Simpósio debate segurança pública no DF com base em dados e evidências
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) promove, entre os dias 24 e 26 deste mês, o I Simpósio Qualis de Dados e Informações de Segurança Pública, no formato presencial, no Auditório Valdéria da Silva Barbosa, no Complexo da Polícia Civil (PCDF). A iniciativa será um espaço institucional para o debate qualificado sobre políticas públicas e estratégias baseadas em evidências. Promovido por meio da Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), o evento ocorrerá no contexto do lançamento do 2º Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal (2026) e terá como eixo central a análise dos dados e informações que orientam as ações de prevenção, repressão e proteção no DF. As inscrições, que são gratuitas, podem ser feitas por meio deste link. “Mais do que números, o simpósio parte do princípio de que dados contam histórias, revelam padrões e subsidiam decisões mais eficazes, consolidando uma política de segurança pública cada vez mais orientada por inteligência, integração e resultados”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. A programação reunirá representantes das forças de segurança, gestores públicos, integrantes do sistema de justiça, pesquisadores e sociedade civil em torno de temas essenciais para a compreensão dos cenários atuais e futuros da segurança no Distrito Federal. Entre os eixos de debate estão a avaliação dos resultados do programa DF Mais Seguro — Segurança Integral, assim como a análise de homicídios, feminicídios, roubos, sensação de segurança, desaparecimento de pessoas e inovações tecnológicas aplicadas à área. Evento terá como eixo central a análise dos dados e informações que orientam as ações de prevenção, repressão e proteção no DF | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para Avelar, a iniciativa representa um avanço na consolidação de uma gestão moderna e orientada por evidências. “Estamos fortalecendo uma cultura institucional de governo aberto, com transparência, acesso à informação e participação social. O simpósio Qualis consolida esse movimento ao transformar dados e informações de segurança em debates públicos, capazes de orientar políticas e estratégias mais eficazes”, destaca. O subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, reforça o papel da análise qualificada na tomada de decisão. “Não se trata apenas de produzir dados, mas de interpretá-los adequadamente, identificar tendências, antecipar cenários e gerar valor público. Esse espaço de diálogo qualificado fortalece a capacidade do Estado de decidir melhor e atuar de forma mais estratégica, com base em evidências”, afirma. Inscrições Os interessados poderão se inscrever em um ou mais painéis, de acordo com a disponibilidade de vagas, que são limitadas e sujeitas à confirmação da organização, em razão da capacidade do local do evento. O preenchimento do formulário representa uma solicitação de inscrição, sendo a confirmação encaminhada posteriormente aos participantes selecionados. Para mais informações, acesse o perfil do evento no Instagram, ou entre em contato com a organização por meio do e-mail sgi@ssp.df.gov.br ou pelo WhatsApp (61) 99246-0105. Serviço Data: 24 a 26 deste mês Horário: 9h às 18h Local: Auditório Valdéria da Silva Barbosa – Complexo da PCDF Acesso mediante credenciamento prévio. *Com informações da SSP-DF
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Mais de 100 casais vão oficializar união no primeiro Casamento Comunitário de 2026 neste domingo (22)
A contagem regressiva já começou. Neste domingo (22), mais de 100 casais do Distrito Federal vão viver um dos momentos mais marcantes de suas histórias: o tão esperado “sim”. Eles participarão da primeira edição de 2026 do Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A cerimônia será realizada às 17h, no Museu Nacional da República, um dos principais cartões-postais de Brasília, que mais uma vez se transforma em cenário de emoção, cidadania e celebração do amor. Voltado a casais em situação de vulnerabilidade social, o programa garante a oficialização gratuita da união civil e oferece uma estrutura completa para o grande dia — com direito a trajes, produção de beleza, transporte de luxo, decoração, registro fotográfico e todo o cerimonial. Mais do que uma celebração, a iniciativa assegura direitos fundamentais, como segurança jurídica, acesso a benefícios e proteção às famílias. No projeto Casamento Comunitário, os casais ganham de traje a registro fotográfico, passando por salão de beleza e cerimonial | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Desde