GDF intensifica manutenção de vias não pavimentadas no Riacho Fundo II
A Administração Regional do Riacho Fundo II executou, entre os dias 30 de março e 1º de abril, serviços de manutenção na Estrada Sucupira, importante via de ligação entre o Riacho Fundo I e o Riacho Fundo II. Os serviços incluíram terraplanagem, aplicação de Resíduo da Construção Civil (RCC) — material britado que contribui para a compactação do solo — além do uso de motoniveladora e outros equipamentos. Ao todo, cerca de 2 quilômetros da via foram recuperados, com a utilização de aproximadamente 120 toneladas de material. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias”, ressalta o administrador Osni Bueno. De acordo com o coordenador do Polo Sudeste do GDF Presente, Adail Marques, as intervenções de manutenção ocorrem de forma contínua ao longo do ano, com ações mensais que são intensificadas no período chuvoso, quando os serviços chegam a ser realizados mais de uma vez por mês para evitar atoleiros e danos à via. Além da recuperação da pista, foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas | Foto: Divulgação/GDF Presente “A gente atua na estrada Sucupira, na via Ipê, perto da Escola Classe Ipê, e na via do Conglomerados Agrourbanos de Brasília (Caub). Quando o solo estabiliza, em cerca de 15 dias, a gente retorna. Isso evita atoleiro, dá compactação, o solo fica mais firme”, explica. Além da recuperação da pista, Marques afirma que foram executadas ações de drenagem para conter os danos causados pelas chuvas. “A gente faz curvas de nível nas laterais, para a água escorrer sem prejudicar o meio da pista, e pequenos bolsões para reduzir a força da água e evitar erosões”, detalha. Segurança e mobilidade A intervenção atende a uma demanda direta da população local, formada em grande parte por moradores de chácaras e áreas rurais. “A intervenção foi planejada com foco na melhoria das condições de mobilidade e na durabilidade da via, especialmente considerando o fluxo e as características da região”, diz o diretor de Obras do Riacho Fundo II, Itane Sampaio. “Essa é mais uma ação importante em parceria com o Polo GDF Presente. A recuperação da Estrada Sucupira traz mais segurança e melhores condições para quem passa por aqui todos os dias” Osni Bueno, administrador regional do Riacho Fundo II Com a recuperação, a via passa a oferecer melhores condições de tráfego. “O solo fica mais regular, sem aquelas ondulações. O carro passa com mais tranquilidade, sem danificar a suspensão ou o amortecedor. Isso melhora o fluxo e reduz o tempo de deslocamento”, completa Marques. Manutenção de estradas rurais Entre 2019 e 2026, o Governo do Distrito Federal (GDF) recuperou cerca de 9,5 mil quilômetros de estradas rurais, com investimento superior a R$ 7,4 milhões. Apenas em 2025, foram 1.700 quilômetros de vias atendidas. Os dados mostram crescimento ao longo dos anos: foram 1.144 km recuperados em 2019, 1.320 km em 2020, 1.245 km em 2021 e 1.054 km em 2022. Em 2023, o total chegou a 1.278 km, enquanto 2024 registrou o maior volume, com 1.802 km de estradas recuperadas. Em 2025, além dos 1.700 km, parte das ações incluiu trechos atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Além da manutenção das vias, o GDF também executou obras de drenagem e estruturação, com a construção de 2.350 dispositivos para escoamento de água, implantação de 990 bolsões de drenagem e recuperação de outros 115.
