Resultados da pesquisa

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Programa Viver 60+, que já atende mais de 11 mil idosos no DF, ganha núcleo no Lago Sul

Nos próximos dias, o programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus), vai se expandir e alcançar mais uma região: o Lago Sul. A partir do dia 25, à tarde, os atendimentos serão prestados na administração da cidade, na QI 11. A ampliação reforça uma das principais premissas do projeto: o combate ao isolamento e o cuidado com a pessoa idosa devem alcançar todos os territórios. Consolidado como uma política pública permanente de governo, o programa focado em atividades físicas, culturais e de lazer já atende mais de 11 mil idosos no DF.    Fisioterapia, pilates e a musculação estão entre as modalidades mais procuradas pelos idosos | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília A subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, Dolores Moreira da Costa Ferreira, explica que a chegada ao Lago Sul desmistifica a ideia de que apenas regiões mais vulneráveis precisam de atenção governamental nessa área. "Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas", destaca. Segundo a subsecretária, o objetivo central é "fortalecer a política pública da pessoa idosa nos territórios, contribuir para que as famílias tenham um cuidado com sua pessoa idosa e fortaleçam esse vínculo". Atualmente, o Distrito Federal tem 47 polos do Viver 60+, distribuídos em 20 regiões administrativas, que oferecem cerca de 56 turmas de atividades diversas. Desse total, 41 unidades são mantidas de forma direta pela Sejus em espaços cedidos pelas comunidades.  Além de atividades físicas, participantes do projeto têm aulas de artesanato, crochê, customização de roupas e acessórios, inclusão digital, fotografia Núcleos itinerantes  Os outros seis polos funcionam de forma itinerante, viabilizados por um termo de fomento no valor de R$ 4 milhões com organizações da sociedade civil (OSCs). Com a expectativa de atender até 9 mil idosos ao longo do ano, esses núcleos itinerantes permanecem por dois meses em cada cidade, oferecendo uma estrutura completa antes de seguir para a próxima parada.  "Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas" Dolores Moreira da Costa Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus O polo mais recente desse modelo começou a funcionar na Quadra 102 do Recanto das Emas, no dia 4 deste mês e foi um sucesso imediato. "Em menos de uma semana, em cinco dias, já tínhamos 160 inscritos", comemora Marli Andrade, coordenadora do núcleo. Segundo Marli, o cronograma é atrativo e gera de mil a 1,2 mil atendimentos, já que os idosos costumam se matricular em mais de uma aula. "Nós temos ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática, fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e acessórios e psicologia. As modalidades que têm mais procura são a fisioterapia, o pilates e a musculação", detalha a coordenadora. Até o fim do ano, o núcleo itinerante passará ainda por São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto. "É muito gratificante. A gente vê o nosso trabalho sendo reconhecido e bem-aceito por eles. Eles pegam um carinho tão grande pela gente!", celebra Marli. Fim das dores e novas amizades O impacto na qualidade de vida dos participantes é tão significativo que muitos idosos viajam entre as cidades para continuar acompanhando o núcleo itinerante. É o caso da aposentada Regina Luzia Pereira, de 63 anos, que iniciou as atividades no Sol Nascente, acompanhou o projeto até Samambaia e, agora, frequenta o núcleo do Recanto das Emas. "Eu ficava lá em casa sem ter o que fazer, deitada, assistindo à televisão, comendo. Agora, todo dia levanto cedo, pego o ônibus e estou aqui", conta a moradora do Sol Nascente, que hoje preenche as manhãs com aulas de crochê e musculação.  [LEIA_TAMBEM] Para Francisca Moreira de Araújo, 69, aluna de informática e musculação, o programa foi essencial para recuperar a mobilidade. "Teve uma época em que eu nem conseguia me mexer. Meu braço não subia, eu não me levantava nem virava", relembra. Hoje, ao mostrar a mobilidade recuperada, ela comemora a melhora física: "Eu vou orar muito a Deus para vir mais vezes, porque é muito bom. Gosto muito dos exercícios". Além do fortalecimento físico promovido por atividades como pilates e ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e atua diretamente no combate à solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, 65, e Maria de Fátima Antunes, 62, relata que a convivência substituiu o silêncio da casa vazia. "É maravilhoso porque, além da interação com outras pessoas, acaba que os filhos crescem e têm a vida deles, né? E a gente acaba tendo um círculo muito grande de amizades", conta Maria de Fátima, ao frisar a importância do acolhimento e da saúde mental proporcionados pelo projeto. Ao lado do marido, ela pratica musculação. "O pessoal é bem acolhedor. É muito bom vir", complementa.

