações, aguardando a chance de viver em um lar acolhedor. Quem encontrar animais de grande porte soltos ou em situação de abandono pode acionar a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pelos telefones (61) 3347-8019 e (61) 98325-0369. O resgate é feito pelas equipes da pasta, que também atuam na recuperação e destinação dos animais. A apreensão também pode contar com parcerias de outros órgãos em alguns casos, como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF) ou Brasília Ambiental (Ibram).

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GDF intensifica manutenção de vias não pavimentadas no Riacho Fundo II

A Administração Regional do Riacho Fundo II executou, entre os dias 30 de março e 1º de abril, serviços de manutenção na Estrada Sucupira, importante via de ligação entre o Riacho Fundo I e o Riacho Fundo II. Os serviços incluíram terraplanagem, aplicação de Resíduo da Construção Civil (RCC) — material britado que contribui para a compactação do solo — além do uso de motoniveladora e outros equipamentos. Ao todo, cerca de 2 quilômetros da via foram recuperados, com a utilização de aproximadamente 120 toneladas de material. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias”, ressalta o administrador Osni Bueno. De acordo com o coordenador do Polo Sudeste do GDF Presente, Adail Marques, as intervenções de manutenção ocorrem de forma contínua ao longo do ano, com ações mensais que são intensificadas no período chuvoso, quando os serviços chegam a ser realizados mais de uma vez por mês para evitar atoleiros e danos à via. Além da recuperação da pista, foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas | Foto: Divulgação/GDF Presente “A gente atua na estrada Sucupira, na via Ipê, perto da Escola Classe Ipê, e na via do Conglomerados Agrourbanos de Brasília (Caub). Quando o solo estabiliza, em cerca de 15 dias, a gente retorna. Isso evita atoleiro, dá compactação, o solo fica mais firme”, explica. Além da recuperação da pista, Marques afirma que foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas. “A gente faz curvas de nível nas laterais, para a água escorrer sem prejudicar o meio da pista, e pequenos bolsões para reduzir a força da água e evitar erosões”, detalha. Segurança e mobilidade A intervenção atende a uma demanda direta da população local, formada em grande parte por moradores de chácaras e áreas rurais. “A intervenção foi planejada com foco na melhoria das condições de mobilidade e na durabilidade da via, especialmente considerando o fluxo e as características da região”, diz o diretor de Obras do Riacho Fundo II, Itane Sampaio. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias” Osni Bueno, administrador regional do Riacho Fundo II Com a recuperação, a via passa a oferecer melhores condições de tráfego. “O solo fica mais regular, sem aquelas ondulações. O carro passa com mais tranquilidade, sem danificar a suspensão ou o amortecedor. Isso melhora o fluxo e reduz o tempo de deslocamento”, completa Marques. Manutenção de estradas rurais Entre 2019 e 2026, o Governo do Distrito Federal (GDF) recuperou cerca de 9,5 mil quilômetros de estradas rurais, com investimento superior a R$ 7,4 milhões. Apenas em 2025, foram 1.700 quilômetros de vias atendidas. Os dados mostram crescimento ao longo dos anos: foram 1.144 km recuperados em 2019, 1.320 km em 2020, 1.245 km em 2021 e 1.054 km em 2022. Em 2023, o total chegou a 1.278 km, enquanto 2024 registrou o maior volume, com 1.802 km de estradas recuperadas. Em 2025, além dos 1.700 km, parte das ações incluiu trechos atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Além da manutenção das vias, o GDF também executou obras de drenagem e estruturação, com a construção de 2.350 dispositivos para escoamento de água, implantação de 990 bolsões de drenagem e recuperação de outros 115.

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