Reforço no transporte público amplia atendimento entre Arapoanga e Plano Piloto
A partir da próxima segunda-feira (6), a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) implementa um conjunto robusto de sistema de transporte público coletivo, com reforço de viagens, criação de novas linhas e ajustes operacionais para atender demandas da população em diversas regiões administrativas. As mudanças beneficiam diretamente usuários de Arapoanga, Planaltina e Plano Piloto, além de contemplar intervenções pontuais em outras localidades do DF. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, as mudanças refletem o compromisso contínuo da pasta com o sistema e o atendimento às necessidades reais dos usuários. “Estamos trabalhando com base nas demandas apresentadas pela população e no monitoramento técnico da operação. Essas alterações reforçam o atendimento em regiões que cresceram e precisavam de mais oferta, garantindo mais conforto, regularidade e eficiência no deslocamento diário dos passageiros”, destaca o secretário. Todas as viagens podem ser vistas no DF no Ponto, a partir desta segunda. As mudanças beneficiam diretamente usuários de Arapoanga, Planaltina e Plano Piloto, além de contemplar intervenções pontuais em outras localidades do DF | Foto: Divulgação/Semob-DF Arapoanga Na região de Arapoanga, cinco linhas terão aumento na oferta de viagens em dias úteis. Ao todo, serão seis novas viagens, sendo três em cada sentido. As linhas 0.643, 616.5 e 616.0 passam a contar com uma viagem adicional no sentido Arapoanga–Plano Piloto. Já as linhas 643.2 e 616.9 recebem reforço no sentido contrário, com duas e uma novas viagens, respectivamente. Também haverá melhoria no atendimento ao Condomínio Residencial Marisol, com alteração no itinerário da linha 601.3, que passará a fazer a ligação com a Avenida Central de Arapoanga, beneficiando moradores e estudantes da região. Outra novidade é a criação da linha circular 066.7, que conectará o bairro Vila Nossa Senhora de Fátima a Arapoanga e Planaltina, atendendo diretamente equipamentos públicos como creche e escola. Plano Piloto No Plano Piloto, três linhas terão aumento de viagens: 105.2, 106.2 e 115.1, ampliando a oferta para os passageiros. Além disso, será criada a linha 031.4, do Transporte de Vizinhança (zebrinha), que fará a ligação do Terminal da Asa Sul, passando pela W3 Sul e Setor de Autarquias Sul, até a Esplanada dos Ministérios. A nova linha contará com 40 viagens em dias úteis e substituirá a linha 106.1, que será desativada. Ajustes em outras regiões A Semob também implementará ajustes pontuais em resposta a demandas registradas na Ouvidoria. Entre as melhorias estão: • Criação de horário às 5h15 na linha 136.6, no Varjão do Torto • Novo horário às 4h30 na linha 519.2, em Sobradinho II • Saída às 5h40 aos domingos na linha 116.2, no Setor Noroeste • Inclusão de viagem às 4h40 na linha 506.4, na Fercal. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF)
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Mulheres do DF expõem produtos no 21º Salão do Artesanato
Entre tradição, criatividade e um olhar cada vez mais atento à sustentabilidade, o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras se consolida como uma das principais iniciativas nacionais dedicadas ao setor. A abertura ocorreu nesta quarta-feira (1º), e o evento segue até domingo (5), no Pavilhão do Parque da Cidade, com a presença de diversos estados. No estande da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), 40 artesãs e manualistas — empreendedoras selecionadas pelo projeto Cerrado Feminino e por grupos do segmento — encantam o público com produtos que unem talento, tradição e identidade. O 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras conta com a participação de 40 artesãs e manualistas selecionadas pelo projeto Cerrado Feminino | Foto: Samuel Marques/SMDF A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que o Salão do Artesanato é considerado uma das principais vitrines para a produção da capital, reunindo peças que expressam a diversidade cultural, a identidade e a criatividade dos profissionais locais. “A iniciativa fortalece a economia criativa, amplia