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ETR regulariza 33 mil hectares em três anos e devolve a paz às famílias rurais do DF

"Hoje a gente tem a segurança de poder deitar a cabeça no travesseiro sabendo que a terra não vai ser tirada." O desabafo do produtor rural Orlando Azevedo é o reflexo de uma revolução silenciosa que tomou conta do campo no Distrito Federal. Neste mês, a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR) completa três anos de criação com um balanço histórico: mais de 500 famílias beneficiadas, 32.845 hectares regularizados e a entrega de 433 contratos de concessão de direito de uso (CDUs), além de o medo do despejo substituído pela segurança jurídica e um modelo de gestão que aproximou o Estado do trabalhador rural. Por décadas, cultivar a terra no DF era sinônimo de uma angústia silenciosa. De boa-fé e sem documentos que comprovassem a posse do terreno, famílias inteiras se dedicavam à produção de alimentos sob o medo constante de perderem as propriedades. Essa realidade histórica, que assombrava pequenos produtores desde os tempos da construção da capital federal, teve fim com o compromisso deste Governo do Distrito Federal (GDF) de destravar a burocracia e facilitar a regularização fundiária. Assim nasceu a ETR. Subsidiária integral da Terracap, a empresa assumiu o desafio de gerir as terras públicas rurais do DF. A obtenção do CDU, que antes era um labirinto burocrático que se arrastava, em média, de oito a dez anos, passou por uma reestruturação. A grande inovação metodológica da empresa foi inverter a lógica do processo: em vez de exigir que o produtor arcasse com a complexa documentação técnica, o próprio Estado foi a campo. O CDU é o primeiro passo para a regularização, materializada na escritura definitiva. “É o que diz: ‘essa terra é sua. Daqui para a frente, vamos oficializar”, explica o presidente da ETR, Thulio Moraes. “É o que a lei chama de legítimo ocupante. O CDU é um instrumento pelo qual o Estado reconhece a legitimidade e ocupação daquele que, agora, é o concessionário da terra. Ele já não é mais ocupante, é um concessionário”, acrescenta. Orlando Azevedo representa uma das centenas de histórias de vida transformadas pelo trabalho sensível da ETR | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Equipes multidisciplinares da ETR passaram a realizar os planos de uso, os memoriais descritivos e o georreferenciamento das chácaras. Com o modelo focado na eficiência, o tempo de espera entre o requerimento e a entrega do CDU diminuiu para cerca de 120 dias. “A ETR não veio para fazer mais do mesmo, porque se fosse para fazer a mesma coisa, não se teria criado uma empresa, uma subsidiária integral, que pensa 24 horas por dia em regularização. Por onde a gente passa, a gente entrega a área 100% analisada”, avalia Moraes. O impacto na vida de quem produz Por mais de duas décadas, Orlando Azevedo conviveu com o fantasma da insegurança sobre a terra onde construiu parte da vida. Natural de Inhumas (GO), ele está no Caub desde 2003 e descobriu ser o maior produtor de jabuticabas do Distrito Federal. Azevedo, que também cultiva graviola, laranja, mexerica e cria cavalos premiados, representa uma das centenas de histórias de vida transformadas pelo trabalho sensível da ETR. Para o produtor, a grande mudança chegou em 26 de outubro de 2023, data da assinatura do tão sonhado CDU. "Eu sempre