a criação do programa, em 2021, mais de mil casais já foram beneficiados. Somente em 2025, quatro edições reuniram cerca de 400 casais, consolidando o Casamento Comunitário como uma das políticas públicas mais simbólicas do DF. Ansiedade e sonhos Entre os noivos que aguardam pelo grande dia está a auxiliar de serviços gerais Juliana Ferreira, de 34 anos, e o vigilante Marcos Vinícius Alves, 38. Juntos há mais de oito anos, eles veem na cerimônia a oportunidade de oficializar uma história construída com parceria e superação. “É um sonho que a gente foi adiando por causa das dificuldades. Agora, está chegando a nossa vez. A ansiedade está enorme, mas é uma felicidade que não cabe no peito”, conta Juliana. Raimunda Gomes vive com José Carlos Pereira há mais de 20 anos: "Agora chegou o momento de celebrar tudo isso de forma oficial. Vai ser um dia inesquecível" Quem também não esconde a emoção é o casal Raimunda Gomes, 66, e José Carlos Pereira, 61. Moradores de São Sebastião, eles vivem juntos há mais de duas décadas e aguardam a cerimônia como um recomeço. “A gente já construiu uma vida inteira, criou filhos, enfrentou muita coisa. Agora chegou o momento de celebrar tudo isso de forma oficial. Vai ser um dia inesquecível”, diz Raimunda. Política pública que transforma vidas “Quando o Estado garante esse momento, ele não está apenas celebrando o amor, mas assegurando direitos, fortalecendo vínculos familiares e levando dignidade a quem mais precisa” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o programa vai muito além da cerimônia. “O Casamento Comunitário é uma política pública que transforma realidades. Quando o Estado garante esse momento, ele não está apenas celebrando o amor, mas assegurando direitos, fortalecendo vínculos familiares e levando dignidade a quem mais precisa. Cada casal que sobe ao altar representa uma história de luta, superação e esperança”, destaca. A expectativa é que a edição reúna não apenas os casais, mas também familiares e convidados, em uma celebração marcada por emoção coletiva e pelo sentimento de conquista. Mais do que alianças, serão firmados compromissos de vida — e, para muitos, a realização de um sonho que parecia distante, mas que agora se torna realidade. Casamento Comunitário – 1ª edição de 2026 →Data: domingo (22) →Horário: 17h →Local: Museu Nacional da República. *Com informações da Sejus-DF
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Wi-Fi Social atinge marca de 200 pontos no Distrito Federal
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) inaugurou o 200º ponto do programa Wi-Fi Social DF, marco da política de inclusão digital da capital. A iniciativa oferece internet gratuita em espaços públicos e se consolidou como uma das ações de maior impacto social do governo. A cerimônia ocorreu no Restaurante Comunitário do Sol Nascente, nesta terça-feira (17). “Um telefone com disponibilidade de internet é muito bom, porque aqui é um lugar onde as pessoas vão poder ler mensagens e fazer seus contatos, já que o restaurante comunitário é um espaço democrático”, ressaltou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A vice-governadora Celina Leão, juntamente com os titulares da Sedes-DF e da Secti-DF, participou da inauguração do 200º ponto de acesso à internet do programa Wi-Fi Social DF, no Restaurante Comunitário do Sol Nascente | Foto: Divulgação/Secti-DF Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, a marca representa um passo importante na redução das desigualdades digitais. “O Wi-Fi Social é uma política pública que transforma vidas, porque garante acesso a serviços digitais, informação e oportunidades. Esse ponto de número 200 coloca Brasília entre as três maiores regiões inclusivas do Brasil em termos de conectividade. É uma das cidades mais conectadas com internet gratuita”, afirmou. No evento, também foi celebrada a ampliação do número de refeições oferecidas pelo Restaurante Comunitário do Sol Nascente. A titular da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Ana Paula Marra, destacou a importância da ação integrada para atender a população. “Além de assegurar refeições balanceadas a um preço popular, estamos promovendo a inclusão digital por meio do Wi-Fi Social, que garante internet gratuita à população. Isso possibilita, inclusive, a realização de pagamentos via Pix e outras transações, facilitando o dia a dia das famílias e ampliando seu acesso à cidadania", observou. [LEIA_TAMBEM]Frequentador do restaurante, o aposentado Antônio Honorário Pereira, de 74 anos, aprovou a iniciativa. “Internet de graça é bom demais. Ajuda muito a falar com as outras pessoas”, disse. Além de facilitar a comunicação, a conectividade gratuita fortalece a cidadania e apoia a economia local, ao permitir que estudantes, trabalhadores e pequenos empreendedores utilizem ferramentas digitais no dia a dia. Baseado em parceria público-privada e sem custos para o usuário, o programa seguirá em expansão, reforçando o compromisso da Secti-DF com uma cidade mais conectada, acessível e cheia de oportunidades. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)
