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Rede pública vai receber 41 novos pediatras para fortalecer assistência infantil no DF
Em meio à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforçou a linha de frente do atendimento infantil. Nesta terça-feira (3), 22 novos pediatras passam a integrar as equipes das unidades com assistência pediátrica da rede, ampliando a capacidade de resposta a essa fase de maior demanda, que tradicionalmente ocorre entre março e julho. Além do Hospital Regional de Santa Maria, várias unidades de pronto atendimento terão novos pediatras em seus quadros | Foto: Arquivo/Agência Brasília Outros 19 profissionais também foram aprovados e estão na fase de entrega de documentação. Os 41 pediatras vão atuar nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que concentram parte significativa da demanda pediátrica da rede. Recém-contratada, a médica Karolina Moura celebra a nova etapa profissional. É a primeira experiência dela sob regime CLT. Vinda do Mato Grosso, escolheu o Distrito Federal para atuar no HRSM. “Estou muito feliz e motivada para contribuir com a equipe e com o atendimento às crianças”, afirma. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs” Elaine Silvestre, superintendente de Pessoas do IgesDF Já Ediana Pantoja trilhou um caminho diferente. Concursada como enfermeira na Secretaria de Saúde (SES-DF), ela foi aprovada no processo seletivo para pediatra no Instituto e agora inicia a atuação na UPA de São Sebastião. “É a realização de um projeto profissional; tenho boas expectativas para esse novo desafio”, destaca. Planejamento e integração Antes do início dos plantões, os profissionais passam por integração institucional, etapa considerada estratégica para alinhar protocolos assistenciais, fluxos internos e diretrizes de humanização. O processo inclui a apresentação de indicadores e orientações sobre o funcionamento das unidades. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs”, esclarece a superintendente de Pessoas do IgesDF, Elaine Silvestre. A Superintendência de Pessoas atua de forma integrada com a Diretoria de Atenção à Saúde e com as superintendências das unidades para dimensionar corretamente o quadro de pediatras, fortalecer o cadastro reserva e garantir agilidade nas reposições e ampliações temporárias. “É um trabalho silencioso, mas essencial para assegurar que as crianças atendidas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] recebam assistência qualificada, humanizada e no tempo adequado”, explica Elaine. Foram 55 candidatos aprovados no processo seletivo, originalmente destinado a 41 vagas; assim, haverá um cadastro reserva O processo seletivo, de 41 vagas, foi concluído com 55 candidatos aprovados. Com isso, há um cadastro reserva de 14 profissionais, o que possibilita novas convocações conforme a necessidade da rede. A expectativa é que os 19 pediatras restantes concluam a entrega da documentação nos próximos meses. Capacidade de resposta Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação desse sistema ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Futuramente, as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. Alta de vírus respiratórios [LEIA_TAMBEM]A circulação de vírus respiratórios atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa. Entre os quadros mais comuns está a bronquiolite viral aguda (BVA), infecção que compromete os bronquíolos — estruturas mais delicadas dos pulmões — e lidera as internações de crianças de até dois anos nesse período. O cenário reforça a importância da medida. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, o aumento das síndromes respiratórias no Distrito Federal tornou-se mais expressivo a partir de abril, marcando o início do período de maior circulação dos vírus. Já em 2025, o cenário se mostrou ainda mais desafiador: até setembro, o DF registrou crescimento de 37% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado intenso), recusa alimentar e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas no Hospital Regional de Santa Maria e nas Upas de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas. *Com informações do IgesDF
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INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 11/2026
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Secretaria de Estado de Segurança Pública
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Conselho aprova intervenção arquitetônica no lote do Brasília Palace Hotel
