RenovaDF lança 4º ciclo de 2025 para 2,3 mil alunos com cursos voltados à construção civil
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Aberto edital para modernização do heliponto do pronto-socorro do Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publica o Edital nº 28/2025 para contratar empresa de engenharia responsável pela reforma do heliponto do pronto-socorro do Hospital de Base (HBDF). A modernização do espaço tem o objetivo de aprimorar o fluxo de atendimentos críticos e ampliar a segurança nas operações de transporte aeromédico. O edital está disponível no Diário Oficial do DF desde o dia 14, e o acolhimento de propostas segue aberto até esta terça-feira (25). As empresas interessadas podem enviar suas propostas pelo portal do IgesDF. O valor estimado da contratação é de R$ 946.648,84, seguindo o critério de menor preço global, conforme o regulamento de compras do instituto. As empresas interessadas podem enviar suas propostas pelo portal do IgesDF | Foto: Alberto Ruy/IgesDF A modernização do heliponto é mais um investimento do IgesDF na infraestrutura do Hospital de Base, maior unidade hospitalar do Centro-Oeste e referência no atendimento a politraumatizados. Com a reforma, o heliponto passa a operar de forma mais segura e alinhada às normas atuais, fortalecendo a resposta a emergências e beneficiando diretamente pacientes que dependem de transporte aeromédico rápido. As informações completas sobre o edital e os documentos para participação estão disponíveis no portal do IgesDF, na página de Seleção de Fornecedores. *Com informações do IgesDF
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DF recebe a 3ª Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário
Representantes de produtores, técnicos e gestores públicos se reúnem no Centro de Capacitação e Comercialização da Agricultura Familiar (CCC) da Ceasa a partir desta quarta (26), para a 3ª Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, onde serão discutidas políticas e estratégias voltadas ao fortalecimento do campo e à promoção de um modelo de desenvolvimento rural mais justo, sustentável e participativo. A iniciativa é do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com organização da Emater-DF e dos conselhos regionais de Desenvolvimento Rural Sustentável da capital. Ações voltadas à sustentabilidade estão entre os principais temas a serem abordados durante a conferência | Foto: Divulgação/Emater-DF Considerado um preparatório para a etapa nacional da conferência promovida pelo MDA e organizada pelo Condraf, o encontro tem como objetivo construir propostas que orientem ações públicas voltadas à agricultura familiar, à agroecologia e à inclusão social no meio rural. As discussões serão organizadas em cinco eixos temáticos, que tratam de temas centrais para o futuro da produção rural e do desenvolvimento territorial no Distrito Federal. Sustentabilidade “Ao reunir diferentes vozes e perspectivas, o evento busca consolidar um espaço de diálogo e cooperação para fortalecer o campo, promover a equidade social e impulsionar práticas sustentáveis que garantam o bem viver nas áreas rurais do Distrito Federal”, resume o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. O primeiro eixo abordará o papel da agricultura familiar frente às mudanças climáticas, com foco em estratégias de adaptação e mitigação, uso sustentável dos recursos naturais e fortalecimento de práticas produtivas resilientes. O segundo tratará da transformação agroecológica dos sistemas alimentares e do fortalecimento da agricultura familiar, destacando a importância da produção de base ecológica e dos circuitos curtos de comercialização para a segurança alimentar. [LEIA_TAMBEM]O terceiro eixo discutirá a reforma agrária e a promoção do direito à terra, à água e ao território, enfatizando a regularização fundiária, o acesso a recursos hídricos e a valorização dos territórios tradicionais. Já o quarto eixo colocará em pauta a cidadania e o bem-estar, incluindo temas como educação do campo, saúde rural e qualidade de vida das populações do meio rural. Por fim, o quinto eixo tratará do papel do Estado, da participação popular e da governança das políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável, tendo