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Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)

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Reorganização de fluxos vai tornar mais ágil o atendimento na ortopedia do HBDF

Reduzir o tempo de espera entre as etapas da internação, agilizar a liberação de leitos e ampliar o acesso ao tratamento ortopédico. Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou uma série de reuniões e oficinas para reorganizar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado. O trabalho é coordenado pela Superintendência de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), em parceria com a Gerência-Geral de Assistência (Gegas) do Hospital de Base, e utiliza ferramentas da metodologia Lean Healthcare, amplamente empregada para identificar oportunidades de melhoria e aumentar a eficiência dos serviços. Para a gerente-geral de Assistência do Hospital de Base, Ana Patrícia de Paula, a reorganização dos fluxos representa uma mudança na forma como o cuidado é conduzido dentro da unidade. O projeto busca fortalecer a integração entre as equipes para que o paciente tenha uma assistência mais contínua, segura e organizada durante toda a internação. A estratégia também incorpora o conceito de navegação do paciente, modelo que acompanha de forma organizada toda a trajetória da internação. O objetivo é garantir que as informações circulem entre as equipes de forma segura e que cada etapa do atendimento aconteça no momento adequado, favorecendo a continuidade do cuidado até a alta hospitalar. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado | Foto: Divulgação/IgesDF "O paciente precisa estar no centro de todas as decisões. Quando cada profissional compreende seu papel e atua de forma integrada com as demais equipes, conseguimos oferecer uma assistência mais segura, reduzir o tempo entre as etapas do cuidado e proporcionar uma experiência melhor para quem está internado", afirma. Para a gerente-geral de Excelência Operacional, Isabel Lima, um dos principais ganhos da iniciativa é a visão ampliada sobre a assistência prestada. "O mapeamento permite enxergar o processo como um todo, identificar o que agrega valor ao paciente e compreender as necessidades de cada área envolvida", destaca. Na prática, os resultados já começam a ser percebidos pelas equipes que atuam diretamente na unidade. A enfermeira da ortopedia Thailla Rocha acompanha de perto as discussões e observa avanços importantes na integração entre os profissionais. "A comunicação entre enfermagem, transporte, radiologia, gestão de leitos e demais setores envolvidos se fortaleceu significativamente, permitindo mais agilidade em etapas essenciais para o cuidado ao paciente", afirma. Segundo ela, essa aproximação tem contribuído para tornar a assistência mais fluida e organizada. "A realização de exames, o planejamento das cirurgias, as admissões, transferências e altas passaram a ocorrer de forma mais alinhada entre as equipes, reduzindo etapas desnecessárias e favorecendo uma condução mais eficiente da jornada do paciente", ressalta. Trabalho integrado As oficinas reúnem representantes da ortopedia, enfermagem, gestão de leitos, radiologia, transporte interno, higienização, hotelaria e outros setores que participam diretamente da jornada do paciente. Para a coordenadora de Melhoria Contínua, Bruna Canedo, reunir todos os envolvidos em um mesmo processo é o que permite identificar oportunidades de melhoria de forma mais eficiente. "Quando todas as equipes analisam juntas o fluxo completo, conseguimos identificar oportunidades de melhoria e direcionar esforços para tornar o processo mais integrado e eficiente", explica. Durante os encontros, os profissionais mapeiam cada etapa da assistência, identificando tempos de espera, pontos de atenção e possibilidades de aperfeiçoamento. A análise permitiu visualizar desde o planejamento da alta hospitalar até a realização de exames, o transporte interno, a higienização dos leitos e a comunicação entre os setores, criando uma base sólida para a elaboração de um plano de ação voltado à melhoria contínua. A iniciativa também beneficia pacientes que aguardam atendimento especializado. Com processos mais integrados e previsíveis, os leitos podem ser liberados mais rapidamente, ampliando a capacidade de atendimento da unidade e reduzindo o tempo de espera por novas internações. Para Bruna Canedo, o impacto vai além dos indicadores operacionais. "O principal resultado esperado é construir um fluxo cada vez mais eficiente, permitindo que o paciente receba a assistência necessária no tempo adequado e que as equipes atuem de forma mais integrada ao longo de toda a jornada hospitalar", pontua. As reuniões seguem em andamento e darão origem a novas ações de melhoria ao longo dos próximos meses. A expectativa é consolidar um modelo cada vez mais colaborativo, no qual diferentes áreas atuem de forma integrada para aprimorar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base. Mais do que otimizar processos, a iniciativa busca tornar a utilização dos recursos hospitalares mais eficiente, fortalecendo a capacidade de atendimento e beneficiando diretamente a população atendida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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HBDF recebe prêmio internacional por atendimento a pacientes com AVC

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi reconhecido durante o Global Stroke Alliance 2026, em São Paulo, pela excelência no atendimento prestado a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A unidade conquistou, pela segunda vez, a certificação Diamante da iniciativa internacional Angels, a mais alta categoria do programa, que avalia indicadores de qualidade assistencial, agilidade no atendimento e a eficiência dos serviços especializados no cuidado ao AVC. Na prática, a certificação atesta que os pacientes atendidos no Hospital de Base contam com uma assistência cada vez mais rápida e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. A iniciativa Angels atua globalmente no apoio à implementação de protocolos e à qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aprimorarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A certificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados à rapidez do atendimento, à adesão às boas práticas e à qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. De acordo com a neurologista do HBDF Letícia Costa Rebello, o reconhecimento está diretamente ligado ao desempenho das equipes na assistência aos pacientes." Recebemos a certificação Diamante, que é a mais alta categoria da iniciativa. Esse resultado demonstra que conseguimos atender nossos pacientes com mais rapidez e qualidade, algo fundamental quando falamos de AVC, porque tempo é cérebro e cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e melhorar o prognóstico", explica. Segundo a médica, esta é a segunda vez que o Hospital de Base recebe a premiação, reforçando a consolidação da unidade como referência no cuidado ao AVC. "Além do reconhecimento recebido durante o congresso, em julho receberemos uma placa que ficará exposta no hospital. Isso mostra o comprometimento das nossas equipes e nos motiva a continuar aprimorando nossos indicadores e a qualidade da assistência oferecida à população", afirma. Reconhecimento pela qualidade assistencial A certificação foi entregue durante encontro promovido pela Rede Brasil AVC e pela Sociedade Brasileira de AVC, com participação do Ministério da Saúde. O evento, encerrado na última sexta-feira (19), reuniu especialistas, gestores e instituições de diferentes regiões do país para discutir estratégias de fortalecimento da linha de cuidado do AVC e ampliação do acesso ao tratamento. O Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também vem se destacando pela participação em pesquisas voltadas ao aprimoramento do tratamento oferecido na rede pública. A unidade participou do estudo Resilient, que produziu evidências científicas comprovando a eficácia da trombectomia mecânica no SUS, e segue envolvida em outras pesquisas na área. Durante o congresso, o protagonismo do HBDF em estudos clínicos em andamento também foi reconhecido em razão do elevado número de pacientes recrutados. Segundo a neurologista e pesquisadora Júlia Carolina Ribeiro, tanto os resultados já publicados quanto o desempenho atual das equipes contribuem para fortalecer o tratamento do AVC no país. "Essa conquista representa o esforço coletivo de todos os envolvidos, desde os pacientes que confiaram nas pesquisas até os profissionais da assistência e da pesquisa que tornaram esse trabalho possível", completa. Produção científica que gera resultados O estudo contou com o apoio da Gerência de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF, responsável por fortalecer a produção científica e a inovação em saúde nas unidades administradas pelo Instituto. Para a gerente da área, Ana Carolina Lagôa, o reconhecimento evidencia a capacidade do Hospital de Base de aliar assistência qualificada e desenvolvimento científico em benefício da população. "A participação em iniciativas como essa demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido por nossos pesquisadores e equipes assistenciais. Também reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa clínica dentro da rede pública, permitindo que o conhecimento produzido gere benefícios concretos para os pacientes", destaca. No Hospital de Base, os estudos envolvem profissionais da neurologia, neurocirurgia, enfermagem e equipes de pesquisa clínica, fortalecendo a integração entre assistência, inovação e produção científica. Referência no cuidado ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Por isso, reduzir o tempo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é essencial para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e diminuir o impacto das sequelas. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Capacitação orienta profissionais do Hospital de Base sobre atendimento a pessoas com deficiência

Tornar o atendimento mais acolhedor para pessoas com deficiência foi a proposta de capacitação realizada nesta sexta-feira (19) no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A atividade reuniu profissionais da unidade para discutir comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado. A atividade discutiu comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado | Foto: Divulgação/IgesDF Convidado para conduzir o encontro, o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Ferreira, compartilhou experiências pessoais e orientações sobre como pequenas mudanças na comunicação e na postura dos profissionais podem fazer diferença no atendimento. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos”, afirmou. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos" Willian Ferreira, secretário da Pessoa com Deficiência Deficiente visual, Willian Ferreira participou da atividade acompanhado da assistente social Maria de Fátima Amaral e do ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, Igor Carvalho. Eles destacaram que uma comunicação clara, respeitosa e adaptada às necessidades de cada pessoa é um dos principais caminhos para reduzir barreiras no atendimento. "Nossa vida é pautada por uma comunicação adequada, mas não existem fórmulas prontas porque cada pessoa tem necessidades diferentes. Muitas vezes, a maior barreira é a falta de informação. Por isso, é fundamental transmitir orientações de forma clara, simples e direta, além de buscar ajuda sempre que houver dificuldades na comunicação", explicou o secretário. Para Igor Carvalho, o atendimento humanizado começa pela forma como as pessoas são recebidas. "Não é apenas o que se fala, mas como se fala. A humanização, o respeito e a atenção às necessidades individuais fazem toda a diferença para quem busca atendimento", ressalta. A assistente social Maria de Fátima Amaral reforçou que a empatia deve orientar todas as relações: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos". Educação permanente Maria de Fátima Amaral: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos" A capacitação foi idealizada pelo Núcleo de Educação Corporativa (Nudec), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), ambos vinculados à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). A atividade integrou as ações de educação permanente do instituto e foi direcionada principalmente aos profissionais que atuam no atendimento ao público, como recepcionistas, equipes administrativas e trabalhadores da assistência. "Especialmente na área da saúde, precisamos manter nosso olhar voltado para o paciente e garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado de que necessita, com respeito, dignidade e acolhimento", afirmou o chefe do Nudec, Erik Cardoso. O auxiliar de humanização do HBDF, Ailton Ferreira Júnior, destacou que a capacitação trouxe orientações que poderão ser aplicadas no dia a dia. "Foi uma experiência muito enriquecedora para quem lida diariamente com o público. Além de ampliar nosso conhecimento, ajudou a esclarecer dúvidas e nos deixou mais preparados para oferecer um atendimento cada vez melhor", comentou. Como forma de ampliar o acesso ao conteúdo, o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube e permanece disponível para consulta. *Com informações do IgesDF

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Educação em saúde alerta para impactos da busca pelo corpo perfeito

A busca incessante pelo chamado "corpo perfeito", impulsionada por padrões estéticos cada vez mais presentes na sociedade e nas redes sociais, tem contribuído para o aumento dos transtornos alimentares e do sofrimento relacionado à imagem corporal.  Entre os transtornos alimentares mais conhecidos na busca pelo corpo perfeito estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica | Foto: Divulgação/IgesDF "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade" Natália Barreto, assistente social do IgesDF  Para ampliar o debate e fortalecer a qualificação dos profissionais de saúde, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), promoveu, nesta quinta-feira (19), mais uma edição do projeto Educa em Ação, com o tema "A ditadura do corpo perfeito e os transtornos alimentares". O encontro foi realizado em formato híbrido, com atividades presenciais no auditório da Diep e transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. A programação contou com a participação do nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista e da assistente social Natália Barreto, que abordaram os impactos físicos, emocionais e sociais dos transtornos alimentares, além da importância da atuação multiprofissional no cuidado aos pacientes.  Educação permanente Segundo o enfermeiro da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Maxsuel Dias, iniciativas de educação permanente são fundamentais para qualificar a assistência e promover uma abordagem mais humanizada. "É essencial conscientizar nossos colaboradores e investir em educação em saúde sobre esse tema. Precisamos deixar de reproduzir estereótipos e aprender a enxergar o paciente para além do transtorno, compreendendo sua história, suas dificuldades e suas necessidades", afirma.  Luta contra a balança: compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo, ressalta o nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista  [LEIA_TAMBEM]Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. Embora muitas pessoas associem essas doenças apenas à magreza extrema, elas podem atingir indivíduos com diferentes perfis e características corporais. O diagnóstico precoce, aliado ao acolhimento e ao acompanhamento especializado, aumenta as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida. O nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista destacou que compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo. "Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado", ressalta. A assistente social do IgesDF, Natália Barreto, destacou que compreender os transtornos alimentares também exige considerar os fatores sociais que influenciam a relação das pessoas com o corpo e a alimentação. "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade", afirma. Atendimento especializado no SUS No Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece um ambulatório estruturado para o atendimento de pessoas com transtornos alimentares. O serviço reúne psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, que atuam de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado aos pacientes. O acesso é feito mediante encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação.  *Com informações do IgesDF  

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Pacientes da ortopedia do Hospital de Base participam de festa junina

Por algumas horas, os corredores da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deixaram de ser apenas um espaço de tratamento e recuperação para se transformar em um ambiente de celebração, música e encontros. Nesta quinta-feira (18), pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem, que levou momentos de descontração e acolhimento à rotina hospitalar. A programação reuniu música ao vivo, forró, quadrilha improvisada, decoração temática, comidas típicas e até a leitura de um cordel, proporcionando uma tarde diferente para pacientes que enfrentam longos períodos de internação em decorrência de fraturas, cirurgias e outros tratamentos ortopédicos. A enfermeira Thailla Rocha da Silva, organizadora da ação, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de tornar a internação mais leve para quem permanece dias ou até semanas longe de casa. "Nossos pacientes costumam ficar a partir de 15 dias internados com a gente, e isso é muito tempo para ficar longe da família. A ideia é fazer com que eles possam se divertir e afastar a mente do hospital, nem que seja por uns minutos", detalha. Internada há quase dois meses após sofrer uma fratura no fêmur, Lucilene Pereira dos Santos, 55 anos, fez questão de acompanhar toda a programação. Da cadeira de rodas, cantou, bateu palmas e aproveitou cada momento da festa. Pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF "Nós ficamos com a cabeça cheia depois de ficar tanto tempo internado, mas essa festa foi ótima pra dar uma aliviada. Foi maravilhoso", comenta. Além da programação cultural, a celebração contou com cachorro-quente, canjica, curau, pipoca, paçoca, bolos e salgados. Tudo foi organizado pela própria equipe de enfermagem com apoio de doações da comunidade. O compromisso de incluir todos os pacientes também marcou a iniciativa. Pessoas com mobilidade reduzida ou impossibilitadas de caminhar foram levadas até os corredores para participar da comemoração. Foi o caso de Boa Ventura de Jesus Ribeiro Neto, de 49 anos. Internado há 18 dias após uma cirurgia no quadril e com previsão de alta para o mesmo dia, fez questão de participar da festa antes de deixar o hospital. "Sou nordestino e não resisto a uma festa junina. É muito ruim ficar acamado tanto tempo, mas assim deu pra dar uma distraída e curtir o momento com todo mundo", comemora. Com bom humor, o paciente brincou que a comemoração acabou se tornando uma despedida da equipe. "Organizaram uma despedida para mim", disse, sorrindo. *Com informações do IgesDF

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Pacientes com pressão alta precisam redobrar os cuidados nos dias frios

Pessoas com hipertensão precisam redobrar os cuidados durante os períodos de frio, quando mudanças naturais do organismo e alterações na rotina podem favorecer o aumento da pressão arterial. Com a chegada dos dias mais frios no Distrito Federal, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), alertam para a importância de monitorar a pressão e manter hábitos saudáveis. Nesta semana, o Distrito Federal registrou a menor temperatura do ano e, com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, a previsão é de continuidade do clima ameno nos próximos dias. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial. Por isso, além das mudanças de hábitos típicas da estação, o período exige atenção especial de pessoas que convivem com hipertensão. O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha explica que essas respostas do organismo ao frio são naturais, mas podem representar riscos para pacientes hipertensos. “Existem relatos de que a incidência de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) seja maior durante os meses mais frios. Essas são algumas das principais complicações associadas à pressão arterial elevada. Portanto, mesmo que o clima não seja um fator determinante, ele pode ter uma relação indireta com esses eventos”, afirma. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, as mudanças de comportamento comuns nessa época do ano também podem contribuir para o aumento da pressão arterial. “Durante os períodos de frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos quentes, gordurosos e ultraprocessados. Além disso, a prática de atividade física e a ingestão de água costumam diminuir”, exemplifica. Por isso, o cardiologista recomenda que pacientes com hipertensão monitorem a pressão arterial com regularidade, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial. A estimativa é de que metade dessas pessoas sequer saiba que possui a doença. A condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue por todo o organismo. Prevenção e cuidados O controle da pressão arterial está diretamente relacionado à adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais recomendações estão: - Manter o peso adequado; - Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; - Praticar atividade física regularmente; - Reservar tempo para lazer e descanso; - Não fumar; - Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; - Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; - Controlar doenças crônicas, como diabetes. Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs e faz parte da porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para o controle da hipertensão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Materiais reaproveitados viram espaços de bem-estar em UPAs no DF

Estruturas retiradas durante obras do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganharam uma nova função: se transformaram em locais de convivência e descanso nas unidades de pronto atendimento (UPAs), administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A proposta une sustentabilidade, reaproveitamento de recursos e atenção ao bem-estar de profissionais e pacientes. As primeiras instalações já foram entregues nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II. Os locais contam com bancos para descanso, tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos e paisagismo pensado para tornar o ambiente mais acolhedor. Além de servirem como ponto de pausa para colaboradores, também podem ser utilizados em atividades terapêuticas, fisioterapia e ações ao ar livre com pacientes. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher. Para a chefe do núcleo, Paula Paiva, a criação desses locais representa mais um avanço no compromisso institucional com as pessoas. Segundo ela, os espaços foram planejados para oferecer momentos de descanso e recuperação emocional em unidades marcadas por alta demanda assistencial. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher | Foto: Divulgação/IgesDF “Investir em áreas voltadas ao descanso é investir diretamente na saúde física e mental dos profissionais que diariamente se dedicam ao cuidado da população”, destaca. Um dos diferenciais está no reaproveitamento de componentes retirados de uma área do HBDF, que atualmente passa por reformas para receber o novo centro cirúrgico da unidade. De acordo com a gerente de manutenção e infraestrutura, Tatiana Tostes, a proposta surgiu da necessidade de dar uma destinação útil aos elementos removidos durante a obra. A partir da atuação integrada entre equipes de projetos, manutenção, infraestrutura, obras e fiscalização, foi possível transformar um desafio operacional em solução inovadora. “Conseguimos unir sustentabilidade, economia de recursos e humanização em um único projeto. Todo o planejamento foi realizado para que o benefício pudesse chegar a todas as UPAs da rede e também ao Hospital Cidade do Sol”, explica. Responsável pela execução das intervenções, o gerente de Obras e Fiscalização, Matheus Martins, afirma que as entregas ocorreram entre abril e junho nas UPAs de Ceilândia II e Recanto das Emas e que novas unidades já recebem melhorias. “As obras já foram iniciadas nas UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo, que serão as próximas a receber os espaços”, informa. Na UPA de Recanto das Emas, a novidade rapidamente passou a fazer parte da rotina dos colaboradores. Para a gerente da unidade, Idê Ingrid Rodrigues, a iniciativa representa um cuidado que vai além da assistência. “Acredito que investir em espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores é também pensar na qualidade da assistência prestada aos pacientes. Quando nossos profissionais se sentem acolhidos, valorizados e têm um ambiente adequado para momentos de descanso e integração, conseguimos fortalecer o atendimento humanizado e oferecer uma assistência ainda melhor à população”, afirma. Mais do que uma obra física, o projeto simboliza uma nova forma de pensar a infraestrutura institucional, transformando estruturas que antes seriam descartadas em locais capazes de promover acolhimento, saúde e qualidade de vida para quem cuida e para quem é cuidado. Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel, a iniciativa demonstra como olhar para as pessoas e para o meio ambiente pode contribuir diretamente para a promoção da saúde. “Mais do que construir ambientes, buscamos criar locais que gerem acolhimento, conforto e qualidade de vida. Esse projeto mostra que é possível aliar eficiência, sustentabilidade e humanização em benefício das pessoas”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base implantará cirurgia robótica no novo complexo cirúrgico

Representantes da empresa chinesa de cirurgia robótica Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta quinta-feira (28). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), se prepara para incorporar a cirurgia robótica à assistência pública com a inauguração do novo complexo cirúrgico, atualmente em fase final de construção e com entrega prevista ainda para este ano. O encontro promoveu troca de experiências e discussões sobre uma possível parceria futura para aquisição de equipamentos cirúrgicos voltados à nova estrutura, que contará com 16 salas operatórias, incluindo duas equipadas para procedimentos robóticos, uma delas destinada à pesquisa, ao ensino e à formação profissional. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde. Um dos espaços destinados à tecnologia também funcionará como ambiente de ensino e pesquisa, ampliando oportunidades de aprendizado prático para residentes e equipes cirúrgicas. A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Ferraz, afirma que a iniciativa deve ampliar a capacidade de formação dentro da unidade. “Vamos ampliar nossas pesquisas e, tendo uma sala de cirurgia robótica, conseguiremos qualificar ainda mais os nossos residentes. Com isso, todos os profissionais cirúrgicos que passarem pelo Hospital de Base sairão qualificados”, destaca. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante para a assistência prestada à população. “Além de ser o maior hospital do Centro-Oeste, como hospital-escola, ter esse tipo de tecnologia avançada disponível para uso da população é extremamente significativo”, afirma. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o novo complexo cirúrgico representa um avanço para a assistência e para a capacidade técnica da unidade. “A chegada da cirurgia robótica fortalece o Hospital de Base como referência em alta complexidade e amplia o acesso da população a tecnologias cada vez mais modernas e seguras”, ressalta. Durante a visita técnica, os representantes conheceram a estrutura hospitalar e as instalações do novo complexo cirúrgico. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas articulações voltadas à modernização do hospital. Cirurgias mais precisas e formação especializada Os equipamentos previstos para o novo complexo cirúrgico funcionarão como alternativa às videocirurgias, procedimentos realizados com pequenas incisões e auxílio de câmeras, já utilizados atualmente pela equipe. A tecnologia poderá ser aplicada em cirurgias gerais, oncológicas, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço. O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explica que os equipamentos funcionam como ferramentas de apoio aos médicos, aumentando a precisão e a segurança dos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explica. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, destaca que a iniciativa faz parte da estratégia institucional de modernização da assistência. “Queremos que nossos médicos tenham acesso ao que há de melhor no mercado para podermos entregar resultados positivos”, completa. Com a chegada dos equipamentos, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro hospital público do Centro-Oeste a disponibilizar esse recurso. Estrutura moderna, mais segurança e conforto Projetado dentro de padrões técnicos voltados à segurança assistencial e ao controle de infecções, o novo complexo cirúrgico foi concebido para melhorar as condições de atendimento e trabalho na unidade. O complexo também contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes serão equipados com sistemas integrados capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos. A unidade também contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais. O local foi definido estrategicamente para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo interno. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Capacitação reforça importância do diagnóstico rápido da meningite

