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Fevereiro Roxo reforça cuidado a pacientes com dor crônica no Hospital de Santa Maria

Dor que não aparece em exames, mas limita movimentos, afeta o sono e compromete o dia a dia. Essa é a realidade de quem convive com fibromialgia, síndrome crônica que exige acompanhamento contínuo e cuidado multidisciplinar. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), pacientes com dor crônica contam com suporte especializado por meio do Ambulatório da Dor. É essa estrutura que hoje acompanha a rotina de Rosalina Lopes, 54 anos. Diagnosticada há sete anos, ela só buscou acompanhamento especializado no ano passado. Desde então, integra os encontros do ambulatório e relata melhora significativa. “Tem dias em que minhas mãos e braços doem muito. Quando venho para cá e faço infiltração de bloqueio, chego em casa bem mais aliviada”, conta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira convive com fibromialgia. A cada dez pessoas diagnosticadas, entre sete e nove são mulheres, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos. Apesar da maior incidência feminina, a síndrome também pode atingir homens, idosos, adolescentes e até crianças. Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia e outras doenças correlatas como condições que podem configurar deficiência. A legislação prevê atendimento multidisciplinar e a capacitação de profissionais especializados, ampliando o olhar sobre a complexidade do quadro. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), pacientes com dor crônica contam com suporte especializado por meio do Ambulatório da Dor | Foto: Divulgação/IgesDF A fibromialgia provoca dor difusa, sobretudo em músculos e tendões. Também pode estar associada a cansaço persistente, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e concentração, além de sintomas depressivos. Embora não seja progressiva, ainda não há cura, o que torna o acompanhamento contínuo essencial para garantir mais qualidade de vida. Para a reumatologista do HRSM, Rafaela Cruz, um dos maiores desafios enfrentados pelos pacientes é justamente a invisibilidade da doença. “A fibromialgia é uma doença invisível. Não há uma alteração física aparente, como em uma fratura, por exemplo. Trata-se de uma resposta exacerbada à dor. O paciente sente de forma real e intensa, mas isso nem sempre é percebido por quem está ao redor”, explica. Segundo a médica, o diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas apresentados. “Não existem exames laboratoriais ou de imagem que confirmem a doença. O cérebro interpreta sinais comuns como extremamente dolorosos, e fatores como ansiedade e depressão podem agravar esse processo”, detalha. Como funciona o Ambulatório da Dor no HRSM O atendimento às pessoas com dores crônicas acontece por meio do Ambulatório da Dor, projeto estruturado em 12 encontros semanais. A proposta vai além do controle dos sintomas. O foco está na educação em saúde, na compreensão da condição e no fortalecimento da autonomia para o enfrentamento diário. Durante o programa, os participantes contam com acompanhamento multiprofissional. Na fisioterapia, aprendem exercícios, alongamentos e técnicas voltadas ao alívio da dor. O suporte psicológico oferece acolhimento emocional e psicoeducação, fundamentais para quem convive com sofrimento contínuo. Já a terapia ocupacional avalia os impactos nas atividades diárias e propõe adaptações que preservem funcionalidade e independência. Para a fisioterapeuta Thayze Braga, o objetivo é oferecer estratégias aplicáveis fora do ambiente hospitalar, ajudando o paciente a lidar melhor com os sintomas no dia a dia. “Trabalhamos alongamentos, relaxamentos e auriculoterapia. Quando o paciente entende que existem recursos para lidar com a dor e que ela não precisa ser totalmente limitante, há melhora na qualidade de vida e até redução do uso excessivo de medicamentos”, destaca. O acesso ao grupo ocorre por encaminhamento médico. De acordo com a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Palatucci Bello, pacientes regulados para a reumatologia passam por avaliação e, ao ser identificado um padrão de dor persistente, podem ser direcionados ao programa. “O encaminhamento é entregue à enfermagem, que organiza a lista de espera. À medida que novos grupos são formados, os pacientes são chamados. Cada turma reúne, em média, 15 participantes”, explica. Usuários atendidos pela ortopedia também podem ser incluídos, desde que atendam aos critérios clínicos estabelecidos. Neste mês de conscientização, o HRSM reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento especializado, oferecendo atendimento multiprofissional e acolhedor às pessoas com fibromialgia e outras condições associadas à dor crônica. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Carnaval reforça hospitalidade e impulsiona turismo no Distrito Federal

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Projeto apoiado pela FAPDF cria jardim de chuva para reduzir alagamentos no Sol Nascente

No Trecho II do Sol Nascente, a ciência tem ganhado forma concreta no território. Um projeto desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) demonstra que é possível enfrentar os impactos das mudanças climáticas nas periferias urbanas por meio de soluções sustentáveis, participativas e socialmente comprometidas. Intitulada “Ação nas Periferias: Apoio à Implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) para a Adaptação Inclusiva das Periferias Urbanas às Mudanças Climáticas”, a iniciativa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Seleção Pública de Projetos de Extensão (2024). A coordenação é da professora Liza Maria Souza de Andrade, arquiteta, mestre e doutora pela UnB, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e coordenadora do Laboratório Periférico  Assessoria Sociotécnica. Com trajetória consolidada na área de urbanismo sensível à água e assessoria sociotécnica em territórios periféricos, a pesquisadora lidera iniciativas que articulam ciência aplicada e transformação territorial. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a iniciativa torna evidente o papel da pesquisa aplicada no enfrentamento dos desafios contemporâneos. “Apoiar projetos que transformam conhecimento científico em ação concreta no território é uma prioridade da FAPDF”, afirma. “Iniciativas como esta mostram que a pesquisa desenvolvida no Distrito Federal pode gerar impacto social direto, reduzir vulnerabilidades e contribuir para uma agenda de desenvolvimento mais justa e sustentável”. A ação partiu de um diagnóstico direto da realidade local: alagamentos frequentes, processos erosivos, drenagem insuficiente e escassez de áreas verdes — problemas agravados pelo aumento de eventos climáticos extremos. Moradores participaram do diagnóstico do território, da definição do local de implantação e da execução da solução | Fotos: Divulgação/FAPDF O que são Soluções Baseadas na Natureza? As chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN) utilizam os próprios processos naturais para enfrentar desafios urbanos e climáticos. Em vez de depender exclusivamente de obras tradicionais em concreto e canalizações, essas soluções incorporam vegetação, solo permeável e sistemas naturais de drenagem para permitir que a água da chuva se infiltre no solo e não escoe pela superfície, reduzindo alagamentos e erosões. Trata-se de integrar natureza e planejamento urbano como estratégia de adaptação climática, promovendo benefícios ambientais e sociais de forma integrada. Intervenção prática no território No Sol Nascente, o projeto implantou um protótipo de SbN: um jardim de chuva integrado à bacia de detenção da Quadra 209, dimensionado para captar e infiltrar a água pluvial, contribuindo para a redução de riscos socioambientais. A intervenção foi construída a partir de uma metodologia participativa baseada na pesquisa-ação, que integrou conhecimento técnico e saberes da própria comunidade. Moradores participaram do diagnóstico do território, da definição do local de implantação e da execução da solução. “O que buscamos foi demonstrar que é possível construir adaptação climática a partir do território, com a comunidade como coautora das soluções. As Soluções Baseadas na Natureza permitem responder a problemas reais, como alagamentos e erosões, de forma tecnicamente consistente e socialmente adequada”, destaca a professora Liza Maria Souza de Andrade. A iniciativa integra o projeto SBN nas Periferias, coordenado pelo Ministério das Cidades, e foi desenvolvida em parceria com a Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, além de entidades, coletivos e movimentos sociais que atuam no território, como o CAU-DF, o Coletivo Panã, a Rede Ecosol, a Escola PNorte, o gabinete Aba Reta da CLDF e o Consórcio Internacional TRANS-Lighthouses, vinculado ao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Além da obra física, foram realizadas oficinas técnico-comunitárias, curso de extensão com módulos teóricos e práticos, atividades educativas com a escola local e capacitação de agentes territoriais, fortalecendo o protagonismo comunitário e a governança local. O projeto também utilizou drones e fotogrametria — técnica que gera mapas detalhados a partir de imagens aéreas — para identificar áreas de risco e orientar as intervenções. “Apoiar projetos que transformam conhecimento científico em ação concreta no território é uma prioridade da FAPDF. Iniciativas como esta mostram que a pesquisa desenvolvida no Distrito Federal pode gerar impacto social direto, reduzir vulnerabilidades e contribuir para uma agenda de desenvolvimento mais justa e sustentável" Leonardo Reisman, presidente da FAPDF Formação, ciência aplicada e impacto social A formação foi um eixo central da iniciativa. Moradores, lideranças comunitárias e estudantes participaram do processo, com certificação institucional, ampliando as capacidades locais para manutenção e monitoramento das soluções implantadas. Entre os principais resultados alcançados estão: a implantação de infraestrutura verde em área vulnerável; a organização do método de trabalho para aplicação em outros territórios; a produção científica e materiais técnicos; orientações que podem subsidiar políticas públicas de adaptação climática. Estima-se que cerca de 500 pessoas tenham sido beneficiadas diretamente e entre 3 mil e 5 mil indiretamente, considerando o alcance territorial e o potencial de replicação da metodologia. Ciência aplicada com retorno social Para a coordenadora do projeto, o apoio institucional foi determinante para transformar a proposta em ação concreta no território. “O apoio da FAPDF foi decisivo para que conseguíssemos integrar ensino, pesquisa e extensão em uma ação efetiva no Sol Nascente. O financiamento permitiu estruturar as oficinas, realizar o mapeamento técnico e consolidar uma metodologia que pode ser aplicada em outros territórios periféricos. Trata-se de um investimento público que retorna diretamente à sociedade”, afirma Liza.   *Com informações da FAPDF

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Carnaval 2026: Samu-DF presta 194 atendimentos durante quatro dias de folia na capital

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) prestou 194 atendimentos durante a Operação Carnaval 2026, realizada entre os dias 14 e 17 deste mês. Ao longo dos quatro dias de festividades, as equipes reforçaram o atendimento pré-hospitalar nos principais pontos de concentração de foliões, garantindo assistência rápida e eficiente à população. Serviço percorreu as regiões carnavalescas para garantir segurança e saúde dos foliões | Foto: Divulgação/Samu-DF  As ocorrências foram registradas no circuito dos blocos carnavalescos, na região do Museu Nacional da República e da Esplanada dos Ministérios, onde os profissionais do Samu atuaram em parceria com uma empresa privada de emergências médicas contratada para o evento. A maior parte dos atendimentos esteve relacionada a mal-estar, abuso de álcool, drogas e intoxicação. A atuação preventiva e estratégica das equipes do Samu-DF permitiu que a maioria dos casos fosse resolvida no próprio local, contribuindo para evitar a sobrecarga das unidades de saúde e assegurando maior agilidade no encaminhamento das situações de maior gravidade. [LEIA_TAMBEM]A diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, avalia que o planejamento antecipado e o reforço das equipes são fundamentais para garantir a segurança da população durante as festividades. “O Carnaval é um momento de celebração, mas também exige responsabilidade”, pontua. A operação reforça o compromisso do Samu-DF com a promoção da saúde, a prevenção de agravos e a resposta rápida às urgências e emergências. “Nosso trabalho é garantir que o folião tenha atendimento rápido e seguro sempre que precisar”, enfatiza a diretora.  *Com informações da Secretaria de Saúde

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Feira do Trabalho e do Campo chega a Santa Maria

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) promove, entre os dias 23 e 28 de fevereiro, a 8ª edição da Feira do Trabalho e do Campo, em Santa Maria. O evento é gratuito, aberto ao público e tem como objetivo fortalecer a economia local, promover a geração de emprego e renda e valorizar o trabalho urbano e rural. A feira será realizada na Quadra Central 1, Conjunto H, Lote 1, ao lado do ginásio, atrás da administração regional da cidade. Durante a programação, a população terá acesso a diversos serviços da Agência do Trabalho Itinerante, como encaminhamento para vagas de emprego, inscrições em cursos de capacitação, orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital, o seguro desemprego e o programa Cesta do Trabalhador. O evento é voltado a trabalhadores, jovens em busca do primeiro emprego, produtores rurais e empreendedores | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília [LEIA_TAMBEM]O evento também contará com oficinas e workshops gratuitos, com certificação, voltados a trabalhadores, jovens em busca do primeiro emprego, produtores rurais e empreendedores, além de ações de economia solidária, apoio ao produtor local e serviços institucionais. A iniciativa é uma realização da Sedet-DF, em parceria com o Instituto Acolher e apoio da Administração Regional de Santa Maria. 8ª Feira do Trabalho e do Campo Data: 23 a 28 de fevereiro Local: Quadra Central 1, Conjunto H, Lote 1, ao lado do ginásio, atrás da administração regional da cidade Entrada gratuita *Com informações da Sedet-DF  

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Distrito Federal padroniza procedimentos e amplia resposta ao desaparecimento de pessoas

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) lançou, na manhã desta quinta-feira (19), o Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. O material estabelece a implementação sistemática de fluxos pactuados, responsabilidades definidas e governança consolidada entre os órgãos. O texto apresenta, de forma clara, um roteiro e um protocolo do que cada instituição deve fazer — desde o registro do desaparecimento até as etapas de busca, acolhimento familiar, articulação interinstitucional e eventual localização. Em 2025, o DF alcançou índice de 98% de localização, o maior do Brasil. A entrega do documento marca um ciclo iniciado em 2023, com a instituição da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (Ridesap), e representa a consolidação de uma atuação conjunta entre segurança pública, saúde, assistência social, justiça e sistema de garantia de direitos, organizada sob coordenação da Subsecretaria de Integração de Políticas Públicas de Segurança (Subisp). Participaram da construção do plano distrital a Polícia Civil (PCDF), a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), o Departamento de Trânsito (Detran-DF), a Secretaria de Saúde (SES-DF), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e a Defensoria Pública (DPDF), além do Ministério Público (MPDFT), do Poder Judiciário, do governo federal e da sociedade civil. ​Lançado nesta quinta (19), Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas apresenta um roteiro e um protocolo indicando como cada instituição deve proceder | Foto: Divulgação/SSP-DF Durante a solenidade, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou o caráter estruturante da iniciativa: “Estamos institucionalizando uma política de Estado. O desaparecimento exige resposta imediata, integrada e técnica. Superamos entraves, alinhamos fluxos e estabelecemos uma engrenagem única entre os órgãos. Quanto menor o tempo de resposta, maior a possibilidade de localização. Essa política nasce da integração e da responsabilidade coletiva, pois os órgãos sempre atuaram na temática, mas muitas vezes de forma individualizada, com dificuldades nos fluxos transversais. Hoje, a partir do registro do desaparecimento, temos um sistema sem barreiras institucionais, com comunicação mais rápida e integração efetiva entre segurança pública, saúde, assistência social e demais áreas”. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, ressaltou que o plano fortalece um modelo já consolidado: “O Distrito Federal é hoje a unidade da Federação que mais localiza pessoas desaparecidas, com índices que chegam a 98% e 99% de resolução. Isso é resultado de protocolo claro e acionamento imediato. Aqui não existe a falácia das 24 horas. O registro feito na Polícia Civil já dispara, em minutos, uma engrenagem integrada: divulgação, mobilização das forças, acionamento da rede e, hoje, inclusive, apoio das câmeras com reconhecimento facial. Mas sempre nos perguntamos: o que dizer àquele 1%? Foi essa inquietação que nos moveu a estruturar o grupo de trabalho e consolidar este plano, porque o desaparecimento é uma tragédia em vida. Por isso estruturamos este plano, que organiza a atuação de todos os órgãos como uma única rede, com uma única prioridade: localizar essa pessoa e dar resposta rápida e humanizada às famílias”. Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: "O desaparecimento exige resposta imediata, integrada e técnica. Quanto menor o tempo de resposta, maior a possibilidade de localização" A elaboração do plano envolveu reuniões bilaterais, oficinas técnicas, validações jurídicas e ajustes operacionais por mais de um ano. O diagnóstico inicial apontou a existência de procedimentos individuais e fluxos transversais com entraves administrativos. A partir dessa análise, foram pensadas soluções institucionais que, a partir de hoje, passam a compor oficialmente a política distrital. O lançamento do documento representa o desdobramento de uma construção iniciada em 2023, quando foi instituída a Ridesap, como explica o titular da Subisp, Jasiel Fernandes: “O plano é resultado de um processo técnico iniciado quando estruturamos a Rede Distrital e começamos a mapear lacunas e entraves nos fluxos interinstitucionais. Realizamos reuniões com cada órgão, identificamos especificidades operacionais e pactuamos responsabilidades claras, tanto internas quanto transversais. A mudança é sistêmica: saímos de atuações fragmentadas para uma governança integrada, com protocolos definidos e comunicação mais ágil. Isso garante resposta mais rápida, reduz obstáculos administrativos e coloca a pessoa desaparecida e sua família no centro da política pública”. [LEIA_TAMBEM]O delegado-geral da PCDF, José Werick, destacou que a corporação atua com base em princípios de sensibilidade, celeridade e rigor técnico, com protocolo estruturado em pilares como registro imediato, acolhimento humanizado, coleta detalhada de informações, rastreio técnico e identificação genética: “Na Polícia Civil, cada registro de desaparecimento é tratado com sensibilidade, celeridade e rigor técnico. Nosso protocolo, estruturado a partir de 2022 e consolidado em 2023, tornou-se referência nacional. O plano apresentado hoje consolida esse modelo ao integrar instituições e alinhar fluxos, colocando a pessoa desaparecida e sua família no centro das ações do Estado”. A promotora de Justiça Polyanna Silvares, do MPDFT, reforçou o caráter colaborativo da política, efetuada sem judicialização ou recomendações formais, fruto da proatividade institucional e da adesão conjunta dos órgãos: “Essa é uma política pública construída de forma exemplar, marcada pela integração real entre instituições. O Distrito Federal demonstra protagonismo nacional ao reunir, na mesma mesa, Segurança Pública, Saúde, Desenvolvimento Social, Defensoria, governo federal e sociedade civil. O Ministério Público acompanha essa pauta de forma colaborativa e concomitante, sem necessidade de recomendações ou judicialização, porque ela nasce da proatividade da Secretaria de Segurança Pública e da adesão comprometida de todos os parceiros. O plano de ação representa um passo estruturante, fruto de muito trabalho técnico, e reforça nosso compromisso comum de avançar cada vez mais na excelência do atendimento às famílias e na busca por desaparecimento zero no DF”. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

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Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas no Distrito Federal

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Centros de atendimento ao turista ofereceram opções de diversão para foliões durante o Carnaval

Depois de passar por diversas cidades ao redor do mundo, a bióloga Alessandra Matavel decidiu visitar Brasília pela primeira vez. Moradora de Belo Horizonte, ela escolheu o feriado carnavalesco para explorar os pontos turísticos do Quadradinho e, finalmente, poder dizer que já esteve na capital brasileira. “Conheço várias capitais, mas não conhecia a capital do meu próprio país. Ficava me sentindo um pouco constrangida, então decidi aproveitar o feriado do Carnaval para vir para cá”, contou. Alessandra e o marido, o engenheiro civil Ivan Cardoso, montaram um roteiro extenso, passando pelos principais monumentos da Esplanada dos Ministérios e subindo o Eixo Monumental até a Torre de TV. Foi lá, inclusive, que o casal foi atendido pelo Centro de Atendimento ao Turista (CAT), iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF), vinculada à Secretaria de Turismo (Setur), que oferece informações sobre atrações, serviços e programações culturais aos visitantes do Quadradinho. “Tem um mapa bem grande da cidade e uma guia turística disponibilizando informações. É importante ter esse apoio, porque às vezes a gente fica perdido. A guia estava comentando como foi concebido o Plano Piloto. É bem interessante”, afirmou Alessandra. O marido também elogiou a experiência. “Faz diferença ter essas orientações para se locomover e até visitar algo que não estava nos planos. A guia deu explicações sobre a estrutura da cidade, a concepção e as ideias do Oscar Niemeyer. Como engenheiro, acho fantástico”, comentou ele. Durante o feriado de Carnaval, celebrado entre os dias 14 e 17 deste mês, os centros receberam cerca de 120 turistas nacionais e internacionais. Houve visitantes de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Goiás, Ceará, Alagoas e Piauí, além de outros países, incluindo Alemanha, Chile, Colômbia, Costa Rica, França, Espanha e Estados Unidos. Foram entregues aproximadamente 130 materiais, como mini guias em inglês e espanhol e cartões-postais. O secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo, frisou que o DF é um destino estruturado e plural, capaz de atender diferentes perfis de visitantes. “Brasília reafirma sua posição como um destino estruturado e plural, capaz de atender diferentes perfis de visitantes, seja com a programação cultural e os blocos tradicionais, seja com opções de natureza, gastronomia e lazer”, destacou. As características que constroem a identidade brasiliense foram reunidas pela Setur-DF na Coleção Rotas Brasília, disponível para download gratuito no site da pasta e distribuída nos CATs. Durante o feriado de Carnaval, celebrado entre os dias 14 e 17 deste mês, os centros receberam cerca de 120 turistas nacionais e internacionais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Na folia do Quadradinho, segurança e diversão foram palavras-chaves. Com investimento de R$ 10 milhões, o DF Folia 2026 teve 73 blocos em 18 regiões administrativas, com mais de 2,4 milhões de acessos no transporte público gratuito e reforço do policiamento. “A equipe do Governo do Distrito Federal tem atuado de forma integrada no planejamento e na organização da cidade para garantir segurança, qualidade nos serviços e uma experiência acolhedora, fortalecendo o turismo e movimentando a economia local”, enfatizou Araújo. Atendimento turístico Os CATs estão localizados em pontos estratégicos da cidade: no aeroporto, na rodoviária interestadual, na Casa de Chá, na Torre de TV e, nos finais de semana e feriados, no CAT móvel. Segundo a guia turística Samara dos Santos, cada unidade tem uma função específica. “O CAT móvel, normalmente, atende turistas que já chegaram, se instalaram no hotel e agora estão passeando pela cidade. Já o aeroporto e a rodoviária funcionam como portas de entrada: muitas pessoas ainda não organizaram a hospedagem ou os passeios. Nós ajudamos a buscar os melhores locais e valores”, explicou a guia.   De acordo com Santos, a capital federal tem sido cada vez mais reconhecida como opção turística. “As pessoas estão mais interessadas em Brasília sim. Muitas pessoas têm esse sonho e acho que é importante a gente conhecer a capital do próprio país. Ainda mais uma como a nossa, que tem uma história tão forte”, afirmou. A vinda de turistas movimenta também o aeroporto: até quarta-feira (18), a expectativa é de que cerca de 300 mil passageiros passem pelo terminal, entre embarques, desembarques e conexões. Depois de passar por diversas cidades ao redor do mundo, a bióloga Alessandra Matavel decidiu visitar Brasília pela primeira vez Entre os brasileiros que desembarcaram em Brasília para aproveitar o feriado está a analista de sistemas Renata Guimarães, natural de Recife. “Já tinha vindo algumas vezes, mas meu marido nunca tinha visitado. Aproveitamos para apresentar a cidade a ele e fugir um pouco do agito do Carnaval. Logo de cara, dá pra ver que é uma cidade muito organizada, com ruas largas e uma estrutura planejada. É diferente de tudo que estamos acostumados”, revelou. O casal também aproveitou o ponto de apoio ao turista na Torre de TV para se orientar e aprender mais sobre a capital. “O turista precisa desse apoio. Faz diferença saber para onde ir e o que visitar. Esse mapa grande dá uma visão completa da cidade. A partir dele, conseguimos ter uma noção clara de como Brasília está estruturada”, completou Renata.

