Mais de 2 mil reeducandos concluem capacitação profissional no DF
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) realizou, nesta terça-feira (30), a cerimônia que marcou o número de mais de 2 mil reeducandos formados no Projeto de Capacitação Profissional e Ressocialização (Procap), iniciativa que oferece qualificação técnica a pessoas privadas de liberdade do sistema penitenciário do Distrito Federal. A qualificação profissional representa uma das principais ferramentas de reintegração social | Fotos: Divulgação/Seape-DF Mais do que certificados, os formandos recebem a oportunidade de construir um novo projeto de vida. A qualificação profissional representa uma das principais ferramentas de reintegração social, ampliando as possibilidades de acesso ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena e contribuindo para a redução da reincidência criminal. "Ao oferecer qualificação profissional, estamos criando oportunidades concretas para que essas pessoas construam um novo projeto de vida após o cumprimento da pena" Wenderson Teles, secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal A iniciativa integra a política de ressocialização desenvolvida pela Seape, que busca oferecer oportunidades concretas de educação, capacitação profissional e trabalho às pessoas privadas de liberdade. Além de promover o desenvolvimento de competências técnicas, as aulas fortalecem a autonomia, a cidadania e a preparação para o retorno ao convívio em sociedade. Excelência na formação Os cursos de qualificação profissional foram executados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), instituições reconhecidas nacionalmente pela excelência na formação profissional, garantindo aos participantes certificação e ensino alinhados às demandas do mercado de trabalho. Para o secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Wenderson Teles, os resultados do Procap demonstram que investir em educação e qualificação profissional é uma das estratégias mais efetivas para promover a reintegração social e fortalecer a segurança pública. "Acreditamos que a educação e o trabalho são os principais pilares da reintegração social. Ao oferecer qualificação profissional, estamos criando oportunidades concretas para que essas pessoas construam um novo projeto de vida após o cumprimento da pena. Hoje celebramos a formação de mais de dois mil reeducandos, um resultado que demonstra o alcance dessa política pública e reforça nosso compromisso em ampliar cada vez mais essas oportunidades." Cursos ampliam as possibilidades de acesso ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena e contribuem para a redução da reincidência criminal Em razão dos resultados positivos alcançados pelo Procap e da consolidação de sua importância no processo de reintegração social, a Seape-DF encontra-se em fase de instrução processual para a contratação do Proficina. A iniciativa prevê a oferta de 108 novas turmas, com aproximadamente 2,7 mil vagas distribuídas em 10 especialidades profissionais, ampliando o acesso à qualificação e às oportunidades de inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. O evento também contemplou a entrega de máquinas de costura pelo conselho da comunidade, destinadas ao aparelhamento de uma oficina de costura que será implantada na Penitenciária IV do Distrito Federal (PDF IV), ampliando a capacidade de formação profissional e de produção nas unidades prisionais. Com a expansão prevista por meio do Proficina, a expectativa da Seape-DF é ampliar ainda mais o acesso à qualificação profissional no sistema prisional, consolidando uma política pública que alia segurança, educação e geração de oportunidades como instrumentos efetivos de reintegração social. Além dos benefícios sociais, o programa também produz resultados concretos para a administração pública. Os reeducandos formados já obtiveram 213.896 horas de remição de pena, correspondentes a 17.825 dias remidos. Considerando o custo médio mensal de manutenção de uma pessoa privada de liberdade, essa redução no tempo de cumprimento da pena representa uma economia estimada de R$ 1.589.960,27 aos cofres públicos, com retorno de aproximadamente 56% do investimento realizado no programa. O Procap foi viabilizado por meio de um investimento total de R$ 4.706.281,35, composto por recursos provenientes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Governo do Distrito Federal e dos rendimentos da aplicação financeira dos recursos. Esse investimento permitiu estruturar cursos de qualidade, equipar oficinas e ampliar as oportunidades de formação profissional no sistema penitenciário do Distrito Federal. *Com informações da Seape-DF
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Capacitação amplia acolhimento e cuidado à população LGBTQIA+ em hospitais do DF
