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Rede pública de saúde já oferece acompanhamento hormonal para menopausa e baixa testosterona

“Era um calorão que vinha exatamente de madrugada, na hora em que eu começava a pegar no sono.” Aos 45 anos, Eliane Mendes Maciel começou a enfrentar ondas de calor, noites maldormidas e cansaço constante provocados pela menopausa.  Eliane Maciel faz tratamento de reposição hormonal no ambulatório do Hospital de Base: “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada” | Foto: Divulgação/IgesDF  Ela está entre as primeiras pacientes atendidas no novo ambulatório de reposição hormonal do Hospital de Base (HBDF), criado para acompanhar mulheres e homens com alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento. O ambulatório tem capacidade para atender até 40 pessoas por mês. Desde a implantação do serviço, já houve 26 acompanhamentos, envolvendo 19 mulheres e sete homens. “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada”, relata Eliane. Desde janeiro deste ano, a unidade hospitalar, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), oferece atendimento especializado para pessoas que enfrentam sintomas ligados à redução hormonal causada pela idade. Sintomas Ondas de calor, insônia, irritabilidade, perda de memória, diminuição da libido, cansaço excessivo e alterações de humor estão entre os sinais mais comuns. Embora muitas pessoas associem essas mudanças apenas ao envelhecimento, especialistas alertam que o acompanhamento médico pode ajudar a reduzir impactos físicos e emocionais provocados pelas alterações hormonais. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular” Marcelo Canto, endocrinologista   “No caso das mulheres, a principal queixa costuma estar ligada à menopausa”, aponta a chefe do serviço de endocrinologia do HBDF, Alessandra Christine Pfeilsticker. “Já entre os homens, a queda da testosterona pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço e falta de disposição.” O endocrinologista Marcelo Canto enfatiza que o aumento da expectativa de vida fez crescer também a procura por tratamentos voltados à saúde hormonal. “Hoje existe uma compreensão muito maior sobre a importância desse cuidado quando ele é indicado e acompanhado por especialistas”, afirma. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular”. Quem pode procurar o serviço [LEIA_TAMBEM]O atendimento é destinado a mulheres entre 40 e 60 anos que apresentem sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e alterações no ciclo menstrual, incluindo intervalos longos entre as menstruações ou ausência do fluxo. Para homens, o serviço é indicado principalmente a pacientes acima dos 45 anos com sintomas como diminuição da libido, cansaço persistente e disfunção erétil, além de exames laboratoriais que apontem baixos níveis de testosterona. Para agendar avaliação no ambulatório, é necessário comparecer ao Hospital de Base com encaminhamento médico, tanto da rede pública quanto da particular. No documento, devem constar os sintomas apresentados e, no caso dos homens, exames laboratoriais que comprovem alteração hormonal.   *Com informações do IgesDF

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Caderneta digital promete facilitar acompanhamento da gravidez

Todos os dias, o pronto-socorro da ginecologia e obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebe gestantes em busca de atendimento por diferentes situações. Além dos documentos pessoais, existe um item considerado essencial pelas equipes de saúde: a Caderneta da Gestante, responsável por reunir informações importantes sobre o pré-natal e o histórico da gravidez. No entanto, segundo profissionais da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é comum que algumas pacientes esqueçam a versão física em casa, o que pode dificultar o acesso rápido a informações importantes durante o atendimento. “Muitas mulheres chegam precisando de assistência e acabam não trazendo a caderneta. Isso dificulta o acesso às informações do pré-natal e ao histórico da gestação, que são fundamentais para a equipe”, explica a chefe de serviço do centro obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta permite acessar pelo celular informações como consultas, exames, vacinas, histórico da gravidez e orientações médicas. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital | Foto: Divulgação/IgesDF No HRSM, a novidade é vista como um avanço importante para agilizar atendimentos e garantir mais segurança às pacientes, principalmente em situações de urgência. “Vamos conseguir acessar as informações independentemente do local onde essa mulher realizou o pré-natal, algo que hoje ainda apresenta falhas. E, com tudo no celular, a equipe poderá visualizar o histórico da gestação em qualquer atendimento”, destaca Priscila. Mais praticidade no dia a dia Grávida de seis meses, Tamires Alves conta que ainda não conhecia a nova funcionalidade e gostou da possibilidade de concentrar as informações da gestação no celular. “Eu já usava o Meu SUS Digital por causa das vacinas, mas não sabia que agora também seria possível acompanhar a gravidez pelo aplicativo. Achei muito útil, porque deixa tudo mais organizado e acessível no dia a dia”, afirma. À espera do bebê há nove meses, Jacilene dos Santos acredita que a novidade ainda precisa chegar ao conhecimento de mais mulheres. “Muita gente ainda nem sabe que isso existe. Acho que poderia ser mais divulgado nas consultas e nos postos de saúde”, comenta. Para Priscila Pinheiro, a versão digital representa um avanço importante no cuidado às gestantes, especialmente em atendimentos de urgência e casos de pré-natal de alto risco. “Em muitos casos, quando perguntadas sobre exames ou procedimentos realizados, elas não conseguem explicar exatamente o que foi feito. Com esse acesso facilitado, é possível dar continuidade adequada ao atendimento e aprimorar ainda mais o cuidado prestado”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Com sintomas silenciosos a pré-eclâmpsia pode causar danos severos a mães e bebês

As doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 16% das mortes maternas em todo o mundo. Identificar esse quadro o mais cedo possível é fundamental para garantir a saúde de mães e bebês. A pré-eclâmpsia é rápida e perigosa. Quando não identificada e tratada de maneira precoce, pode causar danos severos, inclusive, o óbito. Por essa importância, a condição ganhou um dia mundial de conscientização, lembrado nesta sexta-feira (22). A pré-eclâmpsia está associada ao aumento da pressão arterial durante a segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. O surgimento repentino de edemas nos pés e nas mãos e as alterações verificadas em exames de sangue durante as consultas de pré-natal fizeram com que Fernanda Maria da Silva, 27 anos, fosse encaminhada para o acompanhamento de gestação de alto risco no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Um acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para obter um diagnóstico precoce. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nos dias seguintes, Fernanda teve uma crise hipertensiva, com sintomas de formigamento e dormência. Diante do quadro, a moradora de Sobradinho buscou atendimento emergencial. O exame revelou a perda de proteínas na urina (proteinúria), indicando uma lesão renal. No início deste mês, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico: pré-eclâmpsia. “Está sendo tudo novo: uma experiência bem difícil e desafiadora”, revela a paciente sobre a segunda gestação. Durante a primeira, do garoto Derik, 7, não houve nenhuma intercorrência. A recomendação, a partir de agora, é repouso total. Desde então, Fernanda encontra-se sob os cuidados especializados da maternidade do Hmib. “Aqui é o melhor lugar onde eu posso estar neste momento. Toda a equipe é bastante acolhedora”, afirma. Acompanhamento pré-natal "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações tanto para mãe quanto para o bebê" Sarah Cintra, ginecologista Muitas vezes, os sinais de pré-eclâmpsia surgem de forma silenciosa, sem sintomas, principalmente, na fase inicial da gestação. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado — desde o primeiro trimestre e, regularmente, ao longo de toda a gravidez — é fundamental para obter um diagnóstico precoce. "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações — tanto para mãe quanto para o bebê", explica a ginecologista e obstetra do Hmib, Sarah Cintra. O histórico clínico e os hábitos de vida podem indicar o surgimento da doença. São alguns exemplos: intercorrências em gestações anteriores; comorbidades crônicas (como diabetes, obesidade, hipertensão); tabagismo, sedentarismo e alimentação desequilibrada; e a própria pressão arterial elevada.  Ao sentir sintomas como dor de cabeça forte na região da nuca, visão turva, náuseas, vômitos e dores abdominais, a grávida deve procurar assistência médica [LEIA_TAMBEM]Ainda assim, mesmo com o acompanhamento gestacional, é preciso ficar atento aos sinais: dores de cabeça fortes e persistentes, principalmente, na região da nuca; visão turva ou com a presença de pontos brilhantes; náuseas, vômitos e dores abdominais; além de edemas, precisam de assistência imediata. "Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou uma maternidade com atendimento obstétrico próxima de casa. A avaliação médica rápida será essencial para evitar as complicações mais graves", destaca Cintra. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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PREGÃO ELETRÔNICO  nº  90009/2026​

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Encontro discute cuidado com a saúde mental de servidores

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Hospital Regional de Taguatinga agiliza cirurgias para tratamento da doença de Chagas