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Medalhistas da Obmep já podem se inscrever em iniciação científica

Estudantes do Distrito Federal que conquistaram medalha na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) já podem se inscrever no Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O prazo vai até o dia 23 deste mês, com inscrição feita exclusivamente pelo site do programa, por meio de login e senha enviados por e-mail aos medalhistas. Atividades têm como objetivo incentivar estudantes a investirem no aprendizado e na autonomia | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF Em 2025, o DF somou 260 medalhistas, entre estudantes da rede pública (205) e privada (55), além de 762 menções honrosas, 538 delas destinadas a alunos de escolas públicas. Podem participar do 20º PIC estudantes premiados com medalha nacional (ouro, prata ou bronze). Em caso de vagas remanescentes, alunos com menção honrosa poderão ser chamados. De acordo com Luis Lucinger, coordenador do PIC e docente do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB), o programa tem como foco o desenvolvimento de melhores hábitos de estudo. “O PIC Júnior da Obmep visa a desenvolver no aluno o hábito do estudo qualificado da Matemática, de modo que ele consiga ganhar independência e autonomia no aprendizado, e isso representa uma grande oportunidade de crescimento acadêmico”, resume. Bolsa para estudantes da rede pública Além do aprofundamento acadêmico, participantes da rede pública têm direito a uma bolsa mensal de R$ 300, paga pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante 12 meses, desde que estejam matriculados em escola pública em 2026. Amanda Líride, ao lado de Fernando Alves, ambos medalhistas: “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis” | Foto: Bruno Grossi/SEEDF “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis”, lembra a medalhista e bolsista Amanda Líride, de 14 anos, ex-aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 7 de Brasília. “Nas escolas em que estudei, eu nunca tinha tido contato com medalhistas e não tinha muita ideia do que eram esses programas e bolsas de estudo.” Segundo Amanda, a entrada no PIC representou uma mudança na forma de estudar. “Eu mudei completamente meus métodos, comecei a rever questões, participar de debates, buscar minhas próprias resoluções, e isso mudou minha forma de pensar e de compreender as possibilidades que eu tenho”, afirma. Experiências avançadas Uma boa notícia para quem obteve classificação é anunciada pelo coordenador do PIC: “Os alunos que obtêm as melhores notas podem participar, no ano seguinte, de uma semana de atividades matemáticas intensas, em uma cidade diferente do Brasil, com todos os custos pagos”. Ele se refere ao Encontro do Hotel de Hilbert, uma imersão nacional com cerca de uma semana com atividades intensivas em Matemática, reunindo medalhistas de todo o país com despesas custeadas pelo programa. O encontro reúne anualmente cerca de 150 a 200 medalhistas de todo o país. O medalhista e bolsista do PIC Fernando Alves, 14, alcançou em 2025 a maior nota do país no nível II da Obmep e participou do Encontro do Hotel de Hilbert como um dos momentos mais marcantes da trajetória. “Foi pelo PIC que eu consegui essa experiência incrível, em que a gente viaja e passa cerca de uma semana participando de aulas, palestras, jogos e atividades”, relata. “Foi uma das melhores experiências que eu tive na vida”. [LEIA_TAMBEM]Ex-aluno do CEF 7 de Brasília, Fernando lembra que seu interesse pela Matemática surgiu ainda no ensino fundamental: “Conheci a Obmep no sétimo ano, e foi quando comecei a estudar para a olimpíada que passei a gostar de Matemática, porque os problemas fazem a gente pensar de um jeito diferente, com raciocínio lógico, e não apenas aplicar fórmulas”. As medalhas conquistadas, valoriza ele, abriram caminho para a participação no PIC e para o aprofundamento contínuo nos estudos. O Programa de Iniciação Científica Jr. tem duração de um ano e reúne aulas presenciais em polos universitários e atividades online, com material didático próprio, listas de exercícios e avaliações periódicas, voltadas ao desenvolvimento do raciocínio crítico e ao estímulo à pesquisa científica. Como se inscrever Para confirmar a participação, o estudante deve acessar este site, entrar com login e senha enviados por e-mail, ler atentamente o regulamento e concluir a inscrição até a data final. Outras informações estão disponíveis pelos contatos da Coordenação Regional do PIC-DF, pelo e-mail cric_df@Obmep.org.br e pelo WhatsApp (61) 99529-5093. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Guará recebe edição especial da Rua de Lazer com foco em sustentabilidade

A Administração do Guará promove, neste domingo (22), mais uma edição da Rua de Lazer, que, neste mês, terá como tema Carnaval Sustentável: Mais Consciência, Menos Lixo. A iniciativa une cultura, cidadania e responsabilidade ambiental, incentivando o descarte correto de resíduos e o uso consciente dos espaços públicos durante o período carnavalesco. A programação ocupará a Avenida Central do Guará II, entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei, das 6h às 16h. A expectativa é receber mais de duas mil pessoas ao longo do dia. O espaço contará com estrutura de apoio, incluindo banheiros químicos, além de sorteio de brindes doados por empresários da cidade. A Rua de Lazer deste mês terá como temas o Carnaval e a sustentabilidade | Foto: Divulgação/Administração do Guará Voltada à família — inclusive crianças, idosos e pets—, a programação reúne feira de artesanato, pintura de rosto, espaço kids com pula-pula e brinquedos infláveis, distribuição de pipoca e algodão-doce e o tradicional trenzinho de ferro, uma das atrações mais procuradas pelo público infantil. Para a melhor idade, estão previstas atividades como bingo e roda de bordados, promovendo integração e convivência comunitária. A área esportiva terá atividades recreativas, como golzinho e tênis de mesa. E na de serviços, a população poderá participar de ações de saúde, com vacinação contra gripe, covid-19 e dengue, além de aferição de glicemia e pressão arterial, ampliando o acesso a serviços essenciais. [LEIA_TAMBEM]O administrador regional do Guará, Artur Nogueira, destaca o caráter comunitário do evento. “A Rua do Lazer já faz parte do calendário da cidade e se consolidou como espaço de encontro das famílias. Nesta edição, reforçamos a importância da consciência ambiental aliada à alegria do Carnaval. Queremos que a população aproveite a programação e também contribua para manter o Guará limpo e organizado”, afirma. Blocos animam a programação Entre as atrações culturais confirmadas estão o Carnalobo e o Bloquinho do Lobinho, que levarão música ao vivo e atividades voltadas para diferentes faixas etárias. Criado no próprio Guará, o Carnalobo retorna com repertório que valoriza ritmos tradicionais do carnaval brasileiro. Já o Bloquinho do Lobinho oferece programação dedicada às crianças, com apresentações culturais e atividades lúdicas. Rua de Lazer do Guará – Edição de Carnaval Data: 22 de fevereiro Horário: das 6h às 16h Local: Avenida Central do Guará II *Com informações da Administração Regional do Guará  

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Primeira edição do Casamento Comunitário 2026 será realizada no Museu Nacional da República em 22 de março

A primeira edição do Casamento Comunitário de 2026 já tem data e cenário definidos: será em 22 de março, no Museu Nacional da República. Um dos principais cartões-postais de Brasília será palco de mais uma celebração coletiva que promete transformar sonhos em realidade para dezenas de casais do Distrito Federal. A primeira edição do Casamento Comunitário 2026 será em 22 de março, no Museu Nacional da República | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o programa garante a oficialização gratuita da união civil e oferece toda a estrutura necessária para que os noivos vivam esse momento com emoção e dignidade. A iniciativa é voltada a casais em situação de vulnerabilidade social, assegurando não apenas a isenção das taxas cartoriais, mas também uma cerimônia completa e cuidadosamente organizada. Entre os benefícios oferecidos estão vestido de noiva, terno para o noivo, transporte até o local da cerimônia, produção básica, decoração especial, registro fotográfico e toda a organização do evento. Além de proporcionar uma experiência inesquecível, a oficialização da união garante direitos civis ao casal, como segurança jurídica, direitos sucessórios e inclusão em benefícios previdenciários, entre outros previstos em lei. A proposta é ampliar o acesso à cidadania e fortalecer os vínculos familiares. Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o programa vai além da celebração. “O Casamento Comunitário é uma política pública que garante direitos, fortalece as famílias e promove dignidade. Cada edição é a prova de que o Estado pode transformar vidas com sensibilidade, organização e compromisso social. Ver esses casais realizando um sonho é o que nos motiva a ampliar cada vez mais essa iniciativa”, destaca. Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania (de amarelo): "Ver esses casais realizando um sonho é o que nos motiva a ampliar cada vez mais essa iniciativa" Sonho realizado Quem já viveu essa experiência fala com emoção. A diarista Elisângela da Silva Pereira, 45 anos, e o garçom Alfredo dos Santos Souza, 46, moradores de Brazlândia, participaram da terceira edição do Casamento Comunitário de 2025. Para o casal, o programa representou a concretização de um sonho antigo. “Foi um dia que vai ficar marcado para sempre nas nossas vidas. A gente sempre quis oficializar nossa união, mas não tinha condições. O Casamento Comunitário nos deu essa oportunidade e foi tudo perfeito”, conta Elisângela. Alfredo reforça o sentimento de gratidão: “Foi muito mais do que imaginávamos. A estrutura, a organização, o carinho com cada casal… Foi emocionante demais”. Já para Ana Amélia Rocha, 55 anos, servente de limpeza e moradora da Estrutural, a expectativa para a edição de março é grande. Ansiosa para subir ao altar, ela afirma que o casamento representa uma nova etapa em sua história. “Estou contando os dias. É a realização de um sonho que eu achei que não ia conseguir viver. Só de saber que vai ser no Museu Nacional já fico emocionada”, diz. Elisângela da Silva Pereira, diarista: "A gente sempre quis oficializar nossa união, mas não tinha condições. O Casamento Comunitário nos deu essa oportunidade e foi tudo perfeito" Política pública que transforma vidas Criado em 2021, o Casamento Comunitário da Sejus-DF é uma política pública voltada a casais em situação de vulnerabilidade social. O programa garante a isenção das taxas cartoriais e oferece uma estrutura completa para que os noivos vivam esse momento com dignidade e emoção. Nos últimos seis anos, a iniciativa já possibilitou que mais de mil casais oficializassem suas uniões no Distrito Federal. Somente em 2025, mais de 400 casais participaram das quatro edições realizadas, reafirmando o alcance social do programa, que promove cidadania, dignidade e o fortalecimento dos vínculos familiares. Ana Amélia Rocha, servente de limpeza: "Estou contando os dias. É a realização de um sonho que eu achei que não ia conseguir viver" Inscrições abertas Os casais interessados ainda podem participar desta primeira edição de 2026. As inscrições podem ser feitas presencialmente nas Praças dos Direitos de Ceilândia (QNN 13) e do Itapoã (Quadra 203, Del Lago II), além da Estação Cidadania do Recanto das Emas (Quadra 113, Lote 09). Também é possível se inscrever durante as edições do programa GDF Mais Perto do Cidadão, realizadas quinzenalmente em diferentes regiões administrativas. [LEIA_TAMBEM]Outra opção é a inscrição online, pelo número (61) 98382-0147. 1ª edição do Casamento Comunitário 2026 Data: 22 de março (domingo) Horário: 17h Local: Museu Nacional da República *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

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Projeto Planetário Itinerante leva astronomia e tecnologia a estudantes de escolas públicas de Santa Maria

O projeto Planetário Itinerante, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e a Associação das Empresas Fomentadoras do Bem-Estar, leva ciência e tecnologia às instituições de ensino do Distrito Federal. A iniciativa democratiza o acesso ao conhecimento astronômico por meio de experiências interativas gratuitas, voltadas a estudantes da rede pública. Ao integrar educação e inovação no ambiente escolar, o projeto estimula o interesse pelas carreiras científicas e contribui para a formação intelectual de crianças e jovens de forma acessível. Entre os dias 22 de fevereiro e 13 de março, as atividades ocorrerão em nove unidades de Santa Maria, abrangendo o Centro de Ensino Médio 417, o Centro Educacional Santa Maria, os Centros de Ensino Fundamental 104, 201, 403 e 315, os Centros Educacionais 416 e 310, além do Centro de Ensino Médio 404. A programação inclui sessões educativas de astronomia, palestras e oficinas práticas que utilizam simuladores e jogos educativos para abordar temas como sustentabilidade e tecnologia. O cronograma integra ciência e tecnologia de maneira fluida, expandindo o papel do Planetário de Brasília como instrumento de educação e inclusão. O Planetário Itinerante aproxima a ciência do cotidiano dos alunos, transformando a escola em um espaço de descoberta e encantamento | Foto: Divulgação/Secti-DF O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, destaca que a descentralização do conhecimento é o caminho para despertar novas vocações e tornar a ciência um bem comum a todos os cidadãos. "O Planetário Itinerante é uma ferramenta estratégica para a popularização da ciência em nossa capital. Ao levar o conhecimento para além dos centros tradicionais, proporcionamos aos estudantes uma vivência que pode definir vocações e fortalecer o aprendizado de forma lúdica e impactante. Nosso compromisso é garantir que a inovação chegue a todos os cantos do DF, tornando o saber científico um patrimônio acessível", afirma o secretário. O Planetário Itinerante aproxima a ciência do cotidiano dos alunos, transformando a escola em um espaço de descoberta e encantamento. A iniciativa promove inclusão social e educacional, reforçando o compromisso de levar o saber técnico para além dos centros tradicionais. Com estruturas adaptadas e a presença de intérpretes de Libras, o projeto assegura a participação plena de todos os estudantes, consolidando a vivência científica como uma ferramenta de transformação e fortalecimento de valores educativos.   *Com informações da Secti-DF

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Implanon: novo método contraceptivo está disponível nas unidades básicas de saúde do DF

A rede pública de saúde do Distrito Federal já conta com o novo método contraceptivo incorporado, recentemente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Implanon, implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, foram quase 10,1 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. Inicialmente, o contraceptivo será ofertado a grupos prioritários. Arte: Agência Saúde DF "Para alguns públicos, os métodos que haviam disponíveis até hoje não eram os mais indicados, seja porque apresentavam algum risco, seja porque realmente dependiam da usuária que, por qualquer motivo, não conseguia garantir o uso prescrito", explica Viviane Albuquerque, referência técnica em Saúde da Mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF). A ampliação da população beneficiada acontecerá após o recebimento de novo quantitativo. Mais vantajoso Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. Após o procedimento, o dispositivo pode atuar no organismo por até três anos. Inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local; após o procedimento, o dispositivo pode atuar no organismo por até três anos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Outra vantagem é a sua efetividade: o implante contraceptivo subdérmico apresenta taxa superior a 99%, sendo comparável à laqueadura. "É o método não cirúrgico de maior efetividade que existe", define Albuquerque. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas UBSs. A SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para aconselhamento integral e decisão compartilhada junto a profissional de saúde, procure a equipe de Saúde da Família em sua unidade de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Ceilândia recebe, nesta sexta (20), ação de acolhimento à população em situação de rua

Em ação prevista para começar às 9h desta sexta-feira (20), o Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 11 endereços distintos em Ceilândia. Servidores de diversos órgãos do GDF participam da abordagem, ajudando com todas as orientações | Foto: Arquivo/Agência Brasília A iniciativa é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Também participam o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional — como o RenovaDF — e o cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. Após o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA (Trecho 4, lotes 1.380/1.420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. No decorrer de toda a semana, as secretarias fizeram abordagens sociais e prestaram atendimentos prévios nos locais, mapeando o público a ser beneficiado e suas demandas. Veja abaixo os pontos de ação em Ceilândia nesta sexta.  ⇒ CNM 1 — laterais do BRB ⇒ Área pública do canteiro central entre a CNM 1 e a CNM 2 ⇒ Área pública do canteiro central entre a QNM 1 e a QNM 2 ⇒ QNM 1 Conjunto H Lote 32, canteiro central e em frente ao Shopping Popular ⇒ QNM 12 Lote 21, ao lado da loja Marisa ⇒ QNM 12, Lote 28, em frente à Promotoria do Ministério Público ⇒ QNM 12, Lote 28, canteiro central em frente ao supermercado Primor ⇒ QNM 12, área verde atrás do comércio ⇒ QNM 12, área verde ao lado dos prédios residenciais ⇒ EQNN 3/5, atrás do Bloco A e em frente à quadra de esportes ⇒ EQNN 3/5, atrás da Igreja Metodista de frente ao Conjunto I. *Com informações da DF Legal

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Carnaval de Brasília movimenta mais de R$ 100 milhões e firma posição como rota da folia no país

O DF Folia 2026 bateu recordes de público e de investimento: levou cerca de 1,5 milhão de foliões para as ruas da cidade, durante os quatro dias de Carnaval, superando a marca de 1 milhão do ano passado. O número reflete a bem-sucedida iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, abrangendo agremiações e brincantes da capital.  Carnaval deste ano teve como uma das principais características a descentralização da folia, o que contribuiu para girar a economia local | Foto: Divulgação/Secec-DF O crescimento da festa, ano após ano, pode ser notado pelo número de blocos, que passou de 56, em 2024, para 65, em 2025. Neste ano, apresentaram-se 76 blocos. No mesmo período, o investimento saltou de R$ 6,2 milhões para R$ 10 milhões, com expectativa de retorno de mais de R$ 100 milhões para os cofres do DF. Isso porque, com um público estimado de mais de 1,5 milhão de pessoas, foram movimentados cerca de R$ 75 milhões no período — considerando-se um gasto médio de R$ 50,00 por pessoa.   “O DF Folia 2026 reafirma uma convicção que temos na Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF: cultura é política pública estruturante, é desenvolvimento e é pertencimento” Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa Em outra ponta, para cada R$ 1 investido em cultura, há um retorno estimado de R$ 3 para a economia — o que representa mais de R$ 30 milhões. Isso consolida o DF como local que produz cultura de qualidade, promove um Carnaval democrático, acessível e seguro. A festividade alcançou 18 regiões administrativas do DF, sem contar os Territórios Folia na Esplanada dos Ministérios, Museu Nacional e Setor Comercial Sul. Cultura e valorização “O DF Folia 2026 reafirma uma convicção que temos na Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF: cultura é política pública estruturante, é desenvolvimento e é pertencimento”, aponta o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes. “Cada recurso investido retorna em geração de trabalho, renda e fortalecimento das identidades culturais dos nossos territórios”, enfatiza o secretário. “Mais de 20 mil oportunidades de emprego foram geradas. Só nos blocos, 10 mil pessoas atuaram diretamente, sem falar nos brigadistas, seguranças, produtores e ambulantes. Mais do que números, estamos falando de cidadania, acesso à cultura e valorização da nossa gente.”  Outro destaque foi o trabalho desempenhado pelas forças de segurança. Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e às estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. “A descentralização dos recursos garantiu que os próprios blocos pudessem contratar seus fornecedores, estruturar suas equipes e organizar suas cadeias produtivas localmente” Dorival Brandão, coordenador-geral da DF Folia A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica, na Cidade da Segurança Pública. O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool. Folia descentralizada  [LEIA_TAMBEM]A descentralização é um dos pilares da DF Folia. Em 2026, blocos carnavalescos foram para as ruas de diversas regiões da capital. Em Taguatinga, o Mamãe Taguá apresentou a proposta de diversidade cultural, alegria e brincadeira, sem precisar se deslocar até o Plano Piloto.  Na Praça da Bíblia, o CarnaSarau  também levou o Carnaval para perto dos moradores da região, sem necessidade de grandes deslocamentos para curtir a folia, com a mistura de culturas que é a cara de Ceilândia. “A  descentralização dos recursos garantiu que os próprios blocos pudessem contratar seus fornecedores, estruturar suas equipes e organizar suas cadeias produtivas localmente”, explica o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão. “Isso fez com que o investimento público circulasse diretamente nas comunidades, gerando trabalho, renda e desenvolvimento cultural.”  Confira a agenda dos blocos, pois a festa continua até 1º de março. Veja também as redes sociais do DF Folia.     *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa  