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Brasília lidera ranking de energia solar entre as capitais e amplia geração em escolas e prédios públicos
Brasília alcançou 530,1 MW de potência instalada em energia solar e ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O resultado faz parte da política de descarbonização do Governo do Distrito Federal (GDF), que combina expansão da geração em prédios públicos e escolas com estímulo à mobilidade elétrica. O avanço inclui a implantação de usinas públicas e novos projetos para ampliar a capacidade instalada no DF. Placas fotovoltaicas no teto do CEF 801 do Recanto das Emas: tecnologia chega às escolas e amplia raio de sustentabilidade no DF | Foto: Acervo CEF 801 Usina pública em Águas Claras Inaugurada em junho de 2024 no Parque Ecológico de Águas Claras, a 1ª Usina Pública de Energia Solar Fotovoltaica do DF recebeu investimento de R$ 4,3 milhões. A capacidade anual é de 962,77 MWh, com economia estimada em R$ 1 milhão por ano. A energia abastece 80 prédios públicos, incluindo dez escolas da rede pública do DF. “Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população” Gutemberg Gomes, secretário do Meio Ambiente O relatório consolidado também registra o programa Brasília — Capital da Iluminação Solar, com previsão de R$ 130 milhões e meta de 100 MW, além de projeto da Companhia Energética de Brasília (CEB) para construção de usina de 120 MW destinada ao atendimento de prédios do GDF. Para o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, os resultados indicam continuidade da política pública. “O balanço das ações do GDF em sustentabilidade e energia limpa demonstra um compromisso sólido e contínuo com um futuro mais verde e próspero para o Distrito Federal”, aponta. “Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população”, comemora. Segundo o secretário, a transição ainda está em curso. “O caminho para a consolidação de uma matriz energética 100% limpa e de uma cidade totalmente sustentável ainda é longo, mas o DF já se posiciona como um protagonista nessa jornada”, avalia. Economia e laboratório pedagógico No CEF 801 do Recanto das Emas, o sistema foi implantado em maio de 2025, com 104 placas solares. A unidade atende 920 alunos distribuídos em 41 turmas. Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801 do Recanto das Emas, comemora as instalações: “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Antes da instalação, a escola pagava entre R$ 5,5 mil e R$ 7 mil por mês de energia elétrica. “A economia representa algo entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por ano para o Estado”, afirma o diretor da instituição, Cleiton de Oliveira. Segundo dados técnicos da rede, em média os sistemas implantados suprem cerca de 40% do consumo das unidades escolares. No caso do CEF 801, a direção estima desempenho superior. “Acredito que fique entre 70% e 80%, principalmente porque nossa região tem longos períodos de sol”, calcula ele. “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa” Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801 O sistema é integrado à rede elétrica. Quando a produção supera o consumo, o excedente é convertido em crédito na fatura seguinte. A manutenção se limita à limpeza periódica das placas. Mais que economia, a estrutura virou ferramenta pedagógica. Antes mesmo da instalação, professores trabalharam o tema em sala com vídeos, pesquisas e textos informativos. No dia da inauguração, os estudantes apresentaram trabalhos sobre sustentabilidade. “Não foi algo pontual”, explica o diretor. “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa.” O tema passou a integrar o planejamento permanente da escola. Os alunos acompanham a produção de energia, visitam os equipamentos e discutem matriz energética, consumo consciente e fontes renováveis. “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade”, enfatiza Cleiton de Oliveira. “Não existe lugar melhor para iniciar esse tipo de projeto do que numa escola.” Transporte com menor emissão O sistema de transporte coletivo do DF conta atualmente com seis ônibus elétricos. A meta é alcançar 90 veículos até o fim deste ano. A