Ministério da Saúde reconhece segurança, agilidade e humanização de três UPAs do DF
O Ministério da Saúde qualificou com certificação as unidades de pronto atendimento (UPAs) Ceilândia I, Recanto das Emas e São Sebastião, reconhecimento concedido às unidades que cumprem requisitos relacionados à estrutura, equipes, equipamentos, capacidade assistencial e organização dos processos de cuidado. Na prática, a certificação confirma que os serviços administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) atendem aos padrões nacionais de qualidade e fortalecem a capacidade de oferecer um atendimento mais seguro, ágil e resolutivo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). UPA de Ceilândia I destaca-se como a unidade com maior volume de atendimentos do Distrito Federal | Fotos: Divulgação/IgesDF Mais do que um reconhecimento técnico, a qualificação atesta que as unidades cumprem os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir assistência de qualidade e organização dos serviços de urgência e emergência. "A qualificação demonstra que nossas unidades atendem aos critérios técnicos exigidos para oferecer uma assistência cada vez mais segura, resolutiva e humanizada" Eliane Abreu, diretora-presidente do IgesDF Para receber a certificação, as UPAs precisam comprovar o atendimento a exigências relacionadas à estrutura física, disponibilidade de equipamentos, composição das equipes, capacidade operacional e organização dos fluxos assistenciais. O reconhecimento também permite o recebimento de incentivo financeiro complementar para o custeio das unidades, contribuindo para fortalecer continuamente a estrutura, as equipes e a assistência oferecida à população. Para a diretora-presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a conquista representa um avanço importante para a rede pública de saúde do Distrito Federal e beneficia diretamente quem utiliza os serviços. "A qualificação demonstra que nossas unidades atendem aos critérios técnicos exigidos para oferecer uma assistência cada vez mais segura, resolutiva e humanizada", destaca Eliane Abreu. "Mais do que um reconhecimento institucional, esse resultado representa um benefício direto para a população, porque fortalece a capacidade de investimento na rede e permite aprimorar continuamente a estrutura, os processos assistenciais e a qualidade do atendimento prestado aos usuários do SUS." Na UPA do Recanto das Emas, a gerente Idê Ingrid avalia que o reconhecimento consolida uma trajetória de fortalecimento da assistência prestada à comunidade "Isso representa uma importante validação do trabalho desenvolvido pela equipe e contribui para fortalecer a capacidade de atendimento da unidade" Idê Ingrid, gerente da UPA do Recanto das Emas De acordo com a coordenadora de Habilitação e Credenciamento do IgesDF, Bianca Barbieri, o reconhecimento reforça o papel estratégico das unidades dentro da Rede de Atenção às Urgências. "A qualificação envolve não apenas aspectos estruturais, mas também a adoção de boas práticas assistenciais, o impacto positivo na humanização do cuidado, a capacitação permanente das equipes e o fortalecimento da gestão do cuidado. Isso resulta em um atendimento mais acolhedor e centrado no usuário", pontua. O superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, avalia que o resultado representa um avanço importante para a rede de urgência e emergência do Distrito Federal. "A conquista reflete o compromisso com a melhoria dos serviços e reafirma a busca por uma assistência marcada pela eficiência, qualidade e segurança para os pacientes", destaca. Além do reconhecimento assistencial, a qualificação permite o recebimento de incentivo financeiro complementar do Ministério da Saúde para o custeio das unidades. Conforme as portarias publicadas em 18 de junho no Diário Oficial da União (DOU), os recursos financeiros integram o Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde — Grupo de Atenção Especializada, a ser incorporado ao limite financeiro da Média e Alta Complexidade (MAC) do Distrito Federal. Para o gerente da UPA de São Sebastião, Marcelo Martins, a certificação prestigia um trabalho construído com dedicação e responsabilidade Impacto direto para os usuários Para quem procura atendimento nas UPAs, a qualificação representa a consolidação de unidades estruturadas para prestar assistência de urgência e emergência com segurança, equipes capacitadas e processos organizados de acordo com os padrões nacionais de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. "É uma conquista muito importante para todos os profissionais que se dedicam a oferecer um bom atendimento à população" Marcelo Martins, gerente da UPA de São Sebastião Nas regiões atendidas pelas três UPAs qualificadas, esse reconhecimento ganha relevância adicional. As unidades funcionam como importantes portas de entrada para pacientes que necessitam de atendimento imediato, auxiliando na estabilização dos casos e na articulação com os demais serviços da rede pública. Em áreas com alta demanda assistencial, esse papel é decisivo para garantir mais agilidade e eficiência no cuidado. Na UPA Ceilândia I, unidade com maior volume de atendimentos do Distrito Federal, a gerente Graziela Ferreira avalia que a qualificação representa o reconhecimento do esforço realizado diariamente pelas equipes. "Trabalhamos no dia a dia para manter o que é preconizado pelo Ministério da Saúde, levando um bom atendimento aos usuários do SUS. Essa certificação valida o trabalho que desenvolvemos diariamente em benefício da população", explica. Para o gerente da UPA de São Sebastião, Marcelo Martins, a certificação prestigia um trabalho construído com dedicação e responsabilidade. "É uma conquista muito importante para todos os profissionais