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UnDF lança edital para a primeira eleição à reitoria
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) publicou, nesta quinta-feira (19), o Edital nº 05/2026, que regulamenta o processo de consulta à comunidade acadêmica e a formação da lista tríplice destinada à escolha da reitoria e da vice-reitoria da instituição. O processo traduz o compromisso da universidade com a democratização da gestão universitária e com a consolidação da UnDF no cenário do ensino superior público brasileiro. Desde a sua criação, em 2021, a UnDF tem se estruturado para garantir a oferta qualificada de ensino, pesquisa e extensão. A instituição vem expandindo suas atividades acadêmicas, fortalecendo sua infraestrutura e ampliando a assistência estudantil. No último ano, a universidade avançou significativamente, com a ampliação de vagas e cursos e a institucionalização de novas parcerias acadêmicas e tecnológicas. O processo democrático de consulta à comunidade acadêmica será fundamental para assegurar a continuidade desses avanços ao longo dos quatro anos de mandato da chapa escolhida. A UnDF publicou nesta quinta (19) o edital para a primeira eleição à reitoria da instituição | Foto: Divulgação/UnDF Segundo a reitora Simone Benck, coube à reitoria pro tempore o dever de instalar a UnDF e conduzir a instituição até o momento atual, em que a comunidade participará ativamente da escolha dos novos dirigentes da universidade: “O processo eleitoral democrático é vital para uma gestão universitária eficiente e integrada. Por isso, o edital prevê a participação de servidores do quadro administrativo, docentes e discentes, considerando a universidade e as escolas superiores que a compõem. Todas e todos são protagonistas da gestão descentralizada que a comunidade acadêmica deseja construir”. Para conduzir o processo, a UnDF instituiu uma comissão especial eleitoral, que elaborou o regulamento e trabalha para que as eleições ocorram de modo transparente e eficaz. O Edital nº 05/2026 confere segurança jurídica à sucessão dos dirigentes, permitindo que a universidade siga sua trajetória de desenvolvimento e impacto positivo com uma gestão cada vez mais alinhada às demandas da sociedade. O ano de 2026 marca, assim, o início de uma nova fase na história da UnDF: um período decisivo para a consolidação da Universidade do Distrito Federal como referência na educação distrital e nacional. Com o intuito de manter a transparência e o acesso democrático à informação, seguem algumas perguntas frequentes da comunidade acadêmica sobre o processo eleitoral. Perguntas e respostas sobre o processo de consulta Quem pode participar da eleição? Estarão aptos a votar os docentes em efetivo exercício, os servidores técnico-administrativos em exercício e os discentes regularmente matriculados. Será previamente divulgada, no portal institucional da UnDF, a lista oficial dos eleitores aptos. Como é organizado o processo eleitoral? O processo é conduzido por uma comissão especial eleitoral responsável por: · coordenar, supervisionar e fiscalizar todas as etapas do processo eleitoral; · receber, analisar, deferir ou indeferir os pedidos de inscrição das chapas; · divulgar oficialmente as chapas homologadas; · julgar impugnações e recursos administrativos; · supervisionar a votação e a apuração; · elaborar atas e relatórios circunstanciados do processo eleitoral; · proclamar e divulgar os resultados preliminar e final da consulta; · encaminhar à reitoria o resultado homologado. [LEIA_TAMBEM]Como posso me candidatar? As inscrições serão realizadas de 1º a 12 de abril, exclusivamente por meio do Sistema de Registro Eleitoral (Sirel) da Universidade do Distrito Federal, mediante o preenchimento do formulário eletrônico (modelo do Anexo II) e a anexação, em formato PDF, dos documentos exigidos no art. 13 do edital. Quais os requisitos para a inscrição? Poderão concorrer aos cargos de reitor e vice-reitor os docentes pertencentes à comunidade acadêmica que atendam cumulativamente aos seguintes requisitos: · possuir titulação mínima de doutor; · possuir idoneidade moral compatível com o exercício de função pública de direção superior; · comprovar, no mínimo, três anos de efetivo exercício como docente na educação superior; · atender integralmente às disposições da