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Rede pública de saúde oferece assistência especializada e acompanhamento integral para mulheres no DF

Neste domingo (8) é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data que convida à reflexão sobre qualidade de vida, prevenção e acesso a esses serviços. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece uma rede de atendimento desde a atenção básica até unidades especializadas. A técnica administrativa Yanne Santos, 32 anos, começou o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte, onde descobriu que estava com diabetes gestacional. Por conta da condição, foi encaminhada ao Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu). Lá, a equipe composta por diversos profissionais cuida da mãe e do bebê. Yanne Santos: "Nós, mulheres, precisamos separar um instante, um dia, uma manhã, que seja, para cuidar da saúde, pois sem ela não conseguimos fazer nada" | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Yanne acredita que reservar um tempo para cuidar da própria saúde faz toda a diferença. “Muitas vezes, temos uma jornada dupla, trabalhando fora e em casa. Nós, mulheres, precisamos separar um instante, um dia, uma manhã, que seja, para cuidar da saúde, pois sem ela não conseguimos fazer nada”, reflete.  Cuidado multidisciplinar Criado em 2020, o Cesmu tornou-se referência na rede pública para o atendimento de gestantes de risco intermediário, mulheres com câncer e vítimas de violência. A unidade oferece acompanhamento integral em ginecologia, mastologia, homeopatia, acupuntura, nutrição, psicologia e endocrinologia. As pacientes chegam ao centro por encaminhamento das UBSs, que funcionam como porta de entrada, garantindo que mulheres de todas as regiões administrativas tenham acesso aos serviços. O atendimento é exclusivo para o público feminino a partir dos 18 anos e funciona com base no Complexo Regulador de Saúde do DF. O Cesmu, destinado exclusivamente ao público feminino a partir dos 18 anos, tornou-se referência no atendimento de gestantes de risco intermediário, mulheres com câncer e vítimas de violência. Segundo a ginecologista e obstetra do Cesmu, Gisely Lima, o objetivo é oferecer um acompanhamento amplo e contínuo. “O setor especializado em saúde da mulher disponibiliza uma assistência abrangente, incluindo rastreio de pré-natal e cuidados com a saúde integral feminina”, explica. O centro conta, ainda, com farmácia própria e um núcleo de apoio às vítimas de violência. Dados do InfoSaúde mostram a relevância da unidade na rede pública do DF. Em 2025, o Cesmu realizou cerca de 29,7 mil procedimentos, considerando consultas especializadas e atendimentos gerais. Entre as especialidades mais procuradas estão a ginecologia e a mastologia. [LEIA_TAMBEM]Prevenção A unidade também atua na prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças que afetam a saúde feminina. Conforme Lima, pacientes com câncer ginecológico ou de mama, por exemplo, podem receber suporte e acompanhamento no local. “Realizamos exames ginecológicos e mamografias anuais, pois manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir essas doenças e identificar alterações precocemente”, ressalta. O local funciona na entrequadra 514/515 Sul, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h, e das 13h às 18h, exceto aos feriados. A farmácia da unidade opera de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Agências do trabalhador abrem a semana com 734 vagas de emprego disponíveis nesta segunda (9)

As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (9), 734 vagas disponíveis para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3,8 mil. O posto com maior remuneração é o de gerente de hotel, em Sobradinho. Há uma vaga aberta, para pessoas com ensino médio completo e experiência comprovada. Outros cargos destacam-se pela quantidade de vagas disponíveis. Entre eles, o de servente de obras, em Samambaia Sul, com 50 oportunidades. A função não exige experiência comprovada, mas pede ensino fundamental completo. O salário é de R$ 1.639, além de benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

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GDF inicia obras de infraestrutura no Parque do Guará

