Assinada ordem de serviço para dar início às obras da nova sede do 16º BPM em Brazlândia
A governadora Celina Leão assinou, nesta sexta-feira (12), a ordem de serviço para a construção da nova sede do 16º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Brazlândia. Com investimento de R$ 8,67 milhões, a obra integra o planejamento do GDF para ampliar e adequar estruturas operacionais da corporação na região. “É fundamental ter um olhar prioritário para a segurança pública. Hoje, os policiais estão em um espaço que não é adequado. Estamos falando de um dos pilares da sociedade, ao lado da saúde e da educação, que precisa de investimento contínuo. Essa é uma obra muito aguardada pela comunidade, principalmente por garantir uma estrutura mais moderna para os nossos policiais, com uso de tecnologia, como o programa 360º”, destacou a chefe do Executivo. “Ao oferecer melhores condições de trabalho, conseguimos refletir diretamente na ponta, com mais eficiência na prestação do serviço e mais segurança para o cidadão.” "Essa é uma obra muito aguardada pela comunidade, principalmente por garantir uma estrutura mais moderna para os nossos policiais, com uso de tecnologia, como o programa 360", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A nova unidade será erguida na Área Especial 1, Lote P, no Setor Norte. O projeto prevê um edifício administrativo de dois pavimentos, guarita, urbanização, paisagismo e pavimentação de estacionamentos e acessos. A intervenção abrange uma área de 3.108 m². A obra reforça a estrutura de segurança em uma região administrativa com 41.859 moradores na área urbana, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) Ampliada 2024, do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). O levantamento aponta ainda que a idade média da população de Brazlândia é de 33,5 anos. Para o secretário-executivo de Segurança Pública, Paulo André Vieira Monteiro, a nova sede representa investimento em estrutura policial e também na relação da corporação com a comunidade. Ele destacou que a segurança pública vai além do policiamento ostensivo e passa por ocupação de espaços, prevenção e participação social. “Projetos e ações comunitárias desenvolvidos dentro dos batalhões fortalecem a prevenção e ampliam a sensação de segurança, refletindo diretamente na qualidade de vida da população”, completou. Mais dignidade O comandante-geral da PMDF, coronel Rômulo Palhares, ressaltou que o batalhão é formado, em sua maioria, por policiais militares que moram em Brazlândia e fazem parte da própria comunidade. Segundo ele, a nova estrutura vai garantir mais dignidade aos profissionais e qualificar o serviço prestado à população da região. “O investimento na segurança pública e no bem-estar do policial militar reflete diretamente na qualidade de vida da sociedade. Um ambiente mais seguro também favorece o desenvolvimento do comércio, atrai novos moradores e contribui para que as pessoas vivam com mais tranquilidade”, afirmou Palhares. Comandante do 16º BPM, o tenente-coronel Arantes lembrou que a nova sede vai melhorar as condições de trabalho dos policiais militares e ampliar a estrutura de atendimento à população: “É uma conquista da comunidade. A gente vai proporcionar melhores condições de trabalho para o policial militar. Isso vai diretamente na qualidade dos nossos serviços”. “É uma conquista da comunidade. A gente vai proporcionar melhores condições de trabalho para o policial militar. Isso vai diretamente na qualidade dos nossos serviços", afirmou o tenente-coronel Arantes, comandante do 16º BPM Segundo o comandante, a estrutura atual não atende plenamente às necessidades da unidade. No novo prédio, o batalhão terá espaços específicos para atendimento, ações comunitárias e programas preventivos. “Aqui nós teremos sala do Provid, sala de policiamento comunitário e sala de recepção para a comunidade. Nós vamos atender a comunidade com os nossos projetos sociais e, principalmente, trabalhar na área operacional, que é a nossa atividade-fim”, explicou. Para Arantes, a nova sede também ajuda a manter os indicadores de segurança da região. De acordo com o comandante, o 16º BPM atende atualmente cerca de 60 mil pessoas, considerando a área de atuação do batalhão. “Nós temos uma cidade hoje extremamente segura, inclusive, com uma sensação de segurança acima da média. A gente quer manter esses índices, quer manter essa tradição”, disse. A assinatura da ordem de serviço ocorre em um momento em que o Distrito Federal registra resultados positivos na área de segurança pública. Levantamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, colocou o DF com a menor taxa de crimes letais do país no primeiro trimestre de 2026, tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais. “A gente nunca ficou totalmente isolado. A Polícia Militar, pelo menos ao meu ver, sempre esteve atuante aqui, sempre esteve presente nesse setor e nunca deixou a desejar", ressaltou o comerciante Edson de Oliveira No período, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da Federação. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, à frente de Curitiba e Campo Grande. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes. Em cerimônia no Palácio do Buriti, no início do mês, as forças de segurança do DF foram homenageadas pelo resultado. Na ocasião, Celina Leão afirmou que a posição amplia a responsabilidade do GDF de manter os investimentos em pessoal, tecnologia e integração das forças de segurança. Comerciante em Brazlândia desde 2010, Edson de Oliveira avalia que a nova sede deve aproximar novamente o batalhão de uma área de grande circulação. Ele lembra que a PMDF manteve o atendimento na região mesmo após a mudança da unidade para outro ponto da cidade. “A gente nunca ficou totalmente isolado. A Polícia Militar, pelo menos ao meu ver, sempre esteve atuante aqui, sempre esteve presente nesse setor e nunca deixou a desejar. Mas, com a proximidade e com o efetivo concentrado, acredito que vá melhorar bastante”, disse. Moradora de Brazlândia há 40 anos, Carolina Dias também vê a construção da nova sede como reforço para a segurança local. Segundo ela, a cidade já tem uma rotina calma, mas a presença do batalhão mais perto da feira, do lago e do comércio tende a ajudar a população. “A cidade é bem tranquila, mas o novo batalhão vai melhorar ainda mais. Sempre é bom, e eles estão sempre passando”, disse. “Ótima segurança. Não tenho nada a reclamar”. *Colaborou Karol Ribeiro
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PREGÃO ELETRÔNICO nº 90012/2026
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Feira Junina dos Consegs Rurais valoriza agricultura familiar
Produtos artesanais, alimentos produzidos no campo, plantas ornamentais e espírito comunitário marcaram a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural (Consegs Rurais). O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), no Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). A iniciativa reuniu produtores e artesãos ligados aos Consegs Rurais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no empreendedorismo, com a exposição de produtos como queijos, geleias, compotas, hortaliças, doces caseiros, sabonetes artesanais, plantas ornamentais e artigos religiosos. Venda de mudas e flores durante a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural | Foto: Divulgação/SSP-DF “Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF” Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança “A segurança pública se fortalece quando ampliamos os espaços de diálogo, participação e integração com a população. Os Consegs Rurais têm desempenhado um papel estratégico nesse processo, aproximando o Estado das comunidades do campo e contribuindo para a construção de soluções que promovem não apenas segurança, mas também desenvolvimento, cidadania e qualidade de vida”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. O subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança, Gustavo Danzmann, ressaltou que a feira representa, na prática, o conceito de participação social que orienta a atuação dos Consegs. “Os Consegs vão muito além das pautas relacionadas à criminalidade. Eles são instrumentos de mobilização social, de fortalecimento das comunidades e de construção coletiva de soluções. Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Para Margarida Garcia, moradora da área rural de São Sebastião e expositora, a feira é uma forma de aproximação entre diferentes públicos. “Essa feira é muito importante para a área rural porque une mais as comunidades e fortalece a nossa parceria com a polícia. Quando a população e os produtores se aproximam, todos ganham, inclusive na segurança. Eu sempre participo quando posso. Também é uma oportunidade para as pessoas da cidade conhecerem os produtos rurais diretamente de quem produz, valorizando o trabalho do campo e fortalecendo a nossa região”, afirma. Consegs Atualmente, o Distrito Federal conta com Consegs Rurais em Brazlândia, Gama, Paranoá, Ceilândia, Taguatinga, Estrutural, Planaltina, PAD-DF e Lago Oeste. Além disso, estão em fase de implantação os conselhos de São Sebastião, Sobradinho e Samambaia Rural. A expansão integra o eixo Campo Mais Seguro – Segurança Integral, voltado ao fortalecimento das políticas públicas para as áreas rurais do DF. Os Consegs Rurais funcionam como espaços permanentes de diálogo entre moradores, produtores, forças de segurança e órgãos governamentais. Além de contribuir para o aprimoramento das ações de segurança no campo, os conselhos têm auxiliado na identificação de demandas relacionadas à infraestrutura, mobilidade, fiscalização e desenvolvimento local. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Setor Comercial Sul tem apoio do GDF para elaboração do plano do Polo Criativo Tecnológico
A Universidade Católica de Brasília (UCB) concluiu a entrega do estudo sobre o Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul (SCS), projeto desenvolvido com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e a Universidade de Brasília (UnB), por meio do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (Pisac/UnB). A iniciativa é apoiada pela fundação por meio do programa Desafio DF, com investimento de R$ 1,5 milhão, e reúne um conjunto de relatórios técnicos voltados à criação, estruturação e implementação do polo. O material apresenta diagnóstico, diretrizes de governança, plano estratégico, estudos urbanísticos e propostas de intervenção para orientar ações futuras no Setor Comercial Sul, uma das áreas centrais mais tradicionais de Brasília. Localizado no centro da capital federal, o SCS reúne intensa circulação de pessoas, diversidade de serviços, empresas e iniciativas culturais. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios como imóveis ociosos, degradação percebida, baixa permanência de públicos em determinados horários e necessidade de qualificação dos espaços urbanos. Os relatórios mostram que esse cenário exige ações integradas, capazes de combinar planejamento, gestão compartilhada, ocupação qualificada e desenvolvimento econômico. Localizado no centro da capital federal, o SCS reúne intensa circulação de pessoas, diversidade de serviços, presença de empresas e iniciativas culturais | Foto: Divulgação/Seduh-DF Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o estudo reforça a importância da produção de conhecimento aplicado para orientar políticas públicas baseadas em dados e evidências. “A maneira de se gerir políticas públicas é partir de evidências, de dados, de olhar atento à realidade para então construir o ecossistema de inovação da nossa cidade. E essas são características presentes neste estudo”, afirmou. Retrato do Setor Comercial Sul A primeira etapa do projeto consistiu na elaboração de um estudo diagnóstico sobre o SCS. A pesquisa mapeou o ecossistema criativo, tecnológico e social da região a partir de dados quantitativos e qualitativos, entrevistas, grupos de discussão, cartografia social, registros fotográficos e observação de campo. Entre os dados levantados, o diagnóstico identificou mais de 5,5 mil CNPJs registrados no local e realizou 482 entrevistas em campo com estabelecimentos locais. O estudo também apontou a presença de atividades ligadas a serviços, comércio, alimentação, saúde, educação, cultura, tecnologia e economia criativa. Na prática, o levantamento mostra que o polo não parte do zero. O SCS já reúne restaurantes, bares, cafés, pequenos comércios, centros culturais, galerias de arte, pequenos teatros, espaços de produção artística e eventos, além de atividades ligadas à tecnologia, como desenvolvimento de software, consultoria, serviços administrativos e negócios criativos. A proposta do projeto é articular essas vocações existentes a novas oportunidades de ocupação, formação, empreendedorismo e inovação. Planejamento para os próximos dez anos “A maneira de se gerir políticas públicas é partir de evidências, de dados, de olhar atento à realidade para então construir o ecossistema de inovação da nossa cidade. E estas são características presentes neste estudo” Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF A segunda etapa tratou da criação, estruturação e implantação