Dor de cabeça intensa, febre alta, rigidez na nuca e confusão mental podem ser sinais de meningite, quadro que exige atendimento imediato para evitar complicações graves. Diante da importância do reconhecimento precoce dos sintomas e do diagnóstico rápido da doença, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta quinta-feira (21), o curso Manejo Clínico e Fluxos de Vigilância das Meningites, voltado para a atualização de profissionais de saúde e estudantes sobre assistência, prevenção e protocolos de atendimento. A capacitação foi ministrada pela infectologista da Gerência de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávia Costa. Durante a palestra, foram abordados sinais de alerta, formas de atendimento e condutas adotadas diante de suspeitas da doença. “É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata. Você não espera o resultado positivo chegar para começar a agir”, explica. A médica destaca, ainda, que a atualização contínua das equipes se torna ainda mais importante diante da alta rotatividade nas unidades de saúde e entre estudantes. Flávia Costa: "É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata" | Foto: Divulgação/IgesDF Casos seguem em monitoramento no DF Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que 44 casos de meningite foram confirmados no DF até maio de 2026. Em todo o ano de 2025, foram registrados 106 diagnósticos. No Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 13 pacientes com suspeita da infecção foram atendidos desde o início deste ano. Desses, oito tiveram confirmação da doença e receberam assistência  adequada. 44 Número de casos de meningite confirmados no DF até maio de 2026 Em nível nacional, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil registros até abril deste ano, número semelhante ao observado no mesmo período de 2025, quando houve 1.980 confirmações. Especialistas apontam que fatores como a queda na cobertura vacinal, o retorno das atividades presenciais e a circulação contínua de vírus e bactérias ajudaram a impulsionar o aumento das notificações nos últimos anos. Prevenção e vacinação são as principais formas de proteção A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A condição pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Entre os tipos mais graves estão a meningite meningocócica e a pneumocócica. A primeira pode evoluir rapidamente e provocar complicações severas, como convulsões, manchas pelo corpo e alterações neurológicas. Crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis. “Já a meningite pneumocócica tem origem bacteriana e pode causar rigidez no pescoço, confusão mental e delírios, exigindo tratamento com antibióticos o mais rápido possível”, completa Flávia Costa. A imunização continua sendo a principal forma de proteção. Os imunizantes disponíveis oferecem cobertura contra os principais agentes causadores da doença, como meningococo e pneumococo. Medidas simples também ajudam a reduzir a transmissão, como higienizar as mãos com frequência, manter a etiqueta respiratória e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Onde se vacinar e quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém mais de 100 salas de vacinação em funcionamento nas unidades básicas de saúde (UBSs) em todas as regiões administrativas, com atendimento de segunda a sexta-feira. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no portal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.   Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental ou sonolência excessiva, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo da região para avaliação médica. *Com informações do IgesDF  

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Mulheres ainda negligenciam a saúde do coração, alerta cardiologista

Mesmo mantendo uma rotina mais frequente de consultas e exames preventivos, muitas mulheres ainda deixam a saúde do coração em segundo plano. O alerta ganha ainda mais importância diante de um dado preocupante: as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte feminina no país. Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, celebrado nesta quinta-feira (14), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu uma ação voltada à orientação, prevenção e conscientização sobre fatores de risco relacionados à saúde cardiovascular. Profissional de saúde afere a pressão arterial de mulher em ação realizada no estacionamento de ambulatório do HBDF | Fotos: Divulgação/IgesDF   A iniciativa, promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) com apoio do HBDF, ocorreu no estacionamento do ambulatório da unidade para ampliar o acesso das pacientes às avaliações preventivas e informações sobre saúde cardiovascular. Durante a atividade, foram realizados atendimentos com coleta de histórico familiar cardiovascular, aferição de pressão arterial, avaliação de peso, medição da circunferência abdominal e orientações sobre alimentação saudável, menopausa e sinais de alerta para doenças cardíacas. De acordo com a cardiologista do HBDF Alexandra Mesquita, muitas mulheres mantêm uma rotina frequente de acompanhamento ginecológico e exames preventivos, mas acabam deixando a saúde cardiovascular em segundo plano. “As mulheres costumam se preocupar com a saúde íntima, indo a ginecologistas e fazendo exames de mama com mais frequência ao longo da vida, e isso não está errado. Mas acontece muito do coração acabar negligenciado”, explica.  Segundo a especialista, fatores hormonais e metabólicos também influenciam diretamente o risco cardiovascular ao longo da vida, especialmente após a menopausa.  No evento, os participantes também receberam orientações sobre fatores que desencadeiam doenças cardiovasculares Entre os participantes da ação estava o estudante de medicina João Figueiredo, que reforçou a importância do acompanhamento preventivo para a saúde cardiovascular feminina. “Antes da menopausa, mulheres infartam menos do que homens, mas depois dela, esse número se iguala ao dos homens e pode até aumentar”, detalhou.[LEIA_TAMBEM] Durante a ação, as pacientes também receberam orientações sobre fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar. Tina Macedo, de 38 anos, aproveitou a ida ao hospital para acompanhar uma consulta da filha e participar da ação preventiva. “Desde que minha filha nasceu, meu foco tem sido cuidar dela, mas vou começar a tomar mais cuidado e ficar mais alerta”, comenta. A recomendação da cardiologista é que mulheres mantenham acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), realizem avaliações periódicas e procurem atendimento ao identificar sintomas como dores no peito, falta de ar, cansaço excessivo e alterações na pressão arterial. *Com informações do IgesDF

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Maio Amarelo mobiliza alerta sobre preservação da vida no trânsito

Profissionais que convivem diariamente com vítimas de acidentes de trânsito dentro das unidades de saúde do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (14), de uma ação do Maio Amarelo promovida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa levou orientações educativas e momentos de conscientização sobre prudência, responsabilidade e preservação da vida no trânsito. Atividades lúdicas, como encenações teatrais, fizeram parte da ação desta quinta-feira | Foto: Divulgação/IgesDF “Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito” Uyara Rodrigues, gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do IgesDF A programação ocorreu no PO700, sede administrativa do instituto, e também no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidades administradas pelo IgesDF. Organizada pela Gerência de Saúde e Segurança no Trabalho (Gesst), a ação contou com apresentações lúdicas conduzidas pela equipe do Detran-DF, abordando comportamentos seguros para motoristas, motociclistas, pedestres e usuários do transporte público. Prevenção “Nós sabemos que os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de atendimentos de urgência, internações e processos de reabilitação”, enfatizou a coordenadora de Corregedoria e Controladoria Interna do IgesDF, Vanessa Tchelzoff. “São vidas interrompidas, famílias impactadas e histórias que mudam completamente em poucos segundos.” Ela também chamou atenção para um dos principais fatores de distração da atualidade: o uso do celular ao volante: “As consequências podem ser tão graves quanto as causadas pela embriaguez. Por isso, ações como essa são tão importantes para provocar conscientização e mudança de atitude”. [LEIA_TAMBEM]A titular da Gesst, Uyara Rodrigues, reforçou: “Essa campanha é justamente para alertar os colaboradores sobre os cuidados no trajeto, tanto vindo para o trabalho quanto voltando para casa. Pequenas atitudes salvam vidas, e precisamos dirigir sempre com consciência e responsabilidade. Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito”. Por sua vez, Emanuela Dourado,  diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, pontuou que manter a população informada sobre direitos e deveres no trânsito também contribui para a proteção coletiva: “Hoje em dia possuímos uma série de deveres e direitos vinculados ao trânsito, e é importante que todos estejamos com esses conhecimentos atualizados para nossa segurança e para a dos outros”. *Com informações do IgesDF  

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Hospital de Base promove capacitação sobre atendimento humanizado no cuidado de pacientes

Nem todo sofrimento aparece nos exames. Com foco em um atendimento mais acolhedor e atento às necessidades dos pacientes, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta terça-feira (12), uma capacitação sobre integralidade no cuidado de pessoas com quadro de dor. Promovido pelo Núcleo de Educação Permanente, o encontro reuniu profissionais de saúde e estudantes para discutir desde os mecanismos físicos relacionados ao problema até os impactos emocionais, sociais e espirituais vivenciados pelos pacientes. Entre os assuntos discutidos no evento, esteve a importância da escuta qualificada no acolhimento | Foto: Divulgação/IgesDF Durante a qualificação, os participantes debateram como o cérebro percebe os estímulos dolorosos, os diferentes sintomas relatados durante o atendimento e a importância da escuta qualificada no acolhimento. A enfermeira Gisele Bacelar destacou que a empatia é essencial para compreender os sintomas apresentados, principalmente em situações nas quais o sofrimento não é perceptível em exames. “Precisamos ter conhecimento para conseguir conversar e identificar as causas daquela dor. E, se o paciente confia em você, ele vai se sentir mais confortável e será mais sincero ao relatar os sintomas”, explica. A profissional também apresentou ferramentas utilizadas pelas equipes de saúde para avaliar o quadro dos pacientes, incluindo escalas numéricas e análise de expressões faciais, especialmente em crianças que ainda não conseguem se comunicar. "A dor está diretamente ligada à qualidade de vida do paciente. Muita gente não tem medo de morrer, mas tem medo de sofrer" Leidiane Brandão, psicóloga A psicóloga Leidiane Brandão abordou os impactos emocionais e espirituais relacionados ao sofrimento e ressaltou que fatores sociais também influenciam diretamente a forma como cada pessoa enfrenta o problema. “A dor está diretamente ligada à qualidade de vida do paciente. Muita gente não tem medo de morrer, mas tem medo de sofrer. Então, é preciso entender que esse sofrimento vai além do aspecto físico”, relata. Segundo ela, condições socioeconômicas, acesso aos serviços de saúde, sobrecarga emocional e até questões culturais podem interferir na maneira como cada pessoa lida com a própria condição. “O aspecto espiritual ajuda muito na busca de sentido e propósito diante da dor. Algumas pessoas chegam a pensar que ela é uma punição divina. É preciso compreender todo esse contexto para conseguir cuidar dos pacientes da melhor forma possível”, acrescenta. A técnica de enfermagem Tamires Verônica Silva Barbosa, colaboradora do IgesDF no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), elogiou a iniciativa. “Nós, que trabalhamos na área da saúde, precisamos sempre buscar mais conhecimento e nos especializar cada vez mais. Esse curso foi maravilhoso”, avalia. *Com informações do IgesDF  

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Evento reúne atividades de capacitação, bem-estar e reconhecimento para profissionais da enfermagem

Responsáveis por acompanhar pacientes 24 horas por dia, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão entre os profissionais mais presentes na rotina hospitalar. Para reconhecer a importância desses trabalhadores e celebrar a Semana da Enfermagem 2026, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promove, a partir da próxima quarta-feira (13), uma programação especial voltada às equipes assistenciais. A principal atividade será a 2ª EXPO ENF, realizada nos dias 13 e 14 de maio, no jardim do hospital. A iniciativa vai reunir espaços de capacitação, autocuidado e lazer, com massagens, música ao vivo, dança, ginástica laboral, brindes, sorteios e estandes com orientações voltadas ao dia a dia da enfermagem. A 2ª EXPO ENF contará com dois dias de ações de capacitação, autocuidado e lazer para os profissionais da enfermagem | Foto: Divulgação/IgesDF “Será um momento de leveza, diversão e reconhecimento para as nossas equipes. Também vamos aproveitar a programação para capacitar os colaboradores em temas recorrentes da rotina hospitalar, como reanimação, flebite e lesão por pressão”, afirma a assessora técnica da Gerência de Enfermagem do HBDF e organizadora da programação, Gabriela Rodrigues. As atividades serão realizadas das 9h às 17h, com expectativa de receber cerca de 1,2 mil pessoas ao longo dos dois dias. Embora sejam voltadas à equipe de enfermagem, outros colaboradores do hospital também poderão participar. [LEIA_TAMBEM]A programação segue na sexta-feira (15) com um circuito interativo de simulação realística promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF. A ação contará com treinamentos práticos sobre parada cardiorrespiratória, manejo de pacientes em insuficiência respiratória e outras situações frequentes na assistência hospitalar. “A ideia é fazer com que cada profissional se sinta valorizado e reconhecido pelo trabalho que realiza diariamente. As parcerias e doações também vão permitir ações especiais, além de brindes e sorteios durante a programação”, considera Gabriela. *Com informações do IgesDF  

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No Dia Mundial do Lúpus, especialista reforça importância de reconhecer os sintomas

O inchaço nas pernas parecia algo passageiro. Depois vieram a coceira no corpo e as manchas na pele em áreas expostas ao sol. Durante um ano inteiro, Mateus Gustavo Amaral, de 31 anos, conviveu com os sintomas sem imaginar que havia algo mais sério por trás. Há três anos, durante uma crise mais intensa, ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Após dias de internação e uma série de exames, recebeu o diagnóstico de lúpus. “Eu não fazia ideia do que poderia ser. Nunca tinha ouvido falar nessa condição”, relembra. A história de Mateus não é incomum. O lúpus é uma doença autoimune que pode se manifestar de diferentes formas e atingir várias partes do corpo, o que muitas vezes dificulta a identificação precoce. Neste dia 10 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial do Lúpus, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e procurar avaliação médica o quanto antes. De acordo com o reumatologista do HBDF Carlos Lins, o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra vírus e bactérias, passa a atacar tecidos saudáveis nos pacientes com lúpus. As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas as consequências podem ser graves quando o tratamento demora a começar. “O lúpus pode comprometer praticamente qualquer órgão do corpo, da pele aos rins. Existem formas mais leves e outras mais graves, com risco de morte. Por isso, o diagnóstico exige uma avaliação ampla do paciente”, explica. Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF Sinais costumam ser confundidos Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão dores nas articulações, fadiga intensa, febre, queda de cabelo, manchas na pele, falta de ar e dor no peito ao respirar profundamente. Sem o acompanhamento adequado, a inflamação provocada pela doença pode causar danos progressivos, principalmente nos rins. “Quanto mais tempo o lúpus permanece sem controle, maiores são os riscos de complicações. Identificar cedo faz toda a diferença”, reforça o especialista. Atualmente, o HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanha cerca de 70 pacientes por semana no ambulatório especializado. No Distrito Federal, a estimativa é de que entre duas e três mil pessoas convivam com a condição. Exposição ao sol exige atenção Embora ainda não exista uma causa definida para o lúpus, alguns fatores podem desencadear crises em pessoas predispostas, como exposição solar inadequada, infecções e uso de determinados medicamentos. Foi o que aconteceu com Fábia Ferreira Lima, de 49 anos. Há cerca de dez anos, ela começou a sentir dores no pescoço, inchaço nos membros e uma sensação constante de peso no corpo. “No começo, achei que era algo simples, como um torcicolo. Mas foi piorando até eu não conseguir mais caminhar”, conta. Fábia Ferreira Lima foi diagnosticada com a doença. Com acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram Após procurar atendimento em uma UPA, ela foi encaminhada ao HBDF, onde ficou internada por um mês até descobrir o lúpus. Com o início do acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram e hoje ela mantém apenas as consultas de rotina. Qualidade de vida é possível com acompanhamento Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado com medicamentos e hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento contínuo. “Antes do avanço dos tratamentos, muitos pacientes com formas graves morriam poucos anos após o diagnóstico. Hoje, com acompanhamento adequado, é possível viver com qualidade e manter uma rotina praticamente normal”, afirma Carlos Lins. Pessoas com sintomas persistentes, como dores nas articulações, manchas na pele, fadiga intensa e inchaços frequentes, devem procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso haja suspeita de lúpus, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado na rede pública. A principal mensagem do Dia Mundial do Lúpus é clara: informação, atenção aos sinais e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Onde procurar atendimento Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessas unidades, é feita a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).   *Com informações do IgesDF

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Falta de ar e cansaço podem indicar doença respiratória rara e grave

“De repente, começou uma falta de ar absurda. Eu sentia como se estivesse me afogando no ar”, relembra Juliana Vieira Mendes ao falar sobre uma crise respiratória que levou ao diagnóstico de hipertensão pulmonar. A paciente conta que havia notado outros sintomas ao longo de seis meses, como cansaço, tonturas e inchaço nas pernas, mas não imaginou que pudessem indicar algo mais grave. “Eu deixei pra lá um monte de coisinhas que eram muito importantes. Foi acontecendo de forma muito sutil, então eu fui dando outras explicações. Achei que era porque tinha trabalhado muito, ou porque não estava fazendo exercícios e estava sedentária. Mas hoje, vejo que eu só não liguei os pontos”, relata. Juliana possui esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica que causa o endurecimento da pele e pode afetar órgãos internos, estando associada ao desenvolvimento da hipertensão pulmonar. A paciente recebeu o diagnóstico em uma instituição particular, mas foi orientada a buscar o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no tratamento da doença. Depois de passar por uma crise respiratória, Juliana Vieira Mendes foi diagnosticada com hipertensão pulmonar | Fotos: Divulgação/IgesDF “Eu fiquei muito feliz de conseguir vir para o Base, porque os médicos e especialistas da rede pública são excelentes. Eu sabia que a qualidade do atendimento que eu receberia seria de alto nível e muito confiável, então eu realmente fiquei muito aliviada. A hipertensão pulmonar é uma condição muito grave e os sintomas são dramáticos, mas estar aqui me dá mais esperança”, comemora. Neste 5 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, o alerta é para a importância de reconhecer os sinais e buscar avaliação médica o quanto antes. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões e pode surgir a partir de diferentes condições, como problemas cardíacos, doenças respiratórias, doenças autoimunes ou a presença de coágulos antigos. [LEIA_TAMBEM]No HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), uma equipe especializada acompanha pacientes com a condição. A unidade realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar. Segundo o pneumologista Ygor Mourão, identificar corretamente o tipo de hipertensão pulmonar é essencial para definir o tratamento. “O cuidado varia de acordo com a causa, e isso exige uma avaliação detalhada em centros especializados. O Hospital de Base é uma das referências no Distrito Federal nesse tipo de atendimento”, explica. O especialista ressalta que a hipertensão pulmonar pode ter diferentes causas e, por isso, é dividida em cinco grupos. Entre eles, estão casos ligados a alterações nas artérias pulmonares, doenças do coração, problemas respiratórios, presença de coágulos e situações com múltiplos fatores associados. A classificação é essencial para definir o tratamento adequado. Falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas estão entre os principais sinais de alerta. Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), para avaliação inicial. A partir desse atendimento, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal. O HBDF realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar Diagnóstico precoce faz diferença Por envolver diferentes fatores, a hipertensão pulmonar pode atingir pessoas de qualquer idade e não possui formas específicas de prevenção. O desconhecimento sobre a doença, no entanto, ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico rápido. “Essa variedade de condições faz com que muitos pacientes demorem a chegar ao especialista e iniciar o tratamento. Quanto mais falarmos sobre o tema, maiores são as chances de diagnóstico precoce e de evitar estágios mais avançados”, afirma o médico. O processo de investigação envolve diferentes especialidades e exames específicos, disponíveis principalmente em hospitais de alta complexidade. Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença atinge entre dois e cinco adultos por milhão, a cada ano, no mundo. O acompanhamento contínuo é fundamental para o controle da doença e a melhora da qualidade de vida, especialmente em casos associados a outras condições, como doenças autoimunes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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IgesDF abre edital para aquisição de sistemas de videoendoscopia

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu, nesta segunda-feira (4), o Edital nº 031/2026 para a aquisição de quatro sistemas de videoendoscopia flexível destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A tecnologia deve ampliar a oferta de exames, agilizar diagnósticos e reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos. Os sistemas permitem a realização de exames internos por meio de um tubo fino e flexível equipado com microcâmera de alta definição. Com o recurso, os profissionais conseguem visualizar, em tempo real, estruturas do aparelho digestivo e respiratório, o que facilita a identificação de lesões, inflamações, sangramentos e tumores. Com o recurso, os profissionais conseguem visualizar, em tempo real, estruturas do aparelho digestivo e respiratório | Foto: IgesDF/Divulgação Além do diagnóstico, os equipamentos também possibilitam a coleta de material para biópsia e a realização de pequenos procedimentos terapêuticos, contribuindo para um cuidado mais resolutivo e seguro ao paciente. O período para envio de propostas é de 10 dias úteis, entre 4 e 15 de maio, até as 23h55. As empresas interessadas devem participar exclusivamente pelo portal eletrônico. Serviço Objeto: aquisição de sistema de videoendoscopia flexível para o HBDF Identificação SEI: 04016-00004402/2024-41 Número da cotação: 1517159 Período de envio de propostas: de 4 a 15 de maio, até as 23h55 Plataforma: www.apoiocotações.com.br. *Com informações do IgesDF  

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IgesDF divulga edital para compra de dez arcos cirúrgicos para Hospitais de Base e de Santa Maria

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou o Edital nº 027/2026 para a aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais. Os equipamentos permitem imagens em tempo real durante cirurgias, dando mais precisão aos procedimentos e mais segurança aos pacientes. Os aparelhos serão destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A compra representa um avanço relevante na capacidade técnica e assistencial das unidades, especialmente em contextos que exigem precisão e agilidade na realização de procedimentos cirúrgicos. O equipamento de arco cirúrgico é utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares | Foto: Divulgação/IgesDF O arco cirúrgico é amplamente utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares. Com os arcos, as equipes médicas conseguem acompanhar cada etapa com maior precisão, reduzindo riscos, evitando erros e aumentando as chances de sucesso cirúrgico. Os interessados em participar do processo podem consultar os critérios e requisitos no site oficial do Instituto. As propostas devem ser enviadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2026, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. Serviço Objeto: aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais para unidades de saúde do IgesDF Identificação SEI: 04016-00003752/2025-71 Número da cotação: 1511603 Período de envio de propostas: de 27 de abril e 11 de maio, até as 23h55 *Com informações do IgesDF  

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Capacitação gratuita reforça combate a infecções e uso seguro de antibióticos

