Obesidade infantil acende alerta para consumo de ultraprocessados
Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram que mais de 80% dos adolescentes do Distrito Federal comem ultraprocessados e quase 30% apresentam excesso de peso. O cenário também preocupa em outras faixas etárias: entre crianças de 5 a 10 anos, 25% estão acima do peso ideal; e entre crianças de 2 a 5 anos, o índice chega a 9,63%. As informações fazem parte do mais recente boletim epidemiológico sobre obesidade infantil no DF, que também aponta a relação entre hábitos alimentares e o aumento do excesso de peso. O consumo de ultraprocessados, por exemplo, está presente em 78% das crianças de 2 a 5 anos e em 83% das crianças de 5 a 10 anos. Cada vez mais pacientes infantis têm chegado ao Cedoh com diabetes tipo 2 e com índice de colesterol e triglicerídeos alterados | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Nesta quarta-feira (3), é celebrado o Dia de Conscientização da Obesidade Infantil, tema que tem preocupado profissionais da área pelo aumento de casos e levantado o alerta sobre a mudança de hábitos. “Muitos pais acham que os filhos que estão acima do peso enquanto crianças vão emagrecer quando crescerem, mas hoje não temos visto esse cenário, porque as crianças não estão se alimentando bem nem se exercitando como antigamente”, explica a endocrinologista pediátrica do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão arterial (Cedoh), Emanuelle Marques. "É indicado, pelo menos, uma hora de atividade física tanto para crianças como adolescentes, que podem ser atividades do dia a dia, como os esportes" Emanuelle Marques, endocrinologista pediátrica A especialista destaca que os atendimentos de pré-adolescentes e adolescentes com diabetes tipo 2, além de colesterol e triglicerídeos alterados têm crescido. “Os alimentos ultraprocessados contribuem muito para o aumento de peso. É indicado, pelo menos, uma hora de atividade física tanto para crianças como adolescentes, que podem ser atividades do dia a dia, como os esportes", reforçou. Mudança De acordo com a nutricionista do Cedoh, Camila Pessoa, o tratamento para a obesidade infantil envolve quatro pilares principais: relacionamentos saudáveis, atividade física, sono e alimentação saudável. Além disso, Pessoa ressalta que o envolvimento da família e de uma equipe de saúde multiprofissional é fundamental para o sucesso do acompanhamento. “A gente trata não só a criança ou adolescente, mas toda a família. Temos que cuidar dessa família, que são os apoiadores dessa criança, porque é a família que vai comprar os alimentos, vai levar a uma atividade física. Então, mobilizamos toda essa família no cuidado da obesidade infantil”, explicou. Robson Rodrigues conta que o tratamento do filho, Enzo, acabou tendo reflexo na saúde de toda a família Enzo Mendes, 11 anos, faz acompanhamento no Cedoh desde 2022. Para o pré-adolescente, as mudanças exigiram adaptação, mas trouxeram benefícios. “Eu me sinto muito bem. Eu estou emagrecendo e fazendo atividade física, mas foi muito difícil mudar a alimentação”, conta. [LEIA_TAMBEM]O pai dele, Robson Rodrigues, 37 anos, relata que as mudanças impactaram toda a rotina da casa. “A alimentação dele não tinha muita fruta ou verdura, era repleta de ultraprocessados. Toda a saúde da família acabou mudando com a mudança na saúde dele”, conta. Atendimento Caso os pais percebam que as crianças e adolescentes têm aumentado de peso, a orientação é procurar o serviço da atenção primária, a Unidade Básica de Saúde. Lá, os profissionais medem altura e peso e verificam se essas medidas estão dentro do padrão. A UBS irá realizar todas as providências, como solicitação de exames, avaliação, encaminhamento para acompanhamento com nutricionista, psicólogo e endocrinologista para dar continuidade ao tratamento da criança. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Corpus Christi: confira o que abre e o que fecha no feriado prolongado
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Método Canguru, a linha de cuidado que fortalece vínculo entre famílias e bebês