O Parque Ecológico Ezechias Heringer, localizado no Guará, e administrado pelo Instituto Brasília Ambiental, em breve ganhará mais infraestrutura. As primeiras medidas para isso já estão em pleno andamento. A área 27 da unidade de conservação recebe as primeiras intervenções para passar a contar com equipamentos públicos. As intervenções iniciais incluem a construção de um Ponto de Encontro Comunitário (PEC), um parquinho infantil e uma ciclovia. "As nossas unidades de conservação (UCs) são locais de grande importância que, além de proteger a fauna e a flora, promovem lazer em contato com a natureza. Por isso, investimos na infraestrutura, garantindo espaços públicos de qualidade para todos. Cuidar do meio ambiente é cuidar da qualidade de vida e do futuro do Distrito Federal”, vice-governadora Celina Leão. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou que dar infraestrutura às UCs é fundamental. “A importância está em transformar áreas naturais protegidas em espaços funcionais, seguros e sustentáveis. Criar infraestrutura no segundo módulo do parque do Guará significa atrair mais moradores locais para visitar o parque. Isso é fundamental porque aumenta o sentimento de pertencimento da comunidade, que, afinal de contas, é a quem esses espaços pertencem”, lembrou. O superintendente de unidades de conservação do Brasília Ambiental, Marcos João Cunha, ressalta que a ocupação do espaço, chamado segundo módulo do parque, vai oferecer mais oportunidades de convivência e lazer para a comunidade. “Futuramente ainda temos a previsão da construção na área 27 do memorial Ezechias Heringer, além de quadra poliesportiva, estacionamento e trilhas”, ressalta. O parque ecológico Ezechias Heringer, situado na QE 23 do Guará 2, é formado por uma área de 306 hectares | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental O parque ecológico Ezechias Heringer, situado na QE 23 do Guará 2, é formado por uma área de 306 hectares. Foi criado em 1998 para proteger o córrego do Guará e o Cerrado nativo. Em seu primeiro módulo, oferece trilhas, orquidário, parquinho e equipamentos de ginástica, sendo um importante espaço de lazer, natureza e preservação da fauna local. O nome da Unidade de Conservação homenageia o agrônomo Ezechias Paulo Heringer, pioneiro no estudo das orquídeas e do Cerrado. O parque está aberto diariamente das 6h às 21h. *Com informações do Brasília Ambiental

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Mulheres representam mais de 74% da força de trabalho no IgesDF

Em muitos momentos, a melhora de um paciente começa com uma decisão silenciosa: permanecer um pouco mais ao seu lado, ouvir com atenção ou dedicar tempo para explicar a situação. Nem sempre esse tipo de cuidado aparece nos protocolos ou nos fluxos assistenciais. Na maioria das vezes, ele se manifesta em atitudes simples, repetidas diariamente por profissionais que enxergam no trabalho algo que vai além de uma função. Neste 8 de março, três histórias ajudam a mostrar como atitudes do cotidiano contribuem para consolidar não apenas os princípios do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), mas também uma cultura institucional baseada no compromisso com o paciente. Quando essa postura se transforma em prática diária, a instituição se fortalece e a assistência à população se qualifica. Atualmente, o IgesDF conta com 11.343 colaboradores ativos. Desse total, 8.423 são mulheres, o que representa 74,26% da força de trabalho. Mais do que um dado estatístico, o número revela a presença feminina em plantões, corredores hospitalares, setores administrativos, obras, áreas técnicas e em decisões que impactam diretamente o atendimento prestado à população do Distrito Federal. Alessandra Lopes: "Me engrandece saber que estou ajudando na recuperação de alguém e trazendo mais tranquilidade para a família" | Fotos: Divulgação/IgesDF Na sala vermelha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, um adolescente de 16 anos deu entrada com cetoacidose diabética, complicação grave da doença que exige intervenção imediata. O diagnóstico surgiu naquele momento, em meio ao sofrimento.  Para iniciar o atendimento, era necessário explicar a situação ao paciente e à família. No entanto, o jovem resistia. Foi então que a técnica de enfermagem Alessandra Lopes percebeu que, antes de qualquer procedimento, era preciso construir confiança. “Fui conversando no tempo dele, respeitando o espaço. Aquilo o acalmou. Ele começou a confiar em mim e o tratamento fluiu melhor”, conta. Alessandra relata que decidiu trabalhar em uma UPA após a morte da mãe, por acreditar que poderia contribuir no cuidado com outras pessoas. “Me engrandece saber que estou ajudando na recuperação de alguém e trazendo mais tranquilidade para a família”. Quando transportar é acolher Raiane Sousa: "Às vezes, o paciente só precisa ser ouvido. A gente leva para um exame e volta com uma história" No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o trabalho de Raiane Sousa começa conduzindo pacientes entre setores, exames e, muitas vezes, até o momento da alta hospitalar. Como maqueira, sua rotina exige agilidade, atenção e resistência física. Mas, para ela, o trabalho vai além da locomoção. “Às vezes, o paciente só precisa ser ouvido. A gente leva para um exame e volta com uma história”, ressalta. Em um dos plantões, a colaboradora acompanhou uma senhora que receberia alta, mas não tinha acompanhante. Raiane a levou até a portaria, ajudou a acionar o transporte e aguardou até que estivesse acomodada no carro. Antes de ir embora, a paciente pediu para fazer uma oração por ela. “Ela agradeceu pelo cuidado. Aquilo me marcou. No dia a dia, no meio dos trajetos, surgem conversas e laços que a gente nem imagina”, lembra. No Núcleo de Mobilidade (Numob), onde atua, Raiane destaca que o trabalho em equipe faz diferença na rotina. “O apoio entre as colegas ajuda muito. Isso aparece no clima da equipe e também na forma como os pacientes se despedem”, diz. Cuidado antecipado Nathalia Casagrande: "Cada entrega é mais que uma obra concluída, é uma etapa vencida na construção de um hospital mais preparado para quem precisa" Nos bastidores das unidades de saúde, também há profissionais que contribuem diretamente para o funcionamento da assistência. É o caso das equipes responsáveis por obras, reformas e adequações estruturais. Engenheira civil do Núcleo de Manutenção e Infraestrutura do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Nathalia Casagrande esteve à frente das adequações necessárias para a instalação de novos tomógrafos na unidade. “Quando vemos o equipamento pronto para atender, sabemos que aquilo vai beneficiar muita gente. É gratificante enxergar o resultado físico do nosso trabalho e entender que ele impacta diretamente na assistência”, afirma. Nathalia conta que, no início da carreira, enfrentou resistência em um ambiente ainda predominantemente masculino. “Persisti porque o que me motiva é ver as coisas funcionando, saber que contribuí para algo que melhora o atendimento. Cada entrega é mais que uma obra concluída, é uma etapa vencida na construção de um hospital mais preparado para quem precisa", completa. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, esse tipo de postura fortalece a identidade da instituição. “Neste 8 de março, reconhecemos que são essas escolhas cotidianas, repetidas em diferentes setores, por milhares de colaboradoras, que sustentam a assistência. Um legado silencioso que segue, plantão após plantão, obra após obra, fazendo da saúde pública um compromisso vivido na prática”, destaca. *Com informações do IgesDF  