falo: é Deus no céu e esse povo na terra", brinca Azevedo, que descreve a etapa como a "realização do sonho do pequeno produtor rural e resume: “É justiça e reconhecimento". Com essa garantia em mãos, Azevedo pôde focar no que faz de melhor: com 85 pés de jabuticaba, ele inovou na criação de vinhos, licores, geleias, molhos e espumantes artesanais. Preservação ambiental Além de proteger o agricultor, a regularização se consolidou como a principal ferramenta de proteção ambiental do DF. Ao oficializar e monitorar quem ocupa a área rural, o GDF inibe o parcelamento irregular do solo, evita o surgimento de loteamentos clandestinos e garante a preservação de nascentes vitais para o abastecimento hídrico da capital. "Nossa equipe já faz os documentos técnicos necessários, em vez de a gente demandar do produtor", explica o presidente da ETR, Thulio Moraes Hoje, graças à celeridade e sensibilidade do processo de regularização conduzido pela ETR, o produtor rural do Distrito Federal deixou de ser um mero ocupante para se tornar o dono da própria história, cultivando o solo com a certeza de que o trabalho é valorizado e protegido por lei. "Nossa equipe já faz os documentos técnicos necessários, em vez de a gente demandar do produtor", explica o presidente da ETR, ao argumentar que era preciso desmistificar antigos preconceitos. "Mostrar que o produtor rural é o maior amigo do meio ambiente e a regularização, o maior instrumento de proteção do meio ambiente", completa Thulio Moraes. Governança pública Hoje, os dados da ETR subsidiam outros órgãos do governo com informações precisas e transparentes para proteger o campo. “Os dados que temos são colocados num portal, que tem uma parte de acesso público e outra restrita. Essas informações que reunimos servem ao Instituto Brasília Ambiental, à DF Legal, às secretarias, a todo o arcabouço de trabalho técnico voltado a essas regiões. Ou seja, se a Adasa precisar de alguma informação sobre determinado terreno, se tem regularização ou não, basta abrir esse portal”, acrescenta Alisson Neves, do corpo técnico da ETR. Os dados da empresa auxiliam o planejamento de infraestrutura e a instalação de equipamentos públicos. “Com o mapeamento de quantos terrenos, é possível ter a decisão de estabelecer um posto de saúde na área rural”, exemplifica Neves, ao citar que o raciocínio vale também para a construção de escolas e creches e para a pavimentação de vias, por exemplo. “É uma plataforma de trabalho que atende todos os outros órgãos do GDF”, conclui o técnico. Outras entregas A sensibilidade da ETR também alcançou os assentamentos. Após receber as áreas do Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), a empresa garantiu a assinatura de 119 contratos apenas entre 2025 e 2026, levando esperança a locais como Santarém (Sol Nascente), Nova Camapuã (São Sebastião), 1º de Julho (São Sebastião), 15 de Agosto (São Sebastião), Estrela da Lula (Paranoá) e Patrícia Aparecida (Paranoá). O avanço foi sustentado pela presença em campo. Foram mais de 4 mil atendimentos aos produtores, incluídas as ações itinerantes e as caravanas e mais de 200 visitas técnicas nas propriedades, além da implementação do primeiro Marco Geodésico para mapeamento das áreas rurais. O marco visa à demarcação de áreas de regularização rural, por meio de pontos de coordenadas, o que abre portas para eventual mapeamento de referência cadastral.