que se dedicam a oferecer um bom atendimento à população", ressalta. Já no Recanto das Emas, a gerente Idê Ingrid destaca que o reconhecimento consolida uma trajetória de fortalecimento da assistência prestada à comunidade. "Isso representa uma importante validação do trabalho desenvolvido pela equipe e contribui para fortalecer a capacidade de atendimento da unidade", ressalta. Trabalho contínuo [LEIA_TAMBEM] De acordo com Bianca Barbieri, coordenadora de Habilitação e Credenciamento do IgesDF, as UPAs de Sobradinho e Samambaia também progrediram no processo de qualificação junto ao Ministério da Saúde e já tiveram seus relatórios técnicos aprovados. "Agora aguardamos a publicação das portarias ministeriais. Na sequência, as unidades receberão uma nova visita técnica para avaliação do atendimento pediátrico, etapa necessária para a conclusão do processo de qualificação. Esse avanço fortalece a Rede de Atenção às Urgências e Emergências do Distrito Federal e amplia o acesso da população a serviços cada vez mais seguros e qualificados", explica. Bianca também destaca que o Ministério da Saúde já sinalizou o início do processo de qualificação da UPA do Núcleo Bandeirante. Com isso, o Distrito Federal caminha para consolidar a qualificação das seis UPAs pioneiras da rede, fortalecendo ainda mais a assistência prestada à população e reafirmando o compromisso com a melhoria contínua dos serviços de urgência e emergência. *Com informações do IgesDF
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Em reforço à Campanha do Agasalho do GDF, IgesDF lança Cabide Solidário
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está mobilizando colaboradores, pacientes, acompanhantes e a comunidade para participar da Campanha do Agasalho 2026 instituída pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Coordenada pela Gerência Geral de Humanização e Experiência do Paciente, por meio do projeto Humanizar, a iniciativa arrecada roupas de frio para pessoas em situação de vulnerabilidade e, neste ano, passa a contar também com o cabide solidário nas unidades de pronto atendimento (UPAs). Doações podem ser entregues nos pontos de coleta até 10 de julho | Foto: Divulgação/IgesDF “A Campanha do Agasalho nos permite ampliar esse cuidado para além das unidades de saúde, levando conforto, proteção e esperança para quem enfrenta o frio com menos recursos” Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF Até 10 de julho, as doações poderão ser entregues nos pontos de coleta instalados nas unidades administrativas do PO700 e do SIA. A campanha recebe casacos, cobertores, toucas, meias, luvas e outras peças de inverno que estejam limpas e em bom estado de conservação. “Todos os dias trabalhamos para acolher pessoas em momentos delicados de suas vidas”, afirma a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, Anucha Soares. “A Campanha do Agasalho nos permite ampliar esse cuidado para além das unidades de saúde, levando conforto, proteção e esperança para quem enfrenta o frio com menos recursos.” Cabide Solidário Como novidade desta edição, a campanha passa a contar com o Cabide Solidário nas UPAs do DF. A partir desta segunda-feira (22), as unidades terão um espaço para que roupas e agasalhos em bom estado possam ser deixados e retirados gratuitamente pela população, ampliando o alcance da iniciativa. [LEIA_TAMBEM]“O Cabide Solidário nasce da ideia de que aquilo que já não tem utilidade para uma pessoa pode representar acolhimento e dignidade para outra”, resume a gerente da UPA de Samambaia, Regilane Ferreira. “Queremos que esse espaço seja um símbolo de empatia e de cuidado com a comunidade que atendemos diariamente.” Uma das organizadoras da ação e integrante do Núcleo de Experiência do Paciente, a analista Cícera Patrícia Rodrigues reforça: “Muitas vezes, um casaco guardado no armário pode ser exatamente o que falta para alguém enfrentar uma noite fria. Nosso convite é para que as pessoas participem dessa corrente do bem e ajudem a aquecer não apenas corpos, mas também corações”. *Com informações do IgesDF
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UPA de Ceilândia I se prepara para manter reconhecimento nacional por qualidade e segurança
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia I, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), receberá nos dias 9 e 10 de junho a segunda visita de manutenção da certificação concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), processo que avalia padrões de qualidade, segurança assistencial e organização dos serviços de saúde. Em um universo de mais de 700 UPAs em funcionamento no Brasil, apenas 24 conquistaram a certificação. Entre elas está a unidade de Ceilândia, primeira do Centro-Oeste a alcançar o reconhecimento e que segue entre os serviços de pronto atendimento reconhecidos nacionalmente pela organização dos processos, segurança do paciente e gestão assistencial. Legenda Como parte da preparação para a avaliação, gestores e lideranças do IgesDF participaram, nesta terça-feira (2), de uma reunião estratégica realizada no auditório do PO700, sede administrativa do instituto. O encontro reuniu representantes de diversas áreas para alinhar ações, reforçar boas práticas e consolidar o compromisso institucional com a melhoria contínua. Durante a abertura do evento, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou que o processo representa mais do que uma certificação. “A acreditação representa muito mais do que um reconhecimento externo. É a evidência de uma organização que investe em segurança, excelência, padronização e valorização dos profissionais”, ressalta. Segundo ela, o crescimento do instituto passa necessariamente pela capacidade de pensar grande e construir estratégias que fortaleçam todas