FECHAMENTO DE UNIDADES PARA O CARNAVAL 2026
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Iluminação do Parque da Cidade passa por manutenção
A CEB IPes executa um mutirão de manutenção da iluminação pública no Parque da Cidade. A operação mobiliza equipes técnicas que atuam para restabelecer a iluminação em diferentes áreas do parque. Há cerca de 60 chamados de manutenção registrados, e todos serão atendidos até o fim do mês, dentro do cronograma intensificado da companhia. Um dos principais eixos da intervenção é a substituição dos quadros de comando, equipamentos que funcionam de forma semelhante ao disjuntor de uma residência. Eles são responsáveis por distribuir energia para diversos pontos de iluminação e, ao mesmo tempo, proteger o sistema elétrico. Em situações de sobrecarga, curto-circuito ou qualquer outra anormalidade, o dispositivo desarma automaticamente para evitar danos à rede, prejuízos operacionais e riscos à segurança. Na primeira fase, os estacionamentos 8, 9 e 10 ganharam nova iluminação; agora será a vez dos estacionamentos 12 e 3 | Fotos: Divulgação/CEB IPes Nas últimas semanas, 59 quadros já foram substituídos em diferentes áreas do parque, o que possibilitou a recuperação da iluminação nos estacionamentos 8, 9 e 10. Na próxima etapa, outros 20 equipamentos serão trocados, permitindo eliminar pontos escuros nos estacionamentos 12 e 3, além de reforçar a iluminação das quadras de areia, amplamente utilizadas pela população para a prática esportiva, especialmente no período noturno. Paralelamente, as equipes realizam a recomposição da fiação em pontos estratégicos do parque, medida essencial para assegurar maior estabilidade ao sistema de iluminação pública e evitar a ocorrência de novas falhas. A atuação integrada na rede e nos dispositivos de acionamento garante uma solução mais eficiente e duradoura, reduzindo a necessidade de manutenção recorrente. [LEIA_TAMBEM]Para o presidente da CEB IPes, Edison Garcia, a iniciativa representa um trabalho estruturante e prioritário. “Estamos promovendo uma ação concentrada no Parque da Cidade, com modernização de equipamentos, recuperação da rede e atendimento integral das demandas registradas. Nosso compromisso é entregar um sistema mais estável, eficiente e seguro para a população que utiliza esse espaço diariamente”, afirmou. A ideia é que, com essa força-tarefa, o Parque da Cidade permaneça um ambiente mais seguro e adequado para esporte, lazer e convivência. Os serviços seguem pelas próximas semanas, até a completa estabilização da iluminação no local. *Com informações da CEB IPes
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Parceria vai ampliar atendimento especializado a mulheres em situação de violência
A Secretaria da Mulher (SMDF) firmou, nesta quarta-feira (11), termo de colaboração com a Ação Social Renascer para fortalecer a gestão dos centros de referência da mulher brasileira (CRMBs). A iniciativa representa um novo avanço na política de enfrentamento à violência contra a mulher no DF e prevê a prestação de aproximadamente 70 mil atendimentos ao longo de um ano, consolidando os centros como portas de entrada estratégicas da rede de proteção. Durante a assinatura do documento, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira (C), ressaltou: “O foco é assegurar o pleno funcionamento dos serviços de acolhimento e o acompanhamento integral às mulheres em situação de violência de gênero” | Foto: Divulgação/SMDF “Qualificar, melhorar e ampliar o que já foi construído faz parte da nossa prioridade, que é o acolhimento e a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade” Celina Leão, vice-governadora O acordo amplia e qualifica o atendimento humanizado e contínuo nas quatro unidades localizadas em São Sebastião, Sol Nascente, Sobradinho II e Recanto das Emas, inauguradas em 2025. A gestão compartilhada garantirá o fortalecimento da estrutura existente, a ampliação dos serviços ofertados e a qualificação da assistência prestada às mulheres em situação de violência. “Ao longo do trabalho realizado nas unidades, identificamos a necessidade de ampliar o acompanhamento psicológico contínuo e expandir as oportunidades de capacitação profissional em diversas áreas”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “A assinatura deste termo nos auxilia justamente nesse contexto. O foco é assegurar o pleno funcionamento dos serviços de acolhimento e o acompanhamento integral às mulheres em situação de violência de gênero.” Acolhimento aprimorado A vice-governadora Celina Leão enfatiza: “Nos últimos anos, temos transformado o atendimento à mulher no Distrito Federal. Qualificar, melhorar e ampliar o que já foi construído faz parte da nossa prioridade, que é o acolhimento e a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. Essas iniciativas são essenciais para reduzir os índices de violência”. [LEIA_TAMBEM]O reforço ocorre após os primeiros meses de funcionamento das unidades, período que possibilitou avaliar demandas prioritárias e identificar a necessidade de ampliação dos serviços. Os CRMBs também poderão ofertar novas ações, a serem definidas pela SMDF, com foco no fortalecimento da autonomia feminina e na qualificação profissional. O