Campanha durante o Carnaval chama a atenção para o uso consciente de água
Durante o período de Carnaval, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realiza a campanha de conscientização “Água não é Confete” para reforçar a importância de os foliões aproveitarem os blocos de rua com responsabilidade e uso consciente dos recursos naturais. A iniciativa inclui divulgação de orientações práticas voltadas ao descarte correto de resíduos e ao consumo consciente nas redes sociais. A proposta é estimular pequenas atitudes que, adotadas coletivamente, geram impactos positivos para a cidade e para o meio ambiente. A campanha da Adasa é realizada nas redes sociais e presencialmente | Foto: Divulgação/Adasa [LEIA_TAMBEM]As postagens destacam atitudes simples e eficazes, como guardar o próprio lixo até encontrar o local adequado para descarte, evitar comprar fantasias novas e customizar roupas que você já possui, e optar por banhos rápidos após a folia. O objetivo é mostrar que é possível celebrar com alegria sem descuidar da preservação ambiental. Como parte das ações presenciais, a Adasa participará, no domingo (15), do bloco infantil Baratinha, no Parque da Cidade, a partir das 13h. Na ocasião, serão distribuídos copos reutilizáveis ao público, com o objetivo de reduzir o consumo de copos descartáveis e minimizar a geração de resíduos durante a festa, contribuindo para um Carnaval mais limpo e ambientalmente responsável. *Com informações da Adasa
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Detran-DF realiza Operação Carnaval Seguro em Taguatinga
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na tarde desta sexta-feira (13), mais uma edição da Operação Carnaval Seguro 2026, desta vez em Taguatinga. A fiscalização ocorreu das 15h às 17h30, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e teve como principal objetivo coibir a combinação de álcool e direção. Ao todo, foram realizadas 180 abordagens e aplicados 130 testes de etilômetro. Cinco condutores foram autuados por dirigir sob efeito de álcool. As equipes também flagraram seis inabilitados, cinco veículos com sistema de iluminação irregular, dois com película fora das normas, seis com escapamento alterado, dois com alteração de características e três por transporte de carga incompatível. Outras dez infrações foram registradas por motivos diversos. As ações de fiscalização seguem intensificadas ao longo do Carnaval, com foco na preservação de vidas e na segurança de condutores e pedestres. *Com informações do Detran-DF
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Ressaca ou intoxicação alcoólica? Saiba identificar sinais de alerta pós-Carnaval
Dor de cabeça, enjoo, fraqueza e sede intensa são sintomas comuns de quem exagera na bebida. Na maioria das vezes, a ressaca melhora com hidratação e repouso. No entanto, em algumas situações, o quadro pode evoluir para intoxicação alcoólica, uma condição grave que exige atendimento imediato. Durante o Carnaval, período marcado por longas horas de festa, altas temperaturas, alimentação irregular e mistura de álcool com bebidas energéticas, o número de atendimentos relacionados ao consumo excessivo costuma aumentar nas emergências. “Recebemos muitos pacientes que, após a associação do álcool a outras substâncias, como drogas, chegam desacordados e desidratados,”, explica a enfermeira e gerente da UPA do Recanto das Emas, Idê Ingrid Rodrigues Borges. "O consumo excessivo pode provocar rebaixamento do nível de consciência, vômitos e alterações na pressão arterial" Idê Ingrid Rodrigues Borges, gerente da UPA do Recanto das Emas Segundo a profissional do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também são frequentes atendimentos decorrentes de quedas, brigas e acidentes que poderiam ser evitados. “O consumo excessivo pode provocar rebaixamento do nível de consciência, vômitos e alterações na pressão arterial. Pessoas com doenças como diabetes e hipertensão podem descompensar e chegar em estado mais grave à unidade.” O que é ressaca e quando deixa de ser “normal”? A diferença entre uma ressaca comum e um quadro mais grave está, principalmente, na intensidade dos sintomas. A ressaca é a resposta do organismo