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Hospital da Criança de Brasília reduz em 50% o tempo de liberação de leitos com nova tecnologia de higienização

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) implementou um modelo de limpeza hospitalar que une tecnologia de ponta, sustentabilidade ambiental e valorização profissional. Iniciado em maio de 2025, o projeto transformou a higienização, tradicionalmente vista como um serviço de apoio, em uma ferramenta estratégica para a eficiência dos processos assistenciais, segurança do paciente e controle de infecções hospitalares. Com a adoção de sistemas digitais e desinfecção por indução eletrostática, a unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alcançou a redução de até 50% do tempo de liberação dos leitos das unidades de Internação e Terapia Intensiva (UTI). Isso garante que mais crianças e adolescentes recebam atendimento em menor tempo, mantendo o mais alto padrão sanitário. Uma das mudanças implementadas na gestão do serviço de higienização hospitalar foi a substituição dos antigos checklists de papel por uma plataforma digital para registro. Antes desse aparato tecnológico, o hospital consumia cerca de 180 mil folhas de papel anualmente, apenas com registros de limpeza e documentos que eram passíveis de falhas manuais e difíceis de converter em dados verificáveis em tempo oportuno. Atualmente, todos os ambientes do HCB possuem um QR Code para uso dos profissionais da higienização, profissionais de outras áreas e usuários avaliarem o serviço de higiene. Ao iniciar e finalizar uma tarefa, o funcionário destacado realiza a leitura digital, gerando dados precisos e auditáveis em tempo real. O HCB implementou um modelo de limpeza hospitalar que une tecnologia de ponta, sustentabilidade ambiental e valorização profissional | Fotos: Divulgação/HCB Para Ribamar da Silva, gerente de Apoio Operacional do HCB, a modernização do registro do trabalho permite que a unidade de saúde acompanhe, por meio de um painel de controle (dashboard), o status de higienização de todos os espaços do hospital, identificando gargalos e redirecionando equipes para áreas de maior demanda imediatamente. Para ele, este redesenho do processo de trabalho do setor reflete o compromisso do HCB em sempre situar o paciente no centro do cuidado, não apenas da assistência direta à saúde, mas também das demais áreas consideradas de apoio. "Nossa busca pela modernização não é apenas sobre tecnologia, mas sobre tempo e cuidado. Cada minuto que economizamos na higienização de um leito, por meio da revisão de processos e implementação de novas tecnologias, é um minuto a mais de assistência disponível para uma criança. A excelência da Ona 3 se materializa, aqui, no HCB, na união entre o rigor técnico e a sensibilidade de entender que a limpeza é, fundamentalmente, um ato de segurança assistencial", destaca o gerente. O HCB é uma instituição de saúde pediátrica altamente especializada e que possui o selo de Acreditado com Excelência — Ona 3, o que significa alta conformidade nos requisitos de gestão hospitalar e segurança do paciente, outorga concedida pela Organização Nacional de Acreditação (Ona). Por meio de uma cultura de acreditação hospitalar bem estabelecida, o HCB reafirma sua vocação pela melhoria contínua e pela boa gestão dos recursos públicos, sejam eles financeiros, socioambientais ou humanos. Desinfecção de alta performance por indução e controle microbiológico Para elevar o padrão de segurança microbiológica, o HCB introduziu a tecnologia de limpeza por indução eletrostática. Trata-se de um equipamento de desinfecção que pulveriza partículas carregadas eletricamente de desinfetantes em todo o leito. O sistema alcança áreas de difícil acesso, como atrás de condicionadores de ar e frestas de mobiliário, em apenas cinco minutos. Para elevar o padrão de segurança microbiológica, o HCB introduziu a tecnologia de limpeza por indução eletrostática Essa inovação foi o fator decisivo para reduzir o tempo médio de entrega de um leito: de 42 minutos para aproximadamente 20 minutos. Além disso, a eficácia do processo deixou de ser baseada apenas na ausência de sujidade macroscópica, aquelas facilmente visíveis sem uso de aparelhos. Com o uso de luminômetro — dispositivo portátil que utiliza tecnologia de bioluminescência para detectar sujidades não aparentes —, o hospital agora realiza testes de carga microbiana em superfícies de alto toque (como maçanetas e grades de leitos). Se o equipamento detectar níveis acima do permitido, o processo é refeito imediatamente, garantindo uma barreira real contra infecções. De acordo com o gerente do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (Scih), o médico infectologista pediátrico Bruno Oliveira e Lima, a atualização e modernização do processo de higienização e desinfecção dos espaços no HCB vêm ao encontro de um esforço mundial de combate às bactérias multirresistentes, especialmente desafiadoras quando consideradas as especificidades do ambiente hospitalar. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Resistência Antimicrobiana (Ram) é uma das principais ameaças globais à saúde pública e afeta diversos países, independentemente do nível de renda e desenvolvimento socioeconômico. A organização defende que, entre as prioridades para o combate da Ram, incluem-se o controle e prevenção de infecções e a vigilância da resistência antimicrobiana. "No hospital, nós temos uma série de condutas e ações junto às equipes assistenciais, mas se não tivermos uma boa higienização e uma boa limpeza dos ambientes, isso é perdido, porque uma das características dessas bactérias é conseguir "grudar" nas superfícies e se manter nas superfícies do leito do hospital. Então, a higiene e algumas técnicas e tecnologias que conseguimos adotar recentemente são muito importantes para a gente diminuir a quantidade dessas bactérias no ambiente e garantir a segurança dos pacientes aqui no hospital", explica o gerente do Scih. Outro avanço significativo foi a substituição do sistema de borrifadores e panos comuns pelo uso de lenços umedecidos com peróxido de hidrogênio 4D. Essa mudança eliminou o risco de inalação de produtos químicos pelos funcionários, pacientes e acompanhantes, além de reduzir o desperdício de insumos. Neste sentido, a logística e o manejo de insumos também foi otimizada com a introdução de lacres de segurança para resíduos e produtos específicos, como o neutralizador de odores, que é essencial para o conforto de pacientes em tratamento oncológico, uma vez que estes apresentam alta sensibilidade sensorial; e o "tira-grude" técnico, que preserva o mobiliário hospitalar contra o desgaste de fibras abrasivas. Outro avanço significativo foi a substituição do sistema de borrifadores e panos comuns pelo uso de lenços umedecidos com peróxido de hidrogênio 4D Melhorias na hospitalidade do HCB aproximam ainda mais os usuários do hospital A inovação no HCB alcançou todas as minúcias da hospitalidade e hotelaria da unidade. Também no ano passado, o Hospital da Criança de Brasília introduziu, nas internações e UTIs, novos modelos de enxovais, com o zelo de utilizar os personagens infantis que já compõem a ambientação dos espaços, o que possibilitaria maior identificação por parte dos usuários e acompanhantes. Ainda com foco no aprimoramento da experiência do usuário, o hospital criou a Central de Hotelaria, que faz uso de aplicativo de mensagem instantânea para comunicação direta com a equipe assistencial. Por meio de um atendimento personalizado, o auxiliar de hospitalidade identifica as necessidades de cada paciente ainda no momento da admissão. Dessa forma, o enxoval é dispensado de acordo com a taxa de ocupação real e o perfil dos usuários (tamanho da roupa da criança e do acompanhante), evitando o processamento desnecessário de roupas e possibilitando maior vida útil ao material. Com esta iniciativa, o HCB gera uma economia direta ao erário público e garante que o kit de hotelaria esteja pronto e completo no momento adequado para atender a quem mais importa. A atualização dos processos de higienização e hospitalidade permitiu que o HCB mantivesse a excelência operacional com um quadro otimizado de profissionais, aumentando o engajamento e a qualidade técnica. “Nosso trabalho é tão importante quanto o dos outros profissionais do hospital”, afirma a auxiliar de serviços gerais que atua no HCB, Rosiane de Sousa. “Eu faço a limpeza e higienização do leito com prazer. Nós estamos mexendo com vidas, então eu tenho muito cuidado na limpeza para matar as bactérias e fazer tudo bem-feito porque estamos cuidando de crianças. Então, se nós não fizermos uma limpeza certa, limpar tudo, direitinho, como que a gente vai saber se matou a bactéria? Por