renovação da frota inclui ônibus com tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de poluentes em até 80%. O setor de transportes é a principal fonte de gases de efeito estufa no DF. [LEIA_TAMBEM]O incentivo também alcança veículos particulares. Desde 2021, veículos elétricos são isentos de IPVA no Distrito Federal. Em 2025, o benefício foi ampliado para híbridos seminovos. Entre 2020 e 2024, a frota de elétricos cresceu 9.455%, passando de 154 para 14.715 unidades. Veja abaixo a lista de escolas que já contam com sistema de energia solar. ♦ Escolas atendidas com energia fotovoltaica por compensação — energia gerada na usina de Águas Claras ⇒ Escola Classe (EC) Natureza do Plano Piloto ⇒ EC 06 de Brazlândia ⇒ EC Arniqueira de Taguatinga ⇒ Centro de Ensino Fundamental (CEF) Vila Areal de Taguatinga ⇒ Centro de Educação Infantil (CEI) 07 de Taguatinga ⇒ Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Walter José de Moura de Taguatinga ⇒ Centro Educacional (CED) Miriam Ervilha de Samambaia ⇒ EC Vila Buritis do Recanto das Emas ⇒ Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Riacho Fundo ⇒ Escola de Música de Brasília (EMB) ♦ Escolas com sistema de placas fotovoltaicas ⇒ CEF 01 do Planalto, no Plano Piloto ⇒ CEF Santos Dumont de Santa Maria ⇒ EC 218 de Santa Maria ⇒ EC 510 do Recanto das Emas ⇒ EC Vila dos Buritis do Recanto das Emas ⇒ CEM 111 do Recanto das Emas ⇒ CED do Guará ⇒ Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará ⇒ CEF 407 de Samambaia ⇒ Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama.
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Startup desenvolve ativos para cosméticos a partir do veneno de vespas do Cerrado
O que o veneno de uma vespa do Cerrado pode ter a ver com cuidados com a pele? Para pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a resposta está na biotecnologia. A partir de estudos sobre moléculas presentes nesses insetos, nasceu a Biointech, uma startup que transforma descobertas científicas em ativos para cosméticos. Criada a partir de pesquisas realizadas na Universidade de Brasília e fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do programa Start BSB, a empresa desenvolve peptídeos bioinspirados capazes de dar origem a novos ingredientes para a indústria de cosméticos. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Biointech demonstram o potencial da ciência para gerar inovação e desenvolvimento econômico. “Quando apoiamos a pesquisa científica, também abrimos caminho para o surgimento de novas tecnologias e empresas capazes de transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, destaca. Da pesquisa científica ao nascimento da startup A história da Biointech começa no laboratório de neurofarmacologia da UnB, onde a professora Márcia Mortari pesquisava venenos de marimbondos em busca de novas moléculas capazes de tratar epilepsia refratária, um tipo da doença que não responde aos medicamentos disponíveis. Durante essas pesquisas surgiu uma molécula promissora chamada Neurovespina, que despertou o interesse em levar aquela descoberta científica para além do ambiente acadêmico. Foi nesse momento que surgiu a parceria que daria origem à Biointech. Pesquisas conduzidas no laboratório da Universidade de Brasília deram origem à Biointech | Foto: Divulgação/Biointech “Um dia, o João entrou na minha sala e perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que precisava de um sócio”, lembra Márcia Mortari, pesquisadora da UnB e cofundadora da startup. A partir desse encontro, Márcia uniu-se ao empreendedor João Davison Silva Ramalho, com quem fundou a Biointech em 2016, empresa criada para transformar descobertas científicas em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. “A Biointech nasceu com o propósito de transformar ciência de laboratório em soluções reais para pacientes e para a sociedade”, afirma João Davison Silva Ramalho, cofundador da empresa. O início dessa trajetória contou com o suporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Seleção Pública de Propostas para Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico ou de Inovação em Empresas Emergentes de Base Tecnológica — Startups Brasília, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento da empresa e a transformação da pesquisa acadêmica em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. Hoje, a Neurovespina já apresenta resultados promissores. Em parceria com o Hospital Veterinário da UnB, seis cães com epilepsia refratária estão sendo tratados com a molécula e apresentam controle total das crises. Biotecnologia inspirada na biodiversidade Com o avanço das pesquisas, a