Lei Complementar nº 987/2021, do Decreto nº 46.872/2025 e da legislação correlata. Não tenho um suplente para me candidatar, ainda posso participar? Não pode. As candidaturas deverão ser registradas exclusivamente sob a forma de chapa composta por um candidato a reitor e um candidato a vice-reitor. Posso divulgar minha candidatura? Sim. A campanha eleitoral será realizada no período de 28 de abril a 12 de maio, conforme o cronograma anexo ao edital, observando-se os princípios da legalidade, da moralidade, da isonomia, da urbanidade e do respeito institucional. Quais as vedações para o período de campanha eleitoral? Segundo o edital de consulta, é vedado aos candidatos e apoiadores: · utilizar recursos institucionais da UnDF em benefício da candidatura; · oferecer vantagens, benefícios ou qualquer forma de favorecimento a eleitores; · divulgar informações falsas; · realizar propaganda fora do período autorizado; · atentar contra a honra, a imagem e a dignidade de membros da comunidade acadêmica; · promover ingerência financeira, tráfico de influência ou qualquer forma de pressão indevida; · praticar atos que prejudiquem a rotina acadêmica, administrativa ou pedagógica da universidade. Como posso saber quem são os candidatos? A publicação da lista preliminar e da lista final de chapas homologadas ocorrerá na página oficial da UnDF, conforme o cronograma estabelecido. Qual a importância do meu voto nesse processo? Seu voto é fundamental. A chapa escolhida será responsável por decisões que afetam o dia a dia da comunidade acadêmica, como a alocação de recursos, a abertura de novos cursos e a execução de projetos de interesse da sociedade. Votar é exercer a participação democrática e garantir que sua opinião seja considerada durante o processo. Quando e como ocorrerá a votação? A votação ocorrerá de forma eletrônica, por meio do Sirel da UnDF, em turno único, no dia 18 de maio, das 9h às 23h59. Cada eleitor poderá votar em apenas uma chapa. Será assegurada a paridade entre os segmentos (docentes, discentes e técnico-administrativos), atribuindo-se peso equivalente (1/3) ao resultado de cada segmento. A consulta resultará na formação de lista tríplice, que será encaminhada à autoridade competente, nos termos do Decreto nº 46.872/2025. Meu voto é secreto? Sim. O voto é facultativo, secreto, pessoal e intransferível, sendo vedado o voto por procuração ou qualquer outro instrumento análogo, assegurada a inviolabilidade e o sigilo do voto. Posso compartilhar imagens ou prints de tela do momento da votação? Não pode. É vedada a divulgação de registros do voto por qualquer meio, seja imagem, gravação, vídeo ou similar. E se houver empate? Em caso de empate, serão aplicados, sucessivamente, os seguintes critérios: · maior tempo de efetivo exercício de atividade docente na educação superior; · maior idade. Como será feita a auditoria da votação? A auditoria do sistema eletrônico de votação ocorrerá antes, durante e após o pleito e será de responsabilidade da Controladoria Setorial da UnDF, que assegurará a transparência e a lisura do processo eleitoral. Após o resultado preliminar da votação, poderei entrar com recurso? Conforme o cronograma, caberá interposição de recurso contra o resultado preliminar no prazo de dois dias úteis após a divulgação. *Com informações da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF)
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P.E 90002/2026 (Colapsavel filho 2)
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P.E 90001/2026 (Colapsavel filho 1)
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Iniciativa leva saúde bucal e cidadania a 500 mulheres em situação de vulnerabilidade