isso me dedico para fazer tudo certo!”, afirma Rosiane. Para Scarlet Dias, supervisora de Hospitalidade do HCB, a constante capacitação e a valorização dos trabalhadores da saúde compõem um objetivo estratégico do Hospital da Criança de Brasília, especialmente delimitado como objetivo-chave da instituição para o ano de 2026. "Nosso objetivo foi ganhar produtividade sem sobrecarregar o funcionário e valorizá-lo nesse processo, também. Ao oferecer as ferramentas certas, no tempo certo, como o lençol e pijamas prontos para uso e a desinfecção por indução nos leitos, reduzimos o desgaste físico e focamos na técnica profissional, garantindo um ambiente seguro para os funcionários e, sobretudo, assistência completa e segura para as crianças que cuidamos no HCB", explica a supervisora. * Com informações do HCB

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TecnoGame 2026 transforma Brasília no epicentro da cultura geek, gamer e da inovação no Brasil

Entre os dias 17 e 20 deste mês, o TecnoGame 2026 estará em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. O evento gratuito conta com grandes nomes da internet, competições de e-sports, experiências imersivas e oportunidades de negócios e está com uma estrutura ainda mais robusta nesta edição, contando com múltiplos palcos simultâneos para atender um público cada vez mais diversificado e engajado.  A iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto Sarando as Nações, vai além do entretenimento e se firma como um motor de desenvolvimento para a economia local. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, “o TecnoGame consolida a capital como referência em eventos de tecnologia, inovação e cultura geek. Mais do que um grande encontro, é uma vitrine de oportunidades que conecta jovens talentos, empresas e o mercado criativo, impulsionando a economia e estimulando o desenvolvimento de novas habilidades no Distrito Federal”. A edição de 2026 do TecnoGame promete se conectar ainda mais público, criadores de conteúdo e startups | Fotos: Divulgação/Secti-DF O histórico do evento evidencia sua relevância não apenas no entretenimento, mas também no desenvolvimento econômico e social. Ao longo das edições, o TecnoGame já reuniu mais de 110 mil pessoas, arrecadou mais de 100 toneladas de alimentos, gerou cerca de 5 mil empregos e movimentou mais de R$ 10 milhões. Para 2026, a proposta é ampliar ainda mais esse alcance, fortalecendo o ambiente que conecta público, criadores, empresas e startups em um mesmo ecossistema de oportunidades. A nova edição chega com uma programação diversificada, reunindo grandes nomes do universo digital e da cultura geek. Entre os destaques está Toguro, um dos influenciadores mais populares do país, além do aguardado encontro com o Trio Naruto, formado pelos dubladores Ursula Bezerra, Robson Kumode e Tatiane Keplmair. O evento também contará com a participação de criadores de conteúdo de grande alcance, como Muca Muriçoca, Guaxinim, Felps, Tiemiau, Core, Feh Dubs, Caligrafo e Gianzeta. O evento oferece uma experiência imersiva, com competições de alto nível e ativações contínuas A programação se expande com atrações que já são sucesso entre o público, como a Batalha da Aldeia, o grupo Creative Squad e painéis temáticos bastante procurados, a exemplo do Painel One Piece. Para os apaixonados por games, o TecnoGame oferece uma experiência imersiva, com competições de alto nível e ativações contínuas. A arena de e-sports receberá torneios de títulos consagrados, como CS2, Valorant, League of Legends e Free Fire, reunindo jogadores e entusiastas em disputas emocionantes. As atividades interativas reforçam o caráter dinâmico do evento, com arenas gamer para partidas ao vivo e espaços de free play, concursos de Cosplay e K-pop que valorizam a expressão criativa, além de estações de Just Dance com desafios e momentos de interação coletiva. [LEIA_TAMBEM]TecnoGame Mais do que entretenimento, o TecnoGame 2026 se posiciona como um ambiente estratégico para inovação e negócios. A programação inclui keynote de destaque, sessões de pitch com startups, demoday e painéis voltados para temas como empreendedorismo, inteligência artificial, dados e novos modelos de negócio. Assuntos como growth hacking e monetização ganham espaço, acompanhados por iniciativas de networking orientado. Na frente educacional, o evento aproxima estudantes e instituições de ensino do universo da tecnologia, promovendo conteúdos sobre carreiras e apresentando as principais tendências que estão moldando o futuro do mercado global. TecnoGame Brasília 2026  Data: de 17 a 20 deste mês Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade Entrada gratuita (mediante inscrição prévia). *Com informações da Secti-DF  