Em um cenário no qual a segurança do paciente se torna cada vez mais importante, a qualificação dos profissionais de saúde ganha papel decisivo. Com esse foco, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promove, na quarta (8) e na quinta-feira (9), o 25º Curso de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e Uso Racional de Antimicrobianos. Aberta ao público e gratuita, a capacitação será ministrada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), reunindo residentes, profissionais da saúde e demais interessados em aprimorar práticas fundamentais para um cuidado mais seguro. As infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) estão entre os principais desafios enfrentados pelos serviços de saúde em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que um em cada dez pacientes hospitalizados pode adquirir uma infecção durante o cuidado. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, esse índice pode chegar a 15%. Qualificação [LEIA_TAMBEM]Apesar do cenário, grande parte desses casos pode ser evitada. Estima-se que até 70% das infecções sejam preveníveis com medidas simples, como a higienização adequada das mãos, o cumprimento de protocolos assistenciais e a adoção de boas práticas clínicas. É nesse contexto que o curso se apresenta como uma estratégia de qualificação, ao promover atualização técnica, troca de experiências e fortalecimento de práticas seguras dentro dos serviços de saúde. A iniciativa é conduzida pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com apoio do Núcleo de Educação Permanente da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF. Serviço ♦ 25º Curso de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e Uso Racional de Antimicrobianos ⇒ Data: quarta-feira (8), das 8h às 17h; e quinta-feira (9), das 8h30 às 16h30 ⇒ Local: auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) — Setor Hospitalar Norte, Quadra 3, Asa Norte, Brasília-DF ⇒ As inscrições podem ser feitas neste link.    *Com informações do IgesDF  

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Hospital de Base leva hemodiálise ao leito e reduz riscos para pacientes internados

Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto. O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado | Foto: Divulgação/IgesDF A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento. “O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento. A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência. "É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom", comemora. A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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No Hospital de Base, pacientes com bolsa de colostomia e feridas ganham apoio para voltar à rotina

Aceitar uma mudança no próprio corpo depois de uma cirurgia pode ser um dos momentos mais desafiadores na vida de um paciente. A aposentada Vandelice Santos de Santana, 66 anos, viveu esse processo após o tratamento de um câncer colorretal, quando precisou passar a usar uma bolsa de colostomia. “Tive muita dificuldade para aceitar. No começo, eu não conseguia nem olhar pra ela. Meu filho que colocava pra mim”, relembra. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen. Ela passa a ser necessária quando o intestino ou o ânus deixam de funcionar normalmente, exigindo novos cuidados no dia a dia. Por trás dessa adaptação está a estomaterapia, uma especialidade da enfermagem ainda pouco conhecida, mas essencial para a qualidade de vida dos pacientes. O estomaterapeuta é o profissional responsável por orientar, acompanhar e tratar pessoas com estomas, que são aberturas cirúrgicas que conectam órgãos ao exterior do corpo, além de atuar no cuidado de feridas complexas e incontinências. No Hospital de Base do Distrito Federal, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a referência nesse atendimento é a enfermeira estomaterapeuta Alexandra Lino. Ela sempre trabalhou na área cirúrgica, e decidiu se especializar por sentir falta de conhecimentos aprofundados para poder prestar uma assistência melhor aos pacientes. "Eu sempre me deparava com áreas de extrema complexidade, como abdomens abertos e estomas de difícil manejo, então a estomaterapia me pareceu muito interessante", explica. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen | Fotos: Divulgação/IgesDF A especialista conta que a profissionalização abriu novas oportunidades e a preparou para ajudar pacientes que estavam sofrendo. "A estomaterapia me proporcionou conhecimento para superar desafios diante das realidades de cada um. Aqui no Hospital de Base, que é referência em complexidades, sempre tive o suporte para atuar junto dos pacientes e trazer a qualidade de vida que eles precisavam diante de situações muito críticas", detalha. Alexandra foi a colaboradora responsável por acompanhar e orientar sobre o preparo e o manejo da bolsa de colostomia de Vandelice e outros incontáveis pacientes. Mais do que ensinar a parte técnica, o acolhimento também é essencial nesse processo. “O cuidado em si é simples, mas se torna difícil porque a bolsa de colostomia altera totalmente a vida do paciente, o que impacta muito principalmente no psicológico”, explica a enfermeira. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 2,5 mil atendimentos relacionados ao cuidado com estomas. Segundo a especialista, muitos pacientes conseguem fazer o manejo sozinhos em casa, mas alguns precisam de acompanhamento mais próximo por causa de complicações ou dificuldades na adaptação. “Cada paciente traz uma história diferente. Muitos fazem perguntas que têm vergonha de fazer para outras pessoas, até mesmo para a equipe médica. E a família também precisa participar, porque passa a fazer parte dessa nova rotina”, relata. Ainda cercado por preconceitos, o uso da bolsa de colostomia exige sensibilidade no atendimento. Para a especialista, a empatia faz toda a diferença. “É essencial mostrar ao paciente que ele não está sozinho. Isso muda completamente a forma como ele enfrenta essa fase”, completa a enfermeira. Hoje, Vandelice diz que conseguiu superar esse período e retomou a rotina com autonomia. “Eu cuido da minha casa, lavo roupa, ando sozinha pra todo canto. Levo uma vida boa e normal”, comemora. Apoio especializado na adaptação e recuperação Além do acompanhamento de pacientes com estomas, o estomaterapeuta também atua no tratamento de feridas complexas e no manejo de incontinências, ajudando a prevenir complicações e acelerar a recuperação. Esse profissional avalia as lesões, orienta a higiene da pele, indica os curativos mais adequados e acompanha a evolução dos casos, principalmente quando o paciente tem dificuldade para realizar o autocuidado. Esse acompanhamento contribui para a cicatrização e garante mais conforto e segurança. É o caso de André Luiz Nagashima Silva, de 41 anos, que teve metade do pé amputado após uma complicação causada por uma bolha. Desde então, ele faz acompanhamento até a cicatrização completa do ferimento. “Tenho recebido um ótimo atendimento desde o começo. É um momento de adaptação, e ter esse apoio é muito reconfortante”, relata. Entre as principais condições tratadas estão úlceras venosas, lesões causadas pelo diabetes, como o pé diabético, e lesões por pressão. Esses casos exigem acompanhamento contínuo devido ao risco de complicações. No Hospital de Base, o atendimento em estomaterapia é voltado a pacientes que já estão em tratamento na unidade, garantindo uma assistência integrada. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Mutirão de colonoscopia reforça prevenção ao câncer de intestino

Como parte das ações do Março Azul, campanha de conscientização sobre o câncer de intestino, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), realizou nesta sexta-feira (20) um mutirão de colonoscopias. A iniciativa ampliou o acesso ao exame e beneficiou 30 pacientes regulados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Para viabilizar a ação, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) cedeu equipamentos que contribuíram para ampliar a capacidade assistencial da unidade, possibilitando a realização de todos os exames no mesmo dia. O câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico | Foto: Divulgação/IgesDF A colonoscopia permite visualizar o interior do intestino grosso e do reto e é fundamental para identificar alterações e diagnosticar precocemente possíveis doenças. “O objetivo principal é reforçar para a população a importância da prevenção. A recomendação é que homens e mulheres comecem a realizar exames a partir dos 45 anos, mas essa orientação ainda não é amplamente seguida. Muitas pessoas acabam procurando atendimento apenas quando surgem os sintomas”, explica Ariana Costa Cadurin, endoscopista do IgesDF. O câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e alterações no funcionamento do intestino. "Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença” Ariana Costa Cadurin, endoscopista A médica reforça que a prevenção está diretamente ligada aos hábitos de vida. "Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença”, pontua. Estigma e acesso Apesar de ser um exame essencial para o cuidado com a saúde, a colonoscopia ainda enfrenta resistência por parte da população. Segundo a especialista, fatores como o preparo, a necessidade de acompanhante e o próprio desconhecimento contribuem para  o receio, especialmente entre os homens. “É um exame que exige preparo prévio e envolve uma equipe completa, o que pode gerar insegurança. Ainda existe muito preconceito e medo, o que acaba afastando as pessoas de um cuidado que pode salvar vidas”, destaca.  [LEIA_TAMBEM]Uma das pacientes atendidas durante o mutirão foi Jenulina Rodrigues Viana, de 62 anos. Ela relata que recebeu todas as orientações antes do exame e elogiou o atendimento da equipe. “Recebi todas as explicações necessárias e fui muito bem atendida. É muito importante ter esse exame disponível pelo SUS, porque nem todo mundo tem condições de pagar. Estou muito feliz de estar aqui”, afirma. *Com informações do IgesDF  

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Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF

Cláudio tinha 59 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Ao procurar atendimento médico, precisou passar por uma cirurgia de emergência. Após a retirada de um tumor e a realização de biópsia, veio o diagnóstico: câncer de intestino. Durante sete meses, ele fez quimioterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Foi um grande susto; é o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra. Cláudio, diagnosticado com câncer colorretal, fez o tratamento completo e hoje segue aproveitando a vida em viagens pelo mundo: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Sempre tive fé em que seria algo passageiro” | Foto: Acervo pessoal  O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, afeta o intestino grosso (cólon) ou o reto e é o terceiro tipo de câncer mais frequente no DF, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base, referência em atendimento oncológico na rede pública do DF, são prestados anualmente cerca de mil atendimentos relacionados à doença. Apesar da incidência elevada, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, já que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sintomas perceptíveis. Prevenção e diagnóstico precoce Durante todo este mês, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal. Dados do Inca indicam que o Distrito Federal registra uma taxa de incidência de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes, a sexta maior do país. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado” Ana Rosa Melo, proctologista do Hospital de Base A proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, explica que o tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino e podem evoluir lentamente. Como o intestino é um órgão oco, essas alterações podem crescer durante anos sem provocar sinais claros. “O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.”  Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente. Vida pós-tratamento Cláudio encarou o processo como uma etapa necessária para recuperar a saúde: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se fosse preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”. Ele relata que a jornada foi longa e cansativa, marcada por efeitos colaterais como perda de cabelos, enjoos, dormência nas mãos e redução de peso. Ao longo desse período, perdeu 24 quilos. O apoio da equipe de saúde fez diferença durante todo o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando; não sei como conseguem manter tanta energia”, conta. [LEIA_TAMBEM]Desde o fim da quimioterapia, em 2013, Cláudio decidiu aproveitar mais a vida. Realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países. Hoje, aos 74 anos, continua viajando e descobrindo novos destinos. Neste mês, ele segue na estrada rumo ao Chile, em uma viagem de motorhome pela América do Sul. Apesar das dificuldades relacionadas ao diagnóstico tardio, o câncer colorretal apresenta boas chances de cura quando tratado adequadamente — como no caso de Cláudio. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, enfatiza Ana Rosa Melo Atendimento na rede pública Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado. O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde. *Com informações do IgesDF  

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No Dia Mundial do Rim, Hospital de Base realiza manhã de conscientização

Quem passou pelo ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na manhã desta quinta-feira (12) encontrou um cenário diferente do habitual. Em alusão ao Dia Mundial do Rim, a equipe de nefrologia da unidade promoveu uma ação de conscientização voltada a pacientes e acompanhantes sobre a importância de cuidar da saúde dos rins. Durante a atividade, os participantes receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Também puderam aferir a pressão arterial e realizar o teste de glicemia, exames simples que ajudam a identificar fatores de risco para a doença. Nesta quinta (12), pacientes e acompanhantes do HBDF receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva | Fotos: Divulgação/IgesDF A iniciativa contou ainda com música e distribuição de frutas e água mineral, criando um espaço de acolhimento enquanto as equipes conversavam com o público sobre hábitos de prevenção e acompanhamento da saúde. De acordo com o chefe do serviço de Nefrologia do hospital, Thiago Hayashida, pressão alta e diabetes estão entre as principais causas de doença renal crônica no mundo. “Quando não controladas ao longo do tempo, essas condições podem provocar lesões progressivas nos rins e levar à perda da função renal”, explica. O especialista alerta que a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que torna o acompanhamento médico fundamental. “Muitas vezes o paciente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso é importante medir regularmente a pressão arterial, acompanhar a glicemia e realizar exames simples de sangue, como a creatinina, além da análise de urina”, orienta. Entre os participantes da ação estava Pasmende Sousa Silva, de 43 anos. Ele descobriu a doença renal após sentir fortes dores durante o trabalho e, após 11 meses de hemodiálise, realizou um transplante de rim em 2011. “Meus rins foram piorando aos poucos. Se eu tivesse feito esses exames antes, talvez tivesse conseguido buscar tratamento mais cedo”, relata. O evento também contou com aferição de pressão arterial e teste de glicemia, exames que ajudam a identificar fatores de risco para a doença Doença renal crônica Cerca de 8,4% da população brasileira — o equivalente a aproximadamente 18 milhões de pessoas — convivem com algum estágio de doença renal crônica, segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia. Nos estágios mais avançados, quando os rins deixam de realizar adequadamente a filtração do sangue, o paciente pode precisar iniciar tratamento por diálise ou ser indicado para transplante renal. [LEIA_TAMBEM]Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indicam que mais de 173 mil brasileiros precisaram de algum tipo de diálise em 2025, e o número estimado de mortes desses pacientes ultrapassa 30 mil. Entre os principais fatores de risco para a doença estão o descontrole da pressão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, uso indiscriminado de medicamentos — especialmente anti-inflamatórios —, além de histórico familiar de doença renal. A recomendação dos especialistas é manter acompanhamento regular com médico assistente ou procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para realizar exames periódicos, como aferição da pressão arterial, teste de glicemia e avaliação da creatinina, indicador importante da função dos rins. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos

“Eu pensei que a queda de cabelo não seria tão rápida, por isso me surpreendi. Eu não estava preparada”, relatou Lúcia Saboia, de 67 anos. Com um lenço cobrindo as últimas mechas de cabelo, ela chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanhada pelos filhos, para enfrentar uma das etapas mais delicadas do tratamento contra o câncer de mama: raspar a cabeça e escolher um dos modelos de peruca disponíveis. Lúcia Saboia experimenta uma peruca: “Já me sinto bem melhor e mais leve. Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez” | Fotos: Divulgação/IgesDF Diagnosticada em maio do ano passado, Lúcia iniciou a quimioterapia na última semana e logo enfrentou um dos efeitos mais temidos do tratamento: a queda de cabelo. Com o coração apertado, ela procurou a Rede Feminina de Combate ao Câncer na manhã desta terça-feira (10), data em que se celebra o Dia Mundial da Peruca, em busca de acolhimento e apoio para enfrentar esse momento delicado. “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial” Larissa Bezerra, coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer A Rede Feminina atua há duas décadas no Hospital de Base oferecendo gratuitamente perucas a pacientes em tratamento oncológico. Somente no último ano, cerca de 250 peças foram entregues a mulheres atendidas na unidade. A coordenadora da Rede, Larissa Bezerra, explica que a perda de cabelo costuma ser um dos impactos mais sensíveis do tratamento, especialmente para as mulheres:  “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial”. O que começou como um momento marcado pela insegurança logo deu lugar a gestos de carinho e leveza. A cada novo modelo experimentado, o sorriso de Lúcia voltava aos poucos. Acostumada aos cabelos claros, ela se divertiu ao se ver morena, ruiva e com estilos diferentes. “Já me sinto bem melhor e mais leve”, relatou. “Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez.” A peruca, disse ela, vai ajudar a enfrentar o tratamento de cabeça erguida até que os cabelos voltem a crescer novamente. Apoio que conecta Érica Silva: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar” A Rede Feminina recebe doações de cabelo e de perucas ao longo de todo o ano e mantém uma oficina no ambulatório do Hospital de Base. “Nós estamos abertos todos os dias para receber doações e entregar perucas — é só chegar, experimentar e escolher a que mais gostar”, explica Larissa. [LEIA_TAMBEM]A paciente Érica Bonfim Silva, 35, viveu esse momento de duas formas: como receptora e como doadora. Diagnosticada com leucemia em dezembro do ano passado, ela começou a perder os cabelos após a terceira sessão de quimioterapia e decidiu cortar os fios enquanto ainda podia. “Quando me olhei no espelho, senti um impacto muito forte”, relembrou. Mãe de um menino de 3 anos, Érica contou que optou por usar peruca para preservar a rotina com o filho: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar”. Acolhimento Entre muitas histórias está a de Sirley Freitas de Almeida, que faz quimioterapia no Hospital de Base após passar por uma mastectomia para tratar um câncer de mama. Ela procurou a oficina de perucas com um objetivo especial: participar do casamento da sobrinha. Sirley Almeida procurou uma peruca para participar de um casamento: “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando” “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando”, disse. “Quero dançar, quero curtir, quero fazer tudo o que eu faria se não tivesse câncer.” As pacientes podem escolher entre perucas sintéticas ou naturais. As sintéticas exigem menos manutenção e possuem estrutura mais resistente. Já as naturais, feitas com cabelos humanos, permitem alisamento, coloração e hidratação. A voluntária Mylena Batista acompanha as mulheres durante a escolha e observa que o momento exige sensibilidade e escuta: “Muitas chegam fragilizadas e se emocionam ao se ver no espelho com cabelo novamente. Eu sempre tento respeitar esse momento, ouvir as histórias e acolher a dor delas”. Para muitas mulheres em tratamento, a peruca representa mais do que um acessório: é um gesto de acolhimento em um dos momentos mais delicados da vida.   *Com informações do IgesDF

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IgesDF abre edital para manutenção de sistema de hemodiálise

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 05/2026 para contratação de empresa especializada na manutenção corretiva e na análise da água do sistema de osmose reversa utilizado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O serviço é fundamental para garantir a qualidade da água empregada nos procedimentos de hemodiálise realizados na unidade. A hemodiálise é um tratamento que substitui parte das funções dos rins e depende diretamente da qualidade da água utilizada nos equipamentos. Por isso, o monitoramento e a manutenção do sistema de purificação são essenciais para prevenir contaminações e assegurar a segurança dos pacientes durante o tratamento. A contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise | Foto: Divulgação/IgesDF O contrato prevê serviços contínuos de monitoramento e gestão do sistema de osmose reversa, além de análises periódicas para verificar as condições físicas, químicas e microbiológicas da água utilizada no procedimento. Esse controle segue normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indispensável para garantir que os padrões de qualidade exigidos sejam mantidos, além de assegurar o funcionamento adequado dos equipamentos utilizados no atendimento aos pacientes. Prazo para envio de propostas O período para recebimento das propostas será entre 9 e 13 de março, até as 23h55 (horário local). O envio deve ser realizado exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. De acordo com a chefe do Núcleo de Contratação de Serviços e Obras do IgesDF, Flávia Sales, a contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise. “A execução desses serviços assegura o monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água, em conformidade com as RDC nº 11/2014 e nº 154/2004 da Anvisa”, afirma. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF  

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Hospital de Base amplia em 77% as urgências cardíacas

Dor no peito, falta de ar e mal-estar são sinais que exigem atendimento imediato. É diante desses quadros que o sistema de urgência entra em ação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025. Esse aumento se deve à reorganização da porta de entrada da urgência e emergência e à integração dos serviços, o que ampliou o acesso e tornou o cuidado mais ágil e seguro para a população. A mudança faz parte de um processo de reestruturação conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que redefiniu fluxos internos e fortaleceu a integração entre pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. A reorganização permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, com maior resolutividade já no primeiro atendimento. “Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explica Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia. Com a nova organização, o atendimento começa com triagem específica para sintomas cardíacos, avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais.  A avaliação rápida do risco do paciente, feita logo na chegada ao hospital, ajuda a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta, seja observação, seja internação ou encaminhamento para procedimento especializado. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025 | Foto: Divulgação/IgesDF Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização também contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, permitindo que cada serviço atue de forma mais alinhada ao seu perfil assistencial. Atendimento que salva vidas Jonas Morais Sousa, de 53 anos, já havia sofrido dois infartos, em 2019 e 2020. Em janeiro deste ano, voltou a apresentar mal-estar e procurou o Hospital de Base. Após avaliação e exames, permaneceu internado. Mas uma infecção renal adiou a cirurgia cardíaca. Após estabilização clínica, ele foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena, no dia 16 de fevereiro. Em recuperação, Jonas agradeceu o atendimento recebido. “Tudo o que tenho a dizer é parabéns a todos os profissionais. Cada um exerce sua função com dedicação, sempre com o mesmo objetivo. Desde a primeira vez em que infartei e fiquei internado aqui, só tenho a agradecer. Fui bem atendido e realizei todos os exames de que precisei”, afirmou. A aquisição de um novo angiógrafo em 2024 ampliou a estrutura tecnológica da unidade, que passou a contar com dois equipamentos em funcionamento na Hemodinâmica. Em 2025, o número de procedimentos realizados no setor cresceu 33% em comparação com o ano anterior. “Conseguimos expandir a oferta de exames e intervenções, o que impacta diretamente na rapidez do diagnóstico e no início do tratamento”, afirma Gabriel Kanhouche, chefe do setor. Como funciona o atendimento O fluxo começa na classificação de risco do pronto-socorro, com protocolo específico para sintomas cardiovasculares. Após avaliação médica e exames, o paciente pode ser encaminhado para observação, internação ou procedimento especializado. Mesmo depois da alta hospitalar, o acompanhamento ambulatorial garante a continuidade do cuidado. *Com informações do IgesDF

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Hospital de Base trata criança com malformação rara na pálpebra

Uma pequena mancha abaixo do olho direito de Anthony Theo, poucos dias após o nascimento, foi o primeiro sinal de que algo não estava bem. O que parecia apenas um machucado começou a escurecer e aumentar de tamanho ao longo das semanas, despertando a preocupação da família. “Foi desesperador. Eu nunca tinha visto nada parecido”, lembra a mãe do menino, Amanda Kelen Rodrigues da Silva. Hoje, com 1 ano e 9 meses, o menino passou por tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O caso envolveu uma rara malformação na pálpebra causada por um tumor benigno e exigiu tratamento especializado da equipe de oftalmologia. O Hospital de Base atende, em média, três casos por ano de tumores benignos na região ocular com características semelhantes. Por isso, após passar por outros serviços de saúde, mãe e filho chegaram ao HBDF, onde o caso foi acompanhado pela oftalmologista Stefânia Diniz. Segundo a médica, a condição é considerada incomum. Nascido com uma malformação rara na pálpebra, Anthony Theo passou por tratamento e cirurgia no Hospital de Base | Fotos: Divulgação/IgesDF Tratamento especializado O tratamento foi realizado em duas fases. Inicialmente, a equipe aplicou bleomicina, um medicamento usado para diminuir a lesão, reduzindo seu tamanho antes da etapa seguinte. Foram administradas três doses, com intervalo médio de 30 dias entre elas, o que permitiu diminuir a massa em mais da metade do tamanho original. Com a redução do tumor, foi possível realizar a cirurgia para retirada da parte remanescente da lesão e reconstrução da pálpebra. “Cauterizamos a área afetada e reconstruímos o local com um enxerto de pele retirado da parte de trás da orelha”, explica a cirurgiã oftalmologista. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que a cicatriz se torne pouco perceptível ao longo do crescimento da criança. Anthony seguirá em acompanhamento periódico com a equipe de oftalmologia do hospital e realizará exames de vista para verificar se houve algum impacto na função visual. Para a mãe do menino, o atendimento recebido no Hospital de Base foi fundamental durante todo o processo. “Eu tinha muito receio de ele crescer com isso no rosto, de o tumor aumentar ainda mais e causar vergonha. Eu ainda não me acostumei a ver o rostinho dele assim tão lindo, mas daqui pra frente vai ser só alegria”, relata. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base 