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Doe vida: férias e feriados diminuem doações de leite materno

O leite materno é considerado o melhor alimento que um bebê pode ter. Nesse sentido, a rBLH e os postos de coleta de leite humano (PCLH) contribuem diretamente para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população. A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) do Distrito Federal é classificada como referência nacional pelo Ministério da Saúde. O DF é a única unidade da Federação autossuficiente em leite humano, o que significa que tem capacidade para suprir todas as necessidades de recém-nascidos internados em unidades neonatais, sem depender de fontes externas. Caso haja desejo de doar ou necessidade de orientações sobre o aleitamento, a pessoa pode entrar em contato com o BLH ou PCLH mais próximo de sua casa. Também é possível fazer o cadastro no Disque Saúde 160, opção 4, pelo site Amamenta Brasília ou pelo Portal Cidadão do DF. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) oferece apoio para a coleta domiciliar e o transporte do leite doado.  Bancos de leite humano do DF contribuem diretamente para a redução da mortalidade infantil e a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Doar vida Em janeiro, a rBLH teve uma redução em seus estoques neste ano. Janeiro é um mês tradicionalmente de férias, o que acaba desfavorecendo a doação regular. No período, foram obtidos cerca de 1,5 mil litros de leite materno, aproximadamente 20% abaixo do volume esperado. “Quando uma mulher se dispõe a doar, ela está entrando para uma rede que gera vida” Graça Cruz, integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno Toda mulher em boas condições de saúde, com excesso de leite e que se disponha a doar voluntariamente é uma doadora em potencial. “Quando uma mulher se dispõe a doar, ela está entrando para uma rede que gera vida”, define a integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno, Graça Cruz. “Essa mãe não está só doando leite: está ampliando as chances de sobrevivência para outros prematuros e bebês de baixo peso. Está fazendo com que crianças, além da sua, recebam os benefícios do leite materno”, complementa a profissional.  *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Novo Capsi do Recanto das Emas vai ampliar acesso ao cuidado infantojuvenil

Em fase final de obras, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) do Recanto das Emas vai ampliar a oferta de atendimentos especializados. Com investimento de R$ 4,7 milhões, a previsão de entrega da unidade é em março deste ano. "O novo Capsi representa um avanço importante para o cuidado infantojuvenil, com um espaço mais amplo e estruturado" Márcia Rodrigues, superintendente da Região de Saúde Sudoeste “O novo Capsi representa um avanço importante para o cuidado infantojuvenil, com um espaço mais amplo e estruturado para atender melhor a população e fortalecer a Raps [Rede de Atenção Psicossocial] em todo o DF”, destaca a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues. Localizada no setor hospitalar da entrequadra 104/105, a unidade vai beneficiar cerca de 850 mil moradores de Taguatinga, Samambaia, Vicente Pires, Águas Claras, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Guará I, Guará II, Estrutural/SCIA, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II e Parkway.  Novo espaço O Capsi atende crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos com sofrimento psíquico grave e persistente, bem como jovens de até 16 anos incompletos com histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Atualmente, o atendimento do Capsi no Recanto das Emas é realizado em um espaço da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, situada na Quadra 307 da região. Com a nova sede, o serviço passa a contar com uma estrutura maior e mais adequada às necessidades do público atendido. A unidade terá cerca de 610 metros quadrados de área construída, com salas para atendimentos individuais, espaços destinados a oficinas e grupos terapêuticos, farmácia, salas administrativas, banheiros, refeitório, cozinha, estacionamento e área externa de convivência. O Capsi ficará próximo à UBS 3 e ao futuro Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE), favorecendo a integração entre os serviços de saúde. Cuidado especializado Com cerca de 610 metros quadrados de área construída, a estrutura possui salas para atendimentos individuais, espaços para oficinas e grupos terapêuticos, farmácia, refeitório e ampla área externa  O Capsi é voltado ao atendimento de crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos (17 anos, 11 meses e 29 dias) com sofrimento psíquico grave e persistente, além de jovens de até 16 anos incompletos (15 anos, 11 meses e 29 dias) com histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas. O cuidado também envolve parentes, reconhecendo a importância do apoio familiar no processo terapêutico e na reinserção social. "A nova unidade amplia o acesso a espaços que favorecem a convivência, o vínculo e a participação em atividades terapêuticas. Quando o paciente se sente pertencente, ele cria vínculo e o tratamento torna-se mais fácil”, avalia o diretor de Atenção Secundária da Região de Saúde Sudoeste, Marcos André Viana. [LEIA_TAMBEM]Rede em expansão O DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Somente em 2024, foram prestados mais de 354 mil atendimentos nessas unidades. Em 2025, até novembro, o número havia ultrapassado 386 mil. A rede de saúde mental da Secretaria de Saúde (SES-DF) é composta por UBSs, centros especializados em saúde mental, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu DF) e unidades de pronto atendimento (UPAs). Além do Capsi do Recanto das Emas, a SES-DF vai ampliar a rede com a implantação de outros três centros dedicados à saúde mental: um novo Capsi em Ceilândia e duas unidades do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps AD) III no Guará e em Taguatinga. Está prevista, ainda, uma unidade no Gama destinada ao cuidado de pessoas com sofrimento psíquico severo e persistente. *Com informações da SES-DF  

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Chuvas fortes atingem Ceilândia e mobilizam equipes da administração regional

As fortes chuvas que atingiram Ceilândia na noite desta quarta-feira (18) mobilizaram equipes da administração local, que percorreram os principais pontos críticos da cidade, como a Avenida do P Sul, P Norte, Setor O e a QNN 08, próximo à estação de metrô, em Ceilândia Sul. Em ação conjunta, equipes da administração local, do SLU e da Novacap saíram às ruas para reparar estragos da chuva | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Em parceria com o SLU e a Novacap, a Administração Regional de Ceilândia entrou em ação. “O volume de chuvas foi muito grande e, em alguns pontos, o sistema não comporta toda a vazão”, avaliou o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende. [LEIA_TAMBEM]Foi feito um mapeamento das áreas mais afetadas para execução de ações emergenciais, como retirada de galhos, limpeza de vias e sinalização de buracos, garantindo mais segurança aos motoristas até que o serviço definitivo da operação seja executado. Por meio da Novacap, o Governo do Distrito Federal (GDF) já publicou um aviso de licitação que prevê a contratação de empresa especializada para elaboração do projeto executivo de engenharia voltado à adequação e à ampliação do sistema de drenagem pluvial urbana em Ceilândia. O investimento estimado é de cerca de R$ 14 milhões.   *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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Vigilância Sanitária do DF apreende mais de 1,2 mil produtos irregulares durante o Carnaval

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal realizou 755 vistorias em 187 blocos e outros eventos durante o Carnaval 2026. Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, as equipes intensificaram as fiscalizações nas ruas, em clubes, bares e boates, com o objetivo de garantir a segurança sanitária dos foliões. As inspeções resultaram em 51 autos de infração e nove interdições por falta de licenciamento e ausência de prestação de serviços de saúde no local. Também foram emitidos dois termos de apreensão.  Durante as ações, a Vigilância Sanitária apreendeu 1.223 produtos considerados irregulares ou impróprios para consumo, entre eles 747 litros de bebidas sem procedência, falsificadas ou adulteradas, 235 cigarros eletrônicos, 288 pomadas capilares sem registro e 106 quilos de alimentos. O objetivo é prevenir riscos à saúde da população diante do aumento expressivo do consumo e da comercialização temporária de alimentos e bebidas durante o período festivo. Ações educativas Durante as ações, a Vigilância Sanitária apreendeu 1.223 produtos considerados irregulares ou impróprios para consumo | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Além da fiscalização, o órgão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) também investiu em ações educativas. Antes e durante o Carnaval, 500 ambulantes passaram por treinamento voltado às boas práticas de manipulação e comercialização de alimentos e bebidas, reforçando o caráter preventivo da atuação da Vigilância Sanitária. De acordo com a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, o trabalho integrado das equipes foi essencial para assegurar um Carnaval mais seguro. "Nosso objetivo é proteger a saúde da população. Atuamos de forma preventiva e também corretiva, orientando comerciantes e ambulantes, mas aplicando as medidas necessárias quando identificamos irregularidades que possam colocar a população em risco. O balanço demonstra a presença ativa da Vigilância Sanitária em todos os grandes eventos do Distrito Federal”, destacou. A gestora destaca ainda que as ações de fiscalização ocorrem de forma contínua ao longo do ano, sendo intensificadas em grandes eventos, quando há maior circulação de pessoas e ampliação do comércio temporário. Denuncie A população também pode colaborar denunciando situações irregulares por meio dos canais oficiais da SES-DF,via internet, pelo telefone 162 ou presencialmente em qualquer unidade de ouvidoria do GDF, contribuindo para a promoção de ambientes mais seguros e saudáveis em todo o Distrito Federal.   *Com informações da SES-DF

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Novos beneficiários do DF Social têm até o dia 24 para abrir conta no BRB

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) selecionou 408 novas famílias beneficiárias do programa DF Social para abrirem a conta no Banco de Brasília (BRB) e terem acesso ao auxílio mensal de R$ 150. Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até às 18h do dia 24. Aqueles que não abrirem conta no prazo estabelecido vão ter que aguardar nova contemplação. ‌A abertura da conta social deve ser realizada pelo aplicativo BRB Mobile. Basta seguir o passo a passo. Para saber se foi contemplado, o cidadão deve fazer a consulta no site GDF Social e confirmar se está entre os beneficiários. No portal, em “Consulta DF Social”, é necessário informar CPF e data de nascimento do responsável familiar, conforme declarado no Cadastro Único. Após esse procedimento, aparece mensagem na tela informando se a pessoa está ou não na lista de contemplados. Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até às 18h do dia 24 | Foto: Renato Raphael/Sedes-DF “Todos os meses temos contemplados no DF Social, este benefício que complementa a renda das famílias, reduzindo o impacto em seus orçamentos familiares. Então, quem for contemplado precisa ficar atento ao prazo para abertura da conta social digital no aplicativo do BRB”, declarou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O DF Social é o programa de transferência de renda do Governo do Distrito Federal (GDF) que concede o valor de R$ 150 mensais destinado às famílias de baixa renda residentes no Distrito Federal. Têm direito ao benefício os grupos com renda per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único, entre outros critérios. A contemplação é feita por meio de seleção automática, cruzando critérios do programa com os cadastros únicos. O crédito de R$ 150 é realizado pelo BRB sempre no primeiro dia útil de cada mês, a partir das 18h. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)

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Detran-DF divulga balanço da Operação Carnaval: Folia Segura 2026

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Solenidade entrega plano de ação para atenção humanizada ao desaparecimento de pessoas

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) realiza, nesta quinta-feira (19), às 10h, na Sala de Gestão Estratégica da SSP-DF, a solenidade oficial de entrega do Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas no Distrito Federal. O documento é resultado de mais de um ano de trabalho técnico e articulação interinstitucional no âmbito da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (Ridesap), coordenada pela Subsecretaria de Integração de Políticas em Segurança Pública (Subisp). [LEIA_TAMBEM]Participam da construção do plano instituições das áreas de segurança pública, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos do Distrito Federal, incluindo Polícia Civil (PCDF), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Secretaria de Saúde (SES-DF), Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), Defensoria Pública (DPDF) e representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Chefia Executiva de Políticas Sociais do gabinete do governador. A iniciativa consolida fluxos integrados, responsabilidades institucionais e estratégias coordenadas de prevenção e resposta, fortalecendo a governança intersetorial e o atendimento às famílias. Entrega do Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas Local: Sala de Gestão Estratégica – SSP-DF Data: Quinta (19) Horário: 10h *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

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Caps AD do DF utilizam crochê como terapia contra a dependência química

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas ilícitas ou lícitas seja, por si só, uma doença, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) possui diversos recursos para enfrentar esse problema no Distrito Federal. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, há um expediente terapêutico que se mostra importante contra a dependência química: o crochê. “Quando trabalhamos com crochê, não ensinamos apenas a técnica. Trabalhamos a coordenação motora, o cérebro, novos aprendizados e conexões neurais", afirma a enfermeira Angelita Bandeira, que coordena a oficina de crochê do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria — também conhecido como Caps Flor de Lótus. Na atividade, Bandeira explica que os participantes desenvolvem importantes habilidades como lidar com a frustração e ter persistência. "Isso porque, às vezes, não conseguimos fazer o ponto de primeira ou algo sai errado no meio do caminho, obrigando-nos a desmanchar o trabalho e recomeçar", conta. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Para a profissional, a técnica serve também como meditação, serenando o ânimo de pacientes e servidores da unidade. “O crochê é igual à nossa vida: se você começar errado, lá na frente vai dar problema. Então, é melhor parar, respirar, desmanchar, recomeçar. A linha torna-se uma metáfora do agir. Se estou tensa, o ponto aperta; se estou tranquila, o ponto relaxa." Acesso à Raps As unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial ao tratamento da população, responsáveis por cuidar de quadros psíquicos mais leves. Para casos de maior complexidade, a Raps conta com 18 centros de atenção psicossocial (Caps), destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluído aquele decorrente da dependência química. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico — clique aqui para localizar o Caps mais próximo. Os centros atuam de forma articulada com a Atenção Primária, serviços hospitalares, assistência social, sistema de justiça e demais políticas públicas. “O tratamento vai além da abordagem clínica. Entre outros aspectos, os Caps contribuem para a garantia do acesso à saúde, como direito constitucional, o fortalecimento da autonomia e protagonismo do usuário, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a inserção e reinserção social, assim como a redução de estigmas”, detalha a gerente do Caps AD II de Santa Maria, Adriana Câmara. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades. Álcool e outras drogas Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades No Caps AD II de Santa Maria, cerca de 90% dos usuários atendidos manifestam o abuso de bebida alcoólica, sendo esta a principal substância associada às demandas do serviço. “Trata-se de uma substância lícita, aceita culturalmente e presente em contextos sociais como festas familiares, encontros e celebrações, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento do uso problemático e a adesão ao tratamento”, salienta Câmara.  A gerente pontua diversos impactos observados tanto no âmbito individual quanto comunitário, como perda de vínculos pessoais, sofrimento familiar, violência e sobrecarga dos serviços públicos. “A maior complexidade ocorre quando o indivíduo decide interromper o uso e enfrenta sintomas intensos de abstinência, o que exige acompanhamento profissional qualificado e suporte contínuo." Paciência e recomeço Embora a dependência química seja uma condição crônica — na qual busca-se, sobretudo, o “controle”, não a “cura” —, é sempre possível combater a doença. Alexandre Frazão está em tratamento há 16 anos contra o alcoolismo, uma luta constante. “O crochê, porém, me ajuda na concentração e eu esqueço do problema. O vício não tem cura, é preciso ficar no tratamento e ter constância."[LEIA_TAMBEM] Terezinha de Jesus, por sua vez, combate a dependência do álcool há 20 anos. “Depois que comecei a fazer terapia, diminuí muito o consumo. Aqui a gente ouve, sente-se acolhido. O centro é um lugar onde você encontra pessoas iguais a você, um fortalece o outro. O conselho que eu deixo a quem também passa por isso é que procure ajuda. O alcoolismo é, sim, uma doença crônica, que vamos ter para o resto da vida. Todo dia é uma batalha."   *Com informações da SES-DF

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Vai de Graça registra mais de 2,4 milhões de acessos nos ônibus e metrô do DF durante o Carnaval

Durante o Carnaval 2026, o sistema de transporte público coletivo do DF registrou grande movimentação de passageiros, com a população se beneficiando do programa Vai de Graça por quatro dias seguidos. Foram 2.469.056 acessos nos ônibus e no metrô da capital. Mais uma vez, a população aproveitou a gratuidade no transporte coletivo para frequentar os eventos realizados por todo o Distrito Federal. Os ônibus tiveram 2.129.494 embarques nos quatro dias de folia, enquanto o metrô registrou 339.562 acessos. No Carnaval anterior, foram 2.252.038 viagens nos coletivos e 306.099 acessos no metrô. A segunda-feira (16), com os ônibus circulando em horários de dia útil e o metrô com viagens até 1h da madrugada, foram transportados 722.088 passageiros em todo o DF. Houve uma pequena redução de 3,4% no total de viagens, com impacto na segunda-feira e na terça-feira de Carnaval. Veja quadro comparativo ao final da matéria. Arte: Semob-DF De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, a movimentação de passageiros durante o Carnaval altera os horários de pico do transporte coletivo, exigindo maior controle da operação para atender à população. “Tivemos um Carnaval bastante movimentado, com a quantidade de passageiros semelhante ao mesmo período do ano anterior, e a frota de ônibus operou com regularidade em todos os eventos do Distrito Federal. Mais uma vez, o transporte público coletivo do DF mostra a sua eficiência para atender aos deslocamentos da população”, afirmou o secretário. Os ônibus tiveram 2.129.494 embarques nos quatro dias de folia, enquanto o metrô registrou 339.562 acessos | Foto: Divulgação/Semob-DF A gratuidade no transporte público coletivo do DF durante o Carnaval é prevista no Decreto do GDF nº 46.924/2025, o mesmo que instituiu o programa Vai de Graça aos domingos e feriados. A gratuidade começou à zero hora de sábado (14) e se estendeu até às 23h59 de terça-feira (17). Com as passagens de graça durante todo o período de Carnaval, o transporte público do DF funciona com reforço de viagens ao longo do dia e na dispersão do público para atender a demanda de passageiros. Em 2025, a Semob determinou o reforço de frota com 90 veículos a mais. Este ano, foram disponibilizados 110 veículos a mais para atender às viagens extras. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF)

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Dengue: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos precisam comparecer às unidades de saúde para imunização

