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Brasília Game Hub abre inscrições para Programa de Incubação de Games 2026

O Brasília Game Hub (BGH), iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), com realização do Instituto Conecta Brasil, está com inscrições abertas para o Programa de Incubação de Games 2026. A chamada pública busca selecionar projetos, estúdios e equipes que atuam no desenvolvimento de jogos digitais para integrar o ecossistema do hub e participar de uma jornada estruturada de desenvolvimento técnico, criativo e estratégico. As inscrições seguem até o dia 15 de março, e o cronograma de atividades tem início previsto para 27 de março. Ao todo, serão selecionados dez projetos ou estúdios, por meio de um processo de avaliação técnica e de mérito das propostas apresentadas. O objetivo é apoiar iniciativas em estágio inicial e estimular a criação de novos negócios ligados à indústria de games no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF). As inscrições para o Programa de Incubação de Games 2026 do Brasília Game Hub (BGH) estão abertas até o dia 15 de março | Foto: Divulgação/Secti-DF Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal em incentivar setores inovadores e com alto potencial econômico. “O Brasília Game Hub cria um ambiente propício para que talentos transformem ideias em produtos e negócios. Estamos investindo em um setor que une criatividade, tecnologia e empreendedorismo, com grande capacidade de gerar oportunidades e posicionar Brasília como referência na economia criativa”, destaca. Durante o ciclo de incubação, os participantes terão acesso a mentorias especializadas, workshops e atividades formativas voltadas ao desenvolvimento técnico, criativo e estratégico dos projetos. A trilha inclui temas como programação, arte para jogos, game design, narrativa, estruturação de negócios, monetização e apresentação de projetos para investidores. [LEIA_TAMBEM]As atividades presenciais ocorrerão na sede do Brasília Game Hub, na 305 Norte, com suporte para mentorias em formato híbrido e online. A programação está prevista para ocorrer em turnos vespertinos ou em horário comercial, de forma a atender às necessidades das equipes participantes. O ciclo de incubação terá duração estimada de seis meses, com programação contínua de mentorias e workshops. Ao final do programa, os participantes que concluírem a jornada receberão certificado digital emitido pelo Instituto Conecta Brasil e pelo Brasília Game Hub. Em seu segundo ano de atuação, o BGH já apresenta resultados relevantes no fortalecimento da indústria de jogos digitais no Distrito Federal. Em 2025, o hub realizou um hackathon que reuniu mais de 3,6 mil participantes, além de apoiar 14 estúdios de games presencialmente em Brasília e sete estúdios em formato on-line, por meio do Programa de Incubação do Hackathon. Outro destaque foi a realização de mais de 250 rodadas de negócios, com potencial estimado de mais de R$ 35 milhões em oportunidades e investimentos para o setor. Para a Secti-DF, iniciativas como o Brasília Game Hub contribuem para consolidar o Distrito Federal como um ambiente estratégico para o desenvolvimento da indústria de games, estimulando a inovação, o empreendedorismo e a formação de novos talentos na economia criativa. Programa de Incubação de Games — Brasília Game Hub 2026 → Inscrições: abertas até o dia 15 de março, neste link *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)

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Parceria do GDF fortalece proteção à comunidade judaica e ações de enfrentamento ao discurso de ódio