O sorriso vai além da estética e está diretamente ligado à autoestima, à confiança e à qualidade de vida das mulheres. Pensando nisso, o Projeto Transformando Sorrisos oferece 500 vagas gratuitas para tratamento odontológico destinado a mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade. As inscrições seguem até 30 de abril e contemplam todas as regiões administrativas, com prioridade para Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria. Mulheres de Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria terão prioridade na inscrição no Projeto Transformando Sorrisos | Foto: Divulgação/SMDF A ação é realizada pelo Instituto Ação 360, em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), por meio de termo de fomento firmado com o Ministério das Mulheres, e conta também com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Reginaldo Veras. A iniciativa integra as políticas públicas voltadas para o cuidado integral das mulheres no DF. O projeto prevê atendimentos especializados, incluindo avaliação, ações preventivas e procedimentos clínicos. Também serão ofertadas 30 vagas para tratamento ortodôntico, com fornecimento e manutenção de aparelhos. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres" Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca a importância de iniciativas que promovem o cuidado integral com as mulheres. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres. Iniciativas como essa ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a abrir caminhos para que elas se sintam mais seguras, confiantes e com mais oportunidades.” Os atendimentos são para mulheres e meninas de 16 a 80 anos, tendo preferência mulheres vítimas de violência, mães atípicas, mulheres em situação de rua, em situação de pobreza e mães enlutadas. De acordo com a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, a iniciativa reforça a integração das políticas públicas voltadas às mulheres. “A ampliação do acesso a serviços de saúde bucal integra um conjunto de ações estratégicas voltadas para o cuidado integral das mulheres. Ao articular atendimento, informação e encaminhamento para a rede de proteção, o projeto contribui para o fortalecimento da cidadania e da autonomia feminina no Distrito Federal.” Além dos atendimentos, o projeto promove oficinas educativas e palestras sobre direitos das mulheres, com orientações sobre a rede de proteção, e prevê a distribuição de 5 mil cartilhas de cuidados em saúde bucal. Para a fundadora do Instituto Ação 360, Dayanne Timóteo, a iniciativa reforça a importância do cuidado integral com as mulheres. “Sabemos que o acesso ao cuidado em saúde bucal faz diferença direta na autoestima, no bem-estar e nas oportunidades dessas mulheres. O projeto nasce com esse olhar, de promover acolhimento, qualidade de vida e mais autonomia.” As inscrições devem ser feitas pela internet no site www.transformandosorrisos.com. O formulário deve ser preenchido com atenção para que todas as informações possam ser analisadas pela equipe gestora. Após o cadastro, se a sua história de vulnerabilidade estiver dentro dos requisitos, as participantes serão contatadas pela equipe responsável que vai orientar sobre local, data e hora de atendimento. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Em abril, mutirão permitirá retificação de prenome e gênero a pessoas trans e não binárias
O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Distrito Federal (NDH/DPDF) promoverá um mutirão gratuito de retificação de prenome e gênero voltado a pessoas trans e não binárias residentes no DF. O evento, agendado para 16 de abril, é fruto de uma parceria com o coletivo Distrito Drag. O mutirão oferecerá orientação jurídica, elaboração de requerimentos administrativos para quem foi registrado no próprio DF e ajuizamento de ações judiciais para o caso de registros feitos em outro estado, além da emissão de ofícios, certidões e declaração de comparecimento. A ação é voltada a esse público — que, para fazer jus ao benefício, deve ter renda familiar de até cinco salários mínimos. Inscrições podem ser feitas até 6 de abril, e atendimento será prestado na sede do Distrito Drag | Arte: Divulgação/DPDF O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos será responsável pela análise jurídica, a elaboração dos documentos e o ajuizamento das ações. Já o coletivo Distrito Drag ficará encarregado da mobilização do público, da organização do espaço físico e da coleta prévia da documentação necessária. “A identidade de gênero faz parte de quem uma pessoa é, e cabe ao Estado reconhecê-la formalmente” Celestino Chupel, defensor público-geral “O Distrito Drag é um importante parceiro da sociedade civil nesse esforço, atuando como uma das portas por meio das quais a instituição chega até a comunidade trans, contribuindo para que mais pessoas conheçam e consigam exercer seus direitos com dignidade”, afirma o defensor público Caio Cipriano, responsável pela ação junto ao coletivo Distrito