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Secretaria tem novo comando com educação em tempo integral como uma das prioridades
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) tem uma nova secretária. Nomeada nesta quinta-feira (2), Iêdes Soares Braga assume o lugar da professora Hélvia Paranaguá, que ficou na gestão da pasta nos últimos cinco anos. Graduada em letras, com especializações em educação especial e língua portuguesa e mestrado em psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Iêdes, assim como Hélvia, é professora da rede pública. Na última quarta-feira (1º), uma cerimônia marcou a transmissão de cargo entre as gestoras. "Não encerramos apenas uma gestão. Encerramos um ciclo de transformação profunda, estruturada e comprometida com resultados", declarou Hélvia durante o evento. Ela relembrou que assumiu a educação pública do DF em plena pandemia e que, ainda assim, a rede avançou em frentes estruturais. "Precisávamos enfrentar com coragem as desigualdades históricas, recompor aprendizagens e reposicionar a escola pública como espaço de oportunidade real. E fizemos isso com ação concreta", afirmou. Entre os marcos da gestão que se encerra estão a consolidação de programas de alfabetização na idade certa, como o Alfaletrando e o SuperAção, a expansão do ensino técnico para mais de 16 mil estudantes, a entrega de 17 novas escolas, a construção de 1.257 salas de aula e a conquista do índice de 100% de unidades escolares conectadas à internet — feito inédito entre os estados brasileiros, segundo dados do Inep. Hélvia Paranaguá passa o cargo de secretária de Educação para Iêdes Braga | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Além disso, outro marco importante foi a criação do programa de intercâmbio estudantil, que, em 2025, enviou 102 alunos ao Reino Unido. Este ano, o programa quadruplicou as oportunidades e levará 400 jovens para sete países, incluindo agora França, Canadá e Espanha. Hélvia também destacou avanços na alimentação escolar — o cardápio saltou de 28 para 83 itens —, na valorização dos profissionais da educação, com a nomeação de 15.360 servidores, e na ampliação das creches, com a construção de 27 novas unidades. "Nada disso foi improviso. Foi decisão política, foi planejamento, foi execução e, acima de tudo, compromisso com a educação pública", ressaltou. Continuidade e ampliação como marcas do novo começo Ao receber a missão de comandar a SEEDF, Iêdes Braga deixou claro que a gestão que se inicia não pretende romper com o que foi construído. "Recebo esse legado com respeito institucional e compromisso ético — não para substituí-lo, mas para honrá-lo, preservá-lo e levá-lo ainda mais longe", disse a nova secretária. Entre as prioridades anunciadas estão a ampliação da educação em tempo integral para crianças do 1° e 2° período da educação infantil e a expansão do atendimento em creches em regiões de maior vulnerabilidade do DF. "Estamos chegando nas comunidades que mais precisam", afirmou Iêdes, citando regiões periféricas que estão na fila para receber novas estruturas. A nova secretária também anunciou que vai encaminhar a solicitação de assento no Conselho de Educação no DF para representantes de instituições parceiras que ofertam atendimento educacional em creches. Ao longo de 30 anos de carreira dentro da educação pública do Distrito Federal, ocupou cargos que vão da vice-direção do Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga à Diretoria de Ensino Especial, passando pela Coordenação-Geral de Acessibilidade na Escola no Ministério da Educação e pela Assessoria Especial da Secretaria da Mulher do DF. Mais recentemente, atuava como subsecretária de Educação Básica da SEEDF. Sobre o tom da nova gestão, Iêdes afirmou: "Assumo com um compromisso objetivo: continuidade com responsabilidade, estabilidade com firmeza e avanço com confiança. Educação não admite descontinuidade. Exige coerência, consistência e visão de longo prazo". Ao lado dela na nova gestão permanecerá o secretário-executivo Isaias Aparecido, parceria que a própria Iêdes definiu como indispensável. "Você reúne algo raro: conhecimento técnico, leitura estratégica e experiência concreta de execução. Seguimos juntos", declarou. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Sobradinho: revolução na área de mobilidade com o viaduto e a duplicação da terceira faixa da BR-020
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Depois de 40 anos de espera, o Túnel Rei Pelé é realidade e muda a vida dos moradores de Taguatinga
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Governadora Celina Leão participa de celebração da Sexta-feira Santa com fiéis evangélicos
A governadora Celina Leão participou, nesta Sexta-feira Santa (3), do evento religioso Família ao Pé da Cruz, promovido pela Igreja Universal do Reino de Deus, na Arena BRB Mané Garrincha. A programação reuniu fiéis em um momento de oração e reflexão. O público foi estimado em mais de 70 mil pessoas. “No calendário cristão, hoje foi o dia que Deus entregou o seu filho para que todos nós tivéssemos vida. A Igreja Universal reúne aqui mais de 70 mil pessoas em um momento de fé, de celebração, para lembrar o calvário. Então, é uma Sexta-feira da Paixão muito especial e eu estou aqui com muito carinho, muito emocionada, porque não tem como você chegar aqui em um lugar desse e não sentir a presença, a paz. Eu tenho certeza que as pessoas saíram daqui renovadas”, destacou a chefe do Executivo. “O Distrito Federal é feito de pessoas que têm fé, que acreditam, e essa fé se transforma em esperança, em ação, em transformação de vidas.” Nesta Sexta-feira Santa, Celina Leão participou do evento religioso Família ao Pé da Cruz, na Arena BRB Mané Garrincha | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Pastor da Igreja Universal, o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, destacou o papel social da igreja e a importância do acolhimento espiritual. “A Igreja tem um papel social fundamental, com projetos que atendem desde crianças até idosos, especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade. Além do cuidado social, há também o cuidado espiritual. As famílias enfrentam desafios como brigas, depressão e vícios, e a igreja atua justamente nesse apoio à saúde mental e espiritual”, afirmou. Entre os presentes estava Gilson Bomfim Júnior, de 58 anos, que veio de Goiânia para participar do evento pela primeira vez. “É uma reunião inesquecível. O sentimento é muito bom e com certeza vou voltar sempre”, disse o comerciante. Já a obreira Rosimary Teixeira, de Samambaia Sul, participa do evento desde 2009. “É muito especial. É um momento que renova a gente. Com certeza vamos sair daqui renovados e abençoados. Fomos muito bem recebidos, está tudo maravilhoso”, contou.