ao consumo exagerado de álcool: o fígado trabalha para metabolizar a substância enquanto o corpo sofre com desidratação, queda dos níveis de açúcar no sangue e irritação do estômago. Em casos de ressaca leve, o conselho é beber bastante água, água de coco ou soro de reidratação, manter alimentação leve e descansar | Foto: Divulgação/IgesDF Quando o quadro é leve, algumas medidas ajudam na recuperação: beber bastante água, consumir líquidos como água de coco ou soro de reidratação, manter alimentação leve com frutas e alimentos de fácil digestão e descansar adequadamente. Essas atitudes costumam ser suficientes para aliviar os sintomas ao longo do dia. Por outro lado, é importante evitar práticas que podem agravar o problema. Recorrer a “remédios milagrosos”, tomar anti-inflamatórios com o estômago vazio (o que pode causar gastrite e até sangramento) ou ingerir mais álcool para “curar” a ressaca são erros comuns. Também não é recomendado utilizar medicamentos sem orientação profissional. O sinal de alerta aparece quando os sintomas ultrapassam o desconforto esperado. Vômitos persistentes, sonolência profunda ou dificuldade para acordar, confusão mental, desmaio, respiração lenta ou irregular, pele fria ou arroxeada e convulsões podem indicar intoxicação alcoólica. Nesses casos, há risco de coma alcoólico, uma emergência médica que pode levar à morte se não houver intervenção rápida. Para a analista administrativa Ieda Soares, que se prepara todos os anos para curtir a folia, cuidar da saúde faz diferença. “A primeira coisa que eu penso é na hidratação. Sempre sigo a orientação de me alimentar bem e intercalar bebida com água. Eu amo o Carnaval, mas o mais importante é aproveitar com responsabilidade e fazer boas amizades.” Álcool com energético aumenta os riscos Energéticos contêm cafeína e outras substâncias estimulantes que reduzem a sensação de sono e mascaram os efeitos da embriaguez Outro fator que merece atenção é a combinação de álcool com energético, bastante comum nas festas. Essa mistura pode aumentar os perigos porque os energéticos contêm cafeína e outras substâncias estimulantes que reduzem a sensação de sono e mascaram os efeitos da embriaguez. Com isso, a pessoa se sente mais alerta do que realmente está e pode consumir ainda mais álcool. Esse “falso estado de lucidez” favorece intoxicação alcoólica, desidratação grave, arritmias cardíacas e comportamentos de risco. Para Idê Ingrid, existe o mito de que basta deixar a pessoa dormir para melhorar. Em casos leves, o repouso ajuda. No entanto, diante de sinais de alerta, dormir pode ser perigoso. “A pessoa pode evoluir para depressão respiratória, apresentar lentificação da respiração ou até parada respiratória sem que ninguém perceba”, alerta. Por isso, se houver dificuldade para acordar ou alterações no padrão respiratório, é fundamental procurar atendimento imediatamente. *Com informações do IgesDF
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Vigilância Sanitária capacita ambulantes para o Carnaval
Enquanto a maioria das pessoas enxerga os blocos de Carnaval como momentos de lazer, Samara Paixão vê como uma possibilidade de ampliar a renda. O plano é vender cerveja e churrasco em todos os dias de festa na Esplanada dos Ministérios. Para garantir que tudo corra com tranquilidade, ela foi uma das mais de 150 pessoas que participaram nesta sexta-feira (13) de encontros com representantes da Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizados na sede do Detran DF. "É um dinheirinho extra que a gente está tentando arrecadar. E eu acho bom estarem orientando as pessoas", elogia Paixão. O objetivo das reuniões foi, por meio de fotos e de exemplos práticos, apresentar boas práticas e explicar quais aspectos serão cobrados em caso de fiscalização. Foram abordados detalhes como não deixar isopor com bebidas no chão, manter alimentos e produtos de limpeza separados, a importância de o gelo ser preparado com água potável e a proibição de venda de bebidas sem comprovação de origem, sem lacre ou sem rótulo adequado, entre outros aspectos. Mais de 150 pessoas que participaram de encontros com representantes da Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizados na sede do Detran DF | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A gerente de alimentos da Diretoria de Vigilância Sanitária da SES-DF, Dillian Silva, mostrou fotos e citou exemplos para tornar a explicação clara aos ambulantes. "Estamos fazendo aqui ação de prevenção de riscos à saúde. Preferimos fazer esse trabalho preventivo do que chegar a um evento e precisar tomar medidas administrativas mais fortes, como interdição ou apreensão de produtos", afirma. Ela ressalta que o objetivo principal é preservar a saúde da população. "Nossa intenção é qualificar o trabalho deles, para tentar garantir que o produto que eles estejam comercializando seja de melhor qualidade", acrescenta. Entre pré-Carnaval e Carnaval, a Diretoria de Vigilância Sanitária planeja fiscalizar mais de 170 eventos ao longo do mês de fevereiro. Os auditores verificam o comércio de comidas e bebidas, além de estruturas dos postos médicos e das ambulâncias — considerando as rotas de fuga para os serviços de urgência e emergência — e a disponibilidade de banheiros químicos, de acordo com a quantidade de foliões. Entre os principais focos estão coibir a venda de produtos irregulares, como cigarros eletrônicos e bebidas alcoólicas falsificadas, alteradas e sem procedência conhecida. *Com informações da SES-DF
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Detran-DF realiza Operação Carnaval Seguro em Taguatinga
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Excesso de festa e falta de sono durante o Carnaval afetam corpo e mente
Para muita gente, o Carnaval é a época mais esperada do ano. É quando a rotina dá uma pausa e a cidade vira festa: bloquinhos, viagens, música, encontros, fantasia e aquele sentimento de liberdade. Mas, para outras pessoas, o Carnaval tem outro significado. É o momento perfeito para ficar em casa, dormir até mais tarde, organizar a vida, assistir a filmes, ler um livro ou simplesmente descansar. O que deveria ser apenas alegria, porém, pode virar também um momento de exaustão física e emocional. A mistura de noites mal dormidas, calor, bebida alcoólica, multidões e excesso de estímulos pode causar irritação, cansaço extremo, queda de pressão, desmaios e até crises de ansiedade. Muitas vezes o corpo dá sinais claros de que passou do limite, mas a pessoa insiste em ignorar para não “perder a festa”. Ao mesmo tempo, quem prefere ficar em casa pode enfrentar outro problema: a culpa por não estar na rua “aproveitando”. Tanto descansar como curtir são opções legítimas durante o Carnaval | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) Dúlcila Galvão, esse sentimento é mais comum do que parece. “Muita gente sente que precisa viver o Carnaval de um jeito específico, como se fosse obrigatório estar na rua, em festa, sorrindo e aproveitando. Mas isso não é uma regra. Descansar também é uma escolha saudável e legítima”, explica. Recarregar as energias A administradora Marina Azevedo, 29 anos, é do time que se prepara o ano inteiro para o Carnaval. Ela organiza roteiro, escolhe os blocos e faz questão de aproveitar cada dia. “Eu amo Carnaval. É a época que eu mais espero. Eu gosto de música alta, de dançar, de estar no meio das pessoas. Parece que eu renovo minha energia”, conta. Já o professor Eduardo Lima, 41, prefere passar o feriado de outro jeito, longe da agitação. “Para mim, Carnaval é descanso. Eu gosto de ficar em casa, dormir mais, colocar as coisas em ordem e aproveitar o silêncio. Se eu viajar, é para um lugar tranquilo, com natureza”, diz. A psicóloga explica que essas diferenças estão relacionadas às características individuais de personalidade e à forma como cada pessoa lida com as próprias emoções. Enquanto algumas se sentem energizadas e confortáveis em ambientes mais movimentados, outras precisam de contextos mais tranquilos para descansar e se recuperar das demandas e do estresse do dia a dia. "O mais importante é reconhecer quais contextos favorecem o seu bem-estar e respeitar seus próprios limites" Dúlcila Galvão, psicóloga “Algumas pessoas se sentem revitalizadas em situações de maior interação social, como festas e bloquinhos de rua, enquanto outras recuperam sua energia em ambientes mais