do Polo Criativo Tecnológico. O relatório apresenta um plano estratégico para o período de 2026 a 2036, com diretrizes para governança, operação, sustentabilidade, infraestrutura, inclusão produtiva, indicadores, metas e carteira de projetos. O plano propõe que o Setor Comercial Sul seja pensado como um ecossistema urbano, produtivo e cultural, com ações de curto, médio e longo prazo. Entre os caminhos apontados estão a criação de hubs, a reocupação de imóveis, o incentivo ao retrofit (modernização e adaptação de edificações), a formação de talentos, a atração de novos negócios, a ampliação de serviços de apoio ao empreendedorismo e a estruturação de mecanismos de acompanhamento por dados. A proposta também considera a importância de conectar o SCS a políticas e programas já existentes no Distrito Federal, como ambientes de inovação, incubadoras, espaços maker, laboratórios, programas de pré-incubação, iniciativas de formação e ações voltadas ao fortalecimento de negócios criativos e tecnológicos. Propostas urbanísticas e modelos de visualização Já a terceira etapa foi dedicada ao desenvolvimento de um modelo urbanístico digital e físico para o SCS. Realizada com a participação do Pisac/UnB, essa fase reuniu levantamentos sobre o espaço urbano existente, considerando aspectos arquitetônicos, urbanísticos, construtivos, de infraestrutura e paisagismo. O relatório inclui laudo técnico, levantamento topográfico, zoneamento urbano, construção de maquete física e maquete digital 3D | Foto: Acervo O relatório inclui laudo técnico, levantamento topográfico, zoneamento urbano, construção de maquete física e maquete digital 3D. Também apresenta cenários possíveis de intervenção, com propostas voltadas para melhoria do espaço público, acessibilidade, mobilidade, qualificação das áreas de convivência, ocupação de imóveis subutilizados e integração do SCS com seu entorno. O projeto também aponta caminhos para a instalação de uma estrutura permanente de governança, com participação de diferentes instituições e atores que atuam no SCS. A intenção é fortalecer a coordenação das ações e criar condições para que a região seja ocupada de forma mais dinâmica, segura e conectada às novas economias.[LEIA_TAMBEM] De acordo com o professor da UCB Alexandre Schirmer Kieling, coordenador do projeto, a proposta busca reposicionar o SCS no imaginário da população e dos visitantes da capital. “O objetivo é posicionar o SCS como um território de prática cotidiana efervescente e reposicioná-lo como polo criativo tecnológico no imaginário dos cidadãos e turistas do DF”, destacou. Com a conclusão dos estudos, o projeto entrega uma base técnica para orientar os próximos passos da implementação do Polo Criativo Tecnológico do SCS. O material poderá apoiar decisões relacionadas à governança, ocupação, mobilidade, cultura, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico da área central de Brasília. Os relatórios completos do projeto estão disponíveis no site da FAPDF e podem ser acessados aqui. *Com informações da FAPDF
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Saiba como torcer para o Brasil com a vacinação em dia
Quem for viajar para a América do Norte para se juntar à torcida brasileira na Copa do Mundo, ou mesmo quem for acompanhar os jogos de casa, poderá colocar a vacinação em dia neste sábado (13). A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá 48 locais de atendimento. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui. Vacinas serão aplicadas conforme os grupos e destinações específicos | Foto: Arquivo/Agência Brasília Quem deixar a caderneta de vacinação em dia vai receber a proteção contra doenças como sarampo, tétano e febre amarela. As vacinas são aplicadas conforme o indicado para cada faixa etária, conforme o calendário de vacinação. Também há doses para grupos específicos, como as dos imunizantes contra a gripe (influenza) e covid-19. [LEIA_TAMBEM] A Secretaria de Saúde orienta a levar um documento de identificação válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Em caso de perda da caderneta, a equipe da SES-DF avaliará a situação do paciente nos sistemas online. Se for identificada a necessidade, serão aplicados imunizantes conforme a faixa etária de cada pessoa, seguindo o indicado no calendário de rotina. Não haverá imunização no domingo (14). Na segunda-feira (15), mais de cem salas de vacina voltam ao atendimento normal, a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DISPENSA ELETRÔNICA N° 14/2026
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Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita reforça importância do diagnóstico precoce
O nascimento de uma criança é um momento de descobertas e expectativas. No entanto, para cerca de 1% dos recém-nascidos no Brasil, o início da vida traz um desafio adicional: a cardiopatia congênita. Celebrado em 12 de junho, o Dia Nacional da Conscientização da Cardiopatia Congênita reforça a importância de desvendar essa condição, que se caracteriza por alterações na estrutura do coração desenvolvidas ainda na gestação. No Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), o enfrentamento a essa realidade é estruturado na especialização e na integralidade do cuidado no acompanhamento aos pacientes do diagnóstico até a reabilitação, envolvendo uma equipe multiprofissional que também cuida de quem está ao lado do leito. Atualmente, o HCB atua como um pilar central no ecossistema de saúde pediátrica do Distrito Federal para tratar essa condição, oferecendo exames de alta complexidade como eletrocardiograma, ecocardiograma, holter, Mapa e ressonância magnética cardíaca. Devido à complementariedade do atendimento em saúde na capital, as cirurgias de alta complexidade e os procedimentos percutâneos (via cateterismo, menos invasivos e com recuperação mais rápida, por exemplo) são realizados no Instituto de Cardiologia e Transplante do Distrito Federal (ICTDF); o HCB acolhe essas crianças nos momentos do pré e pós-operatório. Pacientes em estado crítico são transferidos diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HCB logo após o diagnóstico na rede. Já os casos estáveis são acompanhados na internação ou integrados via Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal (CRDF) para consultas ambulatoriais. A unidade de saúde também recebe crianças de outros estados por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Camila Santos, mãe de Cecília, conta que a filha passou por cirurgia e hoje recebe acompanhamento do HCB em diversas especialidades médicas | Fotos: Divulgação HCB Diagnóstico precoce pode mudar trajetórias Quando Cecília Isis nasceu, o silêncio tomou conta da sala de parto. Camila Santos, mãe da bebê, diz que ela precisou de suporte de oxigênio logo nos primeiros minutos de vida; pouco depois, a família começava uma jornada entre internações: "Eu fiz todos os exames da gravidez. Fiz ultrassom morfológico, fiz pré-natal, mas a gente não sabia da cardiopatia. Só descobrimos quando ela nasceu", lembra. Cecília passou os primeiros meses de vida entre internações, consultas e medicações. A comunicação entre os ventrículos do coração provocava sobrecarga cardíaca, hipertensão e hiperfluxo pulmonar. Aos cinco meses, o quadro se agravou. "Ela estava muito cansada, vomitava todas as refeições, tinha febres constantes. Na consulta, a cardiologista viu que tinha chegado a hora da cirurgia", lembra Camila. A vaga para o procedimento surgiu rapidamente. Dias depois, Cecília passou pela correção cardíaca no ICTDF. Hoje, a menina segue em acompanhamento contínuo no HCB com diversas especialidades, incluindo cardiologia, gastroenterologia, nutrição, pneumologia, neurologia e reabilitação. A trajetória em busca de cuidado em saúde se repetiu de forma um pouco diferente na vida de Geovanna Lobato. Logo após o parto, ela voltou para casa da maternidade acreditando que o filho estava saudável. Apenas sete dias depois, percebeu que Vitor Levi ficava com os lábios arroxeados quando mamava. O que parecia um detalhe se transformou no início de uma corrida contra o tempo. "Nunca imaginei que ele seria cardiopata. Nossa vida era completamente estável em Corrente [Piauí]. Quando chegamos a Brasília, achávamos que seria só uma consulta. Desde então, estamos aqui lutando pela saúde dele", conta. Geovanna Lobato com o filho Vítor no HCB, onde o bebê se recupera de uma cirurgia para tratar uma cardiopatia grave Vitor também precisou enfrentar uma cirurgia complexa. Diagnosticado com uma cardiopatia grave que comprometeu o desenvolvimento do lado esquerdo do coração, ele passou pelo procedimento de Glenn aos quatro meses de vida. O pós-operatório foi marcado por momentos de extrema tensão. "Os médicos chamaram a mim e ao pai dele duas vezes para dizer que ele poderia não resistir. Foi muito difícil", recorda Geovanna. Atualmente em fase de reabilitação, Vitor reaprende a se alimentar e está se preparando para a próxima etapa do tratamento, que inclui acompanhamento constante no HCB pelos próximos anos. A cardiopatia congênita é uma condição multifatorial, o que significa que, na maioria das vezes, não existe uma causa única e isolada para o seu desenvolvimento. A médica coordenadora de Cardiologia e Ecocardiografia do HCB, Juliana Duarte Diniz, explica que fatores genéticos e ambientais caminham juntos. "As cardiopatias estão frequentemente associadas a síndromes genéticas, como as síndromes de Down, Edwards e Patau. Além disso, existem fatores de risco maternos importantes, como diabetes, lúpus, infecções como a rubéola, idade materna avançada e o uso de certas medicações ou substâncias durante a gravidez. O histórico familiar também exige atenção redobrada", pontua a especialista. Por outro lado, pondera: "Mitos comuns precisam ser desfeitos. A hipertensão materna, por exemplo, muito embora interfira no funcionamento temporário do coração intrauterino, não está diretamente associada à malformação estrutural do órgão." Para a médica, a primeira e mais importante barreira contra as complicações da doença é o diagnóstico precoce, que idealmente começa antes mesmo do parto. O ecocardiograma fetal, exame realizado preferencialmente entre a 22ª e a 25ª semana de gestação, é capaz de detectar a maioria das anomalias graves, como a condição de ventrículo único. No entanto, como o ecocardiograma fetal nem sempre faz parte do protocolo padrão de todo pré-natal na rede pública de saúde, o olhar atento do médico obstetra durante o ultrassom morfológico é crucial. Quando a descoberta da cardiopatia não ocorre na barriga da mãe, a rede pública de saúde do Distrito Federal conta com uma triagem neonatal indispensável: o teste do coraçãozinho. Realizado obrigatoriamente após as primeiras 24 horas de vida do bebê, o exame é simples, indolor e crucial, mesmo para recém-nascidos que aparentam estar perfeitamente saudáveis. "As cardiopatias estão frequentemente associadas a síndromes genéticas, como as síndromes de Down, Edwards e Patau. Além disso, existem fatores de risco maternos importantes, como diabetes, lúpus, infecções como a rubéola, idade materna avançada e o uso de certas medicações ou substâncias durante a gravidez" Juliana Duarte Diniz, coordenadora de Cardiologia e Ecocardiografia do HCB O procedimento consiste no uso de um sensor de oximetria de pulso, muito similar a uma pulseira, na mão direita e em um dos pés do bebê, que é utilizado para medir a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca. O resultado é considerado normal quando a saturação está igual ou acima de 95% em ambos os locais e a diferença entre as duas medições é menor que 3%. Caso haja alteração, o teste é repetido. Se a oscilação persistir, a criança é encaminhada para avaliação clínica e realização de um ecocardiograma para investigar a causa da hipóxia (baixa oxigenação). No caso de Cecília, nem o pré-natal nem o teste do coraçãozinho apontaram alterações. O diagnóstico veio após os profissionais observarem episódios de cianose — quando a pele e os lábios ficam da cor roxa pela baixa oxigenação. Já Vitor também realizou a triagem neonatal sem que a cardiopatia fosse identificada. A confirmação só veio após um ecocardiograma realizado quando ele tinha poucos dias de vida. "Hoje eu faço questão de falar para outras mães sobre a importância desse exame. Talvez ele não mudasse o diagnóstico, mas eu teria me preparado melhor para tudo o que veio depois", afirma Geovanna. Histórias como as de Cecília e Vitor mostram que, por trás de cada diagnóstico de cardiopatia congênita, existe uma família aprendendo a conviver com incertezas, desafios e esperanças. E reforçam que o tratamento não se resume à correção de uma malformação cardíaca. Ele passa pelo acolhimento, pela escuta e pela construção de uma rede capaz de devolver às crianças a oportunidade de viver plenamente a própria infância. Fortalecimento de vínculos sociais No HCB, a premissa da integralidade do cuidado em saúde se traduz no entendimento de que, embora a instituição disponha de tecnologia de ponta e equipes altamente capacitadas para intervir no corpo do paciente, as vulnerabilidades socioeconômicas, financeiras e familiares cruzam constantemente o tratamento dos pacientes. Diante do desafio de que o diagnóstico de condições graves de saúde infantil frequentemente coincide com estatísticas alarmantes de abandono paterno, a rotina do hospital é predominantemente acompanhada por mães solo. Essas mulheres acumulam a responsabilidade do cuidado contínuo e o sustento financeiro dos lares, muitas vezes precisando abdicar de suas profissões. Para entender quem é essa família e do que ela precisa, o Serviço Social do HCB utiliza uma ferramenta técnica logo na chegada do paciente ao hospital: a admissão social. A supervisora do Serviço Social, Damares Santos, explica que esse primeiro atendimento funciona de forma estratégica: “Esse instrumental tira um retrato da situação atual do paciente e a gente consegue identificar quais são os fatores que podem enviesar esse tratamento. Inicialmente, fazemos essa admissão para identificar quem é esse paciente, em que contexto ele está inserido, para depois tomar as tratativas pertinentes".