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Após um ano sem celular, escolas públicas registram melhora no rendimento e na convivência entre os alunos

Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, a implementação se mostra integrada à rotina escolar de diversas unidades do Distrito Federal, com reflexos no ambiente de aprendizagem, nas relações interpessoais e na organização dos estudantes dentro e fora da escola. Entre as escolas onde a adaptação está consolidada, figura o Centro Educacional Incra 8, localizado na zona rural. Com pouco mais de mil estudantes entre 11 e 17 anos, do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, a unidade reorganizou sua rotina para cumprir a norma, mantendo estratégias pedagógicas e desenvolvendo novas formas de engajamento. A estudante Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, é um exemplo sólido da nova dinâmica. Ela relata mais foco nas disciplinas após a proibição — que a surpreendeu no início. “Eu cheguei a pensar o que seria de mim sem meu celular. Mas, na prática, foi bom porque aumentou meu rendimento na escola, e em casa eu nem uso tanto o celular quanto antes. Sentir de verdade a presença das pessoas, e ver que tem tantas ao meu redor, é de questionar por que ficar tanto tempo no celular,. Isso acaba furando a bolha da gente”, ressalta. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, afirma que a avaliação da pasta é positiva: “As escolas se adaptaram à norma, superaram os desafios iniciais e já observamos melhorias no ambiente de aprendizagem, com mais foco e participação dos estudantes.” Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do DF, a implementação se mostra integrada à rotina escolar de diversas unidades | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília Um novo tempo Durante o período de adaptação, a escola enfrentou resistência inicial dos alunos, o que exigiu ações pedagógicas e diálogo constante. Entre as estratégias adotadas, estão a criação de espaços e momentos de leitura e o incentivo a atividades que estimulam a interação presencial, como jogos de tabuleiro e outras opções manuais. A medida também levou em consideração a realidade dos estudantes, que percorrem longas distâncias até a escola, permitindo que levem o celular para comunicações de emergência no percurso, mas sem utilizá-lo dentro da unidade escolar, salvo em situações autorizadas pela coordenação. Na avaliação da diretora do CED Incra 8, Solange da Cunha Pereira, o processo exigiu firmeza na aplicação da legislação e adaptação das práticas escolares. Segundo ela, atualmente cerca de 80% dos estudantes já se adequaram às regras, que proíbem o uso do celular em todos os espaços da escola, inclusive no intervalo, mantendo os aparelhos guardados nas mochilas. “Os alunos começaram a ter mais interações com outros colegas", observa Solange. Antigamente, eles ficavam de cabeça baixa ali no celular, concentrados em lugares onde a internet pegava melhor, observamos isso. Hoje eles já conseguem conversar melhor com um colega que, muitas vezes, estava ao lado e não percebiam. As amizades aumentaram bastante e a gente percebeu uma melhora significativa nas notas e no rendimento escolar.” Segundo a diretora, a fiscalização é feita de forma gradual, priorizando o diálogo. Em casos de descumprimento, a escola adota advertências e, em último caso, recolhe o aparelho até a presença dos responsáveis, podendo aplicar suspensões. Mais real, menos digital Do ponto de vista pedagógico, os docentes também relatam impactos positivos. O professor de matemática Germano Pereira dos Santos Filho observa mudanças tanto na escola quanto em casa, incluindo suas próprias filhas, que estudam na região de Brazlândia. “Após a implantação da lei, percebi que houve uma melhora na qualidade da prática educativa até em casa também, além da melhoria no rendimento dos alunos com relação aos conteúdos. Antes o celular atrapalhava muito, agora eles estão nitidamente mais focados”, observa. Entre os estudantes, a percepção é semelhante. Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, relata que a adaptação foi difícil no início, mas trouxe benefícios no aprendizado: “Melhorou, porque às vezes a gente pegava respostas na internet e conversava com os colegas mais pelas redes sociais. Depois disso, eu consegui me concentrar muito melhor e agora sou eu que desenvolvo as respostas. Melhorou o raciocínio.” Para Alex Yudi Togashi, de 15 anos, o impacto mais significativo foi na socialização. Antes mais tímido e isolado, ele destaca que passou a interagir mais com os colegas, que ficaram mais acessíveis sem os olhos fixos no aparelho eletrônico. “Comecei a interagir mais e fiz muitos amigos novos”, conta. A mudança também foi percebida em casa pelas famílias. A servidora pública Patrícia de Sousa Rodrigues, mãe de Maria Fernanda, afirma que houve melhora no comportamento e no desempenho da filha, além de reflexos na rotina doméstica. “Ela consegue interagir mais com os colegas, fez mais amizades e o rendimento melhorou. Em casa, a gente também colocou mais limites, seguindo as restrições da escola, e ela se adaptou bem.” Já a vendedora autônoma Weslla Santana, mãe de Alex, reforça a evolução na socialização do filho, que antes tinha dificuldade de fazer amigos: “Ele sempre foi muito sozinho, mais na dele. Hoje, tem mais amigos. Ele sempre foi bem na escola, mas acho que o celular tira muito o foco de tudo. Agora, ele melhorou bastante.”