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) firmou, nesta quinta-feira (5), Protocolo de Intenções com a Confederação Israelita do Brasil (Conib), com o objetivo de estabelecer cooperação institucional voltada ao enfrentamento do discurso de ódio e de manifestações de intolerância de caráter racista e antissemita. O instrumento formaliza o interesse mútuo das instituições em promover o diálogo, a troca de informações e a articulação de ações conjuntas para fortalecer políticas públicas de prevenção e enfrentamento à discriminação. Entre as iniciativas previstas estão a realização de estudos, debates, seminários e audiências públicas sobre a temática, além do intercâmbio de boas práticas institucionais, elaboração de propostas e recomendações técnicas, estímulo à produção de pesquisas e relatórios e articulação com outros órgãos públicos e entidades da sociedade civil. O secretário-executivo da Sejus-DF, Jaime Santana de Sousa, assinou o documento em nome da pasta. Representando a Conib, o protocolo foi assinado por Sergio Napchan, CEO da entidade. Também participaram da assinatura o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (Subdhir/Sejus), Juvenal Araújo, e Clarita Maia, presidente da Comissão de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB/DF). O instrumento formaliza o interesse mútuo das instituições em promover o diálogo, a troca de informações e a articulação de ações conjuntas para fortalecer políticas públicas de prevenção e enfrentamento à discriminação | Foto: João Marcos Teixeira/Ascom Sejus-DF Para o secretário-executivo Jaime Santana, a iniciativa fortalece o papel institucional do DF na promoção de direitos. “Este protocolo representa um avanço na articulação entre o poder público e a sociedade civil organizada. Ao unir esforços com a Conib, reforçamos o compromisso do Governo do Distrito Federal com a defesa da democracia e com o enfrentamento firme a todas as formas de intolerância”, afirmou. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou que a parceria amplia a capacidade de atuação do Estado. “O enfrentamento ao discurso de ódio exige ação coordenada e compromisso institucional. Essa cooperação fortalece nossa atuação na proteção de direitos e na prevenção de violações”. O CEO da Conib, Sergio Napchan, enfatizou a importância da formalização da cooperação. “A assinatura do termo de cooperação técnica entre a Conib e o Governo do Distrito Federal reforça um compromisso comum com a defesa da democracia e com o enfrentamento firme ao extremismo. A regulamentação desta lei é um passo essencial para transformar princípios constitucionais em instrumentos concretos de proteção da dignidade humana e de prevenção ao discurso de ódio”, declarou. Cooperação técnica e proteção de dados O protocolo estabelece responsabilidades para ambas as partes, como a indicação de representantes institucionais, a elaboração de plano de trabalho, a execução e o monitoramento das ações, além do fomento a seminários e audiências públicas voltadas à disseminação de conteúdo sobre o tema. Também estão previstas medidas de proteção de dados e sigilo das informações eventualmente compartilhadas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e com a legislação de acesso à informação. “O enfrentamento ao discurso de ódio exige ação coordenada e compromisso institucional. Essa cooperação fortalece nossa atuação na proteção de direitos e na prevenção de violações” Marcela Passamani, secretária de Justiça de Cidadania do DF O instrumento tem caráter declaratório e não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições. As ações específicas poderão ser detalhadas em instrumentos próprios, quando necessário. O Protocolo de Intenções terá vigência de 24 meses, contados a partir da assinatura, podendo ser prorrogado por comum acordo entre as partes. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a promoção dos direitos humanos, o respeito à diversidade e o enfrentamento de todas as formas de intolerância. Enfrentamento ao racismo e ao discurso de ódio No Distrito Federal, a Sejus-DF é a pasta responsável por coordenar e executar políticas públicas voltadas à promoção da igualdade e ao enfrentamento de todas as formas de discriminação. A atuação é conduzida, principalmente, por meio da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (Subdhir), que desenvolve ações de prevenção e combate ao racismo, à intolerância religiosa, ao antissemitismo e ao discurso de ódio. Entre as iniciativas já implementadas pela pasta estão a campanha Cartão Vermelho para o Racismo, realizada em estádios de futebol para conscientizar torcedores e combater manifestações discriminatórias no esporte; o Programa de Letramento Racial, que promove formação e debates em escolas e instituições públicas e privadas; e a implementação da política de cotas raciais de 20% em concursos públicos e processos seletivos de estágio no âmbito do GDF. Nesse contexto, a parceria firmada com a Confederação Israelita do Brasil também contribui para fortalecer a implementação da Lei nº 7.734/2025, que proíbe, no DF, a fabricação, a comercialização, a distribuição e a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos, imagens, textos, áudios e vídeos destinados à propagação de ideologias fascistas, neofascistas, nazistas, neonazistas e de supremacia racial. A cooperação institucional amplia o diálogo e a troca de informações entre o poder público e a sociedade civil, contribuindo para aprimorar mecanismos de prevenção, monitoramento e enfrentamento a manifestações extremistas e discriminatórias.   *Com informações da Sejus-DF

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Agências do trabalhador têm vagas com salários de até R$ 3,7 mil nesta sexta (6)