[LEIA_TAMBEM] Para a instituição, quem acompanha a criança não é um mero ajudante, mas parte fundamental da cura. Nas entrevistas iniciais, o Serviço Social busca mapear toda a rede de apoio da família, agindo sem julgamentos para entender as dificuldades de cada realidade, seja uma mãe presente, porém cansada; ou um cuidador que demonstra dificuldades de proteção por falta de informação, problemas de saúde mental ou necessidade financeira. "O paciente é o alvo do nosso cuidado, mas os cuidadores não são acessórios, eles são importantes dentro desse processo. Se eles não estiverem aqui, o cuidado pode ficar muito prejudicado. A vida do cuidador também acontece", conclui Damares Santos. A atuação técnica do Serviço Social da unidade também se estende à análise do perfil de proteção oferecido pelos acompanhantes. Em vez de adotar um caráter punitivo ou formular juízos de valor, a equipe avalia as dinâmicas familiares para identificar cenários que variam desde o cuidador colaborativo até configurações de negligência ou de vulnerabilidade não protetiva. Ao mapear potenciais cuidadores suplentes e acionar redes de apoio locais, a instituição resguarda os direitos da criança e a sua segurança clínica, garantindo respostas rápidas em caso de intercorrências médicas e consolidando o acolhimento institucional como um pilar indissociável da cura. * Com informações do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB)
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Casais do Zoo ajudam a fortalecer conservação
No Dia dos Namorados, os casais do Zoológico de Brasília chamam a atenção dos visitantes não apenas pelo simbolismo da data, mas também pelo importante papel na conservação de espécies ameaçadas de extinção. Por trás de cada casal de animais no zoo, existe um trabalho técnico que envolve instituições nacionais e internacionais e busca garantir a diversidade genética e o futuro dessas populações. O casal de macacos-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek) Juninho e Sara: espécie está classificada na categoria “em perigo” de extinção | Fotos: Divulgação/Zoológico de Brasília Entre os casais que simbolizam esse esforço estão os macacos-aranha-de-testa-branca (Ateles marginatus) Chicão e Kika. A espécie está classificada na categoria “em perigo” de extinção, e integra programas de conservação coordenados pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Cada nascimento precisa estar inserido em um planejamento que considere a conservação da espécie, o bem-estar dos indivíduos e a capacidade das instituições de acolher esses animais ao longo da vida” Ana Raquel Faria, assessora da Superintendência de Conservação e Pesquisa do Zoológico de Brasília As ariranhas Macau e Saraê também representam esse trabalho de cooperação. Macau chegou ao Zoológico de Brasília em 2019, vindo da Alemanha. Já Saraê foi transferida do Aquário de São Paulo em 2022, após recomendação técnica voltada à conservação da espécie. O casal integra um esforço nacional e internacional para aumentar as chances de reprodução das ariranhas, espécie ameaçada de extinção. Esforço coordenado Segundo a assessora da Superintendência de Conservação e Pesquisa, Ana Raquel Faria, os pares do Zoológico de Brasília fazem parte de um esforço coordenado nacionalmente para a preservação das espécies ameaçadas. “Hoje, o ICMBio estabelece diretrizes para a conservação dessas espécies por meio dos planos de ação nacional. Em parceria com a Azab, são desenvolvidos programas que orientam o manejo populacional, incluindo recomendações sobre quais animais devem formar casais para garantir a diversidade genética das populações”, explica. Assim, antes de qualquer aproximação entre animais, especialistas analisam informações genéticas e comportamentais dos indivíduos. O trabalho é conduzido por profissionais conhecidos como studbook keepers, responsáveis por acompanhar as populações mantidas em zoológicos e aquários e recomendar os pareamentos mais adequados. O objetivo é assegurar estabilidade demográfica e altos níveis de diversidade genética para as espécies participantes dos programas. Pintou um clima? Em véspera do Dia dos Namorados, casal de antas é prova de que o amor está no ar no Zoo de Brasília Ciência a favor da biodiversidade O Zoológico de Brasília participa ativamente de programas de conservação coordenados pela Azab e pelo ICMBio, contribuindo para a proteção de diversas espécies ameaçadas. Essas iniciativas unem instituições de todo o país e do exterior em uma rede que busca não apenas preservar os animais em seus habitats, mas também manter populações geneticamente saudáveis sob cuidados humanos. "Cada encontro entre animais recomendado pelos programas de manejo representa uma oportunidade de fortalecer populações ameaçadas e ampliar as chances de sucesso dos esforços de conservação desenvolvidos dentro e fora das instituições” Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico de Brasília Outro casal que desperta expectativa é o que será formado pelos macacos-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek) Juninho e Sara. O macho chegou recentemente ao Zoológico de Brasília vindo do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Após cumprir os protocolos de adaptação, ele será integrado à fêmea Sara. A movimentação dos animais entre instituições segue recomendações técnicas que consideram aspectos genéticos e demográficos para evitar a consanguinidade e fortalecer as populações sob cuidados humanos. De acordo com Ana Raquel, os zoológicos modernos trabalham com planejamento populacional e reproduções responsáveis. “Cada nascimento precisa estar inserido em um planejamento que considere a conservação da espécie, o bem-estar dos indivíduos e a capacidade das instituições de acolher esses animais ao longo da vida”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, o Dia dos Namorados é uma oportunidade de aproximar o público do trabalho cuidadoso que é realizado diariamente pela equipe técnica: “Quando falamos dos casais do zoológico, estamos falando também de ciência, planejamento e conservação. Cada encontro entre animais recomendado pelos programas de manejo representa uma oportunidade de fortalecer populações ameaçadas e ampliar as chances de sucesso dos esforços de conservação desenvolvidos dentro e fora das instituições”. O trabalho da equipe técnica do Zoológico de Brasília na conservação das espécies é marcado por resultados. Nos últimos anos, a equipe registrou nascimentos importantes para a conservação da fauna. Entre os nascimentos de 2024 e 2025 que fazem parte de programas de conservação do Zoológico de Brasília, estão dois filhotes de sauim-de-coleira, duas jacutingas e duas fêmeas de lobo-guará, espécies em risco de extinção. *Com informações do Zoológico de Brasília
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Aluguel Social oferece suporte financeiro para mais de 1,3 mil mulheres em situação de violência doméstica
Mais de 1,3 mil mulheres em situação de vulnerabilidade social vítimas de violência doméstica receberam auxílio do programa Aluguel Social, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. A iniciativa oferece suporte mensal no valor de R$ 600 para custeio de moradia digna. Cerca de R$ 4 milhões já foram investidos no programa, que assegura proteção, autonomia e, principalmente, uma chance de recomeço. Segundo dados da Secretaria da Mulher (SMDF), o programa já pagou 6.659 parcelas desde a criação, beneficiando 1.362 mulheres. Atualmente, 749 cidadãs recebem o benefício, que tem duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, totalizando um ano de auxílio. Atualmente, 749 mulheres recebem o Aluguel Social, que tem duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período | Foto: Arquivo/Agência Brasília O Aluguel Social é destinado a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar que tenham medida protetiva expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ou pelo Ministério Público da União (MPU), renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos, residência no DF e acompanhamento psicossocial pela rede de atendimento da Secretaria da Mulher. Para a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, o principal objetivo do programa é possibilitar que mulheres deixem ambientes onde correm risco e iniciem um processo de reconstrução pessoal. “O aluguel social foi criado especificamente para mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é retirá-las da convivência do agressor e permitir que possam fixar residência em outro local, longe daquele ambiente de violência”, explica. Segundo ela, o benefício também combate um dos principais fatores que mantêm mulheres em relacionamentos abusivos: a dependência financeira. “A maioria das mulheres vítimas de violência doméstica tem uma dependência financeira muito grande do agressor. Quando possibilitamos que ela saia daquela residência e tenha suporte para encontrar um novo local de moradia, estamos oferecendo autonomia e dignidade para que possa recomeçar”, detalha. Noites tranquilas Jackeline Aguiar: “O Aluguel Social foi criado especificamente para mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é retirá-las da convivência do agressor e permitir que possam fixar residência em outro local, longe daquele ambiente de violência” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Mais do que o suporte financeiro, o Aluguel Social trouxe tranquilidade para a vida de Clarice (nome fictício). Por mais de duas décadas, ela conviveu com a violência e o medo dentro da própria casa, onde residia com o agressor, ex-marido dela, seus três filhos e a sogra. Mesmo tendo saído da casa, o homem continuava voltando, sempre com a intenção de agredir Clarice. Foi quando ela soube do programa e, finalmente, teve a chance de recomeçar e viver em paz. “Eu fui quase morta. Liguei para o batalhão, e eles me socorreram. Eu já estava com medida protetiva, e o agressor pulou o muro para me matar, matar a mãe dele e meus filhos”, relembra a mulher, que tem quatro medidas protetivas com o ex-marido. O cenário mudou quando uma agente policial a encaminhou para a política pública. “Eles me perguntaram se, caso o Governo do Distrito Federal me ajudasse com um auxílio aluguel, eu toparia sair de casa. Pedi um dia para pensar e, no dia seguinte, falei que queria mudar.” “Depois de 22 anos de agressão, tive coragem de sair por causa desse benefício” Clarice (nome fictício), vítima de agressão doméstica Em menos de 15 dias, o benefício foi aprovado, e Clarice, com os filhos, iniciou um novo capítulo na história da família. “Hoje eu consigo dormir. Eu não dormia, eu flutuava. É muito difícil dormir com um agressor ao seu lado. Se eu não tivesse saído, talvez não estivesse aqui contando minha história”, afirma. “Sou muito grata. O governo está de parabéns por oferecer isso para a gente. Depois de 22 anos de agressão, tive coragem de sair por causa desse benefício”. Recomeço Além da assistência habitacional, as beneficiárias são encaminhadas a programas de qualificação profissional e empregabilidade. “Todas as mulheres que ingressam no programa são encaminhadas para ações de empregabilidade, dentro das suas possibilidades. Buscamos oferecer capacitação, estabilização emocional e inserção no mercado de trabalho para que elas possam adquirir autonomia econômica de forma definitiva”, enfatiza a secretária. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Maíra Castro, ressalta que o benefício surgiu para preencher uma lacuna histórica na rede de atendimento. “Muitas mulheres estavam em situação de risco iminente de morte e simplesmente não tinham para onde ir. O Aluguel Social veio justamente para trazer transformação e oferecer uma alternativa concreta para essas mulheres”, pontua. Ela explica que as beneficiárias precisam estar acompanhadas por um dos equipamentos da Secretaria da Mulher e cumprir requisitos voltados para a construção da autonomia. “O objetivo é que elas saiam do ciclo da violência e alcancem independência financeira. Por isso, incentivamos o acesso à qualificação profissional, aos cursos oferecidos pela secretaria e também a programas habitacionais”, completa. Saiba mais sobre o programa no site da Secretaria da Mulher.
