DF registra aumento de 24% no número de produtores rurais atendidos com assistência técnica desde 2019
O campo no Distrito Federal vive um período de modernização e expansão robusta. Entre 2019 e 2025, o número de produtores rurais ativos atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) saltou de 18.667 para 23.174 — crescimento de 24%. Por trás desse aumento estatístico, existem laços de amizade e confiança que transformam a assistência técnica em um apoio vital para quem produz o alimento que chega à mesa do brasiliense. Marilúcio da Silva coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos entre Santa Maria e São Sebastião | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um desses rostos é o de Marilúcio da Silva, 47 anos, que trouxe de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), o legado da agricultura familiar para Brasília em 2003. Na sua propriedade de 12 hectares, entre Santa Maria e São Sebastião, ele coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos certificados, pela Opac-Cerrado e pelo Ecocert, um selo internacional para produtos orgânicos e naturais que reconhece práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. O morango é o principal destaque, mas também há folhagens, tomate, batata e cebola. “A gente produz de tudo um pouquinho”, descreve, enquanto caminha por entre as fileiras da plantação. “Mas o carro-chefe tem sido o morango. Estamos na época do plantio, a colheita começa em junho, às vezes no finzinho de maio, e vai até outubro”, acrescenta. Parceria que gera frutos Lídia Jardim: "O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui" Marilúcio não faz isso sozinho. Ele tem como braço direito a engenheira agrônoma Lídia Jardim, gerente do escritório local da Emater-DF em São Sebastião. A relação entre o produtor e a técnica transcende a formalidade do serviço público, em que o conhecimento científico se une à realidade de cada família. “O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui”, afirma Lídia. O papel da Emater-DF vai muito além de apenas indicar o combate a uma praga no milho ou à mosca-branca. A empresa atua em diversas frentes: oferece assistência técnica gratuita, desenvolve projetos de crédito rural, organiza atividades coletivas como cursos, palestras e oficinas, e faz o acompanhamento direto nas propriedades. Além disso, a empresa é essencial na regularização e certificação, ao emitir declarações técnicas que validam a produção perante órgãos fiscalizadores. "A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição" Marilúcio da Silva, produtor rural Para Marilúcio, esse suporte é o que garante a viabilidade de sua produção 100% orgânica. “A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações de que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição”, destaca o produtor. Ele explica que, sem esse aval técnico sobre o manejo do solo e dos insumos, seria impossível manter os selos exigidos da produção orgânica. Atuação tecnológica A modernização digital também é um pilar da atuação do órgão. A Emater-DF implementou um chatbot no site institucional que faz uma triagem automática das demandas e direciona casos complexos para especialistas. O uso do WhatsApp também se tornou rotina para orientações rápidas. Mesmo com o auxílio da tecnologia, Lídia ressalta que o papel do técnico é ser uma ponte humana para quem tem pouca familiaridade com o mundo digital. “Muitos produtores têm dificuldade na tecnologia. Às vezes, a gente ajuda a solicitar serviços que hoje são só digitais, como o Gov.br ou o e-mail cadastrado. A gente pega o telefone do próprio produtor e ajuda a solicitar o serviço”, relata Lídia. Esse suporte personalizado garante que o agricultor familiar, que muitas vezes produz primeiro para o próprio consumo, consiga acessar políticas públicas modernas. Assistência e equilíbrio natural Os dados confirmam que essa rede de apoio tem se interiorizado. O número de assentamentos e acampamentos atendidos pela Emater-DF subiu de 42 em 2019 para 53 em 2025, com o total de produtores vinculados saltando de 651 para 1.538. Atualmente, a agricultura familiar representa 43,26% (10.026 pessoas) de todos os produtores ativos atendidos pela empresa no DF. 1.538 Número de produtores vinculados à Emater-DF Entre 2019 e 2025, o trabalho fundamental da Emater-DF foi materializado em 103.844 visitas técnicas em propriedades rurais e garantiu que a inovação