as unidades da rede. A importância desse movimento também foi ressaltada pelo vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel. “Iniciativas de preparação e qualificação são fundamentais para uma unidade que atende diariamente um grande volume de pacientes e que desempenha papel estratégico na assistência à população do Distrito Federal”, destaca. Gestão integrada em prol do resultado Responsável por conduzir o encontro, o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, lembrou que a avaliação vai além da verificação de documentos e protocolos. “A acreditação é um processo de amadurecimento organizacional que incentiva a aprendizagem contínua, a padronização de práticas e o fortalecimento da cultura da qualidade de todos os setores que fazem parte do instituto”, afirma. “A acreditação representa muito mais do que um reconhecimento externo. É a evidência de uma organização que investe em segurança, excelência, padronização e valorização dos profissionais” Eliane Abreu, presidente do IgesDF Clayton também ressaltou que a UPA de Ceilândia I ocupa posição de destaque no cenário nacional e que a manutenção da certificação representa apenas mais uma etapa de um planejamento maior, que prevê avanços futuros nos níveis de reconhecimento da unidade e da rede. O diretor de Atenção à Saúde (Diase), Edson Gonçalves, destacou que a experiência construída na UPA de Ceilândia I tem servido como referência para outras unidades. “Considerada a UPA de maior complexidade e volume assistencial da rede, a unidade demonstra que é possível alcançar elevados padrões de qualidade mesmo diante dos desafios de uma demanda intensa. A consolidação da acreditação fortalece o caminho para que outras UPAs avancem no mesmo processo”, frisa. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras (Dilog), Barbara Santos, ressaltou a importância da capacidade de transformar boas práticas em processos replicáveis. “A padronização da comunicação, dos fluxos de trabalho e da gestão documental permite que experiências bem-sucedidas sejam compartilhadas entre as unidades, fortalecendo a assistência prestada em toda a rede”, reforça. Para o superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, o reconhecimento é resultado do empenho coletivo das equipes. “Mais do que um reconhecimento formal, a acreditação deve ser percebida pelos usuários na qualidade do atendimento recebido, refletindo o compromisso dos profissionais em oferecer uma assistência segura, eficiente e acolhedora”, completa. Às vésperas da nova visita dos avaliadores, a mobilização das equipes reforça um compromisso que vai além da manutenção da certificação. Segundo a gerente da UPA de Ceilândia I, Graziele de Faria, o objetivo é consolidar uma cultura permanente de qualidade. “Em Ceilândia, esse compromisso continua sendo renovado todos os dias, por profissionais que transformam qualidade em cuidado e planejamento em resultados concretos para quem mais precisa”, finaliza. *Com informações do IgesDF
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Com pesquisas de avaliação, UPAs transformam experiências dos pacientes
Ouvir quem utiliza os serviços é fundamental para aprimorar a assistência na rede pública. Com esse propósito, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) implantou o Net Promoter Score (NPS) nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF, fortalecendo a cultura de avaliação contínua e ampliando a participação dos pacientes no aperfeiçoamento dos serviços. A metodologia, amplamente usada no setor privado, mede a satisfação do usuário e permite identificar aspectos que precisam de ajustes. “Trazer o NPS para o contexto da saúde pública é reconhecer que o paciente tem papel central no processo de cuidado. A percepção dele direciona nossas prioridades e nos ajuda a evoluir de forma consistente”, afirma o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. O objetivo é compreender toda a vivência do usuário, desde a chegada até a alta, reforçando a confiança na capacidade da rede pública de oferecer um atendimento acolhedor e eficiente. “Queremos mostrar que nossas unidades têm condições de entregar uma assistência qualificada, humana e resolutiva”, conclui. A metodologia, amplamente usada no setor privado, mede a satisfação do usuário e permite identificar aspectos que precisam de ajustes | Fotos: Divulgação/IgesDF Como funciona O NPS é aplicado diariamente por meio de formulários físicos, preenchidos beira-leito pelos auxiliares de humanização, e por QR Code disponível nas unidades. Esses profissionais passam por capacitações frequentes, visitas técnicas e reciclagens, garantindo uniformidade e sensibilidade na abordagem. A experiência da aplicação dos questionários começou com o projeto piloto no Hospital Cidade do Sol (HSol), em fevereiro de 2024. Nas UPAs, os formulários começaram a ser preenchidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia I em abril do mesmo ano e, nas outras unidades, a partir de agosto. A avaliação contempla diferentes dimensões da assistência, como tempo de espera, triagem, alimentação, estrutura física, atenção multiprofissional, vigilância, recepção, respeito e clareza das informações. “Cada detalhe observado pelos usuários nos direciona a melhorias importantes. São percepções que fazem diferença no ambiente e no cuidado”, explica Leonardo Maciel, chefe do Núcleo de Experiência do Paciente. Os resultados do NPS são categorizados da seguinte forma: Promotores (muito satisfeitos, notas 9 e 10), Neutros (satisfeitos, notas 7 e 8) e Detratores (insatisfeitos, notas de 0 a 6). A leitura do NPS classifica a instituição em diferentes zonas de qualidade: de encantamento, de excelência, de qualidade, em aperfeiçoamento e até de crítica. A avaliação contempla diferentes