Biointech ampliou sua atuação e passou a explorar também aplicações na área cosmética. A empresa desenvolve peptídeos bioinspirados no veneno de vespas do Cerrado, capazes de atuar como ingredientes ativos em formulações para cuidados com a pele. Essas moléculas não são extraídas diretamente dos animais. A partir do estudo das substâncias presentes na natureza, os pesquisadores desenham versões seguras e eficientes em laboratório, produzidas por síntese química a partir de aminoácidos de origem vegetal. O processo garante maior controle, segurança e escalabilidade na produção. Dessa pesquisa, surgiu a Linha Tekohá, composta por cinco ativos biotecnológicos voltados para aplicações como tratamento de acne, redução de linhas de expressão, melasma, olheiras e inchaço na região dos olhos. Para João Davison Silva Ramalho, o diferencial da empresa está justamente na conexão entre ciência e inovação. “Nosso trabalho é pegar uma descoberta científica e transformá-la em tecnologia aplicada, criando ingredientes inovadores a partir de moléculas inspiradas na biodiversidade brasileira”, explica. Pesquisas da Biointech também resultam em soluções voltadas à saúde, com aplicações em estudos sobre epilepsia | Foto: Divulgação/Biointech O desenvolvimento dessas soluções também é impulsionado pela participação da Biointech no programa Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal voltada ao fortalecimento de startups inovadoras. No programa, a empresa é acelerada pela Cotidiano Aceleradora (Cooti), o que contribui para o amadurecimento do modelo de negócio e para a aproximação da startup com o mercado. Ciência, inovação e mercado Atualmente, o modelo de negócio da Biointech é predominantemente B2B (empresa para empresa), com foco no desenvolvimento e fornecimento de soluções biotecnológicas para empresas do setor cosmético, farmácias de manipulação e laboratórios de pesquisa. Além de comercializar seus próprios ativos, a startup também desenvolve peptídeos personalizados sob demanda, permitindo que empresas criem ingredientes exclusivos para novos produtos. A empresa também atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas e na distribuição de insumos utilizados por centros de pesquisa e laboratórios. Nos últimos anos, a Biointech tem ampliado sua presença no ecossistema de inovação, participando de eventos e feiras nacionais e internacionais do setor, como In-Cosmetics, In Beauty Portugal, Inova Sebrae e Campus Party, espaços voltados à conexão com parceiros, empresas e investidores. A empresa também vem expandindo suas frentes de pesquisa. Um dos projetos mais recentes envolve o desenvolvimento de um peptídeo com aplicação no setor agro, financiado pela Finep em parceria com o Ideelab. Para os próximos anos, a Biointech pretende ampliar sua capacidade de síntese de peptídeos em escala industrial e fortalecer seu papel como ponte entre universidade e indústria, contribuindo para transformar conhecimento científico em inovação tecnológica e novos produtos para o mercado. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Nova sede da Secretaria de Segurança Pública fortalece integração institucional e qualifica atendimento à população
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugurou, nesta terça-feira (17), a nova sede da pasta. O espaço, localizado ao lado do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), marca um avanço estratégico na política de valorização dos servidores, fornecendo melhores condições de trabalho e de integração entre áreas, com maior eficiência operacional. O novo espaço reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a qualificação do serviço público e com a entrega de resultados cada vez mais efetivos à população. Concebido a partir de uma necessidade identificada em 2020 de ampliar a estrutura física e oferecer melhores condições de trabalho aos servidores, o projeto ganhou forma com o apoio do Governo Federal. Ainda naquele ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aprovou a proposta e destinou recursos para a construção do novo edifício. Ao longo dos anos seguintes, o projeto avançou com a elaboração técnica, formalização de convênios e execução das obras, concluídas após dois anos e meio. “Ao longo desses quatro anos, construímos um legado baseado não apenas em discurso, mas em investimento real, valorização dos profissionais e fortalecimento das nossas forças de segurança", ressaltou a vice-governadora Celina Leão | Foto: Divulgação/SSP-DF A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, esteve presente na inauguração. “Ao longo desses quatro anos, construímos um legado baseado não apenas