atendimento não se restringe às moradoras das regiões administrativas onde essas unidades estão instaladas, podendo contemplar mulheres de todo o Distrito Federal. A SMDF será responsável pelo treinamento e pela capacitação contínua da equipe envolvida na execução do termo de colaboração. A formação permitirá um atendimento com olhar especializado e sensível às especificidades da violência de gênero, além de assegurar o acompanhamento, o monitoramento e a presença ativa da SMDF durante toda a vigência da parceria, garantindo qualidade e alinhamento às diretrizes da política pública. A diretora financeira da Ação Social Renascer, Pamela Cristina Felix, lembra que a formalização da parceria amplia o suporte oferecido às vítimas, já que o acolhimento segue do primeiro contato com o Centro de Referência da Mulher Brasileira com o devido acompanhamento. “Estamos fortalecendo os serviços para nos tornarmos referência no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade no DF”, aponta a gestora. *Com informações da Secretaria da Mulher
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IgesDF amplia pesquisas e reforça protagonismo feminino na ciência
Dentro dos hospitais e unidades de pronto atendimento (Upas) do Distrito Federal, pesquisas científicas vêm ajudando a salvar vidas, aprimorar tratamentos e tornar o atendimento mais seguro. No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o conhecimento produzido na rotina das unidades se transforma em estudos que orientam decisões clínicas, aperfeiçoam protocolos e fortalecem a qualidade da assistência prestada à população. Em 2025, o Instituto contabiliza 145 pesquisas em andamento, sendo que 29 delas são patrocinadas. Os estudos têm foco em áreas como segurança do paciente, doenças crônicas e infecciosas, alta complexidade, inovação em processos e gestão em saúde. As pesquisas não patrocinadas são desenvolvidas a partir das demandas da própria rede pública, conduzidas por profissionais do Instituto e voltadas para necessidades reais do Sistema Único de Saúde (SUS). Já os estudos patrocinados contam com apoio de instituições parceiras e da indústria, o que permite acesso a novas tecnologias, tratamentos e métodos capazes de ampliar possibilidades terapêuticas e qualificar ainda mais o cuidado. O avanço ganha destaque nesta quarta-feira (11), quando é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. A data busca ampliar a representatividade feminina nas áreas científicas e reforçar a importância da igualdade de oportunidades na pesquisa e na inovação. Pesquisa que nasce da assistência À frente da articulação científica no IgesDF está a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), responsável por fortalecer a produção científica aplicada à realidade do SUS, incentivar práticas baseadas em evidências e ampliar a qualificação profissional. O avanço ganha destaque nesta quarta-feira (11), quando é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015 | Fotos: Divulgação/IgesDF “Celebrar essa data representa o reconhecimento do papel fundamental das mulheres na produção do conhecimento científico e na transformação da saúde pública. Para o IgesDF e para a Diep, é também um compromisso com a valorização da equidade e com o fortalecimento de uma cultura institucional que reconhece a diversidade como fator essencial para inovação e qualidade assistencial”, afirma Emanuela Dourado, diretora da Diep. Segundo a gerente de Pesquisa do Instituto, Ana Carolina Lagoa, o diferencial dos estudos desenvolvidos na rede pública de saúde é a conexão direta com o cotidiano hospitalar. “A pesquisa no IgesDF nasce da prática assistencial. Os resultados contribuem para aprimorar protocolos, qualificar decisões clínicas, otimizar fluxos de atendimento e promover um cuidado mais seguro, eficiente e baseado em evidências”, explica. Ela destaca que transformar uma ideia em projeto científico exige planejamento e cumprimento rigoroso das normas éticas.“O processo se inicia com a submissão do projeto à Gerência de Pesquisa, por meio do Núcleo de Apoio ao Pesquisador (Napes). A aprovação institucional ocorre após anuência do Conselho Científico e da Diep. Em seguida, o projeto deve ser submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do IgesDF (CEP/IgesDF). Somente após as duas aprovações a pesquisa pode ser iniciada”, detalha. “Celebrar essa data representa o reconhecimento do papel fundamental das mulheres na produção do conhecimento científico e na transformação da saúde pública" Emanuela Dourado, diretora da Diep Ana Carolina também reforça que o Instituto incentiva a divulgação dos resultados por meio de publicações científicas e participação em congressos e eventos acadêmicos.