dimensões da assistência, como tempo de espera, triagem, alimentação, estrutura física, atenção multiprofissional, vigilância, recepção, respeito e clareza das informações Resultados que inspiram avanços Desde que iniciaram a implementação, as unidades já mostram evolução significativa. Duas UPAs alcançaram a zona de encantamento, três estão na excelência, sete permanecem na zona de qualidade e apenas uma ainda se encontra em aperfeiçoamento. A meta é que, até dezembro de 2025, todas estejam, no mínimo, na zona de qualidade. A partir das avaliações, melhorias foram implementadas em fluxos de atendimento, entrega de refeições, acolhimento na recepção e vigilância. “O indicador legitima percepções e nos ajuda a transformar impressões em relatórios que orientam ações precisas”, destaca Leonardo. Os dados alimentam o método FCA (Fato, Causa e Ação), que direciona estratégias e correções. Relatos reforçam o cuidado centrado na pessoa A participação dos usuários demonstra o quanto a iniciativa tem sido recebida com respeito e valorização. Nas UPAs, os depoimentos reforçam o impacto positivo. “Todos foram atenciosos e respeitosos. Em especial, Neto e Elisângela. Agradecemos por cada cuidado”, conta Rodrigo de Araújo Silvino, da UPA Riacho Fundo. “A equipe Humanizar me ajudou durante todo o atendimento, sempre prestativa”, destaca Jhessica Isabel Coelho Souza, da UPA Gama. “A Dra. Giovanna, o enfermeiro Álvaro e as técnicas Alessandra e Daiane foram extremamente atenciosos”, avalia Talita Daniele da Silva Rios, da UPA Riacho Fundo. “A equipe é muito preparada e demonstra grande sensibilidade. O Dr. Ravier explicou tudo com clareza e atenção”, completa Ederlâncio Lucas da Silva, da UPA Vicente Pires. Esses relatos reforçam o impacto da escuta qualificada e de um cuidado centrado na pessoa atendida. O olhar das equipes Desde que iniciaram a implementação, as unidades já mostram evolução significativa. Duas UPAs alcançaram a zona de encantamento, três estão na excelência, sete permanecem na zona de qualidade e apenas uma ainda se encontra em aperfeiçoamento A implantação do NPS também trouxe engajamento interno. As unidades passaram a discutir resultados e propor soluções de forma colaborativa. “As equipes entenderam que o NPS é uma ferramenta de apoio. As iniciativas de acolhimento têm surgido cada vez mais de dentro das próprias unidades”, afirma Leonardo. Entre os avanços percebidos estão comunicação mais clara, cordialidade e maior eficiência nas etapas do atendimento. Próximos passos O método também tem sido aplicado em outras unidades administradas pelo IgesDF. No Hospital de Base (HBDF), os questionários estão sendo aplicados no Centro de Infusão, no Centro de Trauma e nos ambulatórios de oncologia e hematologia desde abril de 2025. [LEIA_TAMBEM]Já no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o NPS tem sido coletado junto às pacientes atendidas no Centro Obstétrico e na maternidade. A experiência tem sido muito positiva e marcado equipes e pacientes. “Minha filha nasceu empelicada e nem eu nem os médicos acreditávamos. A equipe colocou uma música gospel, apagou as luzes e deixou apenas uma iluminando a hora do nascimento. Nunca vou esquecer. A médica chorou junto comigo. Minha gratidão a todos”, relata Elisangela Domingos da Silva. Diante dos bons resultados, o IgesDF planeja expandir o NPS para 100% do HRSM até julho de 2026 e para o Hospital de Base (HBDF) até dezembro do mesmo ano. O plano inclui melhorias estruturais, fortalecimento da comunicação interna e consolidação de uma cultura de cuidado centrada no paciente. “Queremos construir uma saúde pública cada vez mais humana, eficiente e transparente. Quando ouvimos o usuário e transformamos sua fala em ação, damos um salto de qualidade e reforçamos a confiança da população”, conclui Leonardo Maciel. *Com informações do IgesDF
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GDF investe mais de R$ 524 milhões na construção e reforma de hospitais e unidades de saúde
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido de forma robusta para fortalecer a rede pública de saúde. Uma das medidas é a ampliação dos espaços de atendimento de urgência, emergência e atenção primária e secundária. Estão em andamento a construção de dois novos hospitais, a reforma de áreas em cinco já existentes, além da implantação de cinco unidades básicas de saúde (UBSs), sete unidades de pronto atendimento (UPAs) e dois centros de atenção psicossocial (Caps). O investimento total é de R$ 524.170.071,70. “As obras em andamento na rede pública de saúde do Distrito Federal são estratégicas para ampliar o acesso e melhorar a qualidade do atendimento à população. Com a construção de novas unidades e a reforma de hospitais e UPAs, vamos conseguir desafogar os serviços de emergência e reduzir o tempo de espera por consultas e procedimentos, beneficiando diretamente milhares de pessoas em todo o DF. Nosso compromisso é entregar uma saúde mais eficiente, humanizada e próxima de quem mais precisa”, explica o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. Hospitais contam com a maior parte dos recursos e receberão melhorias, além da construção do Hospital Regional do Recanto das Emas e do Hospital Clínico Ortopédico, no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O maior volume dos recursos está voltado aos novos hospitais. São R$ 307,7 milhões destinados para que sejam erguidos o Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE) e o Hospital Clínico Ortopédico (HCO), no Guará. Ambos estão com os canteiros de obras iniciados e os serviços de terraplanagem finalizados. Paralelamente, o GDF aguarda a finalização da licitação do Hospital Regional de São Sebastião, que tem previsão de investimento de R$ 180 milhões. O HRE