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Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem da rede pública do DF

A educação em tempo integral segue em expansão no Distrito Federal. De acordo com dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o total de estudantes atendidos nessa modalidade na rede pública direta e conveniada passou de cerca de 46,7 mil, em 2019, para 51,2 mil, em 2024 — um aumento de 4,5 mil estudantes, o que representa crescimento de 9,7%. Segundo a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da Secretaria de Educação (SEEDF), Vera Lúcia de Barros, a ampliação da jornada escolar entre 2019 e 2024 é fruto de um processo contínuo de fortalecimento da política pública. “Esse resultado expressa o esforço do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, declara. Dados de 2024 apontam que 26,7 mil estudantes da educação infantil estão matriculados em período integral da rede pública de ensino do Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Os dados mostram a presença da modalidade em diferentes etapas de ensino. Em 2019, do total de matrículas em tempo integral, cerca de 21 mil estavam na educação infantil, 22,6 mil no ensino fundamental e 1,7 mil no ensino médio. Havia ainda 888 matrículas na educação profissional, 107 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 239 na educação especial. Em 2024, a ampliação foi registrada principalmente na educação infantil, que passou a contar com 26,7 mil estudantes. O ensino fundamental registrou 20,7 mil matrículas, e o ensino médio chegou a 2,2 mil. Também houve crescimento na educação profissional, que passou para 1.395 matrículas. Já em 2025, foram investidos mais de R$ 15,5 milhões em ações de manutenção das unidades atendidas pelo Programa Escola em Tempo Integral (Peti) e pelo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti), além de cerca de R$ 7 milhões aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos. Os investimentos fazem parte do Peti, instituído pela Lei nº 14.640/2023, que prevê assistência técnica e financeira da União para a criação e ampliação de matrículas nessa modalidade. Na educação integral, os alunos recebem cinco refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar​ Impacto real Na prática, a política se reflete no cotidiano dos alunos, como na Escola Classe Santa Helena, localizada em Sobradinho, onde todas as turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental funcionam em jornada ampliada. A unidade atende 132 estudantes, que permanecem na escola das 7h30 às 17h30, com dez horas diárias de atividades pedagógicas e formativas. Além das disciplinas do currículo regular, os estudantes participam de projetos voltados para matemática, língua portuguesa, cidadania, tecnologia, meio ambiente, ciência e saúde. Também fazem parte da rotina atividades culturais, esportivas, artísticas e práticas de desenvolvimento motor. Os alunos contam, ainda, com acompanhamento alimentar ao longo do dia, com cinco refeições: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar — o que garante segurança alimentar e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. [LEIA_TAMBEM]O modelo influencia positivamente na rotina de famílias como a da dona de casa Sandra Batista dos Santos, 42 anos, mãe solo de três filhos. Entre eles está a filha de 7 anos, Jennifer Vitória, que estuda na Escola Classe Santa Helena. Para a mãe, a escola oferece segurança e um apoio fundamental no cuidado com a menina, que tem cardiopatia. “Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia, fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada. A rotina da escola ajudou muito no meu dia a dia e no dela em casa. Mesmo no fim de semana, ela mantém os hábitos saudáveis que aprendeu na escola. Saber que é um serviço público com essa qualidade é maravilhoso”. A pequena Jennifer confirma: “Eu gosto de tudo, acho a escola excelente, os cuidados são ótimos e as professoras ensinam muito bem. Antes eu não sabia ler nem