“É uma sensação única; não tenho palavras.” É assim que Ana Carolina Almeida, de 25 anos, descreve a emoção de segurar o filho, Bernardo, junto ao peito. Calmo e tranquilo, o bebê prematuro aconchega-se dentro da roupa da mãe, sentindo o calor do contato direto com a pele. O gesto faz parte do Método Canguru, uma linha de cuidado voltada para o acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso. Método pode ser praticado por ambos os pais, bem como cuidadores do bebê, tanto em casa quanto no hospital | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Brasília A técnica baseia-se no contato pele a pele entre bebê e cuidadores, ao respeito das individualidades, ao envolvimento da mãe e do pai e ao apoio à amamentação. “É uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis”, resume a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Benefícios Entre as diversas vantagens, o Método Canguru reduz o tempo de separação entre a criança e a sua família, possibilita maior confiança e competência dos pais, proporciona estímulos sensoriais positivos e melhora o desenvolvimento do bebê. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer” Ludmylla de Oliveira, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hmib O contato pele a pele ajuda, ainda, no controle de temperatura, estabilidade do recém-nascido, da frequência cardíaca e respiratória e dos sinais vitais. Também atua na diminuição do estresse e da dor e melhora o ganho de peso. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que ele teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”, detalha a enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib. A posição não é restrita aos hospitais ou internações, podendo ser replicada em casa. “Para fazer o contato pele a pele, não há nenhuma contraindicação”, indica Juliana Dantas. “O método recomenda que a posição seja feita pelo máximo de tempo possível, que tanto o bebê como o cuidador fiquem à vontade.” [LEIA_TAMBEM]Laise de Jesus, 22, não conhecia o método. Quando experimentou com a primeira filha, Laura Cecília, quis tentar mais de uma vez. “É o que ela [a bebê] mais gosta”, conta. “Fica o tempo todinho. Percebo-a mais tranquila, confortável e segura”. Como fazer O contato pele a pele começa na separação do material: um top ou tecido macio, de preferência algodão, que dê sustentabilidade e segurança para que o responsável faça suas atividades diárias. O bebê deve ser colocado em posição vertical, só de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, pai ou cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca para dar conforto; a cabeça, lateralizada para qualquer dos lados; e as pernas, em “M”, com os joelhos um pouco mais acima das nádegas — uma posição similar àquela em que o bebê estaria dentro do útero. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Shopping Popular vai se transformar em um mercadão
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Corpus Christi: confira o que abre e o que fecha no feriado prolongado
Com a chegada do feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4), os brasilienses devem ficar atentos às alterações no funcionamento de serviços públicos e órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). Confira o que abre e o que fecha na capital federal entre esta quinta-feira e domingo (7). Metrô, assim como os ônibus, funciona normalmente durante o feriado | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Transporte público As linhas de ônibus vão operar com horários de domingo nesta quinta-feira. O programa Vai de Graça também estará em vigor, garantindo gratuidade nas passagens durante todo o dia. Na sexta-feira (5), os ônibus circulam em horário de dia útil, com ajustes em linhas que atendem a Esplanada dos Ministérios, instituições de ensino e os campi da Universidade de Brasília (UnB). No Metrô-DF, o funcionamento será das 7h às 22h. Entre as 7h e as 19h, o embarque e desembarque poderão ser feitos em todas as estações. Das 19h às 22h, o embarque ocorrerá apenas na Estação Central, enquanto o desembarque seguirá liberado em todas as estações. Zoológico e Jardim Botânico Zoológico abre das 9h às 17h; nesta quinta, entrada é gratuita, por conta do programa Lazer para Todos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O Zoológico de Brasília funcionará normalmente de quinta-feira a domingo, fechando apenas na segunda-feira. O Jardim Botânico de Brasília abrirá normalmente nesta quinta e na sexta, das 9h às 17h. Na quinta-feira, a entrada será gratuita por meio do programa Lazer para Todos. A área administrativa não terá expediente durante o período. Parques ecológicos Parque Olhos d'Água, na Asa Norte, estará aberto à visitação | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Todas as unidades de conservação administradas pelo Brasília Ambiental funcionarão normalmente durante o feriado. Entre elas estão os parques de Águas Claras, Asa Sul, Lago Norte, Olhos d’Água, Riacho Fundo e Três Meninas. Os horários de funcionamento variam conforme cada unidade. Saúde Os serviços de atendimento de urgência funcionam normalmente, todos os dias. Confira os horários: Samu – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atende 24 horas, todos os dias, pelo telefone 192; Emergências – As emergências dos hospitais