e o conhecimento cheguem diretamente ao dia a dia do campo. A filosofia de Marilúcio resume bem o impacto dessa assistência no bem-estar de quem produz. “É muito prazeroso a gente não ter contato com agrotóxico, ter um alimento saudável. A natureza se equilibra sozinha quando a gente não usa as coisas convencionais”, compartilha o produtor, ao reforçar que a técnica da Emater ajudou a entender que o equilíbrio ambiental é o melhor caminho para a produtividade. Frutos colhidos e investimentos O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, cita que os resultados são reflexo direto de uma estratégia de maior proximidade com o campo e do fortalecimento da assistência técnica. “Destaco, principalmente, a ampliação do acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar, o fortalecimento das ações de assistência técnica e extensão rural e a crescente valorização da produção local pelo GDF, que tem olhado atentamente à população rural”, afirma. Duval avalia que a Emater-DF consolida seu papel estratégico como uma “porta de entrada para políticas públicas no campo”, o que tem motivado os agricultores a buscarem a formalização para acessar crédito rural, capacitações e novos mercados institucionais. Para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica no Distrito Federal, a empresa tem investido em infraestrutura e novas tecnologias de manejo. Além da instalação de 247 tanques lonados para armazenamento de água e piscicultura, a recuperação de canais de irrigação tornou-se uma marca da atual administração. [LEIA_TAMBEM]“Este governo, na questão hídrica, por meio da Emater, da Seagri [Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural] e de parceiros, tem auxiliado os produtores com a revitalização dos canais de irrigação — já foram mais de 100km de 2019 até aqui, além do apoio à adoção de tecnologias sustentáveis como o uso de energias renováveis”, acrescenta o presidente. A modernização da Emater-DF também contempla a transformação digital e o incentivo à sustentabilidade, evidenciado pelo salto no número de produtores orgânicos certificados, que passou de 256, em março de 2024, para 385, em fevereiro do ano passado. Ferramentas como WhatsApp, chatbot e carteira digital facilitam o acesso à informação e reduzem a penosidade do trabalho rural. A última iniciativa ajuda o produtor a apresentar seu trabalho, quando necessário. Ao projetar o futuro do setor, o presidente reitera o compromisso da instituição: “Nosso objetivo é combinar tradição e inovação para garantir que o produtor rural tenha acesso a conhecimento, tecnologia e oportunidades, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal”.
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UBS 17 de Ceilândia atende 98 mulheres em força-tarefa para inserção de implante contraceptivo
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia promoveu, no sábado (21), uma força-tarefa de inserção do Implanon (implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel), método reversível e sem estrogênio que age no organismo por até três anos. Participaram da ação 98 mulheres residentes na região. O evento se insere no Mês da Mulher, com inúmeras atividades de assistência integral à saúde feminina realizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A força-tarefa desse fim de semana contou com 40 profissionais, entre gestores, farmacêuticos, equipe de enfermagem, residentes e médicos de diversas regiões do DF. Coordenador da ação, o médico de família e comunidade da UBS 17, Danilo Amorim, explica que, além de ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros, o mutirão buscou habilitar outros profissionais para que realizem esse serviço na rede da SES-DF. “Foram dez instrutores, que capacitaram 20 profissionais de outras unidades da rede. Participaram residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. Essa foi uma ação articulada para ampliar o acesso das pacientes e formar novos profissionais para atuarem na atenção primária, já que o Implanon é uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. O evento fez parte das ações do Mês da Mulher | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Uma das instrutoras do dia, Letícia Ferreira é residente no segundo ano de ginecologia obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A profissional reforça que o mutirão contribui para que os direitos reprodutivos das mulheres sejam