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Dez horas dentro de uma creche do DF: a única UF que tem 100% das creches com tempo integral
À primeira vista, a entrada do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Flor de Magnólia, no Riacho Fundo II, pode parecer uma creche comum: colunas de ferro entrelaçadas por grades de alumínio. Mas para as 188 crianças e bebês matriculados no local, ela é muito mais do que isso: é por lá que os pequenos passam, de segunda a sexta-feira, às 7h30, para iniciar uma jornada diária de aprendizado e descobertas. Ao chegar às salas, tiram os sapatos e seguem com as tias, como as professoras são chamadas pelas crianças, para o refeitório. Entre risadas e brincadeiras animadas, é ali que é servido o café da manhã. O cardápio, elaborado por uma nutricionista da rede, é passado semanalmente às famílias. Entre os alimentos oferecidos nessa primeira refeição estão mingau, cuscuz, frutas e bolo. A rotina nas creches do DF combina alimentação balanceada, atividades pedagógicas e convivência com os colegas. Depois de fazerem a primeira refeição do dia, as crianças voltam às salas para dar início às atividades pedagógicas. Um dos momentos mais aguardados é a chamada “rodinha”. Sentados em círculo, os pequenos participam de cantigas, musicalização, conversas em grupo e contação de histórias. É ali que surgem as primeiras interações do dia e onde muitos começam a se soltar — e também onde se revela a forma como o aprendizado ocorre nas creches. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos. Isso não significa que temas como cores, números e letras fiquem de fora da rotina, mas eles aparecem de forma indireta, sempre adaptados à idade de cada turma e mediados por brincadeiras, objetos, tintas, papéis, músicas e histórias. Na prática, um mesmo tema pode mobilizar toda a creche, que atende crianças de 4 meses a 4 anos, mas com propostas diferentes para cada faixa etária. O objetivo, segundo a equipe pedagógica, é fortalecer o desenvolvimento sensorial, cognitivo, motor e social. A ideia é que as experiências ajudem a formar repertório, memórias e bases mais sólidas para a etapa seguinte da vida escolar, quando começa a alfabetização propriamente dita. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Na sequência, logo após a “rodinha”, as atividades seguem com pintura, colagem, modelagem com massinha e jogos educativos. Ao longo da manhã, os pequenos ainda têm um intervalo para explorar o parquinho e os espaços externos da creche. É justamente nesse convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos. A servidora pública Sthephanie Ribeiro matriculou a filha de 11 meses na unidade há poucas semanas e diz que a adaptação já trouxe resultados. “Foi uma decisão difícil no início, porque a gente gostaria de ficar sempre com os filhos. Mas eu percebo que ela já está mais sociável, começou a dar beijinhos e está quase andando. A convivência com outras crianças ajuda muito”, diz. Enquanto a manhã avança, “o dia letivo” segue movimentado. Depois das atividades e das brincadeiras no parquinho, chega a hora da segunda refeição: um lanche leve, geralmente uma fruta fresca. Em seguida, os pequenos voltam às atividades lúdicas, com brinquedos de montar, jogos coletivos e novas explorações pelo pátio da unidade. Segundo os pais, essas experiências ajudam a desenvolver a coordenação motora e estimulam a curiosidade das crianças. Para o empresário Rodrigo Matos, foi esse cuidado que chamou sua atenção ao matricular o filho, diagnosticado com autismo. “No começo, ficamos apreensivos. Mas logo percebemos que ele foi acolhido. Hoje ele pede para vir para a escola. A evolução é visível. Ele está mais tranquilo, mais sociável e a adaptação foi muito positiva”, relata o pai. “Até o remédio que ele toma está diminuindo por causa da convivência com a escola”, completa. É no convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Chegou a hora do almoço Por volta das 11h, o movimento no refeitório recomeça. É hora do almoço. O cardápio, também planejado por nutricionista da rede, inclui pratos