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade precisam comparecer a uma das mais de cem salas de vacinação onde estão disponíveis imunizantes contra a dengue. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 41,9% das crianças de 10 anos tomaram a primeira dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. Em nenhuma dessas idades foi atingida a meta de 90%, sequer para a primeira dose. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, ressalta que, apesar da queda de 95% no número de casos entre 2024 e 2025, a vacinação é fortemente recomendada. "Mesmo com a redução expressiva dos casos de dengue, o risco de novas epidemias não pode ser descartado. A vacina oferece proteção não apenas no curto prazo, mas também por muitos anos após a imunização, sendo uma estratégia eficaz e segura", afirma. Juliane Malta destaca que a vacinação é importante, inclusive, para quem já teve a doença. "Quem já foi infectado apresenta maior risco de desenvolver formas graves em uma nova infecção, em razão de um fenômeno imunológico característico da dengue, conhecido como exacerbação da doença mediada por anticorpos", explica. Vacinação contra a dengue teve elevada adesão nos primeiros dias, porém, o número de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos vacinados está aquém do esperado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Vacinação em atraso A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, contabiliza 24.178 doses da vacina contra a dengue no depósito. Outras seis mil estão distribuídas para as redes de frio regionais e nos estoques das próprias unidades básicas de saúde (UBSs). O público atual, de 10 a 14 anos, é indicado pelo Ministério da Saúde e, por enquanto, não há indicação de ampliação. A data de validade das vacinas é julho de 2027. [LEIA_TAMBEM]Tereza Luiza Pereira ressalta que quem tomou a primeira dose e não voltou após os 90 dias, conforme recomendado, pode retornar para completar o esquema vacinal, mesmo em atraso. "Não é necessário reiniciar o esquema vacinal em caso de atraso. A conduta indicada é apenas completar o esquema, respeitando as orientações técnicas vigentes", esclarece. Também é possível aproveitar a ida à sala de vacina para tomar outros imunizantes, como o da HPV, por exemplo. A SES-DF orienta a população a comparecer a uma das salas de vacina com documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso esse documento tenha sido perdido, isso não impede o atendimento. "Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Assim, de acordo com as informações disponíveis no sistema ou prestadas pelo usuário, é feita uma avaliação mais precisa, garantindo segurança e efetividade", acrescenta a médica da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Gabriela Villar. Quem tomou a primeira dose da vacina contra a dengue mas não voltou para a tomar a segunda dose pode finalizar seu ciclo vacinal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Ação contra a dengue De fevereiro de 2024 a janeiro de 2026, a Secretaria de Saúde aplicou 183,4 mil doses de vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. A meta é chegar a 90% dessa população com as duas doses aplicadas. Esta, porém, não é a única estratégia de combate à doença. Ao longo de 2025, 362 servidores da SES-DF realizaram mais de 1,8 milhão de visitas domiciliares, tanto para levar informação quanto para combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Além disso, agentes de vigilância ambiental instalaram mais de 3,8 mil armadilhas para mosquitos (ovitrampas) e 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas. Outra estratégia é a disseminação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, com menor capacidade de transmitir doenças e com potencial para substituir as populações do mosquito inicial. Os resultados são acompanhados pelos boletins epidemiológicos. Em 2025, o Distrito Federal fechou o ano com queda de 96% nos casos prováveis de dengue. Ações de combate à dengue envolvem tanto o combate a focos do Aedes aegypti quanto o esclarecimento da população | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Vacinação de profissionais de saúde Os servidores que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs) vão começar a receber, nesta semana, a vacina contra a dengue. A imunização vai contemplar, primeiramente, os trabalhadores com maior exposição no território, como agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de vigilância ambiental (AVAs), equipes de consultório na rua (eCR) e equipes de saúde da família (eSF). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Operação Carnaval: GDF recolhe R$ 6 milhões de mercadorias irregulares

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), por meio da Subsecretaria da Receita e da Coordenação de Fiscalização Tributária, realizou, entre os dias 12 e 18 de fevereiro de 2026, a Operação Carnaval 2026. O foco foi o combate à sonegação fiscal e a consequente proteção do mercado interno. A ação ocorreu no feriado, com intensificação da fiscalização em rodovias, transportadoras, depósitos e áreas de grande circulação de mercadorias. Durante a operação, foram retidas e/ou apreendidas diversas cargas que circulavam em desacordo com a legislação tributária vigente, entre as quais se destacam: 15 toneladas de frango congelado; 53.360 kg de graxa branca; 20 mil kg de produtos de higiene; 5.100 unidades de caixas de leite; 3.832 latas de cerveja; 228 garrafas de vinho; 156 garrafas de vodca; 1.800 garrafas de água mineral; 11 mil kg de produtos de limpeza; 8 mil kg de produtos alimentícios, além de outras cargas irregulares. Durante a operação, foram retidas e/ou apreendidas diversas cargas que circulavam em desacordo com a legislação tributária vigente | Foto: Divulgação/Seec-DF Esses resultados refletem o trabalho dos auditores fiscais da Secretaria de Economia do DF, que atuam de forma estratégica e permanente, inclusive em feriados, quando a tentativa de evasão fiscal tende a se intensificar. Entre os crimes fiscais encontrados, estavam a ausência de pagamento do ICMS sobre o frete. Esse flagra só foi possível mediante trabalho minucioso de auditoria sobre empresas transportadoras de fora do Distrito Federal, que prestavam serviço de transporte de cargas sem o devido recolhimento do ICMS incidente sobre o frete. Em geral, o trabalhou resultou em procedimentos fiscais que totalizaram base de cálculo de R$ 6 milhões e crédito tributário de R$ 1,7 milhão, evidenciando a eficácia da inteligência fiscal aplicada. *Com informações da Seec-DF

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Micose: verão exige atenção redobrada com a saúde da pele

Marcado por temperaturas elevadas, aumento da umidade e maior exposição a ambientes coletivos, o verão cria condições favoráveis para o surgimento das micoses, infecções causadas por fungos que se multiplicam com mais facilidade nessa estação. Atenta a esse período, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância dos cuidados diários para reduzir o risco de contaminação e evitar complicações. “Com o aumento da transpiração, o uso de roupas sintéticas que dificultam a ventilação da pele e a maior frequência a praias e piscinas, os fungos passam a ter condições ideais para crescer e se espalhar”, explica a dermatologista e coordenadora dos ambulatórios de Psoríase e Cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Letícia Oba. Entre as micoses mais comuns estão a tinea pedis, conhecida como pé de atleta, que provoca frieiras entre os dedos; a onicomicose, que atinge as unhas, deixando-as mais espessas, frágeis ou amareladas; a pitiríase versicolor, popularmente chamada de pano branco, caracterizada por manchas claras ou escuras no tronco e nos braços; e a candidíase cutânea, frequente em áreas de dobras, como axilas e virilhas, onde há atrito e umidade constante. Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, que descamam e causam coceira intensa, são os principais sintomas de micose | Foto: Divulgação/Agência Saúde DF Sinais de alerta Na pele, os principais sinais são manchas avermelhadas ou esbranquiçadas que descamam e causam coceira intensa. Nas unhas, a infecção pode causar alteração de cor, descolamento da borda ou aumento da espessura. Já no couro cabeludo, é comum o aparecimento de áreas de falha de cabelo (alopecia), descamação semelhante à caspa e coceira. As micoses são contagiosas e podem ser transmitidas tanto por contato direto com pessoas ou animais infectados quanto de forma indireta, por meio de objetos contaminados. “Toalhas, calçados, roupas, instrumentos de manicure mal esterilizados e até o piso de banheiros e vestiários podem servir como fonte de contaminação”, alerta a especialista. Idosos, pessoas com diabetes, pacientes com imunidade reduzida e atletas ou profissionais que permanecem muito tempo com calçados fechados formam o grupo de maior risco. Em caso de suspeita, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência, onde ocorre a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista em hospitais da rede pública do DF. Arte: Agência Saúde DF A médica ressalta que, quando não tratada corretamente, a micose pode abrir porta para infecções bacterianas mais graves, além de provocar perda permanente de unha ou cabelo e facilitar a transmissão para outras áreas do corpo e para outras pessoas. Prevenção diária Manter a pele bem seca após o banho, especialmente entre os dedos e nas dobras, evitar andar descalço em locais úmidos e públicos, dar preferência a roupas e meias de algodão e não compartilhar objetos de uso pessoal são atitudes simples que fazem a diferença. “Ficar muito tempo com roupa de banho molhada, repetir a mesma meia ou sapato sem deixar arejar, compartilhar toalhas ou calçados são alguns dos hábitos que favorecem a micose e precisam ser evitados”, orienta a médica. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre nesta quinta (19) em Taguatinga

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas instaladas em 10 endereços distintos em Taguatinga. A ação está prevista para ter início às 9h desta quinta-feira (19), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, da Codhab, do Detran-DF, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Conselho Tutelar. Durante a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido | Foto: Agência Brasília As pessoas em situação de rua receberão oferta de diversos serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será concedido auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional — como o RenovaDF — e cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, Lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. [LEIA_TAMBEM]Ao longo de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Pontos de ação em Taguatinga para quinta (19): · Imediações do Centro POP; · Área verde em frente ao pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga; · QND 59, ao lado do lote 38; · Quadra C5, marquise do lote 6; · Quadra C7, marquise das Casas Bahia; · Biblioteca Pública na Avenida Comercial; · C12, atrás do lote 13; · QNL 04, bloco D, próximo ao edifício Braz Viana; · Lateral da UBS 2; · QS 03, lotes 03, 05, 07 e 09, Pátio Capital. *Com informações da DF Legal

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🫱🏻‍🫲🏽🚨Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração

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SLU devolve ruas limpas e organizadas à população após o Carnaval

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Resultado preliminar do Prêmio José Aparecido de Oliveira é divulgado

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quarta-feira (18), o Edital nº 1/ 2026, com o resultado preliminar do julgamento das propostas do Edital de Chamamento Público nº 33/2025 — Prêmio José Aparecido de Oliveira, voltado ao fortalecimento de iniciativas ligadas ao patrimônio cultural da capital federal. O documento traz a classificação das propostas habilitadas e indica os projetos que avançam para as próximas fases da seleção, com notas atribuídas pela comissão de julgamento responsável pela análise dos documentos apresentados. "Valorizar quem cuida da nossa história é também investir em identidade, pertencimento e desenvolvimento cultural para as próximas gerações" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa O prêmio homenageia o ex-governador José Aparecido de Oliveira, figura relevante na história cultural local, e visa a selecionar e reconhecer seis trabalhos que contribuam para a preservação, promoção e valorização do patrimônio cultural do DF — três na categoria Patrimônio Cultural Material e três na categoria Patrimônio Cultural Imaterial. O valor total da premiação é de R$ 70 mil, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual de 2025. “O Prêmio José Aparecido de Oliveira reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com a preservação da nossa memória coletiva e com o fortalecimento de iniciativas que dão sentido ao patrimônio cultural do DF. Valorizar quem cuida da nossa história é também investir em identidade, pertencimento e desenvolvimento cultural para as próximas gerações”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. Os proponentes terão o prazo de dez dias corridos para interpor recursos antes da divulgação da listagem definitiva. A Secec-DF reforça que a seleção segue critérios objetivos de avaliação, com foco na capacidade de cada projeto de promover impacto cultural e social efetivo. A relação dos projetos recebidos e o relatório de julgamento estarão disponíveis para consulta no arquivo da secretaria, por meio de solicitação via ouvidoria. *Com informações da Secec-DF  

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Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração

Nesta quarta-feira (18), foi apresentado o balanço das ações do Carnaval 2026 que envolveram Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Polícia Militar do DF (PMDF), Polícia Civil do DF (PCDF), Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).  Ações integradas garantiram que públicos de todas as idades pudessem brincar o Carnaval em segurança | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O resultado destacou a atuação coordenada e ostensiva e o uso intensivo de tecnologia e estratégias preventivas, que garantiram um ambiente de tranquilidade para foliões locais e turistas. Com presença massiva das forças de segurança, o Distrito Federal firmou-se como destino de carnaval organizado e seguro e sem registro de ocorrências graves. Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial — que possibilitaram o cumprimento de dois mandados de prisão — e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica na Cidade da Segurança Pública. No trânsito Efetivo da Secretaria de Segurança trabalhou direto durante todo o período de folia | Foto: Divulgação/SSP-DF  O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado. Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A integração entre as forças foi apontada como o principal diferencial do planejamento, aliado a campanhas educativas amplamente divulgadas à população, especialmente sobre a prevenção ao furto de celulares — crime que representa cerca de 70% das ocorrências patrimoniais no período. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado”, reforça o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para quem os bons resultados refletem a soma entre policiamento ostensivo, tecnologia, transparência na divulgação dos dados e participação da sociedade. “Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população.” Entre sábado (14) e terça (17), a DF Legal registrou cerca de 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos. Foram duas interdições por apresentação irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 ambulantes, bares e caixeiros sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma inovação foi a revista realizada ao final dos blocos, em que os foliões eram orientados a mostrar o celular desbloqueado aos policiais, numa ação para coibir furtos e roubos de celulares.  “Sabemos que muitos crimes são de oportunidade, especialmente furtos de celular; por isso, nas abordagens de retorno, o policial solicitava que a pessoa apenas mostrasse o aparelho desbloqueado, como forma simples de comprovar a posse”, relata o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “Essa medida preventiva tem caráter educativo, inibe a ação criminosa e reforça a sensação de segurança para quem vem apenas celebrar”. Polícia Militar Com um efetivo médio de 2 mil policiais por dia, a PMDF garantiu um carnaval seguro nos quatro dias de folia no DF. Até o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu 106 porções de drogas , 459 armas brancas, uma arma de fogo e dois foragidos.  As principais linhas de abordagem foram montadas próximo aos blocos, nas saídas do metrô e na Rodoviária do Plano Piloto. Assim, foi possível evitar que, além das armas brancas, armas de fogo e entorpecentes, 595 objetos proibidos adentrassem nos locais das festividades. 3.600   Número de veículos que passaram por abordagem da PMDF A PMDF seguiu com a tradicional campanha de identificação infantil. A corporação montou um estande móvel nos blocos infantis e disponibilizou uma carteirinha para impressão no portal da corporação. Ao todo, foram confeccionadas 1.868 identificações. A Sala Lilás Itinerante, modalidade de atendimento humanizado voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência ou importunação, esteve plenamente operacional durante o Carnaval. Foram nove registros de utilização do espaço e 300 panfletos distribuídos, o que demonstra a eficácia das medidas preventivas e o pronto suporte oferecido àqueles que transitaram pelos eventos. No trânsito, os policiais militares abordaram 3.600 veículos, tendo registrado 492 motoristas dirigindo sob a influência de álcool.  “Estamos vivendo o terceiro ano consecutivo de um Carnaval marcado por organização, planejamento e resultados positivos para a segurança pública do Distrito Federal”, ressaltou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. “Também é fundamental reconhecer a colaboração da sociedade, que compreendeu a importância das abordagens e revistas, e da imprensa, que contribuiu para orientar e conscientizar. Segurança se constrói de forma coletiva.” Polícia Civil Durante a Operação Carnaval 2026, a Polícia Civil do DF registrou 291 ocorrências, conforme levantamento do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI/PCDF). Desse total, 38 resultaram em flagrante, evidenciando a pronta atuação das equipes ao longo do período festivo. No Carnaval de 2025, foram contabilizadas 337 ocorrências e 41 flagrantes, o que representa uma redução no total de registros em 2026, demonstrando a efetividade do planejamento operacional e das ações integradas de segurança. Policiamento ostensivo esteve presente nos lugares com maior concentração de gente A análise dos dados revela que aproximadamente 70% das ocorrências do Carnaval 2026 referem-se a furtos de celular, e que cerca de 90% dos registros concentraram-se na região de Brasília, especialmente no Plano Piloto, onde há maior fluxo de foliões. Em 2026, foram 220 celulares furtados e 24 aparelhos apreendidos, frente a 212 subtraídos e sete apreendidos no ano anterior. Entre as naturezas mais frequentes após o furto de celular (70%), destacam-se furto a transeunte (6,8%), furtos diversos (6,4%), roubo a transeunte (5,3%), furto mediante fraude (3,2%), ato infracional por criança ou adolescente (2,1%), lesão corporal (1,8%), desobediência (1,8%), porte de substância entorpecente (1,8%) e lesão corporal recíproca (1,4%). “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança” José Werick, delegado-geral da Polícia Civil do DF No período, a PCDF instaurou 14 inquéritos policiais, 17 termos circunstanciados e oito procedimentos de apuração de ato infracional, totalizando 39 procedimentos, número próximo aos 40 registrados em 2025, o que reforça a estabilidade da resposta investigativa mesmo com a redução geral de ocorrências. “Em relação ao crime mais recorrente, que é a subtração de aparelhos celulares, seguimos aplicando o Protocolo de Rastreamento Final, que tem permitido identificar autores, recuperar dispositivos e devolvê-los aos legítimos proprietários”, explica o delegado-geral da PCDF, José Werick. “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança.” Bombeiros Durante os quatro dias de festividades, foram empregados 1.019 bombeiros militares e 124 viaturas, distribuídos nos principais pontos de concentração de público e plataformas oficiais do evento. Ao longo dos quatro dias, foram registrados 230 atendimentos. Do total de atendimentos, 12 pessoas precisaram de transporte hospitalar, sendo três remoções realizadas em cada dia da operação. A maior parte das ocorrências esteve relacionada a atendimentos de baixa gravidade, com predominância de casos clínicos, especialmente associados ao consumo excessivo de álcool, além de registros de quedas da própria altura e mal súbito. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade” Coronel Moisés Barcelos, comandante-geral do CBMDF Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF promoveu 46 vistorias técnicas em eventos carnavalescos para verificação das condições de segurança contra incêndio e pânico. As ações tiveram como objetivo assegurar que as estruturas montadas atendessem às normas de segurança, contribuindo para a redução de riscos e maior proteção aos foliões. “Pelo terceiro ano consecutivo, atuamos de forma alinhada, com presença ostensiva e pronta resposta, contribuindo para consolidar Brasília como destino seguro também no período de folia”, enfatiza o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Barcelos. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade.” Detran O Detran-DF atuou na Operação Folia Segura entre os dias 12 e 17 deste mês, contemplando Samambaia, Planaltina, Taguatinga, Santa Maria, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Águas Claras, Itapoã, Sobradinho e Varjão. Durante o período, houve 2.655 abordagens e aplicação de 2.341 testes de etilômetro. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós” Hugo Figueiredo, diretor-adjunto do Detran-DF As ações resultaram na autuação de 133 condutores por alcoolemia, além de 193 veículos não licenciados e 82 motoristas inabilitados. Também foram flagrados 13 condutores com a CNH suspensa, 57 veículos com descarga livre e registradas 321 infrações diversas. “Os resultados deste Carnaval demonstram uma evolução consistente na segurança viária do Distrito Federal”, ressalta o diretor-adjunto do Detran-DF, Hugo Figueiredo. “O mais importante é que observamos uma redução significativa nos indicadores em comparação aos anos anteriores e, sobretudo, não tivemos nenhuma ocorrência fatal no período. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós.” Entre os dias 5 e 13 deste mês, as equipes de educação promoveram ações de pré-Carnaval em bares de diversas regiões administrativas, por meio do projeto Rolê Consciente, alcançando aproximadamente 8 mil pessoas. No mesmo período, o projeto Pneu Seguro também foi intensificado, com orientações sobre a importância da revisão veicular antes de viagens em feriados prolongados e o alerta sobre os riscos da mistura entre bebida alcoólica e direção, totalizando dez ações e cerca de 6 mil condutores atendidos. Além disso, foram efetuadas 12 blitzes educativas nas vias do DF, impactando aproximadamente 5 mil condutores, incluindo motociclistas. Equipes do Detran elaboraram ações educativas  durante a festa| Foto: Divulgação/Detran-DF  Durante o período de folia, as equipes do Detran-DF promoveram o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, nas proximidades dos blocos Baratinha e Baratona. Durante quatro dias, cerca de 15 mil pessoas receberam orientações sobre segurança viária, com foco especial na prevenção da alcoolemia ao volante. O Detran-DF participou ainda de diversos blocos com a campanha “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir”. A estimativa é que mais de 80 mil pessoas tenham sido impactadas pela campanha ao longo do Carnaval. DF Legal Entre sábado e terça, a Secretaria DF Legal registrou quase 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos de Carnaval. No total, foram duas interdições de eventos que ocorriam de maneira irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. As equipes apreenderam ainda um total de 309 garrafas de vidro de bebidas alcoólicas sendo comercializadas irregularmente por ambulantes. [LEIA_TAMBEM]“A DF Legal atuou firmemente no Carnaval de Brasília em mais um ano”, afirma o chefe da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais da pasta, Flávio Monteiro. “Nossa ação de conferência das licenças de eventos e ambulantes garantiu um Carnaval seguro e sem incidentes. A PMDF atuou em conjunto conosco todos os dias, favorecendo assim a excelência no trabalho realizado.” A secretaria observou as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público. Já os ambulantes precisavam ser licenciados e não podiam comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos. Vara da Infância e da Juventude A Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) atuou com 60 agentes de proteção. Ao todo, foram 19 abordagens de adolescentes ingerindo bebida alcoólica e 216 orientações a ambulantes, bares e caixeiros, sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Também houve a fiscalização e presença em 27 locais, em sua maioria eventos e blocos carnavalescos públicos, além de alguns eventos privados. Os agentes prestaram atendimento a sete crianças perdidas e registraram uma ocorrência de primeiros socorros, lavrando oito termos de entrega sob responsabilidade. “O trabalho dos agentes de proteção é fundamental”, aponta a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção da Vara da Infância e da Juventude do TJDFT, Ana Luísa Müller. “É muito positivo perceber que a população tem se conscientizado, especialmente quando encontramos ambulantes exibindo avisos sobre a proibição da venda de bebida alcoólica para menores de idade. Também é muito gratificante conseguir entregar uma criança perdida aos responsáveis ou realizar a proteção de um adolescente em situação de risco por consumo de álcool.” *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Hospital da Fauna Silvestre atendeu a mais de 5 mil animais em dois anos de funcionamento