terá 100 leitos distribuídos entre clínica médica, clínica pediátrica e UTI pediátrica. A estrutura inclui ainda seis consultórios — sendo dois no ambulatório geral e quatro na emergência pediátrica —, um centro cirúrgico com duas salas de cirurgia e uma área de diagnóstico por imagem com duas salas de raio-X, uma sala de tomografia e quatro salas de ultrassonografia. A unidade vai beneficiar diretamente os moradores do Recanto das Emas — que tem uma população estimada em mais de 105 mil pessoas, sendo 80% SUS dependente —, bem como aliviar a demanda dos hospitais vizinhos nas regiões de Taguatinga, Ceilândia e Gama. Nosso compromisso é entregar uma saúde mais eficiente, humanizada e próxima de quem mais precisa” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Voltado a atender a pacientes referenciados para a área de ortopedia, o Hospital Ortopédico do Guará terá 160 leitos, sendo 90 de ortopedia, 50 de clínica médica e 20 de UTI adulta. A unidade também vai dispor de atendimento ambulatorial, internação ortopédica, centro cirúrgico, apoios de diagnóstico e terapia e de nutrição e dietética, farmácia hospitalar e centrais de Material Esterilizado (CME) e de Ensino e Pesquisa. Também estão em andamento a reforma do pronto-socorro do Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), da subestação Hospital de Apoio, da Unidade Fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM). No Hospital de Base (HBDF), o investimento é para a construção de um novo centro cirúrgico com 16 salas operatórias, uma sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para equipes de saúde e logística hospitalar. Juntas, as obras totalizam R$ 32.900.343,96. Descentralização do atendimento Outro eixo de expansão na saúde são as unidades de pronto atendimento (UPAs). Atualmente, o DF conta com 13 em funcionamento. A partir do investimento de R$ 118,7 milhões foram contratadas em junho de 2025 sete novas unidades que estão em fase inicial das obras. Elas serão implantadas no Guará, Estrutural, Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Arapoanga e Taguatinga. Sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs) estão em fase inicial das obras | Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF Cada uma será de porte 3 e terá 65 leitos, sendo 33 destinados ao público adulto e 32 para atendimento pediátrico, além de consultórios médicos, salas de estabilização, isolamento, curativos, laboratório, brinquedoteca, farmácia, serviço de imagem, refeitório e áreas de apoio aos profissionais. Esse é o maior modelo dentro da classificação do Ministério da Saúde. “A população passará a contar com atendimento de urgência mais próximo de casa, sem precisar se deslocar para outras regiões, o que também contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades já existentes”, destaca o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro. Paralelamente às obras estão sendo lançados processos seletivos para a formação das equipes que atuarão nas novas unidades. “Nosso planejamento garante que, no momento da entrega das UPAs, todas já estejam com suas equipes completas e treinadas, assegurando o início imediato dos atendimentos”, completa. “A população passará a contar com atendimento de urgência mais próximo de casa, sem precisar se deslocar para outras regiões, o que também contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades já existentes” Cleber Monteiro, presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) Além disso, cinco unidades modulares de unidades básicas de saúde (UBSs) estão em andamento para ampliar o suporte aos pacientes na atenção primária. Hoje, o DF tem 182 UBSs que atuam como porta de entrada da população no Sistema Único de Saúde (SUS), contando com a unidade modelo do formato modular, localizada em Santa Maria, que já está em funcionamento. As demais — duas em Brazlândia (Chapadinha e Incra 8), uma no Gama (Ponte Alta) e outra na Estrutural — estão em execução. O investimento total é de R$ 43.987.519,37. Na área da saúde mental, dois novos equipamentos estão em execução: o Caps III do Gama, com aporte de R$ 3,6 milhões, e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) do Recanto das Emas, no valor de R$ 3,6 milhões. As obras contam com recursos da Secretaria de Saúde (SES-DF), sob execução da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), e do IgesDF.
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Simulado de evacuação testa preparação das UPAs de Vicente Pires e São Sebastião
Nos dias 14 e 20 de março, as unidades de pronto atendimento (UPAs) de Vicente Pires e São Sebastião realizaram simulados de emergência para testar a eficácia dos protocolos de evacuação e a preparação das equipes para situações de risco. As atividades fazem parte da estratégia de melhoria contínua do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que busca garantir a segurança de pacientes e profissionais em todas as unidades da rede. A UPA de Vicente Pires testou as respostas da unidade a incêndios e a acidentes com múltiplas vítimas | Foto: Divulgação/IgesDF A UPA de Vicente Pires foi a primeira a realizar o treinamento – durante o simulado, foram testadas respostas a incêndios e a acidentes com múltiplas vítimas, garantindo que todos os profissionais soubessem como agir rapidamente em situações críticas. “Preparar os profissionais para agir sob pressão é essencial para a segurança de todos, e o treinamento reflete nossa preocupação constante com a qualidade do atendimento em situações extremas”, destacou Etiene dos Santos Macário, técnica em Segurança do Trabalho. Seis dias depois, a UPA de São Sebastião também realizou seu simulado, que reforçou a necessidade de treinamentos contínuos para assegurar a eficiência das equipes em situações