Resultados da pesquisa

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Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora

No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar.  Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Programa Desperdício Zero da Ceasa-DF destina 96,2 mil kg de alimentos a 57 entidades nos primeiros três meses de 2026

Nos três primeiros meses deste ano, o programa Desperdício Zero, das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), destinou 96.248 kg de alimentos a 57 entidades por meio do banco de alimentos. Em 2025, a iniciativa havia arrecadado 480.347,35 kg com atendimento a 187 instituições. Somente no ano passado, o programa beneficiou aproximadamente 60 mil pessoas. O Desperdício Zero é um dos três eixos do Programa de Coleta e Doação de Alimentos da Ceasa-DF. Os produtos recebidos são alimentos fora do padrão de venda, geralmente por estarem muito maduros ou com pequenas avarias, mas ainda próprios para consumo humano. Depois da coleta, o banco de alimentos faz a triagem, a pesagem e a logística de distribuição. Os alimentos coletados no programa são vendidos ou distribuídos a famílias em situação de vulnerabilidade | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Além do recolhimento dentro do complexo da Ceasa-DF, o programa recebe doações diretamente nas propriedades rurais. Segundo o coordenador do Banco de Alimentos, Cleison Wellington Gonçalves de Oliveira, parte importante desse fluxo vem dos dias de comercialização da agricultura familiar, quando produtores levam mercadorias à pedra — área da Ceasa-DF designada à venda direta da produção rural — e destinam ao banco aquilo que não foi vendido até o fim do dia.   “O produtor vem para a Ceasa com a mercadoria, vende durante o dia e, no fim, aquilo que não saiu e que muitas vezes iria para o lixo é doado para o banco de alimentos. A gente recolhe, seleciona os alimentos próprios para consumo e distribui para as entidades cadastradas”, afirma. Segundo Cleison, o programa atua ao mesmo tempo no aproveitamento de alimentos que perderam espaço no mercado e no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. “O programa tem duas vertentes principais. Uma delas é fomentar a agricultura familiar dentro do Distrito Federal. A outra é levar uma alimentação nutritiva para as famílias. Quando a gente visita as instituições, vê a necessidade que esses alimentos atendem. Em muitos casos, é esse o alimento que chega à mesa dessas famílias”, diz. 200 Número de entidades cadastradas no banco de alimentos da Ceasa Hoje, de acordo com o coordenador, o banco de alimentos tem cerca de 200 entidades cadastradas e atende, em média, 120 dentro desse eixo. Na ponta, os efeitos aparecem na rotina das instituições que recebem as doações. Vice-presidente da Associação Gênesis e Qualificação, Alex da Silva afirma que a entidade busca alimentos para famílias atendidas em Santa Maria, Ceilândia e Sol Nascente. Como o volume varia de uma entrega para outra, a distribuição é feita em rodízio. “A gente trabalha com pessoas que realmente necessitam. Muitas vezes não tem uma proteína, mas tem uma verdura que complementa a alimentação. Então, uma semana a gente leva para uma quantidade de famílias, na outra para outra, e vai fazendo esse rodízio para alcançar mais gente”, relata. Segundo Alex, o retorno aparece no contato com as famílias e, sobretudo, com as crianças. “A felicidade é muito grande. Você imagina a pessoa que não tem nada e passa a ter alguma coisa para colocar no prato do filho. Às vezes é uma batata, uma verdura, algo simples, mas que já entra na refeição. E a gente ouve isso depois, vê o efeito que tem nas casas e vê a satisfação das mães e das crianças”, afirma. Cleison Wellington: “A gente recolhe, seleciona os alimentos próprios para consumo e distribui para as entidades cadastradas” Ele conta que a atuação social acompanha sua história desde a infância. “Desde que eu me entendo por gente, a garagem da minha casa estava cheia de verdura, porque minha mãe já fazia esse trabalho. Continuar nisso tem muito propósito para mim. Vale a pena ver o sorriso das pessoas, ver as crianças indo com as mães buscar os alimentos e saindo com a sacola na mão”, acrescenta. No Sol Nascente, Rogéria Cristina da Silva relata que as doações passaram a reforçar a rotina da instituição onde atua, no Trecho 3. Segundo ela, 85 crianças de 1 a 14 anos recebem três refeições por dia no local. “Esses alimentos ajudam a complementar a alimentação das crianças. Lá a gente oferece lanche, almoço e lanche da tarde. As verduras e frutas entram no dia a dia da creche. A gente faz polpa, prepara a alimentação e serve isso todos os dias. Como verdura e fruta pesam bastante no custo, quando essas doações chegam, elas fazem diferença para a nossa rotina”, diz. Rogéria Cristina da Silva utiliza alimentos do banco da Ceasa para alimentar crianças atendidas em um projeto social no Sol Nascente Rogéria afirma que a variedade dos produtos recebidos também interfere no cardápio servido. “A gente atende crianças de 1 a 14 anos, então precisa oferecer uma refeição balanceada. Vem folhagem, vem fruta, vem alimento que traz energia. A gente consegue fazer salada de frutas, fazer suco, variar a forma de servir e colocar coisas diferentes no prato ao longo da semana”, relata. Segundo ela, a entrada no programa mudou a capacidade de atendimento da instituição. “Antes, era muito complicado, porque a gente tinha que correr atrás de alguma maneira para oferecer pelo menos uma fruta ou uma verdura para as crianças. Depois que conseguimos regularizar a documentação e entrar no programa, isso passou a chegar com mais facilidade. Hoje, além de abastecer a creche, em alguns momentos a gente ainda consegue repassar alimentos para as famílias das crianças atendidas”, afirma. Entre os produtores que colaboram com o banco, a lógica é evitar o descarte do excedente e ampliar o alcance da produção. Produtor rural em Alexânia, no Entorno, Valmir Rodrigues da Cruz diz que mantém a parceria com o banco de alimentos com doações recorrentes de batata-doce e mandioca. “Eu faço as duas coisas: dou e vendo também. Sempre estou doando batata-doce e mandioca. Às vezes, se o banco paga 30 caixas, eu mando 35. O banco paga 30, e eu dou cinco. Doar sempre é bom, e para a pessoa que está precisando é melhor ainda”, conta. Valmir Rodrigues da Cruz ressalta que o programa faz uma ponte entre os produtores rurais e quem precisa de alimento Para ele, o programa cria uma ponte entre o que sobra da produção e quem precisa de alimento. “Tem muita coisa que não vai ter saída comercial, mas está boa para consumo. Então, em vez de perder isso, a gente manda para o banco. Saber que vai chegar à mesa de quem precisa é importante”, resume. Os números consolidados mostram a escala dessa circulação. Em 2025, foram mais de 480 mil quilos arrecadados dentro da Ceasa-DF. Nos três primeiros meses de 2026, o volume já passou de 96 mil quilos. Entre bancas, galpões, propriedades rurais e instituições cadastradas, o programa organiza o caminho desse excedente até famílias atendidas por entidades do Distrito Federal.  