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Pesquisa inédita investiga o que leva homens a matarem mulheres no DF
Entender o que motiva homens a cometerem feminicídio foi um dos principais objetivos da pesquisa inédita Panorama da Violência contra a Mulher no DF, apresentada nesta sexta-feira (12) pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O levantamento, considerado o primeiro desse porte feito por um ente federativo no país, ouviu mais de 5 mil pessoas e 39 autores de feminicídio presos no Complexo da Papuda para mapear fatores associados à violência contra a mulher e subsidiar políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção. Na ocasião, a governadora Celina Leão anunciou a assinatura de um decreto para institucionalizar o estudo, que passará a ser feito a cada dois anos. “A maioria das pesquisas sobre violência às nossas mulheres não são feitas por órgãos públicos, são feitas por ONGs e entidades, mas a institucionalização de pesquisas públicas dá um caminho, um rumo do que que está acontecendo e de como enfrentar esse desafio. É inovador porque é a primeira pesquisa pública feita por um ente federativo que se debruçou sobre isso. E é uma das maiores do Brasil pelo número de pessoas que foram entrevistadas, são mais de cinco mil pessoas entrevistadas”, destacou Celina Leão, durante a apresentação dos dados. “A maioria das pesquisas sobre violência às nossas mulheres não são feitas por órgãos públicos, são feitas por ONGs e entidades, mas a institucionalização de pesquisas públicas dá um caminho, um rumo do que que está acontecendo e como enfrentar esse desafio", disse a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A chefe do Executivo pontuou, ainda, a abrangência do levantamento. “Quando a gente idealizou essa pesquisa, a meta era entrevistar os feminicidas, para chegar à pergunta: 'Por que os homens nos matam?' Isso é muito forte do ponto de vista de identificação de dados, de leitura de comportamento psicossocial, psicológico e comportamental. Entender a violência contra as mulheres é um pedaço da saída para combater, mas tomar providências sobre isso é mais importante ainda do que entender tudo que está acontecendo com as nossas mulheres. Eu vou soltar um decreto hoje para institucionalizar essa pesquisa, para que ela seja feita de dois em dois anos, para que a gente tenha um perfil e parâmetros verdadeiros de como isso acontece aqui no Distrito Federal”, acrescentou. Produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF) e com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), o estudo deve subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres. Segundo o presidente do IPEDF, Manoel Clementino, a pesquisa teve dois objetivos principais: medir as diferentes formas de violência contra a mulher no Distrito Federal, incluindo o contexto em que ocorrem e a percepção da sociedade sobre o problema e compreender as motivações de homens presos por feminicídio de parceiras íntimas. “Esse recorte precisa ficar muito claro. Foi uma etapa importante da pesquisa para entender as motivações desses autores. Tivemos autorização judicial para acessar esses presos e contamos com a articulação entre diversos órgãos do governo. Foi algo inédito, tanto em termos de pesquisa quanto para a nossa instituição, que nunca havia feito uma incursão em um ambiente tão delicado como o sistema prisional. A Secretaria de Administração Penitenciária teve todo o cuidado com os nossos pesquisadores”, destacou. "Entender a violência contra as mulheres é um pedaço da saída para combater, mas tomar providências sobre isso é mais importante ainda do que entender tudo que está acontecendo com as nossas mulheres" Governadora Celina Leão Padrões As entrevistas com autores de feminicídio indicam que o crime não decorre de uma causa única, mas de trajetórias marcadas por padrões de masculinidade ligados à autoridade, controle e dificuldade em lidar com conflitos. Também foram identificados comportamentos de escalada da violência, como controle de celular, ameaças, agressões físicas e uso de armas. O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, afirmou que os dados da pesquisa refletem a realidade enfrentada diariamente pelas forças de segurança. Segundo ele, o programa DF 360, que monitora ocorrências em tempo real, evidencia a frequência dos casos de violência doméstica. “Às vezes, durante a noite ou no fim de semana, a cada 10 ou 15 minutos surge um alerta de violência doméstica com a geolocalização de mulheres que ligam para o 190. Quando vemos números como os da pesquisa, percebemos que não estão fora da curva, são a realidade. E, pior ainda, são subnotificados, porque muitas mulheres não acionam a polícia por medo”, destacou. Para Patury, o levantamento ajuda a combater a negação sobre a dimensão do problema. “É uma pesquisa inédita e corajosa, porque busca entender algo que muitas vezes se evita discutir: as motivações desses crimes. Mas, para quebrar o ciclo, é preciso compreender e, para isso, é necessário perguntar”, afirmou. O secretário também apontou a questão patrimonial como um dos fatores relevantes nos casos de violência. “Não se trata apenas de quem é o provedor. Muitas vezes, a mulher sustenta a casa e o homem se apropria desse patrimônio, assumindo uma posição de poder. Essa relação está ligada a um contexto histórico de machismo estrutural”, explicou. Ele ressaltou ainda que o enfrentamento da violência vai além da atuação policial. “Segurança pública não se resolve apenas com polícia. Passa por educação, cultura, esporte e oportunidades”, concluiu. Panorama da violência contra a mulher A pesquisa foi feita em duas etapas: aplicação de questionário a 5.093 pessoas, em 80 pontos de grande circulação em todas as regiões administrativas do DF, e entrevistas em profundidade com 39 dos 50 homens presos por feminicídio no Complexo da Papuda. Entre os resultados, 77,6% das mulheres relataram já ter vivido alguma situação de violência ao longo da vida; 44,8% reconhecem ter sido vítimas e, entre essas, 15,4% ainda mantêm relação com o agressor. A dependência financeira aparece como principal fator associado à violência por parceiros íntimos. O estudo também aponta dificuldade no reconhecimento de formas de violência: 49,4% dos entrevistados não consideram que negar acesso ao próprio dinheiro seja sempre violência. Apenas 33,8% das mulheres e 19,7% dos homens identificaram corretamente todas as situações apresentadas. Persistem ainda percepções distorcidas sobre o papel da mulher, com concordância a frases como “toda mulher é um pouco histérica” (35,4%), “mulher é o sexo frágil” (34,9%) e “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama” (33,3%), mais naturalizadas entre os homens. A pesquisa identificou diferenças regionais: em áreas de maior renda, a percepção do aumento da violência é menor, mas o reconhecimento das situações de violência é mais preciso; já em regiões de menor renda ocorre o inverso. Mais informações podem ser consultadas nos relatórios completos disponíveis no site do IPEDF. “Esse recorte precisa ficar muito claro. Foi uma etapa importante da pesquisa para entender as motivações desses autores. Tivemos autorização judicial para acessar esses presos e contamos com a articulação entre diversos órgãos do governo", explicou Manoel Clementino, presidente do IPEDF Ações A governadora aproveitou a coletiva para apresentar um panorama das ações do GDF em defesa das mulheres, desde 2019, com a criação da Secretaria da Mulher. Dois anos depois, foi inaugurada a Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia. Em 2023, a Força-Tarefa contra o Feminicídio foi instituída e, no ano seguinte, o programa Acolher Eles e Elas foi criado e o Comitê de Proteção à Mulher, criado. No ano passado, o Aluguel Social e o Passe Livre foram instituídos e houve a inauguração de quatro centros de referência da mulher brasileira. Para este ano, está prevista a abertura da Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto. A Secretaria da Mulher ampliou de forma histórica a rede de proteção às mulheres no DF e, na atual gestão, foram implantados 17 novos equipamentos públicos, o que elevou a estrutura de atendimento e acolhimento para 31 unidades. O fortalecimento da rede já apresenta resultados concretos: apenas em 2025, a secretaria fez mais de 70 mil atendimentos diretos e alcançou mais de 100 mil mulheres por meio de programas e ações, com investimentos superiores a R$ 86 milhões. A pasta intensificou, ainda, a mobilização social com campanhas estratégicas e institucionais de conscientização e proteção. Entre as principais iniciativas, estão A Sua Denúncia Salva; Agosto Lilás; Mães Mais que Especiais; Mulher, Não se Cale; Educar para Proteger; Feminicídio Zero; Reconstruindo Sorrisos; 21 Dias de Ativismo; e Salas Douradas, além de ações itinerantes de orientação à população. As campanhas ampliaram o acesso à informação, fortaleceram a rede de apoio e impactaram milhares de pessoas em todo o DF, ao reforçar o compromisso permanente do GDF com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres.
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Dia dos Namorados: casais do Zoo de Brasília ajudam a fortalecer conservação
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Projeto para cursos gratuitos de tecnologia está com inscrições abertas
O Projeto Acelera Tech está com inscrições abertas para moradores da Região Administrativa do Gama que desejam se qualificar gratuitamente nas áreas de design gráfico, editor mobile e informática. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto Bem Viver DF, oferece uma oportunidade concreta de desenvolvimento profissional e inclusão digital para jovens, estudantes, trabalhadores informais e demais interessados em ampliar as perspectivas no mercado de trabalho. Com 200 vagas disponíveis, o projeto busca preparar os participantes para os desafios de uma sociedade cada vez mais conectada, fortalecendo habilidades que são cada vez mais valorizadas por empresas, empreendedores e criadores de conteúdo digital. O conteúdo envolve criação de artes digitais, produção de conteúdo para redes sociais, edição de vídeos pelo celular e conhecimentos básicos de informática. As aulas priorizam atividades práticas e aplicadas à realidade dos alunos, permitindo que os participantes desenvolvam competências úteis tanto para conquistar novas oportunidades profissionais quanto para empreender e gerar renda por meio das ferramentas digitais. Com 200 vagas disponíveis, o projeto busca preparar os participantes para os desafios de uma sociedade cada vez mais conectada | Foto: Divulgação/Secti-DF “É uma oportunidade de educação tecnológica que fortalece o empreendedorismo e incentiva o uso das redes sociais como oportunidade de gerar renda, causando um impacto social. Investir no ecossistema tecnológico, nos jovens do Distrito Federal, é sem dúvida investir no futuro”, afirma o secretário da Secti-DF, Rafael Vitorino. As primeiras turmas já iniciaram suas atividades, mas os interessados ainda podem garantir participação nas próximas etapas da formação. A expectativa é ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico e contribuir para a construção de trajetórias profissionais mais promissoras para a população do Distrito Federal. Para a Secti-DF, iniciativas como o Acelera Tech reforçam o compromisso do Governo do Distrito Federal com a democratização do acesso à tecnologia, a formação de talentos e a geração de oportunidades. Ao levar capacitação gratuita para diferentes regiões administrativas, a secretaria fortalece o ecossistema de inovação local e promove a inclusão produtiva por meio da educação e da transformação digital. Projeto Acelera Tech - 2ª edição Local: St. Leste Praça 2 – Gama Leste Inscrições: projetoaceleratech.com.br Informações: (61) 9874-5115 Cronograma das aulas: Design Gráfico: 8 a 12 de junho Editor Mobile: 15 a 19 de junho Informática: 22 de junho a 3 de julho *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF)
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Cercas reforçam proteção ambiental e segurança em parques ecológicos do DF
Para mais proteção a áreas verdes e segurança para quem frequenta os parques, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu em torno de R$ 4,9 milhões em obras de cercamento de seis unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental. A iniciativa busca reforçar a proteção ambiental, melhorar o controle de acesso e reduzir problemas como invasões, descarte irregular de lixo, vandalismo e depredação. Cercamento integra as ações de proteção das unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Estamos realizando esse trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal para reforçar a preservação desses espaços e também a segurança da população que utiliza os parques” Gutemberg Gomes, presidente do Instituto Brasília Ambiental As intervenções contemplam os parques ecológicos do Gama, Lago Norte, Veredinha, Asa Sul e Saburo Onoyama, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, explicou que o cercamento integra as ações de proteção das unidades de conservação administradas pelo órgão, que atualmente somam 84 áreas no Distrito Federal, sendo 34 parques ecológicos. “O cercamento faz parte da proteção da unidade de conservação. Estamos realizando esse trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal para reforçar a preservação desses espaços e também a segurança da população que utiliza os parques”, afirmou. Os cercamentos são executados por meio da Terracap e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), que buscam empresas por meio de processos licitatórios. E os contratos têm garantia. Além disso, o Brasília Ambiental mantém contrato vigente de manutenção, não restrito apenas às cercas. O presidente da instituição acrescentou, ainda, que os modelos adotados variam conforme as características de cada área e podem incluir cercas, alambrados, gradis e mourões com arame. Porta-voz da Polícia Militar do DF, a major Talita Soares afirma que as cercas facilitam o monitoramento e o policiamento preventivo Integridade visual As estruturas seguem critérios técnicos, ambientais, urbanísticos e arquitetônicos definidos pelo órgão e preservam a integração visual dos parques com o entorno — em alguns casos, delimitando a unidade para que a fauna evite áreas de risco. Atualmente, também estão em processo de cercamento o Parque Boca da Mata e o Parque Distrital Recanto das Emas. Entre as vantagens das novas estruturas destacam-se a maior dificuldade de o espaço ser alvo de vandalismo e de furto, menor necessidade de manutenção e durabilidade estimada de aproximadamente 20 anos. No caso de alambrados e mourões com arame, a durabilidade média é de dez a 15 anos, a depender do material, do ambiente e da ocorrência de depredação. Além da proteção ambiental, a iniciativa tem reflexos na segurança pública. De acordo com a major Talita Soares, porta-voz da Polícia Militar (PMDF), a delimitação dos espaços facilita o monitoramento e o policiamento preventivo. “A cerca é de grande relevância para a segurança pública porque ajuda no controle de acesso e no policiamento preventivo. Com uma restrição melhor dos acessos, conseguimos coibir práticas ilícitas e tornar o monitoramento mais eficiente em uma área extensa como essa”, observou. [LEIA_TAMBEM]Ela ressaltou, ainda, a diferença que faz para as famílias que frequentam o espaço: “O parque é um ambiente convidativo para toda a família, então as que trazem idosos, crianças ou pessoas que exigem uma atenção diferenciada ficam muito mais à vontade para se deslocar em um ambiente que já está com essa proteção da barreira física, que diminui os pontos vulneráveis”. Frequentador assíduo do Parque Ecológico Asa Sul, o engenheiro florestal Ariel de Andrade, 54, acredita que a nova estrutura contribuirá para a preservação e para a sensação de segurança. “Eu frequento o parque há bastante tempo, corro aqui quase todo dia e considero muito importante o novo cercamento, porque traz mais segurança para os usuários, ajuda a evitar vandalismo e dá mais proteção para todos que utilizam o espaço. Até na questão de cachorros soltos, por ficar próximo à pista, o cercamento pode ajudar a evitar algum incidente”, observou. Moradora da Vila Telebrasília, próxima ao Parque Ecológico da Asa Sul, a aposentada Lenilda Santiago Soares, 66, avalia que a mudança beneficia quem circula pela região: “É muito bom. A gente passa aqui sempre, e a cerca traz uma segurança maior até para o próprio parque”.