A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento.     A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade.  Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva  A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco.     “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV.  *Com informações do IgesDF

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No Carnaval, prevenção também faz parte da festa

Carnaval é tempo de alegria, bloquinhos e muita gente nas ruas, mas também é um período em que aumentam os casos de mal-estar causados por desidratação e intoxicação alimentar. O calor intenso, o consumo de bebidas alcoólicas e a alimentação improvisada ao longo do dia formam uma combinação que pode transformar a festa em caso de emergência. Especialistas recomendam investir em alimentação saudável e reforçar a hidratação no período da folia | Foto: Divulgação/IgesDF Ana Cecília Nunes, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que quem vai brincar deve encarar a folia como uma atividade que exige preparo e atenção à saúde. “O calor intenso e o esforço físico elevam a temperatura corporal, tornando o organismo mais suscetível à desidratação”, atenta. “Por isso, beber água regularmente é indispensável para evitar complicações.” Com exposição prolongada ao sol, esforço físico e longas horas em pé, o corpo perde líquidos mais rapidamente e fica mais vulnerável. Os cuidados valem para todos, mas devem ser ainda maiores no caso de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Olho vivo Manter a hidratação ao longo do dia é essencial para evitar sintomas como tontura, dor de cabeça e até desmaios. A recomendação é priorizar sempre a água, podendo intercalar com água de coco ou sucos naturais, que auxiliam na reposição de minerais perdidos pelo suor. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro” Tazio Vannim, médico infectologista do Hospital de Base Para quem optar por consumir bebidas alcoólicas, vale uma regra simples: beber um copo de água entre um drinque e outro. Isso porque o álcool contribui para a desidratação e pode mascarar sinais de cansaço extremo, aumentando o risco de mal-estar. Os principais sintomas de desidratação incluem sede intensa, boca seca, urina escura, tontura e fraqueza. Já a intoxicação alimentar pode causar náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre. Em casos de agravamento, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, a orientação é procurar uma unidade de saúde. Comida de rua Sair de casa sem se alimentar e passar horas pulando nos bloquinhos pode causar mal-estar, fraqueza e indisposição. Antes de iniciar a programação, o ideal é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos, proteínas e gorduras boas, garantindo saciedade e mais disposição durante o dia. O mais indicado é consumir frutas e manter a ingestão de líquidos. Lanches leves e de fácil digestão ajudam a repor energia sem sobrecarregar o organismo. Mesmo petiscos simples podem causar intoxicação alimentar se não estiverem armazenados ou preparados corretamente, por isso também se recomenda atenção à alimentação de rua. [LEIA_TAMBEM]Para reduzir os riscos, é importante observar as condições de higiene do local e como o alimento está sendo produzido, bem como se os produtos estão protegidos da luz solar e se a pessoa manuseia dinheiro separado da comida. Priorize vendedores de confiança e evite produtos que estragam facilmente, como os preparados com maionese, molhos e produtos que precisam de refrigeração constante. Prevenção  Além dos cuidados com alimentação e hidratação, especialistas reforçam a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso de preservativo deve ser indispensável, principalmente em períodos festivos, quando aumentam os encontros casuais. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro”, aponta o médico infectologista Tazio Vannim, do Hospital de Base." Com cuidados redobrados, é possível curtir a folia com segurança e garantir que as lembranças do Carnaval sejam apenas de alegria.” *Com informações do IgesDF

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Diagnóstico precoce de Alzheimer ajuda pacientes e famílias a viverem com mais qualidade

Perder a memória aos poucos, repetir perguntas e apresentar mudanças de comportamento pode parecer algo natural do envelhecimento, mas nem sempre é. No caso do Alzheimer, reconhecer os sinais desde o início e buscar avaliação médica o quanto antes pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), cerca de 300 pacientes fazem acompanhamento ambulatorial para a doença, que é um dos focos da campanha Fevereiro Roxo, voltada à conscientização sobre enfermidades que não têm cura, mas podem ser tratadas. O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que vai deteriorando a cognição da pessoa, afetando toda a sua vida | Foto: Divulgação/IgesDF “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico” Carlos Uribe, neurologista do Hospital de Base Foi o que aconteceu com a família de Jane Pimentel Meireles, que começou a suspeitar dos esquecimentos da mãe, Ornelina Medeiros Pimentel, quando ela tinha 70 anos. “Ela esquecia de conversas que tínhamos, esquecia das pessoas”, lembra. “Depois, o comportamento começou a ficar mais agressivo e ela passou a brigar com algumas pessoas”, relata ela. “Foi tudo muito estranho e fora do normal”. Desconfiada, Jane levou a idosa a consultas e exames que, ao final, apontaram o diagnóstico de Alzheimer. Manifestações A doença é um transtorno neurodegenerativo que consiste na deterioração progressiva da cognição, incluindo a memória, além de comprometer atividades cotidianas e causar alterações comportamentais. “O que estamos passando agora é ruim, mas sabemos também que é só o começo; eu tento não pensar muito, tento viver um dia de cada vez, porque sei que vem muito sofrimento para a gente e, principalmente, para ela”, afirma Jane. Hoje, Ornelina tem 77 anos e segue em acompanhamento no HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF). O neurologista do hospital, Carlos Uribe, explica que os primeiros sinais do Alzheimer costumam ser confundidos com sintomas comuns da idade mais avançada, o que pode atrasar o início do tratamento.  Esquecimentos, mudanças de humor, repetições de perguntas e dificuldade de encontrar palavras estão entre os sintomas aos quais é importante prestar atenção Segundo o médico, é preciso atenção quando os esquecimentos e as mudanças de humor passam a comprometer o dia a dia. “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico”, afirma. “Muitas vezes, é a família que nota algo errado e traz o idoso para uma avaliação”. Entre os sintomas mais frequentes estão a dificuldade para dirigir automóveis e encontrar caminhos conhecidos, repetição da mesma pergunta diversas vezes, dificuldade para acompanhar conversas e linhas de raciocínio, dificuldade para encontrar palavras ao se expressar, tendência ao isolamento e incapacidade de elaborar estratégias de resolução de problemas. Diagnóstico e tratamento Ao perceber sinais de Alzheimer ou de outros tipos de demência, o primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um médico clínico geral. É na UBS que começa o cuidado: o profissional faz a primeira avaliação, conversa com o paciente e a família, pede exames quando necessário e, se houver indicação, encaminha para o especialista, a fim de garantir um diagnóstico mais rápido e um acompanhamento adequado. A causa do Alzheimer ainda não foi identificada, mas acredita-se que fatores genéticos tenham influência. O risco de desenvolver a doença é maior quando há histórico familiar. Além disso, outros fatores, ligados principalmente ao estilo de vida, também estão envolvidos. [LEIA_TAMBEM]O diagnóstico é feito, geralmente, por exclusão, após a análise de exames laboratoriais e de imagem do cérebro, realizada em conjunto com uma avaliação das alterações cognitivas apresentadas por cada pessoa. Em alguns casos, podem ser utilizados outros testes diagnósticos específicos, como a análise do líquido cefalorraquidiano ou exames de medicina nuclear. Como não existe cura, o tratamento consiste em aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A progressão da doença varia de caso a caso, podendo ser mais agressiva ou mais leve. Apesar da gravidade, o neurologista lembra que o Alzheimer não é uma sentença de morte: “Muitas pessoas conseguem viver por anos após o diagnóstico e acabam falecendo por outras doenças, como câncer ou AVC [acidente vascular cerebral]. Então, elas morrem com a doença, e não em decorrência dela”. Também não existe uma forma de prevenção específica, mas já foi demonstrado é possível atrasar e até mesmo inibir a manifestação da doença com atitudes como a de manter a mente ativa e hábitos saudáveis — prática de atividades físicas, alimentação balanceada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o fumo, além de manter uma vida social ativa. “Quanto antes tivermos um diagnóstico, melhor”, alerta Carlos Uribe. “À medida que as pessoas se tornam mais conscientizadas sobre a situação, teremos maior facilidade para conversar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.”   *Com informações do IgesDF

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Hospitais e UPAs do DF ganham reforço na segurança

O sistema de videomonitoramento do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) começa, nesta terça-feira (3), a ser integrado à estrutura da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). A iniciativa conecta as centrais de monitoramento, para um acompanhamento conjunto nos hospitais e nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administrados pelo instituto, ampliando o alcance preventivo e a capacidade de resposta em situações que demandem o acionamento das forças de segurança. O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, pontua que a integração aumenta a proteção de quem utiliza e atua nas unidades de saúde: “A integração dos sistemas permite resposta mais rápida, atuação preventiva e presença mais efetiva do Estado onde as pessoas estão mais vulneráveis, sempre com respeito aos protocolos legais e à privacidade”. Com a integração, a resposta de possíveis ocorrências pode ser mais rápida | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a medida reforça o zelo com a população. “Segurança também é cuidado. Essa integração representa mais proteção para nossas equipes e para quem busca atendimento. Estamos falando de ambientes que funcionam 24 horas por dia, com grande fluxo de pessoas, e que precisam de respostas rápidas diante de qualquer situação de risco”, destaca. “Estamos falando de ambientes que funcionam 24 horas por dia, com grande fluxo de pessoas, e que precisam de respostas rápidas diante de qualquer situação de risco” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Nesta primeira etapa, a operação contempla o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as UPAs. O compartilhamento das imagens permite identificar ocorrências dentro e no entorno das unidades, reduzindo o tempo de acionamento das forças de segurança e fortalecendo a rede pública de proteção no Distrito Federal. Segundo o superintendente de Operações do IgesDF, Sávio Cavallari, a integração foi planejada para unir tecnologia, eficiência e respeito aos usuários. “Integramos tecnologia e segurança pública para proteger quem cuida e quem é cuidado. A resposta fica mais rápida e a privacidade é totalmente preservada. Não há custo adicional e todo o processo foi desenhado para não interferir na assistência”, enfatiza. O sistema utiliza recursos de análise inteligente de vídeo, capazes de identificar movimentações atípicas, invasões de perímetro, aglomerações ou objetos abandonados, sempre com foco preventivo. As câmeras integradas abrangem áreas externas estratégicas e espaços internos de circulação comum. Todo esse processo segue a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O projeto começa pelas UPAs e pelos hospitais de Base do Distrito Federal (HBDF) e Regional de Santa Maria (HRSM) A estrutura de gestão do projeto prevê que os perfis de acesso às imagens e os protocolos de resposta sejam definidos em ato conjunto entre o IgesDF e a SSP-DF. Todo o fluxo foi construído de forma integrada, com respeito aos protocolos sigilosos, às responsabilidades institucionais e às legislações vigentes. Resposta integrada [LEIA_TAMBEM]O coordenador de Infraestrutura de Tecnologia da Informação da SSP-DF, Hélio de Farias, reforça que a medida possibilita que todos os órgãos de proteção possam ter acesso às imagens em caso de alguma ocorrência nos hospitais: “Os policiais terão acesso imediato tanto durante operações quanto nas atividades diárias. Sendo aberta a ocorrência, é deslocada uma viatura até o local e, havendo indício de crime ou outra situação que exija intervenção, o procedimento segue conforme as normas da Segurança Pública”. O gerente de Operações de Segurança do IgesDF, Lucas Lustosa, explica que a estrutura do instituto já se encontra ativa. “O contrato de vigilância eletrônica prevê mão de obra qualificada, o que permitiu a operação imediata por profissionais treinados. O monitoramento está ativo desde 22 de novembro nas nossas unidades, e a fase atual envolve apenas ajustes finos de angulação e posicionamento das câmeras”, detalha. Para o gerente, a cooperação com a SSP-DF eleva o padrão de segurança nas unidades de saúde. “É um sistema que reforça a segurança de pacientes, colaboradores e usuários, sem alterar a rotina assistencial ou expor a intimidade de quem busca atendimento”, ressalta. *Com informações do IgesDF  

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Centro de Trauma do Hospital de Base é recomendado a receber certificação nacional de excelência

O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi recomendado, nesta quinta-feira (22), para receber a Certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria. O reconhecimento atesta o compromisso da unidade com a melhoria contínua da qualidade assistencial e da segurança do paciente, além de consolidar o HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como referência nacional no atendimento ao trauma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação. As demais unidades certificadas estão localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo é conduzido pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das principais acreditadoras do Brasil, e envolve uma análise criteriosa e aprofundada dos serviços prestados. Para o superintendente do HBDF, Paulo Saad, a certificação reafirma a vocação do hospital para o atendimento a eventos traumáticos e representa o reconhecimento da qualidade do cuidado oferecido à população. “Esse documento é o resultado do esforço de muitas pessoas que trabalham juntas para salvar vidas e será o pontapé inicial para a busca de novas certificações em outros setores do hospital, que também atuam com excelência”, destaca. Segundo ele, a decisão de buscar uma certificação nacional foi um passo audacioso, pois exigiu submeter os serviços a um processo rigoroso de avaliação. “Nós nos colocamos à disposição para ter nossos processos julgados, analisados e auditados. O objetivo final não é apenas receber uma certificação, mas aprimorar, de forma contínua, a qualidade do serviço prestado”, afirma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o processo de certificação, foram avaliados o perfil epidemiológico da população atendida, o volume de pacientes vítimas de trauma, a agilidade no atendimento, a conformidade com protocolos de segurança e outros critérios técnicos relacionados à assistência. O chefe do Trauma do HBDF, cirurgião Renato Lins, ressalta que o reconhecimento reflete o trabalho desenvolvido pelas equipes e confirma que a unidade segue no caminho certo. “Isso demonstra que estamos preparados para oferecer o melhor atendimento possível às vítimas de trauma no Distrito Federal. É um resultado muito importante para todos nós e reforça a qualidade do serviço prestado”, pontua. Já o superintendente da Qualidade do IgesDF, Clayton Sousa, enfatiza que a certificação simboliza, acima de tudo, o compromisso permanente com a segurança do paciente. “Significa que o Hospital de Base está comprometido com o aprendizado contínuo, a melhoria permanente e a busca constante pela excelência”, afirma. Ele acrescenta que a certificação também gera impactos positivos na gestão. “Quando os processos são aprimorados, há menos desperdício e mais efetividade. Isso permite uma utilização mais racional dos recursos, com economia e melhor direcionamento dos investimentos”, explica. Análise da linha de cuidado A linha de cuidado do paciente politraumatizado é estruturada em quatro grandes fases, todas avaliadas de forma minuciosa pelos responsáveis pela certificação: o Centro de Trauma, o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o andar de internação da Cirurgia Geral. Cada etapa possui objetivos assistenciais específicos e precisa atender a critérios técnicos detalhados. A auditoria final ocorreu ao longo de dois dias, período em que representantes do IQG inspecionaram as áreas avaliadas, dialogaram com os colaboradores, analisaram a efetividade dos protocolos e constataram a qualidade dos serviços prestados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Janeiro Branco enfatiza a importância de reconhecer e acolher crises emocionais

Quando Clara (nome fictício), de 29 anos, começou a tremer, perdeu o ar e caiu no choro no meio do trabalho, ninguém ao redor sabia exatamente o que fazer. Uma colega a levou até uma sala mais silenciosa, pediu que respirasse devagar e permaneceu ao seu lado até que ela conseguisse se acalmar. “Se ela não tivesse parado tudo para me ajudar, eu não sei como teria sido; achei que ia desmaiar”, lembra. O que parecia um infarto era, na verdade, uma crise de ansiedade, uma das emergências emocionais mais comuns atualmente. Campanha Janeiro Branco acende o alerta sobre a importância de refletir sobre a saúde emocional | Fotos: Divulgação/IgesDF No Janeiro Branco — a campanha reserva o mês para convidar a uma reflexão sobre esse tema —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil está entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo. O nome é uma referência a “folha em branco”, que representa a possibilidade de rever emoções e escolhas de vida. A campanha Criada por psicólogos brasileiros, a campanha surgiu diante do aumento dos casos de ansiedade, depressão e estresse, e da necessidade de combater o preconceito e o silêncio que ainda cercam o adoecimento mental. A proposta é reforçar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Organismos internacionais, como a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), também alertam para a necessidade de colocar a saúde mental no centro das políticas públicas. No cenário pós-pandemia, os serviços de saúde também têm observado aumento significativo nas crises emocionais agudas, que chegam às unidades de pronto atendimento (UPAs), aos centros de atenção psicossocial (Caps) e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio” Igor Santiago, psicólogo do Hospital de Base Segundo o psicólogo Igor Santiago Almeida, especialista em saúde mental do adulto do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), esse crescimento tem múltiplas causas. “A pandemia de covid-19 atuou como um importante catalisador, intensificando vulnerabilidades preexistentes e criando fontes de estresse”, explica. “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio”. Como reconhecer uma crise psicológica Santiago lembra que uma crise é um estado agudo de desequilíbrio emocional, psíquico e comportamental, quando o enfrentamento da pessoa se torna insuficiente. “Ela pode se manifestar como crises de pânico, agravamento de quadros ansiosos ou depressivos ou até crises suicidas”, detalha. Nas crises emocionais agudas, especialmente as de pânico, são frequentes sinais como respiração ofegante ou sensação de falta de ar, taquicardia (coração acelerado), tremores, sudorese e tontura, dor ou aperto no peito, formigamento nas mãos, choro intenso e agitação, confusão mental e pensamentos catastróficos e sensação de perda de controle ou medo intenso. “Muitas vezes, a pessoa realmente acredita que está tendo um problema físico grave”, ressalta Igor. Os primeiros socorros psicológicos (PSPs) são intervenções imediatas de apoio emocional e prático oferecidas a pessoas em sofrimento intenso ou em situação de crise. “Eles não substituem psicoterapia ou tratamento clínico, mas ajudam a reduzir o impacto emocional inicial e facilitam o encaminhamento para o cuidado adequado”, orienta o especialista. “Crises acontecem em casa, no trabalho, na rua. Ter noções básicas nessas horas ajuda a evitar agravamentos e salvar vidas”. Como ajudar alguém em crise ⇒ Mantenha a calma e ofereça ajuda Uma postura tranquila transmite segurança. Dizer ‘eu estou aqui com você’ tem um efeito muito importante ⇒ Reduza estímulos do ambiente Levar a pessoa para um local mais silencioso e com menos agitação ajuda a diminuir a sensação de ameaça ⇒ Ajude a regular a respiração Sugira respirações lentas e profundas ⇒ Escute sem julgamento Permita que a pessoa fale, sem interromper ou criticar. Em alguns casos, ela pode ter dificuldade até de organizar pensamentos ⇒ Valide o sofrimento Frases como “eu vejo que você está sofrendo” ajudam a reduzir a sensação de solidão ⇒ Auxilie a pessoa a se reconectar com o presente Descrever o ambiente e identificar objetos, sons ou sensações corporais pode ajudar na estabilização. Para ajudar uma pessoa em crise, é importante também saber o que não deve ser feito O que não fazer ⇒ Minimizar o sofrimento (“isso é exagero”, “é frescura”) ⇒ Repetir “calma!” de forma brusca ⇒ Pressionar a pessoa a falar ou tomar decisões ⇒ Oferecer soluções prontas ou conselhos não solicitados ⇒ Demonstrar irritação ou pânico ⇒ Realizar toques físicos sem consentimento “Essas frases e atitudes invalidam o sofrimento e reforçam a sensação de perda de controle, que já é um sintoma da crise”, alerta Santiago Almeida. Quando a crise vira emergência A crise deixa de ser apenas emocional e passa a exigir atendimento médico imediato quando há risco iminente ou desorganização grave. Entre os sinais de alerta, estão falas sobre desejo de morrer ou ideação suicida, confusão mental intensa ou diminuição da consciência, delírios ou paranoia e risco de machucar a si ou a outras pessoas. Nesses casos, é fundamental buscar ajuda pelo Samu (telefone 192), em emergências; nas unidades de pronto atendimento, quando há sofrimento intenso ou sintomas físicos associados; no Caps, para acolhimento especializado em saúde mental; e no CVV (telefone 188, apoio emocional 24h). Sinais silenciosos e prevenção [LEIA_TAMBEM]Além das crises agudas, há sinais de sofrimento que costumam ser ignorados, como isolamento progressivo, irritabilidade, fadiga constante, alterações no sono e na alimentação, negligência com o autocuidado e aumento do uso de álcool ou outras substâncias. “Esses sinais podem indicar esgotamento emocional e precisam ser reconhecidos como demanda de saúde”, indica o psicólogo. Manter uma rotina saudável, fortalecer vínculos sociais e buscar ajuda ao perceber os primeiros sinais são estratégias que ajudam a prevenir agravamentos. Para o especialista, o maior mito a ser combatido é a ideia de que crises emocionais são sinal de fraqueza. “Crises são respostas a um sofrimento que excedeu a capacidade de enfrentamento da pessoa e precisam ser tratadas como um problema de saúde legítimo, não como falha moral”, pontua.   *Com informações do IgesDF          

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Lançado edital de aquisição de novos equipamentos para o Hospital de Base

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (12), o Edital nº 83/2025 para a aquisição de novos equipamentos médicos destinados ao Serviço de Anatomia Patológica do Hospital de Base. O investimento vai ampliar a precisão e a agilidade dos exames, fundamentais para a identificação de doenças e para a definição de tratamentos, fortalecendo o atendimento oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital tem como objeto a compra de equipamentos médicos voltados à rotina da anatomia patológica, conforme estabelecido no Elemento Técnico nº 95/2025 e na Solicitação de Compras MV nº 7018. A iniciativa reforça o compromisso do Instituto com a excelência dos serviços prestados nas unidades de saúde sob sua gestão. Essencial no processo de identificação de doenças, especialmente em análises microscópicas de tecidos, o Serviço de Anatomia Patológica desempenha papel estratégico na definição de tratamentos e condutas clínicas. A atualização dos equipamentos amplia a precisão dos exames, contribui para diagnósticos mais rápidos e qualifica ainda mais o atendimento ao paciente. O investimento vai ampliar a precisão e a agilidade dos exames, fundamentais para a identificação de doenças e para a definição de tratamentos, fortalecendo o atendimento oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 12 e 23 de janeiro de 2026, até as 23h55 (horário local), exclusivamente pelo email emendas.propostas@igesdf.org.br. Para o presidente do instituto, Cleber Monteiro, investimentos em modernização mostram o cuidado que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem com o usuário do Sistema Único de Saúde. “Estamos garantindo que o cidadão consiga ter acesso mais ágil e preciso dos exames que são realizados e, com isso, consiga ter diagnósticos e tratamentos cada vez melhores”, destaca. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site do IgesDF, conforme endereço eletrônico informado no documento oficial. Serviço: Objeto: Aquisição de equipamentos médicos destinados ao Serviço de Anatomia Patológica Edital: nº 83/2025 Período para envio de propostas: de 12/01/2026 a 23/01/2026 Endereço eletrônico para envio: emendas.propostas@igesdf.org.br Prazo: 10 dias úteis   *Com informações do IgesDF