Drag. O defensor público-geral, Celestino Chupel, enfatiza a importância do papel da Defensoria Pública do DF nessa causa. “A identidade de gênero faz parte de quem uma pessoa é, e cabe ao Estado reconhecê-la formalmente”, afirma. “A DPDF atua para assistir juridicamente aqueles que quiserem mudar seu nome”. Contexto jurídico [LEIA_TAMBEM]A iniciativa insere-se no contexto do direito fundamental à identidade de gênero, reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADI 4.275/2018 e regulamentado pelo Provimento nº 73/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispensou a exigência de cirurgia ou laudos médicos para a retificação registral. “Muitas pessoas trans ainda encontram barreiras concretas no caminho, como dificuldade para obter documentação, burocracia e custas cartorárias que acabam tornando o procedimento inacessível”, pontua Caio Cipriano. “O mutirão nasce da compreensão de que só a previsão legal não basta e que é preciso que ele chegue a quem mais precisa.” O atendimento será prestado na sede do Distrito Drag, que tem capacidade para 40 pessoas, mediante inscrição prévia obrigatória, que pode ser feita até 6 de abril. Mais detalhes podem ser obtidos pelo WhatsApp (61) 3686-2029. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal
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Em publicação, DF promove políticas de saúde a partir de evidências científicas
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou, nessa quarta-feira (18), a edição de 2026 do Boletim Epidemiológico Anual (BEA). A publicação, já disponível por meio da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde, traz dados que ajudam a compreender impactos e avanços na prevenção, no diagnóstico e tratamento de doenças como meningite, coqueluche, sarampo, dengue, tuberculose, doença de Chagas e doenças crônicas, além de estudos sobre violência contra mulheres e a respeito da experiência do ciclo de monitoramento da vigilância epidemiológica no DF. Durante a solenidade de lançamento, realizada na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância de estudos como o BEA para balizar políticas públicas. O gestor acrescentou que o DF vive um período de transição epidemiológica, por conta de mudanças na população, o que deve acarretar novos cenários para atendimentos e desafios em termos de financiamento. "Estamos diante do envelhecimento da população de maneira abrupta e o aumento da expectativa de vida", explicou. O secretário lembrou ainda dos investimentos atuais para ampliar e melhorar a busca por evidências, incluindo o uso de tablets por Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades SES-DF. A pasta também tem investido em programas, softwares e outras medidas para ampliar a busca por evidências para a tomada de decisões. Do dado à ação A subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita Alves, ressaltou que o BEA é uma forma de transformar dados em ações. "Não estamos apenas discutindo dados. Estamos discutindo decisões que alteram trajetórias de vida", afirmou. Lançamento do Boletim Epidemiológico Anual (BEA) da SES-DF contou com apoio da Fepecs e da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Já o subsecretário de Vigilância à Saúde, Rodrigo Republicano, destacou o papel do setor como estratégico para proteger a população de epidemias e surtos. "As ações da vigilância muitas vezes não são vistas, mas são de extrema importância para que a saúde pública seja preservada", acrescentou. A diretora executiva da Fepecs, Inocência Rocha da Cunha Fernandes, lembrou que o tratamento científico dado a publicações como o BEA é fruto de um esforço coletivo para compreender o cenário da atualidade. "São servidores que se doam e se dedicam a um Sistema Único de Saúde melhor, a uma saúde melhor para o Distrito Federal", elogiou. Responsável pela condução dos trabalhos de elaboração do BEA, a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, destacou a importância de o evento de lançamento reunir servidores da epidemiologia, da pesquisa e da assistência à população. "Iniciativas como o BEA reafirmam um princípio fundamental da vigilância epidemiológica: a análise qualificada dos dados e a produção de evidências como base para orientar decisões e fortalecer as ações do SUS no território", finalizou. A solenidade contou