em discurso, mas em investimento real, valorização dos profissionais e fortalecimento das nossas forças de segurança. Tivemos avanços importantes e essa nova sede simboliza exatamente esse momento: uma segurança pública moderna, estruturada, eficiente e preparada para proteger a população. Tenho convicção de que esse trabalho continuará, sustentado por uma equipe comprometida e por uma política pública séria, integrada e voltada para quem mais importa: o cidadão.” Com investimento total de R$ 19 milhões — sendo R$ 9 milhões oriundos do Governo do Distrito Federal, em parceria com o Banco do Brasil, e R$ 10 milhões do Governo Federal, viabilizados por meio do Ministério da Justiça e da Caixa Econômica Federal —, o novo prédio traduz, na prática, a importância da articulação institucional para a entrega de soluções concretas à sociedade. “Este novo espaço representa muito mais do que uma estrutura física. É a materialização de um modelo de gestão que acredita na integração, na eficiência e, sobretudo, nas pessoas" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a entrega da nova sede simboliza um compromisso concreto com a modernização da gestão e com a valorização do serviço público. “Este novo espaço representa muito mais do que uma estrutura física. É a materialização de um modelo de gestão que acredita na integração, na eficiência e, sobretudo, nas pessoas. Investir em infraestrutura é garantir melhores condições de trabalho aos nossos servidores e, consequentemente, entregar um serviço mais qualificado à população. Esse espaço foi pensado para fortalecer nossa capacidade de planejamento, de articulação e de resposta, sempre com foco em uma segurança pública cada vez mais eficiente e humana.” A estrutura conta com 4.812,61 metros quadrados de área construída, distribuídos entre subsolo, térreo e dois pavimentos, além de áreas técnicas. O espaço tem capacidade para abrigar cerca de 250 servidores atuando simultaneamente, além de visitantes e colaboradores, e dispõe de garagem com 28 vagas. A nova sede foi projetada para potencializar a integração entre as unidades orgânicas finalísticas da SSP-DF, incluindo o gabinete do secretário. A centralização das áreas estratégicas permitirá maior fluidez nos processos internos, fortalecimento da coordenação interinstitucional e respostas mais ágeis às demandas da população. O ambiente também foi pensado para garantir mais conforto, funcionalidade e eficiência no cotidiano dos servidores, além de oferecer melhores condições de atendimento ao público externo, com espaços mais acessíveis e acolhedores. “Muitas vezes, o trabalho na segurança pública é feito de forma silenciosa, sem que possamos agradecer e reconhecer individualmente a cada servidor como gostaríamos. Mas saio com o coração em paz, com a convicção de que aproveitamos as oportunidades que tivemos e entregamos resultados importantes à sociedade. Construímos legados sólidos, baseados na integração, na atuação conjunta com a sociedade civil e no compromisso com uma segurança pública que pertence a todos nós. Quando tiramos a farda, somos cidadãos, pais e mães de família, e é por isso que precisamos continuar avançando, com responsabilidade e proximidade com a população”, completa Avelar. *Com informações da SSP-DF
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GDF concede contrato público de concessão de uso da Chácara Manacá, após 60 anos de espera
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), entregou, nesta terça-feira (17), o Contrato de Concessão de Uso sem opção de compra (CDU-S) da Chácara Manacá à Associação Brasileira de Educação e Cultura, ligada aos colégios Marista. O contrato é válido por 30 anos, com possibilidade de renovação por períodos iguais. O documento confere segurança jurídica à associação, que fará pagamentos públicos mensais. Futuramente, esses pagamentos poderão ser feitos com moeda social. Documento que regulariza a Chácara Manacá, localizada na área rural do Recanto das Emas, foi assinado nesta terça (17) pelo governador Ibaneis Rocha | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “Para nós, foi muito importante esse ato de receber a regularização da Chácara Manacá, que é a extensão campestre do Colégio Marista de Brasília Asa Sul. Ali, recebemos muitos estudantes com atividades educacionais, pedagógicas, pastorais e sociais, assim como seus pais e muitas outras instituições que recebemos naquele espaço. Então, hoje está sendo selado um compromisso muito importante para a continuidade dessas nossas atividades”, exaltou o diretor institucional do Marista Asa Sul, Benê Oliveira. A entidade aguardava a regularização