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Música, teatro, cinema e atrações alternativas agitam o fim de semana no DF

O fim de semana será de muita música no Distrito Federal. E o melhor: de graça. Matheus & Kauan, Xand Avião, Lauana Prado, Mari Fernandez, Henry Freitas, Zezo e Eduardo Costa estão entre as atrações de eventos promovidos ou apoiados pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O cardápio de opções para os próximos dias tem ainda teatro, cinema, tecnologia e oficinas para todos os públicos. Eduardo Costa se apresenta em Brazlândia, durante a Feira da Goiaba de Brasília | Fotos: Divulgação Em Brazlândia, a 11ª edição da Feira da Goiaba de Brasília chega ao segundo fim de semana. No local, é possível visitar estandes de produtores da fruta e, à noite, curtir os shows de Henry Freitas, nesta sexta (10); Zezo, no sábado (11); e Eduardo Costa, no domingo (12). Já Planaltina recebe, pela primeira vez, o festival ExpoMix Brasil. A programação musical conta com atrações locais e nacionais. Entre os destaques, Xand Avião na sexta, Lauana Prado no sábado e Matheus & Kauan e Mari Fernandez no domingo. Ainda sobre música, notas e letras se unem no lançamento do livro Rima em todo canto, que ocorre durante edição especial da Batalha do Neurônio, domingo, na Praça do Cidadão, em Ceilândia. Além da obra, produzida por participantes do projeto A Arte de Rimar, o público poderá assistir ao show do grupo Viela 17. Teatro e cinema  O Cine Brasília tem em cartaz o filme Velhos bandidos  Para os fãs de teatro, o fim de semana reserva muitas opções. A primeira é a Mostra de Espetáculos no Espaço Cultural Cidade dos Bonecos, na Ponte Alta Norte do Gama. No domingo, a montagem da vez é A História de Mané Bocó, a partir das 17h. Outra alternativa é o monólogo Tolice do mundo, inspirado no universo de Guimarães Rosa. O espetáculo está em cartaz no Teatro Mapati, na 707 Norte, de quinta a domingo, nesta e na próxima semana, sempre às 20h. Quem quer curtir um cinema pode aproveitar a programação do Cine Brasília. O destaque da semana é Velhos bandidos, filme com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. Oficinas, tecnologia e mais Brasília Virtual leva ciência, tecnologia e inovação ao Pátio Brasil Shopping  De sexta a domingo, o Espaço Cultural Renato Russo recebe a Mostra Cultural Mães pela Diversidade, que conta com palestras nas áreas de direitos humanos e psicologia, oficinas, shows, performances cênicas e feira de empreendedorismo. O evento é promovido pela ONG Mães Pela Diversidade, formada por mães e pais de pessoas LGBTQIA+. No Pátio Brasil Shopping, a partir desta sexta, a tecnologia é atração no Brasília Virtual, evento voltado à ciência, inovação e formação de novos talentos no universo digital. Haverá simuladores imersivos, campeonatos gamers com premiação, palestras e oficinas. Em tempo: aos domingos e feriados, o Jardim Botânico e o Zoológico de Brasília têm entrada gratuita, por meio do programa Lazer Para Todos. Nos mesmos dias, também é possível chegar a todas as atrações com ônibus e metrô gratuitos, pelo programa Vai de Graça.    