silenciosos e reservados. Essas diferenças estão relacionadas a traços de personalidade, como introversão e extroversão. O mais importante é reconhecer quais contextos favorecem o seu bem-estar e respeitar seus próprios limites”, orienta. Ela destaca que introversão não é sinônimo de timidez. Em geral, quem apresenta essa característica tende a se sentir melhor em ambientes mais tranquilos e pode se cansar mais rapidamente em locais muito cheios ou com excesso de estímulos. Falta de sono Além da saúde mental, o Carnaval pode impactar diretamente no corpo. A privação de sono, por exemplo, prejudica a imunidade e altera o funcionamento do organismo, aumentando o risco de mal-estar e acidentes. “Dormir pouco deixa o corpo mais vulnerável. A pessoa fica mais irritada, mais impulsiva, mais sensível emocionalmente e mais cansada fisicamente. E quando isso se junta com calor e bebida alcoólica, o risco de desmaios e quedas aumenta”, alerta Dúlcila. Ela explica que o sono é um momento em que o corpo se recupera e o cérebro se reorganiza. Sem esse descanso, o organismo começa a dar sinais de desgaste. “Não é só cansaço. A privação de sono compromete funções cognitivas como atenção, memória e tomada de decisão, além de impactar o humor. A pessoa pode ficar mais propensa a brigas, aumento da ansiedade e maior sensibilidade emocional, incluindo episódios de choro ou reações desproporcionais”, completa. Excesso de estímulos [LEIA_TAMBEM]Ambientes muito cheios, barulho intenso e sensação de aperto podem desencadear crises de ansiedade, principalmente em pessoas que já têm histórico ou que estão vivendo uma fase emocional mais sensível. “A crise pode se manifestar com sintomas como taquicardia, falta de ar, tremores, tontura e uma sensação intensa de ameaça ou de que algo ruim está prestes a acontecer. Em alguns casos, a pessoa acredita estar vivenciando um problema cardíaco, quando, na verdade, trata-se de um episódio de ansiedade”, explica. Dúlcila também alerta que o álcool pode intensificar essas sensações e aumentar a instabilidade emocional. “O álcool pode piorar a ansiedade e diminuir o controle emocional. Algumas pessoas ficam mais impulsivas, outras ficam mais tristes e vulneráveis. Por isso, é importante ter equilíbrio”, orienta. Dúlcila alerta sobre alguns sinais que indicam que o corpo ou a mente chegaram ao limite e, por isso, é importante buscar atendimento. “Se a pessoa apresenta crises de ansiedade intensas, falta de ar, desmaios, confusão mental ou sensação de pânico recorrente, é fundamental procurar ajuda. Saúde mental também é urgência”, reforça. Segundo ela, o descanso também deve ser visto como parte do autocuidado. “Descansar não é perder tempo. Descansar é recuperar o corpo e a mente. E muitas vezes é justamente o que a pessoa precisa para voltar bem para a rotina”, diz. Para curtir com equilíbrio: Durma bem antes de sair e recupere-se no dia seguinte; Intercale festa com descanso; Faça pausas em locais tranquilos; Beba água com frequência; Evite exageros no álcool; Respeite limites físicos e emocionais; Não se compare com outras pessoas nas redes sociais. Procure ajuda se houver: Crises de ansiedade intensas; Falta de ar; Desmaios; Confusão mental; Sensação de pânico recorrente. Onde buscar atendimento no DF Quem precisa de apoio psicológico pode procurar atendimento pelo SUS no Distrito Federal. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa, que realiza o acolhimento e, se necessário, faz o encaminhamento para acompanhamento especializado. Em casos de sofrimento emocional mais intenso, a população pode buscar atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem suporte voltado à saúde mental. Já em situações de urgência e emergência, como crises de ansiedade graves, surtos ou risco à própria segurança, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou acionar o Samu, pelo telefone 192. Durante o período de Carnaval, o atendimento psiquiátrico estará disponível nas UPAs Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Vicente Pires. O DF também conta com atendimento especializado no Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, referência em saúde mental. *Com informações do IgesDF