do espaço, localizado no Núcleo Rural Vargem da Bênção, no Recanto das Emas, há mais de 60 anos. “Chegamos com Juscelino Kubitschek nesta cidade e logo sentimos a necessidade de ter uma extensão rural, uma extensão campestre para as nossas atividades”, lembrou Oliveira. Benê Oliveira, diretor institucional do Marista Asa Sul: "Foi muito importante esse ato de receber a regularização da Chácara Manacá, que é a extensão campestre do Colégio Marista de Brasília Asa Sul" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A regularização foi conduzida pela Terracap com base na Lei Distrital nº 6.888/2021 e no Decreto Distrital nº 43.209/2022, que permitem regularizar ocupações históricas de entidades sem fins lucrativos que desenvolvem atividades sociais, educacionais, culturais, esportivas ou de convivência comunitária. Sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, a Lei Distrital nº 6.888/2021 possibilitou a solução de antigas situações envolvendo áreas públicas utilizadas por instituições que prestam serviços relevantes à sociedade. Desde a criação da legislação, 27 clubes e associações sem fins lucrativos já foram regularizados no Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]“Regularizando, a gente propicia que eles ampliem seus negócios, isso é muito importante. E eles devolvem para a sociedade todo esse serviço, a exemplo do Marista, que educa há muitos anos e pode, agora, com segurança, ampliar, modernizar, pode fazer o que quiser, porque agora está na mão deles”, reforçou o presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Izidio Santos Junior. Empresas Mais cedo, também nesta terça-feira (17), o governador entregou 200 escrituras e contratos de concessão a empresas atendidas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF, em cerimônia no Salão Branco do Palácio do Buriti. Os documentos formalizaram a situação de imóveis públicos destinados à atividade econômica e encerraram pendências que travavam a regularização de empreendimentos no DF. Com essas concessões, o GDF ultrapassou a marca de 1,7 mil documentos desse tipo entregues desde 2019.
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Desfile das escolas de samba abre comemorações pelos 66 anos de Brasília
O desfile das escolas de samba de 2026 abrirá oficialmente as comemorações pelos 66 anos de Brasília. A programação está prevista para os dias 17, 18 e 19 de abril e reunirá 16 agremiações — sendo 15 concorrentes e uma hors concours — em um evento que busca fortalecer e ampliar o calendário cultural da capital. A definição da nova data atende a uma demanda das próprias escolas de samba. As agremiações solicitaram mais tempo para a preparação do espetáculo, com o objetivo de garantir melhores condições técnicas para a produção de fantasias, alegorias e ensaios, além de oferecer ao público um desfile à altura das celebrações do aniversário da cidade. O projeto prevê investimento superior a R$ 8 milhões para a montagem da estrutura do evento. O recurso contempla produção executiva, logística, segurança, cenografia, sonorização e iluminação, além da realização de shows. A maior parte do investimento será destinada à subvenção direta das escolas de samba, contribuindo para viabilizar toda a cadeia produtiva envolvida na realização dos desfiles. O projeto prevê investimento superior a R$ 8 milhões para a montagem da estrutura do evento | Foto: Divulgação/Secec-DF Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes, o apoio ao desfile também representa um compromisso com a valorização da cultura popular e com os trabalhadores que movimentam o setor. “O desfile das escolas de samba é, antes de tudo, um investimento nas pessoas. Estamos falando de cultura viva, de trabalho, de renda e de pertencimento. Nosso papel é garantir condições para que as agremiações desfilem com dignidade, segurança e qualidade artística, valorizando uma tradição que é patrimônio afetivo da população do Distrito Federal”, afirma. O local de realização do evento será no Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, área que apresenta condições favoráveis de logística, acessibilidade, capacidade de público e mobilidade urbana. A escolha também considera o potencial de consolidação de um circuito permanente para os desfiles das escolas de samba no Distrito Federal. A programação completa será divulgada posteriormente e contará com atrações nacionais e locais, ampliando o alcance cultural e turístico do evento. Serviço Desfile das escolas de samba Dias: 17, 18 e 19 de abril Local: Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
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