Gambá-de-orelha-branca, periquito-de-encontro-amarelo, sagui-de-tufos-pretos e coruja-buraqueira são nomes comuns nos prontuários do Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus). Inaugurado pelo Governo do Distrito Federal em março de 2024, o equipamento oferece tratamento multidisciplinar aos bichos, mantendo como foco a reabilitação e reinserção na natureza. Em quase dois anos, foram atendidos mais de 5 mil animais de 222 espécies diferentes, sendo 71% aves, 23% mamíferos e 6% répteis. Profissionais do Hfaus cuidam de um tamanduá-bandeira: pacientes têm tratamento reforçado para poderem voltar à natureza | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Vinculado ao Instituto Brasília Ambiental, o Hfaus é gerido pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), em modelo que torna a unidade hospitalar pioneira. O espaço, que recebeu os primeiros pacientes em fevereiro de 2024 — três periquitos-maracanã — , surgiu como resposta à necessidade de ampliar e qualificar o atendimento veterinário à fauna silvestre no DF e, desde então, se consolidou como referência nacional. Cerca de R$ 5 milhões já foram repassados ao equipamento público. Atendimento “Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta” Thiago Marques, bilólogo e coordenador do Hfaus Os bichos passam por uma abordagem multidisciplinar que envolve cuidados clínicos, exames laboratoriais e de imagem, alimentação adequada e enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais e garantir que estejam aptos para viver em liberdade. As principais causas de entrada são cuidados neonatais (filhotes e jovens), e lesões e fraturas. Os meses com maior número de atendimentos, em 2024 e 2025, foram setembro e outubro. “Após chegar aqui, os animais são registrados em uma ficha, preenchida por quem fez a entrega, com dados sobre local de resgate, situação de saúde e espécie”, detalha o biólogo Thiago Marques, coordenador do Hfaus. “Depois, passam por uma triagem veterinária, em que identificamos o que precisará ser feito, como exames e medicação, e são alocados em alguma área, dependendo da espécie e do porte, podendo ficar em uma gaiola ou até ocupar uma sala inteira. Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta.” Os casos são diversos. Em janeiro, o hospital teve entre seus pacientes um filhote de bugio encontrado debilitado e com ferimento em um dos dedos e um jacaré resgatado após ficar preso na piscina de uma residência. Pouco depois, no começo de fevereiro, a equipe cuidou de dois tamanduás-bandeiras, um que foi atropelado e outro que ficou preso no portão de uma casa, além de quatro lobos-guarás, também com sinais de atropelamento. Trabalho contínuo O hospital trabalha de modo integrado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável tanto pelo encaminhamento dos pacientes quanto pela reabilitação e soltura na natureza por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-DF). Também podem encaminhar animais para atendimento o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF), a Universidade de Brasília (UnB), o Zoológico de Brasília e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), entre outros parceiros. Ana Nira, da comissão gestora do hospital: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana”  Ana Nira, da Comissão de Gestão do Hfaus, ressalta o impacto do equipamento, que funciona por meio de marco regulatório das organizações da sociedade civil: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana. O Hfaus está aberto 24 horas por dia, todos os dias da semana, o que é o grande diferencial, fora que, devido ao modelo de gestão, conseguimos fornecer um atendimento bem completo e amplo para os animais, incluindo cirurgias e assistências como acupuntura e laser.” [LEIA_TAMBEM]Ela reforça ainda que o trabalho de reabilitação e soltura é essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico. “Quando reabilitamos um animal e conseguimos devolver à natureza, estamos contribuindo para que possa de fato exercer sua função ecológica”, afirma, aproveitando para anunciar que o hospital, atualmente em Taguatinga, será transferido para outra instalação em breve. “Será um espaço maior, com ainda mais condições para receber os animais e até fazer a reabilitação, que é a parte voltada para o comportamental, onde vão reaprender a caçar, a identificar os seus pares, com menos contato com seres humanos, até que estejam aptos para serem voltarem à natureza”, adianta.  Índices de recuperação De acordo com a tenente do BPMA-DF Thays Gonçalves, o serviço ininterrupto favorece o trabalho da corporação e garante agilidade aos tratamentos. “Graças à parceria com o Hfaus, temos uma taxa de recuperação de animais resgatados em mais de 90%”, aponta. “Os animais só não voltam para a natureza ou vêm a óbito em casos extremos, já que temos total suporte do hospital no tratamento veterinário. É um trabalho integrado que funciona 24 horas com excelência”. 19.419 Total de animais devolvidos à natureza, após tratamento e avaliação, no período de 2019 a 2025 Dados oficiais do Ibama apontam que, de 2019 ao ano passado, 15.341 animais silvestres foram resgatados no DF e 19.419 foram devolvidos à natureza após avaliação, tratamento e reabilitação. O total de devolvidos à natureza é superior ao número de resgates contabilizados, uma vez que apreensões e entregas voluntárias também passam por triagem, tratamento e reabilitação antes da liberação à natureza. As informações são consolidadas no Sistema de Informações de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Siscetas), que reúne todos os registros de entrada, atendimento e destinação da fauna no DF, incluindo os atendimentos registrados no Hfaus. Em caso de avistamento de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente, para evitar acidentes e, principalmente, ataques. O ideal é acionar os órgãos ambientais pelo 190 (BPMA) ou 193 do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

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Força-tarefa do SLU recolhe 29 toneladas de lixo e devolve ruas limpas após o Carnaval 2026

A Quarta-feira de Cinzas (18) amanheceu com equipes do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) fazendo o rescaldo nos locais que receberam os blocos de Carnaval na capital. Após dias de intensa circulação de foliões, a autarquia concluiu uma operação que mobilizou 1.200 profissionais em três turnos para garantir a limpeza permanente dos principais pontos da festa. Ao todo, foram recolhidas 29 toneladas de resíduos em todo o Distrito Federal, quase o dobro das 15 toneladas registradas em 2025. Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana, Everaldo Araújo, a estratégia foi manter equipes posicionadas para agir imediatamente após o encerramento dos blocos. “Nós empregamos mais de 1.200 trabalhadores, em três turnos. Após o término dos blocos, as equipes já entravam de forma rápida e efetiva para entregar, no dia seguinte, todos os locais limpos”, afirmou. A agilidade do trabalho dos garis garante uma cidade limpa já na Quarta-feira de Cinzas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O material coletado será encaminhado às cooperativas, reforçando a renda dos trabalhadores da reciclagem. Mais foliões, mais resíduos     Araújo atribui o aumento no volume recolhido à maior presença de público neste Carnaval. “Em 2025 foram 15 toneladas. Em 2026, 29 toneladas. Houve um aumento considerável de foliões”, explicou. “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa" Everaldo Araújo, subdiretor de Limpeza Urbana Ele relaciona o crescimento à ampliação do acesso ao transporte público por meio do programa Vai de Graça e à sensação de segurança gerada pelo planejamento integrado das forças de segurança. “O tempo ajudou, o Vai de Graça também, e a segurança foi fundamental. A população teve tranquilidade para participar dos blocos”, destacou. Para o gestor, o saldo foi positivo: “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa". O olhar de quem faz A gari Hillary Leal participou da operação e também integrou o bloco Vassourinhas, formado por trabalhadores do SLU. “É um momento muito bom, porque a gente vê que o nosso trabalho é notado”, disse. Hillary trabalhou na limpeza nos dois últimos anos e percebeu mudança no comportamento do público. “Teve aumento de pessoas e de lixo, mas também houve mais conscientização. A gente notou uma separação melhor dos resíduos, o que facilita o nosso trabalho.” Maria das Graças Cardoso conta com a ajuda da população na separação do lixo: "A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente" Com 17 anos de atuação na limpeza urbana, Maria das Graças Cardoso reforça o sentimento de dever cumprido: “É gratificante devolver a cidade limpa. A gente faz o máximo que pode”. Ela faz um apelo à população: “Separar o lixo ajuda muito. A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente”. Maria das Graças também orienta que os moradores observem os dias corretos de coleta: “Quando o lixo é colocado na hora certa, evita rasgos e retrabalho”. [LEIA_TAMBEM]Cidade limpa é cartão-postal A professora Aritane Carvalho Nascimento destacou a importância da agilidade do SLU. “Foram 29 toneladas de lixo. É muita coisa. Quando o turista chega e encontra a cidade limpa, ele consegue aproveitar a paisagem”, afirmou. Para ela, o esforço dos trabalhadores é ainda mais relevante porque ocorre enquanto grande parte da população descansa ou aproveita a festa: “Eles começaram às 4h da manhã. É um trabalho que beneficia todo mundo”.  

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Rota da Uva é opção para quem busca carnaval mais tranquilo no Distrito Federal

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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base 

A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento.     A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade.  Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva  A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco.     “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV.  *Com informações do IgesDF

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Blocos tradicionais contam a história do Carnaval de Brasília há décadas

A relativa pouca idade da cidade não impede que o Carnaval de Brasília tenha blocos tradicionais, que atraem foliões para as ruas há décadas. São manifestações que resistiram ao tempo e atravessaram momentos diferentes da história, carregando parte da nossa identidade e da nossa cultura.  "Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa “Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações. Ao valorizar essas manifestações, o Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a cultura popular, com a ocupação democrática dos espaços públicos e com um Carnaval plural, seguro e acessível, que reconhece a diversidade como a maior riqueza cultural da nossa capital”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. É pensando na importância de manter tradições vivas que o DF Folia abre espaço para blocos antigos, que acabaram virando sinônimos do nosso Carnaval. Um deles é o Galinho de Brasília, que surgiu a partir da ideia de um grupo de amigos pernambucanos que levam a brincadeira do Carnaval muito a sério.  Todos os anos, eles costumavam usar o dinheiro da poupança para viajar para a terra natal, a fim de matar a saudade do Carnaval de Recife e Olinda. No entanto, no início dos anos 1990, o país foi surpreendido pelo confisco da poupança, impedindo os jovens de fazerem a viagem anual para a folia. Mas ficar sem Carnaval não era uma opção. Era hora de trazer o Carnaval pernambucano para a capital do país.  1992 Ano da primeira saída do Galinho de Brasília “A nossa primeira saída, em 1992, foi um sucesso. Foi na 203 Sul. Distribuímos papéis para que as pessoas colocassem o nome e conseguíssemos fazer uma coisa ainda maior. E assim nasceu o Galinho de Brasília, e o Grêmio de Expressões Nordestinas (GREM)”, conta Miriam Brasiel, uma das fundadoras do bloco, cujo nome é uma referência ao famoso Galo da Madrugada da capital pernambucana.  “Aqui, a gente encontra animação, muito frevo, que é o nosso ritmo, muita alegria, muita saudade da nossa terra e, principalmente, um lugar seguro para brincar”, assinala a fundadora.  A saudade também levou a servidora pública Maria Bernadete, 55, para pular o Galinho no Setor de Autarquias Sul. “Eu encontro aqui as minhas raízes, o frevo de bloco que eu canto desde pequena, quando meu pai me levava para o Carnaval”, diz a olindense, que mora há 20 anos na capital.  “Adotei Brasília como a minha cidade. Ela abraça muitas culturas e é muito generosa com quem quer gostar dela”, complementa.  Blocos tradicionais  Uma das marcas da Baratona é acolher toda a família no mesmo bloco | Foto: Divulgação/ Malu Moura A Baratona traz de volta a Brasília de 1976, quando o pai de Daniel Lima promovia uma brincadeira indo de bar em bar pela Asa Sul. Após virar um evento de Carnaval, o bloco passou a ser um ambiente ideal para toda família, incluindo os pequenos. “Ao longo de todos esses anos, nós adquirimos a expertise do que a criança e a sua família precisam. E é muito simples: diversão e alegria”, afirma Daniel, que é presidente do bloco. Ele destaca que o álcool e os cigarros são proibidos no espaço. “A ajuda do GDF é muito importante, porque é com esses recursos que conseguimos manter a Baratona”, complementa o presidente do bloco.   [LEIA_TAMBEM]Outro bloco que conta a história do nosso Carnaval é o Raparigueiros, que, desde 1992, traz os hits do carnaval baiano para o folião brasiliense. “Em um cenário onde os locais de folia mudam constantemente, o Raparigueiros resiste como um símbolo de continuidade. Preservamos o rito da concentração, do desfile e da dispersão, garantindo que as novas gerações de brasilienses experimentem o Carnaval de rua em sua forma mais autêntica e grandiosa”, observa Jean Costa, vice-presidente do bloco.  Jean conta que o bloco nasceu a partir da brincadeira de um grupo de jovens que, com instrumentos emprestados da escola de samba Candangos do Bandeirante, saíam em batucada atrás de blocos como Pacotão e Baratona. A ideia foi crescendo, veio o trio elétrico e hoje o Bloco dos Raparigueiros é um dos símbolos do nosso Carnaval. "Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais" Dorival Brandão, coordenador-geral do DF Folia 2026 “Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais. Os blocos tradicionais são protagonistas desse processo: acompanham o crescimento da cidade, dialogam com as novas gerações, mas não abrem mão dos fundamentos que estruturam o Carnaval como manifestação popular e patrimônio cultural vivo”, afirma o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão.  O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e do Governo do Distrito Federal, realizada por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa do carnaval pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia.  *Com informações da Secec-DF

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Rota das Uvas transforma Brasília em destino de enoturismo e vira alternativa à folia durante o Carnaval

Depois de visitar vinícolas em diferentes países, como a França e o Chile, a dermatologista Regina Buffman viveu uma experiência inédita neste Carnaval: conheceu uma vinícola perto de casa, no Distrito Federal. Moradora da Asa Sul, ela aproveitou o feriado para trocar a folia por um passeio tranquilo. “Eu gosto de um Carnaval mais sossegado. Já visitei outras vinícolas fora do Brasil e vi essa oportunidade de conhecer uma tão perto de casa. O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente”, diz. Regina Buffman: "O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A experiência ocorreu no Vinhedo Lacustre, no Lago Norte, que integra a Rota das Uvas de Brasília, roteiro de enoturismo que reúne propriedades rurais da região e proporciona vivências ligadas à cultura da uva e do vinho no Cerrado. A programação desta terça-feira (17) começou às 9h e seguiu até o meio-dia. Os visitantes tomaram café da manhã, colheram e fizeram a tradicional “pisa das uvas”, além de terem aproveitado espumante e sangria de vinho à vontade. A Rota das Uvas reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo Segundo a Secretaria de Turismo (Setur-DF), o enoturismo no Distrito Federal tem crescido nos últimos anos e tem atraído visitantes interessados nas paisagens do Planalto Central. O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destaca que a proposta da rota é ampliar as opções de lazer na capital, principalmente durante os feriados prolongados.   “Além dos nossos atrativos cívicos e urbanos, como os já tradicionais blocos de rua, temos experiências únicas em meio à natureza. Um exemplo é a Rota das Uvas, que reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo. É uma oportunidade de viver o turismo rural do DF com conforto, tranquilidade e autenticidade”, afirma Cristiano Araújo. Turismo rural Marcos Ritter, do Vinhedo Lacustre, faz degustações de vinho no Carnaval desde 2023 No Vinhedo Lacustre, o vitivinicultor Marcos Ritter explica que abrir a propriedade para visitação é uma forma de fortalecer o circuito rural. “Brasília está mudando nesse sentido. Antigamente, a gente tinha essa máxima de que ninguém ficava em Brasília no Carnaval. Hoje em dia, as pessoas ficam e curtem tudo que a cidade tem a oferecer. Nós fazemos esse evento desde 2023 e sempre esgotamos todas as vagas”, diz o vitivinicultor. O analista de sistemas Alejandro Angel, natural de Buenos Aires (Argentina) e morador do Jardim Botânico há 20 anos, também aproveitou o feriado para conhecer a vinícola. Ele conta que já visitou regiões tradicionais do vinho na Argentina, como Mendoza e San Juan. “As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá, e isso é muito legal. Eu já conhecia outra vinícola no DF, mais distante, mas fiquei surpreso quando me convidaram para vir aqui. Não conhecia esta. Pela proximidade com a cidade, fica muito mais prático e fácil chegar. Gostei muito”, pontua. O argentino Alejandro Angel compara as experiências no país natal e no Brasil: "As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá" Outras vinícolas Além do Vinhedo Lacustre, a Rota das Uvas reúne outras experiências que fortalecem o enoturismo no Distrito Federal. Uma delas é a Vinícola Brasília, projeto criado por dez famílias produtoras do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A vinícola aposta nos vinhos finos de colheita de inverno. O espaço oferece wine bar, loja, visitas guiadas e eventos, e já conquistou reconhecimento nacional com seus rótulos. [LEIA_TAMBEM]Outra parada é a Casa Vitor, que une vinho e gastronomia em um ambiente acolhedor na zona rural do Paranoá. A proposta é oferecer experiências enogastronômicas ao ar livre, com pratos preparados na hora e harmonizados com vinhos brasileiros de inverno, valorizando também o artesanato e a comunidade local. Já a Villa Triacca Eco Pousada combina vitivinicultura, restaurante e hospedagem. Pioneira, também na região do PAD-DF, a propriedade oferece tours pelos vinhedos, degustações, piqueniques, além do Vino Bar & Bruschetteria e do Vino Spa, tudo em meio a paisagens do Cerrado. A rota inclui ainda a Fazenda Califórnia DF, localizada na região da Fercal, em Sobradinho, a cerca de 25 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. O vinhedo, um dos mais antigos de Brasília, tem aproximadamente sete hectares de plantação com uvas como niágara rosada, syrah, tempranillo e barbera. Desde 1995, a propriedade também mantém outras produções, como queijo coalho, geleias e carne de carneiro, reforçando o perfil rural e familiar do espaço. Veja a lista completa das vinícolas da Rota das Uvas: Vinícola Brasília; Casa Vitor; Villa Triacca Eco Pousada; Vinhedo Lacustre; Oma Sena; Vinhedo Irmãs Alvim; Marchese Vinhos e Vinhedos; Fazenda Califórnia DF.  

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Sem regularizar o título, eleitor pode ser impedido de votar, tomar posse em concurso público e tirar passaporte

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) está de olho em cerca de 400 mil moradores do Quadradinho que ainda não regularizaram o título eleitoral para as eleições deste ano. Quem não atualizar o cadastro até o final do prazo, em 6 de maio, pode ser impedido de votar e enfrentar dificuldades para tirar passaporte, tomar posse em concursos públicos e até efetivar matrícula em instituições de ensino. O tribunal esteve fechado durante o feriado de Carnaval e retoma o atendimento normal nesta quinta-feira (19). Procedimentos de regularização estão sendo feitos aos sábados, das 8h às 15h, para facilitar o acesso da população ao serviço | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para facilitar a regularização, o TRE-DF promove sessões especiais aos sábados, quando a população terá acesso aos serviços das 8h às 15h. As próximas ações serão nos dias 28 deste mês e em 7 e 14 de março. A primeira ocorreu no dia 7 deste mês e resultou em 766 atendimentos presenciais, com tempo médio de permanência de aproximadamente 15 minutos. A ampliação do funcionamento é feita nos cartórios eleitorais, localizados no Lago Sul, Sobradinho, Ceilândia e Gama, e na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Garantia de direitos Durante as ações especiais, são oferecidos serviços como alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros procedimentos relacionados ao cadastro eleitoral. O objetivo é facilitar a regularização da situação eleitoral e garantir o exercício do direito ao voto nas eleições gerais deste ano, contemplando, principalmente, as pessoas que enfrentam dificuldades para comparecer aos cartórios em dias úteis. “Estamos estimulando a população a fazer a regularização e a emissão de título o quanto antes para evitar filas e tumultos no prazo mais próximo do fim do cadastro, em 6 de maio”, reforça o assessor de Comunicação do TRE-DF, Fernando Velloso. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o TRE-DF, o DF possui mais de 2,5 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 2,1 milhões estão aptos a votar. Os demais, cerca de 400 mil, ainda se encontram pendentes de regularização dos títulos eleitorais. Está irregular quem não votou, não justificou nem pagou as multas relativas à ausência nas três últimas eleições, sendo cada turno considerado um pleito, incluindo as eleições suplementares. Também é irregular a situação de quem não tem ou não atualizou a biometria. Segundo o tribunal, a situação se aplica a mais de 147 mil cidadãos. Regularize Em caso de dúvida quanto à regularidade do Título de Eleitor, a consulta pode ser feita no site do tribunal, na aba “Serviços eleitorais”, em “Situação eleitoral”. Os atendimentos devem ser agendados no site oficial do TRE ou pelo telefone (61) 3048-4000, por meio do qual também é possível consultar os locais disponíveis para atendimento. O tribunal também orienta que os eleitores consultem previamente a situação eleitoral pelo site. Muitas pendências podem ser resolvidas de casa, como o pagamento de multa, atualmente de R$ 3,50, ou a atualização de dados cadastrais. O cancelamento do título só ocorre após três eleições consecutivas sem voto nem justificativa.      