“A instituição reconhece a importância da disseminação do conhecimento como parte do processo científico e como ferramenta de qualificação da assistência”, completa. Parcerias que conectam o DF ao mundo O crescimento da pesquisa no IgesDF também é impulsionado por parcerias estratégicas com instituições reconhecidas no Brasil e no exterior. Atualmente, o Instituto mantém cooperação com o Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, além da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UnB). Há ainda parcerias internacionais com instituições como a Monash University, Universidade de Melbourne, Behrn University, além de organizações e empresas como GSK, Takeda e Amgen, entre outras. Essas conexões permitem que o Distrito Federal participe de estudos de ponta e contribuem para que novas soluções cheguem ao SUS com mais rapidez e qualidade. Na prática, cada pesquisa pode significar diagnósticos mais precisos, protocolos mais eficientes, menos complicações e mais chances de recuperação para os pacientes atendidos na rede pública. Para a diretora da Diep, as alianças reforçam o papel do Instituto como referência em inovação dentro do SUS. “Nós atuamos de forma estratégica na articulação entre pesquisa, ensino e assistência, promovendo apoio técnico aos projetos, incentivo à produção científica, capacitações e acompanhamento ético e metodológico. Essas ações contribuem para a qualificação dos profissionais e para a incorporação de práticas baseadas em evidências na rede pública de saúde”, afirma Emanuela. Mulheres que transformam perguntas em esperança Entre as pesquisadoras que representam esse avanço está a médica gastroenterologista e hepatologista Liliana Sampaio Costa Mendes, que atua no Hospital de Base desde 2001 e desenvolve pesquisas desde 1999. Doutora em gastroenterologia pela USP, ela coordena estudos patrocinados desde 2014 e desenvolve linhas voltadas à cirrose, doenças raras e câncer hepático. “Meu interesse pela pesquisa e pela ciência surgiu muito cedo, quando percebi que apenas através dessas perguntas, que ainda não têm respostas, é que a gente poderia trazer algum tipo de consolo e propriedade para tratar os pacientes que sofriam de moléstias que ainda não têm muitas perspectivas de tratamento”, conta. “Meu interesse pela pesquisa e pela ciência surgiu muito cedo, quando percebi que apenas através dessas perguntas, que ainda não têm respostas, é que a gente poderia trazer algum tipo de consolo e propriedade para tratar os pacientes que sofriam de moléstias que ainda não têm muitas perspectivas de tratamento” Liliana Sampaio Costa, médica gastroenterologista e hepatologista Liliana explica que a ciência permite rever conceitos consolidados ao longo do tempo.“Com o passar dos anos, a gente viu que a fibrose da cirrose também pode reverter. Muitos dogmas vão sendo desconstruídos e, com isso, passamos a enxergar melhores perspectivas para a vida de pacientes portadores de cirrose”, afirma. Segundo a pesquisadora, a ciência ajuda a salvar vidas justamente porque permite identificar riscos antes que o quadro se agrave. “Em uma das pesquisas em que participei, descobrimos que um tipo de descompensação da cirrose, que antes era visto como mais leve, podia ser tão perigoso quanto quadros mais graves. Isso fez com que a gente passasse a agir mais cedo, protegendo mais pacientes e aumentando as chances de recuperação”, explica. Ciência também é organização e persistência Conciliar assistência, pesquisa e rotina hospitalar exige disciplina. Para Liliana, o tempo dedicado ao estudo precisa ser respeitado com a mesma seriedade que o tempo dedicado ao paciente. “A pesquisa exige tempo protegido. Algumas horas semanais ou até um turno inteiro precisam ser reservados para garantir que as metas sejam cumpridas”, diz. Ela reconhece que o esforço é grande, mas destaca que os resultados compensam. “Você precisa se apaixonar pelo que está pesquisando, colocar dedicação e acreditar que aquilo é relevante. Mesmo cansado da rotina, você vai para a pesquisa e fica ali duas, três horas diante de um computador fazendo coleta de dados, por exemplo”, afirma. Ciência como resposta para o SUS Para o IgesDF, investir em pesquisa também significa buscar soluções mais eficientes e sustentáveis para a saúde pública. “Na saúde pública, a importância da ciência é enorme, porque ela pode trazer respostas mais adequadas e mais acessíveis, que possam ser aplicadas em larga escala. Os estudos de custo-efetividade são exemplos disso”, explica Liliana. Além dos números e protocolos, a data também reforça o papel de inspirar novas gerações. Para Ana Carolina, a presença feminina na pesquisa é cada vez mais expressiva dentro do Instituto. Liliana (ao centro, de verde) com a equipe do Núcleo de Pesquisa Clínica (Nupec) e os monitores do estudo de doença hepática da Takeda, durante a visita de iniciação do estudo “O que mais me orgulha é acompanhar o comprometimento e a responsabilidade com que essas mulheres conduzem suas pesquisas. Elas conseguem transformar a vivência diária nos serviços de saúde em conhecimento científico de qualidade, com impacto direto na assistência e na gestão. Ver esse retorno para a população atendida pelo IgesDF é, sem dúvida, o mais gratificante”, afirma. Já Liliana deixa um recado às futuras cientistas: “Vocês são meninas superpoderosas. Se apaixonem pelo que querem fazer, se organizem e coloquem suas metas no papel”. Emanuela também reforça que incentivar meninas na ciência é fortalecer o futuro da saúde pública. “A ciência precisa de diversidade, e a presença de mulheres é essencial em todas as etapas do processo científico. Precisamos de mais mulheres pesquisando, liderando projetos e participando das decisões, porque isso fortalece a ciência e torna o conhecimento mais diverso, ético e conectado com as necessidades da sociedade, no IgesDF, ciência também é cuidado e cada vez mais tem voz de mulher”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Segurança pública do DF estabelece critérios para abordagem policial de população em situação de rua