como foco o fortalecimento da gestão democrática e o controle social. De forma transversal, a conferência também destacará três dimensões fundamentais: a autonomia econômica das mulheres rurais, a autonomia e emancipação das juventudes e a sucessão rural e, por fim, a promoção do etnodesenvolvimento dos povos e comunidades tradicionais. Programação → 8h às 8h30: credenciamento → 8h30 às 9h: coffee break → 9h às 10h: abertura da conferência → 10h às 11h: leitura do regimento interno, com orientações sobre o processo metodológico da conferência → 11h às 12h: início dos grupos de trabalho → 12h às 13h: almoço → 13h às 15h: Grupos de trabalho (GTs) * Eixo temático 1: Papel da agricultura familiar frente às mudanças climáticas * Eixo temático 2: Transformação agroecológica dos sistemas alimentares e fortalecimento da agricultura familiar * Eixo temático 3: Reforma Agrária e promoção do direito à terra, à água e ao território * Eixo temático 4: Cidadania e bem-estar * Eixo temático 5: Estado, participação popular e governança das políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável → 15h às 15h30: lanche → 15h30 às 16h30: apresentação e votação das propostas elaboradas nos eixos temáticos → 16h30 às 17h: eleição dos 26 delegados e delegadas que representarão o Distrito Federal na etapa nacional da conferência Local: Centro de Capacitação e Comercialização da Agricultura Familiar (CCC), na Ceasa. *Com informações da Emater-DF
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Brasília Ambiental leva Ouro e se destaca em premiações de transparência e inovação
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Líder de poles no ano, Alfredinho Ibiapina celebra na etapa de Brasília a temporada de sucesso na Stock Light
De todos os cinco finalistas e postulantes ao título da Stock Light em 2025, Alfredinho Ibiapina é o mais jovem. Com 17 anos completados em abril, o adolescente natural de Curitiba (PR) e que atualmente reside em Florianópolis (SC) foi um dos grandes nomes do campeonato na categoria de acesso. Atraído pela chance de subir para a BRB Stock Car com a premiação oferecida ao campeão da Stock Light para ascender à principal categoria do automobilismo brasileiro, Alfredinho completará seu segundo ano na competição com grandes momentos e resultados positivos na bagagem. O piloto do carro #8 da W2 Racing ProGP é quem mais faturou poles no ano e venceu três corridas, sendo duas no Velopark e uma no Velocitta. Na jornada que marca o desfecho do calendário, em Brasília, sexta-feira (28) e domingo (30), o agora bicampeão do Brasileiro de Kart — seu segundo título foi conquistado no último fim de semana, correndo pela categoria Shifter Graduados no Kartódromo Beto Carrero, em Penha (SC), inclusive superando o campeão mundial de kart, Matheus Morgatto — chega com chances matemáticas de levantar a taça e ocupa a quarta colocação da tabela, com 218 pontos. Alfredinho reúne duas poles na temporada — para efeito de estatística, é considerado pole na Stock Light o piloto que registra a volta mais rápida da sessão classificatória —, subiu ao pódio em três oportunidades e foi o autor da volta mais rápida em quatro corridas — recordista também nesta estatística. Na visão do jovem piloto, 2025 foi um ano de crescimento e grandes momentos na Stock Light, embora a sensação é que seria possível ir além no campeonato se não fosse por fatores externos. Ibiapina destacou ano bem-sucedido em sua segunda temporada na Stock Light | Fotos: Rafael Gagliano/Vicar “Foi uma temporada bem boa para nós, com três vitórias, poles… um ano de muito sucesso. Tivemos alguns altos e baixos durante o ano e enfrentamos quebras, algumas batidas nas quais não tive culpa, o que acabou prejudicando um pouco na posição em si. Mas o ano, em termos de performance, foi bem legal, e agora chegamos a Brasília como um dos finalistas, então vamos com tudo dar o nosso melhor lá”, analisou. Um dos aspectos que Ibiapina considera que foi determinante para ter uma temporada positiva na categoria de acesso foi o seu ritmo de classificação. Em sete das dez corridas com grid definido pela sessão classificatória, Alfredinho largou entre os seis primeiros, fato relevante quando se leva em conta o grupo robusto com mais de 20 