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, nesta quinta-feira (21), dois procedimentos cirúrgicos de miotomia endoscópica peroral (Poem, sigla em inglês). A nova técnica permite recuperação clínica rápida para pacientes que sofrem de acalasia, condição na qual o esôfago perde a capacidade de empurrar o alimento e a válvula de entrada para o estômago não se abre, impedindo a alimentação. A maioria dos pacientes acometidos sofre com a doença de Chagas. "A recuperação após o Poem é significativamente mais rápida do que a cirurgia tradicional. Em geral, a alta hospitalar ocorre no mesmo dia ou em até 24 horas após o procedimento", explica a gastroenterologista do HRT Sara Cardoso Rose. Segundo a médica, essa melhora acelerada não apenas impacta a qualidade de vida, como também reduz os custos hospitalares quando comparada à operação tradicional. "É um benefício importante para o sistema público de saúde", complementa. Poem é um procedimento minimamente invasivo, realizado por endoscopia, garantindo melhor tempo de recuperação para os pacientes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Procedimento Além dos especialistas na área, o procedimento conta com a participação de equipes de anestesiologia, enfermagem, radiologia e de internação. Não é realizada nenhuma incisão: tudo é feito por meio da boca, como uma endoscopia. Com uso da tecnologia, o foco é criar um pequeno túnel na parede interna do esôfago para cortar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. O paciente permanece sob monitorização avançada e são realizados exames antes e depois do Poem. Até 79% dos operados conseguem beber líquidos em até 24 horas. O primeiro Poem no HRT foi realizado em 2025 e, agora, já foram 12 procedimentos do tipo somente neste ano. "Hoje, o hospital de Taguatinga é um dos poucos centros no Brasil que oferecem a tecnologia na rede pública", destaca o gastroenterologista do HRT Técio de Araújo. O Hospital de Base (HBDF) também disponibiliza o Poem. Para o especialista, o serviço é fundamental para atender a população que mais necessita, especialmente considerando a alta incidência de doença de Chagas no país. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Debate busca fortalecer liderança feminina no DF

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CEF Tamanduá do Gama é finalista de prêmio nacional de tecnologia social

Mais uma escola da rede pública da Secretaria de Educação (SEEDF), desta vez vinculada à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama, alcança reconhecimento nacional ao transformar as histórias da comunidade em instrumento de aprendizagem. Localizado na zona rural da região administrativa, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Tamanduá é finalista do 13º Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil e representa o Centro-Oeste na categoria “Certificação de Novas Tecnologias Sociais”. Turma do CEF Tamanduá elaborou o projeto de forma a abranger o cotidiano da comunidade local | Foto: Mary Leal/SEEDF O destaque veio com o projeto “Inventário: Território Ponte Alta Sul do Gama”, iniciativa que aproximou o currículo escolar da realidade vivida pelos estudantes e transformou o território em instrumento de aprendizagem. Agora, a comunidade escolar busca o apoio da população na votação popular da premiação, aberta até sexta-feira (22). Para votar,  clique aqui. “A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil” Karla Costa Silva, supervisora pedagógica do CEF Tamanduá A premiação prevê valores entre R$ 65 mil e R$ 200 mil para os projetos vencedores. O anúncio será feito no próximo dia 28, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).  Raízes locais Ao longo do projeto, os estudantes participaram de pesquisas de campo, entrevistas com moradores e atividades voltadas à memória, à cultura popular, ao meio ambiente e às lutas sociais da comunidade rural. Também produziram mapas, registros fotográficos, estudos sobre o solo, hortas escolares e levantamentos sobre saberes tradicionais da região. [LEIA_TAMBEM]Para Arthur Emanuel Alves, de 13 anos, aluno do 8º ano do CEF Tamanduá, o trabalho ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento dos jovens com o território onde vivem. “Nós fizemos mapas mostrando onde cada família vive, pesquisamos histórias da comunidade, a cultura dos nossos antepassados e também trabalhamos com a terra, as hortas e as plantações”, relata. “Teve turma que fotografou o céu da região, e outras pesquisaram plantas e saberes da comunidade. É muito legal ver o nosso trabalho sendo reconhecido em uma premiação tão importante.” A supervisora pedagógica Karla Costa Silva lembra que o projeto nasceu da necessidade de aproximar a escola das vivências da comunidade e tornar o território parte do processo de ensino. “A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil”, explica. “O conteúdo das disciplinas passou a dialogar diretamente com a realidade dos estudantes, com as vivências da comunidade e com os saberes do campo.”   *Com informações da Secretaria de Educação    

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