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Do campo para a mesa: DF soma mais de 1,2 mil projetos e R$ 67 milhões em crédito rural desde 2019
A próxima colheita de alho dos produtores rurais Esther Macedo, 44 anos, e Luciano Custódio, 49, promete ser a maior da história do casal, graças ao crédito rural obtido pelo Prospera, programa de crédito do Governo do Distrito Federal (GDF). Os dois trabalham com a cultura há três anos e chegaram a colher 360 kg de alho por safra. Com o microcrédito, a expectativa é triplicar os resultados, uma vez que puderam investir em mais sementes, adubação de maior qualidade e novo maquinário. Luciano Custódio e Esther Macedo com a extensionista rural Roseli Oliveira, da Emater-DF: casal de produtores tem excelente expectativa após a contratação do crédito do programa Prospera | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “No ano passado, plantamos 60 kg e colhemos 360 kg de alho”, relata Luciano. “Agora, avançamos bem mais. Plantamos 200 quilos de alho e esperamos colher uns 1.200 quilos com a ajuda do Prospera. O dinheiro chegou na hora certa e estamos conseguindo manter a plantação em ordem. Esther reforça o impacto do recurso para a vida no campo: “Acessar o crédito é muito importante para o pequeno agricultor. A gente agarrou a chance e hoje estamos com uma quantidade bem maior de alho. Não é fácil juntar um pouco de dinheiro para aumentar a produção, e com o crédito foi rápido, sem burocracia.” De 2019 até maio deste ano, foram aprovados mais de R$ 67 milhões em crédito rural para 1.262 mil projetos elaborados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Com diferentes modalidades de financiamento, os recursos foram destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e da produção rural, atendendo produtores individuais, associações e cooperativas, sobretudo aqueles que participam de instituições de compras governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). “Um outro ponto dentro dessa linha do crédito é a possibilidade do produtor que toma empréstimo do FDR utilizar custeio e investimento dentro do mesmo financiamento” Rafael Bueno, secretário de Agricultura Presente desde a elaboração dos projetos técnicos até o acompanhamento da aplicação do crédito ao longo do ano, a Emater-DF fornece assistência completa aos produtores. “Elaboramos um projeto com viabilidade técnica e financeira, e, seguindo as orientações, os produtores conseguem cumprir o crédito com tranquilidade”, explica a extensionista Roseli Oliveira. “O crédito facilita o giro do dinheiro dentro da propriedade e permite investir em tecnologias, inovação e melhorias que trazem mais facilidade para o cultivo. É a fixação do pequeno e do médio produtor na área, de importância fundamental”. Suporte Dois programas de crédito são mantidos pelo GDF: o Prospera, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), e o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). As iniciativas de âmbito nacional englobam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), entre outras. O titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, enfatiza que o crédito rural contribui para ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar: “O crédito é de extrema importância para que o produtor trabalhe em duas linhas essenciais. A primeira é o custeio agropecuário, que é destinado à aquisição de fertilizantes e insumos de maneira geral para a próxima safra. E a segunda é o investimento em maquinários, animais, estrutura e veículos, que melhoram a logística de escoamento da produção”. FDR Cooperativa amplia o acesso de organizações a financiamento próprio para aquisição de máquinas, equipamentos e infraestrutura, reduzindo a dependência de bens públicos Bueno lembra que o GDF oferece suporte nas duas situações por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), operacionalizado pelo Banco de Brasília (BRB). “É um fundo em que o produtor tem um juros de 3% ao ano e, se pagar em dia, ainda tem 25% de desconto, diferentemente das taxas de mercado que chegam a dois dígitos; com isso, o produtor do Distrito Federal se torna mais competitivo”, afirma. “Um outro ponto dentro dessa linha do crédito é a possibilidade do produtor que toma empréstimo do FDR utilizar custeio e investimento dentro do mesmo financiamento, conseguindo tanto fazer a aquisição dos adubos, das sementes, como também adquirir uma máquina e aumentar essa ação que muitas vezes é necessária”, acrescenta o gestor. Inovação Para ampliar a capacidade de investimento no setor e criar novas linhas de apoio para públicos estratégicos, a governadora Celina Leão, em maio deste ano, sancionou mudanças na legislação do FDR. A principal novidade foi a criação do FDR Mulher, com recursos exclusivos para mulheres do campo. [LEIA_TAMBEM]“É uma inovação que não se refere apenas à produção agropecuária, mas também oportuniza que essas mulheres possam financiar itens para produção, por exemplo, de costura, de panificados, dentro da sua casa, sendo na área rural”, esclarece o secretário. A lei também instituiu o FDR Cooperativa, voltado para o fortalecimento e autonomia das cooperativas rurais. Com a medida, as organizações podem acessar financiamento próprio para aquisição de máquinas, equipamentos e infraestrutura, para reduzir a dependência de bens públicos. Com isso, atingimos os objetivos da fixação do homem no campo, melhoria de qualidade de vida, a progressão dos negócios com aumento de produtividade, redução de custo de produção e, claro, o essencial, a garantia do abastecimento agroalimentar da população do Distrito Federal”, ressalta o secretário.
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DF compartilha experiências em seminário nacional sobre busca de pessoas desaparecidas
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Segurança pública recebe capacitação sobre atendimento à população em situação de rua
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Distrito Federal institui o Dia do Profissional da Música
O Distrito Federal passa a contar oficialmente com o Dia do Profissional da Música, celebrado anualmente em 1º de novembro. A medida foi instituída pela Lei nº 7.905, de 11 de junho de 2026, que inclui a data no calendário oficial de eventos do DF e estabelece ações voltadas à valorização dos músicos e dos talentos artísticos locais. Além da criação da data comemorativa, a legislação determina que, na semana de 1º de novembro, sejam promovidos eventos relacionados à história, à cultura, à teoria e à prática musical, bem como homenagens a artistas, bandas e corporações da música do Distrito Federal. A lei também prevê que o DF, por meio de seus órgãos competentes, desenvolva atividades destinadas a incentivar, apoiar, descobrir, fomentar, reunir e premiar músicos e talentos artísticos locais. Sempre que possível, essas atividades deverão ser realizadas em parceria com a iniciativa privada, a sociedade civil organizada e organizações não governamentais legalmente constituídas. A data entra no calendário oficial de eventos do DF e estabelece ações voltadas à valorização dos músicos e dos talentos artísticos locais | Foto: Divulgação/Secec-DF Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, o reconhecimento oficial da data representa um avanço na política cultural do DF ao dar visibilidade a profissionais que contribuem diariamente para a identidade cultural da capital. “Instituir o Dia do Profissional da Música significa reconhecer o trabalho de milhares de pessoas que fazem da arte um patrimônio vivo do Distrito Federal. Essa iniciativa fortalece uma política cultural que valoriza nossos artistas, estimula a produção local e amplia o reconhecimento da música como instrumento de desenvolvimento social, econômico e de preservação da identidade cultural da nossa cidade”, acrescentou o dirigente da pasta. A Lei nº 7.905 entrou em vigor na data de sua publicação e determina que o Poder Executivo regulamente sua aplicação. A criação do Dia do Profissional da Música amplia o reconhecimento institucional da contribuição dos músicos para a cultura e para a sociedade do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)
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Banho muito quente pode prejudicar a pele e afetar a pressão arterial
Frio, banho muito quente e pele ressecada costumam andar juntos nesta época do ano. O que poucos sabem é que a água em temperaturas elevadas também pode agravar doenças dermatológicas e provocar alterações na pressão arterial. Para evitar esses problemas, a alergista e imunologista Danubia Michetti Sasaki, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) — unidade de saúde gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) —, orienta sobre hábitos simples que ajudam a proteger a saúde durante o inverno. A pele conta com uma barreira natural que ajuda a manter a hidratação e protege o organismo contra agentes externos. Quando submetida à água muito quente, essa camada protetora é removida com mais facilidade, deixando o tecido mais sensível e vulnerável. Os efeitos costumam aparecer rapidamente, com sintomas como coceira, descamação, ardência e aspecto esbranquiçado. “Os banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa” Danubia Michetti Sasaki, alergista e imunologista Danubia Michetti Sasaki explica que o calor excessivo remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele: “Os banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa. O ideal é optar por banhos rápidos, com água morna, além de utilizar sabonetes adequados e manter a pele bem hidratada”. O ressecamento intenso também pode causar pequenas rachaduras, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções. Pessoas com doenças dermatológicas, como dermatite atópica, psoríase e alergias cutâneas, costumam sofrer ainda mais com esses efeitos. A aplicação de cremes hidratantes no corpo ajuda a manter a saúde em dia nesta época do ano | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a dermatite atópica, doença crônica que provoca inflamação e ressecamento da pele, afeta até uma em cada cinco crianças e cerca de 3% dos adultos brasileiros. Nessa época do ano, os sintomas tendem a se intensificar, principalmente em razão dos banhos quentes e demorados. Efeitos não ficam apenas na pele Os riscos dos banhos muito quentes não se limitam à saúde dermatológica. A água em temperatura elevada faz os vasos sanguíneos se dilatarem, fenômeno conhecido como vasodilatação. Essa reação pode provocar queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos. “Essa alteração pode provocar tontura, sensação de fraqueza, mal-estar e até desmaios, principalmente em idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa. Além disso, o choque térmico ao sair de um ambiente aquecido para outro mais frio pode elevar a pressão arterial de forma repentina”, alerta Danubia. Para reduzir os riscos, a especialista recomenda que os banhos tenham duração máxima de dez minutos e sejam realizados com água morna, próxima à temperatura corporal. O uso de sabonetes também deve ser moderado, concentrando-se principalmente nas axilas, pés e região íntima. [LEIA_TAMBEM]Segundo a médica, medidas simples podem contribuir para a prevenção de problemas de saúde nos meses mais frios. “O banho faz parte dos cuidados diários com a saúde. Ajustar a temperatura da água, evitar longos períodos sob o chuveiro e manter a hidratação adequada são medidas simples que ajudam a prevenir desconfortos e complicações nesta época do ano”, destaca. Pessoas que apresentarem coceira intensa, descamação, rachaduras na pele ou episódios frequentes de tontura e mal-estar devem procurar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado. Cuidados simples que ajudam a proteger a saúde no inverno: Prefira banhos mornos e rápidos; Evite o uso excessivo de sabonetes, especialmente os muito perfumados; Aplique hidratante logo após o banho; Mantenha a ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede; Evite esfregar a pele com força durante a secagem; Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas que convivem com doenças dermatológicas. *Com informações do IgesDF
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Transporte coletivo terá reforço nos dias de jogos da Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira terá sua partida de estreia na Copa do Mundo da Fifa 2026 neste sábado (13), a partir das 19h. Para favorecer os deslocamentos dos passageiros, sobretudo na volta para casa, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) determinou o reforço temporário das linhas, e os ônibus vão circular com viagens extras em todo o Distrito Federal. Demanda pelo transporte público será maior durante o período da Copa do Mundo, razão pela qual o GDF instituiu mudanças na tabela de viagens dos ônibus | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o Decreto Distrital nº 48.741, publicado na edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira (11), a governadora Celina Leão autorizou o encerramento do expediente das repartições públicas do DF três horas antes do início dos jogos do Brasil, com exceção dos serviços essenciais. O mesmo vai acontecer na esfera federal e em parte do comércio local, concentrando a demanda por transporte público nesse período. [LEIA_TAMBEM]“Mesmo com os jogos ocorrendo no período da noite, mas com o encerramento do expediente um pouco mais cedo, haverá maior demanda por transporte coletivo no horário de pico da tarde”, explicou a titular da Semob-DF, Sandra Holanda. Ela lembra que as operadoras deverão ficar atentas para garantir transporte a todos os passageiros, com especial atenção para a quarta-feira (24), quando o jogo será transmitido às 19h e o expediente se encerrará às 16h. O reforço das linhas de ônibus de todo o DF é temporário, mantendo o serviço ativo de acordo com a demanda. Neste sábado, a operação do transporte público coletivo se dará de acordo com a tabela horária de sábado, com reforço a partir das 16h. Nos dias em que os jogos ocorrerem em dia útil, a operação será com tabela de dia útil e reforço de viagens ao final do expediente. Vai de Graça O programa Vai de Graça vai funcionar normalmente, conforme o decreto que instituiu o benefício, com transporte de graça nos ônibus e metrô aos domingos e feriados. Portanto, não haverá gratuidade quando os jogos da seleção forem transmitidos nos demais dias da semana. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade
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Programa debate enfrentamento à violência contra a mulher
