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Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)

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Reorganização de fluxos vai tornar mais ágil o atendimento na ortopedia do HBDF

Reduzir o tempo de espera entre as etapas da internação, agilizar a liberação de leitos e ampliar o acesso ao tratamento ortopédico. Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou uma série de reuniões e oficinas para reorganizar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado. O trabalho é coordenado pela Superintendência de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), em parceria com a Gerência-Geral de Assistência (Gegas) do Hospital de Base, e utiliza ferramentas da metodologia Lean Healthcare, amplamente empregada para identificar oportunidades de melhoria e aumentar a eficiência dos serviços. Para a gerente-geral de Assistência do Hospital de Base, Ana Patrícia de Paula, a reorganização dos fluxos representa uma mudança na forma como o cuidado é conduzido dentro da unidade. O projeto busca fortalecer a integração entre as equipes para que o paciente tenha uma assistência mais contínua, segura e organizada durante toda a internação. A estratégia também incorpora o conceito de navegação do paciente, modelo que acompanha de forma organizada toda a trajetória da internação. O objetivo é garantir que as informações circulem entre as equipes de forma segura e que cada etapa do atendimento aconteça no momento adequado, favorecendo a continuidade do cuidado até a alta hospitalar. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado | Foto: Divulgação/IgesDF "O paciente precisa estar no centro de todas as decisões. Quando cada profissional compreende seu papel e atua de forma integrada com as demais equipes, conseguimos oferecer uma assistência mais segura, reduzir o tempo entre as etapas do cuidado e proporcionar uma experiência melhor para quem está internado", afirma. Para a gerente-geral de Excelência Operacional, Isabel Lima, um dos principais ganhos da iniciativa é a visão ampliada sobre a assistência prestada. "O mapeamento permite enxergar o processo como um todo, identificar o que agrega valor ao paciente e compreender as necessidades de cada área envolvida", destaca. Na prática, os resultados já começam a ser percebidos pelas equipes que atuam diretamente na unidade. A enfermeira da ortopedia Thailla Rocha acompanha de perto as discussões e observa avanços importantes na integração entre os profissionais. "A comunicação entre enfermagem, transporte, radiologia, gestão de leitos e demais setores envolvidos se fortaleceu significativamente, permitindo mais agilidade em etapas essenciais para o cuidado ao paciente", afirma. Segundo ela, essa aproximação tem contribuído para tornar a assistência mais fluida e organizada. "A realização de exames, o planejamento das cirurgias, as admissões, transferências e altas passaram a ocorrer de forma mais alinhada entre as equipes, reduzindo etapas desnecessárias e favorecendo uma condução mais eficiente da jornada do paciente", ressalta. Trabalho integrado As oficinas reúnem representantes da ortopedia, enfermagem, gestão de leitos, radiologia, transporte interno, higienização, hotelaria e outros setores que participam diretamente da jornada do paciente. Para a coordenadora de Melhoria Contínua, Bruna Canedo, reunir todos os envolvidos em um mesmo processo é o que permite identificar oportunidades de melhoria de forma mais eficiente. "Quando todas as equipes analisam juntas o fluxo completo, conseguimos identificar oportunidades de melhoria e direcionar esforços para tornar o processo mais integrado e eficiente", explica. Durante os encontros, os profissionais mapeiam cada etapa da assistência, identificando tempos de espera, pontos de atenção e possibilidades de aperfeiçoamento. A análise permitiu visualizar desde o planejamento da alta hospitalar até a realização de exames, o transporte interno, a higienização dos leitos e a comunicação entre os setores, criando uma base sólida para a elaboração de um plano de ação voltado à melhoria contínua. A iniciativa também beneficia pacientes que aguardam atendimento especializado. Com processos mais integrados e previsíveis, os leitos podem ser liberados mais rapidamente, ampliando a capacidade de atendimento da unidade e reduzindo o tempo de espera por novas internações. Para Bruna Canedo, o impacto vai além dos indicadores operacionais. "O principal resultado esperado é construir um fluxo cada vez mais eficiente, permitindo que o paciente receba a assistência necessária no tempo adequado e que as equipes atuem de forma mais integrada ao longo de toda a jornada hospitalar", pontua. As reuniões seguem em andamento e darão origem a novas ações de melhoria ao longo dos próximos meses. A expectativa é consolidar um modelo cada vez mais colaborativo, no qual diferentes áreas atuem de forma integrada para aprimorar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base. Mais do que otimizar processos, a iniciativa busca tornar a utilização dos recursos hospitalares mais eficiente, fortalecendo a capacidade de atendimento e beneficiando diretamente a população atendida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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HBDF recebe prêmio internacional por atendimento a pacientes com AVC