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Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF 

Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), cada procedimento exige precisão extrema. Recém-nascidos prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas frequentemente enfrentam múltiplas punções, longos períodos de internação e processos complexos de recuperação. Foi nesse cenário que nasceu o projeto Luar (sigla para laserterapia e ultrassonografia na assistência ao recém-nascido), iniciativa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).  Projeto Luar tem como foco a busca de alternativas menos invasivas para o tratamento de bebês | Foto: Divulgação/FAPDF A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ceilândia, sob coordenação da professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro, doutora em ciências, docente do programa de pós-graduação em enfermagem da UnB e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação. “O projeto Luar nasceu para oferecer alternativas menos invasivas, mais seguras e mais humanizadas para bebês extremamente vulneráveis”, explica Laiane. “A proposta sempre foi aproximar ciência, tecnologia e assistência clínica para melhorar o cuidado neonatal.” Luz ajuda na cicatrização  Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade, técnica que utiliza feixes de luz com potência reduzida para estimular a regeneração dos tecidos. Diferentemente das aplicações de  laser cirúrgico — usados para corte ou cauterização —, esse tipo de laser atua de forma não invasiva, ativando mecanismos celulares ligados à cicatrização. No projeto, a tecnologia foi aplicada em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise (malformação em que parte do intestino se desenvolve fora do abdômen do bebê), obstrução intestinal, enterocolite (inflamação grave do intestino) e anomalias anorretais, como alterações congênitas na formação do ânus e do reto. A redução no tempo de internação hospitalar é uma das vantagens da laserterapia, que ajuda a diminuir complicações pós-operatórias A luz utilizada é absorvida pelas células e estimula processos biológicos importantes, como aumento da produção de energia celular, redução da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e aceleração da produção de colágeno. Na prática, isso pode significar menos dor, menos edema e uma recuperação mais rápida. “A ferida inflama menos, cicatriza mais rápido e o bebê passa por menos desconforto”, enfatiza Laiane. Os resultados iniciais mostram que a laserterapia pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar — algo especialmente relevante em UTIs neonatais, onde cada dia de permanência representa riscos adicionais para o recém-nascido. Uso do ultrassom  A segunda frente do projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica (Picc, na sigla original em inglês). Esse cateter é utilizado em recém-nascidos criticamente enfermos para administração de medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por longos períodos. Embora essencial, o procedimento costuma ser complexo, principalmente em bebês prematuros, que possuem vasos extremamente pequenos e frágeis. Utilização da ultrassonografia agrega mais precisão ao processo de identificar complicações  Tradicionalmente, a inserção é feita por tentativa de punção e posterior confirmação radiológica. O problema é que múltiplas tentativas aumentam a dor, o estresse e o risco de complicações. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento. Além de dispensar parte da exposição à radiação, o método pode reduzir hematomas, tromboses, infiltrações e falhas no posicionamento do cateter. “A ultrassonografia permite maior precisão, reduz a necessidade de repetidas punções e ajuda a identificar complicações precocemente”, ressalta a pesquisadora. Tecnologia no cuidado neonatal Os estudos foram elaborados diretamente em UTIs neonatais de hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando recém-nascidos durante todo o período de internação. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia. Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência” Laiane Ribeiro, pesquisadora da UnB No caso da laserterapia, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento constante dos sinais vitais e registro fotográfico da evolução das feridas. Já no estudo sobre ultrassonografia, os profissionais acompanharam dezenas de inserções de Picc utilizando avaliação ultrassonográfica em tempo real. “Nosso objetivo nunca foi apenas incorporar tecnologia, mas tornar o cuidado mais seguro, preciso e menos doloroso para os recém-nascidos”, resume Laiane Ribeiro. Enfermagem como protagonista  O projeto também demonstra o papel da enfermagem na incorporação de novas tecnologias em saúde. Os enfermeiros envolvidos passaram por treinamentos teóricos e práticos para utilização tanto da laserterapia quanto da ultrassonografia aplicada ao Picc. A equipe desenvolveu protocolos clínicos, materiais educativos e fluxos assistenciais específicos para o ambiente neonatal. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidade e serviço de saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia”, pontua Laiane. “Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência.” Além da aplicação clínica, o projeto Luar contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação envolvidos nas pesquisas, fortalecendo a produção científica e a enfermagem baseada em evidências no DF. Ciência e formação  [LEIA_TAMBEM]Os recursos do edital permitiram a aquisição dos equipamentos utilizados nos estudos, incluindo aparelhos de laserterapia e ultrassom, além da compra de insumos, realização de treinamentos especializados e desenvolvimento de protocolos clínicos voltados ao cuidado neonatal. “Sem o fomento da FAPDF, a pesquisa não teria sido realizada na qualidade que conseguimos desenvolver”, enfatiza Laiane. “Esse apoio tornou possível transformar uma ideia em evidência científica com potencial de melhorar e até salvar vidas”. Os resultados vêm sendo apresentados em congressos científicos e publicados em revistas especializadas, ampliando o debate sobre inovação tecnológica aplicada à neonatologia. A equipe lembra que ainda há espaço para ampliar o uso dessas tecnologias na assistência neonatal brasileira. Entre os próximos passos estão estudos com amostras maiores, consolidação de protocolos clínicos e expansão das aplicações para outras condições neonatais. “O caminho ainda é longo, mas os resultados mostram que vale a pena investir em ciência aplicada ao cuidado neonatal”, conclui a coordenadora do projeto. “Tecnologias bem-utilizadas podem reduzir sofrimento, melhorar desfechos clínicos e transformar a experiência desses bebês e de suas famílias.”   *Com informações da FAPDF    