regionais, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a Casa de Parto de São Sebastião atendem de forma ininterrupta, em plantão 24 horas; UBSs – As unidades básicas de saúde estarão fechadas na quinta-feira (4) e sexta-feira (5), voltando ao atendimento normal na segunda-feira (8). Vale lembrar que as unidades que abrem aos sábados vão funcionar normalmente no dia 6 de junho; Saúde bucal – A assistência de saúde bucal nas UBSs e nos centros de especialidades odontológicas (CEOs) não terão atendimento na quinta-feira (4) e sexta-feira (5), voltando ao atendimento normal na segunda-feira (8). A urgência odontológica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) funciona em plantão 24 horas, inclusive durante o feriado. No Hospital Regional do Gama (HRG), a urgência odontológica atende de segunda a sexta-feira, das 18h à 0h e aos sábados e domingos das 7h às 19h. Já a urgência odontológica no HRT funciona aos sábados e domingos, das 7h às 19h; Caps – Os centros de atenção psicossocial (Caps) do tipo III e os centros de atenção psicossocial álcool e outras drogas (Caps AD) III funcionam 24 horas, todos os dias. Já os Caps tipos I e II e os Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) permanecerão fechados na quinta-feira (4), sexta-feira (5) e fim de semana, voltando ao atendimento normal na segunda-feira (8). Para atendimentos emergenciais em psiquiatria, as referências são o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e o Hospital de Base (HBDF); Farmácias de alto custo – As unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, popularmente chamadas de Farmácias de Alto Custo, funcionam normalmente no sábado (6), permanecendo fechadas na quinta-feira (4), sexta-feira (5) e no domingo (7). O atendimento será normal a partir de segunda-feira (8); Ambulatórios e policlínicas – Os ambulatórios e as policlínicas não abrem na quinta-feira (4) e sexta-feira (6), reabrindo a partir da segunda-feira (8); Vacinação – Não haverá vacinação nem na quinta (4) nem na sexta-feira (5), mas haverá atendimento no sábado (6) em alguns pontos. Limpeza urbana Expediente no Serviço de Limpeza Urbana segue sem alterações no feriado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os serviços do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) funcionarão normalmente. As coletas convencional e seletiva seguem sem alterações. Também permanecerão em operação os papa-entulhos, o Aterro Sanitário de Brasília, as usinas de compostagem e as demais unidades operacionais. Iluminação pública Os serviços da CEB IPes voltados para o atendimento da população funcionarão normalmente, 24 horas por dia. O registro de demandas poderá ser feito pelos canais oficiais da companhia. Novacap Não haverá expediente administrativo na Novacap na quinta nem na sexta. As equipes de poda de árvores atuarão em regime de plantão, das 7h às 19h. Em caso de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Caesb O atendimento presencial na sede e nos escritórios da Caesb estará suspenso na quinta e na sexta. As equipes de operação e manutenção trabalharão normalmente. Os consumidores poderão utilizar a Central de Atendimento, pelo telefone 115, além dos canais digitais da companhia. BRB As agências do BRB estarão fechadas para atendimento ao público nesta quinta, retomando o expediente na sexta-feira. DER-DF Os setores de Multas, Penalidades e Protocolo do DER-DF não terão expediente nesta quinta nem na sexta. As operações de fluidez nas rodovias distritais também ficarão suspensas no período. Já o Eixão do Lazer funcionará normalmente na quinta, das 6h às 18h. Atendimento ao cidadão As unidades do Na Hora estarão fechadas durante o feriado prolongado. O atendimento será retomado na segunda-feira, a partir das 7h30. Os conselhos tutelares também não funcionarão na quinta nem na sexta. Em situações urgentes, a população pode acionar o Centro Integrado 18 de Maio pelo telefone 125. Os núcleos da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav) permanecerão fechados durante o período. O atendimento será retomado na segunda-feira. Casos urgentes podem ser comunicados pelo telefone (61) 98382-0130. ⇒ Centros Pop, Central de Vagas, UPS 24h e unidades de acolhimento: das 7h30 às 17h. Aos sábados, domingos e feriados, não há atendimentos particularizados, recepção, guarda de documentos e maleiro. • Fornecimento da alimentação: quatro refeições diárias (pode haver ajustes nos horários caso chova). Outros serviços: banhos e lavanderia • Café da manhã: 7h30 •Almoço: 11h30 • Lanche da tarde: 15h •Jantar: 16h30 * Cras, Creas e Cecon estarão fechados. Cultura Complexo Cultural de Samambaia mantém funcionamento rotineiro | Foto: Divulgação/Secec-DF O Espaço Cultural Renato