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi reconhecido durante o Global Stroke Alliance 2026, em São Paulo, pela excelência no atendimento prestado a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A unidade conquistou, pela segunda vez, a certificação Diamante da iniciativa internacional Angels, a mais alta categoria do programa, que avalia indicadores de qualidade assistencial, agilidade no atendimento e a eficiência dos serviços especializados no cuidado ao AVC. Na prática, a certificação atesta que os pacientes atendidos no Hospital de Base contam com uma assistência cada vez mais rápida e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. A iniciativa Angels atua globalmente no apoio à implementação de protocolos e à qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aprimorarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A certificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados à rapidez do atendimento, à adesão às boas práticas e à qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. De acordo com a neurologista do HBDF Letícia Costa Rebello, o reconhecimento está diretamente ligado ao desempenho das equipes na assistência aos pacientes." Recebemos a certificação Diamante, que é a mais alta categoria da iniciativa. Esse resultado demonstra que conseguimos atender nossos pacientes com mais rapidez e qualidade, algo fundamental quando falamos de AVC, porque tempo é cérebro e cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e melhorar o prognóstico", explica. Segundo a médica, esta é a segunda vez que o Hospital de Base recebe a premiação, reforçando a consolidação da unidade como referência no cuidado ao AVC. "Além do reconhecimento recebido durante o congresso, em julho receberemos uma placa que ficará exposta no hospital. Isso mostra o comprometimento das nossas equipes e nos motiva a continuar aprimorando nossos indicadores e a qualidade da assistência oferecida à população", afirma. Reconhecimento pela qualidade assistencial A certificação foi entregue durante encontro promovido pela Rede Brasil AVC e pela Sociedade Brasileira de AVC, com participação do Ministério da Saúde. O evento, encerrado na última sexta-feira (19), reuniu especialistas, gestores e instituições de diferentes regiões do país para discutir estratégias de fortalecimento da linha de cuidado do AVC e ampliação do acesso ao tratamento. O Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também vem se destacando pela participação em pesquisas voltadas ao aprimoramento do tratamento oferecido na rede pública. A unidade participou do estudo Resilient, que produziu evidências científicas comprovando a eficácia da trombectomia mecânica no SUS, e segue envolvida em outras pesquisas na área. Durante o congresso, o protagonismo do HBDF em estudos clínicos em andamento também foi reconhecido em razão do elevado número de pacientes recrutados. Segundo a neurologista e pesquisadora Júlia Carolina Ribeiro, tanto os resultados já publicados quanto o desempenho atual das equipes contribuem para fortalecer o tratamento do AVC no país. "Essa conquista representa o esforço coletivo de todos os envolvidos, desde os pacientes que confiaram nas pesquisas até os profissionais da assistência e da pesquisa que tornaram esse trabalho possível", completa. Produção científica que gera resultados O estudo contou com o apoio da Gerência de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF, responsável por fortalecer a produção científica e a inovação em saúde nas unidades administradas pelo Instituto. Para a gerente da área, Ana Carolina Lagôa, o reconhecimento evidencia a capacidade do Hospital de Base de aliar assistência qualificada e desenvolvimento científico em benefício da população. "A participação em iniciativas como essa demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido por nossos pesquisadores e equipes assistenciais. Também reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa clínica dentro da rede pública, permitindo que o conhecimento produzido gere benefícios concretos para os pacientes", destaca. No Hospital de Base, os estudos envolvem profissionais da neurologia, neurocirurgia, enfermagem e equipes de pesquisa clínica, fortalecendo a integração entre assistência, inovação e produção científica. Referência no cuidado ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Por isso, reduzir o tempo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é essencial para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e diminuir o impacto das sequelas. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Capacitação orienta profissionais do Hospital de Base sobre atendimento a pessoas com deficiência