As agências do trabalhador do Distrito Federal fecham a semana, nesta sexta-feira (6), com 684 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3.756,20. O posto com maior remuneração é o de técnico de segurança do trabalho, em Sobradinho. Há uma vaga disponível para pessoas com ensino médio completo e experiência prévia na função. Já o cargo com mais oportunidades abertas é o de servente de obras, em Samambaia Sul. São 50 vagas e os candidatos precisam ter ensino fundamental completo. Não há, porém, exigência de experiência. O salário é de R$ 1.639. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

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Programa Minha Saúde leva atendimento oftalmológico gratuito ao Riacho Fundo II

A Secretaria de Saúde (SES-DF) promove, no Riacho Fundo II, mais uma ação do programa Minha Saúde — Etapa Oftalmologia/Eixo 1. Fruto de parceria com a Beneficência Hospitalar Cesário Lange (BHCL), a iniciativa segue até sábado (7), das 8h às 18h, ao lado da administração da cidade. O atendimento é gratuito. Dandara Matos recebeu diagnóstico de astigmatismo e já está usando óculos: “Considero a iniciativa muito importante, pois a saúde da nossa visão é fundamental” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com o objetivo de ampliar o acesso à promoção, prevenção e cuidado em saúde dos olhos, o projeto é estruturado em eixos. Um deles destina-se ao tratamento corretivo ocular, rastreio e prevenção. Nessa fase, há a entrega gratuita de 30 mil óculos para pessoas que já possuem receita oftalmológica válida. O programa é executado por termo de fomento pactuado entre a SES-DF e a BHCL, no âmbito do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc). A operadora de telemarketing Dandara Matos, 39 anos, foi diagnosticada com astigmatismo — condição que causa visão embaçada ou distorcida para perto e para longe. Por conta disso, precisa dos óculos durante quase todo o dia. Iolanda Barbosa recebeu novos óculos: “Eu estava ansiosa. É uma iniciativa que ajuda muita gente” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  “Considero a iniciativa muito importante, pois a saúde da nossa visão é fundamental”, avalia. “Receber meus novos óculos faz toda a diferença no meu cotidiano. Fui muito bem-atendida”. Iolanda Barbosa, de 70 anos, também comemorou a assistência: “Eu estava ansiosa. Quando fui chamada, fiquei tão feliz! É uma iniciativa que ajuda muita gente”.  [LEIA_TAMBEM]O subsecretário de Convênios e Parcerias da SES-DF, Samuel Barbosa, reforça que a ação promove equidade e redução de desigualdades históricas no acesso à saúde. “O programa pretende implementar uma política pública estruturada de atenção oftalmológica nas regiões do Distrito Federal a quem mais necessita, e, assim, eliminar barreiras financeiras, dar autonomia, reduzir riscos de acidentes e melhorar a qualidade de vida”, resume.  Cadastro As ações estão estruturadas em três frentes: promoção da saúde, prevenção de doenças e redução de danos. O público-alvo é composto por idosos, pessoas com deficiência (PcD), trabalhadores informais, pacientes com doenças crônicas (como diabetes e hipertensão) e moradores de regiões com alto Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). R$ 8,9 milhões Total de recursos a serem empregados o programa Mais Saúde Para participar, basta fazer um cadastro prévio neste site, informando nome, CPF e dados sociais obrigatórios. Após escolher o modelo de óculos, o usuário finaliza a inscrição e recebe mensagem no celular com local e horário da retirada do acessório. Sobre o projeto O Mais Saúde possui um investimento de R$ 8,9 milhões para atender nove regiões administrativas do DF: Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo II, Gama, Sol Nascente, Santa Maria, Recanto das Emas, Brazlândia e Arapoanga. A primeira atendida foi Ceilândia, onde cerca de 1,6 mil óculos foram entregues entre 21 e 23 de janeiro deste ano. A expectativa é beneficiar 35 mil pessoas até agosto — entre entregas de óculos e 5 mil exames oftalmológicos. São atividades itinerantes que incluem triagem, intervenção e acompanhamento. Esses atendimentos são integrados aos sistemas oficiais da SES-DF e ao processo normal de regulação. “Por meio dessa parceria com a SES-DF, estamos devolvendo não apenas a visão, mas a dignidade e a esperança para milhares de pessoas”, afirma a gerente do projeto, Pollyanna de Paula. “Um par de óculos não transforma somente vidas, ele melhora o desempenho escolar, aumenta a produtividade, previne o acidente e devolve a autonomia, principalmente para os idosos.”    *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Projeto apoiado pela FAPDF investiga desafios e limites para uso responsável da inteligência artificial no Brasil