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Operação de recuperação viária utiliza cerca de 10 toneladas de massa asfáltica em Ceilândia
A Administração Regional de Ceilândia, nesta sexta-feira (13), aplicou cerca de 10 toneladas de massa asfáltica em ruas de diversos pontos da cidade. A ação contou com equipes próprias da administração e apoio da Novacap. Os serviços foram executados nas QNMs 2 e 12, em Ceilândia Norte; QNN 24, em Ceilândia Sul; Via NM3 (via Praça da Bíblia); e Via 5 do Setor O, contemplando avenidas principais, vias secundárias e conjuntos habitacionais. Com as fortes chuvas dos últimos dias, o número de buracos e o desgaste do asfalto aumentou | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Devido ao período chuvoso registrado nos últimos dias, houve aumento significativo nas demandas emergenciais relacionadas a buracos e desgaste do asfalto. Por isso, as equipes concentraram esforços em pontos considerados prioritários, com foco na segurança de motoristas e pedestres. O trabalho foi realizado conforme cronograma estabelecido e de acordo com a disponibilidade de massa asfáltica fornecida pela Novacap, garantindo agilidade na execução dos reparos. O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, destacou o empenho das equipes diante da alta demanda.“Conforme a disponibilidade de massa asfáltica e as condições do tempo, nossas equipes estão atendendo as demandas emergenciais, além da programação já estabelecida pela Novacap. Nosso compromisso é garantir mais segurança e melhores condições de tráfego para a população”, afirmou. A administração reforça que o trabalho seguirá de forma contínua, priorizando áreas com maior necessidade e impacto na mobilidade urbana. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil: diagnóstico precoce é essencial para sobrevida de crianças
Celebrado em 15 de fevereiro, o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil ganha, no Distrito Federal, um contorno de vanguarda tecnológica e rede de cuidado da infância importantes. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) é um centro de referência nacional especializado no atendimento oncológico infantojuvenil, que opera sob protocolos de referência praticados nas melhores instituições do mundo. Isso garante ao paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso ao que há de mais moderno na medicina de precisão. Hospital da Criança de Brasília registra cura de 80% de casos de leucemia linfoide aguda | Fotos: Divulgação/HCB Em mais de 14 anos de história, o HCB mantém indicadores de sobrevida que se equiparam aos grandes centros especializados tanto no Brasil quanto no exterior. Uma dessas conquistas foi a cura de 80% dos casos de leucemia linfoide aguda (LLA) tratados na unidade — resultado superior à taxa média na América Latina e Caribe (aproximadamente 55%), conforme dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Diferentemente das neoplasias em adultos, nas quais os crescimentos anormais, desordenados e excessivos de células no organismo são frequentemente associados a fatores ambientais e estilo de vida (como tabagismo ou dieta), o câncer infantil é predominantemente de natureza embrionária, sendo considerado uma condição de saúde rara — por definição da Organização Mundial da Saúde, uma doença pode ser considerada rara quando incide até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, e o câncer infantil, por sua vez, incide em menos de 0,2% da população pediátrica. Taxas No HCB, as diferentes características biológicas dos tumores infantis definem um desafio a ser superado e uma possibilidade investigativa importante para a oncologia pediátrica: embora sejam tumores agressivos e de curto período de latência, eles apresentam uma resposta significativamente superior aos protocolos modernos de quimioterapia e imunoterapia. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local” Isis Magalhães, diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB Segundo o relatório Perfil Epidemiológico da Incidência de Câncer no Brasil e Regiões, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar, de 2026 a 2028, cerca de 7.560 novos casos de câncer (todas as neoplasias) em crianças e adolescentes (até 19 anos), correspondendo a uma taxa bruta de incidência de 134,81 casos por milhão. Ainda conforme o relatório, há uma predisposição leve de possível maior incidência de câncer em meninos, 3.960 casos (52,4%), enquanto, em meninas, a taxa permeia 3.600 novos casos (47,6%). Contudo, a ciência aponta boas possibilidades. Para a diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB, Isis Magalhães, a estruturação de centros de alta complexidade, que aliam assistência especializada, ensino e pesquisa, ampliam as possibilidades de tratamento e prognóstico positivo. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local”, explica. Habilitado pelo Ministério da Saúde (MS) como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva de oncologia pediátrica, transplante de medula óssea autogênico e alogênico aparentado e não aparentado, o HCB possui uma estrutura dedicada à promoção de aperfeiçoamento constante da equipe assistencial, o que propicia novas descobertas e implementação de protocolos avançados de tratamento. O hospital compõe o Programa Aliança Amarte — Apoio Maior, Aumentando Recursos e Treinamento Especializado, desenvolvido em parceria com o St. Jude Children's Research Hospital (EUA), referência mundial na pesquisa e tratamento do câncer infantojuvenil. Referência em tratamento Devido à sua alta especialidade no tratamento oncológico pediátrico, o HCB recebe muitos pacientes referenciados por meio da modalidade Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que garante a continuidade do cuidado ao paciente SUS, quando necessário, em procedimentos e consultas de alta complexidade em outras regiões do país. Renata Barros com o filho Ravi, paciente, na brinquedoteca do HCB: “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi, passei a pesquisar mais” É o caso de Renata Suelen Barros, mãe de Ravi Barros, de 4 anos — ambos de Parauapebas (PA). Há pouco mais de quatro meses em Brasília, Ravi foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, condição que representa aproximadamente 25% dos casos de câncer pediátrico e cerca de 75% das leucemias infantis. Em virtude do tratamento do menino, Renata tem enfrentado internações prolongadas, mas, ainda assim, disse que conseguiu fazer amizades com outras mães e que isso é importante para criar vínculos. “A gente vai dando força, vai ajudando, no que que a pessoa está precisando, porque tem muita mãe aqui que chega [ao hospital] desnorteada”, relata. “E às vezes ela quer o quê? Quer um apoio. Aí é muito bom, assim, o contato entre as mães, de conversar, de passar informação, de ajudar umas às outras.” Renata diz sentir falta de mais informação qualificada sobre os sinais do câncer na infância: “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi, passei a pesquisar mais. Mesmo que você não esteja passando pela doença, é sempre bom a gente pesquisar”. Medicina de precisão “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade” Renata Sandoval, coordenadora de Genética Clínica do HCB A pesquisa do Inca também destaca que, na atualidade, já não se trata mais “o câncer”, mas da “assinatura genética” de cada tumor. A médica coordenadora de Genética Clínica do HCB, Renata Sandoval, explica que a minoria dos cânceres tem um componente hereditário, familiar, que contribui para o risco de uma pessoa desenvolver a doença; e, como o câncer na infância é considerado uma condição rara de saúde, não há um trabalho de vigilância sobre essa condição, diferentemente de casos de câncer de mama, por exemplo, que atinge uma em cada oito mulheres. A especialista lembra que é importante prestar atenção aos sintomas e queixas das crianças. “Em crianças e adolescentes, a gente só vai investigar um câncer quando a gente tem sintomas”, aponta. “Só que, se eu estiver diante de uma pessoa, de uma família que tem um padrão de adoecimento de uma síndrome genética de predisposição ao câncer, aí sim, nessa situação, é como se a ‘receitinha de bolo’ daquela pessoa tivesse mais dificuldades de corrigir erros que acontecem nas células. Isso não quer dizer que ela teria um câncer, mas ela tem um risco diferente do risco habitual da população”. De acordo com a médica, a