de emergência. “A preparação constante é fundamental para garantir que todos saibam exatamente como agir em situações extremas. O simulado foi uma excelente oportunidade para reforçarmos a integração entre as equipes e testarmos nossos procedimentos de forma eficaz”, afirmou Jorge Pereira de Brito, técnico de Segurança do Trabalho. A brigadista Thays Christina Floriano da Silva enfatizou o papel dos seus colegas de profissão no sucesso dessas atividades: “A participação no simulado permite que todos estejam mais familiarizados com os protocolos e saibam como agir rapidamente em caso de incêndio ou outro tipo de emergência”. O gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do IgesDF, Lúcio Flávio de Marins, destacou que essas ações estão alinhadas à melhoria contínua promovida pelo instituto: “O IgesDF tem como compromisso aprimorar constantemente os serviços oferecidos para garantir um atendimento de qualidade na saúde pública do DF. A realização desses simulados demonstra nosso empenho em manter as unidades preparadas para qualquer eventualidade”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Carnaval eleva risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis; saiba como se prevenir
Para os fãs da folia, o Carnaval é uma oportunidade para conhecer novas pessoas, beijar na boca e, quem sabe, até ir além. Mas, se o clima esquentar, é importante estar atento para se prevenir das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Diferentes procedimentos de prevenção, como a testagem rápida, estão disponíveis na rede pública de saúde | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A primeira recomendação, antes mesmo do Carnaval, é fazer testes. “Se a pessoa vai com os exames em dia, já sabe que não tem nada ou que, se tiver, já pode tratar para não transmitir – lembrando que há várias ISTs que podem ser assintomáticas, como HPV, clamídia e gonorreia”, alerta Marcos Davi Gomes, infectologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ainda na folia pré-carnavalesca, é importante também estar com as vacinas em dia. Infecções que podem ser transmitidas durante o ato sexual, como a hepatite A e B e o vírus HPV, têm imunização disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos. Camisinha Preservativos, como a camisinha, são considerados itens essenciais para proteção “A pessoa pode usar camisinha sempre, mas, sob efeito, perde essa noção” Marcos Gomes, infectologista do Hospital Regional de Santa Maria Já na chamada “hora H”, é o momento da maior aliada contra as ISTs: a camisinha. Ela pode ser externa — a mais tradicional — ou interna — para as mulheres. Ambas são distribuídas gratuitamente na rede pública de saúde, e a dica é sair de casa com uma guardada. “Às vezes, na hora da relação a pessoa não vai encontrar”, aponta Marcos, ressaltando que o preservativo é indicado para todos os tipos de sexo, incluindo o oral. Também vale ficar atento ao uso de lubrificantes — de preferência à base de água, segundo o infectologista — e para não exagerar no álcool e em outras drogas. “Elas podem diminuir a percepção do usuário”, aponta. “A pessoa pode usar camisinha sempre, mas, sob efeito, perde essa noção”. Por último, mas não menos importante, estão dois protocolos que utilizam medicamentos para evitar as ISTs: a Profilaxia Pré-Exposição (Prep) e a Profilaxia Pós-Exposição (Pep). O médico detalha: “São duas tecnologias biomédicas que já estão disseminadas, mas muita gente desconhece. A Prep tem que começar a tomar antes da relação sexual, sendo indicada para pessoas que se percebem em um risco maior. O uso é uma decisão conjunta entre o usuário e o profissional de saúde”. Ele também explica a diferença entre esses procedimentos: “Já a Pep é para aquela pessoa que não estava usando Prep, não usou preservativo e teve uma relação que julga de risco. Ela tem até 72 horas para procurar um serviço médico e fazer essa profilaxia durante 28 dias”. Onde encontrar? Teste, vacina, preservativo, lubrificante, Prep, Pep… Tudo isso está disponível gratuitamente na rede pública de saúde — em hospitais, unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades de pronto atendimento (UPAs). Mas o lugar mais garantido para encontrá-los — à exceção da Prep — é o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que funciona no Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), na 508 Sul. A enfermeira Leidijany Paz, do Centro de Testagem e Aconselhamento, lembra: “ O nosso público são pessoas que identificam que tiveram alguma situação de exposição sexual” “E, se vacilar e não conseguir usar, esteja aqui na quarta-feira de Cinzas” Leidijany Paz, do CTA “É uma unidade de saúde voltada para o fornecimento de diagnóstico na modalidade de testagem rápida para a população como um todo”, explica a enfermeira Leidijany Paz, do CTA. “Nós antigamente ficávamos na Rodoviária [do Plano Piloto], e agora nós temos uma unidade lá e abrimos essa aqui também na Asa Sul. O nosso público são pessoas que identificam que tiveram alguma situação de exposição sexual.” Leidijany reforça: “O mais importante é que toda a nossa equipe é muito sensibilizada e voltada para o acolhimento de uma questão muito tabu da nossa população, que é o exercício da sexualidade. Então o jovem, o homem, a mulher que vem aqui na nossa unidade vai encontrar uma equipe sensibilizada e preparada para acolher nessas questões que podem ser difíceis de conversar em outros contextos”. O caminho ideal, portanto, é visitar a unidade antes do Carnaval e garantir os insumos de prevenção, como preservativo, lubrificante e teste rápido — que, inclusive, não precisa ser feito no local, podendo ser levado para casa. “E, se vacilar e não conseguir usar, esteja aqui na quarta-feira [de Cinzas]”, recomenda a enfermeira.