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Segunda-feira de folia no DF tem forte atuação integrada e reforço no combate a furtos e crimes de oportunidade

A segunda-feira (16) de Carnaval no Distrito Federal foi marcada por grande presença de público, ambiente familiar e atuação integrada das forças de segurança. Com reforço no policiamento, ações preventivas e novas estratégias para coibir furtos de celulares e casos de assédio, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) avalia o balanço do dia como positivo. A Operação Carnaval tem sido acompanhada de perto pelo secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, junto à equipe de gestores e a técnicos da pasta. Sandro Avelar (de boné branco) destaca a presença de família, jovens e crianças com segurança nos eventos de Carnaval por todo o DF | Foto: Divulgação/SSP-DF “Encerramos mais um dia de Carnaval com indicadores positivos e presença significativa de famílias, jovens e crianças nos eventos. Houve registros de atendimentos relacionados ao consumo excessivo de álcool, prontamente assistidos pelo Corpo de Bombeiros. Destaco a atuação integrada das forças de segurança, com forte presença da Polícia Militar, o trabalho essencial do Corpo de Bombeiros nos atendimentos e a atuação permanente da Polícia Civil no registro e na apuração das ocorrências. Seguimos trabalhando para garantir um Carnaval seguro para toda a população”, afirmou Avelar. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou as medidas adotadas para reduzir os crimes mais recorrentes do período, especialmente o furto de celulares — responsável por cerca de 70% das ocorrências registradas durante a festa. Segundo Patury, além das linhas de revista na entrada dos blocos — que em alguns locais chegam a quatro barreiras de controle — a grande novidade deste ano é a revista na saída dos eventos, implementada em conjunto com a Polícia Militar e com anuência do Ministério Público. “Precisamos do apoio da população. O policial vai pedir apenas que o folião mostre o celular desbloqueado. Ninguém vai acessar informações do aparelho. A maioria dos furtos ocorre por oportunidade, em meio à aglomeração. Essa medida é para dificultar a ação criminosa e proteger quem está ali para se divertir”, explicou. As revistas dos foliões este ano são realizadas na entrada e na saída dos blocos para tentar coibir o roubo de telefones celulares A atuação da Sala Lilás — van itinerante voltada ao acolhimento psicológico e multidisciplinar de vítimas de assédio sexual — também é um dos destaques da operação. Todos os agentes de segurança estão orientados a agir de forma imediata diante de qualquer denúncia, realizando a intervenção necessária e conduzindo o agressor à delegacia. As vítimas podem procurar qualquer policial nos blocos ou acionar diretamente a equipe da Sala Lilás para receber atendimento especializado e humanizado. PMDF A Polícia Militar do Distrito Federal mobilizou 2.142 policiais na segunda-feira, garantindo o policiamento de 36 eventos no Plano Piloto e nas regiões administrativas. A operação contou com tropas especializadas, uso de aeronave e drones com transmissão em tempo real e com a estrutura da Cidade da Segurança, instalada na Torre de TV, que centraliza comando e logística. A PMDF esteve presente em 36 eventos carnavalescos nesta segunda-feira, com um efetivo de mais de 2 mil oficiais Ao longo do dia, foram apreendidas 97 armas brancas e 11 porções de entorpecentes. A corporação lavrou 14 termos circunstanciados por porte de arma branca, registrou duas ocorrências por uso e porte de drogas, realizou três conduções à delegacia e cumpriu um mandado de prisão. No trânsito, foram aplicados 450 autos de infração e 97 condutores foram flagrados dirigindo sob influência de álcool. Segundo a PMDF, o planejamento prévio e a atuação preventiva foram decisivos para evitar ocorrências de maior gravidade, mesmo com público acima do estimado. CBMDF O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal mobilizou 287 militares e 26 viaturas dentro da Operação Carnaval 2026, garantindo presença estratégica nos blocos com maior concentração de público e resposta rápida às emergências. Neste terceiro dia de Carnaval, foram registrados 61 atendimentos distribuídos em oito pontos de apoio, sendo 48 ocorrências classificadas como de baixo risco (verde), 12 de médio risco (amarela) e uma de alto risco (vermelha). O consumo excessivo de álcool liderou os atendimentos, com 23 ocorrências, seguido por ferimentos incisivos (oito) e apoios a familiares (oito). Desmaios, agressões e outras situações somaram 22 registros. O Corpo de Bombeiros encaminhou três foliões a unidades hospitalares neste terceiro dia de DF Folia Apenas três foliões precisaram ser encaminhados a unidades hospitalares. Nos demais casos, o atendimento foi prestado no próprio local, com liberação após avaliação. A plataforma Carnaval Monumental/Diversidade concentrou o maior número de atendimentos (37), seguida pelo Parque da Cidade (14). Gran Folia e Galinho da Folia registraram cinco ocorrências cada. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF realizou ações preventivas, vistoriando nove estruturas e ambientes envolvidos para avaliar as condições contra incêndio e pânico, garantindo a segurança dos locais de festa. O Corpo de Bombeiros reforça orientações para o último dia de folia: manter-se hidratado, consumir alimentos leves, identificar crianças e mantê-las sempre acompanhadas e, no caso de ingestão de bebida alcoólica, agir com moderação. Outra recomendação importante é ativar a ficha médica no celular, cadastrando informações de emergência como contatos familiares, tipo sanguíneo, alergias e uso de medicamentos. Esses dados, que podem ser acessados mesmo com o aparelho bloqueado, agilizam o atendimento em caso de necessidade. Polícia Civil A Polícia Civil do Distrito Federal mantém equipes tático-operacionais de todos os departamentos em campo e de sobreaviso, reforçando as centrais de flagrante e o Departamento de Polícia Técnica, com atenção especial às áreas de maior concentração de público. 117 Número de telefones celulares furtados desde o início do Carnaval Desde o início da folia até o momento, dados preliminares apontam 117 furtos de celular, sete furtos e dez roubos a transeuntes, além de três ocorrências de tráfico de drogas registradas no Núcleo Bandeirante, na Esplanada dos Ministérios e no Guará. A PCDF também investiga dois casos de desaparecimento — uma mulher de 30 anos, vista pela última vez nas proximidades do Museu da República, e um homem de 35 anos, no Setor Comercial Sul. De acordo com a corporação, os casos são tratados com prioridade máxima, com integração entre investigação, inteligência e apoio às famílias. Detran-DF O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou mais uma etapa da Operação Folia Segura 2026 em Taguatinga, Ceilândia e Sobradinho. Foram abordados 352 veículos e realizados 338 testes de etilômetro. Ao todo, 16 condutores foram autuados por alcoolemia. Também foram registradas 16 infrações por condução sem habilitação, cinco CNHs suspensas, sete vencidas, além de outras irregularidades. Na área educativa, o Detran atuou com o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, alcançando cerca de 4 mil pessoas com orientações sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. Ações educativas do Detran-DF buscaram conscientizar motoristas e pedestres [LEIA_TAMBEM]DF Legal A DF Legal fiscalizou 17 eventos de Carnaval, nesta segunda-feira, e fez a interdição de um bloco em Planaltina que ocorria sem as licenças obrigatórias, como da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. Já na fiscalização de ambulantes, pouco mais de 80 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar dos blocos. Diversos ambulantes foram flagrados com garrafas de vidro, algo proibido por questões de segurança; os vasilhames também estavam sem rótulo, o que não garante a procedência correta. As equipes de fiscalização realizaram a apreensão de 121 garrafas em diversas regiões da área central de Brasília. *Com informações da SSP-DF

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Médicos especialistas têm seleção com salários de até R$ 18 mil 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu novos processos seletivos para formação de cadastro reserva de médicos especialistas. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 22 deste mês. Os salários podem chegar a R$ 18.115,68, a depender da especialidade e da carga horária.  Há vagas para profissionais de diferentes áreas médicas | Foto: Divulgação/IgesDF As oportunidades são para nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia clínica, cirurgia pediátrica e urologia, áreas consideradas estratégicas para o reforço da assistência nas unidades administradas pelo instituto.  Auxílio-transporte e abono semestral estão entre os benefícios oferecidos  A carga horária mínima varia entre 12 e 24 horas semanais. Para jornadas de 24 horas, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56, destinados a  nefrologistas, endoscopistas respiratórios e urologistas. Já para cirurgião pediátrico, o salário chega a R$ 18.115,68. No caso de oncologista, com carga mínima de 12 horas, a remuneração é de R$ 8.015,46.  Além do salário, os profissionais contratados contam com benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês do aniversário.  Reforço na assistência especializada   Os editais são destinados à formação de cadastro reserva, ou seja, os candidatos aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade das unidades sob a gestão do IgesDF. A validade dos processos seletivos se estende até março de 2027, a depender da especialidade.  [LEIA_TAMBEM]Para participar, é necessário ter diploma de medicina reconhecido pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica concluída, ou em fase de conclusão até março deste ano, ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e respectivas sociedades.  Também é exigida experiência mínima de seis meses na área pretendida. No caso da urologia, experiências em transplante renal, litotripsia extracorpórea (Leco) e nefrolitotripsia percutânea (NLP) são consideradas diferenciais.  Profissionais interessados devem acessar o site do IgesDF, ler atentamente o edital da especialidade desejada e realizar a inscrição dentro do prazo.  Serviço  Processo seletivo: Cadastro reserva para médicos → Especialidades: nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia, cirurgia pediátrica e urologia → Salários: de R$ 8.015,46 a R$ 18.115,68 (conforme carga horária) → Inscrições até o dia 22 deste mês → Editais disponíveis no site do IgesDF.  *Com informações do IgesDF     

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DF Folia 2026: diversidade e públicos gigantes marcam fim de semana de Carnaval

O Carnaval ainda não acabou, e a edição de 2026 do DF Folia já é histórica. O sábado (14) e o domingo (15) foram marcados por desfiles de grandes blocos no centro da cidade, abrindo alas para a diversidade e para a brincadeira com respeito e segurança.  No sábado, o Bloco do Amor transformou a região do Museu Nacional — onde fica a plataforma Carnaval Monumental — em um mar de gente. No domingo, o Bloco das Montadas reuniu mais de 100 mil foliões, com muita fantasia, música, dança, performances e show da cantora Gretchen. Respeito era palavra de ordem no bloco, que levantou a bandeira da comunidade LGBTQIAPN+.  Bloco do Amor, há 11 anos saindo nas ruas: diversidade e respeito marcaram os desfiles de domingo, selando o caráter seguro do Carnaval no DF | Foto: Mendez/Divulgação Campanhas de conscientização e o reforço na segurança com a presença de policiais garantiram momentos intensos de celebração e tranquilidade. Dados do Governo do Distrito Federal (GDF) apontam para uma queda de 42% das ocorrências no final de semana do Carnaval, em comparação ao ano passado. Esse número coloca Brasília no topo dos carnavais mais seguros entre as capitais. No domingo, no Gran Folia, o Bloco dos Raparigueiros reuniu cerca de 40 mil brincantes, que curtiram clássicos do carnaval baiano.  Diversidade  “O DF Folia reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma política cultural que valoriza a diversidade, fortalece a economia criativa e, sobretudo, cuida das pessoas”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “Ver as ruas ocupadas com alegria, respeito e segurança mostra que é possível promover grandes eventos populares com organização, inclusão e responsabilidade pública.” “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião” Ana Flávia, atriz Os blocos das Montadas e do Amor são destaque no Carnaval da capital da República, tanto por atrair um público gigantesco quanto por promover o respeito à diversidade de gênero e sexualidade.  Era a primeira vez da atendente Stefany Souza, 26 anos, no Montadas. “Gostei muito porque o pessoal é bastante animado e bastante acolhedor. E não vi nenhuma confusão ou briga até agora”, observou. Já a drag queen Leo Skiims, 25, marca presença no bloco todos os anos: “Para mim, esse bloco é liberdade, ser quem eu sou e vir do jeito que eu me sentir à vontade”. Carnaval renovado [LEIA_TAMBEM]Em Águas Claras, sete mil foliões vibraram na mesma energia de respeito e acolhimento, no Baile da Piki. “Mais do que um bloco, é um movimento cultural que reafirma o direito da comunidade de ocupar as ruas, celebrar sua existência e contribuir ativamente para a construção e renovação do Carnaval”, assinala o responsável pelo bloco, Matheus Maia.  O Bloco do Amor também pediu passagem para a diversidade no coração de Brasília. A atriz Ana Flávia, 53, diz que acompanha o grupo desde a estreia nas ruas da cidade. “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião”, afirma. “São 11 anos de Bloco do Amor e é um bloco sem incidentes, muito tranquilo, todo mundo com essa vibe de amor e de compartilhar com o próximo”, sublinha a coordenadora-geral do bloco, Letícia Helena.  O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) promovida por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia.    *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa  

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Inauguração da Nefrologia do HRT marca expansão de atendimentos e renovação tecnológica

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Cuidado: Carnaval com sol é mistura explosiva

Durante o Carnaval, as unidades de saúde registram aumento de atendimentos por desidratação, queimaduras solares,  exaustão pelo calor e insolação. Quando o corpo permanece exposto por muito tempo a altas temperaturas, ele tenta se resfriar por meio do suor. Se a perda de líquidos não é compensada com hidratação adequada, ocorre desidratação. Atençao ao uso do glitter: caso o produto não tenha sido testado dermatologicamente, pode provocar irritação | Foto: Divulgação/IgesDF  Em situações mais graves, a temperatura corporal sobe de forma descontrolada. É a chamada insolação. “É uma condição séria”, explica a dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “O corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura e isso pode levar a complicações importantes, inclusive neurológicas”.  A médica explica que os principais sintomas são dor de cabeça intensa, tontura, febre, náuseas, pele quente e avermelhada, fraqueza e confusão mental. Sem atendimento adequado, orienta ela, o quadro pode evoluir para emergência. Protetor solar Um dos erros mais comuns no Carnaval é aplicar protetor solar apenas uma vez, antes de sair de casa. Com suor intenso e contato com água, o produto perde eficácia. “A reaplicação é fundamental”, aponta a dermatologista. “Não adianta passar protetor apenas pela manhã e achar que está protegido o dia inteiro”. As recomendações incluem usar protetor com FPS 30 ou superior, aplicando de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicando a cada duas horas, bem como a cada vez que sair da água ou suar muito e não se esquecer de espalhar o produto entre orelhas, pescoço, pés e parte de trás das pernas.   Hidratar-se com frequência ou ter por perto uma garrafa de água são atitudes que ajudam na prevenção | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Outra dúvida comum envolve o glitter. Produtos que não foram testados dermatologicamente podem causar irritação na pele e, se atingirem os olhos, provocar ardência e inflamação. O ideal é procurar itens próprios para uso cosmético e evitar aplicação próximo à região ocular. Roupas e acessórios que ajudam a proteger são boné ou chapéu de aba larga, óculos de sol com proteção UV, roupas leves e claras, tecidos que facilitam a ventilação e uma garrafinha de água sempre por perto. Também é recomendado evitar exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Cuidados redobrados com crianças Blocos infantis e matinês também exigem atenção. Crianças desidratam mais rápido e nem sempre conseguem identificar os próprios sintomas. “Elas dependem totalmente da observação dos adultos”, atenta a dermatologista do Hospital de Base. “Irritabilidade excessiva, sonolência e pele muito quente são sinais de alerta”. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base Os cuidados principais são oferecer água com frequência, reaplicar protetor com maior regularidade, evitar exposição nos horários de pico e garantir pausas em locais sombreados.  Queimadura solar Se a pele ficar vermelha e dolorida, é preciso agir rapidamente. Saia imediatamente do sol, tome um banho frio ou morno, beba bastante líquido e use hidratantes calmantes indicados por profissional de saúde.  O que não se deve fazer, nesse caso, é estourar bolhas, aplicar receitas caseiras (como pasta de dente ou manteiga) ou voltar à exposição solar. Em caso de bolhas extensas ou dor intensa, é importante procurar avaliação médica. [LEIA_TAMBEM]Alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda imediata: febre alta, desmaio, confusão mental, vômitos persistentes e pele muito quente e seca. A recomendação geral é manter a atenção. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência”, conclui a dermatologista Danielle Aquino.   Veja, abaixo, onde procurar assistência no DF:  ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) para quadros moderados e urgências; ⇒ Hospitais regionais, em casos mais graves; ⇒ Em situações com risco iminente à vida, acionar o Samu, pelo telefone 192.   *Com informações do IgesDF

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Rede de ambulâncias da Saúde soma 289 veículos e registra queda de trotes

Na linha de frente do atendimento à saúde, a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é primordial para otimizar o tempo de resposta, às vezes curto, mas sempre crucial para salvar vidas. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contabiliza atualmente 289 ambulâncias distribuídas entre as sete regiões de saúde, o Samu e unidades de referência. No ano passado, ambulâncias do Samu prestaram mais de 80.600 mil atendimentos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O Samu-DF conta com 38 ambulâncias, sendo 31 unidades de suporte básico (USBs) e sete unidades de suporte avançado (USAs), além de um aeromédico (helicóptero) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). Os atendimentos prestados por ambulâncias do serviço, incluindo equipes de motos, somaram 88.957 ocorrências em 2023, 80.320 em 2024 e 80.626 em 2025. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos. Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas”  Lorhana Morais, diretora do Samu-DF Nos últimos três anos também houve redução nos registros de trotes: foram 16.075 em 2023, 12.713 em 2024 e 4.543 em 2025. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, o trabalho pedagógico  tem impacto direto nos resultados positivos. “A parte educativa é essencial”, afirma. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos”, ilustra. “Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas. Cada minuto de massagem [ressuscitação cardiopulmonar], por exemplo, aumenta em 10% a chance de a vítima sobreviver e diminui muito a possibilidade de sequelas.” Capacitação Ocorrências de saúde mental, como atendimento a pessoas com TEA, também são atendidas pelo Samu Entre as ações educativas intensificadas nos últimos anos, está o projeto Samuzinho, iniciativa que promove a capacitação em primeiros-socorros em escolas públicas e privadas do Distrito Federal. Lorhana destaca, ainda, que as parcerias com outros programas e órgãos do GDF também são primordiais, consolidando uma integração que faz toda diferença, pois todos os setores envolvem atendimento à comunidade. O Samu-DF também passou a reforçar a capacitação das equipes para ocorrências de saúde mental e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo Lorhana, no último ano houve um treinamento específico para o tema, na intervenção em emergência psiquiátrica. “Somos pioneiros no trabalho de saúde mental, tanto na central de regulação quanto na viatura”, afirma a gestora. “O Samu é um suporte avançado, e desenvolvemos um programa educativo e preventivo, além da prática de atender as urgências e emergências da população, seja em grandes eventos, seja no dia a dia.” Deslocamentos No transporte de pacientes em estado crítico entre unidades da rede própria, a Central de Regulação de Transporte Sanitário administra o Contrato nº 053386/2025  SES-DF, firmado com a empresa Só Saúde — que prevê quantitativo mensal de deslocamentos com possibilidade de ampliação conforme a demanda. A empresa opera com quatro ambulâncias, sendo três em atividade diária e uma de reserva, todas equipadas para suporte avançado de vida, com médico e enfermeiro a bordo. [LEIA_TAMBEM]No último trimestre, foram registradas 1.392 remoções. Em média, são efetuados 16 deslocamentos diários de pacientes graves. Em um tempo médio de 90 segundos, as equipes identificam paciente, solicitante, endereço e característica principal da ocorrência. Em seguida, a chamada vai para um dos seis médicos reguladores que, em cerca de 127 segundos, decide qual tipo de suporte será enviado e permanece na linha dando orientações de primeiros socorros para o solicitante. Nos anos de 2023 e 2024, foram incorporadas 74 novas viaturas à frota, com a pasta em fase de planejamento para novas aquisições. Entre as medidas adotadas para aprimorar o serviço estão a revisão de protocolos assistenciais, a implantação de sistema informatizado para monitorar solicitações de transporte, o acompanhamento de indicadores de desempenho e a integração entre unidades hospitalares, tendo como foco a liberação de leitos e na redução do tempo de espera para transferências. Outros veículos de atendimento Veículos especializados da Secretaria de Saúde, como furgões, caminhões e vans, reforçam as ações | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Caminhões, furgões e vans especializadas da SES-DF também reforçam a distribuição de medicamentos, ações de vacinação e atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria incorporou 50 novos veículos à frota da rede pública como parte do processo de renovação e ampliação da infraestrutura logística da rede. O investimento, que supera R$ 28 milhões em aquisições já contratadas, envolve caminhões, furgões e vans especializadas, definidos a partir das demandas operacionais das unidades e com impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população.