Tornar o atendimento mais acolhedor para pessoas com deficiência foi a proposta de capacitação realizada nesta sexta-feira (19) no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A atividade reuniu profissionais da unidade para discutir comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado. A atividade discutiu comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado | Foto: Divulgação/IgesDF Convidado para conduzir o encontro, o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Ferreira, compartilhou experiências pessoais e orientações sobre como pequenas mudanças na comunicação e na postura dos profissionais podem fazer diferença no atendimento. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos”, afirmou. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos" Willian Ferreira, secretário da Pessoa com Deficiência Deficiente visual, Willian Ferreira participou da atividade acompanhado da assistente social Maria de Fátima Amaral e do ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, Igor Carvalho. Eles destacaram que uma comunicação clara, respeitosa e adaptada às necessidades de cada pessoa é um dos principais caminhos para reduzir barreiras no atendimento. "Nossa vida é pautada por uma comunicação adequada, mas não existem fórmulas prontas porque cada pessoa tem necessidades diferentes. Muitas vezes, a maior barreira é a falta de informação. Por isso, é fundamental transmitir orientações de forma clara, simples e direta, além de buscar ajuda sempre que houver dificuldades na comunicação", explicou o secretário. Para Igor Carvalho, o atendimento humanizado começa pela forma como as pessoas são recebidas. "Não é apenas o que se fala, mas como se fala. A humanização, o respeito e a atenção às necessidades individuais fazem toda a diferença para quem busca atendimento", ressalta. A assistente social Maria de Fátima Amaral reforçou que a empatia deve orientar todas as relações: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos". Educação permanente Maria de Fátima Amaral: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos" A capacitação foi idealizada pelo Núcleo de Educação Corporativa (Nudec), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), ambos vinculados à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). A atividade integrou as ações de educação permanente do instituto e foi direcionada principalmente aos profissionais que atuam no atendimento ao público, como recepcionistas, equipes administrativas e trabalhadores da assistência. "Especialmente na área da saúde, precisamos manter nosso olhar voltado para o paciente e garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado de que necessita, com respeito, dignidade e acolhimento", afirmou o chefe do Nudec, Erik Cardoso. O auxiliar de humanização do HBDF, Ailton Ferreira Júnior, destacou que a capacitação trouxe orientações que poderão ser aplicadas no dia a dia. "Foi uma experiência muito enriquecedora para quem lida diariamente com o público. Além de ampliar nosso conhecimento, ajudou a esclarecer dúvidas e nos deixou mais preparados para oferecer um atendimento cada vez melhor", comentou. Como forma de ampliar o acesso ao conteúdo, o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube e permanece disponível para consulta. *Com informações do IgesDF

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Educação em saúde alerta para impactos da busca pelo corpo perfeito