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DF destaca liderança em saneamento e reforça papel da regulação em encontro de agências reguladoras

A governadora Celina Leão destacou o papel estratégico da regulação para garantir a qualidade dos serviços públicos durante a abertura do III Encontro Nacional das Agências Reguladoras (Enar 2026), nesta quinta-feira (14), em Brasília. Na ocasião, ela também anunciou a intenção de ampliar a atuação da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) na fiscalização do fornecimento de energia elétrica no Distrito Federal por meio da Neoenergia. Segundo a chefe do Executivo, o avanço da regulação tem sido fundamental para consolidar o DF como referência nacional em saneamento básico. Atualmente, a capital lidera os índices de tratamento de esgoto e de distribuição de água tratada no país. “Hoje, o DF é referência, mas já enfrentamos crises hídricas. Esse cenário foi transformado com planejamento, investimento e, principalmente, com a regulação”, afirmou. “Também solicitamos à Adasa que realizasse, em conjunto com a Caesb, um mapeamento de todas as nascentes da região. Trata-se do maior projeto já desenvolvido nessa área. Estamos em uma região de Cerrado e precisamos preservar essas nascentes”, destacou. A governadora Celina Leão destacou que o avanço da regulação tem sido fundamental para consolidar o DF como referência nacional em saneamento básico | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, explicou que a Diretoria de Regulação e Meio Ambiente da companhia já iniciou o diálogo com a Adasa, o Brasília Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) para tratar do tema. “A Secretaria do Meio Ambiente já começou esse trabalho de forma correta, porque é ela quem deve regular esse assunto. A Caesb, a Adasa e o Brasília Ambiental vão atuar de forma integrada, a partir desse levantamento conduzido pela secretaria, para fazer o mapeamento e a avaliação desse volume. A partir disso, poderemos identificar as nascentes que precisam de replantio ou outras ações”, afirmou. O presidente destacou que o estudo ainda está em andamento, mas já há uma diretriz definida pelo governo. “Ainda não existe um diagnóstico fechado, porque o estudo está em curso. Mas a determinação da governadora é que seja feito esse levantamento para que as nascentes mais sensíveis recebam tratamento diferenciado. Onde houver necessidade, será feito o replantio de árvores”, completou. "A Caesb, a Adasa e o Brasília Ambiental vão atuar de forma integrada, a partir desse levantamento conduzido pela secretaria, para fazer o mapeamento e a avaliação desse volume", afirmou Luís Antônio Reis, presidente da Caesb A governadora também anunciou a intenção de ampliar a atuação da Adasa na fiscalização da Neoenergia no Distrito Federal. “Hoje, essa competência é da Aneel, o que torna o processo mais moroso e distante. Queremos trazer essa fiscalização para mais perto, garantindo um tempo de resposta mais ágil ao cidadão que utiliza esse serviço, prestado por uma empresa privada, mas que precisa ser fiscalizado. São muitas as reclamações, e estamos avançando com um convênio entre a Aneel e a Adasa para que a Neoenergia no DF também passe a ser fiscalizada pela agência local”, explicou. O presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, explicou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) detém a competência originária para fiscalizar a prestação do serviço de energia, mas atua principalmente na formulação de diretrizes. Segundo ele, a atuação prática depende da cooperação com estados e o Distrito Federal. “A Aneel vai delegar essa atribuição por meio de convênio, e nós receberemos a responsabilidade de fiscalizar a prestação do serviço no DF”, afirmou. Ribeiro destacou que a medida exigirá uma reestruturação interna e a adoção de uma série de providências administrativas para garantir a execução adequada do serviço. “Nossa principal preocupação é manter o padrão de excelência na fiscalização dos serviços públicos que a Adasa já vem desempenhando. Por isso, são necessárias algumas etapas preliminares”, explicou. Raimundo Ribeiro, presidente da Adasa: “Nossa principal preocupação é manter o padrão de excelência na fiscalização dos serviços públicos que a Adasa já vem desempenhando. Por isso, são necessárias algumas etapas preliminares" De acordo com o presidente, o convênio ainda está em fase de ajustes e, após a assinatura, será estabelecido um prazo para a elaboração de um plano de metas, com definição das ações e dos recursos necessários. “Com isso, poderemos aprimorar, por meio da fiscalização, a prestação do serviço de energia elétrica no Distrito Federal”, concluiu. III Encontro Nacional O III Encontro Nacional das Agências Reguladoras reuniu autoridades e especialistas em seis painéis temáticos que abordaram questões estratégicas para o setor, como os impactos da reforma tributária nos contratos de concessão, o uso da inteligência artificial (IA) no aprimoramento da regulação, os desafios regulatórios atuais, os avanços e entraves da matriz energética brasileira, o marco legal do saneamento básico e o papel das agências na promoção do interesse público e do desenvolvimento setorial. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), Vinicius Benevides, o evento reúne cerca de 300 representantes e conta com seis painéis para debate. “Nós elaboramos regras e regulamentos que valem para todo o Brasil, e quem pretende investir no país precisa de previsibilidade, precisa entender como as coisas funcionam. Hoje, não falamos mais em bilhões de dólares: já alcançamos a casa do trilhão, fruto da confiança de investidores, tanto estrangeiros quanto brasileiros, nas agências reguladoras. Por isso, as agências são um fator decisivo para atrair investimentos ao país.” "Hoje, não falamos mais em bilhões de dólares: já alcançamos a casa do trilhão, fruto da confiança de investidores, tanto estrangeiros quanto brasileiros, nas agências reguladoras. Por isso, as agências são um fator decisivo para atrair investimentos ao país", ressaltou Vinicius Benevides, presidente da Abar Ele também destacou a realização do Congresso Brasileiro de Regulação. “Promovemos o evento a cada dois anos e, em assembleia realizada ontem, definimos que a próxima edição será em Brasília. Dou essa notícia em primeira mão: a capital federal vai sediar o Congresso Brasileiro de Regulação, considerado o maior do mundo na área.” Recentemente, a Abar aprovou a entrada de 16 novas instituições e passou a contar com 87 agências associadas, entre nacionais e internacionais. Juntas, elas representam mais de 60% do PIB brasileiro sob regulação. Em Brasília, a região conta com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), que cumpre a função de manter um elevado nível de gestão, para garantir que a população do DF não precise enfrentar racionamentos. As ações da agência são voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a operação integrada dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV.  