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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização de clínicas de estéticas no DF

Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (8), a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) intensificou, nesta semana, as vistorias em clínicas de estética no Distrito Federal. A ação busca garantir que os serviços sejam oferecidos com segurança e qualidade. “O objetivo é proteger a saúde e o bem-estar das mulheres do DF. Nesse sentido, a iniciativa foi realizada em conjunto com os núcleos de inspeção, abrangendo todas as regiões administrativas”, explica a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé. Vigilância Sanitária fiscalizou mais de 400 clínicas de estética nesta semana; ação foi intensificada por conta da proximidade do Dia das Mulheres | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Durante quatro dias de operação, 424 estabelecimentos foram inspecionados. A fiscalização verificou quesitos como conformidade técnica dos procedimentos, segurança do paciente e adequação da infraestrutura física e documental dos locais. Para a proprietária de uma das clínicas fiscalizadas, Marianne Moncaio, a atuação da vigilância é importante tanto para o negócio quanto para as clientes: “É uma preocupação que mostra ao consumidor que o estabelecimento está cumprindo todas as normas. Isso passa confiança”. Das 424 clínicas, 66 foram autuadas e 31 interditadas. Também foram apreendidos 811 produtos irregulares, como medicamentos e cosméticos. Durante quatro dias de operação, foram apreendidos mais de 800 produtos irregulares, como preenchedores, canetas emagrecedoras e toxinas botulínicas Procedimentos estéticos Realizar procedimentos estéticos em locais seguros e com profissionais qualificados é fundamental para evitar infecções e prevenir problemas graves. Ambientes adequados seguem protocolos de biossegurança, como esterilização e uso de materiais descartáveis e de qualidade. [LEIA_TAMBEM]O problema surge quando as pessoas não atentam para essas questões ao buscar serviços de beleza e estética. Como ressalta Olivé, é necessário sempre verificar se o local escolhido possui licenciamento da Vigilância Sanitária, além de analisar as condições do espaço e dos produtos e equipamentos utilizados. “Também é importante se informar sobre a formação e o registro do profissional que atua na clínica, perguntar sobre os produtos, verificar se estão íntegros e se possuem registro da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], além de pedir um orçamento claro e detalhado dos serviços e checar se a clínica oferece suporte após o procedimento”, elenca. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Força-tarefa aplica 25 toneladas de asfalto e remove 64 toneladas de entulho em Ceilândia