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Vice-governadora Celina Leão inaugura ala de nefrologia do HRT e destaca ampliação da hemodiálise no DF

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, visitou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que passou por reforma completa e já está em funcionamento. Durante a agenda, Celina Leão conheceu a estrutura modernizada e acompanhou de perto a ampliação da capacidade de atendimento em hemodiálise na rede pública de saúde. “Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades. Já inauguramos nos hospitais do Gama e Taguatinga e o próximo será o de Sobradinho”, afirmou. A reestruturação do setor faz parte da estratégia deste Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência aos pacientes renais. Com a manutenção feita no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento hospitalar saltou de 70 vagas para 180 vagas de hemodiálise, um crescimento de 157%.  Celina Leão: "Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O governo também prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a participação de clínicas particulares e aumentar a oferta de vagas. “Revisitamos e melhoramos o edital em vários aspectos para torná-lo mais atrativo. A previsão é publicá-lo nos próximos dias, com expectativa de ampliar em cerca de 700 vagas e chegar à plenitude do atendimento”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.   O maior centro de nefrologia do Centro-Oeste No Hospital Regional de Taguatinga, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose, etapa fundamental para garantir segurança e qualidade no tratamento. O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise, responsável pela purificação extrema da água utilizada no procedimento e pela eliminação de impurezas, assegurando padrões rigorosos de segurança para pacientes com insuficiência renal. A expectativa é que todos os hospitais da rede recebam esse equipamento.   O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. A médica Iara Campos de Carvalho ressalta que as novas máquinas trarão mais conforto para pacientes e servidores A médica nefrologista e gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, Iara Campos de Carvalho, destacou o impacto técnico das melhorias. “A gente renovou a osmose, que hoje é de duplo passo, muito moderna, trazendo mais segurança para o paciente porque é ela que produz a água usada na hemodiálise. Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos e o setor ficou totalmente revitalizado, com mais conforto para servidores e pacientes”, explicou. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que a modernização também melhora a organização da rede hospitalar. “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada. Isso aumenta a capacidade de atendimento e melhora a qualidade da assistência para todos os pacientes”, afirmou. Em 2025, o HRT já realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço do Distrito Federal. Inaugurado em 1974, o hospital é referência em diversas áreas da saúde pública e foi a primeira unidade da rede a contar com Banco de Leite Humano, implantado em 1978. Ampliação também no HRG No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última semana, após investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Juracy Lacerda: “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada” A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. [LEIA_TAMBEM]Com a modernização, a capacidade oficial hospitalar dobrou, passando de 20 vagas para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o cuidado aos pacientes críticos. Segundo a vice-governadora Celina Leão, a ampliação da estrutura segue um planejamento para toda a rede. “O objetivo é ter 100% dos leitos de UTI com suporte para hemodiálise e evitar transferências desnecessárias, garantindo mais cuidado e eficiência na rede”, destacou. O investimento na ampliação contribui diretamente para a continuidade do tratamento após a alta da UTI e para o aumento do giro de leitos, permitindo que mais pacientes sejam atendidos com segurança e agilidade.  

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Carnaval 2026 no DF é marcado por integração operacional e uso de tecnologia

A atuação integrada das forças de segurança do Distrito Federal durante o Carnaval 2026 tem garantido organização, resposta rápida e sem registro de ocorrências graves. O planejamento estratégico tem sido acompanhado de perto pelo secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, junto à equipe de gestores e técnicos da pasta.  O uso de tecnologias de monitoramento, como o sistema de reconhecimento facial, tem sido fundamental. No domingo (15), o equipamento possibilitou a identificação e a prisão de um indivíduo com mandado de prisão em aberto na área central de Brasília. A ação conjunta da SSP-DF com as forças de segurança tem garantido organização, resposta rápida e sem registro de ocorrências graves Também foram realizadas ações educativas de trânsito pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF) e campanhas de combate à violência doméstica, como as da Polícia Civil do DF (PCDF) na Rodoviária do Plano Piloto e da Polícia Militar do DF (PMDF), com implementação da Sala Lilás Itinerante, espaço de atendimento especializado e humanizado voltado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência de gênero durante as festividades. O Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) também lançou uma campanha nas redes sociais sobre a importância de a população ativar a ficha médica e cadastrar as informações de emergência no próprio celular (Android ou iPhone), incluindo contatos de familiares ou responsáveis, tipo sanguíneo, alergias, doenças pré-existentes e uso contínuo de medicamentos. Planejamento O planejamento do Carnaval 2026 é resultado de um trabalho iniciado em outubro do ano passado, com realização de reuniões técnicas e operacionais sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Os encontros reuniram organizadores dos blocos e os órgãos envolvidos, tendo como focos a redução de conflitos, a organização dos espaços públicos e a diminuição dos impactos em áreas residenciais. “A presença das forças de segurança é estratégica. Ela transmite segurança, inibe a prática de crimes e garante que a população possa aproveitar a festa com tranquilidade” Sandro Avelar, Secretário de Segurança Pública “Estamos realizando um Carnaval de grande porte, com público superior ao esperado, policiamento reforçado, viaturas posicionadas estrategicamente, além do monitoramento aéreo e da atuação integrada de todas as forças. A presença das forças de segurança é estratégica. Ela transmite segurança, inibe a prática de crimes e garante que a população possa aproveitar a festa com tranquilidade. O Distrito Federal mostra, mais uma vez, que é possível realizar grandes eventos com organização, planejamento e integração”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforça a importância do planejamento integrado: “A presença qualificada das forças não é apenas operacional, é preventiva. Trabalhamos de forma coordenada sob o comando da SSP-DF, em integração com Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Detran. O resultado é uma festa segura, com a população participando de forma pacífica e consciente”.  O subsecretário de Operações Integradas, Alexandre Melo, completa: "Nosso objetivo é claro: preservar vidas, inibir práticas criminosas e garantir que o folião aproveite a festa com segurança". PMDF A PMDF distribuiu mais de 550 carteirinhas de identificação infantil para que pais e crianças pudessem brincar o Carnaval com tranquilidade Durante as linhas de revista e os diversos pontos de fiscalização, a PMDF apreendeu diversos objetos ilícitos, contribuindo para um Carnaval mais seguro, com foco na preservação de vidas e na prevenção de ocorrências. O policiamento ostensivo, preventivo e integrado foi reforçado com efetivo, viaturas e tropas especializadas. Somente no domingo, foram apreendidas 142 armas brancas, além de porções de substâncias ilícitas. Um celular foi recuperado pelos militares. A corporação promoveu ações de trânsito, que resultaram na identificação de 91 condutores dirigindo após consumo de bebidas alcoólicas. Ao todo, 168 autos de infração foram lavrados, tendo sido realizadas 586 abordagens veiculares. O número de notificações por uso de celular ao volante chegou a 22. Além do policiamento nos blocos, houve patrulhamento em estacionamentos, vias adjacentes e áreas de dispersão, com foco na prevenção de delitos e manutenção da ordem pública. Em ações realizadas em diferentes blocos carnavalescos, foram distribuídas 587 pulseirinhas de identificação infantil. Bombeiros A equipe do Corpo de Bombeiros atendeu 78 pessoas, com a maioria dos casos de alcoolemia e mal súbito Para a operação de domingo, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) empregou o efetivo de 295 militares e 33 viaturas circulantes, que realizaram, principalmente, ações de prevenção e atendimento pré-hospitalar nos blocos de maior fluxo de pessoas, garantindo uma resposta rápida para as emergências. Foram prestados 78 atendimentos nos oito pontos. De acordo com a classificação de risco, 57 ocorrências foram classificadas como verdes (baixo risco), 19 como amarelas (médio risco) e duas como vermelhas (alto risco). A predominância foi de casos de alcoolemia (40 ocorrências), seguidos por mal súbito (sete) e queda da própria altura (seis). Também houve registros de agressão (três), desmaio (dois), crise de ansiedade (dois), ferimento incisivo (dois), luxação (dois), hipoglicemia (dois) e princípio de incêndio (um), além de outros. Na maioria dos atendimentos, o folião foi levado para os postos médicos do evento e estabilizado antes da liberação. Apenas três pessoas precisaram ser encaminhadas a unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais da rede pública. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF realizou ações preventivas, vistoriando estruturas e ambientes envolvidos para avaliar as condições contra incêndio e pânico, garantindo a segurança dos locais de festa. Ocorrências No período de sexta-feira (13) até a manhã desta segunda-feira (16), a Polícia Civil do DFregistrou, em dados preliminares, 90 furtos de celular, cinco furtos e nove roubos a transeuntes, além de três furtos em interior de veículo e um furto de veículo, ocorrido em Águas Claras. Também foram contabilizadas três ocorrências de tráfico de drogas, no Núcleo Bandeirante, na Esplanada dos Ministérios e no Guará. Para assegurar atendimento ágil à população, a PCDF mantém a delegacia móvel em funcionamento no estacionamento da Torre de TV A Polícia Civil investiga um desaparecimento de pessoa. Trata-se de uma mulher de 30 anos, vista pela última vez por volta das 22h de sábado (14), durante evento de Carnaval no Museu Nacional. Foram realizadas buscas preliminares em unidades de saúde e hospitais. O caso é apurado pela 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela área onde o fato ocorreu. Para assegurar atendimento ágil à população, a PCDF mantém a delegacia móvel em funcionamento no estacionamento da Torre de TV, onde também atuam a Unidade Técnica de Atendimento Móvel (Utam), sob supervisão do Instituto de Identificação, com realização de perícias papiloscópicas, e o Instituto de Criminalística, responsável por laudos preliminares relacionados a substâncias entorpecentes.  “Além da pronta resposta policial, é fundamental que o folião adote medidas simples de proteção, especialmente com o celular, evitando exposição desnecessária e acionando imediatamente a polícia em caso de furto ou roubo”, ressalta o assessor-chefe da Ascom da PCDF, Lúcio Valente. Detran Além de intensificar a Operação Carnaval, o Detran apostou em ações de conscientização em pontos, como o Parque da Cidade No domingo, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) intensificou as ações da Operação Carnaval nas regiões do Plano Piloto, Águas Claras, Itapoã e Paranoá, com foco na segurança viária. Durante as fiscalizações, foram aplicados 333 testes de etilômetro e abordados 209 veículos. As ações resultaram na identificação de 21 casos de alcoolemia, três condutores inabilitados, duas CNHs vencidas, um veículo com descarga livre e 18 autuações por infrações diversas. Além da fiscalização, o Detran-DF promoveu ações educativas. No Parque da Cidade, foi apresentado o Bloco de Carnaval Educativo, com foco na conscientização sobre os riscos da mistura entre bebida alcoólica e direção, os efeitos do álcool no organismo e orientações de segurança voltadas a pedestres e ciclistas, alcançando aproximadamente 3 mil pessoas. A equipe também participou do Bloco de Carnaval Literário de Arniqueira, levando informações sobre trânsito seguro a cerca de 200 participantes. [LEIA_TAMBEM]DF Legal Durante o domingo, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal) fiscalizou 27 eventos, mas não houve necessidade de interdição de nenhum deles. A secretaria vem observando as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público.  Já na fiscalização de ambulantes, 300 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar das imediações dos blocos. Foi necessária a apreensão de 15 garrafas de vidro de bebidas destiladas diversas. Os ambulantes precisam ser licenciados e não podem comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos. *Com informações da SSP-DF  

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Empresa de ônibus capacita equipes para reforçar integridade e transparência no transporte

A empresa Marechal iniciou, nesta segunda-feira (16), um treinamento intensivo para seus colaboradores. A capacitação, que se estende por todo o dia e continua até terça-feira (17), aborda temas cruciais como a Lei Anticorrupção, a prevenção a fraudes e o combate ao suborno. O objetivo é transformar cada profissional da empresa em um agente ativo na construção de um ambiente de trabalho mais íntegro e seguro. A iniciativa faz parte de uma estratégia ampla de modernização. “O desenvolvimento do programa de integridade está alinhado à estratégia de estruturar processos e políticas internas. Isso fortalece a governança, aumenta a segurança das decisões e impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população”, destaca o administrador Angelo Gulin. O treinamento tem como objetivos aumentar a transparência e combater a corrupção dentro das empresas de ônibus | Fotos: Divulgação/Semob-DF Essa ação atende a uma demanda crescente da sociedade por mais transparência nos serviços públicos. De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, o treinamento contribui para fomentar a ética e a transparência no transporte público coletivo.  [LEIA_TAMBEM]“A integridade é um dos pilares da boa governança, um compromisso que a secretaria adota e busca fomentar junto às empresas que prestam serviços ao setor público. Iniciativas como esse treinamento reforçam a cultura de transparência e fortalecem os controles internos, sobretudo porque a operadora atua no transporte coletivo, que é um serviço público essencial de grande impacto na vida da população”, disse o secretário. Com profissionais mais preparados para identificar e prevenir riscos, a concessionária aprimora os controles internos e fortalece a relação de confiança com usuários. A iniciativa reflete a compreensão de que a integridade é um valor que se traduz em práticas diárias, impactando diretamente a segurança, a eficiência e a percepção de qualidade do sistema de transporte como um todo. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF  

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Carnaval 2026 no DF é marcado por integração operacional e uso de tecnologia

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Agências do trabalhador oferecem 391 vagas de emprego nesta quinta (19)

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 391 oportunidades profissionais disponíveis nesta quinta-feira (19). Os maiores salários são encontrados em uma vaga para mecânico de veículos automotores a diesel (R$ 3.843,90), em uma para técnico mecânico (R$ 3 mil), em uma para eletricista de instalações de veículos automotores (R$ 2.813,80) e em seis para eletricista de manutenção industrial (R$ 2,8 mil), localizados em Águas Lindas de Goiás, Recanto das Emas e Asa Sul.  Em relação à demanda por novos funcionários, destaque para o setor de comércio varejista. Os cargos mais requisitados são repositores de mercadorias, operadores de caixa, auxiliares de limpeza, eletricistas e açougueiros em cidades como Riacho Fundo II, Taguatinga, Ceilândia e sem ponto fixo de atuação Os salários são a partir de R$ 1.142. Para pessoas com deficiência, há uma chance para auxiliar em saúde bucal em Taguatinga, com rendimento de R$ 2.525. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

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Famílias de Santa Luzia recebem R$ 15 mil para fazer reformas com o Cartão Material de Construção

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Carnaval na Rota da Paz revela os caminhos de fé e serenidade no Distrito Federal

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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto terça (17) e quarta-feira (18)

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 17 endereços distintos do Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h desta terça-feira (17), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEE-DF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar.   As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional, como o RenovaDF, e o cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante | Foto: Agência Brasília Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, Lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável.  No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Pontos de ação no Plano Piloto para terça-feira (17) e quarta-feira (18): Via de acesso à quadra 908/909 Norte, do balão à via W5; SGAN 909 a 910, entre a quadra e o Parque Burle Marx; SGAN 913, entre o colégio Anjo da Guarda e a mesquita; SGAN 915, ao lado da escola Sagrada Família Menino Deus; SHCGN 716, entre os blocos G e H; SHCN EQN 315/316, na Igreja Messiânica do Brasil; SCLN 115, entre o bloco A e o parquinho próximo ao bloco C; Quadra 313/314 Norte, fundos da Primeira Igreja Batista; Área verde entre a 311/312 Norte, fundos da Capela da Divina Misericórdia; Setor Comercial Sul; Buraco do Rato; Centro POP; Área verde entre o colégio Serios e o aeroclube; SGAS 902, nas proximidades da Faculdade Mackenzie; SGAS 904, atrás da UDF; SHIGS 703/704, praça Galdino Jesus do Santos; Via W5 e W4, extensão da 903 a 905 e da 702 a 705 Sul. *Com informações da DF Legal  

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Com investimento de R$ 1,68 milhão, GDF reforça manutenção das passagens subterrâneas do Eixão

Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 1.686.509,28 na manutenção das passagens subterrâneas do Eixão, no Plano Piloto. As intervenções, executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), têm como foco garantir espaços mais limpos, iluminados e seguros para a travessia de pedestres e ciclistas sob a via expressa. Ao longo desse período, cinco passagens receberam serviços de manutenção, tanto na Asa Sul quanto na Asa Norte. Foram contemplados os trechos 102/202 Sul (próximo ao Hospital de Base), 104/204 Sul, 106/206 Sul, 108/208 Sul e 104/204 Norte. As ações envolveram reparos em pisos e paredes, substituição de grelhas de captação de águas pluviais, instalação de meio-fio de concreto para contenção do barro nas encostas, colocação de corrimãos metálicos em escadas, pintura epóxi em pisos e paredes, pintura dos tetos, manutenção de claraboias, ajustes nos pisos das paradas de ônibus e troca de lâmpadas queimadas. A manutenção das passagens subterrâneas inclui, entre outros serviços, substituição de piso danificado, instalação de meio-fio de concreto e pintura | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com o engenheiro Guilherme Rodrigues, da Novacap, as intervenções têm caráter de manutenção, respeitando as características originais das estruturas. “Das 16 passagens existentes no Plano Piloto, já reformamos cinco. Os principais serviços foram a troca de pisos e revestimentos danificados, melhoria das escadas com instalação de corrimãos, manutenção das claraboias e reforço da iluminação”, explica. Segundo ele, a pintura epóxi aplicada é mais resistente à umidade e à sujeira, o que contribui para a durabilidade dos espaços. O Eixão tem 16 passagens subterrâneas para pedestres, sendo oito na Asa Norte e oito na Asa Sul. Os túneis ligam as superquadras de um lado ao outro da via e são utilizados diariamente por quem precisa atravessar a avenida. "Sempre que possível, mantemos a passagem aberta durante a obra, trabalhando por etapas, já que não é viável interditar completamente um local de grande fluxo de pessoas" Guilherme Rodrigues, engenheiro da Novacap Para os próximos meses, a Novacap prevê novas intervenções nas passagens da Asa Norte, começando pela 102/202 Norte, nas proximidades do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e pela 106/206 Norte. Em seguida, os serviços retornam à Asa Sul, com início pela passagem 110/210 Sul. O cronograma segue critérios técnicos e logísticos, buscando otimizar a mobilização das equipes e a instalação dos canteiros de obras. “O planejamento considera a sequência das passagens para facilitar a logística e reduzir impactos. Sempre que possível, mantemos a passagem aberta durante a obra, trabalhando por etapas, já que não é viável interditar completamente um local de grande fluxo de pessoas”, afirma Guilherme Rodrigues. O prazo contratual médio para cada intervenção é de 90 dias, podendo variar em função das condições do local. Manutenção Danilo Martin aprova o que foi feito e avalia: "A manutenção faz diferença e precisa continuar" [LEIA_TAMBEM]Usuários que atravessam diariamente o Eixão percebem os efeitos das manutenções. A economista Gilza de Souza Oliveira, que utiliza a passagem da 102/202 Sul, avalia que a estrutura atende às necessidades. “Do ponto de vista estrutural, está bom. A manutenção é importante porque, sem cuidado, tudo se deteriora e fica impraticável”, afirma. Já o assistente de compras Danilo Martin, que passa pelo local todos os dias, destaca a melhora após as obras. “Ficou bem melhor, principalmente na iluminação e no estado geral. A manutenção faz diferença e precisa continuar”, avalia. As ações fazem parte do esforço contínuo do GDF para conservar os equipamentos públicos do Plano Piloto e garantir condições adequadas de mobilidade urbana e segurança para quem circula diariamente pelo Eixão.  