A busca incessante pelo chamado "corpo perfeito", impulsionada por padrões estéticos cada vez mais presentes na sociedade e nas redes sociais, tem contribuído para o aumento dos transtornos alimentares e do sofrimento relacionado à imagem corporal.  Entre os transtornos alimentares mais conhecidos na busca pelo corpo perfeito estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica | Foto: Divulgação/IgesDF "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade" Natália Barreto, assistente social do IgesDF  Para ampliar o debate e fortalecer a qualificação dos profissionais de saúde, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), promoveu, nesta quinta-feira (19), mais uma edição do projeto Educa em Ação, com o tema "A ditadura do corpo perfeito e os transtornos alimentares". O encontro foi realizado em formato híbrido, com atividades presenciais no auditório da Diep e transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. A programação contou com a participação do nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista e da assistente social Natália Barreto, que abordaram os impactos físicos, emocionais e sociais dos transtornos alimentares, além da importância da atuação multiprofissional no cuidado aos pacientes.  Educação permanente Segundo o enfermeiro da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Maxsuel Dias, iniciativas de educação permanente são fundamentais para qualificar a assistência e promover uma abordagem mais humanizada. "É essencial conscientizar nossos colaboradores e investir em educação em saúde sobre esse tema. Precisamos deixar de reproduzir estereótipos e aprender a enxergar o paciente para além do transtorno, compreendendo sua história, suas dificuldades e suas necessidades", afirma.  Luta contra a balança: compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo, ressalta o nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista  [LEIA_TAMBEM]Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. Embora muitas pessoas associem essas doenças apenas à magreza extrema, elas podem atingir indivíduos com diferentes perfis e características corporais. O diagnóstico precoce, aliado ao acolhimento e ao acompanhamento especializado, aumenta as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida. O nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista destacou que compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo. "Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado", ressalta. A assistente social do IgesDF, Natália Barreto, destacou que compreender os transtornos alimentares também exige considerar os fatores sociais que influenciam a relação das pessoas com o corpo e a alimentação. "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade", afirma. Atendimento especializado no SUS No Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece um ambulatório estruturado para o atendimento de pessoas com transtornos alimentares. O serviço reúne psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, que atuam de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado aos pacientes. O acesso é feito mediante encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação.  *Com informações do IgesDF  

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Pacientes da ortopedia do Hospital de Base participam de festa junina

Por algumas horas, os corredores da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deixaram de ser apenas um espaço de tratamento e recuperação para se transformar em um ambiente de celebração, música e encontros. Nesta quinta-feira (18), pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem, que levou momentos de descontração e acolhimento à rotina hospitalar. A programação reuniu música ao vivo, forró, quadrilha improvisada, decoração temática, comidas típicas e até a leitura de um cordel, proporcionando uma tarde diferente para pacientes que enfrentam longos períodos de internação em decorrência de fraturas, cirurgias e outros tratamentos ortopédicos. A enfermeira Thailla Rocha da Silva, organizadora da ação, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de tornar a internação mais leve para quem permanece dias ou até semanas longe de casa. "Nossos pacientes costumam ficar a partir de 15 dias internados com a gente, e isso é muito tempo para ficar longe da família. A ideia é fazer com que eles possam se divertir e afastar a mente do hospital, nem que seja por uns minutos", detalha. Internada há quase dois meses após sofrer uma fratura no fêmur, Lucilene Pereira dos Santos, 55 anos, fez questão de acompanhar toda a programação. Da cadeira de rodas, cantou, bateu palmas e aproveitou cada momento da festa. Pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF "Nós ficamos com a cabeça cheia depois de ficar tanto tempo internado, mas essa festa foi ótima pra dar uma aliviada. Foi maravilhoso", comenta. Além da programação cultural, a celebração contou com cachorro-quente, canjica, curau, pipoca, paçoca, bolos e salgados. Tudo foi organizado pela própria equipe de enfermagem com apoio de doações da comunidade. O compromisso de incluir todos os pacientes também marcou a iniciativa. Pessoas com mobilidade reduzida ou impossibilitadas de caminhar foram levadas até os corredores para participar da comemoração. Foi o caso de Boa Ventura de Jesus Ribeiro Neto, de 49 anos. Internado há 18 dias após uma cirurgia no quadril e com previsão de alta para o mesmo dia, fez questão de participar da festa antes de deixar o hospital. "Sou nordestino e não resisto a uma festa junina. É muito ruim ficar acamado tanto tempo, mas assim deu pra dar uma distraída e curtir o momento com todo mundo", comemora. Com bom humor, o paciente brincou que a comemoração acabou se tornando uma despedida da equipe. "Organizaram uma despedida para mim", disse, sorrindo. *Com informações do IgesDF

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Pacientes com pressão alta precisam redobrar os cuidados nos dias frios