Russo, o Teatro Nacional, o Complexo Cultural de Planaltina e o Complexo Cultural de Samambaia funcionarão normalmente durante o feriado. Já o Museu Nacional da República, o Museu de Arte de Brasília (MAB), o Museu Vivo da Memória Candanga, a Biblioteca Nacional de Brasília e outros equipamentos culturais administrados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) estarão fechados no período. Restaurantes comunitários ⇒ Com café da manhã, almoço e jantar, na quinta. Arniqueira Brazlândia Gama Itapoã Santa Maria Recanto das Emas Riacho Fundo Il São Sebastião Pôr do Sol/ Sol Nascente Samambaia Samambaia Expansão Sobradinho Varjão Paranoá Planaltina Ceilândia Norte Estrutural ⇒ Com café da manhã, almoço e jantar, na sexta Arniqueira Brazlândia Gama Itapoã Santa Maria Recanto das Emas Riacho Fundo Il São Sebastião Pôr do Sol/ Sol Nascente Samambaia Samambaia Expansão Sobradinho Varjão Paranoá Planaltina Ceilândia Norte Estrutural ⇒ Somente café e almoço Ceilândia - DJ Jamaika
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Hospital de Base muda vida de pessoas com transtornos alimentares
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal a oferecer atendimento ambulatorial estruturado para pessoas com transtornos alimentares. Com equipe formada por psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, o serviço reúne diferentes especialidades para oferecer acompanhamento integrado aos pacientes. Neste 2 de junho, Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, especialistas enfatizam importância do diagnóstico precoce | Fotos: Divulgação/IgesDF "Eu estava tão mal que comecei a sentir dor, meu corpo já não aguentava mais. Percebi que precisava de ajuda, mas, ao mesmo tempo, me achava bonita" Maria Eduarda, nome fictício para preservar a identidade da paciente Foi esse acolhimento que ajudou Maria Eduarda* a iniciar o processo de recuperação. A preocupação com a aparência começou ainda na adolescência. O que parecia ser apenas o desejo de emagrecer deu lugar a uma relação cada vez mais difícil com a alimentação e com a própria imagem. Após anos recorrendo a dietas radicais, ela desenvolveu transtornos alimentares que comprometeram sua saúde e a levaram à internação. "Eu estava tão mal que comecei a sentir dor, meu corpo já não aguentava mais. Cheguei a perder o movimento das pernas. Não conseguia fazer nada sozinha, nem levantar o braço. Eu percebi que precisava de ajuda, mas, ao mesmo tempo, me achava bonita", relembra. No Brasil, 11 milhões de pessoas afetadas Neste 2 de junho, Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas convivem com algum transtorno alimentar no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 11 milhões de pessoas apresentem algum tipo de distúrbio relacionado à alimentação. No HBDF, destaca o médico psiquiatra Geison Machado, o tratamento começa pelo acolhimento e pela compreensão da história de cada paciente "Não existe uma solução simples ou imediata. A evolução clínica depende, em grande parte, do manejo adequado, do reconhecimento da doença e da construção de estratégias terapêuticas individualizadas" Geison Machado, médico psiquiatra do HBDF De acordo com o médico psiquiatra do HBDF, Geison Machado, o tratamento começa pelo acolhimento e pela compreensão da história de cada paciente. "Não existe uma solução simples ou imediata. A evolução clínica depende, em grande parte, do manejo adequado, do reconhecimento da doença e da construção de estratégias terapêuticas individualizadas. Esse processo pode envolver diversos obstáculos, uma vez que nem sempre os pacientes apresentam condições clínicas, recursos emocionais ou disponibilidade subjetiva para reunir todos os elementos necessários ao tratamento e à recuperação", explica. Para Maria Eduarda, o maior desafio sempre esteve relacionado aos conflitos internos provocados pela doença. "Eu sabia que precisava melhorar e que não estava bem, mas isso iria contra algo que deixava a minha autoestima boa. É uma luta interna muito difícil, mas percebi que precisava de um tratamento que me ajudasse a viver a minha vida", resume. Entre os transtornos alimentares mais comuns estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. As doenças podem se manifestar de diferentes formas e nem sempre estão associadas à magreza extrema. Segundo Machado, iniciativas de conscientização ajudam a ampliar o conhecimento sobre o tema e reduzir o estigma que ainda cerca esses transtornos. "Ao ampliar a compreensão sobre essas doenças, torna-se possível oferecer maior acolhimento às dificuldades, ao sofrimento e às demandas vivenciadas pelos pacientes. O conhecimento adequado também favorece o reconhecimento dos sintomas e facilita a busca por