carros na Stock Light. “Evoluímos bastante. Conseguimos largar um pouco mais à frente, e na Stock Light faz total diferença largar entre os três primeiros. Sou o piloto com mais poles neste ano, então isso mostra que conseguimos evoluir nesse aspecto, que é crucial na competição”, salientou o curitibano. De olho na Stock Car O curitibano largou na frente no Velopark e também no Velocitta neste ano [LEIA_TAMBEM]Alfredinho Ibiapina vai para a decisão do título da Stock Light com 218 pontos. A diferença para o líder do campeonato e um dos seus companheiros de equipe W2, o paulista Enzo Bedani, é de 69 tentos, de modo que seria necessária uma grande combinação de resultados favoráveis para o paranaense sair de Brasília como campeão no próximo domingo. Ao todo, 84 pontos estarão em jogo neste fim de semana derradeiro da temporada 2025. “As chances de título existem, mas são bem baixas. Temos os pés bem no chão, vamos para Brasília, e seja o que Deus quiser; se for para ser nosso, vai ser, vai dar certo, mas se não for, tudo certo também. Vamos trabalhar com o que a gente tem, na situação que a gente tem agora e vamos com tudo fazer o nosso melhor”, ressaltou Ibiapina. Mesmo sabedor das possibilidades que tem em termos da luta pelo título, Alfredinho Ibiapina não perde de vista o objetivo de um dia poder correr na BRB Stock Car. “É a maior categoria do automobilismo nacional, a mais forte e a mais competitiva, também. É um grid muito forte com pilotos como o Thiago Camilo, Rubens Barrichello, Gabriel Casagrande, Cacá Bueno, nomes muito fortes do cenário brasileiro. Correr junto com eles neste grid algum dia seria incrível para mim, uma oportunidade única e espero um dia poder realizar isso com a experiência que venho obtendo na Stock Light”, concluiu o jovem. *Com informações da BRB Stock Car
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Principal canal de atendimento às mulheres, número 180 completa 20 anos de serviços prestados
O principal serviço brasileiro de denúncias de violência de gênero e acolhimento de meninas e mulheres no Brasil chega aos 20 anos com resultados expressivos e avanços significativos. No Distrito Federal, de janeiro a outubro de 2025, a Central do Ligue 180 registrou 20.804 atendimentos, somando ligações telefônicas, WhatsApp, e-mails e videochamadas, os dados constam no painel de dados do Ministério das Mulheres. O número reflete a confiança crescente das mulheres no serviço, que funciona 24 horas por dia e é referência nacional em escuta qualificada para a realização de denúncias. Criado em 2005 como um canal de orientação e acolhimento, o Ligue 180 passou a receber denúncias formais em 2014. Desde então, tornou-se um instrumento essencial para interromper ciclos de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e direcioná-las aos serviços especializados da rede de proteção — como a Casa da Mulher Brasileira, delegacias especializadas, Centros Especializados de Atendimento à Mulher, Defensorias Públicas e unidades de saúde. No Distrito Federal, a Secretaria da Mulher (SMDF) recebe os dados e acolhe as mulheres. A equipe, formada somente por mulheres, é treinada para a escuta qualificada e atendimento humanizado. Durante as ligações são tiradas dúvidas e realizados os encaminhamentos de meninas e mulheres para serviços de proteção da rede especializada. No Distrito Federal, a equipe, formada somente por mulheres, é treinada para a escuta qualificada e atendimento humanizado | Foto: Divulgação/SMDF “Os 20 anos do Ligue 180 mostram o compromisso do Estado com a vida das mulheres. Aqui no Distrito Federal, seguimos empenhados em fortalecer essa rede de proteção, garantindo que toda mulher ao procurar ajuda seja atendida com respeito, segurança e rapidez”, comentou a vice-governadora, Celina Leão. A modernização do Ligue 180 tem sido um marco na política de enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil. Nos últimos anos, o serviço ampliou seus canais de atendimento, incorporando recursos digitais como WhatsApp, e-mail e videochamadas em Libras, garantindo acessibilidade e rapidez no acolhimento. A criação de painéis de dados e da Rede de Atendimento às Mulheres também fortaleceu a transparência e a articulação entre os serviços especializados, permitindo respostas mais ágeis e integradas. Com tecnologia atualizada, equipe qualificada e atendimento humanizado, o Ligue 180 se consolida como um canal moderno, eficiente e preparado para atender às demandas das mulheres de todo o país. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, além de ser o principal canal de denúncia, os dados do serviço auxiliam no desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à violência no DF. “O Ligue 180 é uma ferramenta que salva vidas. Cada atendimento realizado é uma oportunidade de romper o ciclo da violência e garantir que mais mulheres tenham acesso à informação e segurança. E, principalmente, assegura que nenhuma mulher esteja sozinha”, completa Giselle. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)
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Em dia emocionante, casais provam trajes para o Casamento Comunitário do dia 7 de dezembro
A semana começou com emoção redobrada para os 100 casais selecionados para a quarta edição de 2025 do Programa Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). Nesta segunda-feira (24), noivos e noivas viveram um dos momentos mais marcantes da preparação para o grande dia: a prova oficial dos trajes que usarão na cerimônia do próximo 7 de dezembro, às 17h, em um dos cartões-postais mais simbólicos de Brasília — o Museu Nacional da República. Logo no início da manhã, entre sorrisos, mãos trêmulas e olhos brilhando, a autônoma Raquel de Araújo, 21 anos, e o auxiliar de logística Samuel Laureano, 23 anos, traduziram a emoção compartilhada por tantos outros. Moradores do Riacho Fundo II, eles se conhecem desde a adolescência, mas o amor floresceu há dois anos. A chance de oficializar a união veio durante o GDF Mais Perto do Cidadão, quando encontraram o estande do Casamento Comunitário. “Nossa relação é perfeita, mas a oficialização ainda era um sonho distante devido aos custos e à burocracia. Hoje, depois da prova, me senti como uma princesa, uma noiva de verdade. Estou contando os dias para entrar na passarela e dizer ‘sim’”, contou Raquel, emocionada. Samuel, ao vestir o terno escolhido, mal conseguia falar: “Estou tremendo até agora. Sempre sonhei em casar de verdade e construir uma família linda. Sou muito grato por tudo o que está acontecendo.” "Hoje, depois da prova, me senti como uma princesa, uma noiva de verdade. Estou contando os dias para entrar na passarela e dizer ‘sim’”, contou Raquel de Araújo | Foto: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus Vestidos, ternos e lágrimas: um dia de sonhos moldados com cuidado Durante toda a manhã e a tarde, os 100 casais passaram pela prova dos trajes. Para garantir privacidade e conforto, homens e mulheres foram atendidos em espaços separados, preparados especialmente para o momento. Centenas de modelos de vestidos, ternos, gravatas e acessórios — dos clássicos aos modernos — estavam disponíveis para representar o estilo e a história de cada casal. Quem precisou de ajustes recebeu atendimento imediato da equipe técnica da Sejus, que acompanhou cada etapa para assegurar que tudo esteja perfeito no grande dia. A dona de casa Tâmires de Melo, 27 anos, do Recanto das Emas, mal conteve a alegria ao encontrar “o vestido perfeito”. “Caiu como uma luva. Me senti uma princesa. É uma explosão de felicidade saber que é essa roupa que vou usar no dia mais especial da minha vida”, disse, com o sorriso de quem já vive a contagem regressiva. Próximos passos na jornada até o “sim” A preparação continua neste sábado (29), quando os casais participarão do ensaio oficial da cerimônia, das 8h30 às 11h, também no Museu Nacional da República. Eles receberão orientações detalhadas sobre entrada, posicionamento, dinâmica do desfile e o tão aguardado momento da troca de votos. A cerimônia do dia 7 de dezembro deve reunir mais de 5 mil convidados. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destaca a importância de cada etapa do programa. “O Casamento Comunitário é sobre sonhos, dignidade e a oportunidade de começar uma nova etapa da vida com beleza e segurança. Cada detalhe — do traje ao cerimonial — é pensado com muito carinho para que este seja o dia mais especial da vida de cada casal. Ver essa emoção de perto nos lembra por que o programa é tão transformador”, afirmou. “O Casamento Comunitário é sobre sonhos, dignidade e a oportunidade de começar uma nova etapa da vida com beleza e segurança. Cada detalhe — do traje ao cerimonial — é pensado com muito carinho para que este seja o dia mais especial da vida de cada casal. Ver essa emoção de perto nos lembra por que o programa é tão transformador” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania do DF Casamento Comunitário: amor, direitos e oportunidades A edição de dezembro será a quarta realizada em 2025. Somadas às três anteriores, 300 casais já oficializaram sua união neste ano, todos em cerimônias completas, gratuitas e planejadas nos mínimos detalhes. Criado em 2021, o programa já beneficiou mais de mil casais, garantindo não apenas a celebração simbólica, mas também direitos legais fundamentais, como: sucessão patrimonial; inclusão em programas sociais; acesso a pensão; e segurança jurídica — especialmente essencial para famílias em situação de vulnerabilidade. Ao longo das edições, a Sejus-DF estabeleceu uma estrutura que oferece tudo sem custo: vestidos, ternos, cabelo, maquiagem, chegada em carros da Uber Black, fotos profissionais, cerimonial completo, passarela exclusiva e decoração especial. Todo o processo é viabilizado graças a parcerias com instituições públicas e privadas, ampliando o alcance e o impacto do programa. *Com informações da Sejus-DF
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Feira Cultural do CEL exalta diversidade e protagonismo estudantil
Em evento aberto à comunidade, o Centro Educacional do Lago (CEL) promoveu, na terça-feira passada (18), a Feira Cultural Raízes do Saber, com projetos desenvolvidos ao longo deste ano por estudantes e professores. A programação reuniu produções autorais, apresentações artísticas, práticas pedagógicas e atividades que valorizam a diversidade cultural, o protagonismo estudantil e as múltiplas linguagens presentes no cotidiano escolar. Entre as atividades desenvolvidas durante a feira, a maior parte teve como foco a conscientização sobre a importância do combate ao racismo | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF O diretor do CEL, Vitor Rios, lembrou que a feira marca a consolidação de um trabalho contínuo composto por diferentes projetos. Para ele, a formação dos estudantes precisa dialogar com as raízes culturais do povo brasileiro. “A escola tem o papel de educar no sentido contrário às práticas de racismo que se disseminam nas redes”, disse. “Nosso trabalho valoriza a diversidade cultural e étnica, reconhecendo que a história do Brasil é indissociável das culturas indígenas, africanas e europeias.” “Nosso objetivo é que cada estudante compreenda o valor de ser uma pessoa antirracista, por isso reunimos exposições, palestras e apresentações que dialogam com a lei, com a cultura e com a vida da população negra” Deise Souza, supervisora pedagógica Famílias, parceiros e visitantes aproveitaram um grande espaço de convivência, com troca de saberes e celebração das identidades que compõem a comunidade escolar. A iniciativa foi planejada como oportunidade de socialização dos trabalhos e de integração entre escola e território, reforçando o compromisso do CEL com uma educação inclusiva e antirracista. Antirracismo como prática pedagógica A supervisora pedagógica da escola, Deise Souza, reforçou que a feira é resultado de um trabalho estruturado para fortalecer, durante todo o ano letivo, práticas educativas alinhadas ao combate ao racismo: “Nosso objetivo é que cada estudante compreenda o valor de ser uma pessoa antirracista, por isso reunimos exposições, palestras e apresentações que dialogam com a lei, com a cultura e com a vida da população negra”. A programação levou à escola convidados de religiões de matriz africana, com bate-papos sobre saúde mental da população negra e empreendedorismo. Também houve apresentações culturais, como a do grupo de percussão Congoná. “Não poderia faltar a capoeira, que é uma expressão viva da resistência e da ancestralidade presentes na formação do nosso país”, ressaltou a supervisora. “Trabalhamos para desmistificar práticas racistas que muitos consideram normais. A educação é o nosso caminho para combater essas