A inteligência artificial (IA) já está presente em diferentes dimensões da nossa rotina — no celular, no ambiente de trabalho, nos serviços públicos. Ela recomenda conteúdos e produtos, seleciona currículos, auxilia em diagnósticos médicos, apoia análises jurídicas e organiza enormes bases de dados com uma rapidez impressionante. Mas, diante de tantas aplicações, uma pergunta se impõe: como essa tecnologia realmente funciona — e até onde ela pode ir? É a partir dessa reflexão que nasce o projeto “Inteligência Artificial: desafios e limites”, desenvolvido no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). O projeto é apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) por meio do Demanda Espontânea (2023), edital que faz parte do Programa de Pesquisa Básica da FAPDF, direcionado a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que buscam validar hipóteses, desenvolver conceitos e consolidar bases experimentais, posicionando-se assim na esteira de níveis iniciais de maturidade tecnológica (TRL 1 a 3). Coordenado pelo professor Philippe Claude Thierry Lacour, o estudo se dedica a examinar os fundamentos epistemológicos da IA — isto é, as bases que sustentam a forma como esses sistemas produzem resultados. “A inteligência artificial opera principalmente por cálculo formal, probabilidade e indução. O problema é que esses mecanismos não esgotam as formas de racionalidade que estruturam o conhecimento humano”, afirma o professor. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial" Philippe Lacour, coordenador do estudo Para Philippe Lacour, o apoio da FAPDF foi decisivo para consolidar o grupo de pesquisa. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial.” O núcleo da pesquisa: cálculo não é compreensão Um dos eixos centrais do projeto é demonstrar que os grandes modelos contemporâneos de IA são extremamente eficientes na identificação de padrões, mas não produzem explicações causais no sentido científico clássico. A pesquisa distingue dois níveis fundamentais: correlação estatística, que identifica padrões recorrentes em grandes bases de dados; explicação científica, que envolve causalidade, fundamentação teórica e interpretação. Segundo Lacour, a IA funciona como instrumento heurístico — capaz de organizar informações e formular hipóteses —, mas não substitui o processo explicativo que caracteriza a ciência: “A IA é racional, mas não é uma ciência completa. Ela identifica regularidades, mas isso não equivale a explicar causas.” Essa distinção é especialmente relevante em áreas como saúde, direito e formulação de políticas públicas, nas quais decisões exigem justificativas transparentes e fundamentadas. Tradução automática: onde tudo começou Para aprofundar essa análise, o projeto retoma o campo da tradução automática — área que deu origem histórica à própria inteligência artificial. Ao examinar os limites da tradução de textos culturais e filosóficos, a pesquisa demonstra que o sentido não se reduz à frequência estatística de palavras. Traduzir envolve interpretação, comparação de contextos e escolhas qualitativas. Esse exemplo ajuda a evidenciar um ponto central da investigação: existem dimensões da racionalidade humana que não podem ser integralmente formalizadas por algoritmos. Críticas internas e impactos sociais O estudo também sistematiza críticas contemporâneas à IA em dois níveis. As críticas internas dizem respeito aos próprios limites do cálculo formal, da probabilidade e da indução. Já as críticas externas envolvem impactos sociais e políticos, como: vieses algorítmicos; riscos à privacidade de dados; concentração de poder tecnológico; consumo de energia elevado. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF O funcionamento das atuais aplicações de inteligência artificial baseia-se, em grande parte, nos chamados grandes modelos de linguagem, que constituem a base tecnológica de muitos sistemas utilizados hoje. Para serem treinados, esses modelos dependem de infraestrutura computacional de alto desempenho, operando em supercomputadores capazes de processar enormes volumes de dados de forma contínua. Esse processo exige grande quantidade de energia elétrica e sistemas intensivos de resfriamento para evitar o superaquecimento dos equipamentos. Mesmo após o treinamento, o consumo energético continua. Cada interação realizada por usuários é processada em servidores remotos, mantidos em data centers (centros de processamento e armazenamento de dados) que também consomem energia de forma permanente. Quanto maior e mais complexo o modelo, maior tende a ser esse custo. [LEIA_TAMBEM]Por isso, a expansão acelerada da IA tem levantado debates sobre sustentabilidade ambiental e responsabilidade no uso da tecnologia, especialmente em um cenário global de transição energética. Formação e consolidação de um polo crítico O projeto fomenta bolsas de iniciação científica e apoio técnico, produção acadêmica e cooperação internacional, fortalecendo a Universidade de Brasília como referência no debate filosófico sobre inteligência artificial. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais. Compreender a IA é condição para utilizá-la de forma responsável e fortalecer esse debate no Distrito Federal, o que significa posicionar a região no centro de uma discussão estratégica que influencia o presente e o futuro da sociedade. *Com informações da FAPDF