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Hospital de Base recebe dois novos aparelhos de anestesia

O centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu, nesta quinta-feira (8), dois novos aparelhos de anestesia que vão reforçar a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada à população. Essenciais em cirurgias que necessitam de anestesia geral, os equipamentos são responsáveis tanto pela manutenção da anestesia quanto pela ventilação mecânica do paciente durante os procedimentos. Conhecido popularmente como carrinho de anestesia, o equipamento é móvel e pode ser utilizado em diferentes salas cirúrgicas. Com a chegada das duas novas unidades, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passa a contar com 15 aparelhos do tipo em funcionamento. Essenciais em cirurgias que necessitam de anestesia geral, os equipamentos são responsáveis tanto pela manutenção da anestesia quanto pela ventilação mecânica do paciente durante os procedimentos | Foto: Divulgação/IgesDF “Com o carrinho de anestesia, nós temos um gás anestésico que passa por todo o sistema ventilatório e o paciente é anestesiado. Ele não sente dor, não sente estímulo cirúrgico e também não respira por si mesmo, por isso usamos o ventilador do equipamento”, explica a coordenadora do Centro Cirúrgico, Nadja Corrêa Graça. O chefe da Anestesiologia, Iuri Ferreira Lopes, destaca que os novos aparelhos reforçam a segurança na hora de cuidar dos pacientes. “Poder contar com esse tipo de equipamento faz toda a diferença, já que com eles nós podemos entregar os anestésicos de forma segura e fazer a ventilação de forma adequada. Isso nos deixa muito confortáveis durante uma operação”, explica. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Saúde amplia metodologia que foca na agilidade no atendimento a usuários do SUS 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) começou este ano com um reforço importante na forma de organizar o trabalho dentro das unidades. A metodologia Lean, que ajuda a enxugar burocracias, reduzir atrasos e tornar os serviços mais ágeis, vai ser aplicada também nos setores de Recursos Humanos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e das unidades de pronto atendimento (UPAs). A expectativa é que os reflexos cheguem até o usuário do SUS, ainda neste ano, com equipes mais bem-estruturadas, processos mais rápidos e maior apoio aos profissionais que atendem a população. Com a implantação do projeto, profissionais de saúde terão como dedicar mais atenção a demandas sensíveis | Foto: Alberto Ruy/IgesDF A ampliação do Lean para o RH representa um avanço na consolidação da metodologia dentro do IgesDF. Na prática, permitirá a redução de processos excessivos, maior automatização de rotinas administrativas e uma gestão mais inteligente do tempo e dos fluxos de trabalho. Com isso, os profissionais da área poderão dedicar mais atenção a demandas que exigem sensibilidade, análise humana e tomada de decisão qualificada, fortalecendo o cuidado também nos bastidores da assistência. “Quando falamos em eficiência, falamos em cuidar melhor das pessoas, otimizar recursos públicos e garantir que o paciente esteja no centro das decisões. O Lean tem mostrado que é possível transformar processos e, ao mesmo tempo, humanizar o atendimento” Cleber Monteiro, diretor-presidente do IgesDF Esse movimento é resultado direto dos ganhos obtidos ao longo de 2025, ano em que o projeto Lean se consolidou como uma ferramenta estratégica de transformação no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A metodologia impactou positivamente tanto a assistência direta ao paciente quanto os processos de gestão e apoio, demonstrando que eficiência e humanização caminham juntas. Resultados comprovados O diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, vê no projeto Lean um pilar fundamental para o futuro da instituição: “Quando falamos em eficiência, falamos em cuidar melhor das pessoas, otimizar recursos públicos e garantir que o paciente esteja no centro das decisões. O Lean tem mostrado que é possível transformar processos e, ao mesmo tempo, humanizar o atendimento”. Durante 2025, as ações implementadas tiveram como foco o aumento da produção assistencial, a redução da superlotação, a diminuição de cancelamentos, a padronização de processos e a otimização do tempo de atendimento. Os resultados refletiram ganhos concretos de eficiência operacional, qualidade do cuidado e melhoria do ambiente de trabalho para os profissionais de saúde. No Centro Cirúrgico do Hospital de Base, onde a metodologia foi iniciada em agosto de 2023, os avanços foram históricos. O ano de 2025 registrou recordes de cirurgias em maio, julho e setembro, com até 1.333 procedimentos em um único mês, representando um aumento de 40% em relação ao período anterior à implantação da metodologia. Também houve crescimento de 20% no início das primeiras cirurgias (realizadas até as 7h30) e redução de 28% nos cancelamentos, ampliando o acesso da população aos procedimentos eletivos. Resultados semelhantes foram observados no Centro Cirúrgico Geral e Obstétrico do Hospital de Santa Maria, onde o Lean teve início em maio de 2024. Em 2025, a unidade alcançou crescimento de 10% no total de cirurgias, aumento de 13% nas cirurgias ortopédicas e redução de 13% nos cancelamentos, além de novos recordes mensais de produção, mesmo diante de desafios estruturais enfrentados pela unidade. [LEIA_TAMBEM] No Centro Obstétrico do HRSM, tanto no pronto-socorro quanto na internação, o impacto do Lean foi ainda mais perceptível na experiência das gestantes. Houve aumento de 30% no número de pacientes atendidos, com redução significativa do número médio de internações. A implantação da rastreabilidade de medicamentos, a realização de reuniões multidisciplinares e a criação de fluxos exclusivos reduziram em até 80% o tempo de espera das gestantes que procuram o serviço para administração de medicação, qualificando a experiência do cuidado. “Foi um ano muito relevante e de enorme sucesso do Lean”, avalia o superintendente da Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Souza. “Os resultados são inquestionáveis, mas o grande ganho foi avançar na sustentação da melhoria contínua como cultura do IgesDF. A metodologia Lean é também um modelo mental, um jeito de fazer e enxergar as coisas.” Cultura em construção Além da assistência, o Lean avançou em áreas estratégicas de gestão e suporte. Um dos destaques foi o projeto Lean no RH, iniciado em agosto de 2025, com foco na reposição de vagas sem aumento de custos. Em projeto-piloto no HRSM, houve redução de 80% na quantidade de processos tramitados, e a expectativa é diminuir em 35% o tempo de reposição de vagas. Outro projeto em fase inicial é o de diálise peritoneal no HBDF, que busca ampliar, a partir de 2026, a oferta do procedimento e reduzir custos. A coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, Isabel Lima, pontua que 2025 foi um ano marcante para a área: “Os resultados demonstram que os esforços para tornar o atendimento mais eficiente e humanizado já começam a ser reconhecidos pelos pacientes e seus acompanhantes”.   *Com informações do IgesDF

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Hospital de Base inaugura novo arco cirúrgico e reforça capacidade assistencial

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) inaugurou, nesta quinta-feira (18), um novo arco cirúrgico, equipamento essencial para procedimentos que exigem visualização interna precisa e em tempo real durante as cirurgias. Além de ampliar o parque tecnológico do hospital, o aparelho contribui para tornar os procedimentos mais seguros e eficientes. O investimento fortalece a autonomia cirúrgica da maior unidade hospitalar do Distrito Federal, amplia o acesso da população a procedimentos complexos e reafirma o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF) com uma saúde pública moderna, segura e resolutiva. A nova tecnologia representa uma versão mais moderna e avançada dos outros oito aparelhos do tipo já existentes no Hospital de Base. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) inaugurou um novo arco cirúrgico, equipamento que contribui para tornar os procedimentos mais seguros e eficientes | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF O nome arco cirúrgico faz referência ao formato em “C” do aparelho, que permite mobilidade e a captação de imagens em diferentes ângulos, sem a necessidade de movimentar o paciente durante o procedimento. O recurso é utilizado em cirurgias de ortopedia, cardiologia, neurologia, urologia e gastroenterologia. Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, o novo equipamento incorpora avanços tecnológicos importantes, como menor emissão de radiação e integração imediata ao sistema de prontuário eletrônico, o que possibilita acesso mais rápido às imagens durante os procedimentos. “Com a visualização imediata, o médico não precisa esperar a revelação de filmes radiográficos para confirmar se um procedimento foi bem-sucedido. Ele já consegue ver na hora”, detalha. [LEIA_TAMBEM]Na prática, esses avanços impactam diretamente a rotina cirúrgica da unidade. Além de reduzir a dependência de equipamentos mais antigos, o novo arco cirúrgico amplia a capacidade cirúrgica com suporte de imagem, otimiza o uso das salas operatórias e contribui para a redução das filas de espera. A especialista clínica Maria Carolina Campelo destaca que o aparelho garante maior eficiência tanto em procedimentos complexos quanto nos de menor porte. “Essa máquina tem resolução muito alta, o que permite ampliar a imagem com bastante zoom e visualizar a região operada com muitos detalhes e alta acurácia”, complementa. Para a gestão do IgesDF, a entrega do equipamento reforça uma estratégia mais ampla de modernização da rede. O presidente do Instituto, Cleber Monteiro, ressalta que o novo arco cirúrgico representa um avanço concreto na qualidade da assistência prestada pelo Hospital de Base. “Temos buscado tecnologias que vão realmente fazer a diferença para o paciente, e isso é a nossa razão de ser. Podem ter certeza de que estamos em tratativas para adquirir outros equipamentos do mesmo nível, para que todos tenham acesso ao melhor equipamento possível”, afirma. O nome arco cirúrgico faz referência ao formato em “C” do aparelho, que permite mobilidade e a captação de imagens em diferentes ângulos, sem a necessidade de movimentar o paciente durante o procedimento Modernidade e benefícios A aquisição do novo arco cirúrgico representa uma solução tecnicamente superior, mais segura e alinhada à política institucional de redução de riscos e modernização da infraestrutura hospitalar. A Gerência de Engenharia Clínica do IgesDF foi responsável pela especificação técnica do equipamento e pela condução de todo o processo de instalação, assegurando conformidade regulatória, segurança operacional e plena integração à rotina assistencial do Hospital de Base. O investimento foi de R$ 1,27 milhão, viabilizado por emendas parlamentares da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Voluntários fortalecem humanização e ampliam apoio a pacientes no Hospital de Base

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), humanizar é um ato diário e boa parte dessa corrente de cuidado nasce das mãos de quem doa tempo, escuta e carinho. Nesta sexta-feira (5), Dia Internacional do Voluntário, quatro entidades que atuam na unidade celebram o impacto de um trabalho que vai muito além das doações: elas acolhem, emocionam, transformam rotinas e fazem a diferença na vida de pacientes e familiares. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o hospital conta com uma rede de voluntários que se tornou parte essencial da experiência de quem passa pelo maior hospital público do Centro-Oeste. Antonia Gonçalves Leite: "O voluntariado transformou meu processo de cura emocional e espiritual" | Fotos: Divulgação/IgesDF Ao longo de 2025, a Associação de Amigos do Hospital de Base, o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) e o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) somaram esforços que resultaram na arrecadação de mais de 127 cadeiras de rodas, cinco mil cestas básicas, 100 mil lanches e outros 10 mil itens, como remédios, materiais de higiene e fraldas. Além das doações, os grupos promovem atividades de humanização que incluem música, contação de histórias, feirinhas, reiki, oficinas e ações de escuta ativa. Para muitos voluntários, o primeiro contato com o grupo ocorre justamente durante essas atividades. Foi o caso de Antonia Gonçalves Leite. Em 2010, enquanto aguardava atendimento para tratar um câncer de mama, ela ouviu o som de um violino ecoar pelo ambulatório. Ao seguir a música, encontrou uma voluntária da Rede Feminina tocando para os pacientes. Encantada com o gesto, Antonia se cadastrou como voluntária naquele mesmo dia. “Aqui eu fui abraçada, acolhida, fiz parte de projetos que me ajudaram em todos os sentidos. Desde o início, eu disse que não queria apenas receber, queria doar também. O voluntariado transformou meu processo de cura emocional e espiritual”, relata. Gerações que cuidam Monica Bezerra: “O trabalho voluntário traz uma realização interior profunda, um sentimento de dever cumprido" O caminho até chegar ao voluntariado não é o mesmo para todas as pessoas. Para Monica Bezerra, o convite veio de dentro de casa. A mãe dela, Temis Lima, era membro do SAV oferecendo reiki e chamou a filha para fazer parte também. O convite foi aceito em 2008, e ela continua atuando até hoje. Monica chegou a atuar como presidente do SAV por alguns anos, mas prefere o contato direto com o paciente. “O trabalho voluntário traz uma realização interior profunda, um sentimento de dever cumprido. E é isso que é a vida, é fazer aquilo que te traz o bem  todos os dias”, comenta. A dedicação de Monica também inspirou a filha, Rafaela Sales, que atuou por alguns anos no SAV, trabalhando ao lado da mãe e da avó e dando continuidade a uma trajetória familiar construída com afeto, espiritualidade e cuidado com o próximo. O voluntariado costuma ajudar também a quem o exerce, não apenas aos que recebem os serviços Outro caso marcante é o de Larissa Bezerra, coordenadora da Rede Feminina, que segue o trabalho iniciado pela mãe. Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, dedicou quase três décadas à Rede, levando acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Após  seu falecimento, em 2024, Larissa assumiu a responsabilidade. “Desde criança acompanhei minha mãe. No começo foi difícil assumir esse desafio, mas hoje encontro forças no propósito dela: ajudar o próximo”, diz Larissa. Histórias que se cruzam O voluntariado também chega por acaso, como aconteceu com Vanessa Rocha, enfermeira do HBDF. Ela sempre observava os voluntários da Associação de Amigos circulando pelo hospital, até que um dia entrou na loja da entidade e encontrou doações desorganizadas.  Ajudou espontaneamente, e não parou mais. Há quatro anos, dedica parte do horário de almoço para apoiar o grupo. “O voluntariado te torna mais humano. A convivência com tantas histórias nos deixa mais empáticos e nos faz olhar para o próximo com mais atenção”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Foi também por curiosidade que Ivana Amaral conheceu o MAC. Ao acompanhar a filha médica pelo Hospital de Base, viu os desenhos de coração com três letras e quis entender do que se tratava. A descoberta a levou a integrar o movimento. “O papel do voluntário é acolher, apoiar e levar esperança. Se precisam conversar, estou totalmente disponível enquanto estou ali”, explica. Como participar ou contribuir ⇒ Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV): (61) 99982-6626 ⇒ Associação de Amigos do Hospital de Base: 3550-8900, ramal 9031/ (61) 99659-0365 ⇒ Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC): 3550-8900, ramal 9178 (Sala de Atendimento)/ 3550-8900, ramal 9277 (Sala de Acolhimento)/ 3364-5467 (Administração) ⇒ Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC): 3550-9900, ramal 9029/ (61) 99219-3998 *Com informações do IgesDF  

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Dados do Hospital de Base mostram que quedas matam mais que ferimentos por armas de fogo

Quando se fala em casos graves que levam à morte no pronto-socorro de hospitais do Distrito Federal, é comum imaginar acidentes de trânsito ou ferimentos por armas de fogo. No entanto, o grande vilão da sala vermelha do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), são as quedas. Apesar de frequentemente subestimados, esses acidentes, desde escorregões em casa até quedas simples na rua, representam risco significativo, especialmente pelos impactos na cabeça que podem causar lesões graves. Entre pessoas idosas, o risco é ainda maior. Dados catalogados em 2023 e divulgados pela equipe do Centro de Trauma do HBDF mostram que quase metade dos atendimentos por queda envolveu pessoas acima de 60 anos. Um terço das vítimas era mulher. Telecilia Leite Borges, 72 anos, moradora de Redenção do Gurgueia (PI), conta que escorregou enquanto puxava água com um rodo e não se lembra do momento da queda, apenas de acordar no chão. Após dois dias de dor de cabeça, buscou atendimento em uma cidade próxima, fez tomografia e foi liberada. Dias depois, com perda de força na perna esquerda, caiu novamente e machucou os joelhos. O filho, morador do Distrito Federal, levou a mãe para o Hospital de Base, onde ela foi internada com hemorragia cerebral e passou por cirurgia. “Estou me sentindo muito melhor. Assim que me liberarem, estou pronta para ir para casa”, relata. Dados catalogados em 2023 e divulgados pela equipe do Trauma do HBDF mostram que quase metade dos atendimentos por queda envolveu pessoas acima de 60 anos | Foto: Divulgação/IgesDF A dificuldade em identificar rapidamente um traumatismo craniano é um dos principais desafios no atendimento a vítimas de queda, explica o cirurgião-chefe do Centro de Trauma do HBDF, Rodrigo Caselli. Após qualquer queda com impacto na cabeça, ele recomenda observar sinais de alerta como dores intensas, tonturas, desmaios, vômitos e convulsões. Entre idosos, o risco é ainda mais elevado, já que lesões graves podem surgir mesmo sem sintomas imediatos. O cirurgião orienta que toda pessoa idosa que bater a cabeça seja levada ao hospital. “É melhor descobrir que não há nada de errado do que esperar e ter uma situação muito pior depois”, alerta. Quedas que matam Os dados mostram que quedas causaram mais mortes do que ferimentos por arma de fogo no Pronto-Socorro do HBDF. Entre as 166 mortes registradas em 2023 na Sala Vermelha, por casos de alta gravidade, 33 foram resultantes de quedas, 26 decorrentes de colisões ou quedas de motocicletas, 22 por atropelamentos, 17 por quedas de grande altura e 13 por perfuração por arma de fogo. Segundo o especialista, o alto índice de letalidade das quedas está relacionado aos impactos na cabeça que podem levar a lesões sérias. Das 95 pessoas atendidas por queda ao longo de 2023, 66 apresentaram traumatismo craniano fechado. “Nossas maiores causas de morte são hemorragia e traumatismo craniano. A gente tem um serviço preparado e organizado para atender o paciente de forma muito rápida. Então nós conseguimos salvar a pessoa que está sangrando, mas é mais difícil salvar a pessoa que bateu a cabeça”, afirma. Prevenção Como grande parte das quedas ocorre dentro de casa, nem sempre é possível preveni-las totalmente. Caselli reforça o uso de equipamentos de proteção por quem anda de skate, patins, patinete ou similares. “Às vezes, são quedas bobas, mas elas acontecem muito rápido por causa das rodas, o que aumenta a força do impacto e, consequentemente, o risco”, detalha. Também é recomendado instalar barras de apoio em banheiros e áreas de risco, especialmente em imóveis onde vivem pessoas idosas. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF)

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Paciente também é protagonista na prevenção de infecções hospitalares e proliferação de superbactérias

A resistência bacteriana é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, e enfrentá-la depende não apenas dos profissionais de saúde, mas também dos pacientes, acompanhantes e da sociedade como um todo. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), uma das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (Nucih) tem adotado estratégias inovadoras para ampliar essa conscientização, com foco na educação, no comportamento e na prevenção. Publicação elaborada pelo Hospital de Base orienta as pessoas sobre a importância da prevenção à transmissão de microorganismos | Foto: Divulgação/IgesDF “Pequenos gestos, como a correta lavagem das mãos, podem salvar vidas”  Julival Ribeiro, infectologista do Hospital de Base  “O paciente tem papel fundamental no controle das infecções”, indica o infectologista Julival Ribeiro, coordenador do Nucih. “Pequenos gestos, como a correta lavagem das mãos, podem salvar vidas.”  Para aproximar esse tema do público, o Nucih desenvolveu um folheto educativo que explica, de forma simples, a importância da higiene das mãos e dos cuidados com a transmissão de microrganismos. O material é distribuído a pacientes, acompanhantes, voluntários e à equipe do projeto Humanizar, que recebe treinamento específico. “Esses voluntários têm uma atuação muito importante no acolhimento, mas é essencial que saibam como evitar, ainda que inadvertidamente, a disseminação de bactérias resistentes”, aponta o infectologista Lino Silveira. “Embora ajam com as melhores intenções, como cumprimentar ou abraçar um paciente, podem atuar como vetores dessas bactérias. O treinamento garante que as boas intenções se somem à segurança do paciente.” O impacto das infecções hospitalares As infecções em ambiente hospitalar, especialmente em pacientes com trauma grave, câncer ou outras doenças críticas, podem ter impacto direto no desfecho clínico. Mesmo um paciente que se recupera de uma hemorragia ou fratura pode evoluir para óbito em decorrência de uma infecção multirresistente adquirida durante a internação. Segundo Julival Ribeiro, o avanço da resistência bacteriana ameaça a efetividade dos tratamentos. “Estamos vendo bactérias que não respondem mais aos principais antibióticos disponíveis, e isso aumenta o tempo de internação, eleva os custos hospitalares e, sobretudo, compromete a vida dos pacientes”, alerta. Da hospitalização ao meio ambiente A atuação do Nucih ultrapassa os limites do hospital. Uma análise elaborada em parceria com a engenharia sanitária da unidade avaliou o esgoto de Brasília e identificou indícios da presença de bactérias resistentes no meio ambiente. O achado reforça a necessidade de uma visão integrada sobre o problema. “Falamos de uma questão que envolve não apenas a saúde humana, mas também a saúde animal e ambiental”, atenta o infectologista Tazio Vanni. “É o conceito de saúde única, que é entender que tudo está interligado.” Saúde única e uso racional de antibióticos [LEIA_TAMBEM]A resistência bacteriana também está ligada ao uso indiscriminado de antibióticos na agropecuária, prática que acelera a seleção de microrganismos resistentes e traz reflexos para a saúde pública. O Plano de Ação Nacional para o Controle da Resistência aos Antimicrobianos, implementado pelo governo federal e alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), busca justamente frear esse avanço. “Desde 2013, a OMS recomenda que todos os países adotem estratégias integradas para controlar a resistência antimicrobiana”, situa Tazio. “O Brasil está na segunda versão do seu plano, o que demonstra o compromisso em tratar o tema como prioridade nacional.” Inovação e futuro Além das medidas de prevenção e controle, novas abordagens vêm sendo estudadas — é o caso do uso de recursos biológicos como vírus bacteriófagos, que atacam bactérias específicas, representando uma alternativa promissora à antibioticoterapia tradicional. “Compreender a complexidade dessa interação entre diferentes formas de vida é o que chamamos de saúde planetária”, conclui Julival Ribeiro. “Precisamos aprender com a natureza para encontrar soluções sustentáveis no combate à resistência bacteriana.” *Com informações do IgesDF

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Dia Nacional das Arritmias Cardíacas ressalta importância da prevenção