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Acompanhamento online facilita processo de adoção de animais de grande porte apreendidos no DF

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) passou a disponibilizar, de forma online, a posição na fila de interessados em adotar animais de grande porte apreendidos em vias públicas no DF. Com a novidade, quem já entrou com o pedido pode acompanhar o andamento da solicitação e sua colocação na lista de espera. "O intuito é fortalecer a iniciativa, trazendo mais transparência ao processo de adoção e permitindo que os candidatos tenham maior previsibilidade sobre a liberação dos animais. Isso também contribui para um fluxo mais organizado e eficiente, ampliando a adesão à adoção e possibilitando que mais pessoas recebam esses animais em suas propriedades rurais, garantindo uma boa qualidade de vida àqueles que tanto sofrem, principalmente com o abandono”, destacou o titular da pasta, Rafael Bueno. A nova ferramenta já está em funcionamento e pode ser acessada de forma simples pelo site da Seagri-DF. Basta entrar na página da doação, informar o CPF e acompanhar, em tempo real, o andamento da solicitação e a posição na fila de adoção. Em breve, também será disponibilizado um catálogo online para os interessados, com acesso aos animais disponíveis para adoção. A plataforma contará com um banco de fotos e informações detalhadas sobre cada animal, facilitando a escolha e tornando o processo ainda mais transparente. Em 2025, cerca de 180 animais foram adotados por meio do projeto Adote um Animal, após serem resgatados das ruas e receberem cuidados das equipes da Seagri-DF | Foto: Divulgação/Seagri-DF Em 2025, cerca de 180 animais foram adotados por meio do projeto Adote um Animal, após serem resgatados das ruas e receberem cuidados das equipes da Seagri-DF. Em 2026, até março, já foram adotados 78 animais. A maior parte dos resgates envolve equinos abandonados, que passam por avaliação e tratamento antes de serem destinados a novos lares. Como adotar Para adotar um dos animais disponíveis, o interessado deve comparecer à sede da Seagri-DF, no Setor Terminal Norte (STN), na Asa Norte, e apresentar documentos como comprovante de residência, RG e CPF. Também é necessário preencher formulários com informações detalhadas sobre a propriedade e a finalidade da adoção. A relação completa de documentos está disponível no site da Seagri-DF. Todos os dados são analisados por técnicos da secretaria, e, após a aprovação, a adoção é autorizada. O processo inclui ainda o acompanhamento pós-adoção, com até três visitas de veterinários da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), garantindo que o animal esteja recebendo os cuidados adequados. A ação reforça o compromisso do governo com o bem-estar animal e com a segurança nas vias públicas, ao reduzir a presença de animais soltos e o risco de acidentes.   *Com informações da Seagri-DF

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Mais de 13,6 mil moradias entregues pelo GDF beneficiam 40 mil pessoas no DF