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Riacho Fundo II vai ganhar uma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher 

Em iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF), será inaugurado, em 4 de maio, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam IV) no Riacho Fundo II.  Com capacidade para atender até 50 pessoas por dia, a nova unidade terá servidores especializados no atendimento às mulheres, como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, técnicos administrativos e gestores, ampliando a rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência. Centros de atendimento à mulher oferecem toda a estrutura de acolhimento e acompanhamento | Foto: Divulgação/SMDF  Os Ceams são unidades fundamentais na política pública de enfrentamento à violência contra a mulher. Nesses espaços, as mulheres encontram acolhimento humanizado e atendimento especializado, com suporte psicossocial, orientação jurídica e acompanhamento contínuo, respeitando suas histórias e promovendo autonomia e segurança. Expansão da rede A inauguração do Ceam IV integra um avanço expressivo na estrutura de atendimento do DF. Em apenas três anos, a rede da Secretaria da Mulher mais que dobrou, passando de 14 unidades, em 2023, para 31, em 2026. Esse crescimento significativo amplia o acesso aos serviços, descentraliza o atendimento e fortalece a proteção às mulheres em todas as regiões administrativas, garantindo que mais mulheres encontrem apoio perto de onde vivem. [LEIA_TAMBEM]Os equipamentos públicos da SMDF oferecem suporte completo às vítimas, atuando de forma integrada para garantir, além do atendimento imediato, o acompanhamento necessário para a reconstrução de suas vidas. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas efetivas de enfrentamento à violência, traduzido no slogan “GDF ao lado das mulheres”, que orienta ações concretas de cuidado, proteção e promoção da autonomia feminina em todo o DF. Serviço ► Inauguração do Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Riacho Fundo II → Data: segunda-feira (4/5), às 10h30 → Local: QN 9A Conjunto 2 lotes 3/4 – Riacho Fundo II.   *Com informações da Secretaria da Mulher

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Brasília recebe etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia com presença de dupla campeã olímpica

Brasília volta a ser palco do cenário internacional do esporte ao receber mais uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. A competição, na categoria Elite, começa nesta quarta-feira (29) e segue até domingo (3), em arena montada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, com entrada gratuita ao público. Esta é a sétima vez que a capital federal recebe uma etapa do circuito internacional, reforçando o protagonismo do Distrito Federal na realização de grandes eventos esportivos. Ao todo, 14 duplas brasileiras participam da competição, incluindo as campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia, que buscam a terceira medalha consecutiva em Brasília — após o ouro em 2024 e o bronze em 2025. A dupla chega embalada após conquistar a etapa do Circuito Brasileiro no último fim de semana e estreia direto na fase de grupos. Para as atletas, o ambiente da capital e o apoio da torcida são diferenciais importantes. “A etapa de Brasília já virou tradição no calendário do Circuito Mundial. É muito bom poder jogar aqui e contar com o carinho do público. A gente sempre entra para dar o nosso melhor e buscar mais um pódio”, destacou Ana Patrícia. Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a realização da etapa reforça o posicionamento de Brasília como referência no esporte. “Brasília tem se consolidado como palco de grandes eventos esportivos. Receber mais uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia, com atletas de alto nível e campeãs olímpicas, fortalece nossa imagem no cenário internacional e amplia o acesso da população ao esporte de alto rendimento”, afirmou. A etapa de Brasília é a terceira realizada no Brasil na temporada 2026, que já passou por João Pessoa (PB) e Saquarema (RJ), e segue como uma das mais aguardadas do calendário. A dupla Duda e Ana Patrícia é um dos destaques da competição | Foto: Divulgação A competição reúne as principais duplas do mundo e segue o formato Elite, com disputas iniciadas no qualifying, fase eliminatória que define as vagas para o torneio principal. Na sequência, 24 duplas foram divididas em grupos, avançando para as fases finais até a definição dos medalhistas. As semifinais e finais serão realizadas no domingo, com transmissão pelos canais especializados, ampliando a visibilidade do evento e do Distrito Federal no cenário esportivo internacional. Com entrada gratuita e estrutura preparada para receber o público, o evento deve atrair milhares de espectadores ao longo da semana, movimentando o turismo, a economia local e promovendo o esporte na capital federal.   *Com informações da SEL-DF