No último domingo (9), sobreviver era a única coisa em que Douglas Rodrigues, de 29 anos, conseguia pensar. Ele começou a se sentir mal em casa e procurou atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), com fortes dores no peito, dormência nos braços e no céu da boca, além de suor intenso. Durante a triagem, sofreu uma parada cardiorrespiratória e perdeu a consciência. Após a terceira parada, foi transferido para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde passou por um cateterismo. Douglas Rodrigues teve uma crise cardíaca, foi atendido em tempo hábil e concluiu que precisa mudar os hábitos de vida:  “Vou começar a andar de bicicleta e fazer caminhadas assim que voltar para casa” | Foto: Divulgação/IgesDF O atendimento rápido e a atuação das equipes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) foram decisivos para que o caso de Douglas tivesse um final feliz. Situações como a dele mostram a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e da busca imediata por ajuda médica.  “Conhecendo o histórico de doenças na família, podemos prever quem tem mais risco” Ximena Ferrugem Rosa, cardiologista do HBDF Nesta quarta-feira (12), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, data que reforça a importância do cuidado com o coração. A cardiologista Ximena Ferrugem Rosa, do HBDF, lembra que o acompanhamento preventivo é essencial, sobretudo para pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes. “Conhecendo o histórico de doenças na família, podemos prever quem tem mais risco”, aponta a médica. “Hoje vivemos um momento da medicina em que conseguimos realizar testes genéticos para calcular esse risco e fazer intervenções pontuais nos indivíduos mais vulneráveis.” Ximena também reforça a adoção de hábitos saudáveis, como não consumir em excesso sal e açúcar e manter uma rotina regular de atividades físicas. “É fundamental evitar o uso de drogas e de esteroides anabolizantes, como a testosterona, tão comuns atualmente”, alerta. “Os cardiologistas têm observado um aumento nos casos de infarto relacionados ao uso inadequado desses hormônios”. Ocorrências O infarto agudo do miocárdio continua sendo uma das principais causas de morte no país. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 300 mil e 400 mil casos são registrados todos os anos no Brasil, e, a cada cinco a sete ocorrências, uma resulta em óbito. De acordo com dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), até junho deste ano, os hospitais da rede pública registraram 1.458 internações relacionadas a infarto agudo do miocárdio, sendo que 55 evoluíram para óbito. Em 2023, foram 2.428 internações e 101 mortes; já em 2024, o número chegou a 2.306 internações e 107 óbitos. [LEIA_TAMBEM]Douglas, que nunca havia enfrentado problemas graves de saúde antes das paradas cardiorrespiratórias, afirma que o episódio serviu de alerta. “Algo vai ter que mudar”, afirma. “Vou começar a andar de bicicleta e fazer caminhadas assim que voltar para casa”. Os sintomas De modo geral, as doenças cardiovasculares se manifestam por sintomas como falta de ar, dor no peito, que pode irradiar para o queixo, pescoço, braços, costas ou abdômen superior, especialmente durante esforços físicos. Também podem ocorrer palpitações, inchaço nas pernas ao acordar e episódios de desmaio. “Muitas vezes a falta de ar é percebida como cansaço ou dificuldade para realizar atividades antes simples, então é importante ficar atento”, explica Ximena. A médica ressalta ainda que algumas doenças cardíacas podem ser silenciosas ou apresentar sintomas variados, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes. “Às vezes, um episódio de suor excessivo acompanhado de náusea e mal-estar estomacal, em indivíduos com maior risco cardiovascular, já é motivo de preocupação”, sinaliza. “A morte súbita pode ser a primeira manifestação de uma doença cardíaca grave”. No caso das arritmias, é comum que o coração ultrapasse 100 batimentos por minuto em situações que envolvem liberação de adrenalina, como durante esforço físico, estresse, ansiedade, dor, desidratação ou infecção. “Quando essa aceleração ocorre em repouso ou persiste por vários minutos após o término da atividade física, é preciso atenção e investigação médica”, adverte a cardiologista. “Isso vale para casos em que a aceleração vem acompanhada de tontura, dor no peito, falta de ar ou até desmaio.”   *Com informações do IgesDF

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Ambulatório de Neurologia Cognitiva do Hospital de Base dobra atendimentos

Quando o aposentado Antônio Batista, de 86 anos, começou a esquecer nomes e se perder em caminhos conhecidos, a família acreditou que era apenas o peso da idade. “A gente acha que é normal, que todo idoso fica esquecido. Mas um dia percebemos que ele precisava de ajuda”, conta a filha, Fabiana da Silva. Foi no Ambulatório de Neurologia Cognitiva do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que Antônio encontrou respostas, tratamento e acolhimento. Nos últimos meses, o ambulatório tem se consolidado como um ponto de referência para pacientes do DF e do Entorno. O número de acompanhamentos mais que dobrou em um ano, passando de 120, em 2024, para 262, em 2025. “A maioria dos pacientes tem idade média de 70 anos, e os diagnósticos mais frequentes são de doença de Alzheimer e demência vascular, condições que exigem acompanhamento contínuo”. Para o neurologista e chefe do ambulatório, Carlos Uribe, o aumento reflete tanto a maior demanda quanto o empenho da equipe em ampliar a capacidade de atendimento | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o neurologista e chefe do ambulatório, Carlos Uribe, o aumento reflete tanto a maior demanda quanto o empenho da equipe em ampliar a capacidade de atendimento. “Passamos de um para dois turnos semanais, o que nos permitiu acolher mais pacientes e reduzir o tempo de espera. Hoje, cada consulta inicial é feita com atenção redobrada para levantar o histórico, definir hipóteses e encaminhar exames que vão desde análises laboratoriais até ressonância magnética ou punção lombar, quando necessário”, explica. Trabalho em equipe O ambulatório conta com uma equipe composta por um preceptor neurologista e residentes de neurologia e psiquiatria, que atuam de forma integrada na investigação dos casos. Essa abordagem multiprofissional fortalece o aprendizado dos jovens médicos e aprimora a qualidade da assistência. “Os residentes de psiquiatria e psiquiatria geriátrica também participam, buscando compreender o manejo das alterações cognitivas em idosos, algo cada vez mais comum com o envelhecimento populacional”, complementa Uribe. Para a médica residente Beatriz Pires, o ambiente é um espaço de aprendizado e empatia. “É uma das áreas mais ricas da neurologia. Recebemos casos em estágios muito diferentes. Alguns pacientes chegam no início do declínio da memória, o que nos dá chance de intervir precocemente. Outros, infelizmente, demoram a buscar ajuda e já chegam com o quadro mais avançado, muitas vezes por falta de acesso ou desconhecimento”, relata. Imagem: IgesDF Além do diagnóstico O acompanhamento no ambulatório é individualizado e adaptado à evolução de cada paciente. Alguns retornam a cada três ou quatro meses, outros mantêm contato mais próximo com a equipe, inclusive fora do horário de consulta, quando precisam de relatórios ou receitas. “Há pacientes que ficam conosco por anos, às vezes até o fim da vida. Cada história é única, e nossa missão é oferecer o máximo de dignidade e cuidado possível”, afirma Uribe. Para Beatriz, o papel da equipe vai além do diagnóstico. “Nosso compromisso é com a qualidade de vida de quem está doente e de sua família, orientando sobre o cuidado e as adaptações que a condição exige”. E para famílias como a de Antônio, cada consulta representa mais do que um ato médico, é um gesto de humanidade. “Aqui, meu pai é tratado com respeito e paciência. Eles não cuidam só da doença, cuidam da gente também”, declara a filha, Fabiana da Silva. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Voluntárias se reúnem no Hospital de Base e compartilham histórias de luta contra o câncer

“Eu tive câncer, mas ele nunca me teve”. Essas palavras são de Fátima Cardoso, carinhosamente conhecida como Fatinha, diagnosticada com a doença em 2018. No ano seguinte, ela virou voluntária na Rede Feminina de Combate ao Câncer, durante o tratamento oncológico. Quando, segundo ela, teve forças para continuar. “Naquele momento, eu estava assustada e com medo. Mas fui acolhida com tanto carinho que descobri dentro de mim uma força que eu nem sabia que existia. A Rede mudou o rumo da minha vida”. Fatinha é uma das 25 mulheres que, nessa quarta-feira (22), se reuniram no jardim do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), na Casa Rosa, sede da Rede Feminina. E o mês dedicado ao combate ao câncer de mama não poderia ser mais propício para a tarde que elas tiveram. Voluntárias que já foram pacientes, pacientes que se tornaram voluntárias e novas integrantes se uniram por um mesmo propósito: compartilhar histórias, dividir esperanças e celebrar a vida. O encontro foi idealizado pela coordenadora das tardes de quarta-feira, Cláudia Silveira, que quis retribuir o carinho das voluntárias que todos os dias acolhem com amor quem enfrenta o tratamento contra o câncer. “Eu pensei: por que não fazer uma tarde diferente? São essas mulheres que sempre acolhem. Então, hoje, quis que fossem acolhidas, que tivessem voz e pudessem dizer como se sentem. Esse é um momento de escuta, de amor e de gratidão. É o que chamo de loucura de amor”, relata. Voluntárias que já foram pacientes, pacientes que se tornaram voluntárias e novas integrantes se reuniram no jardim do Hospital de Base | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Voluntária há 15 anos, a coordenadora lembrou que, desde jovem, já se dedicava ao trabalho social em sua cidade natal. Ao mudar-se para Brasília, buscava um novo espaço para servir e, por morar perto do Base e ter uma tia que também era voluntária, conheceu a Rede Feminina. Sob uma tenda decorada com flores e laços cor-de-rosa, histórias de coragem e superação ecoaram pelo jardim. A ideia é que encontros como esse sejam realizados semanalmente, em dias alternados, para que todas as voluntárias possam ser agraciadas.[LEIA_TAMBEM] Histórias que inspiram Entre os depoimentos estava o de Mônica Custódio, 47 anos. Em 2019, ela descobriu um câncer de mama e, durante o tratamento, tornou-se voluntária da Rede Feminina. Hoje enfrenta um novo desafio, o câncer de útero, mas segue firme. “Minha família mesmo virou as costas para mim, mas aqui eu encontrei outra família. A Rede me acolheu, me buscou em casa, me deu força para continuar. Nós somos uma família. Aqui, a gente não se entrega. A gente luta de cabeça erguida e com sorriso no rosto”, compartilha. Um elo que transforma vidas A coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, explicou que a iniciativa foi pensada para fortalecer os laços entre as voluntárias. “Esse encontro é uma forma de integrar quem está chegando e reacender o sentimento de pertencimento em quem já está há anos conosco. Muitas dessas mulheres passaram pelo câncer e hoje são exemplos de amor e empatia. O acolhimento é o coração da Rede, ele pulsa todos os dias nas doações, nos sorrisos e nas palavras de conforto”, destaca. Além das trocas de experiências, o encontro contou com a participação do cantor Lucas Alvez, da dupla Lucas Alvez & Guilherme. Voluntário da Rede desde fevereiro deste ano, ele encantou as participantes com canções que embalaram o clima de leveza e emoção. “Conheci a instituição quando acompanhava uma pessoa em tratamento. Vi o trabalho incrível que fazem aqui e quis fazer parte. Hoje, posso retribuir com o que sei fazer, cantar”, explica. O cantor Lucas Alvez fez a festa das participantes do encontro “Hoje fomos acolhidas. Hoje, quem sempre dá, recebeu. E saímos daqui ainda mais fortes, mais unidas e mais gratas pela vida”, resume Fatinha. Sobre a Rede Feminina de Combate ao Câncer Criada em 1984, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Hospital de Base é uma instituição parceira do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) que atua diariamente no acolhimento de pacientes oncológicos e familiares. Mantida por voluntárias, a rede desenvolve cerca de 40 projetos sociais e conta com 150 integrantes ativas. O trabalho da instituição inclui a oferta de lanches diários para pacientes e acompanhantes, doação de perucas, próteses mamárias e kits de higiene, atividades de artesanato com pacientes, corte de cabelo e barba, inclusive para os acamados, e atendimento musical e cultural com voluntários. Com sede no Jardim do HBDF, a Rede simboliza empatia e solidariedade, oferecendo conforto, força e esperança a quem enfrenta o câncer no Distrito Federal.   *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base é referência no tratamento de doenças que afetam o sistema imunológico

Quando o corpo não consegue se defender, cada gripe, tosse ou infecção pode se tornar uma batalha perigosa. É essa a realidade de quem convive com imunodeficiências primárias — doenças raras, geralmente presentes desde o nascimento, em que o organismo apresenta falhas de defesa contra vírus, bactérias e outros agentes. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), é referência nesse tratamento, oferecendo acompanhamento especializado, medicamentos modernos e mais qualidade de vida para os pacientes. O ambulatório de imunologia do HBDF atende cerca de 250 adultos por semana, sempre às segundas e terças-feiras, das 7h às 18h. Crianças com imunodeficiências são acompanhadas no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB) e, ao completarem 18 anos, passam a ser tratadas no Hospital de Base. Segundo a médica alergista e imunologista Thalita Dias, as infecções respiratórias, como pneumonia de repetição, são as manifestações mais comuns. Em alguns casos, é necessária a reposição de imunoglobulina humana — anticorpos prontos que ajudam o organismo a combater infecções. “O sistema imune precisa funcionar bem para reagir contra vírus e bactérias. O diagnóstico precoce é fundamental para que possamos prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida ao paciente”, explica Thalita. "O diagnóstico precoce é fundamental para que possamos prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida ao paciente”, explica a médica alergista e imunologista Thalita Dias | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Superação Geneci Moreira do Nascimento, 63 anos, sofria de fraqueza, diarreia e infecções pulmonares repetidas. Desde 2008, recebe tratamento no ambulatório de imunologia do HBDF, com aplicações quinzenais de imunoglobulina. “Depois de várias infecções pulmonares que eu descobri que tinha baixa imunidade. Minha vida mudou completamente. Hoje tenho qualidade de vida graças à medicação e ao cuidado da equipe do Base”, afirma. Lauro Pinto Cardoso Neto, 57 anos, também foi diagnosticado após uma pneumonia grave em 2020. Desde 2023, recebe tratamento mensal e relata melhora significativa. “Antes vivia doente. Agora, com o acompanhamento e a medicação, minha saúde está controlada”. Urticária crônica: mais que um problema de pele Lauro Pinto Cardoso Neto relata melhora: “Antes vivia doente. Agora, com o acompanhamento e a medicação, minha saúde está controlada” Uma outra forma de doença autoimune são as urticárias crônicas, condição caracterizada por erupções cutâneas recorrentes, com lesões que variam em tamanho e forma, e são frequentemente acompanhadas de coceira intensa. O Hospital de Base também é referência no tratamento da doença. Marise Jardim de Melo, 66, tem urticária crônica espontânea há mais de 30 anos. Paciente do Hospital de Base desde 2019, ela conta que sofreu muito em busca de tratamento desde a descoberta da doença. Atualmente, toma um remédio indicado para alergias graves, o Omalizumabe, a cada seis semanas, no Centro de Infusão do HBDF. [LEIA_TAMBEM]“Estar viva é um milagre. Passei anos lutando contra essa doença e, quando já não tinha mais esperança, o Base me deu a chance de uma nova vida. Eu sabia da existência desse medicamento, mas custava o meu salário de professora. Cheguei a pensar que era câncer. A coceira era insuportável, minha pele ficava inchada e vermelha, e eu não conseguia trabalhar. Mas, graças a Deus, consegui um tratamento eficaz no HBDF”, conta Marise. Desde 2018, o serviço é oferecido no ambulatório de alergia. O medicamento, aplicado por injeção, ajuda a controlar os sintomas. Atualmente, 80 dos 500 pacientes atendidos no Base recebem essa terapia. Para a imunologista Thalita Dias, a urticária crônica tem grande impacto social e emocional. “Apesar de não ser letal, causa sofrimento intenso e afeta a autoestima. Muitos deixam de sair de casa por vergonha das lesões na pele e pelo desconforto constante”.   *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Contação de histórias encanta pacientes e acompanhantes no Hospital de Base

Na última sexta-feira (10) a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI PED) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi palco de contação de histórias, presentes dos voluntários e muita diversão por parte da equipe multiprofissional ー tudo pensado para comemorar o Dia das Crianças. Maria Lacerda Queiroz, ou Tia Bibi como é conhecida, é contadora de histórias do Instituto História Viva, participa do projeto há mais de um ano e, pela primeira vez, levou  o universo da imaginação e da fantasia para as alas da UTI Pediátrica. Crianças, pais e acompanhantes tiveram um momento de distração e risadas em meio à medicação e aparelhos de monitoramento. O empenho da equipe proporcionou momentos de leveza e diversão em meio a medicações e tratamentos | Foto: Divulgação/IgesDF Acostumada a ler para idosos em casas de repouso, Maria revela que sempre teve vontade de ter essa experiência com o público infantil. “Eu tinha um certo medo de como ia ser, porque idosos são diferentes das crianças e dos adolescentes, mas eu fui muito acolhida pela equipe, pelos pacientes e pelas mães, que foram muito participativos. Fiquei muito feliz, foi um momento muito gratificante”, destaca. Uma das mães que aproveitaram o sono da filha para ouvir as histórias foi a Lucileia Tavares de Sousa que, há quase dois meses, acompanha a filha internada. “É muito bom ter esse momento para distrair. Eu me diverti muito, pude dar algumas risadas e fiquei até mais leve”, conta. Tia Bibi trabalha com idosos e sempre quis ter experiência com o público infantil A adolescente Tayná Ferreira Lopes, de 13 anos, não deixou que o joelho imobilizado a impedisse de sair um pouco da maca, para ouvir a Tia Bibi. “Eu achei ela muito engraçada, fiquei rindo muito e adorei as músicas e a casinha com flores que ela mostrou. Esses momentos diferentes ajudam a passar o tempo”, destaca. Sexta Maluca   Cabelos malucos e mochilas malucas já são tradição nas escolas de todo o país na semana que antecede o Dia das Crianças. Pensando nisso, a equipe multiprofissional da UTI PED adaptou a brincadeira e criou a Sexta da Touca Maluca e da Meia Divertida. “Foi lindo ver a dedicação dessa equipe, o amor para arrancar sorrisos dos nossos pacientes. Aproximamos ainda mais os colaboradores dos pacientes e seus familiares e sentimos que o resultado foi alcançado. Todos se divertiram, riram e compartilharam momentos de alegria, mesmo em meio às dificuldades”, celebra Clara França, terapeuta ocupacional da unidade. *Com informações do IgesDF

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'Pequenos Leitores, Grandes Sonhos' transforma leitura em ferramenta de cuidado e esperança no Hospital de Base

“Eu achei muito interessante, porque incentiva a criança a se distanciar um pouco do celular”, conta Adriana Lopes da Silva, mãe e acompanhante de Weydilla Tainá Ferreira, de 13 anos, internada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A menina, que adora pintar e ler, é uma das primeiras pacientes a participar do “Pequenos Leitores, Grandes Sonhos”. O projeto, lançado nesta terça-feira (7), na UTI Pediátrica do HBDF, é uma antecipação ao Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Idealizado pela equipe da unidade, o projeto tem como objetivo incentivar o hábito da leitura entre pacientes pediátricos, familiares e profissionais de saúde. Com o apoio de livros doados, muitos por colaboradores do IgesDF, o novo espaço de leitura oferece momentos de pausa, imaginação e afeto para crianças em tratamento intensivo, substituindo, por alguns minutos, as telas pelos encantos das histórias. De acordo com o médico e chefe da UTI Pediátrica, Abdias Aires, a ideia nasceu do desejo de tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e menos frio. “Com a doação de um carrinho de livros, pensamos em criar esse espaço para estimular as crianças. Em tempos de tanta tela e internet, queremos resgatar o contato afetivo com as histórias, sejam contadas por um pai, uma mãe, um enfermeiro ou um médico. A leitura ajuda na memória, na criatividade e no fortalecimento emocional das crianças”, explica. Ao compartilhar a leitura, pais e filhos criam momentos de afeto e conforto | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo ele, ler junto é também uma forma de cuidar. “Ao compartilhar a leitura, pais e filhos criam momentos de afeto e conforto, reduzindo o estresse da hospitalização e contribuindo para o bem-estar emocional das crianças internadas. Pesquisas mostram que a leitura acompanhada pode melhorar o humor, a colaboração e até mesmo a resposta clínica dos pacientes pediátricos”, complementa. A gerente-geral de Assistência do HBDF, Fernanda Hak, destaca que a iniciativa causa um impacto humano e simbólico dentro da unidade. “Nada é mais bonito do que ver o trabalho de uma equipe que, mesmo diante da rotina intensa de uma UTI, encontra tempo para cultivar a imaginação e o amor. O livro permite que a criança saia do leito por alguns instantes e viaje para lugares que só a mente pode alcançar. A leitura cura, acolhe, distrai e cria laços entre pacientes, famílias e profissionais”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Para a gerente das UTIs do HBDF, Jovita Castro, o sucesso do projeto é fruto da dedicação coletiva. “Esse projeto só se tornou realidade porque cada um fez um pouco mais do que sua obrigação. Trabalhar em uma UTI exige cuidado, técnica e coração. E é justamente esse carinho e essa sensibilidade que tornam o nosso serviço mais humano. Tenho muito orgulho dessa equipe, que entende que o acolhimento também faz parte do tratamento”, afirma. Ramificações do projeto Além de despertar o prazer pela leitura, o projeto “Pequenos Leitores, Grandes Sonhos” busca fortalecer vínculos entre pais, cuidadores e equipe multiprofissional, tornando o ambiente hospitalar mais leve e afetuoso. A ação marca o início de uma semana especial na UTI Pediátrica do HBDF, que preparou uma série de atividades em comemoração ao Dia das Crianças. Nos dias 9 (quinta-feira) e 10 (sexta-feira), o setor ganhará cores e alegria com o tema “Circo”, trazendo brincadeiras, música, decoração temática e a presença especial de uma contadora de histórias, que dará o pontapé inicial nessa jornada de imaginação e encantamento. O projeto continuará recebendo doações de livros infantis e infantojuvenis, que serão incorporados ao acervo da unidade para uso contínuo dos pacientes. Quem desejar contribuir pode entrar em contato com uma das redes de voluntariado do Hospital de Base, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mama, Amigos do Hospital de Base, Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) ou Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC). Os contatos estão disponíveis no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF

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Projeto Respira Enfermagem proporciona momentos de bem-estar a profissionais do Hospital de Base

Em meio à rotina intensa do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a Gerência de Enfermagem, em parceria com o Projeto Acolher, do Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF), lançou nesta segunda-feira (29) o Projeto Respira Enfermagem. A iniciativa foi pensada para oferecer aos profissionais de enfermagem uma pausa necessária e um momento de alívio do estresse do dia a dia. Idealizadora da iniciativa, Gabriela Rodrigues, assessora técnica da gerência, explica que a ação surgiu a partir das exigências para a certificação do serviço de trauma pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), processo do qual o HBDF participa. Os profissionais relaxaram com atividades como a auriculoterapia | Fotos: Divulgação/IgesDF  "Uma das diretrizes é oferecer atividades de relaxamento à equipe. Por isso, queríamos criar algo voltado especialmente para técnicos e enfermeiros, que fosse contínuo e, no futuro, pudesse se estender a outros setores do hospital”, destaca.  Os participantes tiveram acesso a atendimento nutricional, equipamentos de massagem, auriculoterapia e sessões de meditação com musicoterapia. *Com informações do IgesDF  

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No mês de conscientização sobre o linfoma, Hospital de Base reforça atendimento a pacientes com a doença