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Saúde bate recordes de atendimento em 2024
Os números de 2024 da Secretaria de Saúde (SES-DF) revelam um ano com aumento de produtividade e ampliação na oferta de serviços para a população. Foram mais de 4 milhões de atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS). O número é 18% maior que o registrado em 2023. Houve também avanços no atendimento ambulatorial, expansão das cirurgias e maior oferta de leitos nas unidades de terapia intensiva (UTIs). Números de 2024 da Secretaria de Saúde do DF revelam aumento de produtividade e ampliação na oferta de serviços para a população | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Em termos de gestão, os indicadores positivos são interessantes, mas não são apenas estatísticas”, pontua a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “O que temos, efetivamente, é um número maior de pessoas beneficiadas. São crianças, mães, pais e idosos, todos com uma vida melhor.” 3,7 milhões Número aproximado de atendimentos registrados nas 176 UBSs do DF No caso da APS, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), foram mais de 3,7 milhões de atendimentos na rede de 176 unidades básicas de saúde (UBSs) e mais de 16 mil em domicílio. Destacaram-se, ainda, 5,7 mil ações em vias públicas, como o Consultório na Rua, que atende populações vulneráveis, e 1,5 mil em instituições como abrigos. Em instituições de ensino e creches, ocorreram 1,6 mil atividades, como parte do programa Saúde na Escola. Atualmente com 100 vagas, o Serviço de Atenção Domiciliar de Alta Complexidade, conhecido como home care, caminha para oferecer 200. Os pacientes recebem em casa serviços de técnico de enfermagem 24 horas, visita médica e de enfermeiro, nutricionista, profissionais de fonoaudiologia e da área de fisioterapia motora e respiratória. Atenção Secundária A Atenção Secundária, que atua no atendimento ambulatorial especializado e complexidade intermediária, também teve avanços. De janeiro a setembro deste ano, foram mais de 2,5 milhões de atendimentos. A média é de 283,3 mil por mês, cerca de 13,5% acima dos 249,5 mil registrados em cada mês do ano passado. Somente na atenção secundária, foram mais de 2,5 milhões de atendimentos realizados em 2024 | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Os índices envolvem as unidades de pronto atendimento (UPAs), policlínicas, centros especializados e dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), de Especialidades Odontológicas (CEOs) e de Especialidades para a Atenção às Pessoas em Situação de Violência (Cepavs). Hospitais Nos hospitais, as cirurgias ambulatoriais chegaram, de janeiro a outubro, a quase cinco mil por mês, 6,2% acima da média registrada ao longo de 2023. Também aumentou o uso de leitos de UTI: de janeiro a outubro de 2024, foram em média quase 13 mil diárias atendidas por mês, frente a 11 mil diárias mensais ao longo de todo o ano passado. “Todos esses dados, disponíveis para a população por meio das iniciativas de transparência da secretaria, mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção” Lucilene Florêncio, secretária de Saúde A ampliação é fruto do aumento da oferta. Nos últimos seis anos, o número de leitos de UTI na rede pública saltou de 319, em dezembro de 2018, para 433, até novembro deste ano. De acordo com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), o DF tem mais que o dobro de leitos de UTI por 100 mil habitantes, na comparação com a média brasileira. “Todos esses dados, disponíveis para a população por meio das iniciativas de transparência da secretaria, mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção”, detalha Lucilene Florêncio. A secretária ressalta ainda o investimento constante em melhorias de gestão, com processo de digitalização avançado e investimento em iniciativas como o Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do Sistema Único de Saúde (Cieges-DF) – uma plataforma que permite o acompanhamento de diversos indicadores. Nos hospitais, o destaque ficou por conta das forças-tarefas para realização de cirurgias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Atendimento sem distinção Os dados também mostram a importância da SES-DF para os 33 municípios goianos e mineiros da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Pessoas com moradia fora do Distrito Federal (DF) são, conforme preconiza o SUS, atendidos sem distinção. De janeiro a setembro deste ano, o DF atendeu 36,3 mil pacientes da Ride-DF em internações hospitalares (UTI e alta complexidade), o que equivale a 48,5% de todas as internações dessa região. Além disso, o DF acolheu 5,1 mil pacientes de outros estados fora da região, incluindo 515 internações em UTI e 974 em alta complexidade. A saúde materno-infantil também faz parte da estatística: 71% dos partos e puerpérios da Ride-DF são realizados nos hospitais públicos do Distrito Federal, enquanto 92% das internações no período perinatal também ocorrem na rede pública de saúde da capital. Cerca de 30% dos 24,2 mil brasilienses nascidos entre janeiro e setembro, na verdade, vão morar em outros estados: Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, São Paulo, Maranhão e Tocantins. A situação se repete na oncologia. No mesmo período, das 1,6 mil autorizações de internação para cirurgias oncológicas, 246 foram para pacientes de outras unidades federativas. Além disso, até setembro, foram registrados 78,4 mil procedimentos ambulatoriais de alta complexidade para pacientes da Ride-DF. Na prática, no DF ocorrem 46,7% dos tratamentos de oncologia de habitantes do Entorno do DF, 72,2% dos cateterismos cardíacos e 40,3% dos exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada, entre outros procedimentos de alta complexidade. Ainda no DF, foram atendidos 17 mil pacientes de outros estados fora da Ride, em procedimentos ambulatoriais de alta complexidade ao longo deste ano *Com informações da Secretaria de Saúde
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Vigilantes de UPAs e do HRSM são capacitados para situações de conflitos e atendimento humanizado