ainda com a presença da coordenadora de Pesquisa e Comunicação Científica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal, Ana Claudia Godoy, e do editor executivo da revista Comunicação em Ciências da Saúde, Luciano de Paula Camilo. Monitoramento O BEA mostra, por exemplo, que entre 2019 e 2024, a incidência de casos de doença meningocócica caiu de 0,74 casos a cada 100 mil habitantes para 0,16. No mesmo período, a incidência de meningites provocadas pelo pneumococo fez o caminho inverso, subindo de 0,34 para 0,91. No caso da coqueluche, o BEA revela que, de 2006 a 2024, 61,2% dos casos afetaram crianças menores de um ano, o que vai levar ao reforço de ações para este público. Já para a tuberculose há um alerta, pois, entre 2021 e 2023, a incidência para grupos de 100 habitantes subiu de 10,1 para 13,4, ao passo em que, entre 2015 e 2023, a taxa de cura caiu de 72,2% para 53,7%, enquanto o abandono do tratamento aumentou de 5,3% para 14,7%. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Com mais de 17 mil atendimentos, Direito Delas fortalece acolhimento a vítimas de violência
“O Núcleo Direito Delas me ajudou, e continua me ajudando, especialmente na minha autoafirmação, a entender quem eu sou, o que realmente quero e o que posso fazer”, relata Ana Lucia Barbosa, 59 anos, vítima de violência doméstica no Distrito Federal que foi acolhida pelo programa criado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Ela passou três décadas em um relacionamento abusivo, marcado por violência psicológica, emocional, financeira, além de episódios de assédio moral e sexual no ambiente profissional. A separação ocorreu em 2018, mas a ruptura definitiva só veio anos depois, quando questões patrimoniais e familiares precisaram ser formalizadas. Foi nesse contexto que Ana chegou ao Núcleo Direito Delas, por indicação de uma amiga, e iniciou atendimento psicológico. Ela conta que o acolhimento foi decisivo para reconhecer, especialmente, o abuso financeiro e para fortalecer a autoestima e a capacidade de agir. Somente em 2025, mais de 2,4 mil pessoas ingressaram no programa Direito Delas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Enquanto eu tivesse algo preso a ele, eu não conseguiria seguir em frente”, relata. A partir do atendimento, passou a buscar os direitos e a reorganizar a vida. A vítima também destaca que o processo no Núcleo ajudou a resgatar a autoestima e identidade, apagadas ao longo de anos de desvalorização. “Voltar em quem eu era antes do relacionamento foi fundamental para reencontrar quem eu realmente sou”, afirma. Segundo ela, o fortalecimento emocional foi gradual, mas transformador. Ao final, deixa uma mensagem para outras mulheres: buscar, antes de tudo, a própria verdade, investir no autoconhecimento e não ter medo de procurar ajuda. “Quando você decide algo dentro de si, isso se torna realidade. A força está dentro da gente. E os caminhos começam a se abrir.” Rede de proteção Desde 2024, após a política pública ter sido reestruturada em novembro de 2023 em substituição ao antigo Pró-Vítima, a iniciativa registrou 17.803 atendimentos, com um crescimento no último ano, quando saltou de 7.570 para 10.233, revelando o fortalecimento da rede de proteção. Somente em 2025, mais de 2,4 mil pessoas ingressaram no programa. “O compromisso do GDF com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade tem se refletido em avanços na proteção das vítimas, especialmente, por meio do fortalecimento de programas como o Direito Delas e da articulação com a rede de atendimento intersetorial” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o atendimento especializado contribui para a proteção das vítimas, o fortalecimento emocional, o acesso a direitos e a retomada de projetos de vida, com o intuito de reduzir situações de revitimização e ampliar a confiança do coletivo feminino nas instituições públicas. “O compromisso do GDF com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade tem se refletido em avanços na proteção das vítimas, especialmente, por meio do fortalecimento de programas como o Direito Delas e da articulação com a rede de atendimento intersetorial”, afirma. “As ações educativas ampliam o conhecimento da população sobre direitos das mulheres, canais de denúncia e formas de prevenção da violência, o que promove maior