A edição desta quinta-feira (11) do programa Tempo de Refletir recebeu a delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás, Tamires Teixeira, para uma conversa sobre protagonismo feminino, autoestima, independência emocional e financeira e como esses fatores contribuem para o rompimento do ciclo da violência contra a mulher. A abertura foi conduzida pelo secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Junior, que apresentou a trajetória profissional da convidada. A delegada Tamires Teixeira ressalta a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade | Foto: Divulgação/SEEC-DF “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Durante o programa, Tamires destacou que o protagonismo feminino está relacionado à capacidade de a mulher assumir o controle da própria vida e não aceitar situações que violem sua dignidade. “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade”, afirmou. A delegada também ressaltou a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres e elogiou iniciativas do Governo do Distrito Federal, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade. Ela destacou, em especial, o Berçário Institucional Buriti, que permite às mães deixarem seus filhos em um ambiente seguro e acolhedor durante a jornada de trabalho. Segundo Tamires, ações de apoio à maternidade e de valorização das mulheres representam importantes conquistas para a promoção da qualidade de vida no serviço público. A delegada Tamires também abordou o tema da violência psicológica: “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor” “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Críticas e humilhações Outro ponto abordado foi a relação entre autoestima e violência. Segundo Tamires, relacionamentos abusivos geralmente começam de forma sutil. “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas”, explicou. A violência psicológica também foi tema da conversa. De acordo com a delegada, humilhações, críticas constantes e comentários depreciativos sobre a aparência ou características pessoais afetam diretamente a autoconfiança da vítima. “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor”, alertou. [LEIA_TAMBEM]Tamires destacou, ainda, que a violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e que a dependência financeira continua sendo um dos fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos. “A independência financeira ajuda a mulher a sair desse ciclo. Por isso, as políticas públicas de proteção e acolhimento são tão importantes”, ressaltou. Ao final, a delegada reforçou a importância da educação como ferramenta de prevenção e lembrou que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher (180), das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, da Polícia Militar (190), da Polícia Civil (197) e do Disque 100. Serviço: Acesse o link e assista ao programa completo: https://www.youtube.com/live/w9JIliWEj3k?si=O2ljuZdZtAUrwBSg *Com informações da Secretaria de Economia (Seec-DF)
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Aferição regular ajuda em controle da hipertensão e prevenção de doenças cardiovasculares
A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental não apenas para quem já recebeu o diagnóstico, mas também para pessoas sem histórico da enfermidade. “Como a hipertensão é geralmente assintomática, aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes que ocorram danos estruturais ao organismo” Amabel Brito, cardiologista “Como a hipertensão é geralmente assintomática, aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes que ocorram danos estruturais ao organismo. Isso possibilita antecipar mudanças no estilo de vida e iniciar o tratamento de forma precoce”, explica Amabel Brito, referência técnica distrital (RTD) em cardiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF). O acompanhamento contínuo da pressão arterial, em consultas ou em casa, auxilia no ajuste adequado de medicamentos, reduz períodos prolongados de pressão elevada e diminui a variabilidade pressórica. Além disso, possibilita intervenções antes do surgimento de complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e insuficiência renal. “Monitorar a pressão arterial vai além de acompanhar números. É uma forma de prevenir doenças e promover qualidade de vida”, reforça a cardiologista. Destaca-se que uma única aferição não é suficiente para diagnosticar a hipertensão. Recomenda-se que a medição seja repetida em diferentes momentos, seguindo orientação profissional. Periodicidade A elevação da pressão arterial geralmente não provoca sintomas, mesmo quando atinge níveis perigosos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), adultos com pressão considerada normal podem aferir a pressão ao menos uma vez por ano. Já aqueles com pressão limítrofe ou pré-hipertensão precisam realizar o acompanhamento com maior frequência, geralmente a cada seis meses. Em pacientes com hipertensão ou alto risco cardiovascular, o monitoramento deve ser regular, incluindo exames realizados fora do consultório, como a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) e a monitorização ambulatorial da pressão arterial (Mapa 24h). Como medir corretamente? A elevação da pressão arterial geralmente não provoca sintomas, mesmo quando atinge níveis perigosos. Em muitos casos, a descoberta ocorre apenas após o surgimento de complicações. Por isso, todo adulto deve medir a pressão pelo menos uma vez ao ano, mesmo sem apresentar sinais da doença. Para garantir um resultado confiável, é importante seguir algumas instruções antes de medir a pressão: evitar consumo de café, álcool e cigarro por pelo menos 30 minutos antes da aferição; descansar por cerca de cinco minutos antes da medição; permanecer sentado, com os pés apoiados no chão e o braço na altura do coração; evitar conversar durante o procedimento. Os medidores digitais utilizados em casa também são considerados ferramentas confiáveis para o acompanhamento dos níveis da pressão arterial. Segundo Brito, no momento da compra, orienta-se optar por aparelhos validados por protocolos reconhecidos, com medição no braço. Valores repetidamente elevados, acima de 140/90 mmHG, mesmo sem sintomas, acendem o sinal de alerta para procurar uma avaliação com profissional de saúde As recomendações para a aferição domiciliar são as mesmas adotadas em outros ambientes, já que alguns fatores podem interferir no resultado. “Medir a pressão sentindo dor, em momentos de ansiedade ou com a bexiga cheia pode reduzir a confiabilidade da aferição”, alerta a médica. [LEIA_TAMBEM]Quando buscar atendimento Valores repetidamente elevados, acima de 140/90 mmHG, mesmo sem sintomas, acendem o sinal de alerta para procurar uma avaliação com profissional de saúde. Essa análise pode ser realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs), portas de entrada para tratamento de hipertensão e outras doenças. Além delas, a rede de saúde pública conta com centros especializados em hipertensão e diabetes. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Hipertensão lançou a campanha Menos Pressão, cujo tema é “Controlando Juntos a Hipertensão”. O intuito é orientar a população sobre a medição da pressão arterial e, assim, identificar valores alterados e indicar medidas preventivas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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PMDF registra apreensão de armas, drogas e prisões durante estágio de motociclistas
O estágio operacional do XIII Curso Tático em Ações Motociclísticas (Ctam), realizado entre os dias 1º e 10 de junho, resultou em ações de segurança pública em diversas regiões administrativas do Distrito Federal. Durante o período de instrução prática, os alunos participaram de operações de policiamento tático motociclístico, aplicando técnicas especializadas e contribuindo diretamente para a prevenção e repressão à criminalidade. Os resultados demonstram a efetividade da modalidade de policiamento e o elevado nível de preparo dos policiais em formação. Ao longo das ações operacionais, foram abordadas 194 pessoas e 95 veículos, resultando no registro de ocorrências relevantes e na realização de flagrantes. As equipes prenderam sete pessoas e apreenderam dois adolescentes, além de apreender cinco armas de fogo | Foto: Divulgação/PMDF As equipes prenderam sete pessoas e apreenderam dois adolescentes, além de apreender cinco armas de fogo. Durante as operações, dois veículos com restrição criminal foram recuperados, contribuindo para a redução da criminalidade e para o fortalecimento da segurança pública. No combate ao tráfico de drogas, os policiais apreenderam porções de cocaína, skank e dry, além de diversos materiais utilizados na comercialização de entorpecentes. *Com informações da PMDF
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Botox oferecido pelo SUS ajuda pacientes a recuperar movimentos e qualidade de vida
Conhecida pelos usos estéticos, a toxina botulínica — botox — também é uma importante aliada no tratamento de pacientes com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas. Referência nesse tipo de atendimento na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base realiza cerca de 240 atendimentos por mês, ajudando pacientes a recuperar movimentos, reduzir dores e ganhar mais qualidade de vida. Um dos pacientes beneficiados é Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos. Depois de ser baleado na cabeça, em 2011, ele passou a conviver com limitações severas de mobilidade. As sequelas neurológicas provocaram o aumento involuntário da contração muscular, que dificulta movimentos simples do dia a dia. Desde então, a mãe dele, Maria Gonçalves de Souza, assumiu integralmente os cuidados com o filho. “Ele fica com o corpo todo rígido. Para colocá-lo no carro ou dobrar as pernas, por exemplo, é muito difícil. Exige bastante esforço", relata. O tratamento de Darlan Souza Sobrinho evoluiu depois do início do uso de toxina botulínica | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na busca por mais conforto e qualidade de vida para Darlan, a família encontrou no Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), um importante aliado: o tratamento com aplicação de toxina botulínica. A aplicação ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva e é indicada para casos de tremores, espasmos, distonias e outras condições que provocam contrações involuntárias. Segundo o neurologista Flávio Faria, do HBDF, o procedimento não cura a doença de base, mas proporciona alívio significativo dos sintomas e melhora a funcionalidade dos pacientes. "Essas doenças podem provocar contrações musculares involuntárias que causam dor e dificultam atividades simples, como movimentar o pescoço ou até mesmo abrir os olhos. A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente", explica. O especialista destaca que o tratamento precisa ser realizado periodicamente, geralmente a cada três meses, período correspondente à duração média dos efeitos da medicação. Além dos transtornos do movimento, a aplicação é indicada para pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico e paralisia cerebral. "A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente" Flávio Faria, neurologista Maria acompanha de perto os resultados no filho e afirma que as mudanças são perceptíveis após cada sessão. "Ele fica mais maleável, consegue movimentar melhor os braços e as pernas. Parece até mais leve. É um tratamento que ajuda muito", comemora. Referência na rede pública O ambulatório de aplicação de toxina botulínica do Hospital de Base é a principal referência da rede pública do Distrito Federal para esse tipo de tratamento. Entre os pacientes atendidos está Vilmar Neres de Sousa, que passou a sofrer com espasmos involuntários na face, especialmente na região da mandíbula. “Quando cheguei ao hospital, minha boca estava toda torta. Eu tinha dificuldade para conversar e até para me alimentar", relembra. Em acompanhamento desde 2020, ele afirma que a melhora após as aplicações é evidente. "Sinto muita diferença. É um tratamento que me ajuda bastante e faz toda a diferença na minha rotina", conta. [LEIA_TAMBEM]Acesso ao tratamento Pacientes que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação médica. Quando necessário, são encaminhados para atendimento especializado com fisiatra, neurologista ou neurocirurgião e, posteriormente, para o ambulatório do Hospital de Base. A toxina botulínica é disponibilizada gratuitamente pela rede pública, por meio das farmácias de alto custo. Os pacientes em tratamento retiram a medicação e a levam ao hospital para aplicação pelos especialistas. *Com informações do IgesDF
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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana
O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 26 endereços distintos no Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h deste sábado (13), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta (SIA Trecho 4, lotes 1380/1420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. As pessoas em situação de rua também serão encaminhadas para atendimento da Sedes-DF. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Veja abaixo os pontos de ação neste sábado e domingo: 1. Via N2, próximo à 5ªDP; 2. Atrás da subestação entre a 5ª DP e o CMB; 3. SHCGN 710, atrás do prédio da Sicredi/Sabin; 4. Via de acesso SGAN 908/909, do balão à Via W5; 5. SGAN 909 e 910, entre a quadra e o Parque Burle Marx; 6. SGAN 913, entre o Colégio Anjo da Guarda e a Mesquita Islâmica; 7. SGAN 915, ao lado da Escola Sagrada Família Menino Deus; 8. SHCGN 716, entre os blocos G e H; 9. Final da W3 Norte, entre o Setor Hospitalar e o Setor Terminal Norte; 10. SHCNW 302, interior da torre abandonada; 11. SQNW 702/703, entre a Cia da Beleza e a Padoca Brasília; 12. Proximidades da Torre de TV; 13. Torre de TV, subsolo; 14. Setor Comercial Sul; 15. Entrequadra SQS 303/304, área verde; 16. SHIGS 703/704, Praça Galdino Jesus dos Santos; 17. Centro Pop 903 Sul; 18. Via W5 e W4 Sul, extensão da 902 à 905 e da 702 à 705; 19. Via L4 Sul, túnel da passarela desativada do Pier 21; 20. Entre o Complexo CBMDF e o Terminal Asa Sul; 21. Praça da Estação, em frente aos novos empreendimentos; 22. Canteiro central da Epia, em frente à Primetek; 23. Rodoviária Interestadual; 24. Mata entre a Abin e a Rodoviária; 25. Canteiro central da Epia, em frente à concessionária Jeep; 26. Canteiro central da Epia, por trás da parada de ônibus próxima à concessionária Jeep. *Com informações da DF Legal
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Detran-DF abre licitação para modernização dos semáforos das vias do DF
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o edital de Pregão Eletrônico para contratação de empresa especializada na execução dos serviços de manutenção preventiva e corretiva do sistema semafórico das vias urbanas do DF. A sessão pública está marcada para 25 de junho, às 9h. O procedimento licitatório foi previamente submetido à análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), em uma etapa de fiscalização preventiva que contribui para o aprimoramento da contratação antes da publicação do edital. A licitação prevê investimento de R$ 118.579.106,06 para garantir a manutenção e a modernização do sistema semafórico das vias urbanas do Distrito Federal pelos próximos cinco anos. A contratação contempla a prestação contínua dos serviços, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano. O contrato também prevê o fornecimento, sob demanda, de equipamentos, materiais, peças de reposição, insumos de manutenção, além da realização de serviços de remanejamento e implantação de novos cruzamentos semaforizados. A contratação contempla a prestação contínua dos serviços, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano | Foto: Divulgação/Detran-DF A iniciativa integra o processo de modernização do parque semafórico com a substituição gradual de equipamentos antigos por tecnologias mais modernas e eficientes. O projeto prevê a renovação dos equipamentos e da infraestrutura associada, com a implantação de semáforos inteligentes, sistemas de alimentação de emergência, câmeras, sensores e monitoramento em tempo real. A nova tecnologia permitirá identificar falhas imediatamente, agilizando a atuação das equipes de manutenção e reduzindo interrupções no funcionamento dos equipamentos. De acordo com o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, a modernização vai ampliar a segurança e a eficiência da operação do trânsito. “Estamos atualizando todo o parque semafórico das vias urbanas do Distrito Federal para oferecer mais segurança, fluidez e confiabilidade à população”, destacou Bellini. O edital foi publicado em 10 de junho de 2026 e está disponível no site do Detran-DF e no Portal de Compras do Governo Federal. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
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Linha de ônibus é reativada para o Na Praia