Pessoas com hipertensão precisam redobrar os cuidados durante os períodos de frio, quando mudanças naturais do organismo e alterações na rotina podem favorecer o aumento da pressão arterial. Com a chegada dos dias mais frios no Distrito Federal, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), alertam para a importância de monitorar a pressão e manter hábitos saudáveis. Nesta semana, o Distrito Federal registrou a menor temperatura do ano e, com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, a previsão é de continuidade do clima ameno nos próximos dias. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial. Por isso, além das mudanças de hábitos típicas da estação, o período exige atenção especial de pessoas que convivem com hipertensão. O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha explica que essas respostas do organismo ao frio são naturais, mas podem representar riscos para pacientes hipertensos. “Existem relatos de que a incidência de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) seja maior durante os meses mais frios. Essas são algumas das principais complicações associadas à pressão arterial elevada. Portanto, mesmo que o clima não seja um fator determinante, ele pode ter uma relação indireta com esses eventos”, afirma. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, as mudanças de comportamento comuns nessa época do ano também podem contribuir para o aumento da pressão arterial. “Durante os períodos de frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos quentes, gordurosos e ultraprocessados. Além disso, a prática de atividade física e a ingestão de água costumam diminuir”, exemplifica. Por isso, o cardiologista recomenda que pacientes com hipertensão monitorem a pressão arterial com regularidade, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial. A estimativa é de que metade dessas pessoas sequer saiba que possui a doença. A condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue por todo o organismo. Prevenção e cuidados O controle da pressão arterial está diretamente relacionado à adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais recomendações estão: - Manter o peso adequado; - Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; - Praticar atividade física regularmente; - Reservar tempo para lazer e descanso; - Não fumar; - Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; - Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; - Controlar doenças crônicas, como diabetes. Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs e faz parte da porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para o controle da hipertensão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Materiais reaproveitados viram espaços de bem-estar em UPAs no DF

Estruturas retiradas durante obras do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganharam uma nova função: se transformaram em locais de convivência e descanso nas unidades de pronto atendimento (UPAs), administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A proposta une sustentabilidade, reaproveitamento de recursos e atenção ao bem-estar de profissionais e pacientes. As primeiras instalações já foram entregues nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II. Os locais contam com bancos para descanso, tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos e paisagismo pensado para tornar o ambiente mais acolhedor. Além de servirem como ponto de pausa para colaboradores, também podem ser utilizados em atividades terapêuticas, fisioterapia e ações ao ar livre com pacientes. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher. Para a chefe do núcleo, Paula Paiva, a criação desses locais representa mais um avanço no compromisso institucional com as pessoas. Segundo ela, os espaços foram planejados para oferecer momentos de descanso e recuperação emocional em unidades marcadas por alta demanda assistencial. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher | Foto: Divulgação/IgesDF “Investir em áreas voltadas ao descanso é investir diretamente na saúde física e mental dos profissionais que diariamente se dedicam ao cuidado da população”, destaca. Um dos diferenciais está no reaproveitamento de componentes retirados de uma área do HBDF, que atualmente passa por reformas para receber o novo centro cirúrgico da unidade. De acordo com a gerente de manutenção e infraestrutura, Tatiana Tostes, a proposta surgiu da necessidade de dar uma destinação útil aos elementos removidos durante a obra. A partir da atuação integrada entre equipes de projetos, manutenção, infraestrutura, obras e fiscalização, foi possível transformar um desafio operacional em solução inovadora. “Conseguimos unir sustentabilidade, economia de recursos e humanização em um único projeto. Todo o planejamento foi realizado para que o benefício pudesse chegar a todas as UPAs da rede e também ao Hospital Cidade do Sol”, explica. Responsável pela execução das intervenções, o gerente de Obras e Fiscalização, Matheus Martins, afirma que as entregas ocorreram entre abril e junho nas UPAs de Ceilândia II e Recanto das Emas e que novas unidades já recebem melhorias. “As obras já foram iniciadas nas UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo, que serão as próximas a receber os espaços”, informa. Na UPA de Recanto das Emas, a novidade rapidamente passou a fazer parte da rotina dos colaboradores. Para a gerente da unidade, Idê Ingrid Rodrigues, a iniciativa representa um cuidado que vai além da assistência. “Acredito que investir em espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores é também pensar na qualidade da assistência prestada aos pacientes. Quando nossos profissionais se sentem acolhidos, valorizados e têm um ambiente adequado para momentos de descanso e integração, conseguimos fortalecer o atendimento humanizado e oferecer uma assistência ainda melhor à população”, afirma. Mais do que uma obra física, o projeto simboliza uma nova forma de pensar a infraestrutura institucional, transformando estruturas que antes seriam descartadas em locais capazes de promover acolhimento, saúde e qualidade de vida para quem cuida e para quem é cuidado. Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel, a iniciativa demonstra como olhar para as pessoas e para o meio ambiente pode contribuir diretamente para a promoção da saúde. “Mais do que construir ambientes, buscamos criar locais que gerem acolhimento, conforto e qualidade de vida. Esse projeto mostra que é possível aliar eficiência, sustentabilidade e humanização em benefício das pessoas”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base implantará cirurgia robótica no novo complexo cirúrgico

