Resultados da pesquisa

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Projeto Samuzinho leva noções de primeiros socorros a escolas do DF

O projeto Samuzinho retomou as atividades na terça-feira (24), com início das ações na Escola Classe (EC) 10 de Ceilândia, levando orientações de primeiros socorros a cerca de 100 alunos de 7 a 11 anos de idade. A iniciativa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) percorre escolas públicas e privadas da capital com foco na prevenção e no atendimento inicial de emergências. Criado em 2007, o Samuzinho capacita crianças e adolescentes por meio de aulas temáticas, integrando teoria e prática. Os alunos aprendem, de forma lúdica, como acionar o Samu 192 DF, identificar sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC), realizar manobras de desengasgo e agir em casos de parada cardiorrespiratória. Crianças aprendem de forma lúdica a acionar o Samu 192, identificar sinais de AVC, realizar manobras de desengasgo e agir em casos de parada cardiorrespiratória | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Aprendizado que salva vidas “Acreditamos que o conhecimento em primeiros socorros é essencial, pois emergências podem acontecer em qualquer lugar. As crianças podem ajudar na escola, em casa ou na comunidade”, afirma o técnico em enfermagem do Samu-DF, José Júnior. As atividades contam com o uso de manequins e estratégias de gamificação, permitindo que os estudantes pratiquem as técnicas de forma interativa. O projeto também capacita professores e demais colaboradores das instituições de ensino, em alinhamento à Lei Lucas, de 2018, criada após a morte do menino Lucas Begalli, de 10 anos, vítima de asfixia durante um passeio escolar. A legislação tornou obrigatória a formação periódica em primeiros socorros para profissionais de escolas públicas e privadas de educação básica, além de estabelecimentos de recreação infantil. Projeto Samuzinho é tão procurado que as agendas de abril e maio estão lotadas; escolas podem preencher o formulário e marcar uma aula Na EC 10, a capacitação já mostrou resultados. “Uma servidora conseguiu aplicar a manobra de desengasgo em uma criança logo após o treinamento. Foi um momento de alívio e mostrou a importância desse preparo”, relata a vice-diretora Cláudia Monteiro. Segundo ela, os alunos também se tornam multiplicadores do conhecimento. Como participar As aulas são ministradas sempre às terças-feiras, com duração de um turno (matutino ou vespertino). No caso de treinamento nas escolas, é necessário que as crianças tenham a idade mínima de 7 anos e que as atividades abranjam um público acima de 30 pessoas.  [LEIA_TAMBEM]A agenda de abril e maio já está preenchida, e novas datas serão disponibilizadas ao longo do ano. Para solicitar, há dois caminhos. As  instituições que possuem acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) precisam elaborar um ofício, preenchendo o formulário modelo 81525374 e encaminhar para SES/CRDF/Samu - Diretoria do Samu 192. Já as instituições que não possuam acesso ao sistema podem enviar ofício aos cuidados da diretora do Samu 192 DF, Lorhana Martins Moraes, preenchendo e anexando o formulário e encaminhando para o e-mail df.samu192@gmail.com, ou pessoalmente, no endereço: SIA Trecho 3 lotes 2.090/2.100 – Brasília/DF, CEP 71.200-033. Mais informações podem ser conferidas no site do projeto Samuzinho. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Pesquisa aponta que cerca de 30% da população do DF estará obesa em 2030