Encerrando o mês de junho, reconhecido internacionalmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nessa segunda-feira (30), um encontro multiprofissional voltado para o fortalecimento da assistência prestada à população LGBTQIA+ nos serviços de saúde. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças. A proposta é qualificar o atendimento, reduzir barreiras de acesso e fortalecer o vínculo entre profissionais e pacientes. O enfermeiro do IgesDF Maxsuel Dias explica que a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento dos profissionais sobre as demandas específicas da população LGBTQIA+, desde a desconstrução de preconceitos até a oferta de um atendimento mais qualificado. “São especialidades que a comunidade costuma ter demandas específicas e que podem não receber o acolhimento necessário por falta de preparo ou por preconceito", explica. A psicóloga Sandra Alves elogiou a iniciativa. "Esse conhecimento é fundamental para que eu possa oferecer o melhor apoio possível e garantir que meu atendimento seja cada vez mais acolhedor e respeitoso com o paciente", ressalta. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças | Foto: Divulgação/IgesDF Reunião de especialistas Desde 2011, o Brasil conta com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, criada para garantir o acesso da população LGBTQIA+ aos serviços de saúde e combater a discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda existem desafios para tornar o atendimento plenamente inclusivo. A fisioterapeuta pélvica Isabela Felix Alencar de Sousa destacou que o respeito à identidade de gênero e à sexualidade é essencial para estabelecer uma relação de confiança com o paciente. "Sem respeitar o gênero e a sexualidade, é impossível construir um vínculo terapêutico e oferecer um tratamento de qualidade", afirma. Segundo ela, é preciso reverter o despreparo profissional a partir de materiais informativos, políticas públicas, reestruturação curricular, desconstrução cultural e criando uma equipe inclusiva. "Toda a equipe precisa estar preparada, desde os recepcionistas, que fazem o primeiro contato com o paciente, até médicos e técnicos", completa. Convidado especial do encontro, o médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES), Bruno Pereira Stelet, ressaltou que falar sobre sexualidade deve fazer parte da prática cotidiana dos profissionais de saúde, como componente essencial de um atendimento integral. "Não podemos presumir informações sobre o paciente. Precisamos perguntar de forma respeitosa e criar um ambiente seguro para que ele possa falar abertamente sobre suas necessidades", observa. Especialista em fenomenologia existencial e sexologia clínica, Alã Nunes destacou que o acolhimento começa na escuta qualificada e na forma como os profissionais se relacionam com quem busca atendimento. "O preconceito pode aparecer de maneira sutil, na linguagem utilizada, em julgamentos ou até em ambientes pouco acolhedores", explica. Para ele, não é necessário dominar todas as especificidades da população LGBTQIA+ para prestar um atendimento de qualidade. "O acolhimento transforma o cuidado. Não é preciso conhecer todas as experiências da população LGBTQIA+, mas ouvir, validar, respeitar e cuidar sem preconceitos", afirma. O médico infectologista Lino Neves da Silveira ressaltou que compreender a realidade de cada paciente contribui diretamente para um cuidado mais efetivo. "Precisamos oferecer a cada pessoa aquilo de que ela realmente necessita, considerando suas demandas específicas", resume. Segundo o especialista, o preconceito ainda é um dos fatores que afastam essa população dos serviços de saúde. "Os estigmas fazem com que muitos pacientes tenham receio de procurar atendimento. Como consequência, acabam chegando aos serviços apenas quando a situação já está mais grave, o que dificulta o tratamento e pode comprometer os resultados", conclui. Promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio do Núcleo de Educação Permanente (Nudep), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), o encontro foi realizado nos formatos presencial e online e reuniu profissionais de diferentes áreas, promovendo um debate multidisciplinar e ampliando as reflexões sobre o tema. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Agências do trabalhador têm 529 vagas abertas nesta quarta-feira
As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta (1º/7), 529 vagas para quem procura emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência prévia. Os salários chegam a R$ 3,9 mil, valor oferecido para o cargo de gerente de restaurante, que conta com duas vagas abertas. Entre os cargos com maior oferta de oportunidades, o de operador de caixa se destaca, com 130 vagas. A função oferece salário de até R$ 1,7 mil, além de benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).