oportunidades de comercialização e promove o reconhecimento do artesanato como patrimônio cultural e turístico do DF”, afirmou. A entrada é gratuita e conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), do Sebrae-DF, do Senac-DF e dos governos de Minas Gerais e Goiás. No local, é possível encontrar biojoias, bolsas, bonecas, bordados, costura criativa, crochê e peças de decoração — criações que carregam histórias de vida e representam o empreendedorismo feminino e a autonomia econômica das expositoras. O salão reúne 21 estados e o Distrito Federal em uma grande vitrine da produção artesanal brasileira, com exposição e comercialização de cerca de 100 mil peças, além de oficinas, gastronomia e programação cultural para toda a família. Participam presencialmente mais de 500 artesãos, além de associações e coletivos que ampliam o alcance da iniciativa. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também marcam presença. O evento celebra a diversidade cultural do país e o talento de quem produz arte com as próprias mãos. A programação inclui oficinas de artesanato e gastronomia, apresentações musicais, praça de alimentação, brinquedoteca e áreas de descanso, reunindo famílias e visitantes de todas as idades. Valéria Lamounier, expositora de costura criativa: "Estamos aqui representando a Secretaria da Mulher, que tem feito muito pelas artesãs da cidade. Convido a população a vir conhecer as peças exclusivas apresentadas neste salão" Empreendedorismo feminino O estande da SMDF no 21º Salão do Artesanato apresenta resultados das ações voltadas a mulheres de todo o DF, com capacitações e projetos que valorizam o empreendedorismo. A pasta investe continuamente em iniciativas de apoio, com qualificação técnica e parcerias institucionais para ampliar o acesso ao crédito. Também oferece espaços de acolhimento e orientação para negócios, assistência às mulheres e programas de inserção no mercado de trabalho, com foco na elaboração de currículos, redes de apoio e empregabilidade. [LEIA_TAMBEM]“Estamos aqui representando a Secretaria da Mulher, que tem feito muito pelas artesãs da cidade. Convido a população a vir conhecer as peças exclusivas apresentadas neste salão. Essa é uma oportunidade única”, disse a expositora de costura criativa Valéria Lamounier, de 59 anos. Realizado em Brasília desde 2008, o Salão do Artesanato soma 17 edições na capital e quatro em São Paulo. Um dos maiores eventos do segmento no país, reúne anualmente produções de todas as regiões brasileiras, com apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e do Sebrae.
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Distrito Federal ganha hub de empreendedorismo feminino
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e o Instituto Conecta Brasil lançaram, na terça-feira (31), o Hub de Empreendedorismo Feminino, ambiente de mais de 750 m² voltado exclusivamente ao apoio de mulheres empreendedoras do Distrito Federal. Fruto de uma parceria construída ao longo de mais de um ano, a iniciativa representa, segundo os organizadores, o primeiro local físico estruturado com esse perfil no país. O Hub funciona a partir de sete eixos: inserção produtiva, infraestrutura, apoio técnico e mentoria, governança e redes, qualificação profissional, acesso a mercados e monitoramento com transparência. O local oferece salas de reunião, áreas para eventos, consultorias e capacitações, com foco na redução das barreiras históricas enfrentadas pelas empreendedoras, como dificuldade de acesso ao crédito, informalidade e sobrecarga da dupla jornada. O Hub de Empreendedorismo Feminino oferece salas de reunião, áreas para eventos, consultorias e capacitações | Foto: Divulgação/Sedet-DF “A gente vê vários movimentos, várias ações, mas às vezes falta uma estrutura, um local, uma capacitação. Aqui não vai ter a profissão A, B ou C. Todas serão bem-vindas”, afirmou Eduardo Moreira, presidente do Instituto Conecta Brasil. Para Beatriz Guimarães, presidente da Câmara da Mulher Empreendedora, o lançamento consolida um ciclo de avanços que Brasília vem acumulando na área. “Nós já temos cinco marcos históricos no Brasil. Esse é mais um. A mulher merece um espaço lindo, merece um espaço de valor”, disse. [LEIA_TAMBEM]O secretário-adjunto da Sedet-DF, Ivan Alves, destacou que a iniciativa integra um conjunto mais amplo de políticas da pasta voltadas à autonomia feminina, como o programa RenovaDF, no qual 68% dos participantes são mulheres, além do QualificaDF e do Prospera, linha de microcrédito com valores de R$ 800 a R$ 88 mil. O espaço está instalado em um estádio na Arena BRB, uma escolha intencional para romper com o estigma de um ambiente historicamente masculino e ampliar a representatividade da mulher no cenário econômico da capital federal. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)
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Março Mais Mulher 2026 impacta mais de 170 mil mulheres no DF
Março foi um mês de histórias, recomeços e novas oportunidades para milhares de mulheres no Distrito Federal. Com mais de 170 mil pessoas atendidas direta ou indiretamente, o Março Mais Mulher 2026 consolidou-se como uma das maiores mobilizações em prol das mulheres realizadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), ampliando o acesso a serviços de acolhimento, capacitação, orientação e geração de renda. Ao longo dos 31 dias, a pasta reforçou iniciativas permanentes e ampliou a presença das ações em diversas regiões administrativas. Com a intensificação de atividades itinerantes e o aumento dos atendimentos, mais mulheres foram alcançadas, fortalecendo a rede de proteção em todo o DF. Além dos grandes eventos, mais de 180 iniciativas foram realizadas, incluindo palestras em escolas, rodas de conversa, oficinas sobre violência digital, capacitações e atividades comunitárias. Mais de 170 mil pessoas atendidas pela ação Março Mais Mulher 2026, que ofereceu atividades diversas e serviços de acolhimento, capacitação, orientação e geração de renda ao longo do mês | Foto: Divulgação/SMDF Ao ressaltar o alcance das ações e o impacto direto na vida das mulheres, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância de políticas públicas que cheguem a quem mais precisa. “O calendário dedicado ao público feminino levou acolhimento, oportunidades e dignidade para milhares de mulheres. Com isso, garantimos não apenas o acesso à proteção, mas também às condições necessárias para que cada uma construa sua autonomia.” A governadora enfatizou ainda que os resultados alcançados em março refletem um trabalho contínuo desenvolvido pelo Estado ao longo de todo o ano. Entre os destaques do período, o programa Movimente mobilizou milhares de mulheres em torno do empreendedorismo feminino, em parceria com o Sebrae. A iniciativa promoveu palestras, oficinas e painéis voltados à qualificação profissional, inovação e geração de renda, incentivando mulheres a desenvolverem seus negócios ou ingressarem no mercado de trabalho. "Conseguimos ampliar atendimentos, fortalecer a rede de proteção e, principalmente, garantir que mais mulheres tenham acesso a oportunidades reais de transformação de vida" Giselle Ferreira, secretária da Mulher As ações também contemplaram cultura, bem-estar e inclusão social. O projeto Realize com Pipoca proporcionou momentos de lazer para mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo acesso ao cinema e fortalecendo vínculos. Já o lançamento da loja colaborativa do Cerrado Feminino, no Shopping JK, destacou o talento de empreendedoras locais e incentivou a geração de renda, com funcionamento previsto até o fim de abril. A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, destacou o caráter estratégico do mês. “O balanço do Março Mais Mulher 2026 mostra que estamos no caminho certo. Conseguimos ampliar atendimentos, fortalecer a rede de proteção e, principalmente, garantir que mais mulheres tenham acesso a oportunidades reais de transformação de vida”, afirmou. Segundo ela, a atuação integrada e a expansão das ações itinerantes foram fundamentais para alcançar resultados expressivos. No eixo de acolhimento, a Casa da Mulher Brasileira Itinerante desembarcou em Planaltina, levando atendimento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamentos para a rede de proteção para mais de 400 mulheres. Além disso, 25 assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher tiveram um dia de modelo ao participarem do desfile Tecidas de Histórias, que ocorreu na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O Congresso Realize reuniu centenas de mulheres em um dia de capacitação, troca de experiências e incentivo ao empreendedorismo A Corrida Circuito da Mulher, na Praça do Buriti, reuniu mais de 8,7 mil mulheres, em uma mobilização que integrou esporte, saúde e valorização do protagonismo feminino. Ao longo do dia, atividades de bem-estar e incentivo à prática esportiva promoveram integração, celebração e fortalecimento coletivo, simbolizando a força e a união das mulheres na cidade. O encerramento do calendário ficou por conta do Congresso Realize, que reuniu centenas de mulheres em um dia de capacitação, troca de experiências e incentivo ao empreendedorismo, simbolizando o impacto positivo construído ao longo de todo o mês. A participante do congresso, Maria Eunice Ramos destacou a importância da presença do Estado. “Quando ações sociais chegam até nós, faz toda a diferença. É esse apoio que nos dá confiança, orientação e oportunidades reais para mudar de vida e acreditar que é possível ir mais longe”, disse a moradora de Vicente Pires. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)
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Obras do Hospital do Recanto das Emas chegam à segunda etapa com 96% da fundação concluída
As obras do Hospital do Recanto das Emas (HRE) entraram em fase decisiva. Com 96% dos serviços de fundação já concluídos, o empreendimento inicia agora a segunda etapa, focada na execução da estrutura da edificação. O projeto, com investimento total de R$ 133,7 milhões, terá três pavimentos e funcionará sob o perfil de atenção terciária para atender a região sudoeste do Distrito Federal. Com 96% dos serviços de fundação já concluídos, as obras do Hospital do Recanto das Emas (HRE) agora estão focadas na execução da estrutura da edificação | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Atualmente, cerca de 66 profissionais trabalham no canteiro, número que deve chegar a um pico de 350 trabalhadores nas fases mais intensas. O total inclui mão de obra direta, como mestres de obras, e indireta, com serviços de engenharia. A fundação envolveu a perfuração de 508 estacas com até 22 metros de profundidade, garantindo a segurança da estrutura. Agora, está em andamento a fase de elevação e, nos próximos meses, deve ter início a terceira etapa, que inclui as instalações elétricas e hidráulicas. Os trabalhos são conduzidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com a participação da Secretaria de Saúde, responsável pela futura operação da unidade. Aproximadamente 66 profissionais trabalham no canteiro do HRE, número que deve chegar a um pico de 350 trabalhadores nas fases mais intensa da obra Inovação em cada etapa A arquiteta da Novacap responsável pelo projeto, Fernanda Bouglex, destaca as inovações presentes na obra, a começar pelo modelo de licitação, chamado de contratação integrada. Segundo a profissional, esse formato é inédito para obras civis deste porte no DF, tendo sido utilizado anteriormente apenas em grandes obras de pavimentação. “A própria contratação integrada exige inovação. Esse modelo, ao qual a Novacap aderiu tanto para o HRE quanto para os hospitais de São Sebastião e do Guará, permite que a mesma empresa cuide desde a elaboração dos projetos até a entrega da unidade em pleno funcionamento”, explica. O sistema de laje bubble deck (laje de bolhas, em tradução livre), de origem dinamarquesa, é uma das principais inovações tecnológicas aplicadas na estrutura do Hospital do Recanto das Emas. Esse método construtivo consiste na incorporação de esferas ocas de plástico reciclável no interior das lajes de concreto armado, posicionadas estrategicamente para substituir o concreto em áreas que não sofrem grandes esforços estruturais. [LEIA_TAMBEM]De acordo com Fernanda, essa técnica permite uma execução mais rápida e leve, semelhante a um sistema pré-moldado, garantindo a redução do peso da edificação e a economia de materiais como aço, concreto e madeira. Outro diferencial é a presença de um