escrever, mas agora já estou sabendo”, comemora. Sandra Batista dos Santos, dona de casa: "Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada" Desenvolvimento pedagógico Segundo a diretora da unidade, Isabel Cristina dos Reis de Souza, a educação integral tem impacto direto no desenvolvimento pedagógico e social de comunidades em situação de extrema vulnerabilidade econômica, como crianças de assentamentos e acampamentos. “A educação integral é um diferencial para essas famílias. As crianças ficam dez horas na escola, fazem cinco refeições e recebem uma educação de qualidade. Conseguimos criar vínculos muito fortes com os estudantes e com as famílias. Nossa escola teve um dos melhores Índices de Desenvolvimento da Educação (Ideb) de Sobradinho, e isso mostra como a educação integral contribui para o desenvolvimento das crianças”, afirma. A Escola Classe Santa Helena, como muitas unidades integrais no DF, também desenvolve atividades esportivas por meio de projetos como ciclismo e basquete, que trabalham coordenação motora, integração entre os estudantes e valores de convivência. O professor de basquete do Centro de Iniciação Desportiva (CID), Demetrius Lopes, ressalta que a atividade física ministrada na unidade complementa esse trabalho ao incentivar a convivência e o espírito coletivo entre os estudantes. “É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles”, observa. Demetrius Lopes, professor de basquete: "É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles" Já o professor de ciclismo do CID, Alex Acosta, destaca o potencial inclusivo da modalidade: “Todo esporte tem o seu momento competitivo, e às vezes os menos habilidosos eram os mais empolgados. Então cada modalidade pode agregar mais”. Para o psicólogo e vice-diretor da escola, Thiago Lacerda Guimarães, a permanência ampliada permite diversificar as experiências educacionais, fortalecer o convívio entre os estudantes e ampliar as oportunidades de desenvolvimento. “Atendemos uma comunidade bastante diversa: temos crianças de alto padrão e crianças com grande dificuldade social, moradores de acampamentos e áreas rurais. Aqui, essas realidades convivem juntas, então a escola atende todos os públicos para oferecer a melhor qualidade de ensino na rede pública, durante as dez horas por dia que as crianças ficam conosco — um tempo que amplia as vivências e as oportunidades de aprendizagem”, reforça.

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Demonstração de drones reforça inovação e modernização no Brasília Ambiental

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Seleção busca laboratório para realizar exames no Hospital de Base

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abre seleção para contratar laboratório de apoio responsável pela realização de exames especializados no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A empresa contratada vai realizar exames de média e alta complexidade, que auxiliam no diagnóstico e na definição do tratamento dos pacientes atendidos na unidade. Esses exames são importantes em casos mais complexos, como doenças hematológicas, em que os resultados laboratoriais são fundamentais para orientar a conduta médica. [LEIA_TAMBEM]As empresas interessadas podem consultar os critérios de participação e os documentos do processo no site oficial do IgesDF. O prazo para envio das propostas vai do dia 13 ao dia 17 deste mês, pela plataforma usada pelo instituto. Serviço · Objeto: Contratação de laboratório de apoio para o Hospital de Base · Edital: nº 13/2026 · Processo SEI: 04016-00063237/2025-40 | Cotação: 1500529 · Período para envio de propostas: 13 a 17 de abril. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Samu atende mais de 83 mil ocorrências no DF no primeiro trimestre de 2026