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No iLab Segurança 2026, DF apresenta modelo de integração na busca e localização de pessoas desaparecidas

Durante a programação da II Conferência de Segurança Pública — iLab Segurança 2026, realizada em Brasília, gestores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) apresentaram um painel dedicado à política pública de atenção ao desaparecimento de pessoas, destacando experiências e avanços implementados no Distrito Federal. Intitulado “Governança Federativa e Integração Sistêmica na Política Pública de Atenção ao Desaparecimento de Pessoas no Brasil”, o debate ocorreu nesta quinta-feira (5) e teve como foco a estruturação dessa política pública sob a perspectiva da governança federativa, da integração institucional e da gestão baseada em evidências.  Na avaliação do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, sediar um encontro dessa magnitude reforça o protagonismo institucional do Distrito Federal na construção de políticas públicas nacionais. “Brasília se transforma, nestes dias, no principal espaço de diálogo e construção de soluções para a segurança pública brasileira. Ao compartilhar experiências e boas práticas, como as ações voltadas ao enfrentamento do desaparecimento de pessoas, fortalecemos a cooperação entre os estados e contribuímos para a construção de políticas públicas cada vez mais eficientes e integradas para proteger a população”, destacou. Participaram do debate representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério Público do Distrito Federal e gestores da SSP-DF | Foto: Divulgação/SSP-DF Estiveram no debate os subsecretários de Integração de Políticas em Segurança Pública (Subisp), Jasiel Fernandes, responsável pela coordenação científica do painel, e de Gestão da Informação, George Couto, que apresentou análises de dados e indicadores relacionados ao tema. Também participaram a gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Polyanna Silvares, e o coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Leandro Arbogast. “O enfrentamento ao desaparecimento de pessoas exige governança, integração e decisões baseadas em evidências. Mas também exige sensibilidade para compreender a dor permanente das famílias que convivem com a ausência de alguém que amam. Enquanto houver uma pessoa desaparecida no Distrito Federal, não podemos parar de buscar soluções, aprimorar nossos protocolos e mobilizar instituições para localizar cada uma delas”, observou Jasiel Fernandes. Enfrentamento aos desaparecimentos O Distrito Federal continua apresentando um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas do país, com taxas que variam entre 96% e 98% de pessoas localizadas Durante a apresentação, os gestores destacaram iniciativas implementadas para fortalecer a resposta institucional aos casos de desaparecimento. Entre elas, a elaboração e a entrega do Plano de Ação para Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, apresentado em fevereiro deste ano. O documento estabelece diretrizes estratégicas, fluxos operacionais integrados e protocolos de atuação voltados à ampliação da capacidade de resposta do Estado, com foco na localização rápida de pessoas desaparecidas e na proteção das famílias. A proposta reforça a atuação articulada entre órgãos de segurança pública, sistema de justiça e rede de proteção social, além de integrar instrumentos nacionais e bases de dados que permitem maior eficiência no acompanhamento dos casos. Decisão baseada em dados A experiência do Distrito Federal apresentada no iLab destacou também o papel da integração entre instituições e da análise qualificada de dados na formulação de políticas públicas mais eficientes. Durante sua exposição, o subsecretário George Couto ressaltou a necessidade de padronização na concepção estatística dos dados sobre desaparecimento de pessoas em nível nacional. [LEIA_TAMBEM]Segundo ele, diferentes estados ainda adotam metodologias distintas para contabilizar registros e localizações, o que pode produzir interpretações distorcidas sobre os índices de resolução dos casos. Essa falta de uniformidade prejudica a construção de diagnósticos comparáveis e dificulta a formulação de políticas públicas nacionais mais consistentes. Couto destacou, ainda, que o Distrito Federal continua apresentando um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas do país, com taxas que variam entre 96% e 98% de pessoas localizadas. Esses dados deverão constar no Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal de 2026, cuja divulgação está prevista para este mês de março. O objetivo do debate foi demonstrar como a integração sistêmica entre instituições, aliada à gestão baseada em evidências, pode ampliar a efetividade das políticas públicas e fortalecer a proteção de vidas. iLab O iLab Segurança 2026 é considerado um dos maiores encontros institucionais de segurança pública já realizados no país. Iniciada oficialmente na noite de terça (3), a conferência reúne em Brasília, até esta sexta-feira (6), secretários estaduais, comandantes-gerais das polícias militares e dos corpos de bombeiros, delegados-gerais, chefes de inteligência, dirigentes de polícia científica e autoridades federais em uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e ao aprimoramento das políticas públicas na área. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