balanceados, como arroz, feijão, carnes ou frango, além de legumes e verduras. Os bebês mais novos fazem a refeição nas próprias salas, acomodados em cadeirinhas apropriadas. Já as crianças maiores seguem para o refeitório, onde mesas e cadeiras foram pensadas para o tamanho de cada faixa etária. Depois de uma manhã cheia de atividades, chega o momento de desacelerar. É a hora do descanso. O período de sono costuma se estender até 13h30. Ao acordarem, as crianças passam por uma nova rotina de cuidados. Penteiam o cabelo, tomam banho e se preparam para as atividades da tarde. Em seguida, é servida a quarta refeição, com frutas, biscoitos ou lanches leves. O restante da tarde costuma ser marcado por atividades mais livres e recreativas, muitas vezes ao ar livre. Rodas de música, jogos coletivos e brincadeiras com bola ajudam a manter o ritmo até o fim do dia. Por volta das 16h acontece a última refeição: o jantar. Depois da alimentação, as equipes organizam a higienização das crianças, trocam roupas quando necessário e registram na agenda escolar as atividades do dia para compartilhar com as famílias. A partir das 17h, os portões começam a abrir novamente. Pais e responsáveis chegam para buscar os filhos, que aos poucos deixam a creche depois de mais um dia de aprendizado, brincadeiras e convivência. Dez horas nas creches do DF A cena se repete em todas as creches públicas do Distrito Federal. Atualmente, a rede pública e as parcerias com instituições privadas atendem crianças em regime integral, sendo a capital federal a única UF que tem 100% das creches com essa carga horária. Ao todo, a rede do DF tem 41.741 vagas e 36.402 crianças já matriculadas, fora as que estão encaminhadas às creches. Ao todo, são 73 Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), estruturas construídas ou administradas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), além de 72 instituições parceiras, 133 unidades particulares atendidas pelo Cartão Creche e duas escolas da rede pública distrital. Segundo a ex-secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o atendimento nas creches faz parte do processo educacional das crianças desde os primeiros anos de vida. “Durante muito tempo a creche foi vista apenas como assistencialismo, mas desde a Constituição de 1988 e a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional] ela passou a ser educação. É ali que a criança começa a ser estimulada, conviver com outras crianças e aprender a socializar”, afirma. De acordo com a ex-secretária, o investimento na ampliação da rede permitiu expandir o acesso das famílias ao atendimento em tempo integral. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal construiu 28 Cepis, dos quais mais de 20 já foram oficialmente inaugurados. “Esse estímulo e esse cuidado são fundamentais nessa fase da vida. A criança fica bem assistida, aprende, evolui e a família pode trabalhar com tranquilidade”, acrescenta Hélvia Paranaguá. Todas as creches vinculadas ao órgão funcionam em período integral de 10 horas diárias e dispõem de cinco refeições por dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Para a ex-secretária, o modelo também tem impacto social. “Na creche em tempo integral, a criança tem cinco refeições. Ela aprende mais, está mais protegida e vai para casa bem alimentada”, afirma. A diretora do Cepi Flor de Magnólia, Tatiane Maria de Jesus, conta ainda que as equipes acompanham diariamente a evolução de cada aluno. “Existe uma observação contínua. Temos um diário de bordo onde são registradas as atividades e o desenvolvimento das crianças. Assim conseguimos acompanhar o progresso e compartilhar essas informações com os pais.” Expansão da rede A ampliação da rede de creches tem sido uma das estratégias para ampliar o acesso ao atendimento na primeira infância no Distrito Federal. Em 2019, a fila de espera por uma vaga em creche era de 24 mil crianças. Nesses sete anos, o GDF construiu 27 Cepis distribuídos pelas regiões administrativas — além de ampliar a lista de creches conveniadas. Com isso, hoje, há mais vagas abertas do que crianças aguardando.