pavimento técnico, que permite realizar manutenções e ampliações nas instalações elétricas e hidráulicas sem a necessidade de interromper o funcionamento da unidade. “Se precisarmos trocar serviços ou ampliar ambientes, conseguimos fazer sem parar o hospital, porque todas as instalações estão naquele pavimento. A manutenção se torna muito mais prática e eficiente”, avalia a arquiteta. O projeto arquitetônico também incorpora o conceito de salutogênese, em que o design do ambiente é utilizado como parte do tratamento de saúde. A estrutura foi planejada com jardins internos e externos, além de quartos posicionados nas fachadas para garantir iluminação natural. “Quando fizemos o anteprojeto que embasou a licitação, buscamos referências de outros hospitais com bom padrão de atendimento e pedimos uma abordagem voltada para a natureza. Muitos estudos comprovam que a vegetação faz muito bem aos pacientes. Por isso, os quartos permitem que eles vejam o dia e a noite. O projeto foi pensado com muito cuidado para gerar resultados terapêuticos positivos”, conclui Fernanda. Carlos Augusto Lopes, servidor público: "A expectativa está alta, vamos torcer para que a obra avance, porque vai beneficiar muita gente, inclusive eu" Atendimento à população Localizado na Quadra 104, em frente ao Atacadão, o hospital é aguardado há décadas pela população do Recanto das Emas, que hoje precisa se deslocar para outras regiões, como o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), em busca de atendimento. É o caso do servidor público Carlos Augusto Lopes, de 55 anos. Quando precisa de serviços de saúde, ele vai para Taguatinga ou para o Plano Piloto. “Desde o início do século, o pessoal fala deste hospital. Para se deslocar hoje para outra cidade, há custos, e o Recanto das Emas é uma cidade onde a maioria das pessoas é de baixa renda, e R$ 10 ou R$ 20 fazem falta. Esse hospital vai reparar tudo isso. A expectativa está alta, vamos torcer para que a obra avance, porque vai beneficiar muita gente, inclusive eu”, comenta Carlos, que mora no Recanto desde 1995. Ele observa que a estrutura também vai atender moradores de outras regiões. “Não existe hoje um ‘recantense 100%’, porque ninguém nasce aqui, nasce na cidade vizinha por falta de maternidade. Esse hospital vai atender não só o Recanto, mas também Água Quente e o setor rural. É um benefício para a população, que não precisará mais ir para longe buscar saúde”, completa. Quando precisa de atendimento médico, a aposentada Hilda Ferreira, de 76 anos, recorre a serviços particulares. “Moro aqui desde o começo [do Recanto] e esse hospital é esperado por todo mundo. Hoje, se preciso de exame, tenho que pagar particular, porque a clínica [pública] que tem aqui não consegue atender à demanda. Estou esperando para que, se eu adoecer, possa ter atendimento aqui pertinho de casa. Vejo o pessoal trabalhando todo dia [na obra] e espero que termine logo”, afirma. Hilda Ferreira, aposentada: "Esse hospital é esperado por todo mundo. Vejo o pessoal trabalhando todo dia [na obra] e espero que termine logo" O hospital O HRE terá 100 leitos, distribuídos entre clínica médica (60), clínica pediátrica (30) e UTI pediátrica (dez). A unidade também contará com seis consultórios — dois no ambulatório geral e quatro na emergência pediátrica —, além de um centro cirúrgico com duas salas. Na área de diagnóstico por imagem, serão duas salas de raio-X, uma de tomografia e quatro de ultrassonografia. A estrutura inclui ainda áreas técnicas e de apoio, como farmácia central e satélites, nutrição e dietética, laboratório de patologia clínica, lavanderia, CME (Central de Material Esterilizado), almoxarifado e unidade de ensino e pesquisa. Além da ampliação da rede pública, o HRE também se destaca pelo uso da tecnologia BIM (Modelagem da Informação da Construção, na sigla em inglês), que utiliza modelos 3D para otimizar tempo, recursos e garantir mais precisão no planejamento. O novo hospital também busca certificação ambiental Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês), incorporando soluções sustentáveis, como eficiência energética e gestão responsável dos recursos, o que amplia a sustentabilidade da obra.