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Unidades de ensino superior do GDF registram alta de 77% nas matrículas em seis anos

O número de estudantes matriculados na rede pública de ensino superior do Distrito Federal cresceu 77% entre 2019 e 2024, passando de 773 para 1.371 alunos, segundo o Censo da Educação Superior. O total reúne matrículas da Universidade do Distrito Federal (UnDF), da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola de Governo (ESG), todas gerenciadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A expansão é puxada principalmente pela UnDF, que ampliou cursos e vagas a partir de 2022. Dados do Censo da Educação Superior também apontam crescimento na formação de profissionais. Entre 2019 e 2024, as instituições públicas do DF diplomaram 929 estudantes. O número anual de concluintes subiu de 123, em 2019, para 191 em 2024. "Nós tínhamos uma determinação legal, prevista no Plano Distrital de Educação, de ampliar a oferta pública e implantar a universidade. O DF já previa, há muitos anos, um sistema público distrital de educação superior”, afirma a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck. “A lei cria a universidade, cria a carreira docente e também o fundo, com recursos vinculados e cumulativos, para dar estrutura e sustentação à instituição.” Simone Benck comemora o aumento de vagas de ensino superior público no DF, com a expansão da UnDF | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Criação e expansão da UnDF A UnDF foi criada em 2021, com normas que estruturaram a instituição, a carreira do magistério superior e o fundo da universidade. A partir de 2022, avançou com estatuto, regimento interno, concurso para docentes e elaboração dos projetos pedagógicos. Em 2023, abriu nove cursos de graduação, com 360 vagas, e consolidou o campus do Lago Norte, além de iniciar políticas de assistência estudantil e sistemas acadêmicos. Segundo balanço institucional da universidade, o total de estudantes na UnDF chegou a 1.025 em 2023, ultrapassou 1,3 mil em 2024 e chegou a 1.955 em 2025. No mesmo período, a oferta de cursos cresceu de dois para 19, com ampliação de bolsas de assistência, iniciação científica e extensão. As atividades se distribuem hoje em unidades no Lago Norte, Asa Norte e Samambaia, com previsão de expansão para Ceilândia. Reforço de pessoal e novo campus o Governo do Distrito Federal autorizou a nomeação de 110 docentes e 35 técnicos para reforçar o quadro da UnDF Para sustentar a ampliação, o Governo do Distrito Federal autorizou a nomeação de 110 docentes e 35 técnicos para reforçar o quadro da UnDF. Na infraestrutura, há previsão de investimento de cerca de R$ 25 milhões em 2026 para fortalecer a estrutura acadêmica e viabilizar a implantação do campus de Ceilândia. O GDF também firmou contrato de aluguel de um prédio privado na região, no valor de R$ 110,5 milhões distribuídos em cinco anos, como parte da estratégia para estruturar a nova unidade. A expectativa é que o campus entre em funcionamento ainda neste ano, com cursos como Nutrição, Enfermagem e licenciaturas. A reitora afirma que a expansão busca aproximar a universidade das regiões com maior demanda por vagas. “Levar a UnDF para Ceilândia significa reconhecer um bolsão com muitos jovens que concluem o ensino médio e que têm poucas perspectivas de ingressar na universidade