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Em parceria com a FAPDF, Biotic recebe a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo
A Secretaria de Governança Digital e Integração do Distrito Federal (SGDI) realiza nesta sexta-feira (3), às 9h, na área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados para a integração de dados, a inovação e a modernização da gestão pública, fortalecendo a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal e ampliando a eficiência na prestação de serviços à população. Entre as ações que passam a integrar o Programa DF+Digital estão o Observatório do Turismo e o Observatório Olhar DF. A plataforma Olhar DF reunirá mais de 180 indicadores consolidados em parceria com diversos órgãos e entidades do GDF, ampliando o monitoramento de políticas públicas e apoiando a tomada de decisões baseada em evidências. Os indicadores também subsidiarão o processo de certificação de Brasília como Cidade Inteligente, Sustentável e Resiliente, contribuindo para a obtenção do selo Platina em Cidade Inteligente e dos selos Bronze em Cidade Sustentável e Cidade Resiliente. Durante o evento, também será lançado um programa de capacitação em inteligência artificial, desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Inteligência Artificial (Ciia) e a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A iniciativa será voltada para a qualificação de servidores públicos para o uso estratégico de tecnologias de inteligência artificial na gestão pública. A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados à integração de dados, à inovação e à modernização da gestão pública | Foto: Lúcio Bernardo Jr,/Agência Brasília Outro destaque da programação será a publicação de nove normativos estratégicos. Desse total, quatro correspondem a políticas de governança que passam a orientar a atuação dos órgãos e entidades do GDF em temas como governança digital, inovação, integração de dados e transformação digital. Entregas da FAPDF Ao longo de todo o dia de programação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal apresentará os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Distrito Federal, com destaque para os programas Start BSB, Deep Tech, Tecnova e Centelha. A programação também contará com a exposição de soluções desenvolvidas por startups apoiadas pela fundação, apresentações institucionais, atividades de networking, painéis e encontros voltados ao empreendedorismo e à inovação, além de espaços de integração entre pesquisadores, empreendedores, investidores e representantes do poder público, reforçando o papel da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo Data: Sexta (3) Horário: 9h às 18h Local: Área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto Entrada livre. *Com informações da FAPDF
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FAPDF lança chamada de iniciativa que apoia startups do DF e da Ride
De uma marca brasiliense de chocolates que começou com brownies vendidos na escola a uma feira digital que ajuda agricultores familiares a vender antes mesmo da colheita. De soluções biológicas para o cuidado ambiental nas cidades a plataformas voltadas para a segurança de mulheres viajantes, a saúde emocional materna e o desenvolvimento de ativos cosméticos a partir da biodiversidade do Cerrado. Essas são algumas das trajetórias que passaram pelo ecossistema de apoio a startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para ampliar esse impacto, a FAPDF lança, nesta terça-feira (30), o edital do 3º ciclo do programa Start BSB. A chamada pública tem como objetivo apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação apresentados por startups do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O terceiro ciclo do programa prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e poderá selecionar até 100 projetos inovadores. Os recursos serão concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio financeiro não reembolsável, ou seja, os valores não precisam ser devolvidos, desde que sejam aplicados conforme as regras previstas no edital. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride. A iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de soluções, produtos, serviços e processos inovadores, contribuindo para a criação e o crescimento de negócios com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride | Foto: Divulgação/FAPDF Além do apoio financeiro, as startups selecionadas contarão com atividades de capacitação, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O objetivo é apoiar projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a estruturação inicial da ideia até a preparação para crescimento no mercado. Trajetórias que mostram o impacto do programa Entre as iniciativas apoiadas pelo Start BSB dos ciclos anteriores está a Exímio Cacau, marca brasiliense conduzida por jovens empreendedores que nasceu no ambiente escolar, com a venda de brownies e brigadeiros, e hoje reúne cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes. Com apoio do programa, a empresa estruturou a Exímio Lab, escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. Na agricultura familiar, a Óiaki se destaca como uma plataforma de comercialização digital, capacitação e inteligência artificial voltada a pequenos produtores rurais. A startup criou uma feira digital