Com as chaves na mão e um sorriso de quem realizou um sonho, João Mário de Oliveira e Silva, de 49 anos, se prepara para mudar para o condomínio 30, no Itapoã Parque, com a esposa e a filha de 14 anos. “A oportunidade que o governo ofereceu, construindo empreendimentos com preços mais acessíveis, abre portas para muitas pessoas. Para mim, é a chance de finalmente fixar moradia em Brasília”, conta o servidor público. Natural de Pernambuco, João veio para a capital em 2012 e, até então, morava de aluguel no Guará II. “A vida de aluguel é um dinheiro sem retorno. Você paga caro por uma coisa que não é sua. Era um anseio muito grande vir morar em um lugar seguro, amplo e com espaço de lazer”, descreve. O condomínio para onde ele vai se mudar dispõe de 96 apartamentos, e cada unidade abriga, em média, de três a quatro pessoas. Os últimos ajustes dependem da ligação do gás e da energia elétrica, mas a mudança está prevista para a próxima semana. Agora, ele e a família planejam cada detalhe do novo lar. “A gente está fazendo orçamentos de como vai ser a sala com o sofá novo. Queremos uma cozinha planejada com armários e com todos os espaços que a gente puder ocupar dentro do apartamento”, explica. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Codhab, já impactou as vidas de mais de 40 mil pessoas | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A conquista de João é um exemplo de como o programa habitacional do DF transforma sonhos em realidade. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), já impactou mais de 40 mil pessoas. Foram entregues mais de 13,8 mil moradias, e a previsão é de que outras 20 mil unidades sejam inauguradas ainda neste ano. “É importante destacar que, quando falamos em 13.857 unidades habitacionais entregues, estamos falando de cerca de 40 mil pessoas beneficiadas. Eu sempre digo que a Codhab não entrega apenas números, telhas, tijolos ou cimento. A gente entrega sonhos. São pessoas que tinham o sonho da casa própria e, em uma entrega desse tamanho, conseguimos realizar o sonho de mais de 40 mil cidadãos”, destaca o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes. Os planos para o futuro são ainda maiores. Segundo o chefe da pasta, há mais unidades para serem inauguradas em diferentes regiões do DF: “Hoje, temos mais de 63 mil unidades em fase de produção e, considerando também os próximos editais que ainda serão lançados, a projeção é que, nos próximos cinco anos, esse governo entregue cerca de 100 mil novas unidades habitacionais para o Distrito Federal”. Além do Itapoã Parque, a Codhab busca ofertar moradias em todo o DF, como no Riacho Fundo II | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A Codhab busca ofertar moradias em todo o DF, especialmente próximas às regiões com maior demanda social. “Temos grandes projetos no Recanto das Emas, que atendem a moradores do próprio Recanto, do Riacho Fundo II e de Ceilândia, mas, de todos, posso destacar o Itapoã, onde está o Itapoã Parque, considerado hoje o maior empreendimento habitacional de interesse social do Brasil”, explica. “É importante destacar que, quando falamos em 13.857 unidades habitacionais entregues, estamos falando de cerca de 40 mil pessoas beneficiadas. Eu sempre digo que a Codhab não entrega apenas números, telhas, tijolos ou cimento. A gente entrega sonhos" Marcelo Fagundes, presidente da Codhab A atuação não se restringe a essas regiões. Há também empreendimentos no Riacho Fundo II, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho, Sol Nascente e Gama, onde novos editais devem ser lançados em breve. Também há uma grande área em desenvolvimento em Brazlândia e projetos em Ceilândia, como na QNR 6, o que mostra que praticamente todas as regiões administrativas estão sendo contempladas. A prioridade, segundo o presidente da Codhab, é implantar esses empreendimentos próximos a equipamentos públicos, corredores de transporte, comércio e serviços, para garantir mais qualidade de vida às famílias. Além disso, Marcelo Fagundes destaca que cada novo projeto habitacional também movimenta a economia local, com a geração de cerca de dois a três mil empregos diretos e indiretos, que beneficiam não apenas os moradores contemplados, mas toda a região. Atualmente, a lista de demanda da Codhab é contínua e se renova constantemente. “A cidade continua crescendo”, explica Marcelo Fagundes. “A todo momento, um jovem completa 18 anos, novos núcleos familiares se formam, pessoas chegam ao DF; ou seja, essa demanda está sempre se renovando. Ainda assim, será um marco histórico: um volume de entregas que nunca foi alcançado no Distrito Federal”, conclui.