partir de estudos da oncogenética pediátrica é possível identificar síndromes de predisposição genética ao câncer que podem ter impacto em toda a família. “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade. Eu não vou estar ‘vigiando’ ela de uma maneira adequada e dando oportunidade ao diagnóstico precoce e, até, às vezes, de outros familiares que estão em risco”. Avanços recentes no tratamento do câncer infantil no HCB incluem imunoterapia, que reprograma as células de defesa do próprio paciente para atacar o tumor; terapias-alvo, em que drogas moleculares bloqueiam especificamente as mutações que impulsionam o crescimento das células malignas, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia convencional; e o diagnóstico molecular, com exames de sequenciamento genético que podem identificar precocemente síndromes de predisposição hereditária, selecionando marcadores não somente genéticos, mas proteicos, entre outros, o que permite um monitoramento ativo da manifestação da doença.“ Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares. Anteriormente era a ‘carinha’ da célula, e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética” Ricardo Camargo, coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB O coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional (LPT) do HCB, Ricardo Camargo, explica que, diante da biologia dos tumores pediátricos, que são absolutamente heterogêneos, os profissionais do hospital buscam diagnosticar, classificar o risco de recaída ou de agressividade da doença, a fim de monitorar a resposta ao tratamento da criança. “Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares”, explica. “Anteriormente era a ‘carinha’ da célula, e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética. E é isso que o laboratório se propõe a fazer, procurar marcadores para a oncologia, de maneira geral, que tenham valor para o diagnóstico, prognóstico e de terapia-alvo.” Educação em saúde A educação em saúde é a principal ferramenta para reduzir o tempo entre o primeiro sintoma e o início do tratamento oncológico das crianças. O maior desafio clínico reside no fato de que os sinais do câncer pediátrico frequentemente mimetizam doenças comuns da infância (viroses, anemias ou dores de crescimento). Além da oferta de assistência especializada em saúde pediátrica, o HCB atua como um polo irradiador de conhecimento para a Atenção Primária à Saúde (APS) do Distrito Federal. Por meio de teleconsultorias e protocolos de encaminhamento, o hospital capacita médicos e demais profissionais da Saúde da Família a identificarem precocemente sinais de alerta, combatendo o diagnóstico tardio, que ainda é o principal obstáculo para a cura total. [LEIA_TAMBEM]Em uma articulação estratégica voltada ao aprimoramento da linha de cuidado oncológico pediátrico, o HCB, em colaboração com a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadores de Câncer e Hemopatias (Abrace) e o Instituto Ronald McDonald, promoveu, em 2025, a segunda edição do Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil. O evento reuniu 280 profissionais e acadêmicos atuantes na APS, com o objetivo de mitigar o intervalo de tempo entre a manifestação clínica inicial e o encaminhamento especializado. Ao instrumentalizar os agentes das unidades básicas de saúde (UBSs), principal porta de entrada do SUS, com subsídios científicos e materiais instrutivos para o reconhecimento assertivo de sinais e sintomas da doença, a iniciativa contribuiu para elevar a suspeição diagnóstica fundamentada em protocolos técnicos de alta precisão. O olhar atento do médico da família e do pediatra geral, além da percepção aguçada dos pais e cuidadores, é um dos primeiros elos de uma corrente que termina na alta hospitalar e na reintegração plena da criança à sociedade. O diagnóstico precoce é essencial para as chances de cura e qualidade de vida das crianças. A recomendação técnica dos especialistas do HCB é que os pais e responsáveis se atentem e valorizem a queixa persistente e, em caso de suspeita, consultem o especialista da Atenção Primária. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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