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ultrapassou 83,9 mil atendimentos no Distrito Federal entre janeiro e março de 2026. O número, levantado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), representa um aumento de 18% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas cerca de 71,1 mil ocorrências. Os casos clínicos continuam sendo a principal razão para o acionamento do serviço, à frente das ocorrências traumáticas. Também fazem parte da rotina das equipes atendimentos nas áreas psiquiátrica, obstétrica e pediátrica, o que evidencia a variedade e a complexidade das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais do atendimento pré-hospitalar móvel. O atendimento do Samu no DF vai da área psiquiátrica à obstétrica | Fotos: Arquivo/Agência Brasília O crescimento no volume de atendimentos indica uma demanda maior por serviços de urgência e emergência em todo o DF. As equipes atuam em diferentes tipos de ocorrências, muitas vezes de forma simultânea, o que exige preparo constante e agilidade no atendimento. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, os servidores passam por atualizações obrigatórias em todas as áreas a cada dois anos. “Nós atendemos a demanda com qualidade e uma boa preparação profissional, justamente para prestar um atendimento qualificado”, afirma. Além disso, a profissional atribui a intensificação no trabalho de divulgação como uma das razões do aumento no acionamento do Samu: “A população está aprendendo a ligar no 192, temos trabalhado constantemente nessa educação e repasse de informações”. O perigo dos trotes Apesar da alta nos atendimentos, a diretora chama a atenção para outro ponto importante: o desserviço dos trotes. Ainda que dados apontem para uma diminuição significativa do mau hábito nos últimos anos, alguns meses  principalmente em períodos de férias ou feriados - ainda representam um número alto. Nos três primeiros meses de 2026, por exemplo, foram registradas 1.697 chamadas falsas no DF. "A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação" Lorhana Morais, diretora do Samu-DF O cenário reforça a necessidade de uso consciente do Samu, visto que as ligações indevidas comprometem o funcionamento do serviço, podem atrasar o socorro a quem realmente precisa e provocam o deslocamento desnecessário de equipes.  A diretora Lorhana reforça que as chamadas falsas impactam diretamente o tempo de resposta em ocorrências reais: “Há uma importância de os pais estarem em vigilância das crianças e também inibirmos esse comportamento em jovens e adultos. A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação”, explica. No centro de atendimento, a chamada é atendida por um médico, que de imediato passa as orientações de primeiros socorros ao solicitante do serviço, enquanto uma equipe está em deslocamento — sendo possível até uma chamada de vídeo em casos de extrema necessidade. “Com as orientações corretas em tempo hábil, uma criança pode ser desengasgada, por exemplo. A cada minuto sem assistência, em uma parada cardiorrespiratória, se diminui em 10% a sobrevida do paciente, além de aumentar as chances de sequelas. Esse atendimento faz toda diferença nos primeiros minutos”, acrescenta Morais. Além de prejudicar o fluxo de atendimento, os trotes também configuram crime. A prática pode ser enquadrada no artigo 266 do Código Penal Brasileiro, que trata da interrupção ou perturbação de serviço de utilidade pública, com pena de detenção de um a três anos e multa. Em alguns casos, também pode ser aplicada penalidade com base no artigo 340, que prevê punição para quem provoca a ação de autoridade ao comunicar uma ocorrência falsa de crime.  

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Programa Programadores de Futuro leva tecnologia a meninas acolhidas em internato de Santa Maria

Para ajudar a reduzir a desigualdade de gênero na área de tecnologia, o Governo do Distrito Federal (GDF) levou o programa Programadores de Futuro a 148 alunas do internato de ensino médio da Escola Vila das Crianças, em Santa Maria. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com o Instituto Formando Campeões para a Vida, oferece formação gratuita e abre portas para que jovens em situação de vulnerabilidade tenham mais acesso ao universo digital, ampliem as perspectivas profissionais e enxerguem novos caminhos no setor. “Quando pensamos no Programadores de Futuro, em parceria com o instituto executor, buscamos um formato dinâmico, capaz de alcançar diferentes cidades e instituições como esta”, explica o secretário Rafael Vitorino. “Esse projeto traduz bem o que a Secretaria de Ciência e Tecnologia vem fazendo e o que o GDF quer para a população: promover inclusão e ampliar oportunidades. A ideia é, de fato, aproximar as pessoas da tecnologia e da ciência, permitindo que conheçam esse universo e enxerguem novas possibilidades.” O programa oferece capacitação gratuita em programação e abre portas para jovens em situação de vulnerabilidade social | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a freira Melinda Lisondra, uma das responsáveis pelo internato, as estudantes, que permanecem em tempo integral na escola, vêm de diferentes estados do país e carregam sonhos para o futuro. “São meninas que têm muitos sonhos para a própria vida, que querem construir um futuro melhor, ajudar suas famílias e conquistar seu espaço. São jovens com muita determinação”, destaca. Ela explica que as alunas estudam cerca de oito horas por dia e que a chegada do projeto representa uma oportunidade importante de ampliação de horizontes. “Nós já oferecemos cursos de informática, mas o Programadores de Futuro vem para abrir ainda mais possibilidades, especialmente no mercado de trabalho. No mundo de hoje, a tecnologia é essencial, e nossas alunas reconhecem isso. Um dos nossos objetivos é prepará-las para o mercado de trabalho e ajudá-las a transformar suas realidades e as de suas famílias. Esse curso, sem dúvida, é uma grande oportunidade. Somos muito gratas por isso”. “São meninas que têm muitos sonhos para a própria vida, que querem construir um futuro melhor, ajudar suas famílias e conquistar seu espaço. São jovens com muita determinação", conta a irmã Melinda Lisondra Formação gratuita O projeto de formação gratuita em programação é voltado a adolescentes e jovens de 13 a 21 anos, com prioridade para estudantes da rede pública e moradores de regiões de maior vulnerabilidade social do Distrito Federal. A iniciativa já passou por diversas regiões do DF, como Itapoã, Paranoá, Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Gama, Recanto das Emas e Asa Sul. A coordenadora-administrativa do projeto, Cynthia Chiarelli, explica que o Programadores de Futuro está na segunda edição, com avanços importantes em relação à primeira. “Na primeira edição, o projeto foi desenvolvido em escolas públicas. Nesta, pensamos em ampliar o acesso, o que nos trouxe até a Escola Vila das Crianças. A proposta é oferecer um conteúdo que já possibilita às alunas uma porta de entrada para o mercado de trabalho”, afirma. Segundo ela, a metodologia é um dos diferenciais. “O curso foi estruturado unindo teoria e prática, o que contribui para os resultados positivos que temos observado. Ao final, realizamos um hackathon, em que são selecionados os melhores projetos. Essa dinâmica também prepara as alunas para o mercado, que exige boas entregas e desempenho”, detalha. Cynthia ressalta ainda que o projeto está em constante evolução: “Um projeto social é um organismo vivo. Tivemos melhorias significativas nesta edição, inclusive, levando os professores até onde as alunas estão. Evoluímos na metodologia, no conteúdo, nas técnicas e nas abordagens. Assim como a tecnologia, o projeto também está sempre se atualizando”. “Quando pensamos no Programadores do Futuro, em parceria com o instituto executor, buscamos um formato dinâmico, capaz de alcançar diferentes cidades e instituições, como esta”, explica Rafael Vitorino, secretário de Ciência e Tecnologia do DF O programa conta com investimento público de R$ 1.489.999,26, originário de emenda parlamentar. A iniciativa também tem o apoio de instituições educacionais e comunitárias, que cedem infraestrutura e colaboram na mobilização dos participantes. A seleção dos participantes é feita por meio de inscrição online, amplamente divulgada em canais digitais e junto às escolas públicas das regiões atendidas. A organização das turmas considera a demanda registrada, a disponibilidade de vagas em cada polo e prioriza estudantes do ensino fundamental II e médio e jovens de territórios socialmente mais vulneráveis. As atividades são desenvolvidas presencialmente em laboratórios de informática de escolas públicas e de instituições parceiras, em um modelo territorial descentralizado. As aulas ocorrem de duas a cinco vezes por semana, conforme a organização de cada unidade, com encontros de aproximadamente três a quatro horas, nos turnos matutino ou vespertino. Além das aulas práticas de programação, o projeto prevê acompanhamento pedagógico contínuo, produção de materiais de apoio, avaliação da aprendizagem e preparação para etapas futuras, como hackathons e encaminhamento para oportunidades de estágio e inserção no mercado de tecnologia. A execução segue regular, com expansão gradual das turmas e fortalecimento do alcance junto ao público-alvo.  