No Distrito Federal, cerca de 30% da população estará obesa em 2030, segundo projeção baseada em dados da última pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A estimativa foi apresentada na sexta-feira (27), durante o Seminário do Dia Mundial da Obesidade, promovido pela Gerência de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF).  Seminário apresentou debate sobre impactos, prevenção e cuidado da obesidade, bem como formulação de políticas públicas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF De acordo com o levantamento, em 2023, 60,3% da população do DF apresentava sobrepeso e 21,9% já se encontrava em condição de obesidade. Os dados também apontam que o Índice de Massa Corporal (IMC) alto estava associado a 15% das mortes prematuras, além de representar 55% das mortes precoces por diabetes também estavam associadas ao IMC alto. “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos” Carolina Gama, gerente de Nutrição da Secretaria de Saúde Entre 2018 e 2023, os adultos no DF apresentaram outros índices preocupantes: consumo abusivo de álcool, baixa ingestão de frutas e hortaliças e aumento da obesidade. Apesar disso, houve um aumento de indivíduos praticando atividade física em tempo livre e a redução do consumo de ultraprocessados, além do uso de tabaco. A gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, alertou sobre o papel central da alimentação na reversão desse cenário: “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos. Há um foco grande em relação à nutrição quando se fala em obesidade”. Crianças e adolescentes Além de apresentar o cenário atual da obesidade no DF, o evento teve como objetivo promover um debate qualificado e intersetorial sobre os impactos, prevenção e cuidado da obesidade, além da formulação de políticas públicas. Entre os temas, destacou-se a criação de uma linha de cuidado específica para crianças e adolescentes com sobrepeso e obesas. “Nossa linha de cuidado é de 2015, e identificamos a necessidade de fazer uma atualização deste documento, inclusive para incluir as crianças e os adolescentes”, relatou a gerente. “Temos a intenção de iniciar um processo de atualização ainda neste ano.” [LEIA_TAMBEM]A assessora de Redes de Atenção à Saúde da SES-DF, Carolina Cesar, reforçou a importância de dedicar um olhar mais atento a este grupo específico: “Quanto mais crianças obesas e com sobrepeso, mais adultos doentes. Sabemos que as crianças estão vindo de um cenário diferente; a pandemia mudou completamente o estilo de vida das crianças. Elas estão mais reclusas, com muito tempo em tela, então está tudo muito diferente. São muitas abordagens, e é muito difícil mudar”. Cenário nacional No Brasil, de forma geral, um terço da população tem sobrepeso e obesidade. Em menos de duas décadas — de 2006 a 2023 — ocorreu um aumento de 105,6% da obesidade adulta, sendo mais prevalente em mulheres com o pico entre 45 a 59 anos.  *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Nova sede do Caps da PMDF fortalece política de cuidado com a saúde mental da corporação

Nesta sexta-feira (27), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) inaugurou a nova sede do Centro de Assistência Psicológica e Social (Caps), consolidando um avanço estrutural significativo voltado à promoção da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida de policiais militares, familiares e servidores civis. A iniciativa reforça o compromisso institucional com o cuidado integral do efetivo, alinhando-se às diretrizes do Programa DF + Seguro — Segurança Integral, especialmente no eixo Servidor Mais Seguro, que reconhece a valorização do profissional de segurança pública como elemento estratégico para o fortalecimento da corporação. A nova sede do Caps da PMDF foi inaugurada nesta sexta (27); espaço conta com 16 consultórios e sala de palestras para até 100 pessoas | Foto: Divulgação/PMDF Durante a cerimônia, a então vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso assumido pelo Governo do Distrito Federal em garantir aos policiais militares um espaço adequado de acolhimento, ressaltando que a entrega da nova estrutura representa o cumprimento desse objetivo institucional. Na mesma linha, a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, enfatizou que a inauguração simboliza a concretização de um projeto construído coletivamente, marcado por desafios e esforços integrados, resultando em um ambiente voltado ao cuidado do policial militar e de sua família. [LEIA_TAMBEM]Com aproximadamente 3.000 m² de área construída, a nova sede foi planejada para oferecer uma estrutura moderna, segura e acolhedora, com 16 consultórios, sala de palestras com capacidade para 100 pessoas, sala de terapia em grupo, espaços para testes e avaliação psicológica, além de áreas terapêuticas, de convivência e setores administrativos. O espaço foi concebido para garantir privacidade, sigilo e segurança psicológica aos atendidos, fatores essenciais para a qualidade das intervenções e o fortalecimento do vínculo nos atendimentos psicossociais. A ampliação permitirá o fortalecimento de programas já existentes e a implementação de novas iniciativas voltadas à prevenção, ao acompanhamento contínuo e à promoção da saúde mental. Com isso, o Caps/PMDF consolida sua atuação como referência institucional no suporte psicossocial, amplia a capacidade de atendimento e reafirma o compromisso da corporação com a valorização da vida e o cuidado permanente com aqueles que atuam na linha de frente da segurança pública. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