engajamento comunitário e fortalece a cultura de não tolerância à violência de gênero”, destaca Passamani. A secretária complementa ainda que os resultados alcançados indicam que as iniciativas implementadas contribuem para maior alcance da política pública, qualificação do atendimento e ampliação do alcance das ações, para favorecer respostas mais rápidas, humanizadas e eficazes às situações de violência. Esse aumento reflete principalmente o fortalecimento das mulheres e o acesso à informação, ressalta a subsecretária de Apoio às Vítimas de Violência, Uiara Mendonça. De acordo com ela, a divulgação do programa e a conscientização sobre o que é violência fazem com que mais pessoas busquem ajuda. “Muitas chegam por indicação de vizinhas, amigas ou familiares, o que demonstra que a informação rompe o ciclo da violência”, explica. Para ela, as mulheres estão mais encorajadas e fortalecidas, buscando seus direitos — e é por isso que o programa se consolidou como uma referência no DF. Ações preventivas e educativas O programa vai além do atendimento psicossocial e da orientação jurídica, explica Uiara Mendonça. Desde a regulamentação, em novembro de 2023, 13.918 pessoas foram alcançadas por ações preventivas e educativas, como palestras, rodas de conversa e outras atividades de sensibilização e orientação realizadas em todo o DF. “Após o primeiro acolhimento, muitas mulheres retornam ao mesmo ambiente de violência, muitas vezes convivendo com o agressor. Por isso, o programa desenvolve ações voltadas à autonomia e ao rompimento do ciclo da violência, como o projeto Banco de Talentos”, explica Uiara. Uiara Mendonça: “Após o primeiro acolhimento, muitas mulheres retornam ao mesmo ambiente de violência, muitas vezes convivendo com o agressor. Por isso, o programa desenvolve ações voltadas à autonomia e ao rompimento do ciclo da violência, como o projeto Banco de Talentos” No projeto, mulheres aprendem trabalhos manuais e artesanais com outras mulheres, inclusive não vítimas de violência. A iniciativa tem foco terapêutico e empreendedor. Hoje, mais de 450 artesãs integram o Banco de Talentos, com produtos expostos em shoppings do DF, como o Alameda Shopping, e em uma loja colaborativa, o que fortalece a geração de renda e a autonomia financeira. Além disso, o programa promove ações educativas e de conscientização nos núcleos de atendimento, como palestras, e também atua em espaços como canteiros de obras, garagens de ônibus e empresas de limpeza urbana, em parceria com sindicatos e empresas. Política pública O programa Direito Delas atende a vítimas de violência, incluindo crianças de 7 a 14 anos vítimas de estupro, conforme previsto no Código Penal, no artigo 217-A, que trata do estupro de vulnerável. O recorte etário foi definido a partir de um grupo de trabalho, quando o antigo nome do programa, Pró-Vítima, foi alterado para Direito Delas, para reforçar a ideia de que as pessoas chegam ao serviço não como vítimas, mas como sujeitos de direitos. A política também atende a órfãos do feminicídio, vítimas de violência doméstica — em sua maioria mulheres — e pessoas idosas, homens e mulheres. Não é um programa exclusivo para mulheres, embora a maioria das pessoas atendidas sejam meninas e mulheres. Além disso, a iniciativa oferece uma abordagem integral, que inclui atendimentos individuais, orientação jurídica, acompanhamento psicológico, espaços de reflexão coletiva, além de oportunidades de empreendedorismo e aprendizado. Atualmente, o DF conta com 11 núcleos de atendimento. Confira: Plano Piloto ⇒ Endereço: Estação Rodoferroviária, Ala Central, térreo ⇒ Telefones: (61) 2244-1118/2244-1119/2244-1282/98314-0626 ⇒ Horário de funcionamento: das 8h às 17h Ceilândia ⇒ Endereço: Shopping Popular de Ceilândia – espaço do Na Hora ⇒ Telefones: (61) 2244-1421/2244-1805/98314-0620 ⇒ Horário: das 8h às 17h Estrutural ⇒ Endereço: Setor Central, Área Especial 5 ⇒ Telefones: (61) 2244-1130/98382-0189 ⇒ Horário: das 8h às 17h Guará ⇒ Endereço: QELC, Alpendre dos Jovens Lúcio Costa ⇒ Telefones: (61) 2244-1419/2244-1803/98314-0619 ⇒ Horário: das 8h às 17h Itapoã ⇒ Endereço: Praça dos Direitos, Quadra 203, Del Lago II ⇒ Telefones: (61) 2244-1418/2244-1802/98314-0632 ⇒ Horário: das 8h às 17h Paranoá ⇒ Endereço: Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras ⇒ Telefones: (61) 2244-1417/2244-1801/98314-0622 ⇒ Horário: das 8h às 17h Planaltina ⇒ Endereço: Promotoria de Justiça de Planaltina ⇒ Telefone: (61) 3555-2737/98314-0611 ⇒ Horário: das 12h às 19h Recanto das Emas ⇒ Endereço: Estação da Cidadania – CEU das Artes, Q 113, Área Especial 1 ⇒ Telefone: (61) 2244-1424/2244-1808/98314-0613 ⇒ Horário: das 8h às 17h Samambaia ⇒ Endereço: Quadra QS 402, Conjunto G, Lote 01 ⇒ Telefones: (61) 2244-1422/98314-0792/98314-0631 ⇒ Horário: das 8h às 17h São Sebastião ⇒ Endereço: Quadra 101, Conjunto 8 ⇒ Telefones: (61) 2244-1131/98314-0627 ⇒ Horário: das 8h às 17h