No mês de conscientização sobre o linfoma, lembrado em 15 de setembro, histórias como a de Francisco Janailson Rodrigues, de 39 anos, mostram a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento. Portador de linfoma de Hodgkin, ele descobriu a doença após semanas de febre, dores e perda de peso. “Cheguei a perder 17 quilos. No início, pensei que fosse outra condição, mas depois da biópsia veio o diagnóstico. Estou no meu primeiro mês de tratamento e já sinto a diferença de estar em um lugar onde nada falta e todos se dedicam a cuidar da gente”, conta. Pacientes com linfoma recebem acompanhamento especializado no Centro de Infusão Verinha do Hospital de Base | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Francisco realiza duas sessões de quimioterapia por mês, previstas para se estenderem por seis meses. Até agora, não apresentou efeitos colaterais relevantes e mantém confiança na recuperação. “Estou conseguindo me alimentar bem, não tive fraqueza nem vômitos. O mais importante é o acolhimento: a equipe é muito atenciosa e sempre disponível para esclarecer dúvidas. Isso nos dá tranquilidade”, acrescenta. Casos como o dele recebem acompanhamento especializado no Centro de Infusão Verinha do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O espaço é referência em terapias oncológicas e hematológicas, garantindo acesso a medicamentos e atendimento humanizado para pacientes diagnosticados com linfoma. Cresce número de atendimentos Entre janeiro e julho, o HBDF registrou 979 pacientes com linfoma, alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024 (887 casos). O volume de consultas também subiu: foram 3.264 no primeiro semestre deste ano, contra 2.409 no mesmo período do ano passado, um aumento de 35,5%. Em todo o ano de 2024, a unidade havia contabilizado 1.238 pacientes e 4.457 consultas. Nos sete primeiros meses de 2025, já foram atingidos 79% do total de pacientes e 73,2% das consultas realizadas no ano anterior, evidenciando crescimento contínuo da demanda. Com a ampliação da capacidade de atendimento, os pacientes do HBDF conseguem iniciar a quimioterapia logo após a primeira consulta, quando necessário Categorização dos linfomas De acordo com Luiz Henrique Ramos, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea do HBDF, o linfoma é um grupo de doenças linfoproliferativas que afetam o sistema linfático. Divide-se em duas categorias principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin, cada uma com diversos subtipos. “Alguns casos são de crescimento lento, e que permitem apenas acompanhamento, mas outros são agressivos e exigem tratamento imediato. Nossa equipe está preparada para atuar em todas as variações da doença”, afirma. O diagnóstico costuma começar pela suspeita clínica, geralmente devido ao aumento de gânglios em regiões como pescoço, axilas ou virilha, associados a sintomas como perda de peso, febre e sudorese noturna. “A confirmação vem com biópsia do gânglio, seguida de exames complementares como tomografia, sorologias e, em muitos casos, o PET-CT, disponível no HBDF e essencial para determinar extensão e localização do câncer no corpo, e o acompanhamento”, explica Ramos. O tratamento é definido de forma individualizada e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea. “A quimioterapia, em geral, é feita de forma ambulatorial, mas alguns casos exigem internação. Já o transplante é indicado quando há recidiva ou em situações específicas. Estamos em processo de credenciamento para realizar transplantes no HBDF, o que trará mais agilidade e integração no cuidado”, completa o especialista. No Hospital de Base, os tratamentos são individualizados e podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea Agilidade no cuidado humano No Centro de Infusão Verinha, os pacientes encontram não apenas tecnologia, mas também agilidade e acolhimento, destaca Larissa Dias, chefe de Enfermagem do Ambulatório Onco-Hematológico. “Ampliamos a capacidade de tratamento e hoje conseguimos iniciar a quimioterapia logo após a primeira consulta. Isso é crucial, já que o linfoma pode ser agressivo e exige início rápido da terapia”, afirma. [LEIA_TAMBEM]O papel da enfermagem é central: além de monitorar pacientes durante a infusão, a equipe mantém acompanhamento telefônico para avaliar reações, orientar sobre sinais de alerta e garantir a continuidade do tratamento. “Nosso objetivo é oferecer cuidado integral. Monitoramos sinais vitais, avaliamos o acesso venoso, orientamos sobre hidratação e alimentação e encaminhamos para serviços de apoio, como nutrição e psicologia. Estamos presentes em todas as etapas”, reforça. Para os pacientes, essa dedicação significa não apenas receber medicamentos, mas também recuperar esperança e qualidade de vida. “O maior diferencial é o cuidado humano aliado ao conhecimento técnico. O tratamento é exigente, mas aqui conseguimos dar ao paciente a confiança de que ele não está sozinho”, conclui Larissa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Tecnologia revoluciona o controle de medicamentos no Hospital de Base

Maria Luisa está internada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) desde o início de agosto para tratar complicações oncológicas. Todas as manhãs, pontualmente às 8h, a paciente de 68 anos recebe seus comprimidos já embalados e identificados, sem imaginar o caminho que cada um deles percorreu até chegar à bandeja. Por trás daquele gesto simples, há o trabalho de uma equipe inteira dedicada a garantir que o tratamento chegue até ela com segurança e precisão. Esse processo vem transformando a rotina do HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Desde 13 de maio, quatro máquinas de unitarização de medicamentos operam na unidade, trazendo mais segurança aos pacientes e eficiência à gestão. Em pouco mais de três meses, já foram individualizadas 535 mil doses, avanço que otimiza a rastreabilidade, reduz perdas e gera economia. O Hospital de Base conta com quatro máquinas de unitarização de medicamentos; em pouco mais de três meses, já foram individualizadas 535 mil doses | Fotos: Divulgação/IgesDF A unitarização consiste em separar os medicamentos por doses, devidamente embalados e identificados. Cada unidade de ampolas e comprimidos recebe um rótulo com nome, lote, validade e cores que indicam sua categoria, tipo de tarja, necessidade de refrigeração ou sensibilidade à luz. O método reduz desperdícios e evita erros na administração, pois facilita a identificação das medicações. O impacto também já se reflete nas finanças. No segundo trimestre de 2025, as despesas com estoque caíram R$ 30,9 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, sem redução no número de atendimentos, que, ao contrário, aumentaram. Esse resultado é fruto da implementação do processo em si, somada ao uso de inventários rotativos, gerenciamento de validades e giro de estoque. Segundo a gerente de Insumos Farmacêuticos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) do IgesDF, Jessica Nobre, o processo já era adotado no Centro de Distribuição do Instituto, mas seguia de forma manual no Base. “Antes, os comprimidos eram embalados individualmente com etiquetas pequenas e as ampolas não tinham identificação adequada. Isso gerava perdas e falta de rastreabilidade. Com as máquinas, demos um salto em segurança e gestão de estoque”, afirma. Medicamentos unitarizados garantem mais segurança no tratamento dos pacientes, além de reduzir perdas e gerar economia Modernização em rede O IgesDF adquiriu oito máquinas: duas para a Central de Distribuição, que abastece as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) e o Hospital Cidade do Sol, duas máquinas no Hospital Regional de Santa Maria e quatro para o Hospital de Base, consolidando o processo em uma das maiores unidades de saúde da América Latina. “A mudança atende às exigências de órgãos fiscalizadores e certificações hospitalares, reduzindo perdas e otimizando inventários, o que trouxe uma economia significativa”, reforça Jessica. Na prática, os benefícios chegam a quem lida diariamente com os medicamentos. A chefe do Núcleo de Insumos Farmacêuticos do HBDF, Sâmara Monteiro, destaca a segurança como maior ganho. “Cada embalagem tem informações claras e cores que facilitam a identificação: azul para os que precisam ser refrigerados, preta para medicamentos psicotrópicos, vermelha para potencialmente perigosos e marrom para medicamentos sensíveis à luz. Isso ajuda a enfermagem e reduz erros”, explica. [LEIA_TAMBEM]O farmacêutico responsável pelo setor, Pedro Henrique Alves, detalha o fluxo: “O setor de medicamentos da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) envia os remédios para a sala de unitarização. As máquinas identificam e embalam conforme suas classes farmacológicas. Após o procedimento, o profissional os devolve ao estoque da CAF mediante protocolo, para atender aos pedidos de reposição das farmácias satélites (de cada unidade do hospital). Todo esse processo garante mais agilidade, segurança e controle, desde a chegada do medicamento à farmácia até sua administração ao paciente”. Na enfermaria, a mudança também é visível. A técnica de enfermagem da ortopedia, Deize Kelly, conta que a checagem ficou mais segura. “A farmácia prepara o kit, a enfermagem confere e o técnico responsável revisa. Isso reduz de forma significativa o risco de erros. Antes, os rótulos manchavam ou se soltavam; hoje, as embalagens são resistentes e fáceis de ler”, relata. “É uma mudança que impacta toda a cadeia”, resume Jessica Nobre. “Do gestor, que controla melhor os estoques, ao paciente, que recebe o medicamento de forma segura. A unitarização mostra que tecnologia e cuidado caminham juntos na saúde pública”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Homenagem ressalta legado humano e científico de colaboradores e ex-servidores do Hospital de Base

Agência Brasília · HOMENAGEM RESSALTA LEGADO HUMANO E CIENTÍFICO DE COLABORADORES E EX-SERVIDORES DO HOSPITAL DE BASE Nesta quinta-feira (11), o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou uma sessão solene em homenagem aos 65 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa foi proposta pelo deputado Jorge Vianna e reuniu autoridades, gestores, servidores e ex-colaboradores da unidade, que é referência em alta complexidade no Centro-Oeste. Ao todo, 252 profissionais receberam moções de louvor pelos serviços prestados ao hospital e à saúde pública. A solenidade contou com a presença da vice-governadora Celina Leão; do presidente do IgesDF, Cleber Monteiro; da gerente administrativa do HBDF, Fernanda Hak; da diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado; do substituto da Diretoria de Atenção à Saúde, Giuseppe Gatto; e do diretor de Infraestrutura, Logística e Obras, Marcos Dutra. Ao abrir a sessão, a vice-governadora Celina Leão ressaltou o papel do HBDF como patrimônio do Distrito Federal. “Na Ouvidoria do Governo do Distrito Federal (GDF), chegam muitas reclamações, mas também recebemos muito mais elogios. Isso prova que o Hospital de Base é essencial e faz a diferença na vida das pessoas. Quero parabenizar todos os profissionais que mantêm essa história viva. O Base é vida, é SUS e representa a nossa luta por uma saúde pública cada vez melhor”, ressalta. Ao todo, 252 profissionais receberam moções de louvor pelos serviços prestados ao hospital e à saúde pública | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O deputado Jorge Vianna destacou a trajetória de esperança e superação que marca a história da instituição. “O Hospital de Base é muito mais que um prédio ou um serviço de saúde. É um testemunho vivo da capacidade extraordinária do ser humano. Ali, diariamente, médicos, enfermeiros, técnicos e tantos outros profissionais devolvem brilho à vida da população. Por trás de cada número, há uma família que pode seguir unida graças ao trabalho de vocês. Esse valor é inestimável”, afirma. O parlamentar também apresentou números que dimensionam a relevância do HBDF, somente em 2024 foram realizadas mais de 14 mil cirurgias, 120 mil atendimentos de urgência e emergência e 299 mil consultas, além de transplantes e procedimentos de alta complexidade. Reconhecimento à trajetória Entre os depoimentos que emocionaram o público, destacou-se o da enfermeira aposentada Jucimar Pereira Gomes, 85 anos, que trabalhou no serviço público por quatro décadas. “Quando entrei, com 25 anos, trabalhávamos de domingo a domingo. Não havia escolha, havia obrigação. Mas havia também vocação e entrega. Hoje, vejo que cada esforço valeu a pena, porque ajudamos a construir essa história”, conta. A gerente administrativa do HBDF, Fernanda Hak, reforçou que o hospital é muito mais que uma estrutura física. “Não são os 65 anos de um edifício que celebramos, mas de vidas transformadas, de profissionais que se doaram e continuam se doando todos os dias. E também dos pacientes que passaram por lá. O Base é, acima de tudo, uma casa de cuidado”, destaca. [LEIA_TAMBEM]O diretor de Infraestrutura, Logística e Obras do IgesDF, Marcos Dutra, compartilhou uma experiência pessoal que reforça o legado do hospital. “Depois de uma visita técnica, aproveitei para visitar o sobrinho de uma colega que havia sofrido um acidente. No quarto, conversei com pacientes e acompanhantes e ouvi relatos que me emocionaram. Uma jovem, vinda do Rio de Janeiro, disse nunca ter visto, em um hospital público, tanta receptividade, carinho e atenção”, relata. O médico Giuseppe Gatto fez um resgate histórico, lembrando pioneiros que ajudaram a erguer o hospital. “Eles não inauguraram apenas um hospital. Inauguraram um ideal de serviço público e compromisso com a vida, que se perpetua até hoje. O legado formador e científico do Base é um dos maiores patrimônios do Distrito Federal”, destaca. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, agradeceu o empenho dos servidores e destacou os investimentos em andamento. “É um hospital antigo, que exige reformas complexas, mas estamos avançando. A construção do novo centro cirúrgico e a modernização da estrutura mostram nosso compromisso de entregar sempre o melhor para a população. O verdadeiro patrimônio do Base são as pessoas que nele trabalham”, enfatiza. Em sua fala, a diretora de Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado, destacou o papel do HBDF na formação de profissionais de saúde. “Todos querem estudar e trabalhar no Base porque ele é referência. É uma família que se renova, formando gerações que levam esse legado adiante”, revela. “Essas homenagens reforçam que o Base não é apenas o maior hospital público da capital, mas um símbolo de dedicação, ciência e humanidade”, finaliza Cleber Monteiro. *Com informações do IgesDF

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65 anos do Hospital de Base: investimento moderniza estrutura e amplia capacidade

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que completa 65 anos no próximo dia 12 de setembro, tem se destacado por projetos que aumentam a eficiência e a qualidade do atendimento. Um exemplo é o Projeto Lean, iniciado em agosto de 2023, que otimiza o uso das salas cirúrgicas, amplia a quantidade de procedimentos diários, reduz cancelamentos e garante que as operações comecem dentro do horário programado, entre 7h e 7h30. Além disso, a unidade implementou o Protocolo Onda Vermelha, modelo emergencial voltado a vítimas de trauma grave com choque hemorrágico. O sistema permite acionar simultaneamente áreas críticas, como o centro cirúrgico, radiologia e banco de sangue, acelerando exames, transfusões e intervenções de urgência. De acordo com Renato Lins, chefe do Trauma, “o protocolo reduz o tempo de resposta, garantindo rapidez nos exames e na disponibilidade imediata de salas para intervenções urgentes”. Hospital de Base investe em modernização e amplia capacidade de atendimento | Fotos: Alberto Ruy/ IgesDF Avanços no tratamento oncológico Em 2024, o HBDF inaugurou o Centro de Infusão Verinha, destinado a quimioterapias oncológicas e hematológicas. O espaço climatizado e privativo aumentou a capacidade de atendimento e proporcionou mais conforto aos pacientes. Somente em 2024, foram realizadas 11.834 aplicações oncológicas e 7.313 de hematologia. Entre janeiro e julho de 2025, já foram registradas 5.809 aplicações oncológicas e 4.202 de hematologia. Obras e investimentos futuros Desde que assumiu a gestão do HBDF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) promoveu melhorias estruturais, como a reforma da cozinha, da enfermaria de oncologia e da radiologia, que recebeu novos equipamentos, incluindo um angiógrafo e uma ressonância magnética. O novo centro cirúrgico, em construção com investimento de R$ 13,5 milhões, terá 16 salas (duas de alta tecnologia), Recuperação Pós-Anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para equipes médicas e logísticas. Projetos recentes reforçam a referência da unidade em procedimentos de alta complexidade e cuidado humanizado A chegada de dois aceleradores lineares de fótons, prevista para 2026, permitirá tratamentos de radioterapia de alta tecnologia, antes disponíveis apenas em convênios privados. Edson Gonçalves, superintendente do HBDF, destaca que, pioneiro na capital federal, o hospital mantém-se como referência nacional e segue comprometido em oferecer assistência de excelência a quem mais precisa. Emergência ampliada Para 2026, o foco será a construção do novo Pronto-Socorro do Hospital de Base. A obra, estimada em R$ 18 milhões, já está projetada e contará com duas unidades de suporte: uma voltada para pacientes do Centro de Trauma e outra para pacientes clínicos, somando 125 leitos. As intervenções também preveem mudanças nos acessos de emergência, aproximando os ambientes críticos e restringindo a circulação em áreas sensíveis. Além disso, a recepção principal e o acesso ao edifício serão reformulados, oferecendo um espaço mais acolhedor e confortável aos usuários. A fachada ganhará um novo desenho, mais moderno e funcional. Segundo o vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel Jr., o impacto será significativo. “Estamos diante de uma transformação estrutural que vai ampliar a capacidade de atendimento e garantir mais segurança e conforto aos pacientes. O novo Pronto-Socorro e o futuro centro cirúrgico representam um salto de qualidade que vai beneficiar diretamente a população atendida pelo Hospital de Base e por toda a rede pública do Distrito Federal”. Na reportagem de amanhã, sobre os 65 anos do Hospital de Base, vamos mostrar os diversos exemplos de atendimento humanizado realizados na unidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)

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No Dia de Combate ao Fumo, o alerta é sobre os riscos dos cigarros eletrônicos

“Comecei a usar vape aos 17 anos porque todos os meus amigos usavam. Parecia inofensivo, tinha vários sabores e não deixava cheiro. Um ano depois, já não conseguia ficar sem”, conta João Alves (nome fictício). “Hoje, aos 20 anos, estou em tratamento para bronquite crônica e sei que esse hábito me trouxe consequências que vou carregar para sempre; mesmo assim não consigo largar.” Nesta sexta-feira (29), é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data foi instituída em 1986 como marco na luta contra os danos causados pela nicotina. Se, por um lado, as políticas públicas reduziram de forma histórica o número de fumantes de cigarro convencional, por outro, um novo desafio preocupa médicos e autoridades: o crescimento do número de jovens fumantes por conta dos cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes ou pods. Os cigarros eletrônicos liberam nicotina em alta concentração, além de metais como níquel e alumínio e substâncias cancerígenas formadas pelo aquecimento de solventes | Foto: Bruno Henrique/IgesDF “Recebemos cada vez mais jovens com pulmões comprometidos por inflamações graves. Muitos acreditam que o cigarro eletrônico é inofensivo, mas na prática vemos o contrário. É um risco silencioso e perigoso”, afirma a pneumologista Izabel Diniz, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Segundo dados da pesquisa Vigitel 2023, realizada pelo Ministério da Saúde, 2,1% da população já usou cigarros eletrônicos. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice sobe para 6,1%. Estima-se que cerca de 4 milhões de brasileiros já experimentaram os dispositivos, mesmo com a proibição em vigor pela Anvisa desde 2009. [LEIA_TAMBEM]O perigo escondido no vapor Ao contrário do que sugere a aparência moderna e o marketing colorido, os cigarros eletrônicos não estão livres de riscos. Estudos indicam que os líquidos aquecidos liberam nicotina em alta concentração, além de metais como níquel e alumínio e substâncias cancerígenas formadas pelo aquecimento de solventes. “O cigarro — seja industrializado, de palha, narguilé ou eletrônico — expõe o pulmão a milhares de substâncias tóxicas e cancerígenas. A falsa ideia de que o cigarro eletrônico faz menos mal ameaça retroceder décadas de avanços conquistados contra o tabaco”, reforça a pneumologista. Segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, uma epidemia de lesões pulmonares relacionadas ao uso de vapes resultou em mais de 2,5 mil internações e cerca de 60 mortes entre 2019 e 2020. No Brasil, o Ministério da Saúde vem notificando casos graves desde 2020. Izabel Diniz, pneumologista do Hospital de Base: "A falsa ideia de que o cigarro eletrônico faz menos mal ameaça retroceder décadas de avanços conquistados contra o tabaco" O câncer de pulmão O tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, responsável por cerca de 85% dos casos da doença. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que, entre 2023 e o início de 2025, o Brasil registrou cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano. Aproximadamente 32 mil desses registros foram de pulmão, um dos tipos mais letais, ficando atrás apenas dos tumores de mama, próstata e colorretal em número de ocorrências. “O que está em jogo é a saúde das próximas gerações. Precisamos informar, educar e fiscalizar, evitando que o cigarro eletrônico comprometa o futuro que conquistamos com a queda do tabagismo tradicional”, conclui a pneumologista Izabel Diniz. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Ressonância magnética do Hospital de Base realiza mais de 300 exames em três meses

Sentada na sala de espera da radiologia, Veronice Freire segura firme a bolsa no colo. O olhar revela ansiedade, mas também alívio. “Essa análise é fundamental para o meu tratamento. Tenho um câncer e, sem esse exame, não teria como acompanhar a evolução”, conta. Desde que começou a fazer ressonâncias magnéticas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Veronice passou a sentir que cada laudo é uma etapa vencida. Entre 12 de maio e 14 de agosto, foram realizadas 315 ressonâncias magnéticas no Hospital de Base | Foto: Divulgação/IgesDF A ressonância magnética é um dos métodos mais avançados para investigar o corpo humano sem cortes, sem radiação e com precisão suficiente para diferenciar até os menores detalhes entre tecidos. “É uma ferramenta indispensável, que possui alta resolução de contrastes. O exame é capaz de diferenciar com muita clareza tecidos e estruturas que têm composições físicas ou químicas muito semelhantes, medindo tamanhos de massas, fraturas e até monitorando se o tratamento está funcionando”, explica a radiologista Ana Carolina de Freitas. No HBDF, o impacto desse exame vai muito além dos gráficos e imagens. Só nos últimos três meses, entre 12 de maio e 14 de agosto, foram realizados 315 exames, com uma rotina que inclui 12 agendamentos diários, dois encaixes e um atendimento prioritário para pacientes internados. Cada sessão é mais do que um procedimento técnico: é uma possibilidade concreta de diagnóstico rápido e tratamento preciso. Arte: IgesDF Mais agilidade A chefe do Serviço de Enfermagem em Radiologia, Eva Fernanda, reforça que a rapidez no atendimento tem feito a diferença. “Hoje, conseguimos realizar o exame em menos de 15 dias após a solicitação. Isso significa menos tempo de espera, mais agilidade no diagnóstico e, consequentemente, mais chances de sucesso no tratamento”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Os benefícios para a saúde pública não se restringem ao câncer. A ressonância também detecta fraturas ocultas, distensão de ligamentos, massas abdominais e alterações em órgãos internos. Em casos específicos, é possível visualizar as vias biliares, o pâncreas e a vesícula biliar, com uma tecnologia que oferece imagens tão detalhadas que se tornam fundamentais para orientar procedimentos cirúrgicos. Operar um equipamento de alta complexidade exige cuidado e preparo. A técnica em radiologia Elisabeth Rocha explica que, muitas vezes, a ressonância vem depois de exames de raios-X ou tomografia. “Ela é mais aprofundada, detalha lesões e doenças com mais clareza. Para alguns exames, pedimos preparo específico, como jejum ou uso de medicamentos que ajudam a melhorar a qualidade da imagem”, afirma. Paciente do HBDF, Veronice Freire revela a importância da ressonância magnética para seu tratamento: “Tenho um câncer e, sem esse exame, não teria como acompanhar a evolução” Para pacientes como Veronice, todo esse cuidado técnico se traduz em confiança. “Sei que a equipe faz o possível para que o exame saia perfeito. Cada imagem ajuda meu médico a decidir o próximo passo do meu tratamento”, relata. No Hospital de Base, o serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Médica supera tumor cerebral e retribui trabalhando no Hospital de Base