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Aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país demanda atenção

Informes publicados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em março indicam que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm aumentado no Brasil. O boletim InfoGripe da Fiocruz mais recente, referente a 8 até 14 de março, sinaliza tendência de aumento dos registros de SRAG nas últimas semanas em diversas unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, com mais de 20 mil casos já registrados no ano em todo o país.   A SRAG é definida como um quadro gripal associado à taquipneia (respiração acelerada) ou à hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue) e se configura como uma das doenças respiratórias mais preocupantes. Diversos patógenos podem acarretar a SRAG, como os vírus da gripe (influenza A e B), o vírus da covid-19 (SARS-CoV-2), o rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Até meados de março, o Brasil havia registrado 20 mil casos de SRAG este ano | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliane Malta, salienta que a vacinação se mostra uma estratégia eficaz para prevenir novas ocorrências de SRAG. “Ao preparar o sistema imunológico para reconhecer e combater esses agentes infecciosos, reduz-se significativamente a evolução para formas graves, hospitalizações e mortes. Além disso, protegem-se os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, diminuindo a circulação dos vírus na comunidade e evitando a sobrecarga dos serviços de saúde”, afirma. A especialista ressalta que as vacinas disponíveis no programa de imunizações para os vírus respiratórios englobam doses contra influenza, Sars-CoV-2 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). “Para este último, temos ainda a aplicação direta do anticorpo monoclonal, que são os medicamentos nirsevimabe e o palivizumabe”, pontua Malta. Ela explica que esses medicamentos protegem contra infecções respiratórias graves em bebês nascidos prematuramente. Já o rinovírus, principal causador do resfriado comum, não possui imunizante. “De modo geral, os grupos mais vulneráveis à SRAG incluem idosos, crianças menores de um ano e indivíduos com comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, pneumopatias crônicas, doenças neurológicas e renais crônicas. Além disso, gestantes e puérperas também apresentam maior risco de evolução para formas graves da doença”, reforça a diretora da Divep. Aumento de registros no Distrito Federal A rede pública de saúde do DF oferece imunização contra doenças respiratórias, como influenza, Sars-CoV-2 e VSR Juliane Malta enfatiza, ainda, que o aumento recente dos casos de SRAG na capital pode ser explicado por um conjunto de fatores epidemiológicos e sazonais. “Destacam-se a maior circulação simultânea de vírus respiratórios, o retorno às aulas, a intensificação de aglomerações, especialmente no período pós-carnaval, além de coberturas vacinais ainda aquém do ideal para influenza”, afirma. Ela aponta que fatores climáticos, como períodos de clima seco e temperaturas mais baixas, embora não causem diretamente infecções respiratórias, contribuem para a maior suscetibilidade das mucosas do trato respiratório, facilitando a entrada de vírus. Esse contexto favorece que as pessoas permaneçam em ambientes fechados e pouco ventilados, ampliando a transmissão dos patógenos por gotículas e aerossóis. Prevenção Para coibir surtos da SRAG, Malta recomenda medidas simples de prevenção, como lavar frequentemente as mãos, manter a hidratação adequada — o que contribui para a integridade das mucosas —, evitar espaços com pouca circulação de ar e utilizar máscaras em situações de maior risco, como ambientes fechados ou com aglomeração. Manter o cartão vacinal sempre atualizado continua sendo a medida mais importante para evitar o agravamento das síndromes respiratórias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SESDF)  

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