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Pesquisa apoiada pela FAPDF analisa como jovens interagem com conteúdos digitais em múltiplas plataformas
Com celulares nas mãos, múltiplas telas abertas e diferentes plataformas conectadas ao mesmo tempo. A forma como as pessoas consomem informação e entretenimento mudou profundamente. Para compreender esse novo comportamento das audiências, o projeto “Alfabetização Transmídia – Alphamidia”, desenvolvido na Universidade Católica de Brasília (UCB), investiga como as audiências, especialmente os jovens, navegam em um ambiente marcado pela convergência de mídias, no qual televisão, redes sociais, plataformas de streaming e aplicativos se conectam e interagem. Coordenada pelo professor e pesquisador Alexandre Schirmer Kieling, do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da UCB, a pesquisa analisa as competências de uso das mídias digitais em um cenário marcado pela convergência entre televisão, redes sociais, plataformas de streaming e dispositivos móveis. Montagem digital de cena (colagem de um novo cenário) do filme Pulp Fiction, utilizada na pesquisa como exemplo de adaptação e circulação de conteúdos audiovisuais em diferentes mídias. (Imagem: acervo do projeto) O estudo recebeu apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do edital Demanda Espontânea (2021), voltado ao fomento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação. O apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal foi essencial para a realização do estudo, possibilitando a formação da equipe e o desenvolvimento das atividades de campo. “Sem o apoio da FAPDF não seria possível montar a equipe, fortemente estruturada por estudantes de iniciação científica, nem realizar as atividades de pesquisa”, afirma o coordenador. Alfabetização transmídia "A alfabetização transmídia compreende o domínio e o uso de conteúdos produzidos, publicados e consumidos em mais de um meio de comunicação, envolvendo a interação dos usuários em diferentes plataformas digitais" Alexandre Kieling, pesquisador A chamada alfabetização transmídia se refere à capacidade de utilizar diferentes meios e plataformas digitais para acessar, produzir e compartilhar conteúdos. O conceito foi desenvolvido por pesquisadores da área de comunicação para explicar como as narrativas e as interações circulam em múltiplos ambientes de mídia. Nesse cenário, os usuários não apenas consomem conteúdos, mas também participam ativamente da sua circulação e produção. “A alfabetização transmídia compreende o domínio e o uso de conteúdos produzidos, publicados e consumidos em mais de um meio de comunicação, envolvendo a interação dos usuários em diferentes plataformas digitais”, explica o pesquisador Alexandre Kieling. De consumidores a “produsers” Um dos fenômenos observados nesse ambiente digital é o surgimento do chamado “produser”, termo que combina as palavras produtor e usuário. O conceito descreve a atuação de pessoas que, ao mesmo tempo em que consomem conteúdos, participam da sua produção e circulação nas redes digitais. Isso ocorre quando espectadores comentam programas de televisão nas redes sociais, criam vídeos sobre temas de interesse ou compartilham conteúdos informativos com seus próprios públicos. Distribuição dos participantes da pesquisa segundo o tipo de conteúdo audiovisual consumido | Ilustração: acervo do projeto Nesse contexto, o comportamento multitela — em que as pessoas utilizam diferentes dispositivos e plataformas simultaneamente — amplia as possibilidades de interação e participação nas narrativas digitais. Investigando o comportamento em múltiplas telas Para compreender esse fenômeno, a pesquisa reuniu estudantes, universitários e professores em atividades