ajuda especializada", afirma. Redes sociais e pressão estética No HBDF, o atendimento é realizado de forma conjunta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista, o que permite acompanhar diferentes aspectos da doença simultaneamente Maria Eduarda, que segue em acompanhamento no HBDF, conta que a preocupação excessiva com o peso começou cedo. "Me lembro de não comer nada em dias que iria para alguma festa, porque queria estar mais bonita", relata. Para o psiquiatra, a exposição constante a padrões estéticos nas redes sociais, associada à pressão por determinados tipos físicos e à busca por resultados rápidos, pode contribuir para o desenvolvimento dos transtornos, especialmente entre adolescentes. "Tive muito medo de não levarem o meu problema a sério, mas me ajudaram muito. Não me senti julgada em nenhum momento" Maria Eduarda, nome fictício para preservar a identidade da paciente "A comparação com outras pessoas faz parte do desenvolvimento humano. Porém, quando essa exposição ocorre de forma precoce e intensa, a cobrança aumenta e o surgimento de um transtorno se torna mais provável", explica Geison Machado. Como parte da recuperação, Maria Eduarda busca transformar hábitos e comportamentos que influenciam sua relação com a própria imagem. "Preciso mudar a forma como penso, os conteúdos que consumo nas redes sociais e até a maneira como lido com meus impulsos", diz. Como funciona o acompanhamento No Hospital de Base, o atendimento é realizado de forma conjunta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista. A atuação integrada permite que diferentes aspectos da doença sejam acompanhados simultaneamente. "O atendimento multiprofissional amplia nossa capacidade de escuta, fortalece o manejo clínico e contribui para respostas mais efetivas às necessidades dos pacientes", destaca Machado. [LEIA_TAMBEM] Maria Eduarda relembra que teve receio na primeira consulta, mas depois se sentiu acolhida e ouvida. "Tive muito medo de não levarem o meu problema a sério, mas me ajudaram muito. Não me senti julgada em nenhum momento. Foi algo muito importante pra mim. Agora, sinto que vou conseguir seguir com o tratamento até o final", celebra. O atendimento ambulatorial para transtornos alimentares do Hospital de Base está disponível para toda a população do Distrito Federal. Para ter acesso ao serviço, é necessário apresentar um encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação. (Obs.: *nome fictício para preservar a identidade da paciente) *Com informações da IgesDF
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Guia fortalece integração entre saúde e assistência social no atendimento à população em situação de rua
As Secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e de Saúde (SES) lançaram nesta terça-feira (2), por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília), o novo Guia Intersetorial para Integração dos Serviços de Saúde e Proteção Social às Pessoas em Situação de Rua no Distrito Federal. O documento servirá como instrumento de apoio a ser utilizado por profissionais da rede de saúde e assistência social, contendo a relação dos serviços oferecidos nas duas áreas, fluxos integrados de atendimento e unidades que existem no DF. Ao longo da elaboração, foram realizadas oficinas presenciais e virtuais conduzidas pelo Núcleo de Populações em Situação de Vulnerabilidade e Saúde Mental na Atenção Básica (Nupop) da Fiocruz Brasília, com gestores, técnicos e profissionais que atuam diretamente no cuidado e na assistência às pessoas em situação de rua. “O lançamento deste guia representa um avanço importante na articulação entre as políticas públicas. Quando assistência social e saúde atuam de forma integrada, conseguimos oferecer um atendimento mais qualificado, humanizado e eficiente às pessoas em situação de rua, respeitando suas necessidades e fortalecendo a garantia de direitos. O diálogo direto com profissionais envolvidos no cotidiano do cuidado à população em situação de rua permitiu detalhar instrumentos de aplicação prática para as equipes”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. O objetivo, a partir de agora, é que sejam realizadas novas oficinas para orientar os profissionais sobre a operacionalização do guia e analisar a efetividade da ação | Fotos: Renato Raphael/Sedes-DF “Esse guia parte do princípio de que o cuidado com a população em situação de rua é intersetorial, indissociável entre saúde e assistência. E nós precisávamos aperfeiçoar essas relações entre as políticas. A Sedes vem numa relação institucional com a Fiocruz e com a Secretaria de Saúde muito fortalecida nos últimos anos, porque a pandemia mostrou que a atuação precisava ser integrada. Esse guia