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Trânsito terá alterações neste fim de semana

No próximo sábado (16), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Meskla. A sinalização viária será implantada na sexta-feira (15), a partir das 23h59. Artes: Detran-DF No sábado, às 16h, o Detran-DF dará início às ações de trânsito, com o foco em garantir a fluidez do tráfego, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações. Na via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, serão implantadas sinalizações para coibir o estacionamento irregular e facilitar a travessia de pedestres. Durante o evento, também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. Na entrada principal de automação da Arena Mané Garrincha será sinalizada uma área destinada aos táxis. A previsão é que as ações de controle de tráfego ocorram até as 4h de domingo (17). Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial No domingo (17), será realizada a Corrida da Câmara, que contará com percursos de 3 km, 5 km e 10 km pelas vias S1, N1 e Palácio Presidencial. A largada e a chegada dos participantes ocorrerão na Avenida José Sarney. A partir das 6h30, a via S1 será bloqueada na altura do Museu da República e o fluxo de veículos será desviado para a via L2 Sul. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na via S2. Na Esplanada, a faixa mais à direita da via S1 será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a via S2. Na via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura da Catedral. Os acessos à N1 pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.  As equipes do Detran-DF também interditarão o acesso à via Palácio Presidencial, no sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (via L4). Durante o evento, agentes de trânsito vão atuar no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir das 10h. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)

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Trânsito terá alterações neste fim de semana