de observação e coleta de dados. Entre as metodologias utilizadas estão entrevistas, questionários estruturados e dinâmicas em laboratório, nas quais os participantes apresentaram seus aplicativos e explicaram como utilizam as plataformas digitais no cotidiano. O estudo buscou identificar quais dispositivos são mais utilizados, que tipos de conteúdos são consumidos e como ocorre a interação entre usuários e mídias. “Queríamos entender como os jovens utilizam essas plataformas, o que consomem, o que produzem e quais estratégias usam para se movimentar nesse ambiente digital”, afirma o pesquisador. Os resultados indicam que o smartphone ocupa papel central nesse processo, funcionando como principal ferramenta de acesso, produção e compartilhamento de conteúdos. Conteúdos educacionais utilizados pelos respondentes para estudo | Imagem: Acervo do projeto Impactos para educação e comunicação A pesquisa também aponta possíveis impactos para o campo educacional. Os dados indicam que, além de conteúdos de entretenimento, os jovens também acessam materiais educativos em ambientes digitais. Segundo o pesquisador, compreender esse comportamento pode ajudar escolas e universidades a desenvolver estratégias pedagógicas mais conectadas com as linguagens e plataformas utilizadas pelos estudantes. [LEIA_TAMBEM]Conteúdos audiovisuais, por exemplo, apresentam forte potencial de engajamento e podem contribuir para a compreensão de temas mais complexos quando integrados aos processos de ensino. “A maneira de conectar os jovens aos conteúdos formativos passa pelo uso dessas tecnologias por professores e instrutores”, destaca Kieling. A pesquisa também resultou na publicação da coletânea digital Alphamídia, que reúne reflexões e análises sobre o fenômeno da alfabetização transmídia e o comportamento das audiências em ambientes digitais. A obra foi avaliada com nota máxima (L1) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação quadrienal, reconhecimento que destaca a relevância científica da produção acadêmica associada ao projeto. *Com informações da FAPDF
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Sol Nascente recebe 6ª etapa de campeonato de motocross com entrada gratuita
A pista de motocross do Sol Nascente recebe, a partir desta quinta-feira (19), a 6ª etapa do Campeonato Brasiliense de Motocross. A competição reúne pilotos do Distrito Federal e de outras unidades da Federação até domingo (22), e integra o calendário oficial da Federação de Motociclismo do DF. A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) apoia o evento, que tem entrada gratuita para o público. Campeonato Brasiliense de Motocross recebe pilotos do Distrito Federal e de outros estados até 22 de março | Foto: Digulgação O titular da SEL-DF, Renato Junqueira, destaca que o campeonato de motocross é um exemplo de como o esporte pode ocupar diferentes regiões administrativas. “Isso leva entretenimento, oportunidades e qualidade de vida para a população. Eventos como esse fortalecem o calendário esportivo do DF e incentivam a formação de novos atletas”, afirma. Ao longo de quatro dias de programação, o público pode acompanhar de perto provas em diversas categorias, com saltos radicais, ultrapassagens e disputas roda a roda, que fazem do motocross um dos esportes mais vibrantes do mundo. Ao todo, o campeonato distribui R$ 23 mil em premiação, que será dividida entre os vencedores das diferentes categorias. [LEIA_TAMBEM]O evento foi pensado para toda a família. Além das corridas, o público encontrará uma vila gastronômica com food trucks, feira de artesanato, espaço kids com brinquedos infláveis e áreas de convivência para quem quiser aproveitar o dia ao ar livre enquanto acompanha as provas. Etapas anteriores As etapas anteriores do campeonato ocorreram em diferentes regiões do Distrito Federal e Entorno, no ano passado: em 5 de setembro, na Arena BRB Mané Garrincha; nos dias 24, 25 e 26 de setembro, no Recanto das Emas; em 16 e 17 de outubro, em Santo Antônio do Descoberto; nos dias 20 e 21 de novembro, no Guará II; e de 11 a 12 de dezembro, em Samambaia. Serviço 6ª Etapa do Campeonato Brasiliense de Motocross 2026 Data: 19 a 22 de março Local: Pista de Motocross do Sol Nascente Entrada: Gratuita, com retirada antecipada pelo Sympla
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