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Acelera Tech abre mais de mil vagas gratuitas em cursos de tecnologia no DF 

O Distrito Federal vai receber a segunda edição do Projeto Acelera Tech, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) em parceria com o Instituto Bem Viver DF. São 1.040 vagas gratuitas disponibilizadas para cursos de capacitação tecnológica e empreendedorismo digital. As atividades serão realizadas em Santa Maria, Gama, Samambaia e Ceilândia, com opções presenciais e também no formato online. Voltado principalmente para jovens, estudantes da rede pública, trabalhadores informais e pessoas em busca de qualificação profissional, o projeto aposta na tecnologia como caminho para ampliar oportunidades de renda e inserção no mercado de trabalho. "O projeto incentiva o uso estratégico das redes sociais como oportunidade de renda, emprego e empreendedorismo" Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, “o Acelera Tech é uma ferramenta de transformação digital. O projeto incentiva o uso estratégico das redes sociais como oportunidade de renda, emprego e empreendedorismo, fortalecendo o ecossistema tecnológico. É investimento nos futuros talentos do Distrito Federal”. Serão oferecidos cursos de informática básica, design gráfico e produção de conteúdo digital. A proposta é focar em atividades práticas e no desenvolvimento de habilidades que podem ser aplicadas no dia a dia, seja para conseguir um emprego ou iniciar um negócio próprio. Além da formação técnica, os participantes terão acesso à elaboração de projetos e certificação ao final dos cursos, o que pode fortalecer o currículo e abrir novas portas profissionais.  Do total de vagas, 720 são para aulas presenciais e 320 para a modalidade online, ampliando o alcance da iniciativa. A ideia é facilitar o acesso de quem não consegue se deslocar ou precisa de horários mais flexíveis. Acelera Tech – 2ª edição  Locais: Santa Maria, Gama, Samambaia e Ceilândia  Inscrições: https://projetoaceleratech.com.br  Mais informações: (61) 99874-5115  *Com informações da Secti-DF  

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Profissionais do HRSM relembram a experiência de dar à luz na mesma unidade onde trabalham

Entre corredores já conhecidos, plantões e rotinas bem-definidas, algumas histórias ganham novos significados. Mais do que local de trabalho, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se torna cenário de um dos momentos mais marcantes da vida de muitas colaboradoras que trabalham ali: o nascimento dos filhos. A experiência transforma a relação com a unidade, que completou 18 anos e oferece uma nova perspectiva: sair do papel de profissional para vivenciar o cuidado como paciente. Foi assim com Patrícia Araújo, assistente administrativa do serviço de ginecologia e obstetrícia, que há dois anos deu à luz o pequeno Benício Araújo. Por se tratar de uma gestação de alto risco, ela encontrou no próprio hospital o suporte necessário desde o início. “Eu fiz todo o meu pré-natal aqui. Recebi apoio de colegas para começar o acompanhamento e isso fez toda a diferença”, relembra. Com gravidez complicada e diabetes gestacional, Patrícia Araújo (na foto, com o filho Benício) elogia o atendimento recebido no HRSM | Fotos: Divulgação/IgesDF A gestação exigiu atenção redobrada. Aos 42 anos, com diagnóstico de diabetes gestacional e alterações na pressão arterial, surgiram momentos de apreensão. Ainda assim, o acompanhamento multiprofissional garantiu segurança. “A atuação da equipe foi fundamental. Consegui controlar a diabetes, a pressão estabilizou e fui muito bem-assistida, desde a enfermagem até a fisioterapia”, relata. O trabalho de parto foi longo, com duração de 32 horas, mas a experiência foi marcada pelo acolhimento.  A relação com o hospital também faz parte da trajetória de Luciana Mendes, auxiliar de serviços gerais e mãe de Isabelly e Miguel, de 14 e 11 anos, respectivamente. Ambos nasceram no HRSM, antes mesmo de ela integrar a equipe. Moradora de Santa Maria, Luciana escolheu a unidade para viver esses momentos e guarda lembranças positivas desde a chegada. Luciana Mendes escolheu o HRSM para o nascimento dos filhos, Isabelly e Miguel, antes mesmo de começar a trabalhar na unidade de saúde No nascimento da filha mais velha, Luciana chegou à unidade já em trabalho de parto avançado e chamou a atenção pela tranquilidade. “Teve até médica que comentou como eu estava calma. Nunca me deixaram sozinha, e fui muito bem-atendida o tempo todo”, conta. Anos depois, a experiência se repetiu no nascimento do segundo filho, trazendo até um sentimento inusitado: “Quando recebi alta, nem queria ir embora. Fiquei com receio de não ter em casa o mesmo cuidado que tive aqui. Sempre indico o hospital, porque fui muito bem-assistida em todos os momentos”. Apesar de um início desafiador, com dificuldade na evolução do parto, Bruna Carolyne da Silva, assistente administrativo da coordenação de protocolos, destaca o suporte recebido durante a internação no HRSM durante o nascimento de Arthur Kaleb, hoje com 7 anos. Bruna Carolyne da Silva teve apoio da equipe depois de um parto sem dilatação necessária “Foi um pouco complicado, pois não houve dilatação suficiente e foi necessária a cesárea. Mesmo assim, tive todo o apoio da equipe e tudo ocorreu bem”, relata. Mais do que números ou marcos históricos, os 18 anos do HRSM também são feitos dessas memórias afetivas. Para Patrícia, Luciana e Bruna, a unidade se tornou cenário de um dos momentos mais importantes de suas vidas. Experiências diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento: o de acolhimento em um instante que permanecerá guardado para sempre. *Com informações do IgesDF  