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UPA de Ceilândia passa a oferecer teleconsulta pediátrica
Com a chegada das temperaturas mais baixas, sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar voltam a levar crianças às unidades de saúde. Para dar mais agilidade a esse atendimento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia passou a oferecer teleconsulta pediátrica e se torna a quarta unidade do Distrito Federal com o serviço voltado exclusivamente para o público infantil. Situações como essa já fazem parte da rotina da unidade. A auxiliar de serviços gerais Laura Pereira da Silva viveu essa experiência ao levar o filho de 2 anos para atendimento. Em poucos minutos, ele foi atendido por vídeo, com acompanhamento da equipe de enfermagem. “Eu cheguei preocupada, como toda mãe fica. Quando falaram da teleconsulta, confesso que fiquei na dúvida, mas foi muito rápido. Saí mais tranquila”, conta. Laura Pereira da Silva, auxiliar de serviços gerais, aprovou o atendimento remoto para o filho: "Quando falaram da teleconsulta, confesso que fiquei na dúvida, mas foi muito rápido. Saí mais tranquila" A teleconsulta pediátrica começou a ser oferecida na unidade nesta quarta-feira (1º) e integra a estratégia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) para ampliar a capacidade de resposta da rede em períodos de maior procura por atendimento. Nesse contexto, a ampliação do serviço acompanha um comportamento já conhecido nesta época do ano, quando a queda das temperaturas costuma aumentar a demanda por atendimentos respiratórios infantis. "O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora" Juliete Souza, gerente da UPA do Paranoá Rede amplia teleconsulta nas UPAs O Distrito Federal conta atualmente com 11 UPAs com teleatendimento, número ampliado recentemente com a implantação do serviço na UPA do Paranoá, inaugurada no dia 31, fortalecendo a cobertura em diferentes regiões administrativas. Além disso, quatro unidades oferecem atendimento remoto voltado exclusivamente para o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e, agora, Ceilândia. Dentro dessa estratégia, a organização do atendimento é um dos principais ganhos apontados pelas equipes. De acordo com a gerente de Assistência das UPAs do IgesDF, Adriana Gonçalves, a ampliação do serviço contribui diretamente para esse processo. “A teleconsulta pediátrica garante mais agilidade aos casos de menor complexidade e permite que a equipe presencial concentre esforços nos atendimentos mais graves”, explica. Atualmente, o Distrito Federal conta com 11 UPAs com teleatendimento; dessas, quatro são voltadas exclusivamente para o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia Como funciona o atendimento Na prática, o atendimento segue um fluxo estruturado dentro da própria unidade, mesmo sendo realizado por vídeo. Tudo começa na classificação de risco. Pacientes com pulseira verde, que indica menor gravidade, podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado o termo de consentimento à família. Em seguida, a criança é encaminhada para uma sala preparada para o atendimento remoto. No local, um profissional de enfermagem permanece ao lado durante toda a consulta, auxiliando no que for necessário e garantindo que a comunicação com o médico ocorra de forma adequada. [LEIA_TAMBEM]Durante a teleconsulta, o médico faz perguntas, avalia o quadro clínico e orienta o tratamento. Ao final, a família já sai com orientações, encaminhamentos e, quando necessário, prescrição médica. Com o serviço em funcionamento, os impactos já começam a ser percebidos no dia a dia das unidades. Para a gerente da UPA do Paranoá, Juliete Souza, a teleconsulta contribui para melhorar o fluxo desde a chegada do paciente. “O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora”, afirma. Na rotina das equipes, a mudança também é significativa. “A implantação representa um avanço na forma de cuidar, trazendo mais agilidade e resolutividade para o atendimento”, destaca a supervisora de Enfermagem da unidade, Roberta Seabra. Segundo a gerente da UPA de Ceilândia, Graziele Faria, a aceitação do serviço tem crescido entre os pacientes. “Já observamos mais agilidade no atendimento dos casos de menor complexidade. Isso ajuda a reduzir o tempo de permanência e manter o fluxo mais organizado”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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