ou no mercado de trabalho. A oferta pública precisa chegar onde a necessidade é maior.” Pesquisa, extensão e permanência A UnDF ampliou os programas de bolsas de iniciação científica e inovação, dobrando de 30 para 60 bolsas em 2025. No mesmo período, também expandiu projetos de extensão e programas de pesquisa. Além da ampliação de vagas, a universidade aponta a permanência estudantil como um dos principais desafios do ensino superior. “A universidade não pode ter como meta apenas abrir vagas. Ela precisa olhar para quem permanece e conclui”, diz Simone Benck. Desde os primeiros ingressos, a universidade implantou auxílios como permanência, transporte e creche, além de ações de saúde mental e incentivo à participação em projetos de pesquisa, extensão e estágios. Vivência dos estudantes Rayane Christine Sousa Silva estuda Gestão Ambiental e já faz planos para a pós-graduação No campus do Lago Norte, a estudante Rayane Christine Sousa Silva, do segundo semestre de Gestão Ambiental, conseguiu retomar o projeto de cursar o ensino superior depois de precisar interromper outra graduação. Ela chegou a iniciar biologia em outra instituição, mas precisou abandonar o curso para conseguir trabalhar. “Lá era período integral e eu não consegui continuar”, conta. Na UnDF, essa realidade mudou. A estudante passou a ter uma carga horária de meio período e conseguiu conciliar trabalho e estudos. “Aqui se encaixou na minha rotina. Facilitou muito. Sem falar da estrutura daqui, que está ótima. Sempre que a gente precisa de apoio, a secretaria e os setores da universidade ajudam”, acrescenta Rayane. Graças ao apoio e acolhimento da universidade, os planos para a aluna são ainda maiores: “Quero me formar aqui e depois fazer pós-graduação também.” Também no início da graduação, a estudante Ana Luísa Ogliari decidiu mudar de faculdade para ingressar na Universidade do Distrito Federal. Ela cursava psicologia em uma instituição privada e estava no terceiro semestre quando participou do processo seletivo da UnDF. A estudante de psicologia Ana Luísa Ogliari trocou de faculdade e foi para a UnDF: "Pesei os prós e contras e percebi que valia muito a pena vir para cá" | Foto: Arquivo pessoal  “Quando saiu o resultado, fiquei muito animada e esperançosa de entrar. Pesei os prós e contras e percebi que valia muito a pena vir para cá”, conta Ana Luísa, que faz parte da primeira turma de psicologia da universidade. Para ela, as atividades de pesquisa, extensão e projetos acadêmicos — características próprias de uma universidade — foram decisivas na escolha. “A formação é muito voltada para a prática e para a sociedade. A gente não fica só no conteúdo teórico. Aqui trabalhamos mais com a aplicação do que aprendemos e com a realidade social.” [LEIA_TAMBEM]Assim como a colega Rayane, os planos acadêmicos de Ana Luísa ainda estão em construção: “Quero fazer mestrado e doutorado. A psicologia tem muitas possibilidades e ainda estou conhecendo melhor cada área.” Novas oportunidades de ingresso A universidade tem lançado editais para ampliar o acesso. Entre as ações previstas está a oferta de 214 vagas remanescentes para o primeiro semestre de 2026, além de novos processos seletivos voltados à ocupação de vagas disponíveis nos cursos. A nova unidade prevista para Ceilândia deve ampliar a oferta de vagas na rede pública de ensino superior do DF.  