A partir deste sábado (13), as pessoas que quiserem participar do festival Na Praia poderão contar com a linha de ônibus 103.4 para seus deslocamentos. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) determinou a reativação da linha durante todo o período de realização do festival, que vai até 19 de setembro. Viagens serão feitas conforme a demanda; nos dias de show, retorno está previsto para as 2h | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Os veículos são da empresa Piracicabana e sairão da Rodoviária do Plano Piloto. As viagens serão feitas de acordo com a demanda, e o serviço funcionará exclusivamente nos dias de show, com previsão de retorno até as 2h. O embarque na linha 103.4 será no Box 16, da Plataforma A da rodoviária, com tarifa de R$ 3,80. O Na Praia Festival vai funcionar principalmente no período de sexta-feira a domingo, com diversos shows de artistas sertanejos, MPB, forró, samba e outros ritmos. Na programação constam cerca de 28 shows, com início às 17h deste sábado. Na sua 10ª edição, o festival tem como tema “O Brasil e a Copa do Mundo de Futebol”. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade
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Fim de semana terá mudanças no trânsito
Em razão de eventos culturais e esportivos programados para este sábado (13) e para domingo (14), as equipes de fiscalização do Detran-DF farão intervenções viárias em Brazlândia, na Esplanada dos Ministérios e no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES). Veja, abaixo, como fica o esquema de circulação nessas áreas. Brazlândia Imagens: Detran-DF Em Brazlândia, domingo é dia da 15ª Cavalgada dos Deleys. A concentração será no estacionamento da rodoviária, com saída em direção ao Recanto Dona Carmelita prevista para as 11h. O percurso começa pelas vias internas de Brazlândia, atravessando depois a DF-430 em direção à DF-415. De lá, os participantes seguirão para a BR-080, com destino ao Recanto Dona Carmelita. Durante todo o trajeto, equipes da fiscalização do Detran-DF acompanharão o grupo fazendo as intervenções viárias necessárias para garantir a segurança dos participantes e a fluidez do tráfego. A previsão é que o evento termine às 13h30. Esplanada dos Ministérios e Via Palácio Presidencial Domingo também é dia de movimento na Esplanada dos Ministérios, onde ocorre a 35ª Corrida do Fogo do Corpo de Bombeiros (CBMDF), com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada e a chegada dos participantes serão no canteiro central, na altura do Ministério do Meio Ambiente. A partir das 6h30, a Via S1 estará bloqueada na altura do Museu da República, desviando o fluxo de veículos para a via L2 Sul. Motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2. Na Esplanada, a faixa da direita da S1 será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a S2. Na N1, o bloqueio vai do quartel do CBMDF até as proximidades da alça leste da Rodoviária do Plano Piloto. Os acessos à N1 pela Via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita será destinada à circulação de veículos de emergência do CBMDF. O acesso à N1 pela L2 Norte permanecerá liberado. As equipes do Detran-DF também interditarão duas faixas na Via Palácio Presidencial até na altura do Palácio do Jaburu. A previsão é que as interdições nas vias ocorram até o meio-dia. Setor de Clubes Esportivos Sul Sábado e domingo são dias do Na Praia Festival, evento que demandará atuação do Detran-DF e da Polícia Militar (PMDF) na região do Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES). Na SCES Trecho 2, quatro retornos estarão interditados. Apenas o retorno nas proximidades da Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac) permanecerá aberto. A rotatória na altura do acesso ao evento também será fechada. Além da sinalização viária, painéis eletrônicos de mensagens serão utilizados para orientar os condutores. Nas proximidades do Na Praia Parque, haverá áreas de estacionamento destinadas às pessoas com deficiência, idosos, táxis e veículos de transporte de passageiros por aplicativo. Durante o evento, a PMDF estará à frente da fiscalização e do controle do tráfego. *Com informações do Detran-DF
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Atendimentos e Serviços Prestados 2026
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Detran-DF abre licitação para modernização e manutenção do sistema semafórico
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GDF inicia regularização fundiária de 64 imóveis no Assentamento Pinheiral, em São Sebastião
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Fim de semana terá mudanças no trânsito
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Projeto do Mercado Municipal é apresentado a permissionários do Shopping Popular de Brasília
A Secretaria de Governo recebeu, nesta quinta-feira (11), ocupantes de boxes do Shopping Popular de Brasília para apresentar o projeto do Mercado Municipal a ser construído no local. A proposta do Governo do Distrito Federal prevê ampla reforma, com oferta de comércio popular, espaços voltados à cultura e ao lazer, além de prestação de serviços públicos. Ocupantes de boxes do Shopping Popular de Brasília assistem à apresentação do projeto de construção do Mercado Municipal | Divulgação/Segov-DF “O objetivo do Governo do Distrito Federal é transformar em um mercadão, mas com a anuência e com a permanência das senhoras e dos senhores. Conforme determinação da governadora Celina Leão, nós trouxemos essa proposta para ver se concordam com esse encaminhamento e também para que possam fazer as suas sugestões’, disse o secretário de Governo, Takane Nascimento. “É uma área nobre do Plano Piloto e a gente quer transformar esse espaço num mercadão, como existem em outras grandes cidades como São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte” Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap De acordo com o secretário de Governo, após as adequações, o projeto será encaminhado para aprovação da governadora Celina Leão. O espaço conta com 1.780 boxes, a maioria fechada. O projeto, elaborado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) a partir do modelo do Mercadão de Águas Lindas (GO), prevê a construção de quatro blocos com áreas setorizadas para o comércio de vestuário, hortifrutigranjeiros, artesanato, eletrônicos e serviços, brinquedoteca e lanchonetes na área de circulação externa, que poderão funcionar após horário comercial dos boxes. Também, há áreas destinadas à carga e descarga, depósito e administrativa. Placas de sinalização e totens “É uma área nobre do Plano Piloto e a gente quer transformar esse espaço num mercadão, como existem em outras grandes cidades como São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte”, disse Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap. “A proposta é transformar num ponto turístico e juntar tudo o que for bom, show, comércio eletrônico, tudo o que tem numa feira e próximo de um shopping, mas com um ambiente muito mais digno, limpo, organizado e claro.” "A esperança voltou a reinar aqui dentro do coração, viu? Eu tô ansioso pra chegar lá no shopping, juntar os feirantes e explicar pra eles o quê que é esse projeto" Gregory Cotrin, permissionário Outro diferencial será a comunicação visual do ambiente, que terá placas de sinalização e totens para facilitar o acesso e a identificação dos espaços pelos visitantes. Para Edilene Pereira Santos Fernandes, presidente da Comissão Gestora da Associação do Shopping Popular, a proposta atende aos anseios dos permissionários. “No geral está maravilhoso. Minha perspectiva hoje é uma das melhores. Espero que realmente seja rápido, porque a gente está precisando de pressa. Nós estamos há 18 anos aguardando por um milagre e eu acho que ele chegou agora”, compartilhou. “Me surpreendeu positivamente a gente não esperava tanto quanto tá sendo. E a esperança voltou a reinar aqui dentro do coração, viu? Eu tô ansioso pra chegar lá no shopping, juntar os feirantes e explicar pra eles o quê que é esse projeto. Eu não consigo mensurar em palavras como é que eu tô feliz e como é que vai ser pra eles”, comemorou o permissionário Gregory Cotrin. “A ideia de tudo o que foi passado é sensacional, vai ser uma nova feira, vai ser o Mercado Central de Brasília, que eu acho que isso que é o mais importante”. Parceria com o Sebrae-DF O representante do Sebrae-DF e membro do Conselho de Políticas Públicas e Gestão Governamental, Márcio Faria Júnior, falou da parceria que o Sebrae-DF pode oferecer. “O Sebrae vai disponibilizar todo o apoio necessário aos pequenos comerciantes para que eles possam ter uma consultoria, uma capacitação. Ou seja, da porta da vitrine pra dentro da loja, dá todo apoio como cursos de vitrine visual merchandising, treinamento em técnicas de vendas, capacitação, toda orientação na parte financeira de como se deve trabalhar para que o comerciante possa caminhar e, assim, ter êxito no seu estabelecimento”, destacou. *Com informações da Segov-DF
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Conplan aprova mudanças na Luos do Jardim Botânico e de Taguatinga
O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, nesta quinta-feira (11), as propostas de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) do Jardim Botânico e de Taguatinga. O objetivo é adequar os parâmetros de uso e ocupação do solo, compatibilizando a legislação com a realidade urbana. Antes de serem apresentadas ao Conplan, as propostas foram debatidas em audiências públicas e incorporaram contribuições apresentadas por moradores e representantes da sociedade civil. O objetivo das alterações na Luos é adequar os parâmetros de uso e ocupação do solo, compatibilizando a legislação com a realidade urbana | Foto: Divulgação/Seduh-DF Jardim Botânico incorpora mais de 1,8 mil lotes à legislação No Jardim Botânico, a proposta incorpora 30 projetos de parcelamento urbano à Luos No Jardim Botânico, a proposta incorpora 30 projetos de parcelamento urbano à Luos, acrescentando mais de 1,8 mil lotes à legislação vigente. "Essa adequação da Luos no Jardim Botânico é fundamental para garantir maior controle urbanístico, segurança jurídica e compatibilidade entre a realidade da ocupação e a legislação vigente" Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação “O Jardim Botânico vive um processo intenso de regularização fundiária e urbanística. Nos últimos anos, diversos projetos de parcelamento do solo e de regularização foram aprovados e registrados na região, o que gerou a necessidade de atualizar a Lei de Uso e Ocupação do Solo para incorporar esses novos lotes e empreendimentos. Essa adequação é fundamental para garantir maior controle urbanístico, segurança jurídica e compatibilidade entre a realidade da ocupação e a legislação vigente”, explicou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. As mudanças atingem diferentes áreas do Jardim Botânico. Entre os principais pontos estão a ampliação dos usos permitidos em cinco lotes do Morada de Deus e em três lotes da Avenida Bela Vista, que passam a admitir uso misto mediante Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), além da revisão de parâmetros urbanísticos para imóveis localizados na Avenida das Paineiras. Taguatinga reforça papel de centralidade regional Em Taguatinga, o estudo incorporou demandas apresentadas pela população e pela administração regional, compatibilizou projetos urbanísticos já aprovados, incluiu novos parcelamentos e revisou parâmetros de uso e ocupação do solo em diferentes setores da cidade. As alterações abrangem 1.476 lotes existentes e acrescentam outros 788 à legislação. Em Taguatinga, as alterações abrangem 1.476 lotes existentes e acrescentam outros 788 à legislação Entre os principais pontos aprovados estão a ampliação dos usos mistos em áreas estratégicas, a requalificação da Zona Industrial de Taguatinga, a incorporação do Setor Habitacional Primavera à Luos e a criação de novos parques urbanos, medida destacada pelos conselheiros durante a reunião. As mudanças também promovem ajustes em áreas próximas aos principais eixos de mobilidade urbana, ampliando oportunidades para a instalação de comércio e serviços em locais já atendidos por infraestrutura. "As mudanças ampliam as possibilidades de uso do solo, estimulam a convivência entre moradia, comércio e serviços e favorecem o melhor aproveitamento da infraestrutura existente" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda “Taguatinga já exerce um papel estratégico na organização urbana do Distrito Federal, e a revisão da Luos reforça essa vocação. As mudanças ampliam as possibilidades de uso do solo, estimulam a convivência entre moradia, comércio e serviços e favorecem o melhor aproveitamento da infraestrutura existente. O objetivo é fortalecer a região como uma centralidade urbana e econômica, conforme previsto no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), tornando a cidade cada vez mais dinâmica, acessível e integrada”, afirmou o relator da proposta e conselheiro e secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes Ferreira. Revisão da Luos do Park Way é retirada de pauta Com relação ao projeto de revisão da Luos do Park Way, a proposta foi retirada de pauta a pedido dos conselheiros. A Seduh avaliará a possibilidade de incorporar as alterações sugeridas ao Plano de Desenvolvimento Local (PDL), que será elaborado para a região. *Com informações da Seduh-DF
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DF compartilha experiências em seminário nacional sobre busca de pessoas desaparecidas
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) participa, nesta quinta (11) e sexta-feira (12), do Seminário Interinstitucional da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o encontro reúne autoridades centrais estaduais, representantes de órgãos públicos, pesquisadores, instituições parceiras e familiares de pessoas desaparecidas. O objetivo é debater estratégias de fortalecimento da política nacional voltada ao tema. A SSP-DF é parceira institucional da iniciativa, por meio do apoio à realização do evento e participação técnica nos debates sobre a implementação e o aprimoramento das ações de busca, localização e atendimento às famílias em todo o país. A programação foi precedida, na quarta-feira (10), pela 9ª Reunião das Autoridades Centrais da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, que discutiu temas como o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, a qualificação dos registros, a depuração de passivos e o compartilhamento de experiências bem-sucedidas entre os estados. Durante a abertura do seminário, o MJSP e instituições parceiras lançaram publicações inéditas voltadas ao fortalecimento da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Entre os materiais apresentados estão a Cartilha de Atuação da Polícia Militar e Guarda Municipal na Busca de Pessoas Desaparecidas, o Guia de Orientações às Autoridades Centrais Estaduais, o Diagnóstico da Gestão de Pessoas Falecidas com Identidade Desconhecida no Brasil e o Manual de Implementação da Resolução CNJ nº 634/2025. Encontro reúne autoridades centrais estaduais, representantes de órgãos públicos, pesquisadores, instituições parceiras e familiares de pessoas desaparecidas | Foto: Divulgação SSP/DF “O desaparecimento de uma pessoa mobiliza não apenas as instituições, mas famílias inteiras que convivem diariamente com a angústia da incerteza. O Distrito Federal tem investido na integração entre órgãos, na qualificação dos profissionais e na humanização do atendimento para oferecer respostas cada vez mais rápidas e eficazes. Participar desse debate nacional é uma oportunidade de compartilhar experiências e, ao mesmo tempo, aprimorar nossas estratégias para fortalecer a proteção às pessoas e o acolhimento às famílias”, destaca o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury. A secretária Executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira, falou da importância da celeridade em dar uma resposta nestes casos. “O desaparecimento de pessoas exige uma atuação integrada, com compartilhamento de informações, articulação entre