Aos 32 anos, a médica infectologista Mariana Ramos vive uma jornada marcada por superação e recomeço. Após ser diagnosticada com um tumor cerebral em 2022, durante a residência médica, ela foi tratada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Hoje, curada, atua na mesma unidade onde salvaram a vida dela. A infectologista Mariana Ramos é grata pelo tratamento que recebeu no HBDF: “As equipes que me atenderam proporcionaram as melhores condições possíveis” | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF O diagnóstico veio durante o terceiro ano de residência, quando ela sofreu uma crise convulsiva inesperada. Após exames, veio o diagnóstico de meningioma, tumor benigno que afeta as meninges, membranas que revestem o cérebro. Na época, Mariana passou por cirurgia e ficou sete dias internada na UTI. Em seguida, enfrentou uma cirurgia na cabeça, conhecida como cranioplastia, e um longo processo de reabilitação física e emocional. Durante o tratamento, Mariana conta que nunca se sentiu sozinha. Cada vez que abria os olhos, havia sempre um profissional ao seu lado, pronto para ajudar. Segundo ela, esse cuidado fez toda a diferença — mesmo afastada da rotina da residência médica na época, se sentia acolhida. “As equipes que me atenderam proporcionaram as melhores condições possíveis”, garante. [LEIA_TAMBEM]Mesmo com o sucesso da cirurgia, Mariana teve outras complicações – acordou sem mexer os dois lados do corpo e sem falar direito. “Tive que aprender o básico, como um bebê; dependia completamente das outras pessoas. Mexer a cabeça, sentar e levantar, somente com apoio dos outros”, recorda. “Naquele momento, eu realmente entendi o sentido da equipe multidisciplinar. Foram aqueles profissionais que salvaram a minha vida”. Curada do tumor, a médica infectologista participou de um processo seletivo para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no final de 2024 e, atualmente, trabalha no HBDF, atuando na linha de cuidados da neurocirurgia, no controle de infecção hospitalar. Para o coordenador do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Base, Julival Ribeiro, ter Mariana nesta função é de extrema importância para o atendimento ao paciente da neurocirurgia. “A história de superação, a experiência vivida por ela, e o esforço das nossas equipes para salvá-la são fatores fundamentais para que a tenhamos nessa linha de frente”, destaca. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Equipamentos doados ao HBDF modernizam processamento de exames

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) acaba de receber um reforço para o seu laboratório: dez novos leitores de etiquetas, doados pela Associação de Amigos do Hospital de Base. A entrega moderniza a infraestrutura do setor e representa um avanço na qualidade dos serviços prestados à população, especialmente em uma área que processa mais de 4 mil amostras biológicas por dia. Com os novos equipamentos, o laboratório ganha mais agilidade, segurança e precisão. A leitura automatizada dos códigos de barras melhora o controle e a rastreabilidade das amostras, além de liberar os profissionais para atividades mais estratégicas e menos repetitivas. Os novos equipamentos permitem a leitura automatizada dos códigos de barras, o que melhora o controle e a rastreabilidade das amostras | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a chefe do laboratório do HBDF, Lara Malheiros, a necessidade surgiu por conta de limitações técnicas dos antigos leitores. “Eles exigiam acionamento manual e nem sempre reconheciam todos os códigos. Com mais equipamentos, teremos mais pontos de registro, o que otimiza o fluxo. Antes, um colaborador precisava esperar a liberação de um leitor para registrar suas amostras, o que impactava diretamente no tempo de resposta dos exames”, explica. Lara também reforça a importância da rastreabilidade no processo laboratorial: “Mais de 4 mil amostras diárias exigem registro tanto na coleta quanto na triagem. Com os novos leitores, garantimos a rastreabilidade do início ao fim do processo”. [LEIA_TAMBEM]Os equipamentos chegaram na manhã da doação e já começaram a ser identificados e preparados para instalação pela equipe de qualidade do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A expectativa é que estejam em pleno funcionamento em até 24 horas, ampliando significativamente a capacidade operacional do laboratório. Agilidade, precisão e cuidado Para Elaine Araújo, gerente de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do HBDF e especialista em diagnóstico por imagem, a mudança representa um marco. “A leitura automatizada traz mais rapidez e segurança, uma vez que as amostras passam a ser registradas com mais agilidade. A adoção desses leitores representa um grande avanço para a área”, afirma. A gerente destaca ainda que os novos equipamentos poderão beneficiar outros setores, como anatomia, farmácia e hemodinâmica, onde a automatização ainda é parcial: “Com mais leitores, esperamos ganhos significativos também nessas áreas”. A doação foi realizada pela Associação de Amigos do Hospital de Base, que mantém uma escuta ativa às necessidades da instituição. “Essa era uma demanda essencial da equipe do laboratório. Não poderíamos deixar de contribuir em um momento tão necessário”, afirma Maria Oneide, representante da associação. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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DF oferece tratamento e apoio integral a quem sofre de câncer de pulmão

As dores nas costas se tornaram tão intensas que o marceneiro aposentado Luiz de França, de 65 anos, mal conseguia sair da cama. “Acordei um dia e não consegui levantar. Nunca tinha sentido nada antes”, relembra. O susto foi o primeiro passo até o diagnóstico de câncer de pulmão, confirmado em outubro do ano passado, no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) é referência em oncologia. Com o diagnóstico em estágio avançado, Luiz encarou a notícia com serenidade. “Eu fiquei tranquilo. Pensei: ‘Já enfrentei tanta coisa, vou enfrentar mais essa’. E fui muito bem acolhido desde o começo”, conta ele, que segue em tratamento com quimioterapia e acompanhamento. Exames prévios podem levar o paciente à descoberta de um câncer de pulmão, doença que muitas vezes tem sintomas silenciosos | Fotos: Divulgação/IgesDF A história de Luiz reforça a importância da escuta ao corpo e da busca por atendimento médico, mesmo na ausência de sintomas típicos. Segundo a pneumologista Nancilene Melo, chefe da unidade de pneumologia do HBDF, os indícios da doença podem ser silenciosos ou atípicos, especialmente nos estágios iniciais. “Tosse persistente, dor no peito, rouquidão, falta de ar e perda de peso sem explicação são sintomas que merecem atenção”, reforça a médica. A busca pelo tratamento começa com uma consulta simples em uma unidade básica de saúde (UBS). Caso haja suspeita, o paciente é encaminhado para uma consulta com especialista. Nancilene explica que há casos em que os primeiros sinais aparecem quando o câncer já avançou, como dores nas costas ou nos ossos. “É por isso que o rastreio entre pessoas de risco, como fumantes e ex-fumantes, é tão importante”, explica. Tratamento que evolui "Hoje conseguimos oferecer tratamentos personalizados, com base no perfil molecular da doença de cada paciente. Isso aumentou a sobrevida e melhorou muito a qualidade de vida" Victor Oliveira Alves, chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Base De acordo com o chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Base, Victor Oliveira Alves, o cenário do câncer de pulmão mudou significativamente nos últimos anos. “Hoje conseguimos oferecer tratamentos personalizados, com base no perfil molecular da doença de cada paciente. Isso aumentou a sobrevida e melhorou muito a qualidade de vida”, explica. Ele destaca a chegada da terapia-alvo como um avanço para o tratamento no SUS. “Também chamada de terapia direcionada, é um tratamento contra o câncer que utiliza medicamentos para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas, poupando as células saudáveis. Mesmo nos casos de doença avançada, conseguimos controlar o câncer por mais tempo. E, em alguns casos raros, até alcançar o que chamamos de cura oncológica”, destaca. Segundo o oncologista, a pandemia da covid-19 também teve um efeito inesperado: aumentou o número de exames de tórax realizados, o que levou à detecção mais precoce de nódulos pulmonares em alguns pacientes. “Essa mudança de comportamento tem feito a diferença. Quando diagnosticamos cedo, o tratamento pode ter intenção curativa”, reforça. Apoio além do físico Pacientes que se culpam por fumar ou ter se exposto a fatores de risco precisam de acompanhamento psicológico O impacto do diagnóstico vai além do corpo. Segundo a psicóloga hospitalar Luiza Gayão, o câncer de pulmão carrega um peso emocional importante, tanto para o paciente quanto para a família. “Muitos se sentem culpados por terem fumado ou por fatores de risco. Há medo, luto simbólico, perda da autonomia. É um momento muito sensível”, diz. Para ela, o cuidado precisa ser integral. “A psicologia hospitalar oferece um espaço de acolhimento para que o paciente compreenda seus sentimentos, resgate sua história, sua dignidade e encontre força para seguir com o tratamento. O vínculo terapêutico é fundamental nesse processo”, afirma. Prevenção ainda é a melhor arma Apesar dos avanços no tratamento, o câncer de pulmão ainda é o tipo mais letal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2023 foram mais de 28 mil novos casos e cerca de 20 mil mortes pela doença no Brasil. 65 Número de pacientes que fazem tratamento mensal para o câncer de pulmão no HBDF Somente no primeiro semestre de 2025, foram realizadas 31 consultas de primeira vez e 521 retornos em oncologia clínica no Hospital de Base, com casos em diferentes estágios da doença. Atualmente, cerca de 65 pacientes passam por tratamento ativo todos os meses na unidade. O tabagismo segue como o principal vilão, responsável por até 85% dos casos. Mas os especialistas alertam: a ameaça também vem dos cigarros eletrônicos, cada vez mais populares entre os jovens. “Esses dispositivos expõem o pulmão a substâncias tóxicas que podem causar danos sérios e aumentar o risco de câncer no futuro”, alerta a pneumologista Nancilene. [LEIA_TAMBEM]No Distrito Federal, as UBSs oferecem grupos de apoio à cessação do tabagismo, abertos a qualquer cidadão. “Parar de fumar é possível e não precisa ser solitário. Há ajuda disponível, e o primeiro passo pode salvar sua vida”, reforça a médica. Diversas UBSs do Distrito Federal oferecem grupos de apoio para quem deseja parar de fumar. Para saber onde encontrar o mais próximo de você, entre em contato com a Coordenação de Tabagismo pelo telefone (61) 3449-4441 ou acesse o site. *Com informações do IgesDF  

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Hospital de Base promove campanha Julho Verde contra o câncer de cabeça e pescoço

O Serviço de Fonoaudiologia (Sefon) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) promoveu, nesta segunda-feira (28), uma blitz interativa para promover o Julho Verde, uma campanha para conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. A ação incluiu, além da distribuição de folders e fitinhas verdes, a realização de um quiz interativo com distribuição de brindes. A equipe realizava perguntas simples com mitos e verdades sobre a doença, além de um painel e um banner temático com frases de impacto e espaço para fotos, e também momento para tirar dúvidas com enfermeiros e fonoaudiólogos. O objetivo da iniciativa é conscientizar pacientes, familiares e colaboradores sobre riscos, sinais e sintomas da doença. Além disso, visa incentivar a adoção de hábitos saudáveis e a busca por diagnóstico precoce. O objetivo da iniciativa é conscientizar pacientes, familiares e colaboradores sobre riscos, sinais e sintomas da doença | Foto: Divulgação/IgesDF Jeziel Almeida, aos 55 anos, descobriu que as recorrentes infecções de garganta eram algo mais grave: um câncer de laringe. Sem dar importância aos sintomas, ele enfrentou uma dura batalha contra a doença e passou por cirurgia em 2020 no HBDF. Hoje, aos 60 anos, é voluntário no hospital e apoiador da campanha Julho Verde. “É importante que as pessoas fiquem atentas a qualquer sinal diferente com seu corpo, porque mesmo sobrevivendo ao câncer, ficam sequelas irreversíveis na nossa vida. Talvez se tivesse descoberto a doença um pouco mais cedo, não teria ficado com minha voz comprometida”, conta Jeziel. Fonoaudióloga da Unidade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HBDF, Ana Gabriela Nobre Fernandes, explica que, mesmo com o tratamento, o paciente tem sua rotina completamente alterada. “Após a cirurgia, esse paciente vive com algumas dificuldades. A rotina de sono muda, além da sua alimentação e respiração. Os números de casos vêm aumentando. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão para 2025 é de 39.550 novas ocorrências de câncer de cabeça e pescoço no Brasil, sendo 2.760 no Centro-Oeste. Por isso, nosso objetivo no HBDF é conscientizar sobre os riscos e alertar para a busca da avaliação médica o quanto antes, pois o diagnóstico precoce ajuda na cura”, ressalta. Nádia Bittencourt, 60 anos, aguardava uma consulta no ambulatório de nefrologia do HBDF nesta segunda-feira e aprovou a campanha. “Eu tenho uma filha que fuma, então essa iniciativa desperta na gente uma preocupação para esse tipo de doença, que no dia a dia vamos ignorando. O alerta faz a gente lembrar que precisamos estar atentos e cuidar da nossa saúde”, conclui. *Com informações do IgesDF

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Hepatites virais: Prevenção, testagem e tratamento salvam vidas

Neste 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforça a importância da conscientização, prevenção e diagnóstico precoce de infecções como cirrose e câncer de fígado, que podem evoluir de forma silenciosa para complicações graves. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais alerta para a importância da conscientização, prevenção e diagnóstico precoce dessas doenças | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF No primeiro semestre de 2025, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) diagnosticou 35 casos de hepatites virais. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve uma leve redução, com 37 casos entre janeiro e junho do ano passado – ao longo de 2024, o hospital identificou 72 pacientes com a infecção. As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que atingem o fígado e se dividem em cinco tipos: A, B, C, D e E. Vale ressaltar, no entanto, que outros agentes infecciosos – como os da gripe, dengue e herpes – também podem afetar o órgão. Segundo a médica Liliana Mendes, supervisora da residência médica em Hepatologia do HBDF, é importante compreender que as hepatites virais nem sempre apresentam sintomas. “Muitos pacientes não sentem nada, mas outros podem ter náuseas, vômitos, febre, icterícia e alterações nas enzimas hepáticas. Em alguns casos, pode levar a uma hepatite fulminante e até mesmo a um transplante de fígado com urgência”, afirma. A testagem rápida permite identificar com precisão e celeridade os casos reagentes, o que é essencial para quebrar a cadeia de transmissão das hepatites virais | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF Entre as formas mais graves estão as hepatites B e C crônicas, cuja transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado, relação sexual sem proteção e compartilhamento de objetos cortantes ou perfurantes – como agulhas e seringas. Portanto, é sempre bom lembrar que a prevenção é o caminho mais seguro para conter o avanço dessas doenças. Diagnosticado com hepatite C em 2007, o servidor público aposentado Oscar Macedo descobriu o vírus por acaso, durante exames pré-operatórios para uma cirurgia nasal. Com o diagnóstico confirmado, foi encaminhado para o Hospital de Base, onde fez acompanhamento no núcleo especializado no tratamento da doença. Lá, passou por consultas, exames laboratoriais e uma biópsia hepática que revelou fibrose em estágio avançado. "A hepatite C, infelizmente, ainda não tem vacina, mas tem cura. O tratamento é feito com medicamentos de uso oral, disponibilizados pelo SUS" Liliana Sampaio, supervisora da residência médica em Hepatologia do HBDF O primeiro tratamento, realizado no próprio Base entre 2009 e 2010, utilizou os remédios disponíveis na época. Em 2012, com o surgimento de novos medicamentos, Oscar teve acesso a um tratamento mais moderno e eficaz, novamente pelo Hospital de Base, que resultou na eliminação definitiva do vírus. Desde então, ele realiza acompanhamento regular na unidade e celebra a cura técnica, chamada de “resposta virológica sustentada”. Mesmo curado, Oscar segue orientações médicas para proteger o fígado e evitar uma possível reinfecção. Para ele, o atendimento recebido no Base foi essencial para superar a doença e ter qualidade de vida, reforçando o papel fundamental da rede pública no enfrentamento às hepatites virais. Vacinas e tratamento gratuito pelo SUS No Brasil, a vacina contra a hepatite B é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em três doses, a partir do primeiro mês de vida. Também está disponível a imunização contra hepatite A, cuja transmissão ocorre pela via fecal-oral, em duas doses. Ambas as vacinas são eficazes e seguras. [LEIA_TAMBEM]“A hepatite C, infelizmente, ainda não tem vacina, mas tem cura. O tratamento é feito com medicamentos de uso oral, disponibilizados pelo SUS”, explica Liliana Sampaio, que também é pesquisadora do HBDF e doutora em gastroenterologia pela USP. Para auxiliar no combate às hepatites, é fundamental que todos os adultos realizem a testagem para hepatites B e C. Essa triagem permite vacinar quem ainda não tem imunidade contra a hepatite B e iniciar precocemente o tratamento de quem já foi infectado, evitando complicações. De acordo com a farmacêutica e especialista em Vigilância em Saúde, Thaynnara Pires, o Hospital de Base realiza rastreamento ativo de casos por meio do monitoramento contínuo de indicadores da Vigilância Epidemiológica e análise conjunta com o Núcleo de Laboratório. Todas as amostras coletadas são acompanhadas e notificadas de forma oportuna aos órgãos competentes, como o Ministério da Saúde, por meio dos sistemas oficiais de informação. Farmacêutica e especialista em Vigilância em Saúde, Thaynnara Pires informa que o Hospital de Base realiza rastreamento ativo de casos de hepatites B e C por meio de monitoramento contínuo | Foto: Bruno Henrique/ IgesDF Testes rápidos O acesso aos exames e à correta indicação médica são ferramentas que garantem maior efetividade nas ações de saúde pública. “A testagem rápida permite identificar com precisão e rapidez os casos reagentes, o que é essencial para quebrar a cadeia de transmissão das hepatites virais”, diz Thaynnara. A analista do laboratório clínico do HBDF, Isabella Mariano, explica que os testes rápidos para detecção das hepatites virais estão disponíveis no hospital, mas precisam ser solicitados por um profissional de saúde do IgesDF. “Só realizamos o exame com o pedido médico interno. Os testes rápidos têm resultado liberado no mesmo dia, e a sorologia completa também”, afirma. Essa agilidade é essencial para garantir o início rápido do acompanhamento e tratamento. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é mais que uma data simbólica: é um alerta para o cuidado contínuo com a saúde do fígado. Com prevenção, testagem e tratamento adequado, é possível evitar complicações graves e salvar vidas. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Projeto leva aulas de boxe à ala psiquiátrica do Hospital de Base

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o boxe tem se mostrado um importante aliado no tratamento de pacientes internados na ala psiquiátrica. Há algum tempo, práticas esportivas vêm sendo incorporadas às terapias como uma forma eficaz de auxiliar na recuperação da saúde mental. E, nos últimos seis meses, essa proposta ganhou ainda mais força com o projeto Nocauteando o Sofrimento Mental. “O boxe, como outras artes marciais, funciona como uma válvula de escape. Ajuda a aliviar a ansiedade e a angústia tão presentes nos transtornos mentais”, diz o médico psiquiatra Régis Barros | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Idealizado pelo psiquiatra Régis Barros, o projeto leva, toda segunda-feira, aulas de boxe para os pacientes. Durante cerca de 30 a 40 minutos, eles participam de atividades lúdicas que incluem exercícios de respiração, alongamentos, fundamentos do boxe e mensagens motivacionais, tudo adaptado para proporcionar bem-estar físico e emocional. [LEIA_TAMBEM]Régis Barros, além de médico psiquiatra, é atleta graduado em jiu-jítsu, luta livre esportiva e thai-kickboxing. A vivência nos esportes inspirou a criação do projeto como uma alternativa complementar para amenizar o sofrimento de quem enfrenta a dura batalha contra transtornos mentais. “O boxe, como outras artes marciais, funciona como uma válvula de escape. Ajuda a aliviar a ansiedade e a angústia tão presentes nos transtornos mentais”, explica Régis. Cada paciente do projeto ganha um par de luvas, doadas à unidade. Eles têm a oportunidade de praticar a modalidade de forma segura e acompanhada por profissionais da equipe multidisciplinar do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF). O objetivo vai além do exercício físico, ocupa a mente e promove a socialização. “A proposta é dar aos nossos pacientes uma ferramenta real para atravessar esse momento com mais leveza e esperança”, acrescenta o médico. Transformação pelo esporte A iniciativa tem conquistado não só os pacientes, mas também seus familiares. É o caso de *Eronice Gonçalves, 65 anos, avó de um adolescente internado na ala psiquiátrica. “Desde que meu neto começou a fazer boxe, ele é outra pessoa. Estava angustiado, deprimido e muito agressivo. Agora está calmo, animado com o tratamento. É realmente um santo remédio”, conta. Aulas têm impacto positivo no comportamento dos pacientes, segundo familiares O novo lutador *M. A. N. está bastante empolgado e não vê a hora de lutar boxe fora do hospital. “Quando eu sair, não quero mais jogar futebol como antes, vou lutar boxe. Essa luta é boa demais, nunca mais quero parar”. *Nomes fictícios para preservar a identidade da fonte. *Com informações do IgesDF  

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Médico finlandês especialista em trauma visita o Hospital de Base

Em visita ao Brasil para ministrar palestras em cursos e congressos de cirurgia, o médico finlandês e cirurgião de trauma Ari Leppaniemi visitou o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) nesta quarta-feira (2). O médico está na capital federal para ministrar curso teórico e prático e conheceu as instalações do serviço de trauma do hospital gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF).  “Estou muito impressionado com a forma como os sistemas estão funcionando aqui. É de alta qualidade. No geral, é um ótimo sistema, e tenho que dar crédito às pessoas que começaram isso e que continuam fazendo até hoje”, afirmou Leppaniemi. Médicos do IgesDF ressaltaram a importância do intercâmbio internacional no Hospital de Base | Foto: Alberto Ruy/IgesDF [LEIA_TAMBEM]Ari Leppaniemi, referência na área de trauma, também comentou sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), comparando com o modelo adotado na Finlândia: “Temos um sistema de saúde pública muito forte, e acredito que esse é o caminho a ser seguido. O setor público é o que deve e precisa assumir a maior parte do peso na área da saúde.” Para o cirurgião do IgesDF, Rodrigo Caselli, a presença do médico estrangeiro reforça a importância do serviço de trauma do HBDF, que tem buscado constante aperfeiçoamento de suas práticas. “Tê-lo conosco aqui é um privilégio e uma oportunidade de aprendizado valiosa para nossa equipe”, declarou. *Com informações do IgesDF

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