Nestas quarta (13) e quinta-feiras (14), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promove, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma capacitação para todos os vigilantes que atuam no local e nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal. Todos os vigilantes que prestam serviço nas unidades administradas pelo IgesDF estão participando da capacitação | Foto: Divulgação/IgesDF O curso aborda temáticas sobre inteligência emocional, postura operacional nos postos de serviço, autocontrole, uso progressivo da força, legislação acerca do tratamento humanizado, atuação em situações de conflito, e a prática de técnicas de imobilização. O chefe do Núcleo de Segurança das UPAs, Leandro Franco, foi o palestrante da capacitação e destacou a importância de aprimorar as habilidades dos vigilantes na atuação nos hospitais e nas UPAs, pois é essencial para ter um bom desempenho da equipe. O curso atualiza os vigilantes em relação ao gerenciamento de crise e ao uso progressivo da força em casos necessários, por exemplo “Vamos treinar as habilidades com os conhecimentos voltados para as responsabilidades, a atuação em situações de conflito. A palestra está focada nesse viés, pois eles são a porta de entrada das nossas unidades. O vigilante é quem acaba atuando em momentos de insatisfação dos usuários, por isso é importante abordar a técnica que usa o programa da força, como se comportar e atuar nessas situações pra contribuir não só com a segurança dos pacientes e dos acompanhantes, como também dos colaboradores”, informa. Segundo o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Daniel Rabelo, o curso é importante para repassar mais informações e atualizar os vigilantes em relação ao gerenciamento de crise, ao uso progressivo da força em casos necessários e sobre o atendimento humanizado. “É uma atualização para deixá-los muito mais atentos em caso de uma crise dentro da unidade. Aqui no HRSM são 134 vigilantes e todos eles participam de treinamentos semanais com estudo de casos de ocorrências que vão acontecendo corriqueiramente dentro do hospital”, explica. Além disso, existem orientações durante esses treinamentos semanais sobre como manejar paciente e como abordar paciente psiquiátrico. O tratamento cordial é voltado para o serviço humanizado com excelência no atendimento. Capacitação para todos os vigilantes Todos os cerca de 450 vigilantes que prestam serviço nas unidades administradas pelo IgesDF estão participando da capacitação. Eles foram divididos em quatro turmas, sendo as duas primeiras nos dias 6 e 7 de novembro. O treinamento ocorreu no auditório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A terceira e quarta turma ocorrem no auditório do HRSM. O treinamento conta com o apoio e organização do Núcleo de Educação Corporativa (Nudec/GGCON), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). Segundo o chefe do Núcleo de Educação Corporativa, Érik Cardoso, esse evento é muito importante, porque os vigilantes estão nas portas de acesso das dependências da instituição. “Eles que estão em contato diretamente com a população e, muitas das vezes, são os primeiros contatos. Então, acho que é importante eles estarem capacitados para um bom relacionamento, focando na segurança física e patrimonial da instituição”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Contratações, novas UBSs e hospitais reforçam cuidado com a saúde no DF
Para qualquer gestor e qualquer pessoa, a saúde é uma prioridade. E não é diferente no caso do Governo do Distrito Federal (GDF). Esta gestão nomeou 7 mil profissionais na Secretaria de Saúde. Também foram investidos R$ 164,4 milhões na construção de novas unidades de saúde e hospitais. Desses recursos, R$ 39,6 milhões foram destinados à construção de 12 unidades básicas de saúde (UBS) em diferentes regiões, incluindo Fercal (UBS 3 – Lobeiral), Planaltina (UBS 20 e UBS 8 – Vale do Amanhecer), Samambaia (UBS 11), Recanto das Emas (UBS 5), Jardins Mangueiral (UBS 1), Riacho Fundo II (UBS 5), Paranoá Parque (UBS 3), Sobradinho II (UBS 7 – Buritizinho), Ceilândia (UBS 15), Gama (UBS 7) e a segunda unidade de Santa Maria (UBS 6). Além disso, mais de R$ 50,4 milhões foram aplicados na ampliação da rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com a construção de sete novas unidades em Brazlândia, Paranoá, Gama, Ceilândia, Vicente Pires, Riacho Fundo II e Planaltina. Com isso, o número de UPAs passou de seis para 13, todas com atendimento 24 horas e infraestrutura moderna, incluindo raios-X, eletrocardiograma, laboratório de exames e leitos de observação. Para os próximos anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) planeja construir sete novas unidades, expandindo ainda mais a cobertura de atendimento. O projeto Saúde mais Perto do Cidadão é uma das novidades desta gestão | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília A atenção terciária recebeu R$ 74,4 milhões para a construção de três hospitais de campanha para o enfrentamento da pandemia de covid-19: no Autódromo de Brasília (Plano Piloto), no Bezerrão (Gama) e na Escola Anísio Teixeira (Ceilândia). Também foram construídos dois hospitais acoplados, nos hospitais de Samambaia e Ceilândia, além do Hospital Cidade do Sol, que atuou como retaguarda para as UPAs. Todos esses equipamentos foram criados com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento e garantir a assistência à população no combate à covid-19. Atualmente, o governo trabalha na ampliação de unidades como o Hospital de Brazlândia, que passa por uma grande reconstrução, e o de Planaltina, que será ampliado. Também está construindo um hospital regional no Recanto das Emas e no Guará. O trabalho na saúde encontra outras frentes importantes. Uma delas é o Remédio em Casa, que leva remédios gratuitos a mais de 10 mil pacientes todos os meses. A iniciativa evita que os pacientes ou familiares tenham gastos de tempo e deslocamento com a retirada presencial das medicações em uma das unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) da Secretaria de Saúde, mais conhecidas como Farmácias de Medicamentos de Alto Custo, localizadas na Asa Sul, em Ceilândia e no Gama. Criado em agosto, o Saúde Mais Perto do Cidadão já realizou 96 mil atendimentos em várias regiões administrativas, com a oferta de atendimentos públicos gratuitos em saúde. Trata-se de mais uma iniciativa deste GDF para cuidar da população com atendimentos públicos gratuitos nas áreas de clínica médica, nutrição, psicologia, serviço social, ginecologia, nefrologia, cardiologia, endocrinologia, oftalmologia, urologia e mastologia, além de exames de eletrocardiograma, mamografia e ultrassonografia.
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