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e a Polícia Militar do Distrito Federal assinam, nesta quinta-feira (12), às 11h, na sala 101 do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), uma portaria conjunta considerada estratégica para o fortalecimento da segurança pública no Distrito Federal. O documento estabelece diretrizes operacionais e critérios objetivos para abordagem da população em situação de rua. O material direciona a atuação das forças de segurança, trazendo maior clareza técnica, segurança jurídica e alinhamento institucional às ações policiais. A iniciativa dialoga com discussões recentes no campo jurídico e institucional e responde a um cenário que exige equilíbrio entre eficiência operacional, proteção desta população e respeito aos direitos fundamentais. Após a assinatura, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, e a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habcka, estarão disponíveis para entrevistas. Coletiva Assunto: Assinatura de medida conjunta na área de Segurança Pública Dia: Quinta-feira (12), às 11h Local: Sala 101 – Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). *Com informações da SSP-DF
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Cuidados paliativos qualificam assistência a pacientes críticos no Hospital de Santa Maria
Cerca de 625 mil pessoas precisam de cuidados paliativos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, apenas 14% desse público têm acesso efetivo a essa abordagem. No Sistema Único de Saúde (SUS), o cenário é ainda mais desafiador: menos de 10% dos hospitais contam com serviços estruturados na área. Com o objetivo de fortalecer e qualificar esse tipo de assistência, profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) participaram, nessa quarta-feira (11), do treinamento Cuidados Paliativos em Pacientes Críticos, realizado no auditório da unidade. A capacitação foi voltada, principalmente, às equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e do box de emergência. A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Cuidados Paliativos, instituída em 2024, que prevê a integração dessa abordagem em todos os níveis de atenção do SUS, incluindo serviços de urgência, emergência e terapia intensiva. Para o médico paliativista e chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Arthur Amaral, ainda é preciso desconstruir um conceito equivocado bastante comum. “Uma das maiores barreiras é a falsa ideia de que cuidados paliativos representam a ausência de tratamento. As evidências científicas mostram exatamente o contrário, uma vez que pacientes com tratamento precoce apresentam melhor qualidade de vida e, em alguns casos, até maior sobrevida quando comparados àqueles que recebem apenas terapias convencionais”, explica. Cuidado proporcional e redução do sofrimento A capacitação foi voltada, principalmente, às equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e do box de emergência | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, nas UTIs — onde a taxa de mortalidade varia entre 20% e 35% — a abordagem paliativa torna-se ainda mais relevante. Pacientes frágeis, com múltiplas comorbidades, falências orgânicas, reinternações frequentes ou submetidos a procedimentos invasivos de grande porte estão entre os que mais se beneficiam desse cuidado. “A recomendação é iniciar os cuidados paliativos o mais cedo possível, permitindo que o plano terapêutico priorize a redução do sofrimento e a proporcionalidade das intervenções”, destaca o médico. A capacitação teve como foco preparar a equipe multiprofissional para identificar precocemente a necessidade desse tipo de cuidado em pacientes críticos, qualificar a comunicação com familiares, subsidiar decisões clínicas complexas e promover uma assistência ética, proporcional e centrada na pessoa. Para a assistente social do HRSM, Nubia Maria dos Santos, pós-graduada em cuidados paliativos, o conceito de sucesso terapêutico, nesse contexto, vai além da técnica. “O verdadeiro sucesso está alinhado aos valores, aos desejos e à história de vida do paciente. O papel da saúde é assegurar dignidade, conforto e cuidado até o fim”, ressalta. Decisão compartilhada e humanização O médico Arthur Amaral destaca ainda que as decisões devem ser construídas de forma compartilhada, envolvendo equipe de saúde, paciente e familiares. Comunicação empática, planejamento antecipado de cuidados e respeito à autonomia são pilares da abordagem, que busca evitar tanto a obstinação terapêutica quanto a negligência assistencial. O treinamento terá nova edição nesta quinta-feira (12), com o objetivo de alcançar profissionais de outros plantões e ampliar o acesso à capacitação na unidade. *Com informações do IgesDF
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CD-P2R2 realiza primeira reunião ordinária do ano
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