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Circo, música e exposições movimentam a agenda cultural do DF no fim de semana

A agenda cultural do Distrito Federal reúne eventos desta quinta (5) até a próxima quarta-feira (11), com atrações gratuitas em diferentes regiões administrativas. A programação inclui o Arranha-Céu — Festival de Circo Atual, no Espaço Cultural Renato Russo, o festival Viola em Canto’s de Mulher, na Candangolândia, e a estreia do espetáculo A Doutora e o Psiconauta, além de exposições e atividades formativas abertas ao público. Exposição Escola em Casa: Sentimentos Presenciais tem como foco imagens feitas em escolas e universidades públicas no período da pandemia de covid-19 | Foto: Divulgação/ZéLú No Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, o público pode conferir a exposição Escola em Casa: Sentimentos Presenciais, da fotógrafa Zélú, em cartaz até o dia 13 deste mês, no mezanino do local. O trabalho reúne registros feitos entre 2020 e 2025 em escolas e universidades públicas das cinco regiões do país, e investiga as transformações vividas pela educação brasileira durante e após a pandemia de covid-19. O projeto inclui ainda o lançamento do livro homônimo, com 80 fotografias, e uma conversa com a historiadora e arte-educadora Bruna Paz, no último dia da mostra.  ♦ Mostra Escola em Casa: Sentimentos Presenciais → Visitação: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 20h → Local: Mezanino do Espaço Cultural Renato Russo – CRS 508, W3 Sul, Bloco A, Loja 72 → Lançamento do livro e palestra: dia 13, das 19h às 21h. Circo Festival Arranha-Céu tem várias atrações para o público, até domingo, no Espaço Cultural Renato Russo e na Cia Miragem | Foto: Divulgação/Lorena Zschabe Também no Espaço Cultural Renato Russo, outra atração promete sucesso: o Arranha-Céu — Festival de Circo Atual, em cartaz até domingo (8). A iniciativa reúne espetáculos solo, sessão de cinema e atividades formativas que aproximam o público do universo circense. Entre as atrações estão a montagem de Faminta, da atriz e circense Natasha Jascalevich, além de apresentações que exploram diferentes linguagens do circo contemporâneo. ♦ Arranha-Céu — Festival de Circo Atual → Data: até domingo → Locais: Espaço Cultural Renato Russo – CRS 508, W3 Sul, Bloco A, Loja 72; e Cia Miragem – Rua 1, Lote 23, Vila Telebrasília → Ingressos e inscrições: site do coletivo Instrumento de Ver. Violeiras Entre esta sexta-feira e domingo, a Praça dos Estados, na entrada da Candangolândia, recebe a oitava edição do festival Viola em Canto’s de Mulher. O encontro reúne apresentações musicais, oficinas, rodas de bate-papo, feira de artesanato e gastronomia típica. A programação destaca artistas de diferentes regiões do país e integra as celebrações do Dia Internacional da Mulher. ♦ Viola em Canto’s de Mulher → Data: desta sexta a domingo → Local: Praça dos Estados – entrada da Candangolândia (DF) → Entrada gratuita. Classificação livre. Nos palcos A Doutora e o Psiconauta, peça inspirada no trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, aborda a importância da arteterapia nos cuidados com a saúde mental | Foto: Divulgação O teatro também entra na agenda cultural da semana. No sábado, o espetáculo A Doutora e o Psiconauta abre temporada no Teatro Brasília Shopping. Inspirada na trajetória da psiquiatra Nise da Silveira, a montagem integra o projeto Arte em Engenho e propõe uma reflexão sobre a arteterapia e o papel da criatividade no cuidado em saúde mental. ♦ Espetáculo A Doutora e o Psiconauta → Data: sábado, às 20h → Local: Teatro Brasília Shopping → Entrada franca. Festival Dulcina Além da programação voltada ao público, a semana traz uma oportunidade para artistas e grupos de teatro da região. O Festival Dulcina abriu inscrições para a seleção oficial de espetáculos do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride-DF). A convocatória recebe inscrições até o dia 16, e os trabalhos selecionados integrarão a programação da quarta edição do evento, prevista para maio. ♦ Festival Dulcina – Convocatória DF → Inscrições gratuitas até o dia 16 deste mês, neste link. O festival vai de 14 a 23 de maio, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga. 

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