respeitados. “A inserção do Implanon pelo SUS é um grande avanço. Ele está dentro dos métodos reversíveis de longa duração e hoje, com o nosso mutirão, conseguimos abranger de forma integral as pacientes, propagando ainda mais a importância dos métodos contraceptivos”, diz. A médica de Estratégia Saúde da Família (ESF) atuante na UBS 1 do Recanto das Emas, Camila Bezerra, foi uma das profissionais a serem capacitadas. Ela afirma que essa foi sua primeira experiência de colocação do Implanon depois de formada e que o conhecimento adquirido será passado à frente. “Fomos muito bem orientados sobre esse método, sobre os critérios de elegibilidade das pacientes, assim como sobre as formas de passar as informações às mulheres: muitas delas chegam aqui sem nenhum conhecimento. Na saúde pública, o serviço se fortalece quando a população conhece seus direitos”. Método seguro Uma das mulheres a receber o Implanon nesse sábado foi a estudante Érika Leite. Ela conta que, após pesquisar sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis, esse foi o mais indicado para o seu caso. “A minha família tem histórico de trombose e esse procedimento, por não ter liberação de estrogênio, é o mais seguro para mim. Também é um método confiável e, por ter uma longa duração, acho que é perfeito para a minha situação”. *Com informações da SES-DF
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Medalha premia iniciativas em prol do saneamento e da eficiência pública
Em uma manhã dedicada ao reconhecimento e à celebração do Dia Mundial da Água (comemorado ontem, 22), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realizou a entrega da Medalha Mérito Caesb. O evento ocorreu nesta segunda-feira (23), no Iate Clube de Brasília, e condecorou personalidades e empregados que se destacaram pelo compromisso com o saneamento e a eficiência pública. Nesta edição, 100 agraciados receberam a comenda, entre empregados da Caesb e representantes de outros órgãos e instituições parceiras. A diversidade dos homenageados reflete a importância da colaboração interinstitucional para a gestão dos recursos hídricos e o desenvolvimento do Distrito Federal. A medalha é a mais alta honraria da companhia e foi entregue àqueles que de alguma forma promoveram significativamente o saneamento ambiental e o desenvolvimento do Distrito Federal. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer. “Quero deixar um legado nessa área, porque nós já perdemos mais de 50% das nossas nascentes aqui, nós estamos no Cerrado. Se a gente não tiver água, não tem nada. O ser humano até vive sem energia, mas sem água ele não vive. Falar sobre água não é pauta nem de direita, nem de centro, nem de esquerda. Falar sobre água é pauta de gestores públicos que se comprometem com presente e com futuro”, finalizou. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer | Foto: Divulgação/Caesb A solenidade ocorreu às margens do Lago Paranoá, reforçando o papel estratégico da Caesb na proteção deste patrimônio hídrico. Durante o evento, o presidente da companhia, Luis Antonio Reis, destacou o momento como uma forma de reconhecer e valorizar aqueles que contribuem com a missão de levar saneamento de qualidade e garantir a melhor água do Brasil para a população de Brasília. “Ao entregarmos essas 100 medalhas, reafirmamos valores essenciais da companhia, o trabalho sério e a busca permanente por qualidade. Quero agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio e pela confiança no trabalho da Caesb, e à vice-governadora Celina Leão pela contribuição e pelo fortalecimento das políticas públicas do Distrito Federal, e pelo apoio que ela sempre tem dado para a companhia”, afirmou Reis. *Com informações da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)
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Guará inicia obra de urbanização na QE 34 com foco em acessibilidade e mobilidade