integrada ao WhatsApp e às redes sociais, permitindo que agricultores vendam diretamente aos consumidores, recebam pedidos e pagamentos antecipadamente e colham apenas aquilo que já está vendido. Com o apoio do Start BSB, a empresa validou seu modelo de negócio, iniciou a expansão nacional e cresceu 285% nos primeiros seis meses do programa. Na área ambiental, a Arbor Garden aposta em bioinsumos para levar soluções biológicas do campo para o ambiente urbano. A startup desenvolve produtos voltados para o fortalecimento de plantas, o cuidado com áreas verdes e o controle biológico de vetores como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Outro exemplo é o Sutiãs que Voam, plataforma colaborativa criada para tornar o turismo mais seguro e acolhedor para mulheres. A solução conecta viajantes a roteiros verificados e a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres, fortalecendo também a economia criativa local. A Mãe Borboleta também integra o conjunto de soluções apoiadas pelo programa. A startup propõe uma abordagem estruturada para ajudar mulheres a organizarem a rotina e cuidarem da saúde emocional, com conteúdos, comunidade, mentorias e eventos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna. Já a Biointech, criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade de Brasília (UnB), transforma conhecimento científico em soluções biotecnológicas. A startup desenvolve peptídeos bioinspirados em moléculas presentes no veneno de vespas do Cerrado, com aplicações voltadas à indústria de cosméticos. Essas trajetórias demonstram a diversidade de áreas atendidas pelo programa — agricultura familiar, alimentação, meio ambiente, turismo, saúde emocional, biotecnologia e economia criativa — e demonstram o papel da FAPDF no apoio a negócios inovadores capazes de transformar conhecimento, pesquisa e criatividade em soluções com impacto para a sociedade. Apoio em diferentes estágios O Start BSB está organizado em três eixos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. O Eixo I, de ideação e desenvolvimento de habilidades, é voltado a iniciativas em fase inicial, que ainda estão estruturando a solução e desenvolvendo competências empreendedoras. Serão selecionados até 50 projetos, com apoio de R$ 53 mil para cada proposta contemplada. O Eixo II, de incubação e pré-aceleração, é destinado a startups que já estão desenvolvendo o modelo de negócio e validando a solução. Nessa etapa, serão selecionados até 30 projetos, com apoio de R$ 110 mil para cada proposta contemplada. Já o Eixo III, de aceleração, é voltado a startups em estágio mais avançado, que buscam fortalecer sua atuação, ampliar mercado e se preparar para receber investimentos. Serão selecionados até 20 projetos, com apoio de R$ 200 mil para cada proposta contemplada. Cada eixo também contará com bonificação para as startups mais bem classificadas, conforme o desempenho nas atividades previstas pelo programa. Como se inscrever Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos inovadores e vínculo com o Distrito Federal ou a Ride, conforme as regras do edital. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As empresas participantes devem atender aos critérios previstos na chamada pública, incluindo sede e administração no DF ou na Ride, documentação regular e proposta compatível com as áreas apoiadas pelo programa. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, construção civil, economia circular, defesa, jogos eletrônicos, economia criativa, educação, energia, serviços financeiros, saúde, biotecnologia, bioeconomia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura avançada, microeletrônica, nanotecnologia, realidade aumentada, realidade virtual, governo digital, serviços, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições deverão ser realizadas pelo site oficial do Programa Start BSB, de 10 de julho a 3 de setembro. O resultado preliminar está previsto para 24 de setembro. O período para apresentação de recursos será nos dias 28 e 29 de setembro, e o resultado final está previsto para 15 de outubro. Após a divulgação do resultado final, os selecionados deverão cumprir as etapas de envio de documentação, constituição de empresa, quando necessário, e contratação junto à FAPDF, conforme os prazos estabelecidos no edital. Clique aqui e acesse o edital completo. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto foca potencial econômico dos produtos do Cerrado e aponta caminhos para a restauração produtiva
Com encerramento do Mês do Meio Ambiente, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) lança nesta terça-feira (30) o projeto “Caminhos da Restauração: Valoração de Produtos Florestais Não Madeireiros do Cerrado”, iniciativa desenvolvida com apoio e financiamento da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e do Fundo Único de Meio Ambiente (Funam). “O projeto reforça uma visão que norteia as ações da Sema-DF: o Cerrado em pé vale mais do que o Cerrado desmatado” Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente A pesquisa apresenta um conjunto de estudos voltados para a valorização da sociobiodiversidade do Cerrado e para o fortalecimento de cadeias produtivas associadas aos produtos florestais não madeireiros, demonstrando como a conservação ambiental pode caminhar lado a lado com a geração de renda, a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento sustentável. Os levantamentos indicam que espécies nativas como baru, pequi, buriti, mangaba, jatobá e cagaita têm elevado potencial econômico, nutricional e sociocultural, podendo contribuir para a diversificação da produção rural, o fortalecimento da agricultura familiar, a valorização de povos e comunidades tradicionais e a ampliação das estratégias de bioeconomia no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Os produtos do Cerrado representam uma oportunidade estratégica para promover inclusão produtiva, estimular mercados locais e consolidar modelos de desenvolvimento capazes de aliar conservação ambiental e dinamização econômica dos territórios. Estudos identificaram que frutos do Cerrado têm elevado valor nutricional, econômico e sociocultural | Foto: Caroline Dantas/IPEDF “O papel do IPEDF é produzir conhecimento que ajude o poder público a transformar esse potencial em políticas capazes de gerar renda, promover inclusão produtiva e preservar os recursos naturais para as próximas gerações” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF “O projeto reforça uma visão que norteia as ações da Sema-DF: o Cerrado em pé vale mais do que o Cerrado desmatado”, avalia o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “Quando conseguimos demonstrar, com dados técnicos, que produtos como o baru e o pequi geram renda e ao mesmo tempo conservam o bioma, abrimos caminho para políticas públicas mais efetivas e para um desenvolvimento que não tem o meio ambiente como obstáculo, mas como aliado.” O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, reforça: “O Cerrado é um patrimônio ambiental, mas também um ativo estratégico para o desenvolvimento do Distrito Federal. Esta pesquisa mostra que é possível conciliar conservação e desenvolvimento ao valorizar as espécies nativas e fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade. O papel do IPEDF é produzir conhecimento que ajude o poder público a transformar esse potencial em políticas capazes de gerar renda, promover inclusão produtiva e preservar os recursos naturais para as próximas gerações”. Desafios para ampliar mercados Apesar do potencial identificado, a pesquisa aponta que ainda existem obstáculos para a consolidação dessas cadeias produtivas. Entre os principais desafios estão a sazonalidade da produção, limitações logísticas, dificuldades de armazenamento e beneficiamento, baixa padronização da oferta, dependência de atravessadores e a ausência de informações sistematizadas sobre produção e comercialização. O estudo também chama a atenção para a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas para o fortalecimento da sociobiodiversidade, criando mecanismos que favoreçam a inserção dos produtos agroextrativistas em mercados institucionais e ampliem sua competitividade. [LEIA_TAMBEM]“Ao identificar o potencial econômico das espécies nativas e os principais desafios das cadeias produtivas, o estudo contribui para orientar ações que ampliem oportunidades para produtores, fortaleçam a agricultura familiar e incentivem a conservação do Cerrado por meio da inserção de seus frutos e produtos nas compras públicas distritais, especialmente na alimentação escolar, onde o DF possui lei para inserção e capacidade de implantação”, aponta a coordenadora de Estudos Ambientais do IPEDF, Aline da Nóbrega. Restauração que gera renda Um dos destaques do projeto é a análise econômica de um sistema agroflorestal composto por baru, banana e café, desenvolvido como exemplo de restauração produtiva. A simulação considerou uma área de um hectare e um horizonte de avaliação de 30 anos, utilizando indicadores financeiros como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Retorno sobre o Investimento (ROI) e relação benefício-custo. No modelo estudado, o baru foi implantado em espaçamento de 10 metros por 10 metros. A banana ocupa as entrelinhas nos primeiros anos do sistema, proporcionando retorno econômico mais rápido e contribuindo para a geração de biomassa. A partir do quinto ano, o cultivo do café passa a integrar o arranjo produtivo, ampliando as possibilidades de renda até que o baru alcance sua plena capacidade produtiva. Os resultados demonstram que sistemas agroflorestais podem combinar benefícios ambientais e econômicos, favorecendo a conservação do solo, o aumento da biodiversidade, a recuperação de áreas degradadas e a diversificação da produção. Alimentação escolar e sociobiodiversidade Outro eixo analisado pela pesquisa está relacionado às compras públicas, especialmente aos programas de alimentação escolar. “Os resultados da pesquisa Caminhos da Restauração são um farol para o futuro das políticas públicas” Werner Bessa, diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF De acordo com o levantamento, iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) têm potencial para estimular a produção local, fortalecer a agricultura familiar e ampliar a presença dos produtos da sociobiodiversidade nos mercados institucionais. Entretanto, ainda persistem desafios relacionados à adequação sanitária, à estruturação das cadeias produtivas e à criação de mecanismos específicos que favoreçam a participação dos produtos do Cerrado em editais e chamadas públicas. “Os resultados da pesquisa Caminhos da Restauração são um farol para o futuro das políticas públicas”, afirma o diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF, Werner Bessa. “Ao evidenciar o valor dos produtos florestais não madeireiros e seu potencial de inserção na alimentação escolar, no desenvolvimento regional e na preservação do Cerrado, unimos ciência e bioeconomia para transformar conhecimento técnico em impacto social. Assim, fortalecemos estratégias capazes de manter o Cerrado em pé e construir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.” Veja o sumário da publicação. *Com informações do IPEDF