Representantes da empresa chinesa de cirurgia robótica Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta quinta-feira (28). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), se prepara para incorporar a cirurgia robótica à assistência pública com a inauguração do novo complexo cirúrgico, atualmente em fase final de construção e com entrega prevista ainda para este ano. O encontro promoveu troca de experiências e discussões sobre uma possível parceria futura para aquisição de equipamentos cirúrgicos voltados à nova estrutura, que contará com 16 salas operatórias, incluindo duas equipadas para procedimentos robóticos, uma delas destinada à pesquisa, ao ensino e à formação profissional. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde. Um dos espaços destinados à tecnologia também funcionará como ambiente de ensino e pesquisa, ampliando oportunidades de aprendizado prático para residentes e equipes cirúrgicas. A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Ferraz, afirma que a iniciativa deve ampliar a capacidade de formação dentro da unidade. “Vamos ampliar nossas pesquisas e, tendo uma sala de cirurgia robótica, conseguiremos qualificar ainda mais os nossos residentes. Com isso, todos os profissionais cirúrgicos que passarem pelo Hospital de Base sairão qualificados”, destaca. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante para a assistência prestada à população. “Além de ser o maior hospital do Centro-Oeste, como hospital-escola, ter esse tipo de tecnologia avançada disponível para uso da população é extremamente significativo”, afirma. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o novo complexo cirúrgico representa um avanço para a assistência e para a capacidade técnica da unidade. “A chegada da cirurgia robótica fortalece o Hospital de Base como referência em alta complexidade e amplia o acesso da população a tecnologias cada vez mais modernas e seguras”, ressalta. Durante a visita técnica, os representantes conheceram a estrutura hospitalar e as instalações do novo complexo cirúrgico. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas articulações voltadas à modernização do hospital. Cirurgias mais precisas e formação especializada Os equipamentos previstos para o novo complexo cirúrgico funcionarão como alternativa às videocirurgias, procedimentos realizados com pequenas incisões e auxílio de câmeras, já utilizados atualmente pela equipe. A tecnologia poderá ser aplicada em cirurgias gerais, oncológicas, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço. O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explica que os equipamentos funcionam como ferramentas de apoio aos médicos, aumentando a precisão e a segurança dos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explica. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, destaca que a iniciativa faz parte da estratégia institucional de modernização da assistência. “Queremos que nossos médicos tenham acesso ao que há de melhor no mercado para podermos entregar resultados positivos”, completa. Com a chegada dos equipamentos, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro hospital público do Centro-Oeste a disponibilizar esse recurso. Estrutura moderna, mais segurança e conforto Projetado dentro de padrões técnicos voltados à segurança assistencial e ao controle de infecções, o novo complexo cirúrgico foi concebido para melhorar as condições de atendimento e trabalho na unidade. O complexo também contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes serão equipados com sistemas integrados capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos. A unidade também contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais. O local foi definido estrategicamente para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo interno. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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