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Ceilândia recolhe 64 toneladas de entulho e aplica 25 toneladas de asfalto em ações de manutenção

A Administração Regional de Ceilândia intensificou, ao longo da semana, uma série de serviços de manutenção urbana e infraestrutura em diferentes pontos da cidade. Entre as principais ações estão a recuperação asfáltica, limpeza pública, manutenção de redes de drenagem e obras de urbanização. Os trabalhos foram realizados de forma integrada pela Administração Regional de Ceilândia, Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Diretoria de Obras (Dirob) e pelo programa GDF Presente, por meio do Polo Oeste. Um dos destaques do período foi a recuperação do pavimento em várias vias da região administrativa. Na área da EQNN 23/25, em Ceilândia Norte, foram aplicadas cerca de 6,5 toneladas de massa asfáltica nas quadras EQNO 5/7 e QNO 6, no Setor O. Outras 7,4 toneladas foram utilizadas em trechos como a ligação entre a N3 e a P1 Norte e na QNO 2 do Setor O. Outra frente de trabalho atuou nas quadras EQNO 9/11, EQNO 13/15, EQNM 3/5 e EQNN 8/10, com a aplicação aproximada de 7,5 toneladas de massa asfáltica. Já no Setor de Indústrias de Ceilândia, foram utilizadas mais 3,8 toneladas para manutenção de vias. Ao todo, as equipes aplicaram aproximadamente 25 toneladas de massa asfáltica durante a semana. A Novacap também realizou intervenções em pontos considerados estratégicos para a mobilidade, como a via de acesso aos conjuntos da QNO 11, conjunto P, no Setor O, além de serviços nas quadras EQNM 18/20 e 26, em Ceilândia Norte. Entre os serviços executados estão a implantação de meio-fio, instalação de bloquetes sextavados e construção de calçadas na EQNO 3/5, no Setor O | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia “As ações fazem parte de um esforço permanente para manter a cidade organizada e atender às demandas da população. Estamos intensificando os serviços em várias frentes, desde a recuperação do asfalto até a limpeza urbana, para melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos moradores”, afirmou o administrador regional interino de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza. Também foram realizados serviços de manutenção na rede de drenagem, com reparos em bocas de lobo e reposição de tampas e grelhas em diferentes quadras. No Quadradão da QNP 12, no P Norte, houve intervenção para reduzir o assoreamento da área. As frentes de infraestrutura também avançaram com obras de urbanização. Entre os serviços executados estão a implantação de meios-fios, instalação de bloquetes sextavados e construção de calçadas na EQNO 3/5, no Setor O. Também foram executados passeios na QNM 13 e na Via M-2 Sul, além da construção de novas calçadas em frente à sede da administração regional. A programação da semana incluiu ainda poda de árvores em vias como a N-2 Norte e a P-3 Sul, além de pintura de vagas de estacionamento na EQNN 8/10, em Ceilândia Sul, com o objetivo de organizar o trânsito. A força-tarefa também retirou cerca de 64 toneladas de entulho e resíduos descartados irregularmente. As equipes atuaram em locais como EQNO 1/3, Via O-3, lateral da QNM 10 e QNP 19. Também foram realizadas ações de coleta manual e mecanizada no Setor O e o recolhimento de materiais inservíveis em diferentes pontos da cidade, incluindo a região da UPA de Ceilândia e vias como M1, M2, M3 e MN2. “A nossa missão em Ceilândia é garantir que a cidade esteja bem cuidada e segura para o morador. Retirar 64 toneladas de entulho e aplicar 25 toneladas de massa asfáltica em um curto espaço de tempo demonstra a força operacional da Novacap. Estamos nas ruas, sempre em parceria com a administração regional da cidade, para transformar a realidade dos bairros e oferecer a infraestrutura que a população merece", ressalta Fernando Leite, presidente da Novacap. Na área rural, equipes realizaram a recuperação de trechos de estrada no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, contemplando segmentos de aproximadamente 200 metros e 1,2 quilômetro, para melhorar o deslocamento de moradores e produtores da região.   *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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