instituições e atendimento humanizado às famílias. No Distrito Federal, temos trabalhado para consolidar uma política pública estruturada, capaz de oferecer respostas mais rápidas e efetivas. Este seminário fortalece a cooperação entre os estados e contribui para o aprimoramento das ações de busca e localização em todo o país”. DF em destaque Na sexta-feira (12), a subsecretária de Integração de Políticas Públicas de Segurança da SSP-DF, Larissa de Jesus, irá compor a mesa temática sobre boas práticas de implementação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Serão apresentados os avanços da Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, que foi conduzida SSP-DF e tem foco na integração institucional, na gestão da informação e no acolhimento das famílias. Entre as iniciativas que serão compartilhadas estão a Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (RIDESAP), o Plano de Ação Integrado, o Protocolo Sinal de Busca Imediata, o Painel de Dados, o Cadastro Distrital de Pessoas Desaparecidas, a Campanha Reencontrar e as ações permanentes de capacitação da rede de atendimento. “O Seminário permite que as experiências dos estados sejam compartilhadas e discutidas de forma prática. Para o Distrito Federal, é uma oportunidade de apresentar o caminho que vem sendo construído na atenção humanizada ao desaparecimento de pessoas e, ao mesmo tempo, aprender com outras iniciativas que podem fortalecer a atuação integrada em todo o país”, afirma Larissa. "Para o Distrito Federal, é uma oportunidade de apresentar o caminho que vem sendo construído na atenção humanizada ao desaparecimento de pessoas" Larissa de Jesus, subsecretária de Integração de Políticas Públicas de Segurança da SSP/DF A SSP-Df também terá participação no debate de encerramento, que abordará os desafios e perspectivas da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas | Foto: Ualisson Noronha SSP/DF A SSP-DF também terá participação no debate de encerramento, que abordará os desafios e perspectivas da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, ao lado de representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da sociedade civil e de familiares de pessoas desaparecidas. Referência A atuação do Distrito Federal tem sido pautada pela construção de uma política pública estruturada, capaz de integrar diferentes órgãos e instituições em torno de um objetivo comum: localizar pessoas desaparecidas com agilidade e garantir suporte adequado às famílias. Em 2025, o Distrito Federal registrou 1.666 ocorrências de desaparecimento, das quais 1.573 resultaram em localização, alcançando índice de resolução de 94%. Os resultados refletem o fortalecimento da governança interinstitucional, da gestão de dados e das estratégias de prevenção e resposta desenvolvidas pela SSP-DF em parceria com os demais órgãos da rede. *Com informações da SSP/DF
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Delegação do Haiti visita a Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia
Nesta quinta-feira (11), os representantes do governo do Haiti foram à Casa da Mulher Brasileira (CMB), equipamento da Secretaria da Mulher (SMDF), na Ceilândia, para conhecer mais de perto as instalações, a composição da equipe e o funcionamento dos programas e serviços destinados às mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa acontece por meio do programa "Caminhos para a Igualdade", projeto realizado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da ONU Mulheres, voltado para a promoção da equidade de gênero e do empoderamento feminino, nas ações de cooperação internacional do Brasil com outros países do Sul Global. A secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, apresentou a política pública adotada no Distrito Federal. “É um prazer receber a visita dos representantes do governo do Haiti, aqui na Casa da Mulher Brasileira. A presença desta delegação representa muito mais do que uma visita técnica, ela simboliza a força da cooperação internacional, da troca de conhecimentos e da certeza de que os desafios enfrentados pelas mulheres ultrapassam fronteiras e exigem respostas construídas de forma coletiva”. A missão, promovida pela ABC e pela ONU Mulheres, reúne representantes de instituições haitianas para conhecer experiências brasileiras em segurança pública, justiça e proteção às mulheres | Foto: Divulgação/SMDF Funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana, a Casa da Mulher Brasileira é a porta de entrada da rede de proteção às mulheres em situação de violência no Distrito Federal. O espaço oferece alojamento para mulheres e seus filhos, atendimento psicossocial, escuta qualificada e encaminhamento para os serviços necessários, garantindo suporte imediato para quem precisa de ajuda. “Decidimos vir ao Brasil em razão da sua mobilização sobre o tema, da pertinência de suas leis, suas instituições e ações no enfrentamento à violência. Essa é uma oportunidade de buscarmos inspiração para aplicarmos em nosso país essa mesma política pública, aprimorando o nosso enfrentamento às violências em várias áreas, que vitimizam as mulheres haitianas”, disse o diretor de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento (DPSD), Jean Gardy Muscadin. A missão, promovida pela ABC e pela ONU Mulheres, reúne representantes de instituições haitianas para conhecer experiências brasileiras em segurança pública, justiça e proteção às mulheres. O objetivo é fortalecer as capacidades institucionais haitianas no enfrentamento à violência baseada em gênero, por meio da troca de experiências e do compartilhamento de práticas adotadas pelo Brasil nas áreas de prevenção, atendimento e coordenação interinstitucional. *Com informações da SMDF
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GDF investirá R$ 3,7 milhões em nova etapa de recuperação do Cerrado
O Governo do Distrito Federal (GDF) vai investir R$ 3.714.090,63 na execução do projeto Recupera Cerrado II, nova etapa das ações de recuperação do Cerrado iniciadas em 2019. A iniciativa será executada em regime de mútua cooperação com o Instituto Rede Terra, organização da sociedade civil selecionada por meio de chamamento público, e será integralmente custeada com recursos do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam-DF). Desde 2019, o GDF realizou ações de recuperação do Cerrado em aproximadamente 390 hectares de áreas públicas, localizadas em unidades de conservação e áreas de preservação permanente. Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio. Isso se deve aos longos períodos de estiagem, que chegam a se estender por quase seis meses do ano, além dos desafios dos incêndios florestais e, no caso do DF, a forte pressão antrópica em algumas áreas públicas, além da predação pela fauna silvestre — como as capivaras. Para a governadora Celina Leão, a recuperação do Cerrado representa um compromisso com as próximas gerações e com a construção de um Distrito Federal mais sustentável. “Quem planta uma árvore está sempre olhando para o futuro. É um gesto que demonstra sensibilidade com a causa ambiental e responsabilidade com as próximas gerações. Com o Recupera Cerrado II, estamos garantindo que esse trabalho tenha continuidade, fortalecendo a preservação do nosso bioma, protegendo os recursos hídricos e promovendo mais qualidade de vida para a população”, afirma Celina Leão. As ações serão desenvolvidas ao longo de 18 meses em parques, unidades de conservação e áreas de preservação permanente localizadas nas orlas do Lago Paranoá. Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio | Foto: Divulgação/Sema-DF Entre as metas previstas estão a manutenção das áreas plantadas desde 2019, além do plantio de novas 20 mil mudas nativas de grande porte, com altura entre um e dois metros, para preenchimento de falhas, e a semeadura direta de 2,6 toneladas de sementes nativas de árvores, arbustos e capim do Cerrado em 218 hectares. Durante a execução do projeto, as equipes em campo atuarão no controle de espécies exóticas invasoras, no controle de pragas, no coroamento das mudas, na adubação de cobertura e na irrigação sistemática durante os períodos de seca. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, as ações têm potencial para gerar benefícios ambientais e sociais. “A ampliação da cobertura vegetal contribui para a redução das ilhas de calor, o aumento da umidade do ar e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Distrito Federal. A recomposição da vegetação nas margens das bacias hidrográficas também favorece a proteção da qualidade da água e a recarga do Lago Paranoá, além de auxiliar na manutenção da fauna nativa”, argumenta o secretário. A iniciativa é um reforço do alinhamento do GDF com as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas. A recomposição da vegetação nativa em áreas estratégicas contribui para o sequestro de carbono, a regulação do microclima e o aumento da resiliência ambiental frente a eventos extremos, como secas prolongadas e incêndios florestais. Dessa forma, o Recupera Cerrado II amplia seu alcance para além da recuperação ecológica, consolidando-se como uma medida concreta de mitigação e adaptação às mudanças do clima, em sintonia com os benefícios ambientais já observados no projeto *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF)
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Encontro destaca ações que fortalecem agroindústrias e agregam valor à produção rural do DF
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Agências do trabalhador fecham a semana com 489 vagas de emprego disponíveis
As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta sexta-feira (12), 489 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3,2 mil. O posto com a maior remuneração é o de mecânico de manutenção de máquinas industriais, em Ceilândia, com uma vaga aberta. É exigida experiência na área e ensino médio completo. Em relação à demanda, o posto com o maior número de vagas é o de repositor de mercadorias, com 115 oportunidades abertas. Não é exigida experiência prévia. O salário oferecido chega a R$ 1,7 mil, além de benefícios. Outro cargo que se destaca pela quantidade de vagas é o de operador de caixa, com 105 chances, também não é exigido experiência. O salário oferecido é de R$ 1,7 mil, além de benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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Vazio sanitário da soja começa em julho no DF
Produtores rurais do Distrito Federal devem ficar atentos: entre 1º de julho e 30 de setembro estará em vigor o vazio sanitário da soja, medida obrigatória que proíbe a presença de plantas vivas da cultura nas propriedades rurais. A iniciativa tem como objetivo prevenir a ferrugem asiática, considerada uma das principais ameaças à produção de soja no Brasil. Grãos de soja: ferrugem asiática pode provocar redução da produtividade e prejuízos econômicos | Fotos: Divulgação/Seagri-DF Coordenada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a medida determina a eliminação de todas as plantas vivas de soja, inclusive aquelas que nascem espontaneamente após a colheita da safra, conhecidas como plantas voluntárias. “O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças" Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode provocar redução da produtividade e prejuízos econômicos significativos para os produtores. Por isso, o vazio sanitário é uma das principais estratégias de manejo adotadas para interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra. Ao eliminar as plantas hospedeiras durante o período determinado, reduz-se a quantidade de inóculo do fungo nas fases iniciais do cultivo da soja. A medida contribui para retardar a ocorrência da doença na safra subsequente, reduzindo perdas produtivas e a necessidade de aplicações de fungicidas, além de minimizar impactos econômicos e ambientais. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, o DF se destaca nacionalmente pelos elevados padrões sanitários e pela qualidade de suas lavouras, e o vazio sanitário reforça esse compromisso com a sanidade vegetal. “O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças", destaca Bueno. Parceria com a defesa agropecuária Cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado: quem descumprir pode sofrer sanções previstas em lei “A defesa agropecuária é um trabalho que se constrói em parceria. O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais” Danielle Araújo, subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF O secretário observa que o vazio sanitário da soja vem para complementar esse trabalho. "Cerca de 40% das mais de 390 mil toneladas de soja produzidas no DF são destinadas à produção de sementes, que abastecem outros estados e dão origem a novas lavouras em diversas regiões do país", diz. "Por isso, essa ferramenta tem um papel ainda mais relevante para o Distrito Federal. O trabalho da defesa agropecuária, em parceria com os produtores rurais, é fundamental para que possamos manter esse padrão de excelência e continuar avançando na abertura de novos mercados.” [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, Danielle Araújo, o sucesso da medida depende do envolvimento de todos os produtores. “A defesa agropecuária é um trabalho que se constrói em parceria. O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais, que são os primeiros interessados em proteger suas lavouras. O histórico de enfrentamento da ferrugem asiática mostra que a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para preservar a produtividade e a competitividade da nossa agricultura”, afirma. A Seagri-DF reforça que o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado ao longo do período. O descumprimento da norma pode resultar nas sanções previstas na Lei Distrital nº 6.932/2021, sem prejuízo de outras responsabilizações administrativas, civis e penais cabíveis. A medida contribui para fortalecer a sanidade vegetal da cultura da soja no Distrito Federal e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra. *Com informações da Seagri-DF
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Piquenique movimenta programação de aniversário de Brazlândia
Neste domingo (14), Brazlândia recebe mais uma edição do tradicional Piquenique à Beira do Lago, evento que chega a sua 4ª edição e já se consolidou como um dos momentos mais aguardados da programação de aniversário da cidade. Realizado na Orla do Lago, das 15h às 19h, o piquenique reúne, todos os anos, um grande público de todas as idades em um ambiente acolhedor e descontraído. A proposta é incentivar a convivência social, proporcionando uma tarde leve e agradável ao ar livre. Durante o evento, é comum ver famílias, amigos e casais aproveitando o espaço para conversar, compartilhar alimentos, brincar, jogar e até curtir música de forma espontânea, com rodas de violão e interação entre os participantes. A proposta é incentivar a convivência social, proporcionando uma tarde leve e agradável ao ar livre | Foto: A iniciativa reforça o compromisso da Administração Regional de Brazlândia em promover ações que valorizem o lazer, a cultura e o bem-estar da população, além de estimular o uso dos espaços públicos da cidade. Para a administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, o evento já faz parte do calendário afetivo da cidade. “É uma programação preparada com muito carinho para toda a comunidade. O piquenique já se tornou uma tradição dos aniversários de Brazlândia e é muito bonito ver famílias inteiras reunidas, crianças brincando, amigos celebrando e a população ocupando os espaços públicos com alegria e união. Esse é o verdadeiro espírito da nossa cidade”, destacou. Serviço Evento: Piquenique à Beira do Lago Data: domingo, 14 de junho Horário: das 15h às 19h Local: Orla do Lago, Brazlândia *Com informações da Administração Regional de Brazlândia
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