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Unidades do SLU já recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis em 2026
O lixo que sai das casas do Distrito Federal não tem como único destino o aterro sanitário. Nas usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) do Distrito Federal, parte desses resíduos ganha uma nova utilidade: vira material reciclável, gera renda para cooperados e se transforma em composto orgânico utilizado na produção de alimentos. Nos seis primeiros meses de 2026, as unidades processaram mais de 127 mil toneladas de resíduos, recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis e produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico — utilizado principalmente por produtores rurais da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). No primeiro semestre de 2026, as unidades produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico, produto utilizado como adubo por produtores rurais do DF e Entorno | Foto Paulo H. Carvalho Os dados mostram o papel das usinas na redução da quantidade de resíduos encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília. Além dos benefícios ambientais, a atividade gera trabalho e renda para 147 cooperados que atuam nas unidades. A UTMB de Ceilândia foi responsável pelo maior volume processado no período, com mais de 80 mil toneladas de resíduos, além de recuperar aproximadamente 3 mil toneladas de recicláveis. Já a UTMB da Asa Sul processou 47 mil toneladas e recuperou 1,2 mil toneladas de materiais recicláveis. Uma nova utilidade O composto orgânico produzido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é doado majoritariamente a produtores rurais da Ride e também a órgãos públicos. Em 2025, a iniciativa beneficiou 512 agricultores, contribuindo para a redução dos custos de produção e para o fortalecimento da oferta de alimentos na região. O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, afirma que as usinas de tratamento mecânico-biológico representam a materialização de um modelo de gestão de resíduos que une responsabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população”, observou. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população” Luiz Felipe Carvalho, diretor-presidente do SLU O representante da pasta acrescentou que as usinas geram benefícios em múltiplas frentes: “Elas criam oportunidades para os catadores, apoiam produtores rurais e entregam ganhos concretos para toda a sociedade. São equipamentos públicos que devolvem valor à população em forma de alimento, renda e uma cidade mais limpa." Na UTMB da Asa Sul, os resíduos passam por etapas de separação manual e mecânica. Com o apoio das cooperativas de catadores, os materiais recicláveis são retirados antes que a fração orgânica siga para a UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico. Atualmente, duas cooperativas atuam na unidade: a Renove, com 98 catadores; e a Cooperlimpo, com 60 trabalhadores. As UTMBs integram a estratégia prevista no Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PDGIRS), contribuindo para aumentar a vida útil do aterro sanitário e para a recuperação de materiais recicláveis. O desempenho das unidades também foi impulsionado por melhorias operacionais implementadas após a efetivação do contrato nº 20/2021, que ampliaram a capacidade de processamento e reduziram interrupções nas atividades, além da atualização das licenças de operação junto ao Brasília Ambiental. UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico | Vinicius Mendonça / SLU [LEIA_TAMBEM] Destinação correta A população também desempenha um papel fundamental para o sucesso das usinas de tratamento, uma vez que a qualidade dos resíduos recebidos influencia diretamente a eficiência dos processos de triagem, compostagem e recuperação de materiais. A principal forma de contribuição é separar corretamente o lixo na origem, destinando materiais recicláveis à coleta seletiva e encaminhando os orgânicos e rejeitos à coleta convencional. Outras recomendações incluem não misturar pilhas, baterias, lâmpadas, eletrônicos e outros materiais que exigem destinação específica ao lixo comum. Também é importante retirar os resíduos orgânicos de embalagens plásticas antes do descarte, manter tampas junto às garrafas recicláveis e embalar corretamente vidros quebrados para evitar acidentes. Outras práticas que ajudam no processo são evitar o uso excessivo de sacolas para acondicionar resíduos orgânicos, respeitar os horários de coleta, descartar os materiais em recipientes adequados e, sempre que possível, reduzir o desperdício e reaproveitar produtos. De acordo com o SLU, quanto melhor for a separação e o acondicionamento dos resíduos nas residências, maior será a recuperação de recicláveis, a produção de composto orgânico e a redução dos impactos ambientais.