ideias e reafirmar a dignidade das culturas negras e indígenas” Janete Silva, professora de sociologia Para a professora de sociologia Janete Silva, a valorização da cultura afro-brasileira nas escolas públicas do DF precisa ocorrer como prática contínua, integrada ao currículo e ao cotidiano pedagógico. “A culminância que vivemos hoje celebra um trabalho que acontece desde o início do ano, honrando Zumbi dos Palmares e permitindo que os estudantes exponham suas produções, aprendam uns com os outros e construam uma consciência antirracista”, lembrou. “Trabalhamos para desmistificar práticas racistas que muitos consideram normais. A educação é o nosso caminho para combater essas ideias e reafirmar a dignidade das culturas negras e indígenas.” Protagonismo e identidade A aluna Sara Reis representou o projeto Meninas.com, da UnB: “Hoje estamos aqui para dar voz a mulheres que fizeram muito pelo país” Aluna da 2ª série, Sara Reis, 17 anos, participou da feira representando o projeto Meninas.com, grupo da Universidade de Brasília (UnB) que incentiva a presença de mulheres nas áreas de tecnologia e ciência da computação. O objetivo da apresentação foi destacar a contribuição de mulheres negras e brasileiras que tiveram papel fundamental nessas áreas, mas que ainda recebem pouca visibilidade. “Mesmo com avanços, a tecnologia e a ciência ainda são majoritariamente ocupadas por homens brancos, então hoje estamos aqui para dar voz a mulheres que fizeram muito pelo país, como a pesquisadora Jaqueline Góes, responsável com sua equipe pela identificação de um novo genoma da covid”, declarou. Para ela, o contato com outras mulheres da área ampliou perspectivas profissionais e acadêmicas, fortalecendo seu desejo de seguir carreira na engenharia mecatrônica. “Esse espaço foi essencial para conhecer o mercado, ouvir experiências de quem já está na universidade e sentir que nós também podemos ocupar esses lugares; isso me inspira e incentiva muitas outras meninas da escola”, observou. Ash Lima apresentou um trabalho de preservação ambiental desenvolvido pelas comunidades quilombolas Também aluno da 2ª série, Ash Lima, 16, apresentou as maquetes produzidas na sala de recursos, que retratam diferentes quilombos e sua relação histórica e territorial com o Cerrado. O trabalho mostra como as áreas de preservação ambiental são mantidas por comunidades quilombolas. “Os quilombos surgiram como espaços de sobrevivência para negros fugidos da escravidão, e mesmo depois da Lei Áurea eles não receberam apoio do Estado, por isso muitos permaneceram nesses territórios, como a comunidade Calunga no Cerrado, preservando o ambiente e a própria história”, ilustrou. Atividades constantes A coordenadora pedagógica Tessia Goulart lembrou que a feira consolida estudos, leituras e atividades que o CEL promove de forma frequente, e não apenas no mês da Consciência Negra. Ela citou iniciativas como o clube de leitura antirracista e ações de diferentes áreas do conhecimento. “A feira é um momento de conquista”, apontou. “Nada aqui foi feito por obrigação: todos estão participando porque esse trabalho faz sentido, seja nas exposições, nas falas, no plantio das sementes crioulas ou nas trocas de saberes”. Outro projeto apresentado foi o Máscaras Africanas, fruto de parceria com o Museu Baobá, acervo digital de culturas africanas, por meio de modelagens em 3D. As peças expostas foram produzidas a partir de visitas da equipe da UnB a embaixadas de países africanos, onde digitalizaram máscaras tradicionais. A iniciativa envolve estudantes de diversas áreas, como psicologia e engenharia, e é coordenada pelo projeto Homo Ludens, que desenvolve ações educacionais de impressão 3D. Tessia também chamou atenção para a participação de grupos externos, como psicólogas convidadas e estudantes da UnB que discutiram o antirracismo no campo da psicologia. Também participaram representantes do templo Rosa de Oxalá, que compartilharam experiências sobre o enfrentamento ao preconceito religioso. “Hoje é um dia de celebrar a vida da escola, de ocupar nossos espaços e reafirmar que educação e antirracismo caminham juntos”, concluiu a coordenadora. *Com informações da Secretaria de Educação
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