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Educação e PMDF realizam IV Seminário de Segurança Pública Escolar

Um ambiente escolar mais seguro será o foco do IV Seminário de Segurança Pública Escolar, programado para a próxima terça-feira (14), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A iniciativa, fruto de parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), é da Polícia Militar (PMDF), por meio do Batalhão de Policiamento Escolar (Bpesc). O público-alvo são professores, orientadores e gestores da educação. As inscrições são gratuitas mediante preenchimento deste formulário. Com o tema “Proteger, prevenir e educar”, o seminário reunirá profissionais da educação, segurança pública e justiça para discutir estratégias de prevenção à violência nas escolas e fortalecimento da cultura de paz no ambiente escolar. A programação terá início às 8h30, e, logo pela manhã, haverá a palestra “Segurança pública preventiva no ambiente escolar: a escola como território de promoção da cultura de paz”, ministrada pela chefe da Assessoria Especial de Paz nas Escolas, professora Ana Beatriz Goldstein. “Esse seminário mostra que o trabalho de prevenção ao bullying e à violência nas escolas acontece o ano todo. A Assessoria de Cultura de Paz da Secretaria de Educação desenvolve ações contínuas, em parceria com outros órgãos, para promover a cultura de paz e tornar o ambiente escolar cada vez mais seguro”, destacou Ana Beatriz Goldstein. Com o tema “Proteger, prevenir e educar”, o seminário reunirá profissionais da educação, segurança pública e justiça para discutir estratégias de prevenção à violência nas escolas | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Ainda pela manhã, o major Leandro Lima da Silva, subcomandante do Colégio Militar Tiradentes (CMT), apresentará a estrutura, as estratégias operacionais e os resultados do Batalhão de Policiamento Escolar na promoção da segurança nas unidades de ensino. Ambiente digital e seus riscos No período da tarde, os debates abordarão os desafios contemporâneos enfrentados pela comunidade escolar. O delegado da Polícia Civil do DF, Fabrício Augusto M. Borges, falará sobre os riscos do ambiente digital e as implicações do anonimato. Encerrando a programação, as especialistas Lívia Borges Lopes e Rachel Heringer Salles conduzirão a palestra sobre bullying e cyberbullying. A atividade integra as ações do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril e instituído pela Lei nº 13.277/2016. A iniciativa também faz parte das ações articuladas pela Assessoria de Cultura de Paz da SEEDF, que desenvolve atividades voltadas à prevenção da violência e à promoção de um ambiente escolar mais seguro, respeitoso e acolhedor ao longo do ano. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Desafio Liga Jovem mobiliza estudantes do DF a criarem com inovação

A Secretaria de Educação (SEEDF) lançou, nesta quarta-feira (8), a 4ª edição do Desafio Liga Jovem, uma das principais competições estudantis de empreendedorismo do país. O lançamento reuniu gestores, coordenadores regionais de ensino e representantes da pasta no auditório do Sebrae-DF, no SIA. Voltado a estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental, do ensino médio e da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o desafio propõe que jovens criem soluções tecnológicas para problemas reais do cotidiano escolar ou da comunidade. Aplicativos, jogos, produtos ou serviços estão entre as possibilidades. "É uma alegria imensa fazer o lançamento da quarta edição do Desafio Liga Jovem. O programa busca desenvolver competências nos jovens, enxergar as suas realidades e criar ideias que façam um mundo melhor", destacou a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. As equipes, formadas por dois a cinco estudantes e um professor orientador, terão como missão desenvolver e apresentar um protótipo funcional. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Ideias do Futuro e o Sebrae-DF, que oferecerá oficinas, palestras e mentorias presenciais e online ao longo da competição. O desafio Liga Jovem, uma das maiores competições educacionais de empreendedorismo do país | Foto: Mary Leal/SEEDF Além da inovação, os projetos deverão dialogar com o currículo escolar e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O histórico do programa mostra o alcance da iniciativa. Na última edição, foram cerca de 55 mil inscritos em todo o Brasil. No Distrito Federal, participaram 17 escolas públicas, com 63 equipes, sendo 12 do ensino fundamental e 51 do ensino médio. Para 2026, a expectativa é ampliar a adesão e alcançar ainda mais unidades da rede. Fernando Leite, gestor do Sebrae para o ensino médio, EPT e EJA, destacou o impacto do projeto na trajetória dos estudantes. "Na segunda edição, levamos uma equipe que nunca tinha viajado de avião para São Paulo, onde os alunos conheceram startups e uma feira de inovação. A ideia deles era reaproveitar cadernos usados para fabricar novos. Isso os levou a um universo que eles nem imaginavam que existia", contou. A premiação também chama a atenção. A equipe vencedora ganhará uma viagem internacional, prevista para o primeiro semestre de 2027. O segundo lugar será contemplado com um notebook, e o terceiro, com um celular. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Novacap reforça atuação no Itapoã com serviços de zeladoria no lançamento do GDF na Sua Porta

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