O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac) aprovou, na manhã desta terça-feira (3), a proposta de intervenção arquitetônica no lote do Brasília Palace Hotel, no Setor de Hotéis e Turismo Norte. A decisão foi tomada após a leitura de três relatórios — dois favoráveis e um contrário — e resultou em 13 votos pela aprovação, três contrários e duas abstenções. A proposta analisada prevê a implantação de uma nova edificação no terreno, sem qualquer intervenção física no edifício histórico do hotel. O projeto mantém afastamento superior a 20 metros entre as construções e foi concebido como uma estrutura autônoma e complementar. O processo passou por análise técnica da Subsecretaria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os pareceres técnicos destacaram que a proposta não altera a volumetria do prédio histórico, preserva as visuais para o Lago Paranoá, mantém a hierarquia do hotel no conjunto arquitetônico e respeita a ambiência modernista. O Iphan concluiu pela possibilidade da intervenção, desde que observados critérios de compatibilidade volumétrica, preservação das relações visuais e manutenção de áreas livres significativas. A proposta analisada prevê a implantação de uma nova edificação no terreno, sem qualquer intervenção física no edifício histórico do hotel | Foto: Divulgação/Secec-DF Durante a sessão, o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, ressaltou a transparência do processo e a relevância institucional do debate: “Buscamos ao longo do tempo dar toda a publicidade a esse processo. Os relatórios estão disponíveis há dias, inclusive com possibilidade de substituição. Promovemos uma visita in loco onde haverá a nova construção, para que fosse dirimida qualquer dúvida. E isso não foi para que tivéssemos uma posição A ou B, aprovação ou reprovação, mas para que produzisse o conhecimento pessoal de cada conselheiro. A importância deste debate no âmbito do Condepac é um divisor de águas — um órgão que é respeitado, por termos aqui um grande e seleto grupo de especialistas, e a plenária está cheia. E precisamos, a partir deste ponto, valorizar esta instituição, que é o nosso conselho". O voto aprovado pelo colegiado condiciona a autorização ao cumprimento integral do projeto apresentado e à submissão prévia ao Conselho de eventuais alterações. A deliberação reforça o papel do Condepac na mediação entre preservação do patrimônio cultural e dinâmica urbana, assegurando que intervenções em áreas de interesse histórico sejam analisadas com base em critérios técnicos e transparência pública. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)
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Bloco das Caliandras anima idosos que frequentam centros de convivência do Gama
Promover um espaço de lazer e, ao mesmo tempo, trazer o tema da segurança da mulher no Carnaval e do combate à violência doméstica. Esse é o objetivo do tradicional Bloco das Caliandras. A tradicional comemoração de Carnaval este ano foi organizada pelas equipes dos centros de convivência e fortalecimento de vínculos (Cecon) Gama Sul e Gama Oeste, na última quinta-feira (27). As unidades são gerenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O evento, realizado no Cecon Gama Oeste, reuniu cerca de 160 participantes das duas unidades. A comemoração é a finalização de um longo percurso, iniciado em outubro, com a realização de oficinas de musicalização, pintura, capoterapia e rodas de conversas com os usuários. Nesse período, foram trabalhados diversos temas envolvendo questões de gênero, como envelhecimento e carnaval, valores culturais e o papel das mulheres na sociedade. Percurso é como são chamados os projetos desenvolvidos no âmbito do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. A comemoração fecha o Carnaval e abre as homenagens pelo Dia Internacional da Mulher nos Cecons | Foto: Divulgação/Sedes-DF Segundo a chefe do Cecon Gama Sul, Flávia Mendes, esse é um projeto criado, inicialmente, para os grupos de idosos, que são formados em sua maioria por mulheres. “O Carnaval cai geralmente muito perto do Dia da Mulher [8 de março]. Então, a ideia é juntar todos esses temas, falar de carnaval, de gênero, de fortalecimento social e cultura. Elas estão vivendo o amadurecimento delas numa fase em que estão sendo debatidas questões que não eram discutidas quando elas eram jovens. Nós falamos sobre o lugar da mulher no carnaval, que também vem sendo ressignificado, como um espaço de lazer, importante para a saúde mental delas, além de ser um lugar seguro para elas se divertirem”, destaca. Neste ano, o Bloco das Caliandras teve apresentação musical do grupo Coco da Quebrada e dos participantes das oficinas de música, além da exposição de pinturas com o mural Mulheres do Samba. Frequentadora do Cecon Gama Oeste há nove anos, Maria do Socorro dos Santos, de 85 anos, fez questão de prestigiar. “Eu já vim aqui duas vezes. Gosto de tudo, a gente se diverte, dança. É tudo muito bom, muito animado. O que gostei mais foi do samba, sambei demais”, conta. Em meio à diversão, são abordados temas como a violência contra a mulher A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra ressaltou que “o Bloco das Caliandras representa um momento de resgate cultural, fortalecimento de vínculos e celebração de trocas intergeracionais.” A gestora continua: “Com essa atividade, os conviventes têm a oportunidade de superar suas próprias vulnerabilidades por meio da diversão." A chefe do Cecon Gama Oeste, Jaqueline Lima, lembra que, normalmente, os casos de violência contra a mulher aumentam no Carnaval. “A ideia dessa ação é unir forças e desenvolver ações e atividades com os nossos conviventes do serviço de convivência para tratar do tema da violência doméstica de forma lúdica. O nome Caliandras dialoga com as características da flor do cerrado, remete justamente à força da mulher e à resistência a contextos não favoráveis”. *Com informações da Sedes-DF
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