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Área rural de São Sebastião ganha UBS com nova sede e atendimento odontológico
A população do Núcleo Rural Nova Betânia, em São Sebastião, passou a contar com uma nova unidade básica de saúde (UBS), inaugurada nesta terça-feira (30). A unidade foi implantada em imóvel cedido pela Emater-DF e adequada para receber os moradores da região e de comunidades vizinhas. O investimento nas adequações estruturais foi de R$ 565.861,67. A nova UBS atenderá 3.785 pessoas cadastradas e conta com uma equipe da Estratégia Saúde da Família, formada por médico de família, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde, além de equipe de saúde bucal, com cirurgião-dentista e técnico em saúde bucal, e atendimento farmacêutico. Durante o lançamento do programa GDF na Sua Porta em São Sebastião, a governadora Celina Leão destacou a ampliação da rede pública de saúde. “Nós iniciamos de imediato a obra do Hospital Regional de São Sebastião e, ao mesmo tempo, inauguramos hoje uma nova unidade básica de saúde na área rural”, afirmou. “Também reforçamos as equipes médicas, e já começaram a chegar os 114 médicos que contratamos, que estão sendo distribuídos entre as unidades básicas de saúde das cidades”. “Também reforçamos as equipes médicas, e já começaram a chegar os 114 médicos que contratamos, que estão sendo distribuídos entre as unidades básicas de saúde das cidades", reforçou a governadora Celina Leão | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A entrega marca o retorno dos atendimentos da UBS 5 a uma estrutura permanente. A antiga unidade foi demolida no início de 2024 em razão das obras de duplicação da DF-140. Desde então, os serviços vinham sendo mantidos em espaço cedido pela Associação dos Proprietários Rurais do Barreiros, com atendimentos médicos e de enfermagem. O local provisório, porém, não permitia a instalação de consultório odontológico. Com a nova sede, a população passa a ter assistência odontológica dentro da própria unidade, além dos atendimentos da atenção primária. O espaço recebeu adequações para comportar a equipe de saúde e garantir melhores condições de trabalho aos profissionais e de acolhimento aos usuários. “Temos uma unidade básica de saúde rural justamente para atender as regiões mais afastadas, que ainda não têm demanda suficiente para uma UBS de maior porte. Dessa forma, garantimos que essa população não fique desassistida”, afirmou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Com a nova sede, a população passa a ter assistência odontológica dentro da própria unidade, além dos atendimentos da atenção primária | Foto: Divulgação/SES-DF Segundo ele, a unidade vai beneficiar não apenas os moradores de Nova Betânia, mas também comunidades vizinhas. “Isso demonstra o fortalecimento da Secretaria de Saúde e o investimento na atenção primária. Embora seja difícil estimar o número médio de atendimentos, porque a unidade atenderá não apenas os moradores de Nova Betânia, mas também das comunidades vizinhas, o importante é que toda a população daquela região terá acesso aos serviços de saúde”, completou. A UBS 5 de São Sebastião fica na DF-140, Km 7,5, ao lado da Emater. A unidade passa a integrar a rede de atenção primária da região, responsável por acompanhar as famílias do território, oferecer consultas, vacinação, curativos, medicação, coleta de exames, ações de prevenção e encaminhamentos para outros níveis de atendimento quando necessário.
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