Com apoio da Administração Regional do Guará, a Novacap deu início, nesta segunda-feira (23), a uma obra na QE 34 do Guará II que vai promover melhorias estruturais em uma das áreas mais movimentadas da região. Os serviços serão executados em uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, com investimento de R$ 225 mil. Mobilidade, segurança e qualidade de vida são os focos dos trabalhos, reivindicados por meio de abaixo-assinado dos moradores | Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará A obra atende a uma demanda que a comunidade vem discutindo há mais de 15 anos, formalizada por meio de abaixo-assinado de moradores e comerciantes da região. O local concentra intensa atividade econômica, além de escolas e igrejas, e passará por uma reforma completa, com foco na mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida. Entre as melhorias previstas estão a construção de calçadas acessíveis, implantação de meios-fios, instalação de quebra-molas, plantio de árvores e conclusão do estacionamento, com sinalização completa do espaço com destinação de vagas para motocicletas, idosos e pessoas com deficiência. “É mais qualidade de vida para a população”, avalia o administrador do Guará, Artur Nogueira. [LEIA_TAMBEM]Os recursos para a execução da obra são originários do orçamento da própria Administração Regional do Guará. A descentralização do crédito para a Novacap foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 05, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na semana passada. A medida garante mais agilidade na execução dos serviços. O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, também enfatiza a importância da intervenção: “Estamos atuando para garantir mais acessibilidade, organização e segurança, atendendo uma demanda antiga da comunidade com uma solução definitiva e estruturante”. Nesta primeira etapa, os trabalhos incluem a preparação do terreno e execução das estruturas iniciais. A intervenção será feita de forma gradual, com a etapa final dedicada ao plantio de novas árvores nativas do Cerrado. *Com informações da Administração Regional do Guará
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Consulta pública a entendimentos jurídicos sobre acesso à informação é liberada no DF
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Programa Pontes para o Mundo chega à segunda edição com mais vagas e mais países
As portas do planeta, mais do que nunca, voltarão a se abrir aos estudantes da rede pública do Distrito Federal. A segunda edição do programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (23), em cerimônia no Cine Brasília, com presença do governador Ibaneis Rocha. “Quando a Mayara [Noronha Rocha, primeira-dama do DF] e a Hélvia [Paranaguá, secretária de Educação] me apresentaram esse programa no ano passado, eu disse: ‘olha que maravilha, isso vai ser um grande sucesso, vai gerar para esses adolescentes uma oportunidade que pouquíssimas pessoas no país têm’. Vocês têm que olhar para esse programa e pensar em quantos gostariam de estar nesse lugar, quantos precisariam dessa experiência para poder crescer na vida. Então, é um programa realmente belíssimo”, exaltou o chefe do Executivo, em discurso a jovens da rede pública. Ibaneis Rocha: "Vocês têm que olhar para esse programa e pensar em quantos gostariam de estar nesse lugar, quantos precisariam dessa experiência para poder crescer na vida. Então, é um programa realmente belíssimo” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “Esse é um dos programas que investem diretamente na qualificação dos nossos estudantes. Vocês vão acabar sendo referência, exemplos para os colegas que estão nas escolas de vocês, para os jovens que estão na mesma rua brincando com vocês, acompanhando ali a sua trajetória de vida”, completou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Criado no ano passado, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes da rede pública para um intercâmbio de até três meses em instituições de ensino do Reino Unido. Em 2026, o programa será ampliado. O número de alunos participantes subirá para 400, e, além das quatro nações que compõem o Reino Unido, serão incluídas instituições no Canadá, na França e na Espanha. “Esse é um dos programas que investem diretamente na qualificação dos nossos estudantes. Vocês vão acabar sendo referência, exemplos para os colegas que estão nas escolas de vocês, para os jovens que estão na mesma rua brincando com vocês, acompanhando ali a sua trajetória de vida”, destacou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha “Se eu estou eufórica, imagina os estudantes da rede pública de ensino, porque agora nós ampliamos o Pontes para o Mundo. Então, meninos, a oportunidade está batendo na porta de vocês. Abracem, estudem, leiam o edital quando sair, e vamos voar, viajar, sonhar e conhecer um mundo que está se descortinando diante dos olhos dos nossos