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Com ampliação de mais 90 km, malha cicloviária do DF estimula a economia sustentável

Com a segunda maior malha cicloviária do país, o Distrito Federal deve ampliar ainda mais a rede. O Governo do Distrito Federal (GDF) prevê investir cerca de R$ 56 milhões e construir aproximadamente 90 quilômetros de novas ciclovias até o fim deste ano, dentro do programa Vai de Bike. Atualmente, o DF já conta com 745 km de ciclovias e ciclofaixas, atrás apenas de São Paulo. O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, informou que a pasta já aprovou cerca de 30 projetos de ciclovias do programa Vai de Bike, inclusive, trechos destinados à conexão de vias já existentes. “O DF tem uma malha cicloviária extensa, e, com o Vai de Bike, vamos ultrapassar mil quilômetros de vias cicláveis. Além das novas estruturas que acompanham obras rodoviárias, também vamos ligar trechos ainda isolados, para que os ciclistas possam circular entre as regiões administrativas e o Plano Piloto e tenham a bicicleta como uma opção real de transporte, esporte e lazer”, afirmou. Sob a coordenação da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), as obras do programa são executadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). Somente neste ano, a SODF já executou cerca de 5,8 quilômetros de ciclovia no trecho entre a SHIS QI 5 Conjunto 20 e a SHIS QI 15 Conjunto 10, no Lago Sul. A continuidade desse percurso, até a QI 25 Conjunto 11, está em fase de terraplenagem, imprimação e aplicação da capa asfáltica. Em breve, os trabalhos seguirão até a Ermida Dom Bosco, o que totaliza aproximadamente 15,8 quilômetros de ciclovia na região. No Lago Norte, a SODF executa cerca de 8,3 quilômetros de ciclovia no trecho entre a Praça das Garças e a Estrada Parque Península Norte (EPPN), atualmente em fase de terraplenagem. Já em Planaltina, a população contará com um trajeto de 26,6 quilômetros, que liga o Núcleo Rural Fumal ao Balão do Colorado, na BR-020. Nesse caso, os primeiros oito quilômetros estão em fase de terraplenagem. Atualmente, o DF já conta com 745 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, atrás apenas de São Paulo | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o contrato prioriza a construção de novas ciclovias, mas também prevê a manutenção e recuperação dos trechos existentes. “É um investimento em modal limpo, sustentável e cada vez mais presente na rotina da população. A bicicleta reduz a emissão de poluentes, melhora a mobilidade e ainda contribui para a saúde das pessoas”, ressalta. A infraestrutura cicloviária do DF não se resume a ciclovias isoladas, mas se organiza em diferentes tipos de vias que ampliam as possibilidades de deslocamento. Ao todo, são 509,23 quilômetros de ciclovias, 75,83 quilômetros de ciclofaixas, 61,15 quilômetros de calçadas compartilhadas, 68,57 quilômetros de infraestrutura em parques, 9,05 quilômetros de ciclorrotas e 2,99 quilômetros de áreas com Zonas 30, voltadas à redução de velocidade e maior convivência entre modais. Expansão Desde 2019, o DF já superou a marca de 150 quilômetros de novas ciclovias construídas. Parte desse avanço está distribuída em diferentes regiões administrativas e soma 97,7 quilômetros, com intervenções na Epig (12 quilômetros), Hélio Prates (4 quilômetros), Boulevard de Taguatinga (1,1 quilômetro), via de ligação Guará/Bandeirante (1,2 quilômetro), Rota de Fuga do SIA (3,5 quilômetros), Avenida Paranoá (2,7 quilômetros), ESPM (8,5 quilômetros), SOF Sul (1 quilômetro), Riacho Fundo II (13,9 quilômetros), Lago Sul (16,3 quilômetros), Lago Norte (8,3 quilômetros), Sobradinho (26,6 quilômetros) e Cruzeiro (1,3 quilômetro). A expansão da malha cicloviária tem priorizado a funcionalidade e a integração entre os trechos. “Não adianta ter mil quilômetros de ciclovias se elas não forem funcionais ou não estiverem conectadas. Por isso, em vez de investir apenas em longos trechos isolados, buscamos promover a ligação entre eles”, explicou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur. A expansão da malha cicloviária tem priorizado a funcionalidade e a integração entre os trechos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Como exemplo, Fauzi Nacfur citou um circuito já consolidado: “Hoje, o ciclista pode sair da Candangolândia por uma ciclovia, passar pelo Núcleo Bandeirante, seguir pelo Riacho Fundo, chegar ao Pistão Sul, na Universidade Católica, e, de lá, acessar a EPTG. A partir desse ponto, é possível seguir pela EPTG ou optar pelo Pistão Norte, descendo pela Estrutural até a Epia, na altura do viaduto Ayrton Senna, o que forma um circuito de aproximadamente 50 quilômetros". Segundo ele, a proposta é garantir condições para que a população possa sair de onde mora e chegar ao centro de Brasília de bicicleta, seja para lazer, prática esportiva ou deslocamento diário. “Também buscamos integrar os trechos cicloviários às estações de metrô e aos corredores de ônibus”, completou. Para ampliar essa integração com o transporte público, o sistema de bicicletas compartilhadas do DF disponibiliza centenas de bikes, já soma mais de 332 mil usuários cadastrados e acumula mais de 1,25 milhão de viagens. As estações ficam próximas a pontos de embarque e desembarque, como rodoviárias, estações de metrô e do BRT, o que facilita a conexão com o transporte coletivo.