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GDF propõe reconhecer carreira de gestão governamental como típica de Estado no DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou, nesta quinta-feira (14), a proposta de Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) que reconhece a carreira de políticas públicas e gestão governamental (PPGG) como típica de Estado. A medida busca fortalecer a capacidade técnica da administração pública em áreas estratégicas, garantindo maior continuidade das políticas públicas e mais eficiência na prestação de serviços à população. A proposta foi assinada em cerimônia no Salão Branco do Palácio do Buriti e segue agora para tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O reconhecimento consolida juridicamente funções já exercidas pela carreira em áreas como planejamento governamental, formulação e avaliação de políticas públicas, governança pública, modernização administrativa, gestão de riscos e transformação digital. Celina Leão: “Quem ganha não é só o servidor, quem ganha é a gestão” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “É uma carreira que está presente em todas as secretarias, em toda a administração, e que sempre lutou por isso, um reconhecimento técnico que seja uma carreira típica de Estado. Foi para isso que ela foi criada. [A falta disso] impedia às vezes os próprios servidores de assinarem um documento, limitava a atuação do servidor. Ou seja, quem ganha não é só o servidor, quem ganha é a gestão”, destacou a governadora. A iniciativa acompanha uma tendência nacional de modernização e fortalecimento da gestão pública, já adotada em estados como Sergipe e Acre. A carreira PPGG integra oficialmente o chamado ciclo de gestão do Distrito Federal desde 2013 e atua em funções consideradas estratégicas para o funcionamento da administração pública. “Somos a carreira que tem como atribuição formular, implementar, monitorar e avaliar as políticas públicas, garantindo boa governança, eficiência e entrega com continuidade dos serviços públicos à população” Margareth Leles, presidente do sindicato dos PPGGs Para a presidente do sindicato da categoria, Margareth Leles, a iniciativa reconhece uma das maiores carreiras do Distrito Federal: “Estamos presentes no planejamento, na gestão e na execução das políticas públicas. Somos a carreira que tem como atribuição formular, implementar, monitorar e avaliar as políticas públicas, garantindo boa governança, eficiência e entrega com continuidade dos serviços públicos à população. O dia de hoje representa a sua demonstração, governadora, de como a senhora entende a importância dos nossos serviços no fortalecimento tanto da carreira quanto da entrega das políticas públicas à população do Distrito Federal”.  [LEIA_TAMBEM]Sem impacto financeiro De acordo com os estudos técnicos apresentados pelo Executivo local, a proposta não prevê criação de cargos, reajuste salarial, novas gratificações ou qualquer impacto financeiro imediato aos cofres públicos. O objetivo principal é garantir maior estabilidade técnica em áreas estratégicas da administração, preservando a memória institucional e ampliando a capacidade de planejamento e execução das políticas públicas.   A fundamentação técnica da proposta também cita decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que apontou a necessidade de fortalecimento técnico em áreas ligadas ao planejamento e ao acompanhamento de políticas públicas. O reconhecimento da carreira como típica de Estado contribui para ampliar a continuidade administrativa, fortalece a governança pública e melhora a eficiência dos serviços oferecidos à população do Distrito Federal.  

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Capacitação orienta residentes de saúde em estratégias de busca e uso de bases científicas

Residentes dos programas de Enfermagem Obstétrica e do Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública (ESP/DF) participaram, nesta quarta (13), de um treinamento promovido pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A iniciativa, só este ano, já capacitou 220 estudantes e profissionais da área de saúde. Maurício Marques, coordenador da biblioteca central da Fepecs, alertou: “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental” | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o treinamento, os participantes receberam orientações sobre métodos de pesquisa, seleção de informações confiáveis e utilização de plataformas científicas. “A intenção é tornar esses profissionais mais capacitados diante dos avanços tecnológicos e das transformações na área da saúde, para que isso reflita, lá na ponta, quando estiverem atendendo pacientes em uma unidade de saúde”, afirmou o coordenador da biblioteca central da Fepecs, Maurício Mendes Marques. A aula também teve apresentação de diretrizes sobre a utilização da inteligência artificial na pesquisa científica. “Pesquisar em fontes de credibilidade é fundamental”, pontuou Maurício. “Existe o hábito de fazer pesquisas no Google, e, muitas vezes, o usuário se depara com sites falsos ou suspeitos. Além disso, hoje temos as inteligências artificiais como novas ferramentas de apoio.” A capacitação integra uma série de treinamentos promovidos pela Fepecs com foco na qualificação profissional e no incentivo ao uso de fontes científicas confiáveis. A proposta é fortalecer a formação e ampliar o acesso a ferramentas que contribuam para uma atuação mais técnica e atualizada na saúde pública.   *Com informações da Fepecs

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