estudantes”, convidou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Mudança de vida Giovanna Borba, estudante do 3º ano no Centro Educacional do Lago (CEL), foi uma das participantes em 2025 e exaltou a experiência. “Eu nunca tinha saído do país antes, então, o Pontes realmente abriu essa porta enorme na minha vida”, definiu. “Quando descobri que ia participar, a expectativa foi muito alta, porque era a realização de um grande sonho não só meu, mas de muitos estudantes. Eu fui para um college chamado NPTC, no País de Gales, onde consegui estudar geopolítica, ciência, em uma infraestrutura muito incrível. Também tive uma família lá muito acolhedora e consegui aproveitar o máximo da cultura do Reino Unido, porque a gente se imerge de todas as formas”, acrescentou. "Abracem, estudem, leiam o edital quando sair, e vamos voar, viajar, sonhar e conhecer um mundo que está se descortinando diante dos olhos dos nossos estudantes”, convidou Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do DF Testemunho semelhante ao de Hugo Galdino, do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, que, no ano passado, foi para a Inglaterra: “É um choque cultural muito grande ir para fora, você tem a oportunidade de ver pessoas diferentes, histórias diferentes. É algo fantástico". Já as amigas Ana da Cruz e Joana de Andrade, ambas com 17 anos, vivem a expectativa de conquistar uma das vagas deste ano. “Participar desse processo não é nada fácil, mas, quando você vê pessoas ao seu redor, pessoas que são próximas de você, vivenciando um sonho que é seu, você se imagina naquele cenário. E eu sempre sonhei. Entrei no CIL [Centro Interescolar de Línguas] no 6º ano, então já tem muito tempo que eu estudo outra língua, e receber essa oportunidade nesse momento é como uma luz”, pontuou Ana, que estuda no Centro de Ensino Médio (CEM) 3 do Gama. "É uma experiência que é um sonho. Acho que eu não teria uma oportunidade dessa de passar três meses. É muita coisa e não é algo muito dentro da minha realidade. Então, quando eu fiquei sabendo do Pontes para o Mundo, foi uma porta realmente que se abriu para mim e eu pensei ‘preciso muito ir’”, emendou Joana, aluna do Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama. “Eu nunca tinha saído do país antes, então, o Pontes realmente abriu essa porta enorme na minha vida”, afirma a estudante Giovanna Borba Revista Quando retornarem ao Brasil, os estudantes selecionados descreverão os aprendizados em artigos a serem publicados na revista Com Censo Jovem, projeto de iniciação científica para adolescentes da Secretaria de Educação. Uma prova de que a experiência não acabará na volta para casa. “Nós firmamos uma parceria com o Pontes para o Mundo, então é algo a mais nessa volta dos meninos da segunda edição dos países em que eles vão fazer o intercâmbio. É a publicação de um dossiê temático, com a experiência retratada na revista. Porque é uma experiência enriquecedora, e a revista tem essa parceria com o programa no protagonismo estudantil, que é um pilar importantíssimo no ensino médio e que eles vão continuar exercendo mesmo após o retorno”, destacou a professora Daphne Leandro, editora-chefe da publicação.
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GDF alinha prioridades estratégicas para o desenvolvimento do Distrito Federal em reunião com Codese
O governador Ibaneis Rocha participou, nesta segunda-feira (23), de um café da manhã com a diretoria e os membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico do DF (Codese-DF). No encontro, o chefe do Executivo local alinhou prioridades e apresentou a execução de ações voltadas ao desenvolvimento do DF ao longo dos últimos oito anos. Sétima edição da Reunião do Modelo de Governança Codese-GDF apresentou avanços de propostas construídas entre 2018 e 2026, reforçando a articulação entre poder público e setor produtivo | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Durante a reunião, Ibaneis Rocha destacou os avanços em diversas áreas, como saúde, educação e habitação. “Em breve, faremos a contratação de 1,3 mil profissionais da saúde. Temos grandes programas que colocamos para funcionar desde o ano passado, em parceria com a iniciativa privada, para agilizar a demanda. Também tivemos a contratação das cooperativas de anestesistas, o que tem feito aumentar o número de cirurgias na rede pública”, acrescentou o governador. “Temos mais de 12 mil moradias no Itapoã Parque. Com tantas