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Trabalhadores participam de ação de saúde em Santa Maria

Quem passou pelo terminal de BRT de Santa Maria na terça-feira (28) pôde acessar uma série de serviços oferecidos pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Intitulada “Abril Verde – Trabalhador com Saúde”, a ação disponibilizou vacinas do calendário adulto, testes rápidos para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), sífilis e hepatites virais e aferição da pressão arterial.   Aferição de pressão arterial foi um dos serviços oferecidos durante a ação, que faz parte da campanha Abril Verde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Devemos lembrar sempre que a prevenção é o melhor caminho para evitar tragédias e garantir a qualidade de vida no trabalho” Lisa Marques Silva, chefe do Cerest da Região de Saúde Sul Durante o evento, também foram ministradas orientações sobre a prevenção de acidentes no ambiente laboral e a importância de utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no decurso do trabalho, com a distribuição de folhetos didáticos. O evento marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. “Devemos lembrar sempre que a prevenção é o melhor caminho para evitar tragédias e garantir a qualidade de vida no trabalho”, reforçou Lisa Marques Silva, chefe do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Região Sul. [LEIA_TAMBEM]“A campanha do Abril Verde destaca que a segurança começa com a atitude individual”, lembrou a gestora. “Além de orientações técnicas, o evento reforça o autocuidado como um fundamento. O profissional é incentivado a ouvir os sinais do próprio corpo, a adotar hábitos saudáveis que garantam sua integridade física e mental durante a jornada.” Passando pelo local, a aposentada Maria Divina, de 62 anos, aproveitou para checar a saúde. “Essa ação é ótima”, elogiou. “A gente às vezes tem dificuldade de ir até a unidade de saúde para ser vacinado. Eu mesma teria que pegar um outro ônibus, mas agora posso resolver aqui”.   *Com informações da Secretaria de Saúde   

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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes

Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta.  O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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