também está previsto no Plano de Ação para Política Distrital da População em Situação de Rua, que é um plano intersetorial”, explica o coordenador de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Sedes, Felipe Areda. Segundo o coordenador de Atenção Primária à Saúde da SES, Afonso Abreu Mendes Junior, o novo guia traz ferramentas para profissionais e gestores “atuarem de forma mais integrada, humana e resolutiva. A população em situação de rua exige uma complexidade de demandas e nenhuma complexidade dessas demandas é atendida se a gente não valorizar a intersetorialidade. Então, esse guia nasce dessa compreensão de que nenhum setor sozinho vai conseguir atender a demanda de saúde da população em situação de rua. O guia intersetorial ficará disponível nas unidades de saúde, nas unidades socioassistenciais, com as equipes de Consultório na Rua, das Unidades Básicas de Saúde e com a abordagem social”, detalha o coordenador. A ideia é que, a partir de agora, sejam realizadas novas oficinas para orientar os profissionais sobre a operacionalização do guia e analisar a efetividade da ação. “O guia não será somente um documento que estará publicado em PDF. Nós vamos levar o guia para a vida das pessoas que estão em situação de rua, para o dia a dia das equipes, para poder, a partir da discussão de casos concretos, verificar se esse guia que a gente propôs, de fato, está ajudando as equipes a qualificar esse processo de trabalho e atender melhor a população em situação de rua do DF. Teremos esses encontros, que chamamos de ‘intervisão” que vão ocorrer, à princípio, em Taguatinga e no Plano Piloto, que são as regiões que têm, ao mesmo tempo, Centro Pop, Consultório na Rua e o Cidadania Pop Rua, porque um outro parceiro do projeto é o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania”, complementa o coordenador-técnico do Nupop, da Fiocruz Brasília, Marcelo Pedra. Construção Ao longo da elaboração, foram realizadas cinco oficinas presenciais e cinco reuniões virtuais com gestores, técnicos e profissionais que atuam diretamente no cuidado e na assistência às pessoas em situação de rua Um dos principais diferenciais do Guia é a sistematização de fluxos intersetoriais que orientam o atendimento e o encaminhamento de casos envolvendo crianças e adolescentes, mulheres e gestantes, pessoas idosas, população LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, usuários de álcool e outras drogas, situações de violência, saúde mental e processos de desospitalização, entre outros. De acordo com Marcelo Pedra, o papel da Fiocruz foi viabilizar e qualificar essa integração entre as áreas que atendem população em situação de rua. “O Colaboratório Nacional Pop Rua do Nupop é um projeto que está em 14 capitais do Brasil, e tem um polo aqui Distrito Federal, que vai qualificando os processos de trabalho das equipes que atuam com a população em situação de rua. Então, esse polo fez uma primeira provocação para construirmos uma agenda que juntou todos os serviços do DF, SUS [Sistema Único de Saúde] e SUAS [Sistema Único de Assistência Social], para construir fluxos e pensar qual é a melhor maneira de atender, por exemplo, uma mulher gestante que está em situação de rua, uma pessoa com problema de saúde mental, uma pessoa que tenha problema na relação com álcool e outras drogas, criança e adolescente, idosos. Enfim, são 11 fluxos que a gente criou. Hoje, lançamos o guia que apresenta esses fluxos, e também um conjunto de conceitos, além de uma agenda de intervisões”, reitera. Ao longo da elaboração, foram realizadas cinco oficinas presenciais e cinco reuniões virtuais com gestores, técnicos e profissionais que atuam diretamente no cuidado e na assistência às pessoas em situação de rua. As oficinas permitiram o alinhamento conceitual e a construção coletiva de fluxos integrados de atendimento, considerando as múltiplas vulnerabilidades enfrentadas por essa população. *Com informações da Sedes-DF
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Agências do trabalhador têm vagas com salários de até R$ 3,5 mil nesta quarta (3)
As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (3), 955 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3,5 mil. O posto com maior remuneração é o de encarregado de obras, em Samambaia Sul. Com vinte vagas abertas, é exigido ensino fundamental completo e experiência. Já o cargo que oferece o maior número de vagas é o de servente de obras, com 98 oportunidades. Os salários oferecidos variam de R$ 1.639,00 a R$ 2.424,40. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, segunda-feira a sexta-feira. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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