entregas habitacionais, o nosso objetivo é acabar com invasões, porque agora as pessoas não têm motivos para comprar terrenos irregulares. Na área da educação, nós reformamos 96% das escolas do DF e entregamos diversas outras novas, construídas do zero. Eu acho que esse é o legado que vamos deixar depois de oito anos de governo. Vale a pena administrar quando se quer fazer o bem”, finalizou o chefe do Executivo local. A 7ª Reunião do Modelo de Governança Codese-DF teve como foco a apresentação dos avanços das propostas construídas no âmbito do Codese entre 2018 e 2026, com base nas diretrizes consolidadas nas duas primeiras edições do documento O DF que a gente quer. O objetivo é monitorar a implementação das ações e fortalecer a articulação entre o poder público e o setor produtivo. O modelo de governança adotado pelo Codese-DF reúne especialistas e lideranças de diferentes áreas, organizados em câmaras técnicas e eixos temáticos, que atuam de forma voluntária na elaboração de propostas para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Segundo o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, a reunião dos conselhos é uma oportunidade de aproximar a população do governo: “A gente sabe que a sociedade civil organizada tem um papel preponderante no desenvolvimento da nossa cidade. E eu enxergo no Codese uma porta muito importante para o governo apresentar à iniciativa privada suas propostas e intenções”. Além de avaliar resultados, o encontro também reforçou o papel do colegiado como espaço de diálogo permanente entre governo e sociedade, contribuindo para a construção de políticas públicas estruturantes e de longo prazo. Durante o encontro, Ibaneis Rocha alinhou prioridades e apresentou a execução de ações voltadas ao desenvolvimento do DF ao longo dos últimos oito anos O presidente do Codese-DF, Dionyzio Klavdianos, destacou que o encontro marca um momento de balanço das ações construídas em parceria com o GDF nos últimos anos. “Essa reunião de governança é um momento de avaliar o que foi proposto, o que já foi executado e em que estágio estão as ações. Ao longo desses anos, construímos uma parceria muito positiva, em que tanto o governo quanto a sociedade civil ganharam com esse diálogo permanente”, afirmou. Para ele, a participação de representantes da sociedade civil contribui para o aprimoramento das políticas públicas. “O Codese é formado por pessoas que atuam de forma voluntária em diversas áreas, como saúde, educação, mobilidade e cultura. Esse canal direto com o governo permite oferecer sugestões, avaliações e contribuir com soluções. Quem ganha é a cidade, porque há um retorno mais qualificado sobre as ações em andamento”, acrescentou. [LEIA_TAMBEM]A 7ª Reunião do Modelo de Governança Codese-DF ocorre em paralelo à elaboração da versão 2026 do documento O DF que a gente quer, conduzida com apoio metodológico da Fundação Dom Cabral (FDC). A iniciativa busca ampliar a consistência técnica das propostas e orientar estratégias futuras para o crescimento sustentável da capital. A expectativa é que o novo documento reúna diretrizes voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, à inovação e ao desenvolvimento socioeconômico do DF, além de servir como referência para o planejamento de políticas públicas nos próximos anos. Criado em 2017, o Codese-DF tem como objetivo participar do planejamento econômico sustentável de Brasília e do Entorno. Empresários, acadêmicos, técnicos e membros da comunidade compõem o conselho.
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Segunda edição do Anuário de Segurança será lançado nesta terça-feira (24)
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), lança, nesta terça-feira (24), o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. A publicação, que consolida e aprofunda a análise dos principais indicadores criminais do Distrito Federal, será lançada no Auditório Valdéria da Silva Barbosa, localizado na sede da Polícia Civil do DF (Parque da Cidade). A nova edição reforça o uso estratégico de dados como ferramenta central para planejamento, prevenção e tomada de decisão, além de ampliar a transparência das ações de segurança pública. Com metodologia aprimorada, o anuário avança na leitura dos fenômenos criminais e fortalece o DF como referência nacional em segurança baseada em evidências. *Com informações da SSP-DF
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