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Projeto Olhar Cidadão atende a 1,4 mil crianças e adolescentes na Estrutural e no Sol Nascente

Com o objetivo de garantir saúde visual e bucal à população, o Projeto Olhar Cidadão já beneficiou 1,4 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos na Estrutural e no Sol Nascente/Pôr do Sol. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com a ONG Líderes do Brasil, e passou pelas duas regiões administrativas nos meses de janeiro e fevereiro, respectivamente. Em março, o projeto segue para Samambaia, oferecendo serviços gratuitos de odontologia e oftalmologia, com exames e distribuição de óculos de grau, que já foram entregues a 128 pacientes até o momento. Em Samambaia, os atendimentos serão entre os dias 2 e 3 de março, na Quadra 30, conjunto 8, lote 2. Depois, a estrutura será montada em Planaltina (23/3 a 3/4), Guará (6/4 a 17/4), Ceilândia (27/4 a 8/5), Itapoã (11/5 a 22/5) e Santa Maria (25/5 a 5/6). No total, serão oito regiões administrativas contempladas até junho deste ano, com funcionamento de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 18h. A expectativa é alcançar mais de 5,1 mil cidadãos, com prioridade a estudantes da rede pública, famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças com dificuldades de aprendizagem, baixa visão ou deficiência. Até junho, o projeto deve passar por 8 regiões administrativas e atender a mais de 5 mil crianças e adolescentes | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A técnica socioeducativa e gestora da Sejus-DF, Fernanda Elisa Calvet Silveira, reforça que a assistência pode prevenir questões de saúde mais graves, desde a progressão de grau a questões dentárias sérias. “Até o momento os resultados têm sido muito positivos, com um número bem expressivo de atendimentos, promovendo bem-estar e fortalecendo o cuidado integral das crianças e adolescentes”, destaca. “Não estamos falando apenas de consultas, mas de impacto social. Problemas oftalmológicos não tratados comprometem o aprendizado escolar, e questões odontológicas afetam autoestima e desempenho.” Ao chegar ao local, os pais e responsáveis são orientados sobre o programa e recebem uma ficha para preencher com dados pessoais e o histórico de saúde dos pacientes. Depois, as crianças e adolescentes são avaliados por especialistas. Na área de oftalmologia, os médicos observam se há dificuldade para enxergar e, caso existam sinais de miopia ou astigmatismo, receitam óculos de grau, entregues gratuitamente. Na parte da saúde bucal, todos os atendimentos incluem limpeza dentária e, quando necessário, outros procedimentos básicos, como restauração e extração de dentes. "A gente ensina o pai a cuidar, orienta sobre a escovação desde cedo e também sobre hábitos que impactam a saúde, como o uso excessivo de telas e os cuidados com a visão" Thayza D'Avilla, coordenadora do projeto Olhar Cidadão Segundo a coordenadora do projeto, Thayza D'Avilla, os atendimentos também englobam recomendações sobre hábitos de higiene, como escovação e uso de fio dental, e cuidados para manter a saúde dos olhos. “O nosso foco é iniciar o tratamento e, principalmente, orientar. A gente ensina o pai a cuidar, orienta sobre a escovação desde cedo e também sobre hábitos que impactam a saúde, como o uso excessivo de telas e os cuidados com a visão”, explica. Moradora do Sol Nascente, a estudante Maria Eduarda Cardoso, 15 anos, recebeu um óculos de grau e está animada com o retorno do ano letivo. Ela conta que tinha dificuldades para ler o conteúdo escrito no quadro e sofria com dores de cabeça recorrentes. “Estava com essa dificuldade há um tempo, tinha que sentar mais perto da professora. Com o óculos, minha dor de cabeça parou e me sinto muito melhor”, comenta. A qualidade de vida de Cibele Veras melhorou com o projeto: "Eu tinha dificuldade para enxergar o quadro da escola, o ônibus e meus olhos coçavam muito" Quem também está de visual renovado graças aos óculos de grau é a estudante Cibele Veras, 14. Ela conta que escolheu um modelo que combinasse com sua personalidade, já que agora será parte da rotina. “Eu tinha dificuldade para enxergar o quadro da escola, o ônibus e meus olhos coçavam muito. Depois do exame, me chamaram para escolher a armação e, em uma semana, já me entregaram. Peguei uma de que eu gostei bastante”, diz. Maria de Lourdes Veras elogia o tratamento recebido: "Foi muito bom para nós e espero que ajude mais famílias também" [LEIA_TAMBEM]A mãe de Cibele, a dona de casa Maria de Lourdes Veras, 40, afirma que o projeto foi positivo também para o orçamento da família. Ela revela que não tinha condição de arcar com um tratamento particular para a filha. “Ela vinha reclamando, mas sempre ficava para depois por causa da situação apertada. Quando eu vi a tenda, já trouxe ela e no mesmo dia foi atendida. Foi muito bom para nós e espero que ajude mais famílias também”, ressalta. Para participar, basta se inscrever no site. É necessário inserir dados dos responsáveis e do menor de idade e escolher o dia e o turno da consulta. Quem preferir também pode agendar os procedimentos presencialmente. Basta comparecer ao local onde o projeto se encontra e apresentar os dados e documento original com foto do responsável e da criança ou adolescente. As vagas são limitadas e por ordem de chegada. Mais informações estão disponíveis no site do projeto ou no perfil Olhar Cidadão no Instagram.  

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Transporte coletivo do DF renova 90% da frota e lidera o país em modernização dos veículos

Um cenário de modernização compõe o sistema de transporte coletivo do Distrito Federal, que conta atualmente com mais de 3 mil ônibus com idade média de 3,6 anos em circulação. De acordo com o último balanço da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), publicado em novembro de 2025, somente no último ano, 343 novos veículos foram incorporados ao sistema do DF: 254 para renovação da frota, 87 para ampliação e dois para substituição. Também foram criadas 37 novas linhas. O balanço também aponta que cerca de 90% da frota do Distrito Federal, o equivalente a 2.831 veículos, foi renovada. Atualmente, seis ônibus elétricos operam em linhas do centro de Brasília, e a previsão é de ampliação significativa desse modelo em 2026, com a chegada de 90 veículos elétricos que devem circular no Plano Piloto, sob responsabilidade da empresa Piracicabana. O sistema de transporte público se prepara para atender a essa frota com a construção já em andamento de um ponto rodoviário específico de carga e recarga próximo ao Terminal da Asa Sul. O DF conta atualmente com mais de 3 mil ônibus com idade média de 3,6 anos em circulação | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Além da frota convencional, o serviço dos tradicionais micro-ônibus, popularmente conhecidos como zebrinhas, também foi ampliado e conta hoje com 27 linhas em 15 regiões administrativas e com 65 veículos em operação, incluindo o primeiro zebrinha elétrico do Distrito Federal. Renovação e modernização da frota A renovação da frota de ônibus do Distrito Federal está próxima de ser concluída. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, com a chegada de mais 120 veículos até março, 100% dos ônibus do sistema serão substituídos. No início de fevereiro foram entregues 23 novos coletivos da Viação Marechal em Taguatinga Sul, que já circulam em cerca de seis regiões administrativas e integram a etapa final da troca da chamada “linha baixa”, atendendo a linhas que passam por Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará, Park Way e Taguatinga. A nova frota é modernizada, com tecnologias como a Euro 6 e o sistema Anjo da Guarda | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília [LEIA_TAMBEM]Os novos ônibus são equipados com tecnologia Euro 6 — padrão que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes —, ar-condicionado, elevador para acessibilidade, câmeras de monitoramento, sistema de GPS e portas dos dois lados, permitindo a operação tanto no Boulevard do Túnel Rei Pelé quanto nos corredores exclusivos da EPTG e da Epig, ao longo do Eixo Oeste. Além disso, há um sistema de segurança denominado “Anjo da Guarda”, pelo qual o motorista só consegue movimentar o veículo quando as portas estão fechadas, trazendo mais segurança aos passageiros. Com as entregas mais recentes, o DF passa a ter a frota mais nova do Brasil, com idade média inferior a três anos, além de concentrar o maior número de veículos com tecnologia Euro 6 no país. Com os novos coletivos, a Viação Marechal já renovou mais de 71% dos 510 ônibus em operação. Outros 147 veículos estão previstos para chegar até abril, o que deve concluir a substituição total da frota. O secretário Zeno Gonçalves ressalta que a renovação da frota, além de conforto, "gera inclusão social, desenvolvimento econômico, combate à desigualdade" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Estamos recuperando a qualidade com essa frota nova, ampliando o número de acessos e isso tudo gera inclusão social, desenvolvimento econômico, combate à desigualdade, uma Brasília com mais mobilidade e um Distrito Federal todo integrado”, ressaltou o secretário. Transporte mais acessível Os números de acessos ao transporte coletivo já superam os níveis registrados antes da pandemia. Em 2019, o sistema contabilizava cerca de 350 milhões de viagens por ano. Em 2025, esse número chegou a aproximadamente 390 milhões. Para atender a esse crescimento, a frota foi ampliada com quase 300 veículos além do quantitativo inicialmente previsto em licitação. Entre os pontos que influenciaram neste cenário estão a política de gratuidade e o congelamento tarifário. Atualmente, cerca de 37% dos acessos ao sistema são realizados por usuários beneficiados por algum tipo de gratuidade, como o Passe Livre Estudantil e o programa Vai de Graça — descrito por Zeno como “o programa de gratuidade mais robusto do Brasil”. “Transporte é uma política prioridade e demonstramos isso nos números” Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade do DF “Em São Paulo, por exemplo, eles têm o Domingo de Graça, mas é só para a rede municipal, e o metrô não é gratuito. Aqui, nós temos a universalidade do sistema de transporte, além do Passe Livre Estudantil mais abrangente de todo o Brasil. Transporte é uma política prioridade e demonstramos isso nos números”, afirmou o secretário. Zeno frisou também que, mesmo com reajustes sendo adotados em outras capitais e no Entorno do DF, a tarifa no Distrito Federal permanece congelada, com valor médio de R$ 3,93 — o mais baixo do país. “Quando você congela a tarifa, você está tirando um gasto extra do bolso das famílias. Essa decisão mantém o transporte acessível e funciona como um programa de transferência de renda, sem onerar o trabalhador”.  

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Revistas pessoais reforçam segurança e evitam entrada com objetos proibidos em blocos carnavalescos

A atuação preventiva das forças de segurança, especialmente por meio das linhas de revista presentes nos acessos aos blocos, tem sido fundamental para impedir a entrada de objetos proibidos e reduzir riscos em meio às multidões. Material apreendido no sábado de Carnaval: triagem preventiva nos pontos de acesso ajuda a preservar a segurança de todos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Durante as revistas feitas no sábado (14), foram apreendidas 119 armas brancas por policiais militares. Também foram retiradas de circulação substâncias ilícitas, entre elas porções de maconha, cocaína, além de um spray de pimenta. As apreensões demonstram a importância da triagem preventiva nos pontos de acesso aos eventos, contribuindo diretamente para a preservação de vidas e para a segurança dos foliões no Distrito Federal. “Mantenha o aparelho celular em local seguro, nunca em bolsos traseiros ou de fácil acesso” Major Raphael Broocke, porta-voz da PMDF A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforça que a revista tem caráter preventivo e visa exclusivamente à proteção dos foliões. Não é permitida a entrada com armas e drogas ilícitas, garrafas ou copos de vidro, perfumes em recipientes de vidro, desodorantes aerossóis — sendo autorizados apenas produtos em creme ou roll-on —, substâncias inflamáveis, isqueiros, objetos perfurocortantes como facas, estiletes e tesouras, independentemente do tamanho, além de guarda-chuvas com haste metálica, que podem causar ferimentos  —  aconselha-se o uso de capas de chuva. Bandeiras com mastros ou estruturas rígidas também são vetadas por razões de segurança. Os militares recuperaram 12 aparelhos celulares. “É importante redobrar o cuidado com o celular durante o Carnaval”, alertou o porta-voz da PMDF, major Raphael Broocke. “Quadrilhas especializadas aproveitam momentos de distração e o excesso de consumo de álcool para agir. Mantenha o aparelho em local seguro, nunca em bolsos traseiros ou de fácil acesso. Deixe o celular bem protegido, use apenas quando for realmente necessário e, de preferência, fora de áreas de grande aglomeração”. Trânsito O policiamento tem sido feito de forma ostensiva e integrada nas áreas de maior concentração de público, estacionamentos, vias adjacentes e pontos de dispersão, com emprego de efetivo reforçado e tropas especializadas. No sábado, houve 1.176 abordagens veiculares e 484 autos de infração lavrados. Entre as infrações estão irregularidades veiculares. Ao todo, 126 condutores foram autuados por dirigir sob efeito de álcool, enquanto 39 receberam autuações por uso de celular ao volante e 11 veículos foram recolhidos ao depósito. Crianças Mais de 300 crianças receberam pulseirinhas de identificação, medida simples, mas essencial para agilizar a localização em caso de desencontro. Em casos de crianças perdidas ou situações envolvendo menores, haverá acolhimento imediato, com acionamento do Conselho Tutelar e da Vara da Infância e da Juventude, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), pelo telefone 125. Bombeiros 263 Total de militares que atuaram pelo Corpo de Bombeiros durante as operações de sábado O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal empregou, para a operação deste sábado, o efetivo de 263 militares e 20 viaturas, que trabalharam principalmente em ações de atendimento pré-hospitalar. Durante os eventos, equipes especializadas circularam entre os foliões e garantiram uma resposta rápida para as emergências. Ao todo, foram atendidas 37 pessoas. Do total de ocorrências, a maior parte —  23  —   estava associada ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Três pessoas precisaram de transporte ao hospital, e as demais foram atendidas nos postos médicos dos eventos ou no próprio local. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF vistoriou 18 eventos, avaliando as condições contra incêndio e pânico de cada estrutura, com a finalidade de prevenir incidentes nos locais de festa. “O planejamento, a integração entre os órgãos de segurança pública e o empenho dos militares escalados é fundamental para garantir um carnaval mais seguro para todos”, reforçou o comandante-geral da CBMDF, coronel Alexandre Barcelos. Bombeiros orientam: é importante manter cuidados básicos de alimentação e segurança, bem como evitar excesso de álcool  Outra orientação da corporação aos foliões é manter cuidados básicos de segurança, boa hidratação e alimentação, evitando o consumo excessivo de álcool. Menores de idade e crianças devem estar acompanhados por um adulto responsável. O atendimento diário em todas as regiões administrativas do Distrito Federal também foi mantido operante dentro da normalidade. Em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente o 193. DF Legal No sábado, a Secretaria DF Legal fiscalizou 43 eventos de Carnaval, entre blocos e demais produções, mas não houve necessidade de interdição de nenhum deles, já que foram respeitadas licenças de funcionamento, incluindo horário de início e fim. 400  Número de comerciantes irregulares que receberam orientações da fiscalização durante o sábado Quanto à fiscalização de ambulantes, 400 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar das imediações dos blocos. Foi necessária a apreensão de 14 garrafas de vidro de bebidas destiladas diversas. Os ambulantes precisam ser licenciados e não podem comercializar objetos perfurocortantes, como garrafas de vidro e espetinhos. Campanhas educativas No segundo dia do Carnaval no DF, a Polícia Civil intensificou ações preventivas e de orientação ao público. Equipes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) e das unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I e II) distribuíram material institucional e orientações na Rodoviária do Plano Piloto. O foco foi a prevenção de crimes contra a dignidade sexual e outras formas de violência, ação que será repetida neste domingo (15). Ocorrências Conforme dados preliminares, de sexta-feira (13) até a manhã deste domingo, foram registrados 36 furtos de celular e quatro furtos a transeuntes em blocos carnavalescos, além de um furto em interior de veículo no Setor Hoteleiro Sul, um roubo a transeunte, um flagrante de embriaguez ao volante em Ceilândia e duas ocorrências de tráfico de drogas, sendo uma no Núcleo Bandeirante e um flagrante na área da Esplanada dos Ministérios. Detran Bloco do Carnaval Educativo marcou as ações do Detran-DF entre os foliões Da manhã de sábado até a madrugada deste domingo, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) empreendeu uma grande ação educativa de Carnaval no Parque da Cidade, com o Bloco de Carnaval Educativo. Durante a mobilização, as equipes de educação de trânsito abordaram aproximadamente 2 mil pessoas, levando informação de forma lúdica e interativa, em sintonia com o clima festivo. A ação evidenciou a importância de escolhas responsáveis para a preservação da vida e a redução de sinistros nas vias do DF. Além das ações em campo, o Detran-DF promove a campanha educativa “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir!”, iniciativa que conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). A mensagem é veiculada estrategicamente em três momentos de cada bloco carnavalesco, no início, no meio e ao final da festa. No encerramento, o lembrete é reforçado, alcançando milhares de foliões em todo o Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]As operações de policiamento e fiscalização de trânsito contemplaram regiões de Taguatinga, Samambaia, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante e Plano Piloto. Ao todo, os agentes efetuaram 500 abordagens e aplicaram 430 testes de etilômetro, que resultaram na autuação de 15 condutores por dirigir sob a influência de álcool, sendo um caso enquadrado como crime de trânsito. Também foram flagrados oito condutores inabilitados e quatro com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. As equipes registraram ainda dez veículos com escapamento irregular, dois transportando carga incompatível com o tipo de veículo e 60 autuações por motivos diversos.   *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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CEM 03 de Taguatinga chega a 100 aprovações em universidades públicas e reforça impacto de projeto pedagógico

Até 2023, o Centro de Ensino Médio 03 de Taguatinga registrava uma média de cerca de 20 alunos aprovados por ano em universidades públicas. A partir da implantação do Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), um projeto multidisciplinar de preparação para vestibulares implantado em junho daquele ano, os resultados passaram a crescer de forma expressiva. Em 2024, o número de aprovações ultrapassou 100, com múltiplas aprovações de cerca de 80 alunos da unidade da rede pública. Ao fim de 2025, o total chegou a cerca de 150 aprovações. Em 2026, a escola já contabiliza 100 aprovações, com expectativa de novos resultados positivos ao longo do ano. Com espaço próprio na unidade de ensino, o Nave acompanha os estudantes desde o início do ensino médio e envolve professores de diferentes áreas, com foco nas matrizes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Programa de Avaliação Seriada (PAS). Entre as ações estão mentorias individuais, empréstimo de material didático, grupos de estudo no contraturno, simulados, palestras, orientação para escolha de cursos e aulões, além de visitas guiadas a universidades públicas. O Núcleo de Apoio aos Vestibulando acompanha os alunos com mentorias, grupos de estudo e material de estudo | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília Idealizadora e coordenadora do projeto, a professora Regina Cotrim destaca que o acompanhamento contínuo é um dos principais diferenciais do Nave, ressaltando também a importância de mostrar que os alunos são capazes de alcançar o ensino superior. “É um trabalho feito com acompanhamento de perto, desde o primeiro ano orientando, emprestando material, fazendo visitas às universidades e ajudando o aluno a entender que aquele espaço também é dele. Se o aluno não quiser entrar na universidade, está tudo bem. Mas aquele que quer e tem esse desejo, recebe todo o apoio na escola.” Além do conteúdo pedagógico, o projeto atua no esclarecimento sobre processos seletivos, inscrições, análise de notas e possibilidades reais de ingresso, buscando aproximar os estudantes do ambiente universitário e fortalecer a permanência dos jovens da escola pública no ensino superior. A iniciativa é desenvolvida com recursos da própria escola, doações de material e, mais recentemente, com apoio obtido por meio de edital parlamentar, voltado à melhoria da estrutura de estudo oferecida aos alunos. A supervisora pedagógica da escola, Simone Soares Gonçalves, explicou que muitos alunos não sabiam como realizar as inscrições nas provas e nas universidades, como funcionam os cursos ou até mesmo como a profissão é de forma prática. Essas questões são sanadas no projeto, junto com diversas orientações e incentivos acadêmicos. Simone Soares Gonçalves reforça que o Nave é um importante ator de inclusão social, pois o aluno da escola pública passa a acreditar que as universidades federais são também espaços para ele “O conhecimento dos espaços universitários também fez diferença porque os estudantes achavam isso muito distante deles. Muitas vezes, o aluno da escola pública não acredita que aquele espaço é para ele, então a diferença maior é mostrar que eles são capazes. Cada vez que os alunos realizam uma prova de simulado e recebem um bom resultado, eles percebem que, se é o mesmo modelo e conseguiram, podem repetir o sucesso pelo PAS ou Enem”, observou. Mudança de perspectiva Atualmente, cerca de metade dos aproximadamente 1.200 alunos do CEM 03 de Taguatinga participam das ações do Nave. No último ano, quase metade dos estudantes do terceiro ano conseguiu aprovação em instituições públicas, como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Federal de Brasília (IFB) e demais universidades federais. “A gente vê que a realidade está mudando e esses alunos têm acesso à universidade, o que é um direito deles. Esperamos que daqui saiam diversos profissionais para melhorar a nossa sociedade cada vez mais”, completou a idealizadora do Nave. Miguel de Carvalho Santos credita ao Nave parte do sucesso na aprovação do vestibular para Ciência da Computação Entre os ex-alunos aprovados está Miguel de Carvalho Santos, de 18 anos, que concluiu o ensino médio no CEM 03 e foi aprovado em Ciência da Computação pelo PAS na UnB. Ele apontou o projeto como uma das ferramentas mais importantes para a conquista: “O Nave sempre mostrou que a universidade é uma porta de entrada para tudo que você quer realizar profissionalmente. Isso foi muito importante para eu entender o que eu realmente queria fazer. É muito bom que esteja acontecendo numa instituição pública, porque democratiza o acesso ao ensino para todo mundo.” Outra aprovada em 2026 foi a estudante Crislayne Rocha, de 17 anos, que passou em Farmácia na UnB pelo PAS e também em Letras no IFB. Ela afirmou que o projeto mudou completamente sua forma de estudar: “Antes eu tinha muita dificuldade para estudar e minhas notas eram um pouco mais baixas. Depois de entrar com os direcionamentos e participar dos grupos de estudo, realmente ficou muito mais fácil de estudar. Antes eu achava impossível um aluno de escola pública passar numa [universidade] federal. Depois do Nave, minha perspectiva mudou completamente.” João Vitor Gonçalves Moreira quer cursar Medicina e estuda no Nave: "Sem esse projeto eu estaria muito menos preparado"  [LEIA_TAMBEM]Ainda em preparação, Elizabeth Alves da Silva Aguiar, de 15 anos, cursa o segundo ano do ensino médio no CEM 03 de Taguatinga e relata que o projeto contribuiu para aumentar a confiança. “Aqui eu aprendi como é o verdadeiro estudo, principalmente na redação. A nota que eu tirei no PAS me surpreendeu bastante.” Com o sonho de ingressar em Medicina na federal, ela declarou que durante as visitas à universidade se apaixonou ainda mais pelo curso e que isso a incentiva ainda mais a pegar firme nos estudos. Também interessado em Medicina e estudante do segundo ano, João Vitor Gonçalves Moreira, 16, avalia que o acesso ao material e às orientações fazem a diferença no processo: “Normalmente esse material é caro e de acesso mais difícil, com muitos conteúdos para você estudar sozinho. Sem esse projeto eu estaria muito menos preparado. Ainda dá medo, por serem provas difíceis, mas a confiança é muito maior com esse apoio que temos.”  

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