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Investimentos de R$ 78,1 milhões modernizam delegacias do DF e ampliam segurança e atendimento à população
Quem procura as delegacias do Distrito Federal já percebe mudanças que vão além da estrutura física. Hoje, ao chegar a uma unidade da Polícia Civil, a população encontra instalações modernas, atendimento reservado e mais segurança — medidas que, segundo o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, fazem diferença no acolhimento à comunidade. “As novas delegacias separam as áreas de atendimento, custódia e trabalho interno. Contam com espaços específicos para a Polícia Militar e têm ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura adequada para um atendimento mais sensível”, explica o delegado-geral. Essas melhorias são resultado de um conjunto de investimentos que, entre 2019 e 2025, somaram R$ 78,1 milhões. Segundo Saulo Lopes, a principal obra foi a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, com investimento de cerca de R$ 47,4 milhões. Entre 2019 e 2025, o GDF investiu R$ 78,1 milhões nas delegacias do Distrito Federal, resultando em instalações modernas e atendimento mais reservado | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Além da estrutura moderna, o principal ganho foi a humanização do atendimento. Antes, havia uma única entrada para vítimas, autores de crimes e familiares. Hoje, os acessos são separados, garantindo mais segurança e respeito às pessoas”, afirma. Atendimento ampliado No período, também foi construída a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, erguida do zero com investimento de R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reforma: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate). “A Polícia Civil tem hoje 31 delegacias espalhadas pelo DF, além de unidades especializadas, que ampliam a capacidade de atendimento e aproximam a polícia da comunidade”, aponta o delegado-geral. O montante investido também possibilitou a criação da Deam II e do IML em Ceilândia, ambos ao lado da 15ª DP Os investimentos também resultaram na criação de três Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuiam) — na 29ª DP, no Riacho Fundo; na 38ª DP, em Vicente Pires; e na 11ª DP, no Núcleo Bandeirante —, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA). “Outro avanço importante é a delegacia eletrônica, que permite o registro de ocorrências pela internet. O DF foi pioneiro no registro de casos de violência doméstica online, com a solicitação de medidas protetivas, sem que a vítima precise sair de casa”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Saulo Lopes também destaca as melhorias no Complexo Regional da Ceilândia, com a criação da Deam II e do IML na região, ambos ao lado da 15ª DP: “A descentralização dos serviços facilitou o acesso da população, que antes precisava se deslocar até a área central de Brasília. Isso representa um avanço importante, especialmente para regiões com grande número de moradores”. Segundo o delegado-geral, há ainda obras em andamento para este ano. “Já foi assinada a ordem de serviço, pelo governador Ibaneis Rocha, para a construção da nova sede da 12ª DP, em Taguatinga, com investimento superior a R$ 15 milhões. Também estamos em fase de contratação de uma nova sede para a Divisão de Operações Especiais, com valor semelhante, e de uma nova policlínica, com investimento estimado em R$ 34 milhões, no Complexo da Polícia Civil, na Asa Sul”, detalha. Além dos investimentos em estrutura, desde 2019 o DF voltou a contar com delegacias que funcionam 24 horas por dia, o que contribuiu para que Brasília fosse eleita, em 2024, a segunda capital mais segura do país, segundo o Atlas da Violência.
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Semana começa com mais de 400 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 427 oportunidades disponíveis nesta segunda-feira (6). O maior salário é de R$ 3,6 mil, em vaga para técnico de segurança do trabalho em Águas Claras, com exigência de experiência e ensino médio completo. Em relação à demanda, o destaque é o setor varejista. Há 110 vagas para repositor de mercadorias, 60 para operador de caixa, 40 para açougueiro, 40 para atendente de lanchonete, 40 para fiscal de prevenção de perdas, 30 para balconista, 20 para frentista, entre outras. Os salários partem de R$ 1.621. [LEIA_TAMBEM]Para pessoas com deficiência (PcD), são reservadas seis vagas de auxiliar administrativo e três de operador de telemarketing ativo em Taguatinga, com remuneração de R$ 1.750. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou procurar uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atrativa, o cadastro permanece ativo para futuras seleções, já que o sistema cruza os dados dos candidatos com o perfil buscado pelas empresas. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências para entrevistas podem se cadastrar presencialmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Também é possível utilizar o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).
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