Uma força-tarefa de manutenção urbana realizada ao longo da semana em Ceilândia resultou na aplicação de mais de 25 toneladas de massa asfáltica e na retirada de 64 toneladas de entulho descartado irregularmente em diferentes pontos da cidade. As ações ocorreram entre segunda (2) e sexta-feira (6), uma parceria entre a Administração Regional de Ceilândia, Novacap e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) que teve como objetivo reforçar a infraestrutura e manter a cidade organizada. Os serviços de recuperação asfáltica foram executados em diversas vias, entre elas QNN 27; QNN 37; QNM 23, Conjunto A; Via N3 Norte; Via O4; Via Leste, parte sul; Via P3 Sul; lateral da QNN 9 e na via de acesso aos conjuntos da QNN 4. As intervenções visam melhorar as condições de tráfego e aumentar a segurança de motoristas e pedestres. Mais de 25 toneladas de massa asfáltica foram aplicadas em vias de Ceilândia ao longo da semana | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Na área de limpeza urbana, as equipes retiraram resíduos e entulho descartados irregularmente em locais como QNM 30, Via M-3 Sul, QNN 14 e ADE do P Sul. A remoção desses materiais também ajuda a evitar o entupimento da rede de drenagem e a reduzir riscos de alagamentos durante o período chuvoso. A semana também contou com serviços de manutenção da rede de drenagem pluvial, incluindo desobstrução de tubulações com hidrojato e reposição de tampas de bocas de lobo em vias importantes, como as avenidas Hélio Prates e Elmo Serejo. [LEIA_TAMBEM]Outras melhorias incluíram a implantação de estacionamento na QNM 10, a construção de calçada na Via M-2 Sul, e a recuperação de áreas com assoreamento no Setor P Sul e na EQNP 06/10, ao lado do Centro de Ensino Médio 02, em Ceilândia Norte. Além disso, foi feita poda de árvores, roçagem, limpeza de praças e manutenção no Estádio Regional de Ceilândia (Abadião). Segundo o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o trabalho conjunto entre os órgãos permite ampliar o atendimento das demandas da cidade. “Estamos atuando diariamente em várias frentes para melhorar a infraestrutura de Ceilândia. A parceria com a Novacap e o SLU fortalece esse trabalho e garante mais qualidade de vida para a população”, destacou. A Administração Regional também reforça o pedido para que a população evite o descarte irregular de lixo e entulho em áreas públicas, prática que pode provocar entupimento da rede de drenagem e alagamentos. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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Programa Meninas em Ação incentiva protagonismo feminino entre estudantes da rede pública de ensino

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu, nesta sexta-feira (6), um encontro com estudantes participantes do programa Meninas em Ação, iniciativa voltada ao incentivo do protagonismo feminino entre alunas da rede pública. A ação foi organizada em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Relações Internacionais (Serinter-DF). A atividade reuniu jovens para debater igualdade de gênero, representatividade e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a programação, as estudantes participaram de palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à orientação sobre vocações profissionais e à aproximação com mulheres que ocupam posições de liderança no setor público e em outras áreas da sociedade. Encontro tem como objetivo orientar as estudantes sobre vocações profissionais e aproximá-las de mulheres que ocupam posições de liderança | Foto: Mary Leal/SEEDF Participaram do encontro alunas do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Oeste, do Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama e do CEM 1 de Planaltina. Durante o encontro, a chefe de gabinete da Educação, Ana Paula Veloso, falou sobre a importância do protagonismo estudantil feminino na promoção de debates sobre igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher no ambiente escolar. Segundo ela, as jovens selecionadas para o programa têm o papel de levar reflexões e atitudes positivas para suas comunidades escolares, atuando como exemplo de respeito, liderança e diálogo entre os colegas. “Vocês foram escolhidas para serem meninas em ação. Isso significa que são referência dentro da comunidade escolar. É importante levar essas discussões sobre violência contra a mulher, namoro abusivo e relações respeitosas para a escola e para os colegas. Vocês não estão aqui por acaso, foram selecionadas para viver essa experiência e inspirar outras meninas. Aproveitem cada oportunidade que a educação pública oferece e lembrem-se que vocês podem ganhar o mundo e ser o que quiserem”, afirmou. “O Meninas em Ação vem com a ideia de promover o empoderamento feminino para as meninas, ainda antes da fase adulta, com foco nas escolas locais, onde elas despertam o senso crítico, discutem e compartilham o dia a dia e as suas preparações para o futuro. É relevante despertar o sentimento de pertencimento a este lugar, para que se sintam representadas nestas cadeiras, nestes cargos, e vejam que é possível alcançá-los", comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto.   Representatividade e inclusão Camila Ferreira de Oliveira Santiago (à direita): "Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras" Entre as participantes estava a estudante Camila Ferreira de Oliveira Santiago, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio no CEM 1 de Planaltina, participou das atividades e disse que o programa contribui para fortalecer a confiança das colegas da sala de aula e ampliar o debate sobre empoderamento e representatividade dentro e fora da escola.  “Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras. Eu também penso muito sobre representatividade. Quando era criança, quase não via mulheres negras na TV e isso me fazia sentir deslocada. Hoje eu tenho muito orgulho da minha identidade e do meu cabelo, que é uma parte muito importante de quem eu sou”, contou. Combate à violência de gênero Durante o encontro, a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça e Cidadania, Uiara Couto de Mendonça, ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa pela informação e pelo fortalecimento das redes de apoio. Segundo ela, o trabalho desenvolvido pela subsecretaria busca orientar e acolher vítimas, oferecendo suporte para que consigam romper ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. “Romper o ciclo da violência começa dentro de cada um de nós. Quando levamos informação, coragem e determinação, conseguimos transformar realidades e salvar vidas. Esse trabalho vai além de uma função, pois é uma missão de cuidar das pessoas e mostrar que cada uma de vocês também pode ocupar espaços de liderança e fazer a diferença na sociedade”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]O programa O Meninas em Ação é uma iniciativa voltada ao empoderamento feminino entre estudantes da rede pública do Distrito Federal. A proposta oferece às jovens a oportunidade de acompanhar, por um dia, mulheres que ocupam cargos de liderança no Governo do Distrito Federal, em embaixadas ou no setor empresarial. Além dessa experiência prática, o programa promove ao longo do ano palestras, encontros e momentos de troca entre as participantes, incentivando o desenvolvimento pessoal, a construção de redes de contato e o conhecimento sobre diferentes áreas profissionais. A iniciativa busca aproximar as estudantes de espaços que, historicamente, ainda são majoritariamente ocupados por homens. Durante a preparação para cada edição, as alunas recebem orientações sobre o funcionamento das atividades, calendário e também sobre etiqueta e comportamento institucional. A seleção das participantes começa nas próprias escolas, com apoio da Secretaria de Educação, e passa por uma etapa final conduzida pelas secretarias parceiras do projeto. “Quando a estudante ocupa o lugar de uma mulher que já alcançou sucesso profissional, ela passa a enxergar que também pode chegar lá. Esse espelhamento é fundamental para mostrar que elas têm espaço e podem conquistar o que desejarem”, explica a assessora especial da Secretaria de Relações Internacionais, Ana Beatriz de Souza Guimarães. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Servidoras da educação pública do DF ocupam dois terços dos cargos de liderança na rede

No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), histórias de dedicação ajudam a mostrar a força da presença feminina na rede pública de ensino do Distrito Federal. Na Secretaria de Educação (SEEDF), mulheres são maioria entre os profissionais e também ocupam grande parte dos cargos de liderança. Conheça histórias de profissionais como Josicleide da Silva, que contribui diariamente para o cuidado com o ambiente escolar, e da supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes, que há mais de duas décadas atua na formação de estudantes. Organização e limpeza A pernambucana Josicleide chegou a Brasília ainda criança, com apenas 3 anos, acompanhando a família em busca de melhores oportunidades. Ela construiu sua vida no Distrito Federal, onde estudou em escola pública e criou o filho, atualmente com 29 anos. Hoje com 47 anos, Josicleide atua como auxiliar de serviços gerais na Escola Classe (EC) 314 Sul e destaca o orgulho que sente em contribuir para o ambiente escolar. Para a moradora do Sol Nascente, o cuidado com o espaço também faz parte do processo educativo. A auxiliar de serviços gerais Josicleide da Silva é uma das responsáveis pela limpeza da Escola Classe (EC) 314 Sul: "Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença" | Foto: Mary Leal/SEEDF “Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. A gente sabe que a limpeza da escola é importante para que os alunos se sintam bem e acolhidos. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença. Para mim também é muito especial estar ali todos os dias. No ano passado, eu perdi meu esposo, e o carinho das crianças e o apoio da escola me ajudaram muito a seguir em frente.” Josicleide também explica que, apesar das dificuldades que muitas mulheres enfrentam ao longo da vida, é possível seguir em frente com coragem e determinação. Ela finaliza homenageando suas colegas de trabalho Stefani Graf de Jesus, Raimunda Almeida da Silva e Celma Lopes dos Santos. [LEIA_TAMBEM]“A mulher, às vezes, pensa que não vai conseguir superar as dificuldades da vida, mas consegue, sim. Quero que todas as mulheres acreditem em si mesmas, em especial as minhas colegas de trabalho. Que vocês sejam guerreiras e consigam vencer todos os obstáculos da vida! Feliz Dia das Mulheres!” Presença feminina na rede A secretaria conta atualmente com um quadro de 22.431 servidoras em atividade, o que representa 68,51% do total de profissionais da rede, que somam 32.742 servidores. A presença feminina também é predominante nos cargos de liderança. Dos 4.474 cargos comissionados existentes na secretaria, 2.977 são ocupados por mulheres, o equivalente a 66,54% das funções. A maior concentração feminina está em cargos como supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria — funções diretamente ligadas à organização pedagógica e administrativa das unidades escolares. Entre os cargos comissionados ocupados por mulheres, destacam-se 1.231 supervisoras, 488 vice-diretoras, 479 diretoras e 438 chefes de secretaria, além de outras posições de gestão, como assessoras, gerentes e coordenadoras regionais. Arte: SEEDF Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a presença feminina é fundamental para o funcionamento e o desenvolvimento da rede pública de ensino. “A educação pública do Distrito Federal é construída diariamente pelo trabalho e pela dedicação de milhares de mulheres que atuam nas escolas e nas unidades administrativas. São profissionais que contribuem para garantir um ambiente acolhedor e uma educação de qualidade para nossos estudantes.” Um feito histórico para a educação no DF foi a nomeação da secretária Hélvia Paranaguá, na segunda-feira (2), para a presidência do Conselho Nacional de Educação. A conquista, justamente no início desse novo ciclo, reforça o papel do DF no cenário educacional brasileiro e amplia sua participação nas decisões que impactam diretamente as políticas públicas da área, destacando, mais uma vez, a presença e a liderança feminina em cargos de gestão. Paixão por ensinar Outra história que representa a presença feminina na educação pública é a da supervisora pedagógica Fernanda. Com 23 anos dedicados à educação, sendo dez deles na SEEDF, ela construiu sua trajetória movida pela paixão de ensinar. Formada em pedagogia e com início no magistério, a profissional conta que o interesse pela área surgiu ainda na infância, quando já demonstrava afinidade com o universo das crianças. Embora esteja fora da sala de aula há cerca de três anos, ela lembra com carinho da convivência diária com os estudantes: “Eu sempre fui apaixonada por crianças. Fiz magistério e depois segui para a Pedagogia, e esse caminho foi se confirmando ao longo da minha trajetória. O contato com os alunos é muito gratificante, porque acompanhamos o crescimento deles”. A supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes construiu sua trajetória na educação movida pela paixão de ensinar Para a servidora, a forte presença feminina na educação tem raízes históricas e culturais. “A presença majoritária de mulheres na educação, principalmente nas séries iniciais, tem muito de histórico e cultural. Durante muito tempo, a professora foi associada ao papel de cuidadora, algo próximo da figura da ‘tia’. Muitas mulheres entraram na área ainda na época do magistério, quando nem era exigido o ensino superior, e essa característica acabou mantendo-se ao longo dos anos.” A educadora também falou sobre os desafios da educação, que fazem parte da rotina nas escolas. “Um dos grandes desafios hoje é que muitas famílias acabam terceirizando para a escola responsabilidades que antes eram mais presentes dentro de casa, como ensinar valores, respeito e convivência. Isso torna o trabalho ainda mais complexo, porque além de ensinar os conteúdos, também precisamos educar para a vida.” Mesmo diante das dificuldades, Fernanda afirma que a motivação continua sendo o impacto da educação na vida dos estudantes. “O que me motiva todos os dias é saber que estamos ajudando a formar pessoas. A